Esperar ou agir?

Graziela Dalpian

Coach Integral Sistêmico

@grazidalpiancoach

 

Quem imaginou passar por tudo isso que estamos vivendo nesse momento? Com certeza, essa situação será lembrada na história da humanidade. Nesse cenário, o autoconhecimento nunca foi tão valioso. Estamos passando muito mais tempo conosco. Eventos sociais são nulos, uma volta para interagir é praticamente inexistente, até para se tomar um café existe uma série de cuidados. O isolamento passou a fazer parte do ser humano. Antes passávamos horas com amigos e familiares, ou íamos a lugares para conversar, nos divertir ou até conhecer pessoas diferentes. Hoje, precisamos manter convívio com nosso próprio eu, o que, em muitos casos, se agravam a ansiedade, a depressão, a tristeza e até o pânico.

 

O quero dizer é que, com essa situação atual, ficou mais evidente que precisamos conhecer a si próprio, conhecer nossas emoções. Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos lidar com as situações que ocorrem na nossa vida.

 

Então, reflita nesse momento, sinceramente, o quanto você tem olhado para dentro de si próprio, o quanto você tem olhado para suas emoções, o quanto você tem olhado para a sua vida? A sua vida está da maneira que você gostaria? O que tem lhe impedido de ter a vida que realmente almeja?

 

Aproveite esse momento para fazer essas reflexões e para buscar o que precisa. Você pode ficar se lamentando pela situação atual ou tentar olhar o que você pode aprender com ela.

 

Eu sei, você pode estar dizendo ou pensando: falar parece fácil. Mas lhe pergunto: e ficar na situação que você está, é fácil?

 

Qualquer que seja o seu sonho, você deve preparar o terreno, deve mudar as circunstâncias necessárias para alcançar os seus objetivos e o seu sucesso. Porém, para termos essa percepção, precisamos trabalhar nossos pensamentos e nossas atitudes. O que faz eu gostar ainda mais dessa frase:  quando eu mudo, tudo muda ao meu redor.

 

E sim, não é fácil. Mas ficar na mesma situação, ou se lamentando pela situação atual e esperando que ela simplesmente passe, também não irá facilitar. Busque então olhar para dentro de você, analise seus sentimentos, analise ao seu redor, olhe a sua vida.

 

Seja sincero com você e diga: qual ação você irá fazer a partir de agora?

 

 

 

Cooperativa Vinícola Garibaldi conquista três medalhas na França

Espumantes Garibaldi são destaque no tradicional Challenge International du Vin

Os espumantes da Cooperativa Vinícola Garibaldi vão estampar em seus rótulos mais três medalhas internacionais que atestam a qualidade de seus produtos. Isso graças à recente conquista de novas condecorações em um dos mais renomados concursos de vinhos do mundo, o Challenge International du Vin, na França. Das três medalhas obtidas, uma foi de ouro, para o Garibaldi VG Extra Brut, e duas foram de prata, para o Espumante Garibaldi Pinot Noir e para o Espumante Garibaldi Prosecco. “Ter nosso trabalho reconhecido na terra do espumante é uma honra, e isso nos motiva a trabalhar ainda mais intensamente na busca constante para aperfeiçoar nossos produtos e brindar o nosso consumidor com qualidade”, comenta o presidente da cooperativa, Oscar Ló.

Ao todo, o concurso recebeu 3.544 amostras de vinhos oriundos de 33 países, analisadas por um júri formado por cerca de 800 profissionais e enófilos em Bordeaux, uma das principais regiões vitícolas do mundo. O Challenge International du Vin, algo como “o desafio internacional do vinho”, é um tradicional concurso que ocorre anualmente na França desde 1976. Realizado por meio de uma degustação aberta de bebidas prontas para a comercialização, o concurso é um dos maiores do mundo e se destaca por ser independente – é promovido pela associação Concours des Vins (CDV) –, não estando filiado a grupos comerciais ou veículos midiáticos.

Os produtos premiados da Cooperativa Vinícola Garibaldi fizeram parte da primeira etapa do certame, dedicada à análise de vinhos brancos, rosés e espumantes, entre os dias 20 e 21 de junho. A segunda e última parte do Challenge Internationa du Vin ocorrerá no dia 18 de julho, com amostras de vinho tinto, entre outros, como os licorosos. A opção por dividir o concurso se deu devido à pandemia.

Negativas nos testes para Covid-19 permitem início dos treinamentos para o Clube Esportivo

Seguindo os protocolos determinados pela Federação Gaúcha de Futebol, o Clube Esportivo Bento Gonçalves retomará os treinamentos presenciais no complexo esportivo Montanha dos Vinhedos após todos os atletas, membros da comissão técnica, funcionários e integrantes da diretoria do clube apresentarem resultados negativos para a presença do novo coronavírus. Nesta quinta-feira (02), o grupo alviazul se reapresentou para iniciar os trabalhos com vistas ao retorno do Campeonato Gaúcho 2020.

No total, foram 44 testes aplicados no início da semana por um laboratório parceiro da FGF. Com a negativa para a Covid-19, a ideia é retomar a preparação física, num primeiro momento – já que a região da Serra Gaúcha está na bandeira laranja no Modelo do Distanciamento Controlado proposto pelo Governo do Estado, não permitindo treinos coletivos.

Para garantir a segurança do centro de treinamento, além de passar pelo processo de sanitização na semana passada, o estádio Montanha dos Vinhedos terá acesso restrito – permitindo a entrada somente dos colaboradores que já realizaram os testes. O Departamento Médico do clube também elaborou um protocolo que foi entregue ao grupo para garantir a segurança no reinício das atividades. No documento são detalhadas as recomendações que devem ser seguidas do pré ao pós-treino – como a divisão dos atletas em grupos, a constante higienização dos acessórios e aparelhos utilizados e a medição da temperatura corporal dos atletas. O departamento também produziu um protocolo personalizado para cada atleta, levando em consideração as especificidades dos jogadores.

