Governo do RS disponibiliza R$ 3 milhões para projetos culturais que gerem conteúdo digital

Edital cria oportunidades de trabalho e objetiva conectar pessoas em ambiente virtual durante o período de isolamento social

O edital FAC Digital RS, que disponibilizará cerca de R$ 3 milhões para projetos culturais que gerem conteúdo digital, foi lançado nesta sexta-feira (29) pela Secretaria da Cultura (Sedac). Realizado a partir de uma parceria inédita entre o Pró-Cultura RS/FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e a Universidade Feevale, por meio do Feevale Techpark, o objetivo é gerar oportunidade de trabalho para artistas, técnicos, produtores e fazedores de cultura, estimulando processos criativos e inovadores para conectar as pessoas em ambiente virtual durante o período de isolamento social. O texto foi assinado esta semana pela titular da Sedac, Beatriz Araujo.

Serão contemplados 1.940 projetos no valor de R$ 1,5 mil cada. Eles devem atender às medidas de prevenção à Covid-19 recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OM) e pelo Ministério da Saúde, especialmente no que se refere à impossibilidade de aglomeração de pessoas.

A inscrição deverá ser realizada por meio do formulário disponível em www.procultura.rs.gov.br e www.feevale.br/facdigitalrs, das 10h de 8 de junho até as 10h de 18 de junho. A inscrição ficará limitada a um projeto por CPF. As propostas admitidas serão selecionadas por ordem de inscrição.

Seleção de projetos

Podem se inscrever no edital brasileiros que estejam em isolamento social em todas as regiões do Rio Grande do Sul, tenham registro no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e conta bancária individual.

Os projetos poderão ser individuais ou coletivos, desde que os demais participantes observem as medidas de isolamento social recomendadas pelos órgãos competentes.

Fica vedada a apresentação de projetos por servidores públicos e membros da comissão julgadora deste edital. O resultado da seleção será publicado nos sites www.cultura.rs.gov.br e www.feevale.br/facdigitalrs.

A execução dos projetos fica imediatamente autorizada após a divulgação do resultado e deverá ocorrer em até 60 dias. O conteúdo produzido terá que circular em redes sociais, utilizando a hashtag #CulturaEssencial na legenda do conteúdo e marcando o perfil da Secretaria de Estado da Cultura, da Universidade Feevale e do Feevale Techpark no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube. As postagens devem, quando couber, apresentar mensagens de cunho educativo e preventivo contra a Covid-19.

Os projetos deverão desenvolver atividades relacionadas com os seguintes setores culturais:

• Artes visuais
• Audiovisual
• Artesanato
• Culturas populares
• Cultura viva
• Circo
• Diversidade linguística
• Dança
• Livro, Leitura e Literatura
• Memória e patrimônio
• Museus
• Música
• Teatro

Os projetos que contemplem mais de um setor, desenvolvendo conteúdos integrados e/ou transversais, serão enquadrados na categoria Transversal.

Economia criativa movimenta cerca de 2,6% do PIB

O setor da cultura faz parte de uma área mais ampla, a chamada economia criativa, que envolve também outras áreas em que o trabalho de músicos, artistas plásticos e escritores cumpre papel importante, como a publicidade, a mídia, a moda, os games e o setor editorial.

Um estudo recente, feito pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (DEE/Seplag), identificou que, em 2017, existiam 27 mil empreendimentos e 130 mil empregos formais na economia criativa no Estado. Para efeitos de comparação, é quase o mesmo número de empregos da construção civil (138 mil) e mais do que a indústria calçadista (112 mil) ou a indústria metalúrgica (106 mil). Isso considerando apenas os empregos formais.

Os números efetivos são muito maiores, uma vez que o setor cultural se caracteriza justamente por alta informalidade na contratação. Em 2019, eram 48 mil os microempreendedores individuais (MEIs) na economia criativa no Rio Grande do Sul.

