Gratidão

Por César Anderle 

Nosso agir e nosso pensar fica mais leve se soubermos ouvir a voz de Deus. Quantas vezes nos deparamos com dificuldades e não sabemos para onde andar?

A vida nos apresenta alguns obstáculos. As pessoas nos desafiam, as notícias nos amedrontam.

Onde buscaremos a Paz nestes tempos de incerteza? Porque nascemos, crescemos e sofremos?

Por que será que as tristezas nos abatem?

Perguntas que não conseguimos responder num primeiro momento. Somente o tempo nos dará as respostas devidas e coerentes. Já dizia um poeta: nada como um dia após o outro.

Gratidão, talvez esta seja a palavra mais sábia de todas e a grande resposta para as perguntas acima. Devemos ser gratos ao amanhecer, gratos em acolher o dia, saborear o aroma do café de manhã cedinho. Ser gratos em poder olhar para nossa esposa, marido, nossos filhos. O abraço fraterno, quente e demorado, e o beijo amoroso em nossa família. A gratidão pelo trabalho em que estamos inseridos, o bem que fazemos para nossa comunidade, para a sociedade, o querer o bem para todos.

Já pensou em agradecer também pelo que nos acontece de errado? Será que o que nos aconteceu não serviu para pensarmos diferente, analisarmos a situação de outra forma, concluirmos que foi necessário o sofrimento para o crescimento como pessoa e de espírito?

A gratidão elimina medos, preocupações, sofrimento e até depressão. Ela nos traz felicidade, lucidez, compaixão, compreensão, paciência, gentileza e, por fim, paz de espírito.

Você já teve sucesso em algum momento de sua vida?

Se você obteve sucesso, com certeza, teve gratidão em seu coração. Com a ausência deste sentimento, nada poderia fazer: agradecer o outro, os amigos, os parceiros de caminhada, a empresa que o abraça, a força que vem de dentro para o seu agir.

A inteligência que possuímos vem de Deus, não estamos aqui para simplesmente caminhar, estamos aqui para nos doar.

Quando você aumenta esta sensação de gratidão dentro de si, mais coisas pelas quais você deve se sentir grato aumenta. É um efeito cascata. Atraímos o que pensamos, gratidão gera mais gratidão, os que estão ao nosso redor percebem isso e o bem se alastra exponencialmente. Faça este teste, se já não o fez. Sentirá a sensação de paz de espírito e dormirá tranquilo e com serenidade. Amanhã será um novo dia e tudo recomeçará com mais energia positiva, com novos desafios, com novas bênçãos, com novas oportunidades de gratidão.

Jesus Cristo nos diz: “Eu lhes mostrarei com quem se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica”.

O segredo da vitória está nestas palavras. Somos seres em construção e Deus nos quer bem. Se ouvirmos com discernimento e fé, saberemos os caminhos a serem trilhados. A gratidão também passa pelos segredos da fé.

Sucesso e paz a todos!

Para o quê o COVID-19 te faz olhar?

Por Letícia Simioni Schossler

Psicóloga- CRP 07/23986

Especialista em Psicologia Clínica- Ênfase em Psicanálise

Especialização em Constelações Familiares- Hellinger Schule (em andam.)

Contato: (54) 99121-3633

@psicologaleticiass

Escrever sobre saúde mental não é algo inédito, mas abordar o tema em um contexto de pandemia, sem dúvida o é. Fomos todos assaltados abruptamente, pegos desprevenidos por um vírus altamente contagioso e com potencial letal…noticiários, álcool gel, máscaras, limpeza redobrada, isolamento social, mudança de rotina…tudo na tentativa de nos mantermos saudáveis e cuidarmos uns dos outros, afinal, em nenhum outro momento o conceito sistêmico, de estarmos interligados uns aos outros ficou tão em evidência, já que nos preservando preservamos os outros.

