Novembro azul: cuidados com saúde e estética crescem entre população masculina

Dados de adesão a procedimentos estéticos e alerta sobre casos de câncer de próstata mostram preocupação cada vez maior dos homens sobre estilo de vida saudável

Por Dr. Felipe de David

Cirurgião Plástico 

De tabu à realidade, os procedimentos estéticos e cuidados com a saúde, até pouco tempo atrás com baixa procura, vêm ganhando cada vez mais adeptos entre a população masculina. Campanhas de conscientização, como o Novembro Azul – idealizado para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata – e dados de cirurgias plásticas realizadas em homens no Brasil – que quadriplicaram nos últimos cinco anos – evidenciam um movimento de aproximação entre o homem e o zelo pela estética e vida saudável.

Muitas das intervenções plásticas, inclusive, vão além da aparência e contribuem para a qualidade do estilo de vida – a exemplo da lipoaspiração, do lifting facial e das cirurgias que corrigem ginecomastia (crescimento anormal das mamas). Ao fortalecerem a autoestima dos pacientes, os procedimentos vão ao encontro de demandas que fazem parte de um novo contexto social em processo de definição. “Grande parte dos homens que procuram os consultórios médicos para intervenções estéticas objetivam uma melhora no aspecto físico, rejuvenescendo a aparência. Isso, claro, aliado à consequente influência direta em hábitos de vida mais saudáveis”, considera o cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Felipe de David.

Responsável pelo impressionante número de 276 mil cirurgias ao ano, a prática estética entre a comunidade masculina difere de acordo com a faixa etária: da infância até a juventude, a cirurgia plástica mais comum entre homens é a otoplastia (correção das orelhas em abano). Já entre 20 e 30 anos, ganha destaque a rinoplastia (plástica no nariz), e a ginecomastia, ou seja, correção das mamas masculinas – esse procedimento, aliás, é o mais procurado pelos

homens, segundo a SBCP. Até os 40 anos, por sua vez, muitos procuram os cirurgiões plásticos para realizar lipoaspiração, lipoescultura e também implantes capilares. A blefaroplastia (cirurgia nas pálpebras) é comum entre pacientes de 50 a 60 anos e, para além dessa idade, o lifting facial é o preferido.

Campanha convida a debater saúde masculina

Com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina, a campanha Novembro Azul surgiu em 2003 e, desde então, espalha pelo mundo a cultura da conscientização sobre cuidados com a saúde do homem. O principal foco da iniciativa é o câncer de próstata, que atingiu cerca de 68 mil pessoas somente em 2018. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em indivíduos do gênero masculino no Brasil, com mais de 14 mil óbitos.

Existem alguns fatores que podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer de próstata. Entre eles, médicos especialistas destacam o aumento do risco com o avançar da idade – no Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos. Outros fatores determinantes são o histórico de câncer na família, o sobrepeso e a obesidade.

Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são dificuldade ou demora em começar e terminar de urinar, sangue ou diminuição do jato de urina e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Nesse sentido, cuidados com uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado, praticar atividade física, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas estão entre os fatores que mais ajudam a prevenir a doença. Porém, em caso de algum dos sintomas, é extremante importante procurar imediatamente um médico especialista, que irá dar andamento aos exames e procedimentos necessários.

Dr. Felipe de David

Cirurgião Plástico

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Técnicas de lipoaspiração são aliadas na definição corporal

Por Felipe de David 

Cirurgião Plástico 

Verão, sol e calor combinam com praia, piscina, diversão – e corpos em exposição. A ansiedade por esse período típico de curtição costuma vir acompanhada de outra grande apreensão: será possível alcançar a definição corporal desejada até a hora de encarar o biquíni ou a sunga?

Quem almeja entrar em forma sabe que a rotina para isso exige disciplina: alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e adoção de hábitos saudáveis são indispensáveis. Mas há um importante aliado capaz de colaborar com esse desafio: as técnicas de cirurgia plástica. Esses procedimentos não são responsáveis diretos pelo emagrecimento, mas muitas vezes agem como incentivo para a pessoa recuperar a autoestima e, assim, dedicar-se a um estilo de vida diferente.

Uma das opções mais procuradas – e conhecidas – é a lipoaspiração. A técnica – que conferiu uma grande evolução à cirurgia plástica – pode complementar a maioria das intervenções cirúrgicas – desde uma abdominoplastia até um lifting facial. O procedimento vai muito além do que aspirar gorduras: ele ajuda a modelar, contornar e rejuvenescer o corpo. Por isso que, nesse contexto, as pessoas normalmente se remetem a lipoaspiração. Indicada para remover gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal, a lipo se torna aliada, também, de quem opta pela cirurgia bariátrica e depois deseja eliminar o excesso de pele resultante da perda de peso.

