Dia do Colono reforça vínculos com a terra e sua relação com o meio ambiente

Cooperados da Vinícola Garibaldi contam histórias inspiradoras sobre o trabalho no campo

Para uma empresa que tem no ramo agro a essência de seu negócio, como é o caso da Cooperativa Vinícola Garibaldi, a terra representa a fertilidade socioeconômica de todos cooperados. É dela que se extrai seus premiados espumantes, seus respeitados vinhos e seus refrescantes sucos, uma responsabilidade cultivada pelas mais de 400 famílias de colonos associadas, que comemoram neste sábado o seu dia.

O trabalho com a terra tem, em muitos casos, o poder de unir famílias. E, de geração para geração, perpetuar a lida na roça, como é o caso da família Giovanaz, de Marcorama. Na propriedade, Valdecir, 49 anos, aprendeu com o pai, Marcolino, 81, o ofício para cuidar das uvas e fazer da agricultura familiar o sustento dos Giovanaz.

Toda a produção, espalhada por cerca de 4,5 hectares, é enviada para a cooperativa. Nesta área, eles cultivam mais de cinco variedades de uvas, entre elas a comum Isabel e a vinífera Cabernet, que rendem cerca de 100 mil quilos por safra. “Aqui, sempre tem trabalho”, diz Valdecir. Essa é uma frase recorrente para quem lida com a terra. Não importa o clima, frio ou calor, o colono está lá, cuidando da produção. “Para nós, sempre é dia de trabalho”, comenta, provavelmente antecipando a forma como comemorará a data dedicada a seu ofício.

Essa dedicação à terra é a expressão do trabalho do colono. É um cuidado que perpassa a produção e mira a qualidade, cada vez mais recuperada a partir de manejos em sintonia com o meio ambiente. Na propriedade de Rosângela Bettú Lazzari, a terra recebe tratamento holístico, numa verdadeira simbiose entre homem, natureza e universo. Produtora de uvas orgânicas desde 2008, ela tem se dedicado também à produção de biodinâmicos, sendo uma das fornecedoras para os exclusivos espumante e suco da linha Astral da vinícola, pioneiro no Brasil com certificação internacional, elaborados com esse tipo de uva.

O produto, além de diversificar a agricultura familiar, sendo mais uma alternativa de renda, aponta para a necessidade de uma produção cada vez mais em diálogo com a sustentabilidade. “Vejo como uma questão social e de responsabilidade do ser humano com o meio ambiente, com mais consciência, trabalhando a recuperação do solo, dar mais vida a ele e, consequentemente, ao desenvolvimento melhor das plantações. Passamos muito tempo sem um controle do meio ambiente, agora está na hora de devolvermos esse equilíbrio a ele”, observa Rosângela, também técnica agrícola.

O cultivo dos biodinâmicos em sua propriedade começou em 2016. Para quem já trabalhava com orgânico, foi natural o ingresso nesse tipo de cultivo, que é ainda mais restritivo no uso de insumos – o adubo, por exemplo, é um composto biodinâmico que contém, entre outras substâncias, plantas medicinais e é preciso observar a influência dos astros no cultivo. É uma produção que prima pela qualidade do alimento e que está ganhando mais área de cultivo. No ano passado, Rosângela plantou mais 50 mudas de uvas biodinâmicas da variedade Chardonnay, e neste, outras 150. Quando atingirem plena produção, ela deve colher cerca de uma tonelada, diante dos atuais 300kg que produz a cada safra. “É uma produção especial, com muitas exigências”, observa.

Ao todo, contabilizando também sua produção de uva orgânica para suco, Rosângela colhe cerca de 25 toneladas por ano. Um trabalho que ganha ainda mais relevância quando analisado o fato de ele gerar alimento – e, por isso, mesmo, uma profissão que precisa ser celebrada, como no dia de hoje, mas que, como qualquer outra, também tem suas dificuldades. “Costumo pensar que se não existisse o colono as pessoas não teriam o que comer. O que alimenta as pessoas é esse trabalho aqui, faço o que gosto e sei das dificuldades. Se o pai não incentiva o filho, dizendo que a cidade é melhor, qual a motivação para o jovem ficar na colônia? Eu caminhava um quilômetro para pegar o ônibus e estudar, eu nunca achei que não dava para tirar o sustento daqui, agora tem de estar consciente que aqui também tem problema, que as coisas não caem do céu”, comenta Rosângela. “A visão de cada um é sua formação. Quem estuda traz uma resposta muito boa para a colônia, porque hoje a colônia é uma empresa rural, tem que ter controle de caixa, controle de entrada e saída, tem que ter foco e objetivo”, diz Rosângela.