Os cuidados em relação à saúde e ao corpo físico receberam um grande destaque, devido, naturalmente à demanda que se coloca frente ao cenário, porém, precisamos nos lembrar que somos um todo, mente e corpo unidos, e que por tanto, o adoecimento de uma das partes pode comprometer a outra parte também, sendo prudente nos mantermos atentos para não deixarmos de lado (em alguns casos mais e novamente) as expressões psicológicas e a saúde mental, tanto à nível individual como coletivo.

O que, então, cada um de nós pode fazer nesse momento de modo relativamente simples em relação à saúde mental? Em primeiro lugar, preste atenção às suas emoções, tome consciência, exercite olhar ora para dentro de si, ora para fora, considerando também o contexto. Quando sofremos perdas em geral (ex.: convivência familiar e social, trabalho, renda, etc.), não apenas em situações extremas (ex.: morte), é esperado que experimentemos algumas fases comuns aos seres humanos durante um processo de luto, como a negação, raiva, barganha/negociação, tristeza até a aceitação, que ocorrem de maneira concomitante. Além disso, estados de ansiedade, solidão, insônia, medo, tensão também podem se fazer presentes, tornando-se motivo de preocupação na medida em que passam a ser desproporcionais e/ou crônicos, sendo necessário a busca por escuta atenta e auxílio psicológico e psiquiátrico qualificado. É importante salientar que, justo nos momentos de crise, os aspectos que foram mais negligenciados ao longo da história de cada um (sejam eles físicos, mentais, sociais, espirituais, etc.), e que por tanto ficaram mais frágeis e vulneráveis é que passam a chamar mais e mais a nossa atenção, e por consequência, a nos demandar um olhar atento e ações eficazes.

É chegada a hora de nos questionarmos: o que para mim é salutar/o que me faz bem, o que desejo manter e investir em minha vida (relacionamentos, trabalhos, vínculos, estilo de vida, etc.) e o que talvez posso agradecer e compreender que já não seja mais compatível com quem sou, e claro, qual é realmente a minha essência e o meu propósito em meio à tudo isso? Essas são algumas questões que podem auxiliar a dar um sentido frente ao fim das certezas que até pouco tempo atrás acreditávamos existir.

Tempos incomuns

Por Ancila Dall’Onder Zat

Professora 

ancila@italnet.com.br 

Estamos reclusos, em quarentena, em plena Quaresma. Esta nos convida à reflexão, à oração e à ação solidária. A quarentena, entretanto, recomenda ficarmos em casa, abrindo, neste espaço de tempo, uma gama de possibilidades para a ação solidária. Exemplos se multiplicam no mundo inteiro.

Aliás, o mundo foi surpreendido por algo invisível, mínimo, mas máximo nas suas consequências. O poeta Eurípedes da Macedônia costumava dizer: “Os deuses criam-nos muitas surpresas: o esperado não se cumpre e, ao inesperado, um deus abre caminho”. Na interpretação de Edgar Morin, “…ainda não incorporamos a mensagem de Eurípedes, que é a de estarmos prontos para o inesperado”.

As civilizações sempre acreditaram nas certezas cíclicas e repetitivas, apesar da existência de fenômenos probabilísticos. Nessa perspectiva, alguns fatos abalaram a certeza histórica dos últimos séculos, porque nunca teriam imaginado que: um atentado em Serajevo desencadearia uma Guerra Mundial, cujo Tratado de Paz traria o germe para a segunda Guerra Mundial; ocorreria a depressão dos “anos 30” nos Estados Unidos; na reviravolta da supremacia nazista na segunda Guerra Mundial; haveria uma Guerra Fria; o Império Soviético implodiria em 1989; a Guerra do Golfo esfacelaria a Iugoslávia; um “onze de setembro” aconteceria nos Estados Unidos (o ataque das Torres Gêmeas). O mesmo poder-se-ia lembrar na área da saúde com a gripe espanhola, SARS (síndrome respiratória aguda), H1N1 (gripe suína) e outras.

Esses fatos nos apontam para a incerteza dos fenômenos aleatórios – Laplace. Nem a mente humana ou um supercomputador poderiam prever. A humanidade se surpreende porque não está preparada para o novo.