Ao lado dela, outras técnicas corroboram em prol de quem visa o bem-estar: cirurgia plástica no abdômen (abdominoplastia), nas mamas (mamoplastia), em braços e coxas (braquioplastia e cruroplastia), na face (lifting facial) e nos glúteos (gluteoplastia) podem auxiliar na obtenção de melhores resultados. Há, também, os procedimentos de lipoenxertia, que permitem a retirada de gordura para posterior aplicação em depressões ou áreas que necessitam de maior volume, como as nádegas – objetivando melhor equilíbrio estético, característico da lipoescultura. O cirurgião plástico, após cuidadosa avaliação clínica, é capaz de recomendar qual técnica é a mais adequada para o caso de cada paciente.

Tratamento e recuperação

Se o diagnóstico do cirurgião recomendar a lipoaspiração, é importante o paciente saber como a cirurgia ocorre. O procedimento requer anestesia geral ou peridural – com tempo de internação variando de 12 horas, para menores volumes, a 24 horas, em cirurgias maiores. A cicatriz é discreta e não requer a retirada de pontos. Já o repouso indicado é de uma semana, com capacidade para o trabalho em três dias e exercícios físicos após um mês.

É essencial buscar orientação médica

Mais da metade da população brasileira está acima do peso ideal. O dado divulgado pelo Ministério da Saúde liga o sinal de alerta para quem faz parte desse grupo – e também para a comunidade médica, que tenta oferecer alternativas para redução dessa estatística. Em caso de obesidade mórbida, o indicado é a realização de cirurgias bariátricas. A maioria das pessoas, no entanto, pode reverter o quadro de sobrepeso por meio da readequação alimentar e a adoção de hábitos saudáveis. Nesses casos, as intervenções cirúrgicas complementam os resultados do processo. O cirurgião plástico pode indicar o tratamento necessário, baseando-se nos anseios e nas necessidades do paciente. E lembre-se: é essencial buscar um médico no qual você confie e que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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Dr Felipe De David

A saúde

Por Antonio Carlos Koff

Médico, Cientista, Filósofo, Humanista

Os principais cuidados com a saúde podem ser resumidos numa tríade fundamental: alimentação, exercício e desaceleração.

Os alimentos são divididos em três espécies: as proteínas, os lipídios ou gorduras e os glicídios ou carboidratos. As proteínas estão presentes em todos os seres vivos, participam de praticamente todos os processos celulares e podem ser encontradas em fontes de origem animal, como na carne, ovos, leite, peixe e também em fontes de origem vegetal, como nos cereais, feijão, soja, lentilha, grão de bico, nozes e sementes. São essenciais para o crescimento e a manutenção do corpo, sendo o principal componente estrutural de todas as células, particularmente dos músculos.

Os lipídios ou gorduras são insolúveis na água e fornecem energia para as células.

Os glicídios ou carboidratos são de origem predominantemente vegetal, exercem função energética e podem desempenhar função estrutural.

Numa refeição grande, bem equilibrada, devem constar esses três elementos, e não só é importante selecionar a qualidade do que se vai comer, mas também saber dosar corretamente as proporções.

A conformação dos dentes nos indica que o ser humano é omnívoro, ou seja, pode comer de tudo, e isso é verdadeiro, mas ele precisa ter alguns cuidados. Como regra geral, pouco sal, pouco açúcar e pouca gordura, sendo conveniente fazer refeições mais frequentes e menos copiosas. Frutas, verduras e legumes têm sido propagados como os melhores e, em parte, isso é verdade. Mas não se deve esquecer dos cereais, que são muito importantes e representam o futuro da humanidade. Além disso, as frutas têm alto teor de acidez e convém consumi-las com moderação. Tudo o que provém do animal, deve ser reduzido, porque, além de representar seu impiedoso sacrifício, não é o melhor para o corpo. Da mesma forma, pão branco e farinhas brancas não são as melhores opções.

Importante comer devagar, mastigando bem os alimentos, sem pressa, tirando um tempo para isso. Se quiser ainda obter melhor proveito, procure, a cada bocado ingerido, emitir pensamentos de paz, harmonia e prosperidade, lembrando que está recebendo da fonte universal força para seu corpo e para suas realizações. Peça, naquela hora, que suas energias se renovem e o conservem com saúde. A mente é um imã e pode atrair o que você quer.

