Todos contra o coronavírus

Colonos e motoristas: nem a pandemia e as adversidades desmotivam esses profissionais

Neste ano, a passagem do Dia do Colono e do Motorista, no último dia 25 de julho, foi lembrada com ênfase, uma vez que as duas atividades se tornaram ainda mais essenciais nesse período de pandemia. A certeza de uma mesa farta, com produtos de qualidade, é resultante da continuidade do trabalho do colono e do motorista.  Para contemporizar a situação das duas categorias no momento atual, o Jornal Integração da Serra entrevistou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares de Bento Gonçalves, Cedenir Postal, e o empresário César Anderle, diretor da Anderle Transportes.

 

“Os agricultores são guerreiros e têm força de vontade para superar qualquer obstáculo”

 

De que forma a pandemia impactou a atividade rural?

Cedenir Postal: As vendas de alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros, diminuíram drasticamente.  Em todo o Brasil, os que vendem produtos in natura em feiras ou para restaurantes, principalmente frutas e verduras, estão sendo bastante prejudicados. Os agricultores do município e região continuam cuidando desses plantios, que podem levar meses ou até mais de ano para serem retomados. A natureza continua, apesar da pandemia, e os agricultores têm que trabalhar. A maioria está tomando cuidado, com medo do coronavírus, mas com a consciência de que não podem parar, porque se fizerem isso não terão a produção ali na frente. Feiras que abrem espaço para as agroindústrias venderem seus produtos, como a ExpoBento, Expointer, Expoagro e Afubra, a princípio foram canceladas ou adiadas, também acarretando prejuízos para os pequenos produtores.

 

A estiagem, seguida do excesso de chuvas, agravou as dificuldades no meio rural?

Postal: Sim, a estiagem, que iniciou em novembro do ano passado e adentrou 2020, ocasionou perdas nos cultivos de hortifrutigranjeiros. Posteriormente, tivemos que lidar com as restrições impostas pela pandemia e, agora, nos últimos dias, com a chuva em excesso. Esse está sendo um ano atípico e problemático para certos cultivos agrícolas do município e região. Mas o agricultor é persistente, segue adiante e continua plantando. Se a seca levou a safra, na primeira chuva ele semeia a terra pensando na safra seguinte. Os agricultores são guerreiros, têm força de vontade para superar qualquer obstáculo.

 

Atualmente qual é a principal reivindicação dos trabalhadores rurais?

Postal: O que a gente mais reivindica é infraestrutura e políticas públicas voltadas para o pequeno agricultor, desde estradas, internet, luz elétrica com qualidade. Nós atendemos os municípios de Bento Gonçalves, Santa Tereza, Monte Belo do Sul e Pinto Bandeira. Apesar de Bento ser o maior e mais rico, é onde o meio rural mais está abandonado, principalmente nas estradas. Queremos também que a burocracia não dificulte o trabalho dos agricultores. Eles querem um preço justo dos seus produtos, uma valorização por parte dos governos, ter espaços para venda e juros mais baratos.

 

O que o Dia do Colono e do Motorista representa para vocês?

Postal: O Dia do Colono e do Motorista representa para nós, agricultores, motivo de orgulho, em primeiro lugar. São duas profissões importantes, uma que produz e a outra que transporta. Eu digo para todos os colonos e motoristas para terem orgulho do que fazem. Antigamente o colono era desprezado e, às vezes, até mesmo ridicularizado. Hoje, a maioria da população valoriza o trabalho do colono. Muitas vezes dependemos de situações que fogem do nosso controle, como as climáticas, mas o agricultor é persistente, enfrente os problemas e segue em frente.

 

Transportes: “Juntos somos cada vez mais fortes”

 

Os nossos motoristas, contratados e subcontratados, não pararam em momento algum, pois a matéria-prima de nossos alimentos precisava ser transportada até as indústrias.

 

De que forma a Anderle Transportes se adaptou a esse período de pandemia?

César Anderle: Por se tratar de atividade essencial, transporte de grãos (soja, trigo, milho), não paramos em nenhum momento, pois tínhamos de abastecer as unidades fabris de esmagamento de soja, indústrias de ração animal e as próprias trading exportadoras de grãos. Tivemos sim, no mês de março, que nos adaptar nos primeiros quinze dias de trabalho home office, onde conseguíamos atender nossos clientes via celular e sistema operacional para o deslocamento dos motoristas até os locais de embarque e desembarque. Já os nossos motoristas, contratados e subcontratados, não pararam em momento algum, pois a matéria-prima de nossos alimentos precisava ser transportada até as indústrias. De lá para cá, fomos atendendo os protocolos de segurança, orientando para o distanciamento entre as pessoas e fornecendo máscaras, viseiras e álcool em gel.

 

Os negócios da empresa foram impactados?

Anderle: Felizmente não tivemos impacto negativo. Conseguimos obter melhores números em termos de produtividade, pois a demanda no primeiro semestre foi maior em razão do Rio Grande do Sul exportar mais grãos pelo porto de Rio Grande pela própria elevação do dólar e fomentando melhor a venda do produto soja, dos fazendeiros do estado para países importadores deste tipo de grão. Tememos para o segundo semestre de 2020 uma baixa nos volumes transportados em razão da própria estiagem, que assolou o nosso estado no início do ano. A seca reduziu em 45,8% a produção de soja no RS, que somou 10,6 milhões de toneladas, segundo a Emater.

 

Qual a projeção para 2020 e a expectativa para 2021?

Anderle: Acreditamos muito no crescimento na faixa de 20 a 25% em comparação com o ano passado. Traçamos metas e contratamos profissionais adequados para entender melhor o nosso cliente. Isso tem dado resultado na produtividade e na confiança dos mesmos com a nossa organização. Investimos nos estados do Paraná e Mato Grosso para atender os clientes daqui e mesmo aqueles dos estados de origem para sanar uma possível baixa de volumes no Rio Grande do Sul. O ano de 2021 é promissor, pois as expectativas de plantio são grandes. O setor de fertilizantes e pesquisa do agronegócio vem se desenvolvendo e qualificando nossos empresários do setor agropecuário e isso tem nos dado respaldo para seguirmos firmes e determinados na busca de melhores números em termos de competitividade e compreensão de mercado.

 

Considerações gerais.

Anderle: Acredito ser oportuno comentar que precisamos muito do empresário para a continuidade da economia. Sem ele, a máquina para, literalmente, e isso não pode acontecer. Todos dependemos do esforço e motivação do empresário para continuar acreditando num ambiente de negócios saudáveis e sustentáveis. Muitas vezes, somos taxados de capitalistas em demasia. Porém, não vejo dessa forma, pois todos precisam de capital para a conquista de seus sonhos. As pessoas de bem sabem que, sem o incentivo de quem aloca recursos, não haverá distribuição de renda sensata para as classes colaborativas. O lema da empresa é: Transportando Confiança. Mas a frase mais impactante que usamos é: Juntos somos cada vez mais Fortes. A sociedade somente será forte se entender essa frase. Isso vale para o setor privado, mas muito mais para o público. Sempre argumento, em minhas falas, sobre a necessidade de olhar para o umbigo do outro e não somente para o nosso.

