Fabiano Mazzotti lança livro sobre história do Clube Esportivo no próximo dia 28

Na tarde desta sexta-feira (14) a equipe do Integração da Serra recebeu na redação o jornalista Fabiano Mazzotti, que entregou o convite para o lançamento de sua nova obra intitulada “Um Século Alviazul”, escrito em coautoria com o radialista Alceu Salvi Souto, considerado um ícone do rádio de Bento Gonçalves. O livro conta a história centenária do Clube Esportivo, fundado em 24 de agosto de 2019, com relatos exclusivos e muitas curiosidades.

No livro, Mazzotti recorda de histórias marcantes do Alviazul, algumas dos tempos que o time de Bento saiu vitorioso sobre a dupla Grenal.

“Em 1970 o Esportivo jogou contra o Grêmio, cujo jogo fez parte do concurso número 1 da loteria esportiva do Brasil. Naquele jogo o Esportivo ganhou de 1 a 0 e ninguém do Brasil fez os 13 pontos porque ninguém apostava na vitória do Esportivo, que foi a zebra da rodada e oficializou a expressão zebra do futebol, e por isso hoje a Zebra é a mascote do Esportivo”, conta.

Outro fato marcante envolve um jogo contra o time do Inter no ano de 1973.

“Em 1973 o Esportivo ganhou do Internacional pela primeira vez no Beira-Rio, sendo o primeiro clube de futebol do interior do Estado a ganhar do Inter dentro do próprio Beira-Rio. Em 1974 o Grêmio veio pra Bento e o Esportivo ganhou de 5 a 2, com quatro gols do lairton. Essa vitória representou a quebra de sequência de 24 jogos que o Grêmio não perdia”, recorda.

Outras curiosidades e relatos exclusivos poderá ser apreciado em “Um Século Alviazul”, com lançamento oficial marcado para o próximo dia 28 de agosto no facebook de Mazzotti e também do Clube Esportivo.

Páginas do lançamento: Facebook: Fabiano.mazzotti e ClubeEsportivo.

Foto: Viviane Somacal/Exata Comunicação

Feijoada do Lar da Caridade acontece neste sábado e com novo formato

A tradicional Feijoada Beneficente do Lar da Caridade, precisou se reinventar nesse ano. A 19ª edição do evento será realizada neste próximo (15), das 11 às 14 horas, em sistema de pague e leve. O ingresso para a retirada do kit Feijoada poderá ser adquirido na biblioteca do Lar da Caridade e com os trabalhadores da casa, ao valor de R$ 120,00.

O CTG Laço Velho continua sendo o endereço oficial da Feijoada Beneficente. A diferença é que esse ano, o Kit apenas será retirado no local para que as famílias possam fazer a refeição na segurança de seus lares. O ingresso dará direito a 750 gramas de feijão, 750 gramas de feijoada, 500 gramas de arroz, 250 gramas de couve, 250 gramas de guisado e 100 gramas de farofa.

O slogan dessa edição foi criado para lembrar que mesmo na atual situação ainda é possível ser solidário, fazer o bem e se manter em segurança. A campanha traz os dizeres: “A Caridade que você já praticava, agora no formato de kit, para que você compartilhe mais amor com a sua família e continue nos ajudando a ajudar”.

O quê: Feijoada Beneficente Lar da Caridade
Quando: 15/08
Horário: das 11 às 14h
Valor: R$ 120,00
Onde: CTG Laço Velho

A Palavra

Por Rogério Gava 

A palavra é um milagre. Foi pela palavra que o homem se distanciou dos outros animais e se tornou homem. Sem palavras não teríamos criado a literatura, a poesia, a ciência, a arte. Os deuses. O mundo humano é o mundo da linguagem. Das letras que criam palavras e das palavras que geram frases. Frases que permitem a fala e tornam possível a conversa. Conversas que nos aproximam dos outros e de nós mesmos.

 

A etimologia é sábia: conversar nasce do latim conversaris, que por sua vez deriva de vertere, significando virar, voltar-se para. Conversar, portanto, é voltar-se para o outro e com ele trocar palavras. Conversar é também partilhar versos, a linha da escrita, sempre a retomar o curso. Uma metáfora dos antigos latinos para o movimento do arado na lavoura, que trabalha a terra, sulcando-a em vaievém. Coincidência ou não, nosso idioma abriga em palavra o verbo lavrar, o ato de revolver o solo, preparando- o para a semeadura. Conversar, portanto, é arar a terra dos sentimentos. Semear palavras para colher significados. Brotar descobertas.                Palavras, é verdade, também podem castigar quando são mal ditas (malditas) ou mal-entendidas. Observa Montaigne que a palavra é sempre metade de quem a pronuncia e metade de quem a ouve. Repare que em toda discussão mais acalorada sempre aparece o “mas não foi bem isso o que eu disse!”. Prova de que as palavras, por vezes, saem de nossa boca de acordo com sua própria vontade. E aí nos colocam em maus lençóis.