A verdade é que o leite e seus derivados, como manteiga, queijo, ricota, requeijão e outros são os maiores responsáveis, a longo prazo, pela arteriosclerose e entupimento dos vasos sanguíneos. Seria então o caso de se perguntar: “Como pode um alimento da natureza ser inconveniente para o ser humano”? Devemos, no entanto, nos lembrar que o leite de vaca foi feito para o bezerro, não para os seres humanos. Ademais, a natureza não quer que os mamíferos tornem a tomar leite depois de desmamados. Intolerância à lactose e outras é uma reação do organismo, que não deseja esse tipo de alimento, o qual pode ser substituído, com vantagem, pelo leite de soja ou de outros cereais, misturado a diferentes bebidas.

Do ponto de vista físico, o homem é o seu sistema osteomuscular. São os músculos que permitem ao ser humano expressar-se, permanecer de pé, locomover-se, alimentar-se, respirar, trabalhar, reproduzir-se ou exercer qualquer atividade.

Ter um bom sistema osteomuscular é da mais alta importância. Exercícios de contração e descontração muscular devem ser praticados com inteligência, persistência e moderação, sem chegar ao cansaço. Os anaeróbicos, por não produzirem aceleração cardíaca, nem respiratória, são os melhores. Com criatividade, podem ser praticados a qualquer momento e em qualquer ocasião. Exercícios aeróbicos, que tornam o indivíduo ofegante, sudorético e fatigado, produzindo ácido lático, são prejudiciais e acabam levando à senilidade precoce. Andar a pé, respirando ar puro, em ritmo normal, em temperatura agradável, evitando o cansaço, tendo a mente harmonizada com o cósmico, pensando na saúde e na beleza da vida, sempre com sentimento de gratidão, é, provavelmente, um dos melhores exercícios.

Importante também é saber resguardar-se da ação dos agentes físicos, como calor ou frio, vento, contusões, traumatismos, certos tipos de odores ou impurezas, ruídos intensos ou radiações muito fortes.

Evitar a prática de esportes competitivos, os quais provocam exaustão e desgaste físico, além de traumas frequentemente presentes. São válidos como espetáculo para as multidões, mas para os atletas tornam-se danosos, podendo até resultar em lesões definitivas, simplesmente porque o corpo não foi feito para essas violências.

Viver e trabalhar de modo desacelerado é resguardar-se do desgaste prematuro e do desperdício de forças, sendo, para isso, necessário acostumar-se a executar uma só tarefa de cada vez e não assumir compromissos acima das forças. Não diga SIM quando quiser dizer NÃO. Procure desenvolver sempre mais o poder de autocontrole e também levar em conta que o excesso de informações diminui a qualidade de vida.

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A maneira como se vive no lar ou no trabalho é fundamental na busca de resultados e objetivos. Querendo ou não, o indivíduo é afetado pelo meio ambiente. Conviver com inarmônicos, antagônicos ou com inimigos, recebendo radiações negativas, dificulta a concentração, atrasa a evolução, aumenta a insatisfação e acaba acarretando danos à saúde. Nada arruína mais o corpo, nada destrói de maneira mais impiedosa e nada corrói de modo mais funesto do que o sofrimento psicológico continuado, porém as consequências só aparecem muito tempo depois.

Não viva em ambiente hostil, não vale a pena. Perto dos amigos, longe dos inimigos, para louvar a Deus, essa é a verdadeira vida. Só assim atingirá seus mais altos ideais e poderá viver nas mais altas esferas do pensamento, na paz, no silêncio e na bem-aventurança.

Ame-se, converse com seu corpo, com seus olhos, com seu coração, seus pulmões, seus órgãos. Envie- lhes pensamento de amor, harmonia e de confiança. Eles são seus. Os pensamentos modelam o corpo, a face, a fisionomia. Influenciam os movimentos, o andar, e se manifestam de forma exuberante no todo que é a pessoa humana.

A imagem mental que cada um forma de si é o que construirá seu futuro. Quem se visualiza cheio de saúde, beleza, felicidade, prosperidade, atrai essas condições, sucedendo o contrário aos que pensam de modo oposto. Seu futuro depende do que você está pensando e fazendo AGORA.

A lei da mente é implacável: o que você pensa, você cria. O que você sente, você atrai. O que você acredita, torna-se realidade. A fé está na frente de todas as coisas e, sem ela, nada é possível realizar.

O ser humano precisa aprender a viver em harmonia com as leis da natureza, abster-se de quaisquer tipos de excessos, tomar bastante água e cultivar o repouso. Necessita também reservar um tempo para meditar. Deus fala através do sentimento interno.

Existe realmente um maravilhoso estado de harmonia interna, que pode proporcionar saúde, beleza, alegria e prosperidade e que deve ser constantemente procurado por aqueles que buscam o seu aperfeiçoamento.