As atividades na cultura não se resumem aos artistas e produtores culturais. Grande parte dos projetos culturais demanda a participação de outros setores. Para a realização de um filme, por exemplo, é necessário o trabalho de eletricistas, costureiros, motoristas e marceneiros, entre outros profissionais.

Outro estudo do DEE/Seplag divulgado esta semana sobre os eventos da área da música revela que mais da metade dos recursos de um evento musical se distribuem em outros setores econômicos, como indústrias gráficas, comunicação, hotelaria, alimentação, transporte, iluminação, segurança e infraestrutura. A cultura, portanto, é um potente gerador de demandas para outros setores econômicos.

Cooperativa Vinícola Garibaldi presenteia casais com kit ‘Taça e Trufa’

Ação promocional de Dia dos Namorados ocorre no Facebook e Instagram

Já pensou em comemorar o Dia dos Namorados com uma experiência incrível – e deliciosa – no conforto de casa? Quem participar da promoção lançada pela Cooperativa Vinícola Garibaldi para celebrar a data tem a chance de ganhar um kit especial para curtir a degustação harmonizada ‘Taça e Trufa’ com seu amor.

Sucesso entre os visitantes que passam pelo Complexo Enoturístico sediado em Garibaldi-RS, a experiência poderá ser recriada dentro do próprio lar pelos vencedores, que receberão três garrafas de espumantes Garibaldi, 12 trufas artesanais e uma aula virtual, enviadas em uma embalagem exclusiva em MDF – a combinação ideal para que os apaixonados possam aproveitar da melhor maneira possível a combinação entre os espumantes e chocolates.

A campanha está rodando nas redes sociais da marca – Facebook e Instagram, com o sorteio de um kit em cada canal. Para concorrer, é preciso acessar e seguir o perfil @coopvinicolagaribaldi no Instagram ou a página da Cooperativa Vinícola Garibaldi no Facebook (facebook.com/cooperativavinicolagaribaldi), ir até a foto oficial da promoção, curti-la e comentar na publicação marcando três amigos (não valem contas repetidas, de empresas, personalidades conhecidas ou fakes). A ação é válida para todo o território nacional. O resultado do sorteio será divulgado dia 12 de junho, nos stories das redes sociais da Cooperativa Vinícola Garibaldi.

Prefeitura de Bento decreta três dias de luto pela morte do empresário José Eugênio Farina

A Prefeitura de Bento Gonçalves decretou no final da tarde desta quarta-feira,27, três dias de luto oficial no Município pela morte do empresário, José Eugênio Farina, 95 anos. Conhecido como “seu Geninho”, o empresário deixa um legado de empreendedorismo, desenvolvimento e contribuição com a comunidade.

 

Natural de Bento Gonçalves, iniciou sua vida profissional com 12 anos, como balconista de uma farmácia. Ao longo dos anos, trabalhou num armazém de secos e molhados, como balconista numa agência de automóveis até chegar ao cargo de diretor na Metalúrgica Bento Gonçalves e na Farina S/A, respectivamente.

 

Em 1971, ele adquiriu ações da Todeschini S/A, reconhecida como uma das mais proeminentes fabricantes de acordeões da América Latina. Após um incêndio que destruiu todas as instalações, iniciou uma caminhada rumo ao desenvolvimento e crescimento do mercado moveleiro brasileiro. Iniciava-se a fabricação de móveis componíveis. Atualmente, a Todeschini S/A é uma das maiores empresas do setor moveleiro, reconhecida internacionalmente.

 

Farina também é reconhecido por sua contribuição comunitária. Durante sua trajetória, integrou diversas entidades empresariais e sociais, sendo presidente do CIC-BG, da Fenavinho, da Apae, do Conselho Administrativo do Hospital Dr. Bartholomeu Tacchini, dentre tantas outras. Em 2002 idealizou e fundou o Projeto Coração Cidadão.