No século de Pericles, Tucídedes, ao reportar-se à Guerra do Peleponeso, descreve a peste que assolou Atenas. Os homens levaram suas mulheres e as crianças, as ovelhas e a mobília para as ilhas adjacentes, já que não havia remédio para combater o mal. Na quarentena, acreditaram que a sentença lhes fora dada e passaram a aproveitar a vida e gozar de suas riquezas. Esqueceram o bom senso e as virtudes.

Hoje, vivemos essas circunstâncias reclusos, mas solidários e em comunhão com os nossos familiares, amigos e vizinhos, graças aos avanços da tecnologia, através dos meios de comunicação e das redes sociais.

A quarentena permitiu vivenciar, de forma mais profunda, a Quaresma e a Páscoa em seu real significado.

O recolhimento, com certeza, revigorará o ânimo de todos na luta contra este mal. Sairemos deste episódio com mais fé, mais solidariedade e humanidade. Mostra-nos, também, que precisamos estar preparados para o imprevisível.

Perseverança

Por César Anderle 

O ato de perseverar é uma graça de Deus em nossas atitudes. O fato de desistir é fácil, difícil é concluir. A conclusão de uma atividade é muito mais importante que o fazer pela metade.

Muitas vezes, durante o dia, temos a oportunidade de nos desfocar e deixar de lado a atividade que estamos realizando. Não poucas vezes a nossa atenção é desviada. Motivos temos os mais diversos: mídia, conversas, celulares, fofocas, brincadeiras, etc.

Importante nos darmos conta de que, uma vez assumido o compromisso, é dever concluí-lo. Talvez com a modernidade, o ser humano, principalmente o brasileiro, deixa de lado a máxima que é de nossa total responsabilidade – fazer o que é para ser feito.

Posso afirmar aqui que algumas ações são realizadas até pela conveniência da lei em que o ser humano criou, pois vejo várias pessoas, em situações e em seus relatos, de que não executaram tal atividade pois estão aguardando o prazo da lei, ou seja, estamos incorporando esta nova atitude de não concluir, pois a lei ou os novos costumes nos acobertam.

Acredito que não podemos nos acomodar com estas novas situações. Não é porque o outro não faz, que eu também não vou fazer.

Catolicamente “falando”, nas obras de Deus e nos exemplos de Jesus, temos várias atitudes de Cristo que nos remetem a fazer o que deve ser feito, sem reclamar e sem se omitir.

Devemos ser melhores que ontem, tarefa difícil, mas de grande valia para o ser humano, pois buscamos sempre o aprendizado. A humanidade não teria avançado se não fosse desta forma.

Na sociedade, a perseverança é um dos diferenciais das pessoas que fazem e executam obras. Estas pessoas, criticadas às vezes por alguns, mas elogiadas pelas mesmas pessoas em seu íntimo, pois elas sabem o quanto são importantes, porém, não são capazes de estender a mão e reconhecer o bem que elas fazem em prol de todos.

Críticas? Quando nós recebemos, se faz necessário filtrar, ouvi-las, absorve-las, mas discernirmos com calma, para depois sim, com critérios e devidos cuidados, aproveitá-las para o crescimento pessoal e profissional. Somente assim seremos melhores: melhores gestores, melhores maridos, melhores pais, melhores cidadãos.

Sucesso sempre!

Notas sobre a Peste

Por Rogério Gava

rogeriogava@integracaodaserra.com.br 

Leio que um vírus, mede, em média, cem nanômetros. Descubro que um nanômetro equivale à milionésima parte de um milímetro. A cabeça de um alfinete mede um milímetro. Caberiam aí, portanto, cerca de dez mil vírus como o “coronavírus”. Mais uma prova de que tamanho, definitivamente, não é documento. Algo tão pequeno (que nem se sabe ao certo se é ser vivo, ou não, a discussão é grande) simplesmente mostra toda a fragilidade da vida. E a pequenez de todos nós. Se essa tragédia servir para diminuir nossa arrogância, já terá deixado um legado. Do que duvido, entretanto.