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Cedenir Postal, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares

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César Anderle, diretor da Anderle Transportes

Serra Gaúcha retorna para bandeira laranja

Na 13ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado a região da Serra retornou para bandeira laranja. O anuncio foi realizado nesta segunda-feira (3). As bandeiras ficam vigentes até as 23h59 da próxima segunda-feira (10).

 

A Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) enviou recurso no sábado, 01. A região apresentou melhoria expressiva e alcançou estabilização, embora seja em um patamar elevado. O número de hospitalizações não aumentou e houve pequena redução de hospitalizações em UTI, o número de óbitos também não apresentou crescimento expressivo, abaixo de 10, e a relação entre casos ativos e recuperados diminuiu.

 

O Prefeito Guilherme Pasin destacou que “foram semanas na bandeira vermelha, e todos sentimos o gosto amargo das restrições, com empreendimentos fechados. Agora na bandeira laranja, é mais do que importante que todos estejamos irmanados no censo coletivo. Não podemos fazer que a semana coloque tudo em risco novamente. Todos tem que ajudar, evitando saídas desnecessárias, aglomerações. O momento é de união para que possamos seguir com os regramentos estabelecidos”, disse.

 

Os regramentos para bandeira vermelha podem ser acessados no https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br/.

 

O novo Decreto 10.617/2020 foi publicado no Diário Oficial e pode ser acessado no http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/downloads/Decreto_106172020___CORONAVRUS_23.pdf

 

Restaurantes:

Fica permitido em todo o território do Município o funcionamento de pubs e bares, exclusivamente os que tiverem como atividade principal Restaurante na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), restaurantes, padarias, lanchonetes e similares, os quais deverão adotar as medidas previstas nos incisos do art. 23 e 30 no que couber, devendo atender com 50% da capacidade (pessoas sentadas) conforme APPCI; permitindo o ingresso de público até as 22 horas e encerrando o atendimento presencial aos frequentadores no estabelecimento às 24 horas, e após este horário somente com sistema de “delivery” e “takeaway”.

 

Bancos e lotéricas

Fica recomendado que os bancos e correspondentes bancários possam funcionar aos finais de semana ou em horário estendido.

 

Esportes

Ficam proibidas as atividades esportivas coletivas em ginásios, clubes e quadras esportivas, podendo ocorrer atendimento individualizado ou esportes em dupla, em no mínimo 16m² por pessoa e sem público, conforme protocolo específico do Modelo de Distanciamento Controlado.

 

Supermercados

Fica determinado que os supermercados, mercados, padarias, confeitarias, açougues, peixarias e estabelecimentos congêneres: a) controlem o fluxo de pessoas, na entrada e na saída, e o número de pessoas presentes no estabelecimento, disponibilizando tais informações à fiscalização municipal quando solicitado;

b) observem a ocupação máxima de 50% (cinquenta por cento) da capacidade do estabelecimento e, inclusive, do estacionamento;

c) controlem a aglomeração, com observância da distância mínima interpessoal de 2 m (dois metros) e das medidas de proteção individual;

d) orientem os clientes para que ingresse apenas 1 (uma) pessoa por coabitantes da mesma residência.

 

Comércio

Fica autorizada a abertura para atendimento ao público dos estabelecimentos comerciais com regramentos estabelecidos no protocolo da bandeira laranja, atendendo um cliente por funcionário, por vez.
Os Shopping Center, centros comerciais, além de adotar as medidas previstas  e adotar o espaçamento mínimo de dois metros entre as mesas e cadeiras nas praças de alimentação.

 

 

Cursos

Fica permitido o funcionamento de atividades de ensino de formação técnico profissional, de idiomas, culturais, cursos preparatórios, treinamentos e similares, devendo restringir o número de alunos por horário, sendo atendidos 3 (três) alunos por professor, por ambiente ou sala; vedada a participação de menores de 12 anos e maiores de 60 anos

Dia dos Pais 2020: paternidade nos dias de hoje

Por: Rodrigo De Marco

rodrigo@integracaodaserra.com.br 

Edição: Kátia Bortolini 

katia@integracaodaserra.com.br 

“Paternidade, na subjetivação e na cultura” é o tema escolhido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia – IEPP Serra Gaúcha, para sua VIII Jornada Científica, que ocorre nos próximos dias 7 e 8 de agosto, em formato virtual.

 

O evento, coordenado pelas psicólogas Izadora Cenci Zir e Karin Milani Zottis,  vai reunir   profissionais renomados. Estão confirmadas as presenças da psicóloga e psicanalista Maria Elisabeth Cimenti, fundadora, docente e supervisora do IEPP, Ruggero Levy, psicanalista, membro efetivo e analista didata da sociedade psicanalítica de Porto Alegre e da International Psychoanalytical Association (IPA), e do médico psicanalista e escritor, Celso Gutfreind, autor de 39 livros.

 

Na jornada, será debatida a função paterna na formação do caráter das pessoas. O Jornal Integração da Serra reporta um pouco da importância da missão da paternidade nas entrevistas que seguem, com as organizadoras do evento, psicólogas Izadora Cenci Zir e Karin Milani Zottis e com o médico psicanalista e escritor, Celso Gutfreind.

 

A inscrição para participar do evento, direcionado a psicólogos, médicos e estudantes, deve ser feita plataforma Sympla, em www.sympla.com.br.

 

Pensando sobre a Paternidade

 

Quais as razões pelas quais foi escolhido o tema da Paternidade para esta Jornada Científica?

Izadora e Karin: Na atualidade, individual, social e culturalmente, percebemos muita intolerância frente às diferenças, muitos jovens sem rumo, a expansão cada vez maior da drogadição, da falta de sentido, de respeito às leis social e culturalmente estabelecidas para um bom convívio e progressos em todas as áreas. Como estas são questões bastante ligadas ao exercício da função paterna, entendemos que pensar a paternidade seria de bom auxílio.

Muitas famílias não contam com a presença paterna real, ou mesmo com um representante masculino, para cumprir com a função paterna. Sabemos que esta função pode ser exercida por outra pessoa, homem ou mulher, que não seja o pai biológico, mas qual a razão desta ausência real? Pensamos ser importante refletir a respeito, pois percebemos as dificuldades de crianças e jovens em suas relações com a paternidade.

 

Qual a importância da figura masculina na formação da personalidade da criança?