 

O Prefeito Guilherme Pasin lamentou o falecimento e reforçou a importância da atuação empreendedora de Geninho. “Com grande pesar recebi a informação do falecimento do empresário José Eugênio Farina. Geninho deixa um legado de contribuições com o desenvolvimento do município e região, evidenciando o empreendedorismo, liderança, trabalho e respeito a todos. Os sentimentos aos familiares e amigos. Nossa cidade perde não somente um empreendedor, mas uma figura singular em nossa história, por isso estamos decretando três dias de luto na cidade”, disse.

Sindmóveis lamenta o falecimento do moveleiro José Eugênio Farina

Confira a nota de pesar divulgada pelo Sindmóveis 

É com pesar que o Sindmóveis recebe a notícia do falecimento do empresário José Eugênio Farina, ocorrido nesta quarta-feira, dia 27 de maio, em Bento Gonçalves. Aos 95 anos, ele ainda ocupava a presidência do Conselho Consultivo do Grupo Todeschini e, sem dúvidas, é um dos grandes nomes do setor moveleiro no Brasil.

Ele integrou o Conselho Fiscal do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) ininterruptamente entre os anos de 1977 e 1987, além de ter ocupado a função de diretor de Exposição Industrial na 1ª e 2ª edições da Mostra do Mobiliário, hoje a feira Movelsul Brasil. Historicamente, foi sempre um apoiador da atuação coletiva do setor, ao estimular a participação de executivos da empresa na diretoria do Sindmóveis, o que transcorre de forma voluntária. Nos dias atuais, a diretoria do Sindmóveis conta com a atuação da neta de José Eugênio, Letícia Farina, como diretora de Serviços.

José Eugênio Farina adquiriu a fábrica de acordeões Todeschini em 1971, hoje um dos principais grupos moveleiros do país (com as marcas Todeschini, Italínea, Criare, Carraro, Avantti, Todesmade, Todesflor, Grato e Todescredi). A Todeschini foi protagonista de uma grande reviravolta na produção de móveis no Brasil nos anos 1970. As novidades implantadas pela empresa naquela época ajudaram a fomentar o papel do designer na indústria e a relevância do polo moveleiro de Bento Gonçalves para o país.

Esse marco histórico foi a contratação, pela Todeschini, dos consagrados designers brasileiros José Carlos Bornancini e Nelson Ivan Petzold, resultando no desenvolvimento das cozinhas modulares coloridas, que viriam a se tornar um ícone brasileiro dos anos 1970 e 1980. Até hoje, é tido como um grande caso de inovação mercadológica. A parceria começou 1966, quando os designers foram chamados pela então fábrica de acordeões Todeschini para avaliar alternativas frente à crise daquele mercado – consequência da ascensão dos instrumentos elétricos.

José Eugênio deixa a esposa Lourdes e quatro filhos: João, Paulo, Ricardo e Virginia, além de oito netos, três noras e um genro.

Nest Pano lança site que inicia a divulgação do documentário “Nem eu sei tudo”

A ansiedade é grande para assistir ao documentário, que foi contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura, “Nem eu sei tudo”. O audiovisual traz a trajetória de 10 anos da Nest Panos, seus protagonistas e de como a cena break de Bento Gonçalves ganhou mais destaque em eventos estaduais, nacionais e internacionais.

 

“Nem eu sei de tudo” seria lançado no primeiro quadrimestre de 2020 acompanhado do Battle in the Cypher. No entanto, a pandemia do Coronavírus impossibilitou a estreia prevista e os proponentes do projeto decidiram lançá-lo de forma online. E para iniciar a divulgação do documentário nesta quinta-feira, 28, será lançado o site oficial do filme: www.nemeuseitudo.com.br.

 

No site pode ser conferidos o trailer oficial e teaseres que já movimentaram as redes sociais e plataformas como o YouTube. As imagens dos teaseres antecipam o clima do documentário assinando pela Ancora Produções, de Bento Gonçalves, que também assina o site.