 

Palavras são traiçoeiras e temperamentais. São como as abelhas: têm mel e ferrão. É por isso que as conversas – sabemos – nem sempre fluem com serenidade. Elas podem ser traídas pelas próprias palavras que carregam. Mas quando funcionam, quando têm qualidade, podem salvar vidas. A boa conversa alivia, conforta, aconchega.

 

Não por acaso a conversa é a base da psicanálise, a conversa com alma – psyche – criada por Freud. Ensinava o poeta Pessoa que “quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma”. Freud concordaria; ele costumava dizer que poetas e escritores foram os primeiros desbravadores do inconsciente. Isso porque a palavra é a chave para o acesso aos fantasmas que se escondem em nosso sótão. E ninguém entende melhor de fantasmas e daquilo que não enxergamos do que os poetas e prosadores.

 

A invenção da palavra é um mistério que o próprio tempo engoliu. É provável que jamais saibamos como passamos do grunhido ao discurso; o momento em que começamos a pensar por meio da linguagem; quando sons articulados viraram símbolos e começaram a dar sentido a tudo, até mesmo ao que nunca enxergamos.

 

Pela palavra criamos tudo o que existe. E tudo o que, imaginamos, talvez possa existir. Pela palavra abstraímos. Filosofamos. Oramos. Inventamos a palavra e ela nos tornou humanos.

 

Do livro “FELICIDADE”

Mercado Daqui: o primeiro marketplace de Bento Gonçalves para comércio e serviços

“A necessidade é a mãe da invenção”. Atualmente, a necessidade também está sendo a mãe da reinvenção para muitas empresas de comércio e serviços, entre outros segmentos econômicos. Com as restrições impostas pela pandemia, acelerar a comercialização pelos canais digitais tornou-se uma das principais práticas adotadas por empreendedores para manterem seus negócios ativos. Neste cenário de mudanças, o empresário Giovani Carlet, de Bento Gonçalves, criou o Mercado Daqui, primeiro marketplace de produtos e serviços do município, que opera 24 horas por dia: www.mercadodaqui.com.br

 

Entre as vantagens do Mercado Daqui, Carlet ressalta o curto espaço de tempo entre a compra e o acesso à mercadoria. “Como as lojas são de Bento Gonçalves, você pode optar por receber o produto em casa, no mesmo dia, ou retirar no estabelecimento. Se houver custo de entrega, será bem menor. Além disso, o pagamento poderá ser feito via cartão de crédito ou em dinheiro, direto na loja, na retirada da mercadoria”, acentua ele.

 

Lojistas e prestadores de serviços podem utilizar o canal digital mediante o pagamento de taxa, a partir de R$ 47 mensais, sem comissão para o site, cadastrando seus produtos e administrando suas vendas. “É uma forma rápida, barata e eficaz de começar a vender online”, comenta Carlet. Ele adianta que, num segundo momento, planeja abrir a participação para empresas de outros municípios da região.

Giovani Carlet - Mercado Daqui

Giovani Carlet, de Bento Gonçalves, criou o Mercado Daqui primeiro marketplace de produtos e serviços do município

Paternidade em pandemia

Por Karin Milani Zottis 

Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta de Orientação Psicanalítica e Pedagoga

 

Pandemia.

 

Não imaginávamos que pudesse trazer tanta repercussão sobre as nossas vidas!

 

Sim, também a respeito do Dia dos Pais podemos refletir à luz desta triste realidade.

 

Nosso pesar por aqueles pais, pacientes ou cuidadores, profissionais da saúde, trabalhadores, que não resistiram à Covid-19 e que deixaram seus filhos órfãos e famílias enlutadas. Não só filhos e famílias, mas a sociedade se ressente dessas perdas.

 

Toda a consideração por aqueles filhos e filhas que se afastam por amor, para preservar a saúde e evitar qualquer possibilidade de transmissão do vírus e da culpa que isso traria se assim acontecesse. Assim estão, com certeza, nossos profissionais da saúde. Todos encontram outras formas de aproximação e cuidado, fotos, celulares, videochamadas, acenos a uma distância segura.

 

Já se comenta também que, de alguma forma, a pandemia foi generosa com muitos pais esquecidos, que agora ganharam a atenção de seus filhos, muito preocupados com a possibilidade da perda. Triste situação! Só a iminência gritante da morte e da culpa para uma reaproximação. Pois que seja! De qualquer forma, um presente, um alento.

