Abertas as inscrições para exposição de uvas

Produtores podem se inscrever até o dia 25 de janeiro

A Festa Nacional da Uva, de Caxias do Sul, é o momento de celebração da colheita e de confraternização entre produtores e comunidade. Tanto que o espaço onde diversas variedades de uvas ficam expostas no Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos é um dos pontos mais visitados durante o evento. Com a proximidade da abertura da Festa da Uva 2019, em 22 de fevereiro, cresce a expectativa para a chegada da fruta aos Pavilhões. As inscrições para a Exposição de Uvas estão abertas e seguem até o dia 25 de janeiro.

Produtores rurais de Caxias do Sul e da região podem inscrever para expor uvas nas três modalidades, denominadas como variedades isoladas, conjunto de variedades e mostra de uva orgânica ou em transição para orgânica.  A quantidade mínima exigida, para a exposição, de cada variedade é de seis cachos, sendo três para expor e três para reposição. Para expor nos conjuntos, o viticultor tem que apresentar, no mínimo seis variedades de uvas Americanas, Híbridas e Viníferas, sem exigência quanto ao número de plantas em produção. Contudo, o produtor deverá possuir área cultivada com videira de no mínimo um hectare.

Nos conjuntos, o mínimo exigido é de quatro cachos, sendo três expostos e um para reposição. O produtor poderá concorrer na categoria variedades isoladas com as seguintes frutas: Bordô, Isabel, Niágara Branca, Niágara Rosada Cultivo Não Protegido, Niágara Rosada Cultivo Protegido, Lorena, Moscato Embrapa, Moscato Branco, Cabernet Sauvignon, Merlot, Itália, Rubi e Ribol.

Em Caxias do Sul, as inscrições podem ser realizadas na Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na Rua Moreira César, 1686, no Bairro Pio X; na sede da Emater, na Rua Jacob Luchesi, 3181; junto à sede da Ceasa, no Bairro Santa Lúcia; no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na Rua Pinheiro Machado, 2335, no Bairro Centro; e no Sindicato Patronal Rural, na Rua Borges de Medeiros, 87. Nos demais municípios do Rio Grande do Sul, as inscrições poder ser feitas nos Escritórios Municipais da Emater-RS/Ascar.

Requisitos – Para se inscrever, o produtor deverá apresentar carteira de identidade, CPF, talão de produtor rural e o Cadastro Vitícola. A premiação para as melhores uvas expostas será uma viagem para uma Região Vitivinícola. O regulamento completo para participar da Exposição de Uvas pode ser acessado pelo link: Regulamento.

Foto: Leandro Araújo

Sábado, dia 12 começa as edições 2019 do Brique da Praça

Realizado pelo instituto Pequeno Grande Campeão, a primeira edição de 2019 do Brique na Praça ocorre neste sábado, 12, a partir das 8h, na praça Centenário. O evento beneficente, criado em 2012, reúne expositores de áreas como vestuário, artesanato, alimentação, entre outros. O objetivo é integrar as instituições assistenciais do município e pessoas físicas (artesões e outras), a fim de comercializar produtos de qualquer natureza, produzidos ou doados, proporcionando a captação de recursos necessários à manutenção dos projetos sociais. Ao todo serão 15 edições neste ano.

Aos interessados em serem expositores, o período de cadastro, recadastro e inscrições será de 14 à 31 de janeiro, na sede da Instituição Pequeno Grande Campeão (rua Júlio de Castilhos, 251 – Sala 12 – Bento Gonçalves/RS), das 13h30 às 17h30. Mais informações pelos telefones (54) 3453 7193, 99928 3380 e pelos e-mails briquedapracabg@hotmail.com ou pequenograndecampeao@hotmail.com.

Calendário 2019*

1º brique: 12 de janeiro – praça Centenário
2º brique: 09 de fevereiro – praça Centenário
3º brique: 09 de março – praça Centenário
4º brique: 06 de abril – praça Centenário
5º brique: 13 de abril – praça Centenário
6º brique: 11 de maio – praça Centenário
7º brique: 08 de junho – praça Centenário
8º brique: 06 de julho – praça Centenário
9º brique: 13 de julho – praça Centenário
10º brique: 10 de agosto – praça Centenário
11º brique: 14 de setembro – praça Centenário
12º brique: 05 de outubro, praça Centenário
13º brique: 12 de outubro –  praça Centenário
14º brique: 09  de novembro – praça Centenário
15º brique: 07 de dezembro – praça Centenário

Fiorin Card é a novidade no consumo de alimentos e bebidas na Festa da Uva 2019

O consumo de alimentos e bebidas pelos visitantes da Festa da Uva 2019, que acontece de 22 de fevereiro a 10 de março, em Caxias do Sul (RS), contará com uma grande novidade. A exemplo de outros grandes eventos, como a Oktoberfest Blumenau, todos os pagamentos serão realizados utilizando o sistema de cartão cashless, carinhosamente chamado de Fiorin Card, que vai substituir os tickets de papel para consumo de comidas e bebidas dentro do parque. “É um sistema moderno e que proporciona mais comodidade, que pode ser carregado com o valor desejado e utilizado nos diversos estabelecimentos da festa”, destaca o diretor Executivo da Comissão Comunitária da Festa da Uva, Luciano Pereira.