Fotos: Celso Chittolina

Rosângela Lazzari 2 crédito Celso Chittolina

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Feira do produtor rural de Bento segue com modelo de distanciamento neste sábado

 

A Feira do Produtor Rural de Bento Gonçalves segue neste sábado, 25, com o modelo de distanciamento e medidas preventivas de disseminação ao Coronavírus adotadas. A comercialização ocorre no período da tarde, até às 16h, contando com a participação de 50% dos agricultores.
O distanciamento entre as bancas foi ampliado e os produtores serão distribuídos nas ruas Barão do Rio Branco, Travessa Maceió, Félix da Cunha e Marechal Floriano. Além disso, as bancas estão sendo dispostas em apenas um lado da pista das ruas definidas para a comercialização, proporcionando um espaçamento maior para a circulação das pessoas.
Com a modificação para 50% das bancas, um rodízio entre os feirantes está sendo realizado. Demais cuidados são o isolamento das bancas – mantendo o distanciamento de 1,5 metros entre feirante e consumidor -, disponibilização de álcool gel para os clientes e uso obrigatório de máscaras. O manuseio dos produtos pelos consumidores também não é permitido.

 

Dentre outras recomendações está o pedido de que apenas um representante da família faça as compras e que os idosos permaneçam em casa.
Alterações no trânsito

Devido à comercialização, o tráfego de veículos estará totalmente interrompido na Rua Félix da Cunha e Travessa Maceió e no trecho da Barão do Rio Branco (entre a Saldanha Marinho e a Félix da Cunha).
O trânsito também estará parcialmente interrompido na Marechal Floriano, na pista do lado esquerdo entre a General Osório e a Saldanha Marinho.

Foto: Emanuele Nicola

Cooperativa Vinícola Garibaldi ganha selo de Empreendimento Limpo e Seguro

A Cooperativa Vinícola Garibaldi está entre os primeiros estabelecimentos de Garibaldi a receber da prefeitura o selo Empreendimento Limpo e Seguro de Garibaldi. Seu complexo enoturístico toi certificado como ambiente que aplica e oferece os protocolos de higiene e proteção ao covid-19 a funcionários e visitantes. A outorga foi recebida no dia 15 de julho.

O selo é uma iniciativa da prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura, a fim de incentivar a retomada segura e emergencial do turismo, chancelando os estabelecimentos avaliados como referenciais nos cuidados para evitar o contágio do novo coronavírus. Periodicamente, os empreendimentos serão vistoriados por uma comissão municipal para avaliar o cumprimento das exigências, que variam de acordo com a categoria de cada local, tendo em vista os decretos municipais e estaduais em vigência.

A certificação foi lançada em julho, com os primeiros estabelecimentos sendo reconhecidos na primeira quinzena do mês, e identifica os estabelecimentos que atendam às normas de prevenção contra a disseminação da covid-19. Além da vinícola, exibem o selo concedido pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, em conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde e com o Conselho Municipal de Turismo, o Dall’Onder Ski Garibaldi Hotel, a Fábrica de Chocolates Devorata e a Tabacaria Benvenuto.

 Atendimentos restritos pela bandeira vermelha

Embora a Cooperativa Vinícola Garibaldi tenha obtido o selo, a inclusão da região da Serra na bandeira vermelha do sistema de Distanciamento Controlado do Governo do Estado obriga a restrição dos atendimentos no Complexo Enoturístico. Enquanto perdurar essa classificação, estarão disponíveis apenas os sistemas de pegue e leve e de entrega via WhatsApp (54 9.9196.5577), das 8h às 18h.

João Paulo II

Por César Anderle 

Diretor da Anderle Transportes 

Após ser conclamado Papa, em 18 de outubro de 1978, muitos pensavam e até a imprensa italiana duvidava da capacidade de um papa, não sendo italiano (já que por 455 anos até a eleição de Karol só se elegia papas italianos), ser um líder espiritual e um bom condutor do rebanho da igreja católica, tanto que um importante jornal refletiu o estarrecimento geral: “Uno papa polaco, que cosa fá”. Ao longo de seus 26 anos de papado, João Paulo II acabou provando que um homem fora da Itália poderia sim dirigir a igreja de uma forma diferente, de uma forma popular, de uma forma carismática, de uma forma política e, principalmente, demonstraria muita perseverança em seguir o dom da sua fé em Jesus Cristo.

 

Exemplo de superação, de caridade, de humildade, de perseverança e de amor incondicional. O seu papado ficou e ficará presente na memória humana por gerações e gerações. Nunca um papa peregrinou tanto quanto este. Jesus Cristo, em sua peregrinação, nunca ficava parado, estava sempre indo ao encontro das pessoas, divulgando as ideias que Deus Pai ordenou. Mostrava-se perseverante na distribuição do sentimento que move o mundo para a igualdade e a fraternidade.

 

João Paulo II, Sr. Karol Josef Wojtyla, seguiu à risca os passos de Cristo. Nunca fraquejou diante dos obstáculos. Até em suas últimas horas de vida fez questão de ir à janela de seu quarto para abençoar as pessoas. Segundo o Vaticano, um dia antes, supostamente se dirigindo aos jovens que oravam por ele na Praça de São Pedro, murmurara: Eu busquei vocês, agora vocês vêm a mim, e eu agradeço.

 

O Espírito Santo esteve sempre com ele, abençoando, protegendo e direcionando os passos deste homem, que o fez se tornar um dos santos da igreja católica, São João Paulo II.