Izadora e Karin: Na psicologia/psicanálise entendemos a função paterna sendo representada pelo pai, que simboliza a entrada de um terceiro, um outro, diferente, na relação primeira da mãe com o bebê. A aceitação da entrada do pai nessa relação desperta a capacidade de esperar, a tolerância às diferenças e às frustrações, que são algumas das características de um psiquismo que contou com a função paterna na sua constituição. O pai apresenta-se para ampliar os espaços de relacionamento e para instituir e reafirmar muitas normas necessárias à vida em sociedade.

Além do mais, a presença paterna é muito importante para que a função materna seja exercida da melhor forma. O pai é figura importante para garantir ao par mãe-bebê um ambiente seguro, em que a mãe possa dedicar-se apenas à criança, tamanha a importância dos primeiros meses de vida para a saúde psíquica de uma pessoa. As mães têm encontrado formas de lidar com essa falta, quando necessário, mas além da sobrecarga imposta a elas, é provável que fiquem lacunas.

Evidentemente que os problemas sociais e psicológicos não se resumem às questões de relacionamento paterno, mas estamos escolhendo nos debruçarmos sobre esta questão, buscando compreender melhor muitos aspectos dos conflitos que chegam aos consultórios, por exemplo.

 

Existe uma fase ideal para ser pai?

Izadora e Karin: Ser pai envolve responsabilidades e desejo. Um certo grau de maturidade emocional e condições para prover as necessidades afetivas e garantir os direitos fundamentais para o desenvolvimento de uma criança. Em princípio, é o que se espera.

Conforme Eizirik (2001), ser pai e ser mãe produzem mudanças psicológicas no homem e na mulher. Os pais deparam-se com as tarefas psicológicas de renunciarem à sua própria condição de filho ou filha e de mobilizarem identificações com seus próprios pais, a fim de assumirem o papel de pai ou mãe perante o filho. Assim sendo, a fase ou momento ideal, se é que o ideal existe, depende muito de cada um, de suas vivências e de quando se sentiria “pronto”, decidido a assumir as responsabilidades decorrentes da paternidade. Mas sabemos que a vida não segue padrões ideais.

 

Existe um perfil predominante dos pais na cultura ocidental?

Izadora e Karin: Hoje entendemos que os conceitos de maternidade e paternidade são construções simbólicas produzidas no âmbito social de uma cultura. Ao longo dos séculos houve mudança nos papéis dos homens e mulheres na sociedade. No que se refere à maternidade e paternidade, visualizamos vários modelos de configuração familiar e também vemos a mulher se corresponsabilizando com o sustento financeiro dos filhos/família e homens participando dos afazeres domésticos e cuidados afetivos dos filhos, papéis que antigamente estavam respectivamente vinculados apenas ao masculino ou ao feminino.

Assim, temos pais/homens bastante participativos na criação dos filhos, biológicos ou não, afetivamente muito ligados, responsáveis, como também percebemos muita ausência da figura masculina nas famílias. De acordo com o último Censo Escolar, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, divulgado em 2013, havia 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento. Por que isso acontece?  Qual o papel da sociedade nessas situações e quais as implicações e influências disso na constituição da subjetividade da criança?

Sendo assim, nos perguntamos: como ficam os conceitos de maternidade, paternidade e filiação, frente a tantas mudanças e possibilidades?

 

A autoridade paterna ainda predomina sobre a materna?

Izadora e Karin: O exercício da autoridade é outro aspecto que se transformou muito com o tempo, bem como a compreensão do que seja e signifique a autoridade. Talvez até possamos pensar que pais e mães estejam bastante confusos sobre seus papéis. As demandas sociais, de trabalho, de tempo, não têm contribuído para que saibam exatamente o que fazer na educação de seus filhos, nem para a qualidade nas relações, que têm sido, muito frequentemente, superficiais. Além do que, isso varia muito conforme o casal e a família.

Neste momento, nós estamos focando na importância e nas dificuldades de estabelecer uma paternidade exercida adequada e efetivamente, que contribua para a saúde mental e social das crianças e jovens, futuros adultos que conduzirão nossa sociedade.

 

A independência feminina tem levado as mulheres a optarem por métodos de reprodução assistida quando decidem ter filhos. Qual o impacto disso na paternidade e nas relações familiares?

Izadora e Karin: A entrada da mulher no mercado de trabalho produziu várias transformações, juntamente com os avanços tecnológicos, como também, o advento da pílula anticoncepcional, que desvinculou a sexualidade do ato sexual com objetivo de fecundação. A evolução da ciência seguiu permitindo mudanças, como todas as decorrentes da reprodução assistida.

A possibilidade de gerar um filho sem a presença física de um parceiro de vida ou da relação com um homem conhecido, permitiu que as mulheres organizassem sua vida de forma bem mais independente, como nunca se havia pensado, com o auxílio da ciência. As mudanças culturais, aliadas às científicas, e umas possibilitadas pelas outras, abriram também para casais homoafetivos a experiência de ter filhos, sem ser pela adoção.

Todos esses avanços e novas formas de constituição familiar já são uma realidade entre nós. Aos poucos saberemos, pelas vivências, quais as necessidades que surgirão desses processos. O que temos são famílias constituídas das mais diversas formas e a ideia de que as origens fazem parte da história da pessoa e de sua subjetividade, desde o momento em que são sonhadas, pensadas por alguém.

paternidade na subjetivação

PROGRAMAÇÃO

07 de agosto (sexta-feira)

19h30min – Inserção na plataforma Zoom

19h40min – Lançamento Oficial do livro “A menina que morava no sino”, de Celso Gutfreind, com a participação de Pablo Morenno, da Physalis Editora

20h10min – Abertura

20h15min – “Narrar, ser mãe, ser pai – se a parentalidade me fosse contada” – Dr. Celso Gutfreind

21h – Rodada de perguntas

21h15min – Encerramento

 

08 de agosto (sábado)

9h – Inserção na plataforma Zoom

9h10min – Painel: Paternidade na subjetivação e na cultura

Função paterna e subjetivação – Psicóloga Maria Elisabeth Cimenti

Funções parentais e a subjetivação em tempos de turbulência e incerteza – Dr. Ruggero Levy

Ser mãe e pai na cultura contemporânea – um relato – Dr. Celso Gutfreind

10h15min – Intervalo

10h25min – Rodada de perguntas

11h – Encerramento da VIII Jornada

 

Mediação

Izadora Cenci Zir – Psicóloga Coordenadora do Depto. Científico

Karin Milani Zottis – Psicóloga Coordenadora da Jornada Científica

A inscrição dá direito a um exemplar do livro “A menina que morava no sino”.

 

“A paternidade é uma construção, um

processo, marcado por tempo e história”

 

Afirmação é do médico e escritor, Celso Gutfreind

celso

 

Como médico psicanalista e com experiência na escrita de livros voltados para crianças, a partir da visão da psicanálise, de que forma observa esse debate acerca da paternidade?