A proposta do Fiorin Card, com tecnologia da Imply® e Eleven Tickets®, é facilitar e agilizar o consumo dentro do parque. O usuário carrega a quantia desejada no cartão e, então, é só apresentá-lo no balcão e aproximar do leitor para validar a compra. Caso o visitante queira adicionar mais créditos, basta procurar por um dos Terminais de Autoatendimento da Imply® em área reservada no parque, para fazer a transação. Os terminais aceitam pagamento em cartões de crédito e débito. Para pagamento em dinheiro, o visitante deve se dirigir a um dos caixas disponíveis no parque. A cada compra realizada é emitido comprovante com valor investido e saldo remanescente.

Fiorin Card_Festa da Uva

“O visitante poderá adquirir o cartão com antecedência a partir do mês de fevereiro, ou ainda nos caixas, durante a festa”, completa Pereira. Uma opção, segundo ele, é adquirir o cartão como souvenir da festa e guardá-lo como recordação do evento, ou resgatar o valor investido na ativação (R$ 7,00) ao final do evento, ao devolver o Fiorin Card. Caso o cartão fique com saldo remanescente, o mesmo poderá ser resgatado na saída do evento ou ainda via internet (para os casos de pagamento via cartões de crédito e de débito – acima de R$ 100,00).

A Imply® e a Eleven Tickets® ficarão responsáveis pela venda de ingressos, controle de acessos, operação cashless A&B (alimentos e bebidas), e fornecimento de equipe de operações pela primeira vez no evento. Também haverá uma Painel Eletrônico de Mensagens Imply® (PEM) para divulgação de informações referentes à festa. O CEO do Grupo Imply, Tironi Paz Ortiz, ressalta que a Festa da Uva é mais um importante projeto que se soma ao hall  de vários outros que a Imply vem realizando ao longo da sua história, fortalecendo a sua experiência e expertise em eventos de grande porte. “A Festa da Uva vem para somar ao portfólio de clientes do Grupo Imply, que para nós é muito importante”, destaca o CEO.

Sobre o sistema cashless:

O sistema cashless substitui o pagamento em dinheiro, cartão de crédito e débito. É viabilizado por diversas tecnologias. No caso da Festa da Uva, será o cartão RFID (Radio-Frequency IDentification ou, em português, Identificação por Rádio Frequência).  Para validar a compra é só aproximar o cartão ao leitor que o valor será descontado e um comprovante será emitido.

Nova diretoria da ACI Carlos Barbosa toma posse

Marisa Kaspary Zanatta assumiu a presidência da entidade. CDL Carlos Barbosa e ACTTB também apresentaram suas novas composições

A noite de segunda-feira, 7, marcou a transição da gestão de Fabiano Paloschi Ferrari, há 6 anos à frente da Associação do Comércio Indústria e Serviços de Carlos Barbosa, ACI, para as mãos da presidente eleita por aclamação em dezembro de 2018, Marisa Kaspary Zanatta, que exercerá a gestão durante o biênio de 2019 – 2020. Entre agradecimentos, desafios e perspectivas, a noite contou com ampla adesão de associados e membros da entidade. Também assumiram as lideranças da Câmara de Dirigentes Lojistas de Carlos Barbosa (CDL) e da Associação de Cultura e Turismo de Carlos Barbosa – ACTCB.

Com uma trajetória dentro da entidade que inclui o cargo de vice-presidente da indústria na última gestão, e estando à frente dos principais eventos da ACI, como a Expo Carlos Barbosa e  a Multifeira, Marisa Kaspary Zanatta tem sua maneira de liderança bem conhecida pelos membros da associação. O principal foco da gestão, segundo a nova presidente, será fomentar a economia e estimular o associado pelas mais diversas vertentes. “Estamos com 751 associados, um Parque próprio, conquista da gestão anterior. Agora, é hora de fomentar a questão das feiras, dos eventos e movimentar a economia através do fortalecimento do associado. Vamos trabalhar com qualificação profissional, mostrar que o conhecimento é importante e buscar um fortalecimento ainda maior de nosso associado em todos os segmentos”, pontuou a presidente eleita.

 Brinde

PERSPECTIVAS

Em seu discurso de posse, Marisa foi clara nas inovações, especialmente no que diz respeito a abranger novas áreas. Foi enfática ao afirmar a importância de novas gerações presentes na composição da diretoria do biênio 2019 – 2020. “Temos que aprender com os jovens, estimular. É preciso ter orgulho do povo trabalhador que somos e transmitir isso também”.