 

Conforme assegura o sacerdote polonês Jarek Cielecki, diretor dos serviços de imprensa do Vaticano: “Quando finalizou a oração dos fiéis, o Papa pronunciou com sua última força vital a palavra Amém. Pouco depois morreu”, relata o sacerdote que estava com ele em seus últimos momentos num sábado à noite.

 

Em documento aberto e lido em 06 de abril de 2005 pela Congregação de Cardeais o papa João Paulo II disse: Despertem, porque não sabem em que dia nosso Senhor virá.

 

O papa, por diversas vezes, orava a Deus pelo perdão dos erros das lideranças cristãs. O seu pedido de desculpas pelas falhas da sua e da nossa igreja, nos remetem a uma grande reflexão: se ele, com toda a sua santidade, se põe humilde e de joelhos perante todos, porque que nós, homens mais incrédulos, temos de ser tão autoconfiantes e independentes na razão de viver e na razão de ter uma fé própria?

 

Será que esta frase na qual ele diz: Despertem, não tem sentido para um pedido de perdão dos nossos erros e para a busca de uma vida mais amiga, mais fraterna e de uma fé convicta em Jesus Cristo?

 

Deus quis que este fosse o terceiro papa que mais sustentasse o trono de Pedro. Penso que esta superação, enfrentando tanta adversidade política e humana, o tornaram, sem sombra de dúvidas, um dos mais perseverantes homens de fé que se tem notícia. Para nós, um grande homem de determinação, motivação e exemplo a seguir. Para Deus, mais um filho que soube ouvir os seus conselhos e trilhou o caminho do Bem, buscando sempre levar consigo mais e mais pessoas para o seu rebanho.

 

O papa João Paulo II, que veio ao Rio Grande do Sul e para a população exclamou – O Papa é gaúcho!, nos deixou em 02 de abril de 2005, aos 84 anos. Estamos sentindo saudades.

 

Shalom Karol Josef Wojtyla!

Foto: Reprodução

Nada acontece sem foco

Por Graziela Dalpian 

Coach Integral Sistêmico 

@grazidalpiancoach

Às vezes parece difícil manter o foco nos objetivos. Há dias em que tudo anda perfeitamente, tudo acontece. Em outros dias, parece que nada anda, acabamos procrastinando as atividades. Pois bem, manter o foco nos objetivos exige dedicação, persistência e consistência. Qualquer coisa pode distrair você das suas atividades, tirando você do foco, principalmente quando as distrações são prazerosas.

 

Tendenciamos sempre escolher o que mais nos dá prazer no momento. Porém, o prazer momentâneo pode não levar ao caminho que você quer conquistar, sendo um prazer temporário, tornando-se uma frustração lá frente. Posso citar inúmeros exemplos, vejamos alguns: uma pessoa que deseja ter um corpo sarado, um corpo em forma, precisa manter o foco e se abdicar dos prazeres momentâneos para chegar ao seu objetivo. Então, precisa manter a disciplina, a persistência, a consistência e ir aos treinos regularmente, cuidar com a alimentação e com a qualidade do seu sono. E isso não pode ser só uma vez por semana, tem que ser todos os dias. Então, essa pessoa está deixando os prazeres do momento para atingir seu objetivo futuro. Outro exemplo: uma pessoa que opta em estudar todos os dias para buscar a profissão dos sonhos ou se tornar o profissional que deseja. Ela abdica das saídas, de filmes e outros prazeres para poder atingir o seu objetivo futuro.

 

O que quero mostrar com isso tudo é que, indiferente de qual seja o seu objetivo: saúde, controle emocional, relacionamento, se tornar um profissional melhor, enfim, o sucesso não é conquistado do dia para a noite. É uma batalha, dia após dia, e você precisa manter o foco nela. Manter o foco é também saber dizer não para tudo que possa lhe tirar do caminho dos seus objetivos. Então, se você tem algo em mente, não desista e, sim, persista.

 

O que diferencia as pessoas de sucesso das outras é justamente porque elas assumem a autorresponsabilidade de suas vidas. Elas sabem que todo o resultado depende exclusivamente das ações que tomam. Por isso, permanecem focadas nos seus objetivos. Todos nós possuímos dias bons e dias ruins, o que muda é a forma como lidamos com esses dias, é a forma que vemos esses dias. Você pode ficar reclamando e deixar que as coisas aconteçam ou, então, ver o que a ocasião pode lhe ensinar, seguindo adiante. Pode ser que naquele dia as coisas não aconteçam como você gostaria. Mas você pode olhar e ver o que pode ser feito diferente para que os próximos dias sejam melhores.

 

Todas as histórias de sucesso passaram por situações difíceis, porém, os atores dessas histórias nunca perderam a fé neles mesmos, nunca desistiram. O vencedor não é aquele que nunca teve derrotas, mas sim aquele que nunca desistiu diante delas.

 

Nesse momento, convido você a pegar um papel e uma caneta. Nesse papel coloque qual o seu objetivo. E pense o que você precisa fazer para chegar até ele. Não desista dos seus sonhos. Tenha persistência, tenha consistência e mantenha o foco no seu objetivo. Faça de sua história uma história de sucesso também.