Para conferir o protocolo completo entregue ao grupo, acesse este link https://bit.ly/31ERJJa.

teste covid

Ser em tempos de transitoriedade

Letícia Simioni Schossler

Psicóloga – CRP 07/23986

Especialista em Psicologia Clínica – Ênfase em Psicanálise

Especialização em Constelações Familiares – Hellinger Schule (em andamento)

Contato: (54) 99121.3633

@psicologaleticiass

 

“Meu jardim tem-me ensinado constantemente uma lição: os restos escuros e putrefatos da planta deste ano serão o adubo do qual poderão ser encontrados os brotos do ano seguinte”.

Carl Rogers

 

Acompanhar a constância e a rapidez das mudanças em diversos cenários da vida cotidiana, para além do que alguns nomes já teorizavam, como Zygmunt Bauman sobre o conceito líquido na sociedade, nas relações, no amor, não é tarefa fácil. O que era há poucos minutos, talvez já deixe de ser, e assim, pouco a pouco, a transitoriedade ganha espaço. Cada vez mais creio que se há vida, há mudança e transformação. A estagnação pertence ao mundo dos mortos, seja de mente e/ou de corpo.

 

Mudanças envolvem, em maior ou menor grau, algum tipo de resistência; para nos defendermos perante o novo, nossa tendência é manter à todo custo os velhos pensamentos, crenças, hábitos, tradições e até mesmo alguns destinos familiares. E como é difícil mudar… mudar de rota quando o que nos foi ensinado, somado aquilo que nos foi possível e que nós próprios nos possibilitamos ou não conhecer até o momento, parecia tão mais confortável, sob controle, seguro e estável… e talvez fosse mesmo… mas esses não são adjetivos que combinam com crescimento e evolução.

 

Brinco, às vezes, com alguns pacientes que se está, não se é… às vezes você está mais nervoso, mas isso não faz de você alguém que necessariamente é nervoso. Como humana e apaixonada pelas mudanças possíveis em cada um de nós, pertencentes a essa espécie humana, acredito que a mudança, a integração do novo e um olhar para o horizonte é para todos aqueles que, em essência, desejam! O desejo é o primeiro passo para a mudança… se lhe damos atenção, ele baila através dos pensamentos e reforça que “O pensamento é o ensaio da ação” (Freud). Até podemos desejar, em partes, pelos outros, mas não podemos agir, portanto, só você pode agir rumo à metamorfose que deseja ser!

 

E hoje o que desejo é: “…eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor, sobre que eu nem sei quem sou…”.

 

Em meio à pandemia, cresce consumo de vinho e disparam vendas online

Por: Rodrigo De Marco

rodrigo@integracaodaserra.com.br

Edição: Kátia Bortolini

katia@integracaodaserra.com.br

 

A pandemia de coronavírus definitivamente mudou os hábitos de consumo do brasileiro. A necessidade da reclusão impulsionou um novo modelo de negócio e de compra, positivo para alguns setores da economia, como o vitivinícola. Os apreciadores de bons vinhos estão consumindo a bebida em casa, em substituição às degustações antes feitas em restaurantes e vinícolas, entre outros espaços.

 

De acordo com a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), as vendas de vinhos brasileiros aumentaram 39% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período em 2019. A comercialização somou 4,4 milhões de litros entre janeiro e abril de 2020, ante 3,2 milhões de litros do primeiro quadrimestre do ano passado. Segundo a ABS, foram vendidos 35 milhões de litros de vinhos finos nacionais e importados nos quatro primeiros meses de 2020, um incremento de 10% em relação a janeiro e abril de 2019, quando foram comercializados 31,9 milhões de litros. O cenário positivo é também compartilhado com pequenas e grandes vinícolas da Serra Gaúcha, que se adaptaram ao novo momento, expandindo o leque de opções e apostando na venda online de seus produtos.

 

A Uvibra, em função da pandemia, elaborou uma cartilha com protocolos de segurança sugeridos pela OMS, encaminhada aos associados. Segundo o presidente Deunir Luis Argenta, continua com apresentando as demandas setoriais aos órgãos públicos, contribuindo para melhorar o posicionamento do vinho brasileiro no mercado nacional e para reativar ações de promoção no mercado externo.

 

A tradicional Vinícola Aurora teve um aumento de mais de 60% nas vendas online, quando comparado ao mesmo período de 2019. A Cooperativa Garibaldi, que também ocupa um lugar de destaque entre as principais vinícolas da Serra Gaúcha, registrou um aumento de mais de 15% nas vendas online, entre março e maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O empresário Felipe Toledo, apreciador do bom vinho e proprietário da Outlet Vinhos e Espumantes, também destaca a importância das vendas online nos últimos meses.

 

Através da reportagem, conheça um pouco mais sobre esse vasto mercado, que envolve uvas, vinhos, requinte, bem-estar e estilo de vida.

 

Exportação Aurora - André Majola

Cooperativa Aurora tem aumento de mais de 60% nas vendas online

Mercado chinês tem feito a diferença na comercialização de produtos da Vinícola Aurora, afirma o diretor superintendente Hermínio Ficagna

 

A Vinícola Aurora, provida de enorme prestígio internacional, ao longo dos anos coleciona distinções no Brasil e em outros países.  Quais são os principais países compradores?