 

Destaca-se também o relato da Monja Cohen sobre seu encontro com a cena hip hop durante uma Feira do Livro. O site também fará as inscrições dos interessados em receber informações e o link para assistir ao documentário em primeira mão. “Nem eu sei tudo” tem previsão de lançamento para 18 de junho.

 

O secretário de Cultura e presidente da Fundação Casa das Artes, Evandro Soares destaca que “mesmo em tempos da COVID-19, a Cultura continua em franca produção buscando outras formas de chegar ao público. E a data de lançamento do site e do filme da Nest Panos é uma alegria conquistada e que deve ser compartilhada”.

Fotos: Divulgação/Nest Panos/Âncora Produções 

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CIC-BG promove ciclo de debates para tratar de mercado, inovação e negócios

Encontros virtuais serão transmitidos nos dias 1, 8 e 15 de junho pelas redes sociais da entidade

A pandemia da Covid-19 mudou radicalmente o comportamento da sociedade, os hábitos de consumo e as tendências de mercado. Entender essa nova realidade – e encontrar alternativas para adequar os negócios a ela – é um dos principais desafios da atualidade para os empreendedores. Procurando auxiliar os empresários diante dessa necessidade, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) programa uma série de três encontros virtuais temáticos cujos conteúdos serão focados em mercado, inovação e negócios.

Quem abre o ciclo é Cristiane Romagna, pesquisadora e head na Romagna Mkt + Pesquisa, dia 1º de junho (segunda-feira). Ela abordará o comportamento do consumidor e as principais tendências de consumo pós-pandemia, um assunto estratégico para as empresas terem assertividade em seus métodos de comercialização.

No dia 8 de junho, a consultora de negócios e inovação e professora internacional Eliane Zanluchi falará sobre inovação aplicada à prática organizacional através do engajamento das equipes e, também, como as empresas podem se reinventar neste momento. Ambos painéis terão mediação de Jana Brun Nalin, diretora de comunicação e marketing do CIC-BG e gerente de marketing da Giordani Turismo.

Encerrando a programação desse circuito, Rogério Tessari, profissional da área da tecnologia da informação, responde à pergunta: ‘Marketplace ou loja virtual própria: que caminhos seguir para a digitalização dos negócios. A live com o CEO e fundador da Tiny Software, e também diretor da área de tecnologia do CIC-BG, será dia 15 de junho, com mediação de Bruno Benini, 2º Vice-presidente do CIC-BG para Assuntos da Indústria, diretor de marketing da 30ª ExpoBento e diretor da Elare.

As transmissões ocorrem sempre às 11h e podem ser assistidas pelo perfil da entidade no facebook: facebook.com/cicbg. As lives também ficarão salvas nos canais institucionais para quem quiser assistir em outras oportunidades.

Programe-se

O quê: ciclo de lives do CIC-BG, em junho

Quando: dia 1º de junho, com Cristiane Romagna; dia 8, com Eliane Zanluchi; e dia 15, com Rogério Tessari, sempre às 11h

Onde: facebook.com/cicbg

‘Bento é Super’ quer transmitir poder solidário à população

Ação do Sindilojas Regional Bento distribui milhares de máscaras em troca de alimentos não perecíveis e artigos de limpeza a quem doar nas empresas associadas

Bento Gonçalves é destaque nacional em diversas áreas. Com uma economia diversificada, expõe sua capacidade produtiva invejável, além de uma cultura rica em histórias, saberes e fazeres que atraem e encantam mais de 1 milhão de turistas todos os anos. Sua gente empreendedora e trabalhadora é o que faz frente para se alcançar esta posição. E é justamente este espírito participativo que levou o Sindilojas Regional Bento, juntamente com o Sindilojas Jovem, a lançar a ação ‘Bento é Super’, despertando em cada habitante o sentimento de solidariedade para enfrentar a Covid-19.