 

O pátrio poder na sociedade

Paulo Wünsch

Professor de Sociologia do IFRS

 

Em nossa sociedade, a divisão dos humanos em homens e mulheres e os respectivos papéis atribuídos a cada gênero tem sido objeto de estudos das ciências sociais, em especial da Sociologia e a Antropologia. Estes estudos constatam que as relações de gênero, enquanto uma construção social baseada na diferenciação biológica dos sexos, tem sido historicamente usada para garantir relações de poder e reproduzir hierarquias a partir de relações desiguais. Isto fica evidenciado pela discriminação de funções, atividades, normas e condutas esperadas para homens e mulheres, a partir de um conjunto de instituições.

 

Neste sentido, apenas para exemplificar como estas relações entre homens e mulheres são construídas socialmente, é oportuno relembrar que esta distinção hierárquica no passado foi marcada pelo estabelecimento do poder pátrio, instituído por normas no código romano no século VI a.C. Nele, o homem (pater) na qualidade de chefe de toda organização familiar, tinha poder absoluto sobre os filhos, inclusive quanto ao direito de vida e morte. A mulher era submissa ao poder do homem, para ela somente havia a possibilidade de continuar se submetendo aos poderes da autoridade paterna (casamento sem manus) ou, a partir do matrimônio, obedecer ao seu marido (casamento com manus). Mesmo no caso de óbito do “pater”, o pátrio poder era vedado à mulher, por isso era transferido ao filho primogênito e/ou outro homem pertencente ao grupo familiar. Em nosso país, durante muito tempo, a legislação manteve o pátrio poder. Sua abolição se deu apenas pelo Código Civil (2002), que passou a adotar o poder familiar que prevê igualdade entre os membros da família e a autoridade dos pais com relação a seus filhos e respectivos bens, com a finalidade de protegê-los até a maioridade.  Em resumo, com esses exemplos, é possível verificar que as relações que envolvem a categoria gênero não são determinadas pela natureza biológica do homem e da mulher, mas devem ser compreendidas enquanto resultado de uma construção social engendrada historicamente, economicamente, culturalmente e politicamente.

 

Ainda em relação a isto, cabe lembrar o estudo do sociólogo francês Pierre Bourdieu na obra “A dominação masculina” (1998), na qual destaca que a divisão das atividades e coisas segundo a oposição entre o masculino e o feminino baseado em diferenças biológicas, especialmente entre o corpo masculino e o corpo feminino, é usado como forma de dominação e para fundamentar as diferenças sociais. Elas fomentam as chamadas qualidades do homem associadas à virilidade, à coragem, à força; o marido; homem da lei; o homem público; homem de Deus; homem dos negócios. Enquanto que a concepção de ser humano da mulher, presente em diversas definições, é vinculada às chamadas qualidades e sentimentos femininos, tais como: carinho, compreensão, dedicação ao lar e à família, intuição, fragilidade, companheira, dona-de-casa, da zona, do amor. Assim, a concepção dos papéis sexuais biologicamente determinados, expressos na conformação das qualidades do sexo masculino e do sexo feminino, ocultam seu verdadeiro sentido.

 

Cabe ressaltar que esta associação do sexo ao gênero muito usual, até o início do século XX, passou a ser questionada, sobretudo a partir de estudos e pesquisas como da antropóloga norte-americana Margaret Mead (1935). Em sua pesquisa realizada em diferentes grupos sociais, Mead concluiu que os papéis atribuídos aos homens e mulheres eram construções sociais, ou seja, têm origem nas relações sociais que ocorrem no processo de socialização. A partir de estudos como este, conforme a socióloga norte-americana Joan Scott (1989), importou-se o termo gênero da Gramática, com o objetivo de se contrapor as definições baseadas na crença da determinação do fator biológico sobre o comportamento, hábitos, modo de agir, sentir e falar dos seres humanos.

 

Assim passou-se a efetuar a distinção entre o sexo e o gênero. O sexo passou a ser definido como um conjunto de características fisiológicas e biológicas (órgão genital, hormônios, genes e morfologia). Enquanto que o gênero passou a ser associado a elementos culturais, portanto, nas relações de socialização que promovem as construções e expectativas sociais sobre o comportamento masculino e feminino. Com isso, foi possível ter a compreensão de que todos os seres humanos, homens e mulheres, são fortes e fracos; emotivos e racionais; autônomos e dependentes; inteligentes e capazes; e, com isso, demonstrar que as diferenças biológicas não podem servir para fundamentar relações de poder e hierarquia.

 

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Perfumes e Moscas

Audiolivro com 21 contos marca a estreia de Ismael Sebben na Literatura

 

“Perfumes e moscas” é a estreia de Ismael Sebben na Literatura. A obra, que foi contemplada pelo Fundo Municipal de Cultura, traz 21 contos que entrelaçam temas universais como morte, relacionamentos, desejos e necessidades, com histórias e personagens calcados na cultura local, seja do interior, nossas “colônias”, quanto do ambiente urbano. Ainda sem data definida de lançamento, o escritor está gravando contos que vão integrar o audiolivro.