 

As escolas, onde tantas crianças confeccionavam com todo cuidado os seus presentes para os papais, agora silenciosas, sentem falta do alvoroço. A ideia de presentear muda nesse contexto, onde os melhores presentes são, sem dúvida, saúde e convívio. Disso, porém, o comércio se ressente e à sua maneira, também sente a falta dos pais. Não consegue contribuir como antes com as comemorações e homenagens.

 

São muitos os olhares possíveis para esta data e desta vez, em 2020, descobrimos muitos outros. E em oração, nunca chamamos tanto pelo “Pai”, nas mais variadas crenças, pela sua misericórdia.

 

Uma data tão significativa, daquelas que, muitas vezes, reaproximam pais e filhos, famílias. Desta vez, vai passar para muitos sem um abraço sequer.

 

Para outros, pode ser que a pandemia tenha sido um presente para os filhos, que conseguem ter seus pais junto a eles por bem mais tempo que de costume. E, para outros ainda, talvez o excesso de convívio esteja judiando da relação.

 

Mas vamos focar em imagens mais inspiradoras, em filhos que podem fruir do convívio de seus pais, percebendo como isso é bom e quanto esta figura familiar é importante em sua vida. Da mesma forma, os pais, com filhos pequenos ou adolescentes, que talvez estejam vivendo uma fase de singular e constante convivência, full time, como nunca antes. Brincadeiras, tarefas, refeições e muitas, muitas emoções, as mais variadas.

 

Os pais em grupo de risco, percebendo o desejo de seus filhos de estarem em sua companhia e as tantas formas de cuidados e afeição que encontram, sentem-se mais queridos e atendidos. Até mesmo eles percebem agora, o quanto a tecnologia, por vezes antes incompreendida, tem uma função agregadora.

 

Há sempre novas formas de ser pai e de ser filho. A vida nos ensina possibilidades, mesmo em situações extremas, como esta de pandemia!

 

Que possamos viver da melhor forma possível este Dia dos Pais… que, na verdade, acontece todos os dias.

Dia dos Pais

Por César Anderle

Sábio aquele que pode, deve e consegue educar um filho. Sábio aquele que é capaz de suportar todos os problemas e ainda se doar pela educação de uma criança. Sábio é aquele que, através de seus atos, perpetua a fé, a dignidade, a confiança, o respeito e a gratidão pelas pessoas que o rodeiam e ensina isso a seus filhos.

 

Ser pai é muito mais que apenas gerar um bebê. É comprometimento perante a vida, é delicadeza ao sentir a fragilidade de um ser pequenino e indefeso, é sentir no coração a sensação de ter uma vida pulsando fora de seu próprio coração.

 

É olhar para aquela miniatura de ser humano e ver a Graça de Deus em cada centímetro de sua pele.

 

É gratificante se sentir Pai, é humano, é encantador, é belo, é emocionante… Deus realmente faz maravilhas em nossa vida. Ele nos conforta, nos abençoa, nos protege, nos encoraja.

 

Somente por Ele somos o que somos. Cada um de nós tem seu destino, algumas vezes tomamos o rumo errado. Deus nos alerta, mas demoramos para perceber e, algumas vezes, também nem queremos perceber. Lamentações se prosseguem, mas de nada adianta se lamentar, a melhor solução após a constatação do erro é seguir adiante e remediar tal situação. Tentar, em primeiro lugar, se perdoar e depois pedir perdão e perdoar e assim assumir a dignidade da vida, temos este dever enquanto homens.

 

O coração de um pai chora e se preocupa com o mundo existente, as falcatruas, as desavenças, a ingratidão, a falta de respeito, a inexistência do bom senso. Tudo isso passa pela mente de um bom pai, o desejo de ver seu filho nascer, crescer, atingir a maturidade e tomar decisões corretas e sábias… longo caminho que cada pessoa se obriga a trilhar. Indagações que fluem pelo pensamento daquele que se compromete em conduzir a vida daquela nova criança. Difícil de imaginar, talvez ao mesmo tempo fácil, cabe a cada um discernir como avaliar tal situação.

 

Não existe nenhum manual de procedimentos na formação da personalidade e do caráter da pessoa. Porém, existe a experiência dos mais velhos. Aí é que podemos encontrar alguma facilidade na criação desta nova vida. Quem sabe o maior dos problemas vividos pelo pai é, justamente, perceber que o filho quer errar para aprender, ao invés de ouvir os mais experientes e evitar o erro já cometido anteriormente por alguém.

 

Quem sabe o triunfo de dar uma boa educação é buscar nas experiências dos outros a melhor forma de conduzir o aprendizado de vida. Talvez não seja um leão faminto e selvagem como parece ser e sim um pequeno leãozinho querendo apenas um pouco de carinho e de atenção.

 

Pai, aos olhos de um filho pode ser considerado ruim, mas pode e, com certeza, será um grande herói para ele, ontem, hoje e sempre.