Hermínio Ficagna: Com relação ao mercado internacional, o destaque neste ano tem sido as exportações para os países asiáticos. Tivemos um aumento de mais de 70% nas vendas de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado, com a comercialização de quase 115 mil garrafas. O principal mercado foi a China, que por ter sido o primeiro país a ser atingido pela pandemia, também foi um dos primeiros a começar a retomada. Aos poucos, estamos recebendo pedidos de compradores da Holanda, Reino Unido e de países da América do Sul.

 

Como foi a comercialização de produtos da vinícola nos primeiros meses deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2019?

Ficagna: Muito embora o período da pandemia tenha iniciado na segunda quinzena de março, o reflexo mais significativo na queda das vendas ocorreu no mês de abril, o que pode ser entendido como fator natural. O consumidor foi tomado de surpresa pelo cenário negativo, em face do coronavírus. Se olharmos especificamente a questão vinho e espumantes em todas as famílias da Aurora, nos primeiros cinco meses, as vendas cresceram 59% nos vinhos finos, 23% nos vinhos de mesa, 53% no espumante moscatel, porém com queda de 11% nos espumantes brut.  As vendas no mês de junho, embora ainda não finalizado, se mantém muito forte, o que é muito positivo. Isso nos credencia a fecharmos o semestre com alta de 25% nas vendas, comparado com os primeiros seis meses do ano anterior.

 

Houve um aumento nas vendas online?

Ficagna: Podemos observar um crescimento importante no e-commerce. Um dos nossos diferenciais é a parceria mantida com inúmeras lojas virtuais. Nesse sentido, nosso trabalho é estar ao lado do cliente para desenvolver estratégias em conjunto e fortalecer ainda mais esses canais. Entre os meses de março e maio, estimamos um crescimento de mais de 60% nas vendas de produtos da Aurora nessas plataformas, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

De que forma avalias esse novo cenário de consumo?

Ficagna: Acreditamos os consumidores estão mais conscientes de suas aquisições, comprando apenas o necessário e que, provavelmente, estarão mais desapegados aos bens materiais num futuro breve. Talvez, quando tudo voltar à normalidade, estarão valorizando mais os produtos locais/nacionais. As empresas precisam estar atentas às mudanças na forma de consumo, dar atenção para questões de higienização de forma ainda mais incisiva e também valorizar o consumidor, ter empatia com as pessoas, com os funcionários. É um momento difícil para todos e somente juntos vamos superar este período.

 

Quais foram os impactos da pandemia na vinícola?

Ficagna: A empresa, diante deste cenário, afastou os colaboradores dos grupos de risco, com licença remunerada, optou por liberar seus funcionários da administração e de vendas para exercerem, na medida do possível, suas atividades em trabalho remoto, em home office, já que grande parte dos clientes só atende por meio digital. Também, por conta dessas restrições, a empresa paralisou a produção industrial por quase 20 dias e fechou o roteiro turístico nas duas vezes em que os decretos estadual e municipal determinaram restrição de atividades desta natureza. Apesar de continuarmos com o trabalho de logística, mesmo que de forma parcial, nos deparamos com algumas dificuldades de transporte, na medida em que não havia alternativas aos motoristas para as refeições, o que tem sido retomado aos poucos. Outra dificuldade foi o fato de que muitos clientes passaram a trabalhar com estoque zero, o que trouxe uma redução significativa na comercialização no segundo mês da pandemia, mas que também começa a retornar a níveis satisfatórios.

 

Quais são as projeções da Vinícola ainda para 2020 e o que vocês esperam para 2021?

Ficagna: Por nunca termos vivenciado algo similar, com certeza, pensar num planejamento de faturamento para 2021 é algo que merece muita reflexão e estudo, pois o cenário vai depender basicamente do grau de risco e tempo de duração da pandemia. Hoje, temos dificuldade de projetar o consumo do mês subsequente. Diversos fatores devem ser analisados, como clientes trabalhando com estoque zero, fechamento de muitas empresas, mesmo as enquadradas no Simples, a paralisação do trabalho na categoria dos autônomos e o contingente de pessoas que foram e ainda serão demitidas. Enfim, tudo isso terá impacto direto no consumo, principalmente de bebidas, razão da dificuldade de se fazer projeções.

 

garibaldi vin

 

Vendas online crescem mais de 15% na Vinícola Garibaldi

 

Os grandes diferenciais da Cooperativa Vinícola Garibaldi são a relação próxima com o associado e a confiança mútua entre a vinícola e seu público consumidor. O presidente Oscar Ló destaca o trabalho realizado nos últimos meses

 

A Cooperativa Vinícola Garibaldi se destaca pelo trabalho conjunto com seus associados. De que forma vocês têm avaliado a produção nos últimos meses?

Oscar Ló: Temos uma relação muito próxima com nosso associado e, acima de tudo, muito transparente. Há alguns anos já trabalhamos de maneira estratégica, de modo a contemplar um aumento nas uvas que dão origem aos nossos espumantes, pensando nos investimentos necessários para abastecer o mercado com nossa habitual qualidade. Nesta última safra, que por sinal foi de qualidade histórica, tivemos um acréscimo nas variedades brancas finas, destinadas aos espumantes, em mais de 25%. A maior parte das uvas recebidas, no entanto, segue sendo para a produção de suco e de vinho de mesa, com cerca de 70% do total. Uma parte é destinada para os vinhos finos, caso das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Cabernet Franc.

 

Em tempos de pandemia, tem crescido o consumo de vinho. Quais são os números de vendas realizadas pela Vinícola Garibaldi nos primeiros meses deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2019?