Para a nova gestão, estão previstos projetos com foco nas mulheres, nos jovens empreendedores, nas zonas rurais de Carlos Barbosa e também na valorização da história empreendedora do município, focando em empresas de todos os portes. Para os eventos já promovidos e consolidados da entidade, Marisa ressalta a questão da Multifeira, criada em 2017 e que reuniu as feiras do Bem-estar; FeiraTec, Feira de Oportunidades de Negócios; Expo Moda e La Birra Fest. “Vamos fazer da Multifeira a maior feira de serviços da região. Grande parte de nossos associados são desse setor e precisam estar bem representados”, pontuou.

A nova gestão da Associação do Comércio, Indústria e Serviços de Carlos Barbosa, assume uma entidade com R$ 12 milhões de patrimônio – entre sede e Parque de Eventos Guido Pasqual Sganderlla, cujo pagamento foi encerrado em dezembro de 2018.

DESPEDIDA

Com palavras leves e sobretudo de agradecimento, Fabiano Paloschi Ferrari se despede dos oito anos fazendo parte da ACI, sendo dois como vice-presidente e seis ocupando o principal cargo da entidade. “É difícil falar de um legado, porque seis anos é um tempo considerável. No entanto, acredito que a relação com o associado é a nossa principal herança. Sempre trabalhamos arduamente, voltados ao associado. Sinto-me satisfeito”.

CDL

Marisa Versteg Dalmás é a sucessora de Adriana Zago, que presidiu a Câmara de Dirigentes Lojistas de Carlos Barbosa na gestão anterior. Em um discurso breve e com apresentação da diretoria, Marisa enfatizou a importância da adesão do comércio em campanhas promovidas pela CDL. “Juntos, vamos fazer com que as pessoas tenham orgulho de comprar em Carlos Barbosa. Agradeço à equipe que aceitou esse desafio comigo e tenho certeza de que iremos fazer um belo trabalho. Queremos estabelecer uma forte relação com o comércio, ouvindo sugestões e também críticas construtivas. ”, enfatizou.

ACTCB

Criada em 2011, a Associação de Cultura e Turismo de Carlos Barbosa foca em desenvolver o potencial turístico do município em conjunto com a iniciativa privada e o setor público. Alberto Augusto Dressler, eleito em dezembro de 2018 para a presidência da entidade, assume com desafios de fortalecer o setor na cidade em sua gestão, também bienal. “Carlos Barbosa é uma cidade cheia de riquezas que precisam ser valorizadas. Estamos assumindo um grande desafio. Nossa cidade é reconhecida pela indústria e estamos assumindo o turismo. Precisamos operacionalizar e dinamizar certos setores”, finalizou.

CONFIRA A COMPOSIÇÃO DAS DIRETORIAS DA ACI, CDL E ACT/CB

DIRETORIA ACI (2019 – 2020):

Marisa Kaspary Zanatta – Presidente
Moacir Recktenwaldt – Vice-presidente de Serviços
Mariza Versteg Dalmás – Vice de Comércio
Sirlei Inês Lazzarin – Vice da Indústria
Claudia Attuati Barsé – Tesoureira
Délcio Dalmás – 2º Tesoureiro
Valter Misturini – Secretário
Shélega Bock – 2ª Secretária

Diretores:

Comércio – Felix Cichelero
Serviços – Sônia Regina Carniel Zarpelon
Indústria – Luis Carlos Ferranti

Diretoria Jovens:

Comércio – Giovani Rinaldi
Serviços – Marcelo Giacomoni Deitos
Indústria – Marquele Misturini

1/3 do CONSELHO DELIBERATIVO – período 2019 – 2024

Dirceu Moschetta – Esquadrias Moschetta Ltda.
Miguel Paulo Deitos – Tramontina Central de Administração Ltda.
Clovis Dalcin – Cooperativa Santa Clara
Flavio de Moura Ribeiro – DRX Comércio de Tintas Ltda.
Milton Guerra – Lufort Confecções Ltda.
Repor representante para o ano de 2019 a 2022 – Julieta  Deitos Schulz

DIRETORIA CDL (2019 – 2020):

Presidente: Mariza Versteg Dalmás
1ª Vice-presidente: Karen Passos Nehme
2ª Vice-presidente: Monique Cousseau
1ª Diretora Financeira: Simone Senter
2ª Diretora Financeira: Ionara Sassi
1ª Secretária: Eliani Possamai Hensel
2º Secretário: Sedenir Cousseau

Secretária de Produtos, Serviços, Assuntos de Comunicação e Eventos: Angela Denicol

Conselho Deliberativo CDL (2019 – 2020):
Adriana Zago
Marlei de Fatima Ayres Pereira
Rafael Dalcin
Darlei Daniel Pagliarini
Alexssandro Previdi
Suzana Misturini
Giovani Guerra

DIRETORIA ACT/CB (2019 – 2020):

  • Presidente – Alberto Augusto Dressler
  • Vice-Presidente – Charles Pizzoli
  • Tesoureiro – Volnei Comin
  • Secretária – Rafaela Haefliger
  • Conselho Fiscal: Clovis Dalcin, Paulo Bertotto, Joseandra De Marchi e como Suplente Marcos Rigo

FOTOS: Maíla Facchini – Quarto Estúdio

Rota Gastronômica recebe 10ª edição da Estação Vindima

Abertura oficial ocorre na Praça Achyles Mincarone e celebra o trabalho de produtores de uva

Faltam dez dias para a abertura da Estação Vindima em Bento Gonçalves e aos poucos as notas e os sabores da uva tomam conta do Município. Tradicionalmente ocorrida nos quatros distritos, a 10ª edição do evento será trazida para a Rota Gastronômica neste ano.