 

Podemos ser melhores como pai, no abraço afetuoso, no olhar profundo, na delicadeza das palavras, na emoção ao ver o filho crescendo e aprendendo as tarefas diárias, na compreensão dos erros cometidos por eles, nas etapas da vida sendo construídas e na felicidade de dizer: sou Pai!

 

Isso não tem preço.

 

Paz e Bem!

Empresa traz tecnologia para sanitização de veículos e ambientes comerciais

Transporte Santo Antônio também está fazendo aplicação do procedimento nos ônibus da frota que circula em Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.

A mobilização coletiva para coibir a proliferação do novo coronavírus reforçou as boas práticas sanitárias e, mais do que isso, motivou a socialização de novas tecnologias capazes de ajudar no combate à pandemia. Uma delas chega a diversos municípios da Serra gaúcha por meio da Transporte Santo Antônio: uma das pioneiras no Estado a adotar o processo de sanitização pelo sistema Fip Onboard (que, por meio de nanopartículas de uma solução biocida, desativa vírus e bactérias, assegurando a desinfecção de superfícies e ambientes). A novidade é fruto de uma parceria firmada com a Marcopolo Next, de Caxias do Sul, que utiliza a tecnologia da AurraTech. O protocolo para uso do sistema nos ônibus foi validado pelo laboratório da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Todos os veículos da empresa utilizados no transporte urbano nos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul estão passando, periodicamente, pelo procedimento – que é realizado novamente a cada 72 horas. A medida não gerou qualquer custo extra para os passageiros. “Dessa forma, estamos garantindo aos usuários plena segurança e tranquilidade durante o uso do transporte coletivo, exercitando de forma prática aquele que é um dos principais compromissos de nossa atuação: zelar pelo bem-estar e qualidade de vida das pessoas e das comunidades onde estamos inseridos”, comenta a diretora da Transporte Santo Antônio, Susana Giordani.

Também os demais ônibus e vans da empresa, destinados ao transporte intermunicipal, de estudantes e de grupos privados estão recebendo a sanitização – são cerca de 100 carros, no total. A medida é um dos investimentos feitos para reabilitar a confiança dos usuários do transporte coletivo, recuperando o fluxo de passageiros que sofreu reduções drásticas desde o início da pandemia.

Novidade, serviço estendido a automóveis e espaços comerciais

A garantia de esterilização que o processo de sanitização Fip Onborad aplicado pela Transporte Santo Antônio oferece aos ônibus de sua frota pode ser estendida, também, a automóveis (usados para trabalho ou passeio) e espaços físicos (estabelecimentos comerciais, restaurantes, consultórios médicos, entre outros). O sistema tem múltiplas aplicações, todas elas com o mesmo rigor de eficácia comprovada.

Quem investe nesse sistema esta fazendo uso de uma tecnologia validada pela norma francesa NFT72-281, cujo processo utiliza somente saneantes aprovados pela Anvisa. O mesmo recurso é utilizado na Unidade de Saúde de Guijorna, na Espanha, devido aos bons resultados obtidos no laudo de análise microbiológica. “O veículo ou ambiente que exibe o selo da sanitização Fip Onboard apresenta-se como muito mais seguro perante o usuário, ou seja, é um argumento que tranquiliza o consumidor do serviço ou frequentador do espaço, pois ele tem a certeza de estar em um local livre de presenças microbianas. É, sem dúvida, um grande serviço que os profissionais e estabelecimentos prestam a seus clientes, zelando por seu bem-estar e saúde”, explica Leonardo Giordani, diretor da Transporte Santo Antônio.

Além da eficiência, há vantagens adicionais como a economia de até 99% na utilização de água, saneante e energia, redução de falhas humanas, preservação do colaborador, que não entra em contato com os químicos, e cuidado com a durabilidade dos estofados e quaisquer outras superfícies, uma vez que o processo não molha nem gera efluentes.

O processo de aplicação é rápido: em automóveis, leva apenas 5 minutos; e em ônibus não ultrapassa os 25 minutos (em veículos maiores). Nos ambientes, o tempo é determinado conforme o total de metros quadrados a serem sanitizados. Os valores são acessíveis, especialmente se analisados na relação custo x benefício. A sanitização de automóveis fica em R$ 30,00, por exemplo.

Entenda como ocorre a sanitização pelo sistema Fip Onboard

O sistema Fip Onboard, desenvolvido pela Marcopolo e utilizado de forma colaborativa pela Transporte Santo Antônio sanitiza superfícies e espaços através de nanopartículas de uma solução biocida. Ela é aplicada com a tecnologia ‘Fog in Place’, gerando uma nevoa que cobre 100% da área a ser desinfectada. As nanopartículas transformam-se em um filme protetor, tornando o ambiente seguro após a aplicação. Em poucos minutos, bactérias e vírus são desativados, pois são eliminados ao entrar em contato com a nevoa, garantindo a proteção contra doenças – entre elas a Covid-19. O ciclo de sanitização dura por até 72 horas – após esse período, é necessário repetir o processo.