Ló: Realmente, com a pandemia observamos uma inversão na preferência do consumidor, que passou a consumir mais vinho do que espumante. Uma parte é decorrente do fato de as pessoas não se sentirem aptas a comemorar. Sobretudo, a proibição da realização de eventos acabou freando a comercialização de espumantes. Outra questão é que, com as pessoas em casa, cozinhando mais, o vinho harmoniza facilmente com almoços e jantares. Se incluirmos os meses de janeiro e fevereiro, ou seja, antes da pandemia, até maio, as vendas de vinho superam os 21% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Houve um aumento nas vendas online? De que forma avalias esse novo cenário de consumo?

Ló: Nós percebemos uma procura grande nesses canais, mas é difícil precisar exatamente quanto, já que as vendas são concentradas nos nossos parceiros, principalmente nas grandes redes varejistas, e não temos acesso a esses números. Estimamos cerca de 15%, mas é um índice que possivelmente seja maior. Nós entendemos a relevância desse canal, tanto que o disponibilizamos aos nossos consumidores há mais de 10 anos. Sem dúvida, é uma tendência e, certamente, será impulsionada ainda mais nos próximos anos. Deve ser um dos legados da pandemia, já que muitos negócios se concretizaram nessa área, com uma aceleração nessa forma de comercialização.

 

Quais foram os impactos da pandemia na vinícola?

Ló: Tivemos muitos reflexos, desde questões administrativas, de gestão, de fluxo de visitantes, até de comercialização. Mas precisamos ter em mente que é um momento de exceção e que precisamos tirar lições positivas disso, para nosso aprendizado como gestores. Num primeiro momento, cuidamos de todos na Cooperativa, para dar resguardo às pessoas, afinal saúde é o que nos move e precisamos estar saudáveis para esse desafio. Atendemos a todos os protocolos de segurança, afastamos o grupo de risco, dividimos a Cooperativa em dois turnos para evitar aglomeração, promovemos distanciamento em todos os ambientes, assim como disponibilizamos álcool gel, máscaras e EPIs, além da sanitização de calçados na entrada da vinícola. No nosso Complexo Turístico, reduzimos o número de atendimentos. Os grupos não passam de 15 pessoas e todos têm a temperatura corporal medida. Criamos formas de oferecer nossas experiências como o Taça & Trufa em casa. Também isentamos nosso cliente em compras acima de determinado valor, para que ele recebesse em casa a encomenda, sem precisar se arriscar. Em meio a tudo isso, assistimos nosso consumidor comprar mais vinho do que espumante, nosso carro-chefe. Mas também, seguindo uma política de planejamento, abrimos novos mercados externos, caso do Japão e de Taiwan, em plena pandemia.

 

Quais são as projeções da vinícola ainda para 2020 e o que vocês esperam para 2021?

Ló: A pandemia nos trouxe muitos desafios e precisamos adequar alguns alinhamentos. Havíamos projetado investimentos que precisaram ser temporariamente suspensos, para serem retomados no próximo ano. De qualquer maneira, 2020 não é um ano perdido, muito pelo contrário. Estamos confiantes numa recuperação e já podemos observar que, desde o último mês de maio, o mercado está mais otimista. Abril foi muito melhor que março, e isso nos dá confiança para seguir até o restante do ano. Mantemos nossa meta de crescimento. Queremos aumentar nosso faturamento na casa de 8,5%, chegando nos R$ 190 milhões.

 

Como é hoje o cenário vitivinícola brasileiro, fora da Serra Gaúcha?

Ló: Tradicionalmente, a produção da Serra Gaúcha sempre foi vista como referência na produção de vinhos e espumantes para o Brasil. Hoje, temos várias outras regiões se destacando no cenário nacional. Cada uma com seus apelos específicos. Essa diversificação fortalece e aumenta a cultura do consumo de vinho e de outras bebidas derivadas da uva, consequentemente, aumentando o consumo, que é o grande desafio para todos que trabalham nesse setor.

 

Curso Intensivo de Vinhos promovido pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) ocorrido na Vinhos do Mundo. Foto: Marcos Nagelstein/ Agência Preview

Curso Intensivo de Vinhos promovido pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) ocorrido na Vinhos do Mundo. Foto: Marcos Nagelstein/ Agência Preview

ABS-RS expandiu fronteiras com cursos e aulas online

 

O presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr., ressalta que a entidade tem investido no online, além de confirmar um aumento de quase 40% na comercialização de vinhos no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2019

 

A pandemia do coronavírus impulsionou a comunicação virtual. Como a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) se adaptou à nova forma de repasse de conteúdo?

Orestes de Andrade Jr.: Nós fomos a primeira ABS do Brasil a reagir à pandemia do coronavírus, oferecendo conteúdo online. Logo na metade de março, quando tivemos que cancelar nossos cursos presenciais, lançamos o #MovimentoBellaCiao, uma série de palestras e aulas gratuitas feita no modo online. Tivemos a adesão imediata dos nossos alunos e, mais do que isso, ampliamos o nosso público para além do Rio Grande do Sul. Alcançamos, inclusive, muitas pessoas de fora do país. Logo em seguida, colocamos no mercado um inédito curso sobre Comunicação e Mercado do Vinho. Fechamos rapidamente a turma.

 

Conte sobre os Workshops online que a ABS está realizando?

Orestes de Andrade Jr.: Lançamos nosso primeiro workshop sobre terroir porque sentimos a necessidade de aprofundar este assunto e preparar nossa audiência para o segundo curso online da ABS-RS, “Uvas viníferas sem segredo: tudo que você precisa saber sobre as variedades internacionais e autóctones”. Este é o mais completo curso sobre uvas existente no mercado nacional. Como temos vários alunos iniciantes, que nunca fizeram um curso de vinhos, decidimos realizar três aulas gratuitas. Na primeira aula do workshop, tivemos mais de 500 alunos assistindo ao conteúdo dos professores Júlio César Kunz e Marcelos Vargas, ambos com mestrado internacional de vinhos.