O romance, “A Peste”, escrito em 1947 pelo filósofo franco-argelino Albert Camus (1913-1960), voltou à baila nestes tempos de epidemia. A história se passa na década de 1940 em Oran, pequena cidade banhada pelo Mediterrâneo, ao norte da Argélia. A vida seguia normal, todos correndo em prol de seus interesses. Trabalhar e ganhar dinheiro. Então, ratos começam a surgir dos esgotos e morrer aos milhares. Logo, as pessoas são infectadas. A doença se dissipa rapidamente. Muitos padecem. Têm febre. As mortes se multiplicam. Os corpos se amontoam nas ruas. O pânico se instala. A cidade é fechada. Inicia-se a quarentena. O exílio de todos em suas próprias casas. A peste não olhava para a cor da pele, classe social, gênero ou idade. Pestes são democráticas; assim como a morte. Em determinado momento, as baixas começam a diminuir. As portas da cidade se abrem. As pessoas voltam a se reunir. Após meses de sofrimento, a peste acaba. A mensagem de Camus: a peste escancara o egoísmo e a insensatez humana; também faz emergir a reflexão sobre a vida que se vive, sobre o individualismo e a solidariedade. Sobre nossa esmagadora precariedade. Triste homem que só aprende com a peste. Ou pior, que talvez nunca aprenda.

Em anedota (mas é na graça que dizemos o sério), leio que o coronavírus é ecológico. Menos aviões nos ares; menos carros nas ruas. Em Veneza, a água brilha, cristalina, como nunca se vira. A salvo dos turistas. A camada de Ozônio se recupera. Em outro lado, há o econômico. Menos poluição, menos produção, mais desemprego e tragédia social. O vírus, anticapitalista, desafia a sociedade do capital. As engrenagens que nos sustentam também nos matam. Difícil cilada essa em que nos metemos.

A peste é a sina do homem. É bíblica. O faraó do Egito que o diga. Em Atenas, quatrocentos anos antes de Cristo, uma praga matou mais de trinta mil pessoas. Em Roma, no século dois antes de nossa era, o que hoje se imagina ter sido varíola, matou mais de cinco milhões. A pior de todas, a peste bubônica, a terrível Peste Negra, varreu a Europa dos tempos medievais. Em quatro anos, metade da população do velho mundo foi dizimada (cinquenta milhões de mortos). No início do século passado, a Gripe Espanhola ceifou cinquenta milhões de almas. Cólera, Tuberculose, Tifo, Febre Amarela, Aids, Ebola, Malária, Sarampo. Cada peste é uma batalha. Pare de as combater, e elas voltam. A guerra nunca estará vencida.

* * *

“E chega talvez o dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acorda os ratos e os manda morrer numa cidade feliz.”

Albert Camus

 

Páscoa

Por César Anderle 

É tempo de renascer. De começar uma nova etapa longe dos erros cometidos e até de omissões de nossa parte perante o nosso irmão. É tempo de ressurgir. Muitas vezes em nossos dias nos vemos desamparados por Deus, crente que ele nos abandonou, aonde na verdade nós, através de nossa fraqueza acabamos perdendo a fé. Nesses momentos sentimos um imenso vazio no peito e uma dor espiritual.

Neste período de Páscoa, Deus demostra o quanto nos ama, pois Ele enviou para a terra seu próprio filho, imaginem vocês a dor que sentiu ao saber que seu filho amado seria injustiçado, caluniado e comparado a ladrões na sua crucificação.

Deus enviou seu Filho para pagar por todos os pecados do mundo, para pregar o bem e salvar à todos.

Por incrível que pareça as pessoas não se dão conta deste mistério e continuam pecando, continuam ignorando as normas de Deus. E o pior disso tudo é que a grande maioria dos pecadores não admitem seus próprios erros, dão desculpas para fugir da responsabilidade de seus atos, muitas vezes, eles acabam cometendo as falhas e se escondem por detrás dos mesmos erros de um irmão pecador.