Como utilizar o serviço

As sessões de sanitização ocorrem mediante agendamento, feito exclusivamente por meio de uma plataforma online, que informa o horário disponível para realização do serviço e permite, inclusive, o pagamento eletrônico. Para contratar, basta acessar https://www.nextservices.com.br/fip

Fotos: Bárbara Salvatti

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Consepro entrega viatura à Polícia Civil de Bento Gonçalves

Ato ocorreu na última quarta-feira (5) na sede do 1º Distrito Policial do município

A Fundação Consepro de Apoio à Segurança Pública de Bento Gonçalves entregou mais uma importante aquisição para as forças policiais do município: uma viatura Chevrolet Spin. Equipado e pronto para ser utilizado, o veículo fará parte da frota do 1º Distrito Policial de Bento Gonçalves. O ato que oficializou a entrega ocorreu na última quarta-feira (5), e contou com a presença de autoridades públicas municipais e regionais.

O investimento foi de cerca de R$ 95 mil – R$ 81 mil do veículo e R$ 14 mil em acessórios e equipamentos. A viatura foi orçada e pleiteada pelo Consepro – com autorização para o aporte do recurso do convênio comunitário conferida pela Prefeitura de Bento Gonçalves. “O desenvolvimento da segurança pública bento-gonçalvense se confunde com os mais de 30 anos de atuação do Consepro. Uma trajetória pautada em viabilizar inúmeras obras, instalações, manutenções e entregas de viaturas às instituições de segurança de nosso município, para que a sociedade se sinta cada vez mais segura”, comenta o presidente do Consepro, José Carlos Zortea.

O delegado regional da Polícia Civil, Paulo Rosa, também destacou a importância dessa parceria para a comunidade. “A segurança pública é essencial para que a região se desenvolva, o turismo cresça e a sociedade se sinta segura. Agradeço por essa integração de setores, que agrega positivamente em todos os sentidos”, pontua.

Viatura

Escolas se reinventam com o ensino à distância

Por Rodrigo De Marco 

rodrigo@integracaodaserra.com.br

@sr_demarco 

O ensino à distância tem se tornado realidade nos últimos meses. Com o avanço desenfreado da pandemia do coronavírus no Brasil, as redes de ensino infantil, fundamental e médio, das escolas estaduais, municipais e particulares, tiveram que se adaptar às pressas às aulas virtuais. A promessa do retorno presencial foi sendo substituída por uma realidade diariamente pautada no online. Professores e alunos têm juntado forças para que as avaliações continuem, evitando a anulação desse ano letivo. O Jornal Integração da Serra entrevistou profissionais das três redes de ensino, para informar as medidas que as escolas sediadas em Bento Gonçalves têm utilizado no repasse de conteúdos aos estudantes.

 

Foram ouvidas as professoras da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lóris Antônio Pasquali Reali, Elisandra Deitos, e da Escola Mestre Santa Bárbara, Vanessa Colle, além das diretoras do Mestre, Margarida Mendes Protto, e da Rede Sagrado de Educação, Irmã Maria Diva da Silva e sua vice-diretora, Júlia Tomedi Poletto.

 

“Para ser professor, é preciso saber mais que o conteúdo, é preciso usar o coração”

 

“Ser professor é sempre fazer as coisas com amor”. A frase resume o pensamento da professora do Mestre, Vanessa Colle, 39 anos, que demonstra amor e dedicação intensa na arte de ensinar. Exercendo a profissão há 9 anos, Vanessa tem formação na área de Linguagens, Língua Portuguesa e Literatura.

 

De que forma avalia o ensino voltado integralmente para o online?

Vanessa: O ensino online mostrou-se um imenso desafio para nós, professores, mas também para os estudantes. A educação à distância tem suas vantagens, como um contato direto mais frequente, mas tem, também, desvantagens, por exemplo, o contato interpessoal.

 

De que forma tem observado o comprometimento dos alunos?

Vanessa: Da mesma forma que em sala de aula física. Temos alunos, em sua maioria, muito comprometidos, questionadores e interessados. Mas, igualmente, alguns não se preocupam com as aulas e deixam de realizar ou preocupar-se com as atividades domiciliares.

 

Qual é seu ritmo semanal de aula?

Vanessa: Varia de acordo com o número de períodos semanais. Como era antes do afastamento. Literatura, um período semanal, e Língua Portuguesa, quatro períodos.

 

Está realizando lives com os alunos?