 

Sebben gravou seis contos, que totalizam duas horas, na Produtora 3 em 1. De alma artisticamente inquieta, Sebben trouxe sua experiência do Teatro para transpor seus contos, aliada à leitura de seus escritos: “Em cada narrativa busco colocar um tom coloquial para que, aqueles que estejam lendo ou ouvindo, mergulhem no ritmo da narrativa. Optei pela minha voz para estreitar essa relação”, destaca Sebben. Para o escritor, o audiolivro cumpre, também, a função de acessibilidade: “É um meio de democratizar a arte literária”.

 

O secretário de Cultura e presidente da Fundação Casa das Artes, Evandro Soares, observa que “apesar de ser um ano atípico para todos, a área da Cultura está seguindo sua programação. Aos poucos, surgem no cenário as atividades dos projetos como do Ismael, que está produzindo a sua estreia na Literatura e que a estende para outros meios, para que se tenha um maior alcance dos diversos públicos”.

 

O projeto cultural “Perfumes e moscas” contempla ainda atividades como cinco leituras públicas de contos e quatro seminários sobre o ofício da escrita em instituições de ensino do município e região. A equipe do projeto conta com o produtor cultural Rogério Rodrigues e com o ilustrador Fábio Valle. São parceiros também o músico Darlan Macedo, que compôs a trilha de um dos contos, o escritor Douglas Ceccagno, homenageado na última Feira do Livro de Bento Gonçalves, que escreveu a apresentação do livro, e o radialista Juliano Dupont, que traz bons comentários na orelha do livro. O livro será publicado pela Editora Libretos, de Porto Alegre.

Fotos: 3 em 1 Produtora

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Mulheres das letras

Jovem escritora Emanuelle da Silva, moradora de Bento Gonçalves, é premiada em concurso internacional de Literatura

Por Rodrigo De Marco

rodrigo@integracaodaserra.com.br

@sr_demarco

Aos 19 anos, a jovem escritora curitibana, radicada em Bento Gonçalves, Emanuelle da Silva, já conquista um espaço importante na Literatura. A jovem foi uma das vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres das Letras 2020, da Editora Litere-se, do Rio de Janeiro. O objetivo da premiação é dar visibilidade para jovens escritoras que ainda não estão inseridas no mercado editorial. Emanuelle, apesar da idade, já é uma escritora de personalidade e com planos definidos. Com influências de Machado de Assis, Clarice Lispector e HP Lovecraft, além de citar a premiada Rupi Kaur, a jovem, que há seis anos começou a se interessar por poesia e a desenvolver seus primeiros escritos do gênero, comemora o resultado da premiação, que contou com mais de mil escritoras inscritas de diversas partes do Brasil e também de outros países. Emanuelle ficou entre as cem melhores.

 

Confira a entrevista concedida por Emanuelle ao Jornal Integração da Serra e conheça um pouco mais dessa jovem escritora.

 

Com 19 anos tu já vai ter teus primeiros textos publicados por uma editora. Qual é o teu sentimento com relação a isso?

Emanuelle: Até então, já tinha desistido do concurso ou publicar meus escritos. É um sentimento de agradecimento para todas as pessoas que acreditaram em mim e me fizeram acreditar no meu sonho. Com dezenove anos, estar sendo agraciada com o prêmio, me faz sentir que sou importante, que alguém gosta do que faço e me motiva a continuar.

 

Já participaste de outros concursos?

Emanuelle: Não havia participado de nenhum concurso até então. Agora pretendo participar de mais alguns.

 

Qual é a previsão para a publicação desse material?

Emanuelle: O material já está disponível para compra. A data prevista é para o mês de outubro, onde o prêmio será entregue às escritoras.

 

Conte sobre esses textos premiados e a inspiração para escrevê-los.

Emanuelle: Minha inspiração foram as mulheres que participam da minha vida, as que me criaram e as que conheci. Decidi que queria falar sobre a história de cada uma e a sua luta. Quis fazer uma interpretação de como foi, da visão do povo negro, da escravidão. Em um dos textos, retratei a desconstrução da mulher serva que aceita a vida ruim que leva com o marido.

 

Bento Gonçalves conta com o Fundo Municipal de Cultura, importante para o incentivo da arte no município. Já pensaste em publicar um livro solo através de uma Lei de Incentivo Cultural?

Emanuelle: Já, sim. Este ano aguardo a aprovação de um livro solo para publicação.

 

Quais são teus planos na Literatura?

Emanuelle: Pretendo continuar escrevendo, levando a Literatura para as pessoas, de uma forma que seja de fácil entendimento, principalmente para o público jovem.

 

O que te motiva a seguir no caminho das letras?

Emanuelle: Minha motivação é a minha família e meus amigos, que sempre estão ao meu lado. Quero mudar o mundo, falar que a tolerância deve existir, que podemos, todos juntos, fazer do mundo um lugar melhor.

 

O que as palavras representam para tua vida?

Emanuelle: Quando escrevo me sinto livre, é como se eu fosse ouvida e houvesse uma existência significativa para cada pessoa e situação.