Mas por misericórdia Deus nos perdoa e por sua vez até Cristo entendeu o seu chamado ao implorar – “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Somos cristãos e para isso temos de ter o coração aberto para nosso Deus, temos a obrigação de ouví-lo, deixar que o Espírito Santo haja sobre nós e termos convicção de que podemos ser bons e corretos pelos nossos próprios pés, para isso é só olharmos ao nosso lado e presenciarmos as maravilhas que Ele nos oferece por Graça todos os dias.

Para alcançar essa graça, essa paz tão procurada é preciso ser mais amigo e menos ganancioso, é preciso se doar e ter vontade de ajudar de fato a quem precisa, temos de colaborar com a nossa sociedade e para a comunidade em um amplo sentido. Saber valorizar nossos semelhantes, respeitando-os, sendo alegre, demonstrando simpatia, empatia e carinho.

Todos temos uma missão, vocês sabem, mas a primeira delas é com certeza escolher o caminho do Bem, essa é a chave da Felicidade plena e digna.

Sabe-se que a fé pode se perder, lembro de ter assistido um filme em que o ator disse o seguinte – “Meu filho; um dia, qualquer homem perde a fé, seja essa perda por alguns instantes, horas ou até mesmo por anos, mas dizer que não se tem fé no coração é simplesmente querer se enganar”.

Em alguns momentos da vida, até podemos dizer que perdemos a fé e reclamamos com nosso Deus por alguma coisa não estar dando certo e questionamos a razão de tanto sofrimento, mas meus amigos, isso faz parte de nossas limitações como seres mortais, para você ter ideia, até Jesus perdeu sua fé ao dizer na cruz – “Pai porque me abandonastes ?”

Se o próprio filho de Deus mencionou estar sendo abandonado em um momento de descrença e forte dor, imaginem nós, pobres mortais!

O que importa e o que nos conforta é sabermos que Deus está sempre ao nosso lado, seja qual for o momento de nossa vida. Cremos nisso Senhor!

A Paz esteja conosco.

Recomeço

Por César Anderle

Na vida tudo é um novo recomeço. Às vezes nos sentimos sempre iguais, fazendo da mesma forma, comendo as mesmas comidas, usando os mesmos temperos, orando do mesmo jeito e por aí afora.

Na atualidade, com o desencadear de novas informações, novas mídias e novas reportagens de televisão, nos abastecemos com uma enxurrada de ideias.

Podemos facilmente aliar as comidas da nossa região com as de outra região do país e até de outros países, com o maior prazer e com uma gama de novos sabores. Os temperos da nossa “nona” se somam com os temperos do outro continente.

Os exercícios que fazíamos algumas décadas atrás, futebol, vôlei, ciclismo, se somaram hoje ao paddel, caminhadas, corridas, yoga, pilates e outros tantos, ou seja, maneiras de se exercitar não faltam. Hoje o que falta é a vontade de não cair no sedentarismo.

Nas orações, aprendemos com nossos pais a arte de rezar. Mas as orações de antes, Pai Nosso, Ave Maria, Creio, Salve Rainha, juntaram-se hoje com o diálogo direto com Deus, com Jesus e com Maria. Hoje a nossa espiritualidade cresceu ao ponto de nos conectarmos facilmente com o nosso superior. A consciência, a reflexão nos conduz por este canal e nos aproxima do divino.

A fé continua a mesma, apenas se aperfeiçoou através de relatos, de exemplos de pessoas leigas. Os padres, em número reduzido para a nossa realidade populacional, fazem o possível, pois eles também são humanos e tem os mesmos direitos de errar como simples mortais que são, assim como todos nós somos.

O Bem deve ser o objetivo de todos, pena que a má fé existe e nos rodeia no dia a dia. Pessoas sem valores humanos, com falsidade nos olhos e na alma e com a incrível ideia de que não acreditam em Deus, mas no sufoco da vida acabam chamando por Deus.