Vanessa: Estou realizando lives com os alunos para a correção dos exercícios e para tirar dúvidas. Os alunos têm, em sua maioria, acessado o aplicativo oferecido pelo governo e, como na aula presencial, temos pelo chat as conversas paralelas.

 

O formato online das aulas tem rendido algumas boas surpresas, já que muitos alunos têm apresentado resultados positivos.

 

Qual o significado que a palavra Professor representa na sua vida?

Vanessa: Depois de 11 anos de trabalho no comércio, tornei-me professora de um projeto assistencial para crianças carentes. Eles ensinaram-me que, para ser professor, é preciso saber mais que o conteúdo, é preciso usar o coração. Por isso, ser professor é sempre fazer as coisas com amor. Em meio à pandemia, confirma-se o que dizia Vigostki: “o ser humano é um ser social”. Por isso, temos tanta falta das aulas presenciais, mas sabemos, também, que esta situação é passageira. E quando melhorar, certamente, professores e alunos voltarão à escola com uma visão diferente, dando mais valor às relações sociais.

 

Adequação à nova realidade

 

A Escola Mestre Santa Bárbara está entre as mais tradicionais da rede estadual de Bento Gonçalves. Atualmente conta com 1.100 alunos e uma equipe de 57 professores, incluindo a direção. A diretora do educandário, Margarida Mendes Protto, 56 anos, que atua há 35 anos na área da educação, com versatilidade e dinâmica, lidera uma equipe eficiente. Margarida tem formação em Pedagogia, Ciências Licenciatura, com habilitação em Ciências e Matemática e Pós-Graduação em Psicopedagogia.

 

Como diretora da Escola Mestre, qual tem sido a orientação para professores e alunos nestes últimos meses?

Margarida: É para que os mesmos sigam as orientações da mantenedora, seguindo o decreto do Governador, bem como o cuidado consigo mesmo e com o próximo, e nos adequarmos com a nova realidade, para continuarmos conectados, mantendo o vínculo com todos os segmentos da comunidade escolar, sem perder foco.

 

Como as tarefas escolares têm sido organizadas para os alunos e de que forma tem sido feita a avaliação?

Margarida: Como esta pandemia nos pegou de surpresa, pois estávamos com o nosso calendário de 2020 organizado para colocar em prática presencialmente, tivemos que nos reorganizar drasticamente em poucos dias, correndo contra o tempo e nos deparando com várias dificuldades. Num primeiro momento, os professores foram orientados para organizar as atividades, bem como as devolutivas das mesmas, que poderiam ser por grupos de WhatsApp, Facebook, e-mail ou cópia física (retirada na escola de acordo com o cronograma). A partir do último mês de junho, o Governo  Estadual disponibilizou a plataforma Google Classroom, a qual  professores e alunos tem acesso e se comunicam, tirando dúvidas e realizando as avaliações.

Estamos ainda nos adaptando, mas a plataforma é muito boa. Os professores trocam experiências entre si e auxiliam os alunos. Através dela, temos como visualizar o acesso, as devolutivas e interações. Alguns estudantes, por falta de acesso à internet ou mesmo por outras dificuldades, têm demonstrado desmotivação e desinteresse. Em compensação, a maioria apresenta bom domínio da tecnologia, com retorno favorável.

 

Quais tem sido os maiores desafios no ensino a distância nesses tempos de pandemia?

Margarida: O maior desafio é manter nossos alunos motivados e com acesso à plataforma, bem como o bem-estar dos professores e familiares. O ensino remoto não é o ideal, mas se tornou necessário mediante a pandemia, pois nada substitui a interação presencial aluno x professor, aluno x aluno. É nesse momento que ocorre uma aprendizagem não somente de conhecimento, mas de convivência, trabalho em equipe, envolvimento em projetos institucionais e sociais.

 

 

Qual o significado que a palavra Professor representa na sua vida?

Margarida: O significado da palavra professor “resiliente”, pois ele transforma dificuldades em oportunidades para novos desafios, pois ele reinventa, transforma, cria… Nesse momento de pandemia, percebemos que a escola, além de ser um espaço de construção do conhecimento, é de convivência, de interação, de construção de laços afetivos, empatia e solidariedade. Além disso, todos nós estamos sentindo essa falta, que nos completa como seres atuantes no ambiente escolar.

 

“Eu nunca tinha pensado no quanto a sala de aula é um lugar de igualdade”

 

A professora municipal Elisandra Deitos, 34 anos, licenciada em História e Pedagogia, que leciona desde 2013, trabalha Literatura com a Educação Infantil, Língua Inglesa com as séries iniciais e História com as séries finais do Ensino Fundamental, em 40 horas semanais. Os alunos de Elisandra estão na faixa etária entre 4 e 15 anos. Ela pode ser considerada uma professora dinâmica e extrovertida, com extrema facilidade para contar histórias infantis aos pequenos das séries iniciais, de forma online.