“Todos os anos, a abertura é realizada no interior do Município. Este ano, como forma de trazer o evento para mais próximo da comunidade, ele será preparado na Rota Gastronômica, com a presença de todas as Rotas Turísticas, que apresentarão seus produtos, sua cultura e aromas”, destaca o secretário de Turismo, Rodrigo Parisotto.

A abertura oficial está marcada para o dia 18 de janeiro, das 19h às 22h, iniciando na Praça Achyles Mincarone, no bairro São Bento, com a benção às uvas e a safra, seguido de procissão até a Rua Coberta.

O evento ainda proporciona 15 expositores que estarão comercializando no local – entre vinícolas, agroindústrias e restaurantes –, shows da banda Vocal Allegro e de corais da região, e momentos de relembrar os jogos típicos da imigração italiana, como mora.

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Até 18 de março, as atrações que integram a programação vão desde a colheita simbólica, apresentações culturais de corais, jogos italianos e gastronomia típica. As atividades ocorrem também nos hotéis, vinícolas e restaurantes que oferecem pacotes promocionais com atrações paralelas.

A Estação Vindima é realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo, com apoio de empreendimentos locais.

A programação está disponível no www.bento.tu.br.

Foto: Arquivo Ascom/ Davi Da Rold

Fundaparque tem importantes eventos confirmados para 2019

Local sediará encontros como FIMMA, Transposul, ExpoBento, Fenavinho, Congresso Gaúcho de Contabilidade, Wine South America, Avaliação Nacional de Vinhos e Bento em Dança ao longo do próximo ano

Reconhecido como uma das mais qualificadas instalações da América Latina para sediar feiras e encontros profissionais, o Parque de Eventos de Bento Gonçalves prepara-se para uma agenda de atividades movimentada em 2019. Isso porque grandes feiras já estão confirmadas para ocorrer no local durante o próximo ano, além de formaturas e encontros temáticos que integrarão o calendário de eventos. A primeira delas será a Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira, em março. A FIMMA Brasil concentra as principais soluções para o fortalecimento do setor moveleiro e de toda sua cadeia produtiva, por meio de produtos e serviços que transformam a indústria mundial – ao receber visitantes de diversos países.

O mês de junho promete ser um dos mais movimentados: três eventos consagrados terão a Fundaparque como sede. O circuito inicia com a 21ª Transposul. Apostando novamente na Serra Gaúcha, a feira apresentará, de 05 a 07, as novidades tecnológicas dos maiores fabricantes de caminhões, pneus, distribuidores de combustíveis e fornecedores do ramo de implementos do país, além de modernos sistemas, equipamentos e serviços voltados para a logística e multimodalidade. Promovida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística do RS – que em 2019 completará 60 anos – a Transposul amplia, a cada edição, as oportunidades de contato com seu mercado consumidor, firmando-se como o mais renomado evento do setor na Região Sul.

Na sequência de junho entram em cena dois eventos icônicos para a comunidade bento-gonçalvense: a 29ª ExpoBento e a Festa Nacional do Vinho – a Fenavinho. Realizadas de forma concomitante, os eventos atraem milhares de visitantes em suas edições. O maior encontro multissetorial do país e a festa que projetou nacionalmente a cidade cinco décadas atrás serão realizados entre 13 e 23 de junho de 2019.

Já em agosto está marcada a XVII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul. Para esse evento são esperados cerca de dois mil participantes, entre profissionais e estudantes de contabilidade, vindos de diversas partes do País. Com o tema central “Disrupção Contábil: técnica, digital e cultural – Experimente a Transformação”, o congresso visa lançar um olhar sobre o futuro da profissão, inovando conceitos, repensando processos e readequando estruturas, a partir de plataformas integradas e do uso de inteligência artificial.

Em setembro, uma feira que foi aposta em 2018 consolida-se na agenda do próximo ano: a Wine South America, já confirmada para ocorrer nos dias 25, 26 e 27. A Feira Internacional do Vinho, como também é conhecida, encerrou a primeira edição com saldo positivo para o setor vinícola brasileiro e consolidou-se como a principal feira de vinhos das Américas. Cerca de 250 marcas expositoras apresentaram seus produtos aos seis mil visitantes provenientes de 25 estados brasileiros e 16 países. Além disso, oportunizou mais de 400 rodadas de negócios pelo Projeto Comprador e cerca de 50 conteúdos técnicos (entre palestras e degustações orientadas, por exemplo). Aliada à feira, ocorre também a Avaliação Nacional de Vinhos, que premia os principais vinhos e espumantes brasileiros.