 

A entidade acompanha a comercialização de vinhos nacionais e estrangeiros no Brasil. Quais foram os números do primeiro quadrimestre?

Orestes de Andrade Jr.: As vendas de vinhos brasileiros aumentaram 39% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período em 2019. A comercialização somou 4,4 milhões de litros entre janeiro e abril de 2020, ante 3,2 milhões de litros do primeiro quadrimestre do ano passado. Foram vendidos 35 milhões de litros de vinhos finos nacionais e importados nos quatro primeiros meses de 2020, um incremento de 10% em relação a janeiro e abril de 2019, quando foram comercializados 31,9 milhões de litros. Os números comprovam o que a nossa percepção apontava: o vinho é a bebida da pandemia do coronavírus. Mais do que isso: o vinho brasileiro é a bebida da pandemia, já que os rótulos importados cresceram só 7%. As pessoas ficaram mais em casa e escolheram, como companhia, uma bebida essencialmente sociável e que faz bem para a saúde, se consumida com moderação. Ainda não saíram os números oficiais de maio, mas estimo que o aumento nas vendas dos vinhos nacionais foi ainda maior: próxima de 50%.

 

De que forma observa esse novo modelo de negócios?

Orestes de Andrade Jr.: Tenho dito que estamos atravessando um deserto com essa pandemia. O que importa é sobrevivermos. Mas o mundo será diferente depois disso. Nada será totalmente igual ao que é agora. O que tivemos foi uma aceleração gigante dos negócios digitais. Era algo que já vinha ocorrendo. Agora não tivemos mais saída, todos tiveram de migrar para o online. O principal benefício é o alcance, que deixa de ser local ou regional e passa a ser nacional e até internacional. Não existem fronteiras no mundo online. As empresas têm de ter isso em mente e ajustar sua atuação a partir desta perspectiva maior, o alcance ilimitado. Mas a concorrência, nesse mundo, é ainda maior.

 

Quais são as próximas ações que a ABS deve realizar neste ano?

Orestes de Andrade Jr.: Estamos transformando nossa operação para o mundo digital. Acreditamos que temos de ser responsáveis com os alunos, as vinícolas e nossa equipe. Por isso, provavelmente vamos retomar os cursos presenciais somente em 2021. No segundo semestre, vamos lançar um curso sobre enogastronomia, além de um curso intensivo de vinhos com envio de amostras em um kit exclusivo.

 

Vaccaro

 

Vinícola Vaccaro: encontrando soluções em tempos de pandemia

 

Localizada em Santo Alexandre, interior de Garibaldi, a Vaccaro é uma pequena e singular vinícola artesanal. De acordo com o enólogo da vinícola, William Vaccaro, as vendas online aumentaram em torno de 80%. Além de William, o sommelier Diego Vaccaro também conduz os trabalhos na administração e nos negócios da família

 

Quando vocês começaram a produzir vinho de forma artesanal?

William Vaccaro: A Vinícola Vaccaro é uma empresa familiar. Foi fundada em 1954 pelo meu bisavô, Francisco Vaccaro. Foram imigrantes italianos que começaram com o cultivo de videiras. Ao longo dos anos surgiu a necessidade de abrir uma pequena vinícola para processar a uva que era produzida nos vinhedos próprios, e quando o vinho já estava pronto e produzido era feito o comercio a granel para outras vinícolas. Até 1992 essa era forma de venda, sendo que naquela época produzíamos em torno de 150 mil litros por ano e comercializávamos a granel. Desde então começamos a comercializar engarrafado com a própria marca, sendo que no início foram vinhos de mesa e a partir dos anos 2000 começamos a implementar uvas finas. Trocamos os vinhedos de uvas americanas, uvas comuns, para uvas finas. Começamos com o Cabernet Franc, posteriormente também o Sauvignon e Merlot. Por volta de 2004 começamos a elaborar também espumantes, mas estamos falamos de uma quantidade pequena de produtos, com uma produção de em torno de 20 mil litros por ano desses vinhos. Hoje ainda mantemos a produção de vinhos de mesa, numa quantidade um pouco maior, de 100 mil litros para alguns supermercados. A de vinhos finos e espumantes é uma produção diferenciada, bem limitada, em torno de 20 mil litros. É uma venda mais direcionada, um produto mais artesanal, enviado diretamente ao consumidor final e para algumas lojas especializadas.

 

Quais foram os investimentos aplicados na vinícola a partir dos anos 2000?

William: A vinícola passou por uma série de adaptações. Investimos em tecnologia para vinhos finos, como tanques de aço inox, barricas de carvalho, caves com uma temperatura mais amena e um ambiente favorável para poder maturar e envelhecer os produtos. Estamos bem estruturados quanto a isso. E também já fazem uns nove anos que começamos a receber turistas na empresa. Nos últimos dois anos, ampliamos a estrutura. Agora contamos com um varejo, onde recebemos turistas de todo o país. Praticamente todos os dias recebíamos visitantes. Em virtude da pandemia, o turismo reduziu a praticamente zero. As vendas no varejo diminuíram em torno de 90%. Então, começamos a trabalhar na venda online, que está dando um bom resultado.

 

De que forma vocês trabalham o online e como estão as vendas nesse segmento?