 

Em tempos de pandemia, alunos e professores tiveram que se adaptar ao ensino à distância, totalmente online. Como está sendo essa experiência?

Elisandra: Sempre usei tecnologia e me adaptar a esse novo formato não foi difícil. Antes mesmo de iniciarem as aulas remotas, já comecei a assistir tutoriais para conhecer programas de gravação de aulas. Quando as aulas começaram, achei interessante e importante manter o contato e os alunos em atividade. Eu via o lado bom de não precisar acordar tão cedo, não precisar lidar com indisciplina e trabalhar no conforto do lar. Depois do primeiro mês, essa pandemia me mostrou o quanto o ensino presencial é importante, em aspectos que eu nem imaginava.

 

Quais têm sido os maiores desafios enfrentados nesse período de adaptação do novo formato (temporário) de ensino?

Elisandra: O maior desafio é a desigualdade de recursos. A escola pública é muito diversa. Temos desde alunos com computador, internet e impressora, até os que necessitam de cestas básicas para conseguirem se alimentar. Eu nunca tinha pensado no quanto a sala de aula é um lugar de igualdade. Na escola conseguimos garantir os mesmos recursos para todos. Na aula presencial geralmente tenho dois planejamentos, o padrão e o da inclusão. Nesse novo formato, tenho três ou quatro planejamentos diferentes para uma mesma turma. A escola fica aberta para que alunos sem acesso à internet recebam o conteúdo impresso. O planejamento de aulas remotas exige muito mais tempo e pesquisa para adequar o conteúdo dentro das necessidades particulares de cada aluno. E, mesmo assim, a qualidade do ensino para quem tem mais recursos é superior.

 

Os alunos têm respondido bem a esse novo formato?

Elisandra: A maioria dos alunos sim. Como somos uma escola rural, temos poucos alunos (em torno de 200). Dessa maneira, conseguimos cobrar semanalmente dos alunos, com o apoio dos pais, as tarefas atrasadas. Mas eles também relatam sentir muita falta da escola, do convívio com os colegas e, principalmente, do lanche da Dona Geni.

 

Tens realizado lives?

Elisandra: Já tentei reunir uma turma ao vivo, mas há pouca participação dos alunos. Por isso, o momento foi só para conversar. As aulas acontecem através de vídeo-aulas, disponibilizadas numa plataforma de ensino que toda a rede municipal está usando, ou em material impresso para os estudantes sem internet. Não acho justo realizar aulas com lives porque, em nenhuma turma, 100% dos alunos possuem acesso à internet.

 

Na tua opinião, esse formato online está sendo satisfatório?

Elisandra: Sim e não. Acho importante manter esse vínculo com os estudantes e não deixar o ensino paralisado. Por outro lado, isso está agravando o desiquilíbrio entre os estudantes com mais e menos recursos. Há alunos que só podem fazer as atividades na tela do celular dos pais, de noite, quando eles voltam do trabalho, até que durarem os dados móveis. As aulas estão disponíveis, mas a qualidade do ensino está comprometida para muitos alunos.

 

A Secretaria Municipal de Educação tem auxiliado vocês nesses meses?

Elisandra: Até o último mês de maio, só os professores tinham acesso à plataforma. Em pouco tempo, ela se tornou acessível para todos os estudantes da rede municipal, em função do apoio da Secretaria Municipal de Educação, que trabalhou para isso funcionar nesse curto espaço de tempo. A Secretaria também tem oferecido cursos e palestras com assuntos relevantes para os professores se atualizarem.

 

Qual o significado que a palavra Professor representa na sua vida?

Elisandra: Não poderia ter escolhido profissão melhor. O meu termômetro é a minha satisfação e felicidade quando recebo o retorno dos alunos. O planejamento das aulas também é um momento que me proporciona muito prazer. Palestrar para o computador a Revolução Francesa, por exemplo, foi muito frustrante, especialmente nesse momento político e econômico em que vivemos, no qual eu teria tantas relações históricas para trazer em discussão e acalorar debates sobre o atual cenário.

 

“A educação online está sendo um desafio para todos: escola, educandos e famílias”

 

O Colégio Sagrado Coração de Jesus está entre os mais tradicionais da rede particular de Bento Gonçalves. Atualmente atende cerca de 1.350 alunos e é composto por um corpo docente que totaliza 75 educadores e 12 profissionais que atuam na equipe pedagógica. Para a diretora, Irmã Maria Diva da Silva, e a vice-diretora, Júlia Tomedi Poletto, desde os primeiros sinais de que os dias seriam diferentes, foi preciso pensar coletivamente na diversificação de estratégias para as atividades domiciliares diárias.