 

Hoje, qual é a escritora que mais admira e porquê?

Emanuelle: Rupi Kaur é quem mais admiro no momento. Ela é de outro país, de uma cultura diferente. Consegue tocar as pessoas com suas palavras. Ela aborda temas que são importantes e me representa como mulher.

“Mãezinha, não se preocupe, a gente vai passar por essa”

Por: Kátia Bortolini

katia@integracaodaserra.com.br 

Nem mesmo a chuva, o frio, as dificuldades financeiras e de saúde inibem dona Ivani Casagranda, 65 anos, mãe de uma das figuras folclóricas de Bento Gonçalves, o famoso “Sidi Loco”, como é conhecido Sidinei Casagranda, de 44 anos. Dona Ivani recebeu novamente, na última quinta-feira (16), a reportagem do Integração da Serra em sua casa, no bairro Vila Nova II, onde também residem Sidi e seu padrasto, Luis Cardoso, de 66 anos. Em 2015, estivemos pela primeira vez na residência para fazer uma reportagem sobre o Sidi, publicada na edição de setembro do mesmo ano (www.integracaodaserra.com.br/edições anteriores).

 

Na primeira reportagem, estive na casa de Sidi com o repórter Lucas De Lucca. Nessa, a entrevista foi feita em conjunto com o jornalista Rodrigo De Marco. No sábado do último dia 11 de julho, encontrei com o Sidi no Super Apolo da Vico. Como sempre, a gente conversou, mas ele me pareceu apreensivo ao perguntar se eu poderia ir na casa dele para fazermos outra entrevista, na qual ele diria “mãezinha, não se preocupe, a gente vai passar por essa”. Ouvi falar que Dona Ivani tinha sido demitida de uma loja do centro, onde há oito anos trabalhava na faxina… perguntei ao Sidi: a mãe está sem emprego? Ele confirmou, com cara de triste… disse a ele que tentaria ir na semana seguinte. Conseguimos ir na tarde de quarta-feira, mas tanto ele como a mãe não estavam em casa. O padrasto comentou que ele tinha avisado sobre a entrevista e estivera esperando por nós nos últimos dias. Combinamos para voltar às 13h30min do dia seguinte, mas atrasamos um pouquinho. Quando chegamos, cadê o Sidi? Já tinha ido para a sua peregrinação diária. Dona Ivani e seu Luís disseram que não teve jeito de segurar Sidi por mais de tempo em casa, porque ele tem medo de perder o horário do ônibus, mais restrito em função da pandemia. “Ele acorda, almoça, sai e geralmente volta entre 2 e 3 da manhã. De sábado para domingo chega por volta das 5 ou 6h. Eu não consigo dormir até ver o meu filho entrando em casa. Ele chega sempre assoviando e cantando. O álcool gel fica em cima da mesa para quando ele chegar. A toalha dele em cima da cama, pijama em cima da cama. Logo que chega, faço ele tomar banho. Ele tem que se lavar bem para preservar a mãe que tem (risos).

 

Só consigo segurar ele em casa se der medicação para dormir. Foi à base dessas medicações que uma clínica odontológica da cidade conseguiu fazer as extrações dentárias e a prótese móvel, ofertadas ao Sidi”, relata Dona Ivani. A prótese é para repor os dentes que Sidi perdeu em acidente ocorrido em 2008. Ele estava no banco do carona, quando o motorista que o levava para casa bateu em um poste. Sidi não usava cinto. Além dos dentes, seu rosto foi atingido pelos cacos do para-brisa, deixando a marca que ele tem até hoje no lado esquerdo da face.

 

Sidinei é o segundo filho de Ivani e de Agenor, que faleceu em 2000, vítima de acidente de carro. Ele tem um irmão e duas irmãs que atualmente moram no município de Pato Branco, no Paraná. Os pais de Sidi se separaram após 24 anos de convivência. “Agenor nunca deu muita atenção aos filhos. Mesmo assim, quando ele faleceu, Sidi ficou muito mal. Por muitos anos perguntava se o pai ia voltar”, conta Ivani.

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Ivani Casagranda e Luis Cardoso

 

Cachorro quente, pizza e “bigoli”

 

Sobre a situação atual, ela relata que a sua demissão, ocorrida no último mês de maio, tem deixado Sidi tenso. Ela trabalhou oito anos numa loja do centro da cidade, na faxina. ”Sidi não se conforma. Teve um dia que ele foi na loja perguntar porque a mãe dele tinha sido demitida”. Ela acrescenta que ele também tem ficado muito irritado por estar chovendo dentro de casa, entre a cozinha e o corredor, em função da falta de algerosa numa parte da residência, que estava sendo ampliada para ser o novo quarto do Sidi.

 

“Esses dias ele perguntou porque eu não faço uma lasanha, pizza, “bigoli”. Disse que estava cansado de comer arroz e feijão. Cachorro quente e pizza é com ele mesmo” (risos). A preocupação que Dona Ivani tem com o filho é o fiel retrato de uma verdadeira mãe. Ela e o padrasto se desdobram para dar o máximo de amor e conforto para ele.