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Outubro também será um mês especial para a comunidade bento-gonçalvense: a 27ª edição do tradicional festival Bento em Dança está marcada para ocorrer entre os dias 05 e 12. Com o objetivo de integrar diferentes povos e culturas, o evento vai além do que somente estimular e valorizar as manifestações artísticas por meio do corpo, ele promove o município de Bento Gonçalves como um todo. Já participaram milhares de bailarinos provenientes de cerca de 20 países – o que reforça a importância do encontro para diversos setores locais.

Para oferecer suporte a todos esses grandes eventos, o Fundaparque conta com 58.000m² de área coberta e climatizada. A estrutura dispõe ainda de torre de telefonia, internet, heliponto, reservatórios de água próprios e estacionamento asfaltado – permitindo um fluxo de 2.500 automóveis dentro do parque. Além disso, possui três subestações totalizando uma potência de 10.000 kVA. Também oferta pavilhões moduláveis, permitindo a montagem de auditórios. O Fundaparque fica localizado na Alameda Fenavinho, 481, bairro Fenavinho, em Bento Gonçalves – RS.

FSG promove nova edição do MegaVestibular Solidário EAD

Ao participar da campanha de doação de alimentos não perecíveis, candidatos terão inscrições gratuitas para o processo seletivo do primeiro semestre de 2019

A FSG, instituição que integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional e que é uma das certificadoras da Cruzeiro do Sul Virtual, realiza no dia 12 de janeiro o Mega Vestibular Solidário, campanha que permite aos candidatos a possibilidade de isenção da taxa de inscrição mediante a doação de alimentos não perecíveis, que serão entregues para instituições assistenciais escolhidas pelos Polos de ensino a distância espalhados por todo o Brasil. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até 11 de janeiro.

Para participar da campanha, os candidatos devem se inscrever no site da FSG utilizando o cupom MEGAVESTIBULAR para a isenção automática da taxa, e agendar a prova para o dia 12 de janeiro. O brinquedo doado deve ser entregue no dia da prova no polo escolhido. Candidatos ingressos pela campanha pagarão somente R$ 49 na primeira mensalidade.

O Mega Vestibular Solidário oferece ao primeiro colocado uma bolsa parcial de até 62% de desconto, válida para todo o curso (desconto sobre o valor bruto). A oportunidade é válida para o candidato (por polo) que obtiver a maior nota. Quem realizar a matrícula em até cinco dias após a divulgação do resultado ganha um curso de extensão online (exceto para os cursos de idiomas), e deverá colocar o cupom MEGAVESTIBULAR no ato da inscrição.

A Cruzeiro do Sul Virtual oferece mais de 70 cursos a distância disponíveis e 13 semipresenciais certificados pela Universidade Cruzeiro do Sul, Universidade Cidade de S.Paulo (Unicid), Universidade de Franca (Unifran) e também o Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG). Para o vestibular do primeiro semestre de 2019, há também os novos cursos Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia de Software, Engenharia de Computação e Educação Física (bacharelado). Há ainda os tecnólogos em Serviços Jurídicos e Notariais, Ciências de Dados e Design de Interiores. Na modalidade de cursos semipresenciais, ofertados somente nos polos sede da Cruzeiro do Sul Educacional, estão disponíveis os cursos de Farmácia, Biomedicina e Fisioterapia. As aulas começam em fevereiro de 2019.

Para ingressar nos cursos, os alunos também podem optar pela prova agendada ou o ingresso via Enem. Serão disponibilizadas bolsas mérito Enem e uma bolsa 100% para Curso Livre. Candidatos que possuem a nota do ENEM também podem obter bolsa parcial conforme a sua pontuação e tabela de bolsas em:https://www.cruzeirodosulvirtual.com.br/2017/12/bolsa-de-estudos-com-sua-nota-do-enem-aqui-tem/
Serviço

Mega Vestibular Solidário – Cruzeiro do Sul Virtual

Inscrições: até dia 11 de janeiro

Prova: dia 12 de janeiro

Taxa de inscrição: Isenta com o cupom MEGAVESTIBULAR e a doação de alimentos não perecíveis entregues no dia da prova

Mais informações: pelo telefone 0800 721 5844 ou no link https://www.cruzeirodosulvirtual.com.br/como-ingressar/

Faces da Mulher

Livro mostra o perfil empreendedor da mulher na Região Colonial Italiana, com análises de provérbios sob a ótica de Jung

“No perfil psicológico das europeias imigradas para a Serra Gaúcha, a partir de 1875, predomina o animus positivo, que ajudou a forjar nessas mulheres e seus descendentes valores como trabalho, empreendedorismo, vitalidade, austeridade e persistência, para superar as dificuldades em uma sociedade patriarcal”. A avaliação consta no livro “Faces da Mulher na Região Colonial Italiana”, de 155 páginas, de autoria da psicóloga Maria Cristina Filippon, de Bento Gonçalves, lançado no último dia 30 de novembro, pelo Fundo Municipal de Cultura, com ilustrações de Ernani Cousandier.