 

Como tem sido a orientação para professores e alunos?

Irmã Maria Diva da Silva e Júlia Tomedi Poletto: Desde os primeiros sinais de que nossos dias seriam outros, reunimos o corpo docente para pensar coletivamente na forma em que conduziríamos o trabalho durante o isolamento social. Para auxiliar nesse processo, realizamos formações e contamos com a presença de especialistas da área da saúde e da educação, os quais também contribuíram para que pensássemos nas propostas com cuidado, especialmente atentando para o excesso de telas que nossos educandos estariam expostos. Assim, aliando as formações voltadas para a tecnologia com as orientações recebidas dos especialistas da saúde, buscamos uma justa medida na diversificação de estratégias para as atividades diárias domiciliares.

 

De que forma a Rede Sagrado avalia esse ensino voltado para o online?

Irmã Maria Diva e Júlia: Em nível de Rede, seguimos com a plataforma que já usávamos, o Office 365, ampliando os acessos para todas as turmas e aprimorando as ferramentas oferecidas nessa plataforma, especialmente o Teams, por meio do qual as interações, as postagens do material de aula e tantos outros elementos são trabalhados. Diante do fato de que permaneceríamos em distanciamento, em meados de abril, reestruturamos as aulas e iniciamos as atividades síncronas.

 

Como estão sendo organizadas as atividades?

Irmã Maria Diva e Júlia: O Colégio Sagrado Coração de Jesus está trabalhando com a modalidade de Educação Online, oferecendo atividades síncronas – interação imediata entre educador e educandos; e assíncronas – gravações de aulas, uso do material didático, realização de pesquisas, trabalhos, produções textuais, sarau virtual, entre outros processos. Diariamente o educando do Ensino Fundamental II e Ensino Médio tem lives com os educadores especialistas, bem como realiza atividades no formato assíncrono. Indiscutivelmente, autonomia, organização, responsabilidade e honestidade são valores que estão sendo desenvolvidos de forma pontual com nossos estudantes, os quais estão se reinventando nesse processo de aprendizagem.

 

De que forma estão trabalhando com alunos do Ensino Fundamental e da Educação Infantil?

Irmã Maria Diva e Júlia: Para nossas crianças do Ensino Fundamental I, estamos acompanhando com muita atenção o engajamento nas atividades e nas lives. No caso dos pequenos da Educação Infantil, a manutenção do vínculo com os educadores e a importância da conexão entre escola e família são os fios condutores das nossas escolhas pedagógicas. Ao pensar nas lives, nas vídeoaulas e nas atividades, nos pautamos nesse olhar atento para a infância. Assim, o trabalho tem sido diversificado, com encontros em grupos, individuais, usando a casa da criança como um laboratório de aprendizagem, contando com a parceria das nossas queridas famílias. Importante dizer que, quinzenalmente, fazemos reuniões online com o corpo docente para avaliar o que pode ser alterado na dinâmica de trabalho, pois nos preocupamos com a saúde mental e física dos nossos educandos. Além disso, desde o início de abril, mantemos um diálogo e uma proximidade com as famílias, por meio do nosso “Plantão de Escuta”, reuniões de pais, entre outros.

 

As avaliações estão ocorrendo de que forma?

Irmã Maria Diva e Júlia: Feitos os encontros com os educadores, semanalmente, enviamos para casa uma organização de como será a semana seguinte de trabalho do educando, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. A avaliação tem sido feita por meio de instrumentos variados, aproveitando os recursos tecnológicos, mas também valorizando as experiências que nossos educandos estão tendo em suas casas, no espaço de convívio familiar deles.

 

Quais têm sido os maiores desafios?

Irmã Maria Diva e Júlia: Sabemos que a educação online está sendo um desafio para todos: escola, educandos, famílias. Todavia, percebemos que há um engajamento e um esforço de todos para se adaptarem a essa nova modalidade. Estamos nos reinventando juntos.

 

Qual o significado que a palavra Professor representa?

Irmã Maria Diva e Júlia: Acolhida, inovação e ousadia. Essa é a marca da Família Sagrado! Nosso compromisso, acima de tudo, é o cuidado com os educadores, com as famílias e, especialmente, com os nossos educandos, que são a razão da existência do nosso Colégio.

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Vanessa

Vanessa Colle tem formação na área de Linguagens, Língua Portuguesa e Literatura e é professora da Escola Mestre

Margarida

Margarida Mendes Protto, diretora da Escola Mestre Santa Bárbara

Elisandra Deitos

Elisandra Deitos é licenciada em História e Pedagogia e é professora da Rede Municipal de Ensino

Sagrado

Da esquerda para direita: diretora do Colégio Sagrado, Irmã Maria Diva da Silva e a vice-diretora, Júlia Tomedi Poletto