 

“O Sidi representa um amor imenso. Para mim, ele é uma alegria. Trabalhava para dar mais conforto a ele, porque recebo somente pensão de salário mínimo. Ele está precisando muito de calça e blusão tamanho G”, afirma. Para Dona Ivani, a iniciativa de Sidi em chamar a reportagem pode ter sido a de solicitar auxílio para donativos. Dentro de sua simplicidade, comenta a história de uma moça que escapou de ser assaltada por intervenção do Sidi. Ela esteve na casa de Dona Ivani, querendo compensar Sidi de alguma forma. “Sugeri que ela desse um shampoo. Ele adora”.

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Dona Ivani mostra local da infiltração de água na casa

 

História de vida

É possível afirmar que Sidi é um vencedor, um sobrevivente. Ele não sabe ler, nem escrever. Também não sabe olhar as horas e contar dinheiro. Segundo a mãe, até os 15 anos Sidi tinha convulsões, causadas por disritmia cerebral de sequelas do parto, ocorrido em 18 de outubro de 1976, no Hospital Santa Terezinha, de Erechim.

 

“Ele pesava quatro quilos e foi retirado a fórceps. Ficou 24 dias entre a vida e a morte no hospital em Erechim, mais 17 em outro hospital, em Passo Fundo. No décimo quinto dia teve sua primeira convulsão”. Na ocasião, Dona Ivani foi avisada pelos médicos que ele sobreviveria, mas teria sequelas. A família se mudou para Bento Gonçalves em busca de oportunidade de emprego quando Sidi tinha sete meses. Ele entrou na Escola Municipal de 1º e 2º Graus Alfredo Aveline com oito anos, em 1984, mas ficou por menos de quatro meses, quando foi transferido para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que frequentou por nove anos. Através da APAE, foi trabalhar numa mecânica e no Corpo de Bombeiros, mas não deu certo porque, segundo Dona Ivani, ele mexia em tudo, não parava quieto.

 

Doações

Quem quiser ajudar a família com doações, deve entrar em contato com Dona Ivani pelo telefone (54) 99681.2447. Podem ser alimentos, roupas e calçados para Sidi e também materiais de construção para o término da reforma da casa.

Fotos: Rodrigo De Marco e Divulgação

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Água da chuva é coletada na residência para diminuir gastos

Integração da Serra é contemplado com aporte financeiro do Google News Initiative

Do Brasil, foram selecionados 380 veículos de comunicação de pequeno e médio porte

O Jornal Integração da Serra foi contemplado com aporte financeiro do Google News Initiative, através do Fundo de Auxílio Emergencial ao Jornalismo Local (JERF, na sigla em inglês), lançado no dia 15 de abril deste ano para, segundo o projeto, apoiar pequenas e médias organizações de mídia que produzem conteúdo original voltado para comunidades regionais, durante a crise da pandemia da Covid 19. Foram mais de 12 mil inscritos em todo o mundo e aproximadamente 5,3 mil redações beneficiadas, com quantias que variaram de acordo com a região atendida e o porte dos veículos. No Brasil, foram selecionadas 380 empresas de comunicação para receber subsídios. Entre elas figura a Empresa Jornalística Integração da Serra Ltda, de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, que neste mês de julho completa 19 anos de existência. O edital de participação exigia que os veículos correspondessem a uma série de critérios, entre eles: ser uma organização local de mídia com produção de conteúdo original (hard news), ter presença digital, estar em operação há pelo menos 12 meses e empregar, no mínimo, dois e, no máximo, cem jornalistas.

 

The future of journalism depends on all of us working together.

 

“O futuro do jornalismo depende de todos nós trabalharmos juntos”.

 

Auxílio Emergencial ao Jornalismo Local

Parte do texto do vice-presidente de Notícias do Google, Richard Gingras, postado no blog da empresa em 15 de abril deste ano

 

“O noticiário local é um recurso fundamental para que pessoas e comunidades se mantenham conectadas quando tudo vai bem. No momento atual, ele desempenha um papel ainda mais importante na cobertura de situações de quarentena, distanciamento social ou isolamento total em determinadas regiões; do fechamento de escolas e parques; e na divulgação de informações sobre os impactos do coronavírus no cotidiano dos cidadãos. Entretanto, esse setor crucial passa por um dos momentos mais desafiadores de sua história: a indústria de notícias está enfrentando cortes de pessoal, férias coletivas e redução de custos, resultantes da desaceleração econômica imposta pela Covid-19. O Google News Initiative quer ajudar a enfrentar o problema e, por isso, vai lançar um Fundo de Auxílio Emergencial ao Jornalismo. O objetivo é oferecer apoio a milhares de pequenos e médios veículos de todo o mundo, bem como para empresas que cobrem o noticiário local. O financiamento será aberto a organizações de mídia que produzem conteúdo original voltado a comunidades regionais durante a crise atual”.

 

Requisitos de Elegibilidade

 

 Organizações de notícias de pequeno e médio porte que produzam notícias originais para comunidades locais durante este período de crise.

 Os candidatos devem ter presença digital e estar em operação há pelo menos 12 meses.