Gutfreind: Um debate fundamental para a nossa cultura e nossos afetos, fundamentais à construção da nossa personalidade e relações humanas, indissociáveis. A pergunta, interessante, oferece a lente dos livros voltados para crianças e a psicanálise. A paternidade é uma construção, um processo, marcado por tempo e por história. Aqui entram os livros, oferecendo representações disso tudo e colaborando, na forma e no conteúdo, com a paternidade. E a psicanálise é a casa, o espaço, o cenário que revisa e (re) constrói processos como este, que são subjetivos e vão muito além do nosso eixo biológico. Enfim, literatura infantil e psicanálise são muito importantes para a paternidade.

 

Você tem dezenas de livros publicados e uma carreira consolidada, tanto como médico, quanto escritor. Como é aliar as duas funções?

Gutfreind: São complementares e certamente uma colabora com a outra. O médico ajuda o escritor, oferecendo uma experiência humana e de vida extraordinária, que, indiretamente, o escritor aproveita, e o escritor ajuda o médico, tornando-o mais sensível, humano e empático, a partir da experiência com a palavra. As duas se somam para preencher a minha vida profissional e pessoal.

 

Como você descreveria sua carreira de médico e escritor?

Gutfreind: Difícil resumir, a essa altura do caminho. Penso que são parecidas, valem-se de recursos em comum como chegar ao objetivo de dizer, simbolizar, representar, elaborar as vivências da vida. Sinto-me à vontade nas duas, apesar das dificuldades, e me sinto ocupando as mesmas trincheiras para melhorar as pessoas (eu incluído) e, assim, o mundo.

 

Em novembro do último ano você lançou o livro “O Terapeuta e o Lobo”, relacionando literatura com terapia para crianças. O que foi que o impulsionou a escrever essa obra e como tem sido o retorno desse trabalho?

Gutfreind: Este trabalho é fruto de uma longa jornada em Paris, nos anos noventa, como clínico e pesquisador, quando desenvolvi um projeto de pesquisa clínica junto a crianças separadas de seus pais e morando em abrigos públicos. Montei equipes que utilizavam o conto como mediador na psicoterapia dessas crianças, a maioria maltratadas e com transtornos de conduta. Ouvir histórias foi fundamental para a melhora psíquica dessas crianças e o conto se mostrou um mediador excelente para a técnica psicoterápica infantil, como já são o desenho e o jogo. O livro relata essa experiência, acrescida de desdobramentos, vividos em novos projetos análogos a este, que desenvolvi no Brasil. O retorno que obtive foi maravilhoso, já que o livro teve a primeira edição há quase vinte anos e, de lá para cá, embasou projetos em diversos lugares (escolas, clínicas, hospitais) sobre a utilização terapêutica do conto, o que me causa sempre uma enorme satisfação. Ensaios nem sempre são longevos ou se mantêm atuais e este vem se mantendo, possibilitando reedições revistas e ampliadas. Sinto muito orgulho disso.

 

Atualmente trabalhas em projetos na área da literatura?

Gutfreind: Sim, vários, ao mesmo tempo. Termino um livro de poemas para crianças, chamado Ó senhor do sorvete & outros poemas refrescantes, que sairá no ano que vem, pela editora Physalis. Um livro de poemas para adultos, chamado A arte que se baste, que sairá pela Artes & Ecos. E, que me perdoe o público colorado, um livro chamado Poema Azul, parceria com o fotógrafo Achutti, com textos e fotos sobre as ruínas do estádio Olímpico. Sairá pela Bestiário. Enfim, sigo trabalhando bastante na literatura, assim como na psicanálise.

 

Na sua visão, qual o significado de paternidade?

Gutfreind: Imenso, na nossa cultura. Tradicionalmente, a partir de nossas principais referências, valorizamos o pai como portador da regra, do limite, do enquadre, de ajudar a suportar o que não é possível na realidade. Mas, hoje, isto se ampliou, o pai está sendo visto também em seus aspectos maternos e, sobretudo, oferecendo uma diferença, uma outra fonte para diversificar nossos processos subjetivos e necessários de construção de apego. A um ou a dois enlouquecemos, o pai segue sendo este terceiro que filtra esta loucura, mas as hipóteses sobre a sua importância vêm se ampliando.

 

Qual a expectativa em relação a sua participação na Jornada Científica?

Gutfreind: Enorme expectativa, o evento está muito bem organizado, os convidados são muito legais (refiro-me aos meus colegas Ruggero e Elizabeth) e está havendo bastante procura. Os eventos virtuais têm permitido ampliar o público, trazendo aqueles que, por questões geográficas, não poderiam estar presentes. Cria-se uma corrente, uma matriz de apoio. E o fato de haver mediação de tela não tem impedido um encontro também real, verdadeiro.

Acrescento que estou me preparando bastante para a Jornada Científica, onde lançarei virtualmente um livro fantástico sobre a adoção, chamado “A menina que morava no sino”.

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Karin Milani Zottis, psicóloga Coordenadora da Jornada Científica do IEPP Serra Gaúcha

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Izadora Cenci Zir, psicóloga Coordenadora do Departamento Científico do IEPP Serra Gaúcha

Publicados novos editais do Enem 2020 com prevenções à COVID-19

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, no Diário Oficial da União da sexta-feira, 31 de julho, os novos editais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. A publicação formaliza as datas já anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, e apresenta as diretrizes e os procedimentos de prevenção à COVID-19, inclusive durante a identificação dos participantes nos dias de provas. O exame será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital).

Os editais n.ºs 54 e 55 determinam que devem ser respeitados o distanciamento entre as pessoas e os protocolos de proteção contra a COVID-19 em procedimentos como ida ao banheiro e vistoria de materiais, lanches e artigos religiosos. Também será obrigatório o uso de máscaras pelo acompanhante de mães que estiverem amamentando. O participante que não utilizar a máscara cobrindo totalmente o nariz e a boca, desde sua entrada até sua saída do local de provas, será eliminado do exame, exceto para os casos previstos na Lei n.º 14.019, de 2020.

A estrutura do exame permanece com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

Canais de informação – As informações a respeito do Enem 2020 podem ser acompanhadas nos portais do Inep e do MEC, assim como nas redes sociais oficiais dos dois órgãos do Governo Federal. Dúvidas podem ser sanadas pelo Fale Conosco do instituto, por meio do autoatendimento on-line ou do 0800 616161 (somente chamadas de telefone fixo).

Bento adere a #OComércioQuerTrabalhar

Sindilojas Regional Bento abraça campanha da Fecomércio-RS

Certo de que fechar as portas do comércio não é a solução para combater o Coronavírus, o Sindilojas Regional Bento se lança em mais uma ação, além de tantas que já vem realizando no enfrentamento desta pandemia global. Como braço da Fecomércio-RS numa base territorial que abrange 11 municípios (Barão, Bento Gonçalves, Boa Vista do Sul, Carlos Barbosa, Coronel Pilar, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Santa Tereza, São Pedro da Serra e São Valentim do Sul), a entidade coloca nas ruas a campanha ‘O Comércio quer Trabalhar’.