Para haver harmonia interna é preciso ter amor e pensamentos positivos. Quando não amamos, sentimo- nos desligados de tudo e, consequentemente, das forças construtivas, e então um terrível sentimento de solidão nos invade. Nada é possível verdadeiramente construir sem amor, a verdadeira força que move o sol e as estrelas. Com frequência, certas pessoas são acometidas de uma sensação de fraqueza, de falta de forças, sensação de peso, de cansaço, que nada mais é do que a falta de amor, sem o qual não existe a faísca que provém da alma. O amor é o melhor dos remédios, o maior dos mestres, e é a única coisa que, quanto mais se dá, mais se tem para dar.

E muitos nos perguntam: “Mas, afinal, o que Deus quer de nós”? Temos sempre afirmado que a obra de Deus é perfeita, mas não está terminada. E Ele quer o auxílio de cada um para ir completando sua obra. Quer que você utilize todo o seu potencial, todos os seus dotes, a sua criatividade, sua capacidade, que você cresça e realize o máximo que puder, tornando-se, dessa maneira, um canal para a manifestação das obras de Deus.

Não tenha medo de crescer, não tenha medo de aparecer. Quando você cresce, o mundo cresce. Lembre-se sempre que, para andar em harmonia com o universo, é preciso ter um caminho.

Tudo, no entanto, sem nunca se esquecer da verdadeira finalidade da vida, que é a ETERNA LUTA ENTRE

O BEM E O MAL.

Não só é importante o quanto se vive, mas sim como se vive. Um dia você descobrirá que sem amor não somos nada.

A mente tem poder sobre o corpo e este tem o poder de se autocurar.

Se você atingir a maestria, poderá utilizar seu corpo pelo tempo que lhe aprouver e envelhecer sem ficar velho. Mas o tempo, a vida e as finanças não poupam ninguém, e um dia você terá que deixar este mundo.

Por mais parentes, amigos e conhecidos que você tenha, por mais bens materiais que possua, por mais

poder e influência que julgue possuir, terá de cruzar sozinho o umbral da transição e nada levará consigo. Nenhum bem será transportado, nenhuma pessoa lhe acompanhará. Nem pai, nem mãe, nem irmão, nem filho, nem amigos, nem ninguém poderá lhe acompanhar. Durante a passagem estará totalmente sozinho e entregue à sua própria sorte. Rogue para que seja suave e sem dor. Naquele dia e hora, seria bom lembrar ou dizer aquilo que deveria ter dito durante toda a vida: “LOUVAI AO SENHOR”.

Melhor ainda que antes tenha dito: “Ando no meio das trevas, das traições, dos perigos e da morte, mas nem as trevas, nem as traições, nem os perigos e nem a morte me amedrontam porque Deus está comigo”.

Mas é preciso também agradecer. A gratidão abre a porta para maiores bênçãos.

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Se você tem uma casa para morar, agradeça.

Se você tem uma família, agradeça.

Se você tem parentes, agradeça.

Se você tem amigos, também agradeça.

Se você tem trabalho, agradeça.

Se você tem alimento para comer, agradeça.

Se você tem roupa para vestir, agradeça.

Se você tem um carro, agradeça.

Se você tem dinheiro, agradeça.

Se você tem saúde, agradeça.

Se você ainda tem pernas para andar, agradeça.

Mas se você não tem nada disso, também agradeça, porque você tem a Deus. Essa luz maravilhosa que está dentro de você e que lhe acompanha sempre onde quer que você esteja.

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Sobre “Joker”

Por Rodrigo De Marco 

rodrigo@integracaodaserra.com.br 

Joaquin Phoenix poderia ter interpretado o personagem Arthur Fleck (que cria o alter-ego Coringa) sem texto algum (assim como Leonardo DiCaprio em “O Regresso”), que mesmo assim seria aplaudido de pé no Festival de Cinema de Veneza. O olhar com o misto de desespero e revolta do personagem premia mais uma atuação estupenda de Phoenix. É impossível não ficar vidrado no personagem, não simpatizar com o mesmo, e em alguns momentos torcer pela sua “vitória” ao longo da história. Pode-se dizer que “Joker”, dirigido por Todd Phillips, é uma crítica ao chamado capitalismo selvagem? Sem dúvidas. Além de que o longa destaca questões pertinentes sobre saúde mental. Em suma, é um filme importante lançado no momento certo. A violência gráfica é explorada de forma sublime, porém eu diria que é apenas um bônus numa história repleta de elementos que enriquecem qualquer debate acerca do sistema social que estamos inseridos. Estamos adoecendo numa realidade em que a competição desenfreada e a desigualdade social cada vez maior tem soterrado uma parcela da população que com extrema dificuldade tenta se reerguer numa sociedade marcada pela ganância e o poder. Será mesmo que o Coringa, ou melhor, Fleck, é o verdadeiro vilão da história? Assista “Joker” e tire suas próprias conclusões.