Quem usar seu poder solidário para doar alimentos não perecíveis, água sanitária, sabonete e sabão nas empresas associadas ao Sindilojas Regional Bento receberá uma máscara personalizada de combate ao Coronavírus, confeccionada e doada pela Malhas G’Dom, uma das parceiras na ação. A máscara, que segue as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), é de TNT duplo, podendo ser lavada e reutilizada, e traz em sua estampa o slogan da ação ‘Bento é Super’.

“Queremos contagiar toda população com a ação. Enquanto convocamos as pessoas a participar doando alimentos e artigos de limpeza para repartir com os menos favorecidos, também pensamos na segurança e saúde de todos. Por isso, a máscara é a nossa marca. O poder solidário está nas nossas mãos. Podemos ser super heróis, mas heróis no combate a Covid-19”, destaca o presidente do Sindilojas Regional Bento.

Inicialmente, serão distribuídas 2 mil máscaras, através das empresas associadas que serão pontos de arrecadação de alimentos não perecíveis e produtos de limpeza. A entidade está distribuindo os cartazes para serem colocados na vitrine identificando o local como ponto de coleta. Cabe a cada estabelecimento, receber as doações e em cada uma delas entregar a máscara de proteção. A Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social (Sedes), apoiadora da ação, estará fazendo o recolhimento das doações semanalmente. As empresas também podem solicitar a coleta pelo telefone (54) 3055.7337, além do suporte do Sindilojas Jovem.

Além das vitrines, ‘Bento é Super’ também está retratada na entrada da cidade, com outdoor ao lado da Pipa Pórtico, numa iniciativa que tem o apoio do Grupo DCA e da Secretaria de Turismo, além de circular pelo site www.sindilojasbg.com.br, pelas redes sociais da entidade e divulgação nos veículos de comunicação da cidade parceiros do projeto.

Ação ‘Bento é Super’

Doações: alimentos não perecíveis, água sanitária, sabonete e sabão

Pontos de coleta: empresas associadas identificadas com o cartaz da ação

Cronograma da coleta:

Segunda-feira – Centro

Terça-feira – São Francisco, Borgo, Licorsul, Vila Nova e Fenavinho

Quarta-feira – São Roque, Ouro Verde e Aparecida

Quinta-feira – Juventude, Cidade Alta e Planalto

Sexta-feira – Botafogo, Santa Helena, Santa Marta e Santo Antão

Outros bairros serão atendidos pelo Sindilojas Jovem ou mediante o telefone 3055.7337

Gratidão

Por César Anderle 

Nosso agir e nosso pensar fica mais leve se soubermos ouvir a voz de Deus. Quantas vezes nos deparamos com dificuldades e não sabemos para onde andar?

A vida nos apresenta alguns obstáculos. As pessoas nos desafiam, as notícias nos amedrontam.

Onde buscaremos a Paz nestes tempos de incerteza? Porque nascemos, crescemos e sofremos?

Por que será que as tristezas nos abatem?

Perguntas que não conseguimos responder num primeiro momento. Somente o tempo nos dará as respostas devidas e coerentes. Já dizia um poeta: nada como um dia após o outro.

Gratidão, talvez esta seja a palavra mais sábia de todas e a grande resposta para as perguntas acima. Devemos ser gratos ao amanhecer, gratos em acolher o dia, saborear o aroma do café de manhã cedinho. Ser gratos em poder olhar para nossa esposa, marido, nossos filhos. O abraço fraterno, quente e demorado, e o beijo amoroso em nossa família. A gratidão pelo trabalho em que estamos inseridos, o bem que fazemos para nossa comunidade, para a sociedade, o querer o bem para todos.

Já pensou em agradecer também pelo que nos acontece de errado? Será que o que nos aconteceu não serviu para pensarmos diferente, analisarmos a situação de outra forma, concluirmos que foi necessário o sofrimento para o crescimento como pessoa e de espírito?

A gratidão elimina medos, preocupações, sofrimento e até depressão. Ela nos traz felicidade, lucidez, compaixão, compreensão, paciência, gentileza e, por fim, paz de espírito.