Cartazes com a identidade da campanha estão sendo distribuídos aos associados, a fim de chamar a atenção e sensibilizar sociedade e governo, mostrando que o fechamento das atividades comerciais não resolve o problema da pandemia, pelo contrário, expõe empresas e famílias, que sem renda não têm condições de sobreviver. “Estamos fazendo a nossa parte e, por isso, não somos foco de transmissão. Estamos seguindo todos os protocolos e dependemos da venda para seguir gerando emprego e renda, além de pagar impostos”, destaca o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio.

Além de estar exposta na porta e vitrine dos estabelecimentos comerciais, a campanha também circula pelas redes sociais do Sindicato com a #OComércioQuerTrabalhar e, por meio do whatsApp, entre os associados, criando uma corrente pela flexibilização do comércio.

Outras ações e conquistas

Desde que Bento Gonçalves e entorno vem enfrentando a Covid-19, o Sindilojas Regional Bento não tem medido esforços no sentido de criar ferramentas capazes de ajudar os associados a enfrentar o problema que toma conta do mundo todo. Com a ação ‘Bento é Super’, a entidade mobilizou mais de 100 empresas que são pontos de coleta para a arrecadação de alimentos não perecíveis e produtos de limpeza (água sanitária, sabão e sabonete), que estão sendo recolhidos pela Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social (Sedes) e distribuídos entre famílias que necessitam deste apoio. A demanda triplicou desde que o vírus chegou na cidade, passando de mil para 3 mil cestas básicas por mês.

Além disso, o Sindilojas também desenvolveu três E-Books focados em conhecimento para auxiliar no incremento das vendas. A ferramenta está sendo disponibilizada gratuitamente a todas as empresas que integram o quadro social. Junto à Federação, o Sindicato também comemora a conquista da ação judicial que assegura às empresas a manutenção dos serviços de telefonia e internet até 15 de outubro. Ou seja, as companhias não podem suspender os serviços mesmo que haja inadimplência. Também não podem cobrar multa e jutos sobre as faturas não pagas. Outra cobrança que está isenta em razão da pandemia é a de direitos autorais junto ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD).

A possibilidade de operar com tele entrega mesmo em Bandeira Vermelha é mais uma das conquistas da Federação comemorada pelo Sindilojas, que também atuou na negociação com o SEC-BG, na redução do bônus por feriado trabalhado em 10%, em relação a Corpus Christi e Santo Antônio. Outro acordo firmado entre os sindicatos e que trouxe benefício aos representados ao Sindilojas é o prazo mais elástico para a compensação do banco de horas, assim como a flexibilidade para a concessão de férias devido aos períodos de fechamento das lojas.

Foto: Fabiano Mazzotti

Sesc/ RS promove oficinas culturais de música e dança em agosto

As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas 

O Sesc/RS promove, no mês de agosto, duas oficinas culturais ligadas à música e à dança como parte do projeto Arte Sesc – Em Casa com Você. As aulas do projeto musical Rita Livre e de dança flamenca acontecem por meio da plataforma Zoom e estão com inscrições abertas. Os interessados devem fazer o cadastro no site www.sesc-rs.com.br/cultura/artesescemcasa/ingressos por R$ 15 para quem tem Cartão Sesc/Senac na categoria Comércio e Serviços ou Empresários, e R$ 30 para o público em geral para cada oficina.

A programação inicia no dia 4 de agosto com uma das aulas do projeto Rita Livre, que contará com um total de três encontros com aulas de técnica vocal, contrabaixo e técnica de som. Cada aula terá 1h30 com o objetivo ampliar as vivências musicais de mulheres e pessoas que assim se identificam. A atividade contará com a possibilidade de tradução em Libras. Os encontros seguintes serão nos dias 5 e 6 de agosto.

A oficina de dança flamenca para iniciantes será realizada em duas sextas-feiras, dias 7 e 14 de agosto. É destinada para homens e mulheres, com mais de 18 anos, que tenham interesse em conhecer um pouco mais sobre essa arte, promovendo a melhora da autoestima e a descoberta de novas possibilidades de movimentação corporal. A oficina será ministrada por Graziela Silveira e acompanhada ao vivo pelo guitarrista Giovani Capeletti.

O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac segue atendendo as recomendações de evitar aglomerações e com cuidado redobrado com a saúde das equipes e clientes. Por isso, a recomendação é que o público siga cumprindo as orientações dos órgãos de saúde. A programação on-line e gratuita segue sendo atualizada nas redes sociais e no site www.pertodevc.com.br.

Oficinas Sesc/RS- agosto 

Projeto Musical Rita Livre

Data: 04/08, 05/08 e 06/08

Horário: das 19h às 20h30

Sinopse: O projeto musical tem como objetivo ampliar e capacitar as vivências musicais de todas que se identificam como mulheres, incluindo mulheres surdas ou com deficiência auditiva, pois contará com tradução em Libras. São 3 encontros para iniciantes na música sendo a primeira de técnica de som com Juliana Nunes; a segunda de contrabaixo com Paula Lencina, baixista da banda Cat Arcade; e a última de técnica vocal com Miriam Smile, cover de Rita Lee. O projeto trará experiências pedagógicas, melhorando o desenvolvimento da inteligência musical e percepção.

Nomes dos profissionais: Coletivo MAO (Movimento Antiopressao) com Juliana Nunes, Paula Lencina e Miriam Smile

Inscrições: pelo site www.sesc-rs.com.br/cultura/artesescemcasa/ingressos por R$ 15 para Cartão Sesc/Senac na categoria Comércio e Serviços ou Empresários; e R$ 30 para o público em geral

Público de interesse do projeto: Mulheres e todas que se entendem como mulheres, com mais de 14 anos. Oficina nível iniciante

Dança flamenca para iniciantes

Datas: 07 e 14/08

Horário: das 19h às 21h

Sinopse: A oficina apresenta as características básicas do flamenco para todos aqueles que não tem conhecimento prévio desse tipo de dança. Homens e mulheres a partir dos 18 anos podem conhecer um pouco mais sobre essa arte ao mesmo tempo em que melhoram a autoestima ao descobrirem novas possibilidades de movimentação corporal. A oficina será acompanhada ao vivo pelo guitarrista Giovani Capeletti.