Assim somos todos nós, santos e pecadores ao mesmo tempo, temos frutos bons e em grande número, mas possuímos infelizmente alguns estragados e que acabam abalando a fé dos que nos rodeiam, mas deixamos sempre nos acalentar pelo amor do ser maior, aquele mesmo Deus que nos deu a vida, que nos chamou para a caminhada terrena. Somos inteligentes e, se assim o somos, façamos a nossa parte, o bem deve prevalecer e juntos seremos mais Felizes.

Grande Abraço!

Cirurgias plásticas combinadas apresentam vantagens ao paciente

Por Dr. Felipe de David

Muitas pessoas questionam sobre a viabilidade da realização de cirurgias plásticas de forma combinada. É possível? A resposta é sim: não somente se torna viável como também é recomendado em alguns casos. A comunidade médica, especialista na área plástica, indica a redução do trauma cirúrgico como a principal vantagem de aliar mais do que um procedimento ao mesmo tempo.

Mas atenção: essa é uma avaliação que cabe à credibilidade de um profissional membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pois é necessário observar os riscos da escolha. De forma geral, amenizar o que os médicos chamam de trauma cirúrgico influencia no pós-operatório e no tempo de retorno às atividades normais. Por isso, é necessário garantir que o paciente esteja em ótimo estado clínico e com peso estável por um período razoável, além de não apresentar doenças associadas.

Outra vantagem da cirurgia combinada é que o paciente não se expõe a riscos duas ou três vezes. Ao contrário, desde que seja bem planejada por um profissional competente e o paciente atenda às indicações cirúrgicas, o resultado tende a ser bem sucedido. Para diminuir custos da operação e internação e otimizar o período de recuperação do paciente, é preciso haver uma sintonia entre os procedimentos: as cirurgias devem ser similares e ter o mesmo objetivo.

A lipoaspiração, por exemplo, combina com a abdominoplastia, implante de prótese de silicone nas mamas ou redução mamária. A abdominoplastia com lipoaspiração na região das coxas ou implante mamário com lipoaspiração dos braços tem boa indicação, pois são regiões próximas. Cirurgia nos braços e nas coxas, quando feitas juntas, também funcionam, pois são áreas de movimento e locomoção. Por outro lado, a combinação de implante de prótese na região dos glúteos e cirurgias na parte frontal do corpo, como mamas ou abdômen, é um exemplo não aconselhado, já que o paciente não pode deitar ou apoiar sobre o local operado.

Contudo, no saldo final, a busca por uma melhora na autoestima faz com que a opção pelas cirurgias combinadas fique ainda mais atrativa e encoraje os pacientes a passarem pela ala cirúrgica uma única vez. Também é fundamental que a indicação de uma cirurgia plástica seja sempre discutida com um cirurgião plástico de confiança, com qualificação e credibilidade para realizar os procedimentos de maneira assertiva.

Limites

Por Rogério Gava

rogeriogava@integracaodaserra.com.br 

um de meus mestres especiais é o francês André Comte-Sponville. Filósofo e escritor, há muito sou seu fã. Vale a pena prestar atenção no que ele diz. Em um de seus textos, André nos fala da questão dos “limites”. Me parece que poucos temas são tão essenciais para a vida em sociedade. Ainda mais nesses tempos um tanto fluidos, onde tudo tem a pretensão de ser permitido.

Perguntar o que é aceito, ou não, é entrar em terreno pantanoso. Pelo simples fato de que algo pode ser certo em meu ponto de vista, mas não para o estimado leitor e a prezada leitora. Ou vice-versa. Quem tem filhos bem o sabe. Cada família tem seus códigos, sua conduta, suas normas de educação. Permite-se algo em um lar que não se admite em outro. Assim nas escolas, empresas e qualquer outra instituição. Nos países e suas culturas.

Creio, no entanto, que todos concordamos em um ponto: “nem tudo pode ser permitido”. Do contrário, seria o caos. Para não dizer, a ‘barbárie”. Que ordem, no entanto, fixa os limites a serem respeitados? A ciência? A religião? A ética? A lei? Todos essas ao mesmo tempo? Afinal, qual a base para decidir se algo pode ser feito, ou não?