William: Já trabalhávamos com uma plataforma de e-commerce. Mas as vendas aumentaram em torno de 70 a 80% no período da pandemia. Outras formas que deram resultado foi o envio de e-mail marketing para endereços cadastrados na empresa e a lista de transmissão por WhatsApp, o que também deu um resultado bem bacana. No início achávamos que, em virtude da pandemia, as vendas cairiam bastante, mas posso dizer que estão muito interessantes. Eu diria até que um pouco acima do que é normalmente comercializado nessa época do ano. O pessoal está mais em casa e consome mais. O mais interessante é que estão comprando de vinícolas brasileiras.

 

Vocês acreditam que esse modelo de venda online fará a diferença a partir de agora?

William: Eu penso que essa nova forma de compra online vai predominar. Já está dando muito certo e, com certeza, vai aumentar ainda mais as vendas. É uma facilidade para o cliente que, ao adquirir o produto, já sabe sua origem, porque comprava direto da vinícola. Nós embalamos o produto e enviamos para a casa do cliente. Trabalhamos com diversas formas de pagamento. Posso garantir que, depois da primeira compra, o cliente sempre volta para adquirir mais produtos, porque gosta dessa forma de comercialização.

 

Quais os diferenciais da vinícola?

William: A vinícola tem como diferenciais nos seus produtos algumas castas que não são comuns no Brasil. Temos uma linha de vinhos Collina D’oro, que possui casta Malbec e Sandiovese. Tudo é cultivado aqui mesmo, em Garibaldi. O grande diferencial é a produção de uva em nossos próprios vinhedos, no entorno da vinícola. Temos uma produção limitada, que é de 1 mil a no máximo 4 mil litros de cada variedade. O cliente sabe que está adquirindo algo especial e ele se sente fazendo parte disso. Temos um portfólio com mais de 20 produtos, entre vinhos clássicos, Cabernet Franc, Sauvignon, Merlot, espumantes mais leves, mais encorpados. Recebemos vários prêmios, em concursos regionais e também nacionais. Só no ano passado foram 11 medalhas de ouro.

 

Qual a projeção para 2021?

William: Esperamos que haja uma retomada do turismo já no final deste ano. Provavelmente volte forte porque as pessoas vão visitar regiões do território nacional. Acredito que não vai ter tanta viagem para o exterior, tem muita coisa bacana para conhecer no Brasil. As vendas no sistema online e e-commerce também vão continuar bem forte e 2021 pode ser um ano bem promissor para o setor vinícola.

 

outlet

 

Outlet: no inverno, os tintos são o carro-chefe da loja e do consumo

 

Empreender não é tarefa fácil e exige estratégia, paixão e dedicação integral ao negócio. O empresário Felipe Toledo, um apaixonado pelo mundo dos vinhos, relata o desafio de impulsionar as vendas em tempos de pandemia

 

Quais foram os impactos da pandemia na loja?

Felipe Toledo: A pandemia do Covid-19 pegou a todos de surpresa. Fechamos a loja por uma semana para entender o momento e nos adaptarmos à nova realidade. A loja passou por sanitização e higienização em todos os seus ambientes e produtos. Os clientes precisam estar de máscara e não podem tocar nas garrafas, somente os colaboradores. Os produtos que são para tele entrega são higienizados e colocados em sacolas de papel. A cada três horas, ou dependendo do fluxo presencial, é feita a limpeza com álcool no chão e na entrada, há um tapete sanitizante. O início de vendas online estava previsto para o próximo mês de julho, auge do inverno, com delivery especial, antecipamos para não pararmos totalmente.

 

Como ocorreu essa antecipação?

Toledo: Com a aceitação da mudança do processo por parte da clientela e com novos clientes de grupos de WhatsApp, houve aumento nas vendas, mas abaixo da expectativa para os meses de março e abril, comparados aos do ano anterior. Em maio, houve um acréscimo e neste mês de junho, com o Dia dos Namorados e o retorno do turismo presencial na cidade, será o melhor do ano, mesmo não tendo terminado ainda. As vendas online tendem a aumentar de quinta a sábado, principalmente em dias de chuva ou frio excessivo.

 

Como avalias a atual qualidade do vinho brasileiro?

Toledo: O vinho brasileiro vem numa crescente há muito tempo. A safra 2020 está aí para confirmar, com uvas em graduação máxima, importantes na elaboração de excelentes vinhos. Também destaco o aumento gradual de venda e consumo de espumantes, que seguem ganhando mercado e premiações mundo afora. No mercado interno, ocupam um espaço cada vez maior.

 

Há quanto tempo existe o Outlet Vinhos e Espumantes e como surgiu a ideia de iniciar o empreendimento?

Toledo: O Outlet de Vinhos e Espumantes, localizada na Av. Dr. Casagrande, em Bento Gonçalves, está no mercado local há pouco mais de 20 meses. A ideia surgiu num jantar entre amigos que possuíam um espaço ocioso. Após algumas sugestões, surgiu a possibilidade de uma loja de vinhos e derivados nos 45 dias antes do Ano Novo para ocupar e dar visibilidade ao espaço e, quem sabe, conseguir um locatário após esse tempo. O resultado final foi além da expectativa e o Outlet, que duraria 45 dias apenas, viraria uma loja de vinhos, espumantes, suco de uva, cachaça e azeite de oliva.

 

Quais as projeções que vocês fazem ainda para 2020?

Toledo: Estamos com uma boa expectativa para o inverno. Mesmo sem a retomada do turismo, vamos focar nas plataformas digitais para oferecer nossos produtos. Também vamos tentar retomar o projeto de degustações harmonizadas em residências ou em condomínios, para pequenos públicos, como forma de atendimento personalizado. Para o Dia dos Pais também se espera um aumento nas vendas. Na sequência, com a retomada das feiras, a expectativa é de um segundo semestre melhor. Para 2021 teremos as novas opções da safra 2020, que virá com tudo, bem como a retomada do turismo, é a nossa expectativa.