Você já teve sucesso em algum momento de sua vida?

Se você obteve sucesso, com certeza, teve gratidão em seu coração. Com a ausência deste sentimento, nada poderia fazer: agradecer o outro, os amigos, os parceiros de caminhada, a empresa que o abraça, a força que vem de dentro para o seu agir.

A inteligência que possuímos vem de Deus, não estamos aqui para simplesmente caminhar, estamos aqui para nos doar.

Quando você aumenta esta sensação de gratidão dentro de si, mais coisas pelas quais você deve se sentir grato aumenta. É um efeito cascata. Atraímos o que pensamos, gratidão gera mais gratidão, os que estão ao nosso redor percebem isso e o bem se alastra exponencialmente. Faça este teste, se já não o fez. Sentirá a sensação de paz de espírito e dormirá tranquilo e com serenidade. Amanhã será um novo dia e tudo recomeçará com mais energia positiva, com novos desafios, com novas bênçãos, com novas oportunidades de gratidão.

Jesus Cristo nos diz: “Eu lhes mostrarei com quem se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica”.

O segredo da vitória está nestas palavras. Somos seres em construção e Deus nos quer bem. Se ouvirmos com discernimento e fé, saberemos os caminhos a serem trilhados. A gratidão também passa pelos segredos da fé.

Sucesso e paz a todos!

Ganhadores do festival de arte da Praça Ceu retiram seus prêmios

Finalizado na última semana, o Festival de Arte da Praça CEU promoveu uma atividade relacionada às oficinas que acontecem no local. Os alunos enviaram fotos ou vídeos dos conhecimentos aprendidos nos cursos de Desenho, Canto, Danças Urbanas e outros e, ao final, os participantes receberam brindes.

 

A coordenadora da Praça CEU, Patrícia Da Rold, ressalta que “nossos alunos estão com muitas saudades dos colegas, dos professores, de todo aquele cotidiano plural que vinha sendo construído. E o evento virtual nos trouxe esse ensaio de quando podemos voltar a nossa rotina”.

 

Evandro Soares, secretário de Cultura e presidente da Fundação Casa das Artes, salienta que “a Praça CEU tornou-se um polo difusor de Cultura e Cidadania. A partir do momento que assumimos e desenvolvemos ações e atividades para o local e o seu entorno, ampliamos os mecanismos de participação social e a fruição aos bens e serviços culturais. A pandemia nos trouxe uma realidade a qual precisamos criar outras atividades para nos manter conectados com o nosso público e o feedback que temos é que os alunos e as famílias estão ansiosos para retornar a frequentar o local”.

 

A coordenadoria da Praça CEU recebeu diversas mensagens de saudades. Dhavy Trindade da Rosa comenta que está ansioso para voltar “eu gosto muito de desenhar, cantar e tocar, que eram atividades que eu fazia na Praça. Desejo que tudo isso passe logo para voltar”.

 

Outro aluno, Lucas Gabriel da Cunha, ressalta que “O Festival uniu mais ainda a Praça CEU. Logo, logo essa pandemia terminará e vamos estar juntos novamente”, deseja.

 

Os nomes que ganharam brindes foram Kauã Paim Luciano, Paulo Henrique Lisboa dos Santos, Dhavy Trindade da Rosa, Lucas Gabriel da Cunha, Eduarda Martins Lopes, Lukas Velasque Vieira, Miguel dos Santos da Silva e Alexandre de Souza Lopes. A atividade visou o envio de vídeos ou fotos de conhecimentos aprendidos nas oficinas da Praça CEU.

 

O Festival de Arte da Praça CEU foi uma realização da Secretaria de Cultura e da Praça CEU e contou com o patrocínio da Lojas Nady, Nest Panos e Farmácias Associadas.