Recentemente, um cientista chinês foi condenado a três anos de prisão por ter criado bebês geneticamente modificados. A lei, nesse caso, buscou estabelecer um limite ao que pode ser feito pela ciência. Podemos concordar ou discordar em relação à condenação, se ela foi justa ou não, muito pesada ou até branda demais. Uma coisa, no entanto, é certa: a ciência não é capaz de impor limites a ela própria. A tecnologia apenas nos diz o que é possível ou impossível fazer. Se ‘deve” ser feito, bem, nesse ponto ela “lava as mãos”.

É por isso que precisamos de uma outra ordem, a impor limites na ciência, na economia ou em qualquer outra área técnico-científica. Essa ordem se chama “lei”. Há o que a lei autoriza (o legal) e o que a lei veda (o ilegal). Nas democracias, o povo elege seus representantes, e, esses, fazem as leis que deverão se cumprir. Mesmo que muitos com elas não concordem. Basta ver as recentes discussões sobre a descriminalização da maconha.

A lei, no entanto, não é universal. O aborto é permitido em alguns países; em outros, não. O mesmo acontece com as drogas, a pena de morte, a eutanásia, ou o consumo de bebida alcoólica. A lei é complexa e não resolve tudo. Se assim fosse o mundo não teria tanta desgraça. O fato é que acima da lei deve haver uma terceira ordem. André nos ensina que ela se chama “moral”.

A moral existe para vedar o que a lei não veda. Nenhuma lei proíbe o egoísmo, a maldade, o ódio. Ninguém é preso por desejar o mal a outrem. Quem me veda de ser um crápula não é a lei: é a consciência de que isso é desprezível. A verdade é que há coisas que a lei não veda, e que, no entanto, não devemos realizar. “Non omne quod licet honestum est”, já diziam os romanos, ensinando que “nem tudo o que é legal é honesto”. A consciência de um homem deve ser mais exigente do que a legislação.

A ciência, a lei e a moral são por demais necessárias; não são suficientes, porém. Falta-nos ainda, no entanto, a maior ordem de todas: a ordem do “amor”. O filósofo nos lembra que somente o amor nos dá a capacidade de ascender sobre as outras ordens, sem, no entanto, desprezá-las. Pelo amor vamos além do que é possível, do que é legal e do que é moral.

As quatro ordens se sucedem e completam: nenhuma é mais importante do que outra. Se estou em um supermercado fazendo compras habito a ordem da economia (ordem 1). A lei (ordem 2), me proíbe de ali roubar. Mas não me privo desse delito unicamente por ele ser vedado; me impeço de furtar, pois vivo em reciprocidade com as outras pessoas e, moralmente (ordem 3), sei que certas ações não devem ser praticadas, pois fraturam o bom funcionamento do coletivo. Por fim, ensino aos meus filhos, que amo (ordem 4), o certo a ser feito, pois quero que eles se tornem pessoas íntegras e ajudem a tornar o mundo um lugar melhor.

As ordens impõem limites; limites são fundamentais para a vida em comum. Sem eles, instala-se o caos. É só pensar nos escândalos de corrupção. Na violência. Ou naquele amigo “esperto”, que se gaba de não devolver o troco que veio a maior. Na base de nossos dilemas, quanta ordem subvertida!

Que as ordens não nos garantem tudo, é fato. O mundo real é por demais complexo. Onde a injustiça grassa, as ordens vacilam, dirão alguns. Quem passa fome tem o direito de roubar, já ouvi de outros. É o tal do “jeitinho brasileiro”, lembra ainda um colega. É fato, respondo. Mas sempre replico com uma simples pergunta: sem ordens e limites, como poderemos viver?