Maria Cristina - Livro Mosaico

A obra é resultante de dissertação feita por Maria Cristina para mestrado pela UCS em Letras e Cultura Regional. O estudo interpretou 66 provérbios dialetais que se referiam à mulher da Região Colonial Italiana no Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul (RCI), sob a ótica analítica do psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung. O estudo aborda os aspectos psicológicos que se manifestam nesses provérbios para construir o perfil psicológico da mulher na Região Colonial Italiana.

Provérbios fazem parte do inconsciente coletivo

Segundo a autora, o percurso teórico e analítico que resultou no livro traz uma nova abordagem, que amplia a dimensão simbólica e participativa da mulher imigrante italiana na elaboração indenitária no município. Ela acrescenta que os provérbios, muito usados naquela época, fazem parte da linguagem do Inconsciente Coletivo. “A análise desses dizeres, com base nos arquétipos propostos por Carl Gustav Jung, permitiu conhecer um pouco mais sobre a figura feminina, que sempre se fez presente na imigração italiana, e sua fundamental participação para o desenvolvimento dessa região”, acentua. “Não existe uma verdade absoluta, mas em todo tempo e nos mais variados contextos, existe uma verdade a ser desabrochada, dita ou questionada. Cabe a nós encontrar a visão adequada, um método pertinente e as ferramentas para desvendá-la”, reitera.

A obra reporta que no universo feminino da RCI a casa era o templo, o altar era a cozinha e o fogão, o sacrário. “Era em torno desse espaço que a mulher exercia o domínio da casa. Enquanto preparava os alimentos, ouvia, falava, ensinava o catecismo aos filhos, transmitia códigos de valores, cobrava comportamentos e exercia o controle sobre filhas e noras. No ato de preparar e servir refeições também se manifestavam discórdias, o afastamento ou aproximação, o elogio o prêmio e o castigo”, acrescenta.

“Semo done e tanto basta, semo tutti d´una pasta.”
Somos mulheres e isso basta, somos todas da mesma massa, somos parecidas.

“A le dóne ghe la fata gnanca ‘l diáol, chissà i òm.”
As mulheres não se deixam enganar nem pelo diabo, muito menos pelo homem.

“L´é la dóna che fa l´òmo”
É a mulher que faz o homem.

“Done che no le brusa nel leto ghe manca el afeto.”
Mulheres que não queimam no leito precisam de afeto.

Animus Positivo

Jung postulou uma estrutura inconsciente que representa a parte sexual oposta de cada indivíduo. Ele denomina tal estrutura de anima no homem e animus na mulher. Classifica o animus como uma espécie de todas as experiências ancestrais da mulher em relação ao homem. A mulher é compensada por uma natureza masculina e, por isso, o seu inconsciente tem, por assim dizer, um sinal masculino. Em comparação com o homem, isto indica uma diferença considerável. “Correlativamente, designei o fator determinante de projeções presente na mulher com o nome de Animus. Este vocábulo significa razão ou espírito. Como a anima corresponde ao Eros materno, o Animus corresponde ao Logos paterno” (Carl Gustav Jung; AION: Estudos sobre o simbolismo do Si-Mesmo – § 29). É um arquétipo com funções psicológicas muito importantes, pois, além de servir como ponte para as relações com o sexo oposto, também faz a ligação entre o consciente e o inconsciente.

Do mesmo modo que a anima, assim também o Animus tem um aspecto positivo. Sob a forma do pai expressam-se não somente opiniões tradicionais como também aquilo que se chama “espírito” e, de modo particular, certas concepções filosóficas e religiosas universais.

A infância e o custo de oportunidade

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Por Elvis Pletsch
elvis_pletsch@hotmail.com

Minha mãe conta que quando era criança tinha o costume de subir em qualquer árvore que estivesse ao redor de sua casa. As árvores eram praticamente um segundo lar: servia para aproveitar a sombra, para ler ou até brincar de boneca. Em alguns desses casos, subia em um pé de abacate e colocava uma tábua para passar de uma árvore para outra – sim, ela praticamente inventou o slackline rústico.

Isso acabou refletindo em seu conhecimento: minha mãe sabe tudo sobre árvores. Sabe em quais épocas elas crescem, sabe quais frutos elas dão e sabe o tamanho da sombra que elas irão fornecer, mesmo que não tenha estudado sobre isso.

Já quando eu era criança, lembro que ela tentava fazer com que eu subisse nas árvores – mas eu simplesmente não gostava, sentia que aquilo seria entediante, afinal, o que eu faria lá em cima? Quando desafiado pelos primos e amigos para subir, sentia vergonha, pois a minha habilidade para as escaladas era, no mínimo, deprimente – reflexo das poucas tentativas.