Nome da profissional ministrante: Graziela Silveira

Inscrições: pelo site www.sesc-rs.com.br/cultura/artesescemcasa/ingressos por R$ 15 para Cartão Sesc/Senac na categoria Comércio e Serviços ou Empresários; e R$ 30 para o público em geral

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Após lançamento, FIMMA Inova fecha primeira turma em menos de 24 horas

Live de lançamento do Innovation Business Game aconteceu na terça-feira e Affemaq será responsável pelos primeiros 30 alunos

 

A proposta do FIMMA Inova de ser uma experiência transformadora em inovação para profissionais que atuam em indústrias da cadeia de madeira e móveis foi conhecida na terça-feira (28) com uma excelente receptividade. Em menos de 24 horas, a Associação dos Fornecedores para as Indústrias de Madeira e Móveis (Affemaq), entidade reconhecida no cenário nacional por sua forte atuação nos polos moveleiros do país, fechou a primeira das três turmas iniciais para participar do Innovation Business Game (IBG).

Com isso, a entidade será responsável pela qualificação dos primeiros 30 alunos da Escola de Inovação, 100% online. As atividades terão início nos dias 21 e 22 de agosto e o programa será dividido em quatro módulos com previsão de encerramento em abril de 2021.

Giovani Cechin Rodrigues, diretor de Inovação da FIMMA Brasil, revela que ficou extremamente feliz com o resultado do lançamento, o que demonstra que a cadeia de madeira e móveis merece novos olhares no que tange à cultura de inovação e experiências compartilhadas para agregar em seus negócios. “Temos um número limitado de vagas nessa primeira edição e estamos muito confiantes de que a interação que será promovida entre os participantes será um dos marcos no crescimento coletivo da cadeia. Inovação é uma construção contínua e já para a próxima edição da feira (abril/2021) será possível perceber os novos olhares, de expositores e visitantes”.

O presidente da Affemaq, Ivânio Angelo Arioli, enfatiza que a entidade sempre foi parceira da FIMMA Brasil, realizando ações conjuntas para o desenvolvimento do setor de madeira e móveis. “Estamos empolgados com esse novo formato apresentado, especialmente com a dinâmica voltada à inovação, que acreditamos ser um dos principais pilares para o crescimento das empresas e da cadeia como um todo. Os associados Affemaq estão inscritos na primeira turma do FIMMA Inova, e já estamos vislumbrando um grande movimento de transformação nas pessoas, nas relações e nos negócios”.

 

Saiba mais sobre o FIMMA Nova

O programa de mentoria organizacional vai conectar e conduziras turmas, de no máximo 30 participantes, que formarão times para imersões em conhecimento disruptivo e trocas de inovação nas empresas e em toda a cadeia, junto aos melhores profissionais da área de inovação do Brasil. Para experienciar o conhecimento e ter a necessária mudança de mindset serão realizados desafios pelos times para resolução de problemas reais do segmento, no estilo Hackathon. Os encontros serão realizados por meio de imersões, webinários e mentorias colaborativas com grandes especialistas em inovação e liderança do Brasil.

O IBG apresentará formas de liderar a transformação por meio de conhecimentos e experiências profundas, assim o participante poderá experienciar o caminho para desenvolver a cultura de inovação a partir de aprendizados sobre colaboração, empatia e método de inovação. A colaboração será vivida na resolução de problemas reais, em times, inspirando a motivação e a competição. Serão apresentadas oportunidades frente à transformação digital e o futuro, o que auxiliará a definir caminhos e recursos. Tecnologias habilitadoras são apresentadas para a diferenciação do negócio frente ao cliente e mercado e obter melhores resultados.

Com curadoria da Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Comportamental (SBDC), o IBG é um projeto de transformação, em formato gamificado, resultado de um método já implementado em grandes organizações há 12 anos pela SBDC e customizado junto à inovação, por meio do ‘Wake Be Make’ para a cadeia de madeira e móveis, por Eliane Zanluchi.

Módulos do FIMMA Inova

1) Liderança para o futuro – desenvolver o mindset inovador dos líderes transformadores da cadeia, com a construção de times, realização de desafios e resoluções de problemas reais no estilo hackathon, que permitirá mapear problemática e apresentar projeto inovador para o segmento;

2) Transformação digital, tendência e inovação – 7 webinários que terão o objetivo de reconhecer desafios e despertar para novas alternativas de negócios e práticas. Inclui tarefas relacionadas ao Hackathon que estarão ocorrendo em paralelo;

3) A inovação na prática – contemplará 4 webinários, 2 mentorias colaborativas e 1 painel com a intenção de conhecer os pilares e a metodologia aplicadas da inovação. A tarefa será o desenvolvimento de pesquisa, propósito e experimentação colaborativa;

4) Estratégias para inovação – inclui 5 encontros imersivos para reconhecer modelos de negócios, ferramentas e conhecimento para a prática.

Quem pode participar e como

O público-alvo do FIMMA Inova são produtores, fornecedores, prestadores de serviços do setor moveleiro, direcionado a empreendedores, executivos, gestores e profissionais liberais ligados de alguma forma à cadeia de madeira e móveis, assim como líderes que buscam inovação para o seu negócio e pessoas que acreditam na transformação por meio do conhecimento e da colaboração.

Para participar de uma das três turmas do IBG basta realizar a inscrição pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/fimma-inova—innovation-business-game-ibg01__916919). Para  as primeiras três turmas, o programa integral, com 140h de capacitações e experiências tem um investimento R$ 1.950,00, em até 10 vezes para o público em geral. Expositores Fimma 2021 e associados Movergs têm desconto de 20%. Entidades do setor de todo o país concederão condições especiais aos seus associados, basta conferir na região com sindicatos e associações. O pagamento é efetuado diretamente na plataforma Sympla.

Três grandes frentes da FIMMA Brasil

Além do FIMMA Inova, o evento internacional de fornecedores da cadeia produtiva da madeira e móveis inclui outras frentes: o FIMMA Conexões e Negócios e o FIMMA Summit.

 

FIMMA Conexões e Negócios

De 26 a 29 de abril de 2021, o FIMMA Conexões e Negócios, evento que chega a sua 15ª edição – desde 1993, se reinventa e promete muitas novidades para o visitante, com soluções e inovações em serviços e tecnologia produtiva para a cadeia de madeira e móveis. Destaca-se na edição de 2021, as arenas de inovação, espaços pensados para uma melhor aplicação das soluções apresentadas pelos expositores, permitindo olhares estratégicos para seus negócios.

Para participar, entre em contato pelo Whatsapp (54) 99175-8780.

FIMMA Summit

Entre os dias 27 e 29 de abril de 2021, o FIMMA Summit será um grande encontro para o compartilhamento de conteúdos sobre inovação, vendas e cultura digital, e surpreenderá com novos caminhos para o setor. Durante três dias, das 9h às 12h, profissionais renomados dos mais diversos segmentos que envolvem a cadeia produtiva moveleira estarão em Bento Gonçalves para inspirar, humanizar e projetar os negócios.