Joker

O Caminho do Meio

Por Rogério Gava

rogeriogava@integracaodaserra.com.br 

Já se disse que toda virtude é um ápice entre dois vícios. Um cume entre dois vales. Espécie de média entre dois extremos. O respeito, por exemplo, é um bom termo entre a negligência e o medo exagerado. Um aluno diante de um teste: se ele der de ombros e achar que já sabe tudo, estará sendo negligente, e com certeza se dará mal. Mas se ficar petrificado diante do desafio, tremendo de medo de ser reprovado, possivelmente terá o mesmo destino. Encarando o exame com o respeito que a situação pede – o que pressupõe que se preparará com afinco –, com certeza terá maiores chances de sucesso.

Veja o caso da humildade: ela é o justo balanço entre a arrogância, de um lado, e a submissão, de outro. Ser humilde não é depreciar-se. Tampouco carecer de autoestima. E nem de longe deixar-se humilhar. A humildade é o ponto “ótimo” entre achar-se “o gás da Coca-Cola” e um “João Ninguém”. Ser humilde é sabermo-nos “filhos da terra”, do humus, donde justamente deriva o termo. Pó somos e ao pó voltaremos. Tudo o que a soberba – esse extremo equivocado – esquece.

A simplicidade é outro bom modelo do que estamos falando. Ser simples é estar equidistante da presunção e da ingenuidade. Aliás, é bom que se saiba: ser simples não significa ser “simplório”. A verdadeira simplicidade não pressupõe a tolice, ou a falta de sabedoria. O homem simples, ao contrário, é aquele que não se envaidece de sua própria inteligência, daquilo que julga saber. Ele reconhece que tudo o que sabe não é nada, diante do outro tanto que ignora. Simplicidade é essa leveza de espírito, a boa meia medida entre um ego esvaziado ou inflado demais.

Me parece que tudo na vida, ao final, pede o equilíbrio. Como se diz: nem tanto ao céu, nem tanto à terra. O prazer é um terreno fértil para testar esse princípio. Me diga o leitor com sinceridade: não é muito mais fácil abdicar totalmente de comer doces, do que provar o primeiro brigadeiro e parar por aí? Quem nunca fez regime que atire a primeira pedra. E já disse o poeta Fernando Pessoa: é mais fácil abdicar totalmente de um vício do que tentar moderá-lo.

O “caminho do meio” não é uma lógica nova. Buda já o ensinava. Conta a lenda que o mestre, tendo desmaiado de fome após severo jejum, e recuperado a consciência somente após comer uma tigela de mingau, teve uma iluminação. Ele percebeu então que os extremos – mesmo em causa nobre – nunca são a melhor pedida. A partir daí, passou a pregar aos discípulos as virtudes do meio-termo para o refinamento do espírito.

A essência do meio-termo repousa sobre o equilíbrio, essa difícil arte. Ler é bom; passar os dias lendo é alienação. Sexo é saudável; só pensar em sexo é perversão. Trabalhar para viver é necessário; viver para trabalhar é loucura. E por aí vai. Como ensinava Aristóteles – outro sábio que apreciava a ideia da justa medida –, a falta e o excesso são os dois grandes vilões de nossa felicidade. Dizia ele, por exemplo, que tanto a prática excessiva de exercícios, quanto seu inverso – a indolência do corpo –, eram prejudiciais (atualíssimo nosso bom filósofo, nestes tempos de “neurose fitness”).

Aristóteles, aliás, nos legou algo fundamental sobre toda essa questão: cada qual deve descobrir qual é o seu “meio-termo” particular. Ele nos ensina que o caminho do meio não é questão de pura matemática, assim como seis é a média aritmética entre dez e dois. É o que o mestre chamava de “meio-termo em relação a nós”. Haverá vezes em que nos inclinaremos mais para o excesso; noutras, para a falta. Cada um bem sabe onde lhe apera o sapato…

Acima de tudo, o meio-termo está aí para nos lembrar: se a escuridão nos impede de ver, a claridade excessiva nos cega. Nenhuma das situações é boa; pelo simples fato de serem exageros. O caminho do meio mostra que, entre o escuro e o claro, habitam muitas nuances. Basta procurá-las. E que cada um saiba alcançar a sua “justa medida”.