Seca afeta rios, geração de energia e agricultura

 

Em Bento Gonçalves, a pior estiagem dos últimos dez anos não ocasionou racionamento de água em função de providências da Corsan

Por: Rodrigo De Marco 

rodrigo@integracaodaserra.com.br 

Edição: Katia Bortolini

katia@integracaodaserra.com.br 

 

A chuva intensa que ocorreu no final de semana na Serra Gaúcha e em diversas outras regiões do Rio Grande do Sul, foi um balsamo para a seca que assola o Estado. A estiagem comprometeu os mananciais hídricos, ocasionou quebra de produção em vários cultivos agrícolas e interrompeu a geração de energia em usinas hidrelétricas. Cerca de 280 municípios gaúchos decretaram situação de emergência ainda no mês de abril. No último dia 21, o município vizinho de Farroupilha também decretou situação de emergência. Já Bento Gonçalves, segundo a Corsan, dispõe de água para auxiliar os municípios vizinhos com caminhões-pipa. De acordo com o Departamento de Meteorologia da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves, essa estiagem no município foi a pior dos últimos dez anos. Conforme registro da Embrapa, o volume de chuvas em Bento Gonçalves, de 1º de janeiro até o último dia 19 de maio, foi de 329,9 mm, com uma diminuição de cerca de 50%, quando comparado ao mesmo período de 2019, com 632,1mm.

 

Os arroios Barracão e Burati, fontes de captação de água da Corsan em Bento Gonçalves, tiveram suas capacidades de captação aumentadas pela estatal mediante a previsão de estiagem. Segundo a Corsan, o arroio Barracão passou por um processo de desassoreamento (remoção de areia, lodo e outros sedimentos do fundo de rios e lagos), com um incremento no volume de acumulação de 5.000 metros cúbicos. Ainda conforme a Corsan, durante o desassoreamento do Barracão, foi instalado um novo motor no arroio Burati, acrescendo a captação em 50 litros por segundo.

 

Baixa dos rios foi a pior dos últimos 80 anos no Estado

Os efeitos da seca modificaram o cenário dos rios que circundam o Rio Grande do Sul. A água deu lugar à terra rachada e acinzentada, repleta de pedras. Vales repletos de água torraram sob o sol forte. Segundo os dados de monitoramento divulgados em maio deste ano pelo Serviço Geológico do Brasil, as cotas dos rios no Estado superaram níveis mínimos identificados em outros momentos de seca. O mais assustador é que, em alguns lugares, foi o menor nível dos últimos 80 anos.

No Rio das Antas, que corta a região Sul por até 390 quilômetros, as pedras, que antes ficavam no fundo, apareciam majestosas, externando uma das piores secas das últimas décadas.

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Cascata do Salto Ventoso secou

Um dos principais cartões postais da Serra Gaúcha desapareceu nos últimos dias. A Cascata Salto Ventoso, localizada no interior de Farroupilha, secou, ficando irreconhecível em meio às pedras. A falta de chuvas, há pelo menos cinco meses no Estado, secou vertentes e riachos que desaguavam junto ao Salto Ventoso.

 

Ceran interrompeu geração de energia

As Usinas Hidrelétricas Monte Claro, Castro Alves e 14 de Julho, que compõem o complexo hidrelétrico da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), pararam de gerar energia no último dia 18 de março em decorrência da baixa afluência do rio das Antas.

 

Segundo a Ceran, o primeiro mês com geração zero desde o início da operação das três hidrelétricas, ocorrido, respectivamente, em dezembro de 2004, março de 2008 e dezembro de 2008, foi o de abril de 2020. A empresa está sentindo os efeitos da forte estiagem que atinge o estado do Rio Grande do Sul desde o último mês de janeiro. A média histórica de geração nas três Usinas para o primeiro quadrimestre é de 445 mil MWh (megawatt hora). Neste ano, o quadrimestre encerrou com geração de aproximadamente 77,8 mil MWh, ou seja, 5,7 vezes menor que a média histórica do período.