 

Quais os três principais produtos de sua loja e que indicaria?

Toledo: Como estamos entrando no inverno, os tintos acabam virando o carro-chefe da loja e do consumo. As variedades que serão destaque em 2020 são Touriga Nacional, Malbec e Cabernet Franc. Há inúmeras vinícolas com excelentes produtos nessas variedades.

Pesquisa do CIC-BG investiga hábitos de consumo pós pandemia

Diante do momento de exceção causado pela pandemia do coronavírus, muitos hábitos de consumo e de comportamento sofreram grandes modificações. Para sair desse cenário com os melhores prognósticos possíveis, é fundamental entender como os consumidores se adaptaram a essa nova realidade e como isso afetará o mercado quando a pandemia estiver controlada.

Uma pesquisa aplicada em maio pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), cujos resultados começam agora a ser tabulados, coletou dados para traçar o perfil desse novo consumidor e pretende servir de base para empresas criarem suas estratégias de negócios num futuro próximo.

Ao todo, 764 pessoas responderam a um questionário de cerca de 20 perguntas a respeito dos impactos da pandemia na rotina, nos setores produtivos e nas perspectivas de futuro, além de apontar tendências advindas da pandemia.

A pesquisa revelou, por exemplo, que 76% dos participantes alteraram seus hábitos de consumo devido à pandemia e que 66% deles manterão esses hábitos no futuro. No quesito tendências, 61% dos entrevistados disseram ter descoberto uma nova forma de fazer compras, principalmente as pessoas entre 46 anos e 60 anos.

Outro dado apontado pelo estudo mostra que o número de participantes dispostos a se qualificar por meio online cresceu de 14%, antes da pandemia, para 28%. Além disso, 64% dos entrevistados disseram ter realizado alguma atividade do tipo “faça você mesmo” – ou seja, fazendo pequenos serviços para os quais, normalmente, contratam-se terceiros –, enquanto 71% concordaram em ter comprado localmente. Desses últimos, 68% pretendem continuar consumindo produtos locais depois da pandemia.

Também, 65% das pessoas que responderam à pesquisa trabalharam em home office durante a pandemia. Desses, apenas 18% haviam experimentado tal situação antes do surto. De quem experimentou o trabalho remoto, 49% disseram que fariam home office novamente só em caso de necessidade.

A pesquisa foi realizada pela internet entre os dias 14 e 24 de maio. As mulheres foram as que mais participaram, com 67% do total, e a faixa etária mais presente foi a compreendida entre os 31 anos e os 45 anos, com 48%. A grande maioria das respostas (70%) teve origem em Bento Gonçalves, mas a pesquisa registrou participantes de outros 38 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Dos entrevistados, 64% tinham curso superior ou pós-graduação, 46,3% eram empregados da iniciativa privada e 34% tinham renda mensal entre R$ 3,9 mil e R$ 7,8 mil.

Assinado contrato para construção de túnel do acesso norte de Bento Gonçalves

Nesta quarta-feira, 01 de julho, o prefeito Guilherme Pasin assinou o contrato para construção do Túnel de acesso norte, no bairro São João. Uma obra de importante relevância, pois irá promover a interligação entre os bairros, dando mais segurança para população e facilitando a trafegabilidade do trânsito, que recebe mais de oito mil veículos diariamente. Em virtude da pandemia do Coronavírus, a assinatura foi realizada com transmissão ao vivo pelo facebook e cumprindo todas regras de distanciamento e utilização de máscara.

 

Na ocasião, a diretora-adjunta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPURB), Melissa Bertoletti Gauer apresentou o projeto construtivo. A obra compreende a sinalização, terraplenagem, contenção, bueiros e dispositivos de drenagem, pavimentação de trechos, passeio público, iluminação e paisagismo.

 

A profundidade da obra será de 5,5 metros, sendo duas pistas de tráfego com quatro metros cada e passeio em ambos os lados. Deverão ser escavados aproximadamente 30.000,00m³, o que corresponde a 3.000 viagens com caminhões, e serão necessários 1.958,33m³ de concreto, cerca de 280 caminhões.

 

O túnel será responsável pela ligação do Bairro São João ao centro da cidade, sem interferir no tráfego da rodovia. “Além de uma obra de mobilidade urbana, é obra de mobilidade humana, porque vai beneficiar quem trafega pelo local, com passeio público, iluminação, segurança. Com muito orgulho agradeço todos. Bento Gonçalves entra para história com essa obra”, destacou o diretor do IPURB, Vanderlei Mesquita.

 

Para o secretário de Governo, que responde pela Secretaria de Viação e Obras Públicas, Carlos Quadros é um “sentimento de alegria, entusiasmo, satisfação por ver a conclusão deste projeto. Uma obra que tem objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Um obra para toda população. Estamos passando por um período de muitos desafios, que com equilíbrio, responsabilidade e determinação conseguiremos vencer”, salientou.

 

O presidente da Câmara de Vereadores, Rafael Pasqualotto destacou que o momento abre oportunidades para obras maiores na cidade. “Assinamos a viabilidade de obras deste porte no Município, grandes ligações viárias e melhoria de acesso na cidade. Parabéns para todos que lutaram para que isso hoje fosse realidade. Demonstraram com transparência este projeto e a comunidade pode celebrar em breve o início desta obra”, frisou.

 

A intervenção faz parte do Programa FINISA – Modalidade Apoio Financeiro da Caixa Econômica Federal e terá o investimento de R$ 9.594.925,27. A obra será realizada pelo Consórcio Túnel Bento Gonçalves com as empresas ENGEDAL e Continental com previsão de conclusão em oito meses, contados a partir da ordem de serviço.