O custo de oportunidade

O “preço” que paguei ao não aceitar as sugestões de minha mãe é o que chamamos na economia de custo de oportunidade, introduzido pelo economista austríaco Friedrich Freiherr von Wieser, da Escola Austríaca de Economia.

Esse senhor de 167 anos nos ensinou que podemos ser verdadeiros gênios econômicos, pois antes de tomar qualquer decisão, calculamos qual é a melhor ação que podemos realizar naquele momento, concluindo que todas as outras coisas que deixamos de fazer não são tão boas ou possíveis quanto a ação que escolhemos.

Segundo Wieser, o custo de oportunidade sempre é calculado de acordo com a sua utilidade, e não somente pelo seu custo monetário. Para perceber isso, ele levou em conta o princípio de que todos os recursos são escassos, e por isso optamos por direcionar o nosso tempo e dinheiro para alguns projetos, e renunciar de outras alternativas.

Logo, o valor mensurado desse custo é tudo aquilo que você abriu mão de fazer em prol de algum benefício maior.

Isso significa que quando você decide construir uma casa, está levando em consideração que o benefício de ter um local novo para morar é maior que usar o dinheiro para ir a um bar, ou usar o terreno para fazer uma horta, mesmo que alguma dessas opções seja mais barata que as outras.

Essas escolhas irão variar conforme a preferência temporal de cada indivíduo, pois há quem prefira poupar e investir para consumir algo de maior valor amanhã, e há quem gaste tudo no momento em que recebe qualquer recurso.

O que um conceito econômico tem a ver com a infância?

Perceba a grandiosidade do intelecto humano. Possuímos a habilidade de calcular o custo de oportunidade mesmo quando somos crianças, uma aptidão precoce que prova a nossa capacidade de nos tornarmos independentes e assumirmos as consequências de nossas ações – e apesar das implicações que isso pode trazer, não deixa de ser uma habilidade incrível.

Nunca fui uma das crianças mais inteligentes do mundo, mas quando tomava a decisão de não participar dessas atividades naturais, estava realizando um cálculo econômico de enorme complexidade que não possui uma fórmula pré-determinada, e essa equação levava em conta diversos fatores que poderiam ser percebidos unicamente por mim: a vontade, o conhecimento, o medo e o tempo disponível.

Mas mesmo que o meu cálculo fosse diferente do dos meus amigos, o resultado era característico da minha geração, pois o benefício de jogar videogame era visto como maior que o de subir em uma árvore. Obviamente, assim como qualquer matemático, os meus cálculos poderiam estar errados (para o alívio das mães leitoras), pois ao tomar essa decisão deixei de aprender e vivenciar o prazer que minha mãe sentia.

Talvez não seja tarde para arriscar-me nas recomendações maternas, mas, infelizmente, a apuração do meu custo de oportunidade possui os mesmos resultados de anos atrás, já que continuo preferindo o conforto dos videogames do que as aventuras radicais contadas por minha mãe.

O Neandertal que vive em nós

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Por Rogério Gava

Sou fascinado pela história do Homem de Neandertal. Tenho até, em minha biblioteca, uma réplica perfeita de um crânio dessa espécie (o senhor aí da foto). Representa um homem adulto, que viveu cerca de cinquenta mil anos antes de Cristo. Faz parte do esqueleto mais completo de Neandertal até hoje conhecido, encontrado na França em 1909. Olhar para esse fóssil é como mergulhar nos confins do tempo. Me faz lembrar do tipo atarracado e baixinho, ruivo, extremamente forte, nariz de batata e enormes arcadas sobre os olhos, que habitou a Terra por quatrocentos mil anos. Me faz lembrar, na verdade, de nosso irmão! Sim, isso mesmo estimada leitora e caro leitor: os Neandertais e os primeiros Sapiens descendem ambos de um ancestral comum, nosso verdadeiro “pai” genético, que lá pelas tantas cansou do continente africano e resolveu dar uma voltinha pela Europa.

Os Neandertais eram filhos do frio, de tal sorte que conseguiram sobreviver durante centenas de milhares de anos na implacável Era Glacial. Eram extremamente resistentes e conseguiam conviver com as sequelas de uma vida duríssima. Muitos fósseis neandertais mostram diversas fraturas e ferimentos graves. Como o de um indivíduo que fraturou o cotovelo esquerdo na adolescência, e cuja cicatrização lhe impediu de esticar o membro pelo resto da vida. Outro, trazia implicações de artrose nos joelhos e nos tornozelos, além de fraturas nos dedões do pé. Também, não era para menos: sabe lá o que era abater um mamute à unha? Ou enfrentar uma fratura exposta em plena Idade da Pedra?

Por um bom tempo a imagem de nosso irmão extinto foi a de um troglodita com uma clava na mão, bruto e estúpido. Nada mais falso. Os Neandertais possuíam uma organização social rica e complexa. Cozinhavam alimentos, produziam ferramentas, conheciam o poder medicinal de muitas plantas, pintavam as cavernas e utilizavam adereços pessoais, como colares. Mães Neandertais amamentavam seus bebês até cerca dos dois anos de idade. Tomavam conta da prole com zelo e carinho.