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O Caminho do Meio

Por Rogério Gava 

rogeriogava@integracaodaserra.com.br 

Já se disse que toda virtude é um ápice entre dois vícios. Um cume entre dois vales. Espécie de média entre dois extremos. O respeito, por exemplo, é um bom termo entre a negligência e o medo exagerado. Um aluno diante de um teste: se ele der de ombros e achar que já sabe tudo, estará sendo negligente, e com certeza se dará mal. Mas se ficar petrificado diante do desafio, tremendo de medo de ser reprovado, possivelmente terá o mesmo destino. Encarando o exame com o respeito que a situação pede – o que pressupõe que se preparará com afinco –, com certeza terá maiores chances de sucesso.

Veja o caso da humildade: ela é o justo balanço entre a arrogância, de um lado, e a submissão, de outro. Ser humilde não é depreciar-se. Tampouco carecer de autoestima. E nem de longe deixar-se humilhar. A humildade é o ponto “ótimo” entre achar-se “o gás da Coca-Cola” e um “João Ninguém”. Ser humilde é sabermo-nos “filhos da terra”, do humus, donde justamente deriva o termo. Pó somos e ao pó voltaremos. Tudo o que a soberba – esse extremo equivocado – esquece.

A simplicidade é outro bom modelo do que estamos falando. Ser simples é estar equidistante da presunção e da ingenuidade. Aliás, é bom que se saiba: ser simples não significa ser “simplório”. A verdadeira simplicidade não pressupõe a tolice, ou a falta de sabedoria. O homem simples, ao contrário, é aquele que não se envaidece de sua própria inteligência, daquilo que julga saber. Ele reconhece que tudo o que sabe não é nada, diante do outro tanto que ignora. Simplicidade é essa leveza de espírito, a boa meia medida entre um ego esvaziado ou inflado demais.

Me parece que tudo na vida, ao final, pede o equilíbrio. Como se diz: nem tanto ao céu, nem tanto à terra. O prazer é um terreno fértil para testar esse princípio. Me diga o leitor com sinceridade: não é muito mais fácil abdicar totalmente de comer doces, do que provar o primeiro brigadeiro e parar por aí? Quem nunca fez regime que atire a primeira pedra. E já disse o poeta Fernando Pessoa: é mais fácil abdicar totalmente de um vício do que tentar moderá-lo.

O “caminho do meio” não é uma lógica nova. Buda já o ensinava. Conta a lenda que o mestre, tendo desmaiado de fome após severo jejum, e recuperado a consciência somente após comer uma tigela de mingau, teve uma iluminação. Ele percebeu então que os extremos – mesmo em causa nobre – nunca são a melhor pedida. A partir daí, passou a pregar aos discípulos as virtudes do meio-termo para o refinamento do espírito.

A essência do meio-termo repousa sobre o equilíbrio, essa difícil arte. Ler é bom; passar os dias lendo é alienação. Sexo é saudável; só pensar em sexo é perversão. Trabalhar para viver é necessário; viver para trabalhar é loucura. E por aí vai. Como ensinava Aristóteles – outro sábio que apreciava a ideia da justa medida –, a falta e o excesso são os dois grandes vilões de nossa felicidade. Dizia ele, por exemplo, que tanto a prática excessiva de exercícios, quanto seu inverso – a indolência do corpo –, eram prejudiciais (atualíssimo nosso bom filósofo, nestes tempos de “neurose fitness”).

Aristóteles, aliás, nos legou algo fundamental sobre toda essa questão: cada qual deve descobrir qual é o seu “meio-termo” particular. Ele nos ensina que o caminho do meio não é questão de pura matemática, assim como seis é a média aritmética entre dez e dois. É o que o mestre chamava de “meio-termo em relação a nós”. Haverá vezes em que nos inclinaremos mais para o excesso; noutras, para a falta. Cada um bem sabe onde lhe apera o sapato…

Acima de tudo, o meio-termo está aí para nos lembrar: se a escuridão nos impede de ver, a claridade excessiva nos cega. Nenhuma das situações é boa; pelo simples fato de serem exageros. O caminho do meio mostra que, entre o escuro e o claro, habitam muitas nuances. Basta procurá-las. E que cada um saiba alcançar a sua “justa medida”.

 

Procedimentos de contorno corporal são aliados de quem busca definição

Muitas pessoas procuram o consultório de cirurgia plástica em busca de procedimentos que possam corrigir características que lhes incomodem no próprio corpo. Os pacientes costumam apontar insatisfações dos mais variados tipos – grande parte delas solucionadas pelo conjunto de técnicas de contorno corporal. Nesses tipos de cirurgias são retiradas gorduras em excesso e flacidez da pele, melhorando a forma e o tônus dos tecidos nas regiões abdominal, glúteos, virilhas e coxas. Como resultado, o paciente apresenta tonificação e contornos mais suaves – além de aparência corporal mais jovem e delineada.