 

“Uma cidade que é desenvolvimentista por essência, avançada por conceito, interage com setores econômicos, mas no processo de avanço era muito tímida. Falar de túnel, hospital público parecia se motivo de descrença da população. Quando propusemos fazer algo deste porte, sabíamos que iriamos passar por fases difíceis, e era natural, com essa obra ultrapassamos a condição. Com apoio da comunidade hoje temos um Complexo de Saúde e agora assinamos o que será o início do túnel de acesso norte”, ressaltou o prefeito Guilherme Pasin.

 

Estiveram presentes o vice-prefeito, Aido José Bertuol, líder de Governo na Câmara de Vereadores, Eduardo Vírissimo, vereadores Volnei Christófoli, Amarildo Lucatteli, Marcos Barbosa, Sidinei da Silva, Valdemir Marini, Gilmar Pessutto e Jocelito Tonietto.

Foto: José Martim Estefanon 

Seminário virtual promove debate sobre o MPT e a Tutela Trabalhista em tempos de pandemia

Webinar acontece no dia 10 de julho e conta com a participação de especialistas para examinar os reflexos da pandemia nas relações de trabalho. Inscrições até 9 de julho

 

No dia 10 de julho, especialistas examinam os reflexos da pandemia por COVID-19 nas relações de trabalho, um dos campos mais afetados pela crise sanitária, e a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) no tratamento das questões referentes aos direitos fundamentais afetos à seara trabalhista. A inscrição para o Seminário virtual “O MPT e a Tutela Trabalhista em tempos de pandemia” está aberta e pode ser feita gratuitamente até às 12h do dia 9 de julho. Clique e inscreva-se.

 

Promovido pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), o encontro reunirá as procuradoras regionais do Trabalho Lutiana Nacur Lorentz e Maria Amélia Bracks Duarte; e as procuradoras do Trabalho Valdirene Silva de Assis, Ana Cláudia Rodrigues Bandeira Monteiro, Lydiane Machado e Silva, Dalliana Vilar Lopes, Cirlene Luiza Zimmermann, Elaine Noronha Nassif. A mediação ficará a cargo do diretor-adjunto da ESMPU e subprocurador-geral do Trabalho, Manoel Jorge e Silva Neto.

 

Ao longo do encontro, que acontece por meio de plataformas de videoconferência e de compartilhamento de vídeos, serão debatidos aspectos relacionados à pandemia, como discriminação nas relações de Trabalho, negociação coletiva, proteção ao Trabalho Portuário e Aquaviário e tutela do Meio Ambiente do Trabalho.

 

A atividade possui quatro horas/aula (das 8h às 12h) e a participação dará direito a certificado.

 

Mais informações pelo edital e projeto pedagógico.

 

Atividade: Seminário “O MPT e a Tutela Trabalhista em tempos de pandemia”

Inscrição: até 12h do dia 9 de julho

Data de realização: 10 de julho, das 8 às 12h

Ambiente de realização: plataformas de videoconferência e de compartilhamento de vídeos

Webinar - O MPT e a tutela trabalhista em tempos de pandemia_5 Card Redes Sociais

Vacina contra a gripe já está disponível para a população em geral

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe encerrou nesta terça-feira, 30, após ser prorrogada pelo Ministério da Saúde. Em Bento Gonçalves, foram imunizadas 35.090 pessoas integrantes dos grupos prioritários, o que soma uma cobertura vacinal de 90,2% na cidade.
Com a meta atingida, as cerca de 2.500 doses remanescentes passarão a ser disponibilizadas para a população em geral a partir desta quarta-feira, 1°. Dessa forma, os moradores podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Estratégias Saúde da Família (ESF’s) para realizar a imunização.
A Secretaria de Saúde ressalta que a vacina será oferecida enquanto houver doses e que pessoas pertencentes aos grupos prioritários ainda podem realizar a imunização.
As imunizações ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e das 13h30 às 17h, em todas as unidades de saúde, exceto nas do 15 da Graciema, São Valentim, São João, São Pedro, Fenavinho, Cohab e Maria Goretti.

Bento Gonçalves promove campanha de apoio aos guias de turismo

Dentro da cadeia do turismo uma das atividades mais afetadas pela pandemia da Covid-19 são os guias. Dessa forma, a Secretaria Municipal de Turismo (SEMTUR) lançou uma campanha nas redes sociais de apoio aos profissionais do município.
Com a frase “O lugar que sempre nos trouxe inspirações precisou se acalmar, esperar e descansar”, o vídeo retrata a paralisação do setor devido à pandemia, ressaltando que com as ações desenvolvidas Bento Gonçalves é um destino seguro.
“A campanha evidencia que tanto os prestadores de serviços, como a cidade e seus atrativos, estão preparados com todos os cuidados e segurança, para que os visitantes tenham uma viagem segura”, destaca o secretário da pasta, Rodrigo Ferri Parisotto.
Dentre iniciativas desenvolvidas pelo segmento, por meio do Comitê Pró-Turismo Bento, está a criação do selo “Ambiente Limpo e Seguro”, que certifica estabelecimentos turísticos que atendem a critérios de higiene, limpeza e cuidados necessários de prevenção à disseminação do novo Coronavírus, que garantam a segurança dos visitantes e colaboradores.
Os guias de turismo que prestam serviços no município podem ser conferidos no site da SEMTUR por meio do link: https://bento.tur.br/guias-de-turismo-de-bento/. Os profissionais são cadastrados no Ministério do Turismo, nos termos da Lei 11.771/2008.

 

Acess: https://www.facebook.com/prefeiturabento/videos/4037716576301973