Gava - Neandertal 1

Neandertais também cuidavam de seus doentes. Sabemos disso pelos ossos de indivíduos deficientes encontrados, os quais apresentam graves sequelas: uma boca totalmente sem dentes, desgaste na bacia, cegueira, atrofia ou amputação de algum membro. Impossível alguém sobreviver dessa forma, nas duras condições de então, sem o amparo dos outros membros do clã. Um exemplo de solidariedade muito antes da civilização florescer. E um detalhe muito importante: Neandertais também enterravam seus mortos, mostrando uma atitude sofisticada em relação ao fim e talvez, à crença em uma outra vida. Só não sabemos ao certo até que ponto os Neandertais desenvolveram algum tipo de linguagem. Ao que tudo indica, porém, eles se comunicavam de forma bastante eficiente.

Até fisicamente os Neandertais não eram lá tão diferentes de nós. Se um deles desembarcasse de uma máquina do tempo, vestisse um blazer e fosse passear pela cidade, com certeza iria passar desapercebido em meio à multidão. Na Alemanha (onde o primeiro fóssil batizado como da espécie homo neanderthalensis foi encontrado, em 1856, no vale de Neander – daí o nome Neandertal), há um exemplo desses no museu dedicado à espécie. Um Neandertal de camisa social e terno, com os cabelos alinhados e barba feita, na maior beca. Parece até o George Clooney.

Penso que nosso irmão se daria muito bem por aqui, em nossas plagas gaúchas. É que os Neandertais adoravam um churrasquinho. Era abater um colossal mamute ou bisão, para todo o clã se empanturrar por vários dias. Também pudera: para sustentar o corpanzil diante das duras temperaturas um Neandertal tinha que ingerir muita proteína. Assim, um macho precisava comer, por dia, cerca de quatro quilos e meio de carne. Algo assim como uns dois espetos inteiros de picanha. E dos grandes! No cardápio neandertal entravam ainda tartarugas, peixes, caracóis, rãs, pássaros, pequenos roedores, até mesmo insetos; todo animal que atravessava em frente a um Neandertal tinha vida curta: ia logo parar no braseiro. Olha, hipercarnívoro como era e acostumado a uma geada brava, estou para dizer que até uma bombacha o Neandertal toparia usar.

A vida muda, no entanto, quando a vizinhança muda. A chegada dos Sapiens ao continente europeu, foi, aos poucos, tirando o lugar dos Neandertais e empurrando-os para as montanhas, onde tinham menos chance de sobrevivência. Populações cada vez menores foram escasseando a reprodução. O fim se aproximava. Os últimos fósseis neandertais conhecidos foram encontrados em uma caverna, junto ao Estreito de Gibraltar. Pelo o que se sabe, o derradeiro Neandertal caminhou pela Terra há cerca de trinta mil anos.

O crepúsculo dos Neandertais segue envolto em uma nuvem de mistério. O processo de extinção dessa espécie deixou vestígios muito escassos. Mas existem hipóteses bastante plausíveis. Quase todas elas ligadas ao aparecimento do rival Sapiens, mais inovador e adaptável, e, se supõe, desenvolvido culturalmente. Mesmo que menos dotado do ponto de vista físico. A verdade é que nossos ancestrais diretos mudaram a vida neandertal para sempre. E sem retorno. Da mesma forma como os índios da América foram cedendo à supremacia dos invasores europeus.

Recentemente, no entanto, a ciência lançou uma nova luz sobre toda essa história. Em 2010 foi sequenciado 60% do genoma nuclear neandertal. O resultado: europeus e asiáticos compartilham entre 1% e 4% do DNA com os Neandertais (ao contrário dos africanos, pois os Neandertais nunca migraram para a África). Três anos mais tarde, em 2013, era descoberto o primeiro osso pertencente a um filho de pai Sapiens e mãe Neandertal. Sim, houve namoro e casamento entre as duas espécies. Sapiens e Neandertais cruzaram seus genes e isso não foi casual, mas se deu ao longo de centenas de gerações. O sexo no fim do Pleistoceno já era um grande sucesso.

Uma grande parte da humanidade tem um pouquinho de DNA neandertal. Eu e você, muito provavelmente. Guardamos em nossos genes uma parcela dessa história fantástica e que também ajudou a construir nossa espécie. E que deve nos fazer lembrar de nossa fragilidade. Os Neandertais habitaram a Terra por milhares de anos. Comparada à história do Homem de Neandertal, a nossa está apenas começando. Nós, Sapiens, somos meros principiantes na antiquíssima e extraordinária espiral da vida. A saga de nosso irmão extinto tem muito a nos ensinar. A nos advertir. Ele, que sumiu da face da Terra para sempre, mas que ainda vive entre nós.