 

A Ceran acentua que as Usinas do Complexo não têm capacidade de regular a vazão do rio das Antas, por possuir reservatórios relativamente pequenos sem função de estocar grandes volumes de água, uma vez que foram concebidas para operarem à “fio d’água”, ou seja, totalmente dependentes da vazão momentânea do rio.

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Os efeitos na agricultura

De acordo com o técnico da Emater de Santa Teresa, Aldacir Pancotto, na horticultura as perdas chegaram a aproximadamente 100%. “Tivemos uma perda quase total de frutas cítricas, porque elas ficaram pequenas, miúdas, secas. As plantas estão sofrendo, dá a impressão que estão morrendo. Na região do Vale do Rio das Antas, como se trata de microclima, não está sendo possível plantar hortaliças por causa da falta de água. A cana de açúcar também não cresceu. Posso dizer que os agricultores relataram uma perda de pelo menos 70%, afetando também a indústria da cachaça”, explica.

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Pancotto dá dicas para os agricultores atenuarem as perdas nesse período de pouca chuva. “O que recomendamos é fazer cobertura verde, semeando aveia embaixo das parreiras para formar matéria orgânica no solo. Todos os anos a gente recomendava fazer a adubação pós-colheita, mas agora o agricultor não encontrou o momento de usar os adubos. A adubação pós-colheita não foi possível, então as adubações devem ser feitas em julho para fazer as correções”, salienta.

 

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Período de pouca chuva foi benéfico para a viticultura

Já para a viticultura da região a seca foi benéfica. A safra 2019/2020 foi a melhor de todos os tempos, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Enologia, Daniel Salvador. “O comportamento climático e as condições técnicas atuais foram determinantes para considerar esta safra a melhor de todos os tempos”, afirma.

 

Próximo da perfeição

“Se olharmos o aspecto ano para a fruticultura, essa condição foi ótima porque, normalmente, é tudo acima de 100 mm de chuva. Quando comparamos o período todo, temos de 900 a mil milímetros, e se olharmos de onde vem a videira, o ciclo como um todo gira em torno de 600 a 900 milímetros. O que eu quero dizer é que geralmente aqui na região temos um excesso de chuva e a planta videira tem capacidade de tolerar uma restrição hídrica”, explica o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Henrique Pessoa. Ele acrescenta que o período de seca na safra da uva 2019/2020 foi similar a condição climática que acontece nas regiões produtoras da Europa. “Foi um ano próximo da perfeição para a viticultura de forma geral, principalmente de uva/processamento. Nesse período pós-colheita tivemos um abril bem seco, maio também com restrição.

 

Término da estação de tratamento do Barracão agora está previsto para dezembro deste ano

Um anseio antigo da comunidade de Bento Gonçalves, que ainda não teve um desfecho, ganhará um novo capítulo em dezembro deste ano. Se trata da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), em obras pela Corsan no arroio Barracão. No futuro (ainda sem prazo), a estação irá tratar demanda de esgoto cloacal de 40 litros por segundo, atendendo aproximadamente 15 mil habitantes dos bairros Santa Marta, Santo Antão, Santa Helena, Barracão, Imigrante e Fenavinho. Isso representa o tratamento de 30% do esgoto do Município.

 

Segundo a Corsan, “a pré-operação da Estação de Tratamento de Esgotos Barracão está prevista para o início de dezembro de 2020. Esta pré-operação é realizada pela empresa executora. Após verificação de toda a operação e comprovação da eficiência do sistema, a Corsan assume a operação. Para tanto, a Corsan realizará, junto à comunidade, um trabalho anterior às interligações das economias às redes coletoras”.

 

O valor da obra é de R$ 9.267.140,00, com financiamento da Corsan por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1), obtidos ainda em 2009. A demora para o início da construção se deu por questões de licença e pela necessidade de fazer uma nova licitação por problemas com a primeira empresa contratada. A ordem de serviço para a obra atual foi assinada em 28 de dezembro de 2017.

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ETE DO BARRACÃO