 O Fundo é direcionado a redações que empreguem formalmente entre 2 e 100 jornalistas em tempo integral.

 Empresas que empregam formalmente mais de 100 jornalistas também podem se inscrever. Estes casos serão analisados, a critério do Google, com base principalmente nas necessidades de  diferentes  países e regiões.

 Empresas devem ser incorporadas ou registradas em uma das regiões elegíveis. Da mesma forma, organizações não incorporadas devem se basear em uma das geografias elegíveis.

 Os candidatos devem ser produtores de notícias (“hard news”), não sendo consideradas elegíveis publicações com foco em produção de conteúdo sobre estilo de vida, esportes e business to business, por exemplo.

 São elegíveis organizações de notícias com ou sem fins lucrativos, meios tradicionais, nativos digitais e emissoras de rádio e/ou TV.

 Entidades e indivíduos pertencentes ao Governo não são elegíveis para inscrição.

Kátia Maria

Kátia Maria Bortolini, Diretora e Jornalista Responsável – MTB 8374

“Querida Kátia Maria…

 

Obrigado por se inscrever no JERF (Fundo de Emergência em Jornalismo da Iniciativa Google News). Recebemos mais de 12.000 inscrições de mais de 100 países elegíveis e estamos felizes em confirmar que sua inscrição jrf-02429652af2e foi aprovada.

 

A resposta a este programa foi realmente esmagadora. Tem sido gratificante ajudar a apoiar organizações de notícias locais como você. Agradecemos o serviço que você está prestando à sua comunidade durante esses tempos difíceis, muito bem sucedida”.

 

Equipe da Iniciativa Google Notícias

Kátia Maria… sim, isso mesmo… meu nome completo é Kátia Maria Bortolini e foi assim que assinei a inscrição do Jornal Integração da Serra no programa Google News Initiative, no último mês de abril. Fiquei sabendo da iniciativa do Google através de newsletter da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) Serra Gaúcha. Recebi a mensagem acima no último dia 19 de maio. Mesmo sendo em inglês, li o email de forma dinâmica, sendo tomada pelos sentimentos de felicidade e gratidão. O Integração tinha sido selecionado para receber auxílio financeiro do Fundo Emergencial do Google, destinado a jornais de cobertura local e regional. Fiquei muito feliz com o subsídio, chegou em excelente momento. Mas, imensurável mesmo é a satisfação com o reconhecimento à trajetória e ao conteúdo editorial do veículo, que há 19 anos (junho de 2001) surgiu como uma proposta inovadora frente ao modelo de periodicidade e circulação dos impressos da época. A boa notícia somou ao processo de reinvenção do jornal que, desde o último mês de maio, é quinzenal e 100% digital. Agora, nosso conteúdo está no mundo, na aldeia global da web. Sempre fui fã do impresso e continuo sendo, mas temos que convir que “não se nada contra a maré”.

 

O aporte financeiro se concretizou neste mês, após etapa burocrática de preenchimento do formulário com informações cadastrais do Integração, solicitadas por uma empresa que atua em pagamentos para o Google. O valor depositado, acreditem, ficou isento de impostos. Nos Estados Unidos, jornais não pagam impostos. No Brasil, empresas optantes pelo Simples são isentas de tributação sobre donativos em espécie. Essa escolha do Integração como um dos 380 veículos do Brasil e 3, 5 mil do mundo a serem beneficiados pelo fundo entre 12 mil inscritos, além de alívio financeiro, representa importante reconhecimento ao trabalho da nossa eficiente e heterogênea equipe de colaboradores e colunistas e da confiança de nossos anunciantes.

 

Jornal Integração da Serra: muito além do comum.

Rodrigo

Rodrigo De Marco, Jornalista e Escritor – MTB 18973/RS

“O lado B dos fatos”

 

“O Integração da Serra tem desempenhado um papel fundamental como veículo independente, com pautas diferenciadas, valorizando principalmente a cultura. No último ano foi finalista do 61º Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo 2019, com a reportagem “Ritual do Exorcismo Desmistificado”, classificada entre as seis melhores do Estado na categoria Reportagem Cultural. E agora, estar entre os veículos de imprensa contemplados pelo programa Google News Initiative é um orgulho imenso, além de ser um reconhecimento importante pelo trabalho desempenhado em prol do jornalismo comprometido com a verdade. O Google soube entender a fragilidade da atual situação econômica mundial e, com essa iniciativa, valoriza o jornalismo sério desenvolvido por veículos de comunicação de pequeno e médio porte. É preciso reconhecer e aplaudir a atitude da empresa, que, com certeza, é um alento para os jornais, que enfrentam dificuldades na área financeira, dificultando o desempenho do trabalho profissional. O Integração da Serra é, sim, referência em qualidade e comprometimento jornalístico, e isso foi provado pelo Google. Somos incansáveis na busca do lado B dos fatos e esse fator, sem dúvida, é um dos nossos diferenciais.”

 

Mais informações sobre o Programa podem ser encontradas em https://newsinitiative.withgoogle.com/journalism-emergency-relief-fund