 

“Turistando” no Villa Michelon

Por Kátia Bortolini

Olhar como se fosse pela primeira vez. Foi o que pensei ao receber o convite da diretora do Hotel Villa Michelon, Elaine Michelon, para participar como hóspede da programação de duas pernoites do primeiro final de semana da La Bella Vendemmia, de 10 a 12 de janeiro deste ano. O evento prossegue até 8 de março, nos finais de semana, de sexta a domingo. Amei o convite pela oportunidade de conhecer, de forma mais íntima, o complexo hoteleiro/turístico construído no Vale dos Vinhedos, há mais de 18 anos, pelo saudoso amigo empresário Moysés Michelon (in memoriam). Já tinha estado várias vezes no Villa Michelon, mas sempre a trabalho.

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A experiência da hospedagem para a La Bella Vendemmia iniciou na Casa do Filó, no final da tarde de sexta-feira, 10, junto a hospedes de vários Estados do Brasil e de uma família da Austrália, com apresentação de Eliane Michelon sobre os hábitos culturais das levas de imigrantes trentinos e vênetos que colonizaram a Serra Gaúcha, a partir de 1875. Entre eles, o do Filó, evento social   que ocorria após o término de mutirões de famílias das comunidades em torno da vindima anual (colheita de verão da safra da uva nas pequenas propriedades). A família auxiliada presenteava os vizinhos com um filó, festa regada a cuca, biscoito, salame, queijo, pão, vinho e suco de uva.

A explanação de Elaine foi seguida de visita técnica ao parreiral modelo, com colheita de uvas para o ritual da pisa (pisar as uvas dentro de uma mastela como antigamente, macerando os grãos para a elaboração do vinho). Chovia forte… mas, mesmo assim, a maioria dos hóspedes do grupo participou da colheita e da maceração das uvas, na grande tina destinada à pisa. Após, começou a festa na Casa do Filó, com lanches e pratos típicos da região, regados a suco de uva, vinho branco e vinho tinto encanados. Elaine resgatou a proposta das bebidas encanadas, a exemplo do ocorrido nas primeiras edições da Festa Nacional do Vinho (Fenavinho), na década de 60 em homenagem a seu pai, Moysés Michelon, precursor do evento que na década de 1960 projetou Bento Gonçalves como a “Capital Brasileira da Uva”, no cenário nacional. Seu Moisés, como o empresário era conhecido na comunidade, também foi um dos precursores da cadeia hoteleira do Vale dos Vinhedos. A animação musical do filó, que não poderia faltar, fica a cargo de corais e músicos da região.

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Na manhã de sábado, acordei com os mugidos dos bois e dos terneiros, entre outros sons de animais da mini fazendinha, entrecortados pelas risadas das crianças.  No decorrer do sábado “ turistei” na estrutura do complexo, a pé, e também aproveitei a piscina e a academia. Ainda no sábado trafeguei pela RS 444 até a entrada de Santa Tereza, “ olhando como se fosse a primeira vez”.  Os morros ficam ainda mais lindos nessa época do ano, encobertos por plantações de videiras e árvores.

Adorei o Átrio, um lugar diferenciado dentro do Hotel, com espaços para circulação e integração entre os hóspedes do Villa Michelon. A Piazza dei Bambini, espaço que valoriza a cultura e proporciona às crianças uma volta divertida ao passado, também é uma atração à parte.  Equipada com brinquedos, diversos jogos, livros e lápis de cor, com a permanência de uma recreacionista que garante o conforto e segurança dos pequenos, nos feriados e finais de semana.

A suíte onde fiquei hospedada é um encanto. A forração da parede e a decoração remetem à casa da “nona”, com todo o conforto atual, entre eles uma banheira com hidromassagem. Na cabeceira da cama de casal, há uma barra de ferro muito sugestiva…

Amei a estadia… super recomendo a experiência da hospedagem.

Hotel Villa Michelon

54 2102.1800

RS 444- KM 18,9- Estrada do Vinho 

Vale dos Vinhedos- Bento Gonçalves 

reservas@villamichelon.com.br 

www.villamichelon.com.br 

Villa Michelon (3)

C:DCIM124GOPROGOPR5704.GPR

 

Villa Michelon (5)