Procedimentos como abdominoplastia, torsoplastia (retirada do excesso de pele na região dos flancos e prolongando-se até as costas), lipoaspiração, lipoescultura (remoção de gordura de algumas regiões do corpo), gluteoplastia (aumento do volume das nádegas), cirurgia pós-grande perda de peso, braquioplastia (lifting de braço), cruroplastia (diminuição do excesso de pele na região das coxas) e implantes de panturrilha são os mais requisitados por homens e mulheres que visam um maior bem-estar consigo mesmo.

É sempre importante destacar alguns pontos antes de realizar sua cirurgia: busque indicação de amigos da sua confiança, priorizando um profissional especializado e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Seja franco em relação às suas expectativas e converse com o cirurgião para encontrar o procedimento mais adequado às suas necessidades.

Também é válido ressaltar que o período que antecede o verão é mais propício à realização dessas cirurgias, pois costumam apresentar recuperação um pouco mais longa – que, em alguns casos, podem precisar de seis meses para apresentar o resultado final desejado. Além disso, as temperaturas amenas são excelentes para uma reabilitação tranquila até a próxima temporada de calor.

Já no pós-operatório, siga as instruções passadas pelo profissional para que sua recuperação ocorra de forma saudável. Por fim, entenda que a manutenção do resultado requer que você mantenha um peso estável, pratique atividades físicas e valorize a alimentação saudável.

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Só basta acreditar

Por Carina Furlanetto

Falar em religião é polêmico, mas às vezes ouso meter-me em alguns vespeiros. Não quero aqui discutir suas crenças, até mesmo porque, quando se acredita em algo, as justificativas não são necessárias – o coração sente e ponto final.

Venho de família muito religiosa, estudei em escola católica e fui criada com valores bíblicos muito sólidos. No meio disso tudo, desenvolvi a minha própria forma de ligar-me a algo superior, sem a necessidade de praticar rituais há anos eternizados e transmitidos por gerações. Antes desta viagem, sentia algo a me proteger dos perigos e acreditava que até mesmo as situações mais cabeludas deveriam ter um propósito – aquele lance de não ganhar uma cruz maior do que a que podemos carregar. Mas até por piloto automático, em alguns apuros, rezava um par de “pai-nossos” ou “ave-marias”, como uma espécie de mantra para me acalmar.

Minha relação com Deus ou com o que quer que seja que há de superior a nós – o nome pouco importa – mudou desde que saí de casa há seis meses. Em silêncio, diante de uma paisagem estonteante, sempre fecho os olhos por alguns segundos e recito mentalmente um “obrigada”. Quando as adversidades tomam conta do dia, repito em pensamento os mesmos mantras de antes e, às vezes, quase que instantaneamente, uma solução aparece – como quando, no meio de uma trilha puxada, em um dia de sol escaldante, várias nuvens surgem no céu acompanhadas de uma brisa, refrescando o clima e permitindo seguir em frente. Pode ser apenas coincidência, mas há momentos em que a providência divina parece ser a única explicação plausível para as benesses que nos ocorrem.

Claro que nem sempre tudo acontece como gostaríamos. Se pudesse escolher, preferia sempre ter uma casa para ficar do que dormir nos bancos de um carro. Mas quem foi que disse que o melhor para a gente é sempre realizar os nossos desejos? Há um porquê, mesmo que só o entendamos às vésperas de partir dessa vida. Há quem acredite – e tendo a também ir por essa via, mesmo desconhecendo explicações plausíveis – que de alguma forma escolhemos de antemão os caminhos que trilharemos e as pessoas com as quais compartilharemos nossa jornada. Mesmo sem saber onde chegarei, sigo caminhando com a certeza de que há algo de bom reservado para nós.

Crônicas na Bagagem

A busca ilusória

“Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa, que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos”.

Vicente de Carvalho (1866-1924)

Poeta brasileiro

Por Rogério Gava 

rogeriogava@integracaodaserra.com.br 

Nunca corremos tanto atrás da felicidade. Ser feliz tornou-se obrigação. Ou pelo menos parecer que se é. Vivemos uma verdadeira “tirania da felicidade”. Isso significa que a felicidade nos é imposta, travestida nos mais diversos objetos, experiências e sensações.

As redes sociais amplificaram essa busca: viramos expectadores e protagonistas de um grande “teatro da felicidade compartilhada”. A felicidade alheia soa hoje como uma bofetada. No campeonato da felicidade total, quem não está feliz é rebaixado.