Para participar acesse https://www.fimma.com.br/fimma21/cadastro.php

Ivânio Arioli - Affemaq

Presidente da Affemaq, Ivânio Angelo Arioli

CIC-BG cria Observatório da Economia

Equipe traz como primeiro trabalho análise preliminar da reforma tributária do RS

O compromisso com o desenvolvimento moldou a história do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) ao longo dos anos, estabelecendo a economia como um dos principais interesses da entidade para promover progresso e geração de trabalho e renda. De modo a ter um acompanhamento mais detalhado sobre o tema, o CIC-BG lança o Observatório da Economia (OECON), formado por uma equipe preocupada não só em reunir dados do setor, mas também em promover análises diante das constantes oscilações às quais a economia está sujeita.

Entre os objetivos da equipe estão o fornecimento de informações contributivas para o progresso da sociedade e a proposta de estudos de impacto diante de pacotes governamentais. A criação do OECON está relacionada ao importante momento pelo qual o Estado atravessa, com a discussão inicial da reforma tributária, uma das mudanças estruturais mais conclamadas pela sociedade gaúcha. “Em função desse fundamental contexto, resolvemos montar uma equipe para analisar essa importante questão, uma vez que temos esse privilégio de ter pessoas nos nossos quadros para tal função”, comenta o presidente do CIC-BG, Rogério Capoani.

Esse, no entanto, não será o único trabalho da equipe, diz o dirigente. “Aproveitaremos essa união de força e conhecimento para desenvolvermos os demais trabalhos relativos à economia como um todo em nosso município e na nossa região”, prossegue Capoani.

A leitura de contextos e a projeção de cenários passa pela busca de dados sobre finanças, planejamento tributário, reformas estruturais, emprego, renda, juros, consumo, entre outros. Esse trabalho caberá a uma equipe formada por membros ligados à diretoria, ao conselho e aos produtos do CIC-BG. Da Diretoria Executiva, participam o 2º Tesoureiro, o advogado, contador e especialista em Direito Tributário pela UFRGS, Roberto Meggiolaro Júnior, e o diretor de Gestão e Inovação, o administrador com MBA em gestão empresarial na FGV, Vinícius Piva. Do Conselho Deliberativo, fazem parte o presidente, Antonio Carlos Paludo (Contador, com Especialização em Auditoria Contábil e Fiscal), e o professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Caxias do Sul (UCS), administrador e doutor em Administração, Fabiano Larentis. E, na coordenação do OECON está o diretor de Projetos da ExpoBento, o economista e mestre em Marketing, Adelgides Stefenon. São eles que oportunizarão aos associados um apoio para decisões estratégicas quanto ao mercado, ao mesmo tempo que fornecerão pareceres econômicos e tributários.

Junto com a estreia dessa nova frente de atuação do CIC-BG já vem o primeiro trabalho do grupo. Eles analisaram 13 das propostas iniciais da reforma tributária proposta pelo governo, que prevê, entre as medidas, a alteração de alíquotas do ICMS para alguns produtos e também sua simplificação (de cinco para duas).

A redação final com as propostas deve ser enviada em agosto para a Assembleia Legislativa. Segundo o governo, caso a reforma não seja feita, o Estado perderia R$ 2,8 bilhões a partir de 2021. Embora o Piratini assevere que essa não é uma reforma para aumentar a arrecadação, a OECON entende que haverá pontos de aumento da carga tributária. “O governo deveria sempre, primeiro, desonerar a economia com a redução da tributação, não aumento. Em segundo lugar, deveria primeiro cortar gastos e reduzir o tamanho do Estado para, depois, buscar aumento da arrecadação”, diz Stefenon.

Pão francês passa de zero a 17% em 3 anos

O aumento de impostos ocorreria num dos itens que têm como objetivo tributar mais o patrimônio do que o consumo, no caso o IPVA, e no quesito Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens e Direitos, o ITCD, mais conhecido como imposto sobre a transmissão gratuita de bens móveis e imóveis. No primeiro caso, o governo pretende cobrar IPVA de donos de veículos com até 40 anos de fabricação – hoje, só paga o imposto até 20 anos –, o que afetaria a renda da população mais pobre. Já no segundo, cria faixas mais elevadas de tributação na transmissão gratuita de bens (doações e sucessão). “O aumento da carga tributária sobre patrimônio e renda é o caminho para se alcançar uma política tributária mais justa. No entanto, o governo deve reduzir gradativamente e proporcionalmente a carga tributária sobre o consumo”, comenta Stefenon.

A OECON criticou outras duas propostas por aumentarem impostos da cesta básica e, assim, aumentando o custo de vida da população mais carente. Um é a extinção parcial das isenções em produtos como hortifrútis, leite, ovos e pão francês, que passariam de zero de tributação a 7% em 2021 e a 17% a partir de 2023. “Reduzir isenções nesses produtos é ir contra a população em geral, especialmente, dos mais necessitados. Isso deve ser combatido ao extremo. Além disso, sabe-se que 17% de ICMS a mais numa fórmula de preço significará em torno de 30% no preço final do produto. Não há condições para retomada de nenhuma economia quando esses produtos tiverem aumento de preço”, opina.

Outra medida nada salutar e que trará, da mesma forma, queda na receita da população mais pobre, é a extinção da maior parte dos benefícios concedidos na forma de Redução de Base de Cálculo (RBC), como os da cesta básica de alimentos, cesta básica de medicamentos, carne e demais produtos comestíveis simplesmente temperados, de aves e de suínos, e erva-mate. “Essa é uma das piores medidas da reforma tributária, aumentar a base de cálculo é aumentar preços”, sustenta ele. Pela proposta, esses produtos passariam dos atuais 7% de tributos para 17%. “Isso significará um aumento de preços nos supermercados, impactando principalmente na renda dos mais pobres, cuja alimentação é principalmente baseada em produtos mais baratos. Há também o impacto em bares e restaurantes, ainda não claro, que poderá gerar efeitos no setor turístico do município”, prevê o coordenador do OECON.

Entretanto, dois pontos da reforma foram elogiados. Uma é a redução do prazo de creditamento do ICMS por aquisição de bens de capital para um mês – hoje, essa devolução ocorre em 24 meses no caso de máquinas gaúchas e em 48 meses no caso de serem de fora. O porém é que isso ocorreria após um período de transição de oito anos e, para ter eficácia, a OECON defende que a medida já comece a vigorar em janeiro de 2021. Outra boa intenção é a extinção do pagamento do Diferencial de Alíquota (Difal), conhecido como imposto de fronteira, para micros e pequenas empresas.

Alguns dos principais aspectos da reforma, como a redução das alíquotas de ICMS e sua simplificação, necessitam acompanhamento. O governo quer padronizar os índices de produtos similares, assim, o vinho, hoje tributado com 18%, passaria para 25%, o que aconteceria igualmente com a aguardente. Além de criticar a alta tributação de serviços de comunicação, energia elétrica e combustíveis, pois afetam a economia, a OECON questiona a proposta porque caso não haja o crédito presumido para vendas fora do Estado representaria um aumento de carga. A redução das cinco alíquotas atuais – 12%, 18%, 20%, 25% e 30% – para duas – 25% e 17% –, embora salutar, ainda não dá para medir o impacto disso na renda da população. “Quando se tributa gasolina e álcool, energia elétrica e serviços de comunicação com altas cargas tributárias, no caso 25%, se reduz a renda disponível de uma grande parte da população e, com isso, se reduz o consumo”, opina Stefenon.

A OECON também avalia certas propostas como de baixo impacto. Uma dessas é a da mudança de alíquota do ICMS de 18% para 12% nas operações entre empresas no Estado, pois os créditos não entram no custo, e os débitos, pela venda, também serão menores. É o mesmo caso da medida que prevê a devolução de saldos credores de exportação. Se é boa porque possibilita a utilização integral dos créditos para a aquisição de máquinas e equipamentos, por outro isso só ocorre quando as compras acontecerem no RS. Medida similar, a devolução parcial dos créditos de ICMS de uso e consumo, precisa ser submetida ao Confaz, o que a torna difícil de ser operacionalizada.

Bolsa-Família com dinheiro do contribuinte

A revisão dos benefícios fiscais, de modo a promover uma redistribuição setorial da carga tributária, também necessita de acompanhamento. Isso porque, embora revisará alguns setores específicos, pode representar uma redução na competitividade da indústria gaúcha para atrair investimento.

Com a reforma, o governo pretende também reduzir a carga fiscal sobre as famílias mais pobres. Uma das ideias é diminuir os quase 15% da renda comprometida com o ICMS embutido no consumo de famílias que ganham até R$ 1,9 mil. A OECON reconhece que, proporcionalmente, os mais pobres pagam mais impostos do que os mais ricos, mas avalia que isso está relacionado ao percentual de impostos incidentes sobre os produtos comprados pelas pessoas em cada classe do que sobre o ICMS em si. “O impacto do ICMS não depende da renda e, sim, dos percentuais de impostos incidentes sobre as classes de renda”, comenta Stefenon.

Essa mesma proposta traz o conceito de devolver parte do ICMS a famílias de baixa renda – estima-se que, em 2023, esse valor seria de cerca de R$ 450 milhões. Para isso, seria criado um fundo, o Devolve ICMS, com recursos oriundos de 10% sobre o valor de Créditos Presumidos não contratados e a mesma porcentagem sobre o valor do ICMS isento na saída de insumos agropecuários. “É como um Bolsa-Família, mas com dinheiro do próprio contribuinte. É muito salutar do ponto de vista de distribuição de renda”, avalia.

Foto: Fabiano Massuti

Esportivo conquista título de Campeão do Interior após virada histórica sobre o Juventude

Alviazul ainda garantiu classificação para a semifinal do segundo turno do Campeonato Gaúcho 2020 e vagas para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil em 2021

A campanha do Clube Esportivo Bento Gonçalves no Campeonato Gaúcho 2020 quebrou tabus. Após 33 anos, o Alviazul conquistou o título de Campeão do Interior – e ainda segue vivo na briga pela Taça Francisco Novelletto Neto e pelo próprio título gaúcho. Agora, a equipe de Carlos Moraes enfrenta o Internacional na semifinal da competição no próximo final de semana (com data a definir por parte da FGF) e celebra as já confirmadas vagas na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil de 2021.

Esta é a sétima vez que o Esportivo conquista o título de Campeão do Interior – o que destaca o triunfo histórico do atual elenco. “A campanha do Esportivo foi coroada no momento em que chegamos à última rodada da fase de grupos da competição com chances de título e classificação. A vitória sobre o Juventude foi a cereja do bolo, pois fizemos um trabalho consistente, com respaldo da diretoria para termos confiança e união para alcançarmos nossos objetivos”, comenta o técnico Carlos Moraes.

Esse discurso está alinhado, também, com as projeções da direção do clube. “Viemos em um planejamento desde novembro do ano passado e sempre buscamos surpreender dentro do campeonato – e conseguimos isso tanto na teoria quanto na prática. Nosso maior objetivo era ser Campeão do Interior. Agora, vamos em busca de algo ainda maior”, destaca o presidente do Clube Esportivo, Laudir Miguel Piccoli.

Caso o clube conquiste o segundo turno da competição, o título de Campeão do Interior passa para a equipe que sucede o Alviazul na classificação geral.

O jogo da despedida

A vitória sobre o Juventude, conquistada nesta quarta-feira (29), carimbou a passagem para a próxima fase e marcou o fim do jejum sobre o adversário que mais vezes o enfrentou ao longo de sua trajetória centenária. Foi um jogo emocionante do início ao fim. Logo no primeiro minuto de jogo, Marcão ficou com a bola no campo de ataque e acionou Gustavo Sapeka, que finalizou de fora da área para abrir o placar. Aos cinco, a pressão seguia alviazul, com uma perigosa finalização de Igor Bosel. Porém, o empate alviverde veio aos 13 minutos: após escanteio curto, Eltinho cruzou na área, Genilson desviou de calcanhar, a bola bateu na trave e, no rebote, Breno mandou para o fundo das redes. A virada veio minutos depois, com Breno tocando na saída do goleiro Renan.

Na segunda etapa, a virada histórica iniciou a partir dos 30 minutos, quando tudo mudou. Após lançamento de Renan, Rômulo desviou de cabeça para Flávio Torres sair na frente do gol e empatar novamente. Quatro minutos depois, o zagueiro Cleiton subiu no terceiro andar para completar cruzamento de Diogo e garantir a classificação do time de Bento Gonçalves – cravando a 30ª vitória alviazul no confronto entre os dois clubes.

Para encarar o Juventude, o técnico Carlos Moraes escalou a seguinte equipe: Renan, Vinícius Bovi, Cleiton, Luis Eduardo, Gullithi (Rômulo), Xaro (Diogo), Robert, Igor Bosel (Galiardo), João Pedro, Gustavo Sapeka (Emerson) e Marcão (Flávio Torres).

Como foi a campanha alviazul

Desde a estreia no Campeonato Gaúcho 2020, no dia 23 de janeiro diante do São José, foram 11 jogos: cinco vitórias, quatro empates e duas derrotas – totalizando 58% de aproveitamento. Foram 16 gols anotados e 17 sofridos. A artilharia ficou por conta dos atacantes Gustavo Sapeka e Flávio Torres, com três gols marcados – seguido de Juninho Tardelli, com dois. Além deles, Caprini, Emerson, Galiardo, Gullithi, Xaro, João Pedro e Cleiton marcaram um tento durante a fase de grupos. Com isso, o Esportivo encerrou a etapa com a quarta melhor campanha na classificação geral, com 19 pontos, e o segundo lugar do Grupo B, com 11.

Fotos: Kévin Sganzerla

Esportivo venceu 2

Esportivo venceu 3