Essa verdadeira obsessão pela felicidade não tem sido satisfatória. Pelo contrário, ela está nos esmagando. As estatísticas mundiais de depressão (a incapacidade de sentir-se feliz) e do uso de drogas (a busca por uma felicidade artificial) – só para citar dois grandes males de nosso tempo – falam por si só. Adolescentes se mutilam e postam suas cicatrizes na internet. A intolerância virtual prolifera. Algo não está bem. A impressão é que nunca fomos tão infelizes. Por mais que nos esforcemos para não o ser.

A busca da felicidade se transformou em um grande paradoxo: quanto mais procuramos a felicidade, menos a encontramos. Isso ocorre pois nos vendem uma ideia insidiosa: a noção de que a felicidade deve ser caçada, garimpada como a um metal precioso. Essa é uma grande falácia, um engodo, mas que assumiu ares de grande verdade. Como se a felicidade morasse em algum lugar distante, esperando para ser encontrada. É a felicidade das férias, da próxima viagem, do Ano-Novo. Do corpo perfeito. Do emprego dos sonhos.

Temos que aprender que quanto mais buscamos a felicidade desse jeito, menor é a chance de sermos felizes. Embora essa afirmação cause estranheza, sua lógica é encantadoramente simples: correr atrás da felicidade faz acreditar que ela é um estado perene, permanente, um objetivo a ser alcançado. Mais do que isso: um direito que temos.

E algo que pode, sim, ser comprado. E aí nos projetamos como loucos na procura de uma vida feliz. A qual, como diz o poeta, pomos sempre lá onde não estamos.

Essa busca desenfreada pela felicidade esconde outro detalhe perverso: ela nos faz crer que existe um modelo único para uma vida feliz, a ser perseguido por todos de forma padronizada. Nada mais falso. A felicidade, como a nossa impressão digital, é única. Cada um tem a sua. A felicidade do prezado leitor e da estimada leitora é diferente da minha; que por sua vez é diferente da do meu vizinho. Não tem cópia ou imitação.

Prefiro pensar a felicidade como um subproduto de tudo o que fazemos. Nesse sentido, ela chega sempre sem fazer alarde, como que por acréscimo a um momento que estamos vivendo. Como disse o grande Guimarães Rosa, “a felicidade se acha em horinhas de descuido”. Um exemplo corriqueiro: você está junto à família, compartilhando boas gargalhadas em torno de uma comida saborosa: pronto, você está feliz. Note que você não está procurando a felicidade; é ela que surge. Bem falou o filósofo Alain: “a felicidade é uma recompensa que advém àqueles que não a procuram”.

Tal e qual a caricatura do idoso a procurar os óculos por toda a casa, apenas para encontrá-lo sobre o nariz, seguimos buscando a felicidade que se escancara a nossa frente. Procuramos o que já temos? O poeta francês Chamfort nos dá uma pista da resposta: “a felicidade não é coisa fácil: é muito difícil encontrá-la em nós e impossível encontrá-la em outro lugar”.

O culto da felicidade já provou ser um engano. A felicidade não é um dever. Tampouco um prêmio. A felicidade é o que ela é: um mistério; uma brisa que passa; uma gota de orvalho que tão logo nasce já se esvai. Nos resta vivê-la. E parar de procurá-la.

natureza

Quando deixamos de planejar

Por João Paulo Mileski 

No meio do maior salar do mundo, em Uyuni, na Bolívia, para todos os lados em que olhávamos víamos o azul do céu sobre o branco do sal. Era como se estivéssemos ilhados em um mar de sal, sem um caminho propriamente traçado (dirigimos quase 150 quilômetros dentro do salar seguindo as marcas de pneus, que nessa época do ano, com poucas chuvas, ficam bastante expostas).

O Uyuni foi mais um marco da nossa expedição, e quase no centro dos 10.582 metros quadrados de sal, quando já não havia resquício algum de civilização, imaginei aquele imenso deserto como uma metáfora do atual momento das nossas vidas. Também não temos um caminho propriamente delineado na expedição. Sabemos onde queremos chegar, mas quando ou por qual estrada, são as circunstâncias e os acasos do dia a dia que passaram a decidir por nós. Antes de sair de casa preparamos um roteiro bastante minucioso para o Uruguai, Argentina e Chile, mas à certa altura, por conta das situações imprevisíveis que uma viagem como essa vai revelando, aos poucos, acabamos rejeitando-o.

Ainda que sempre estivéssemos acostumados a planejar tudo com antecedência, estamos lidando bem com essa imprevisibilidade, porque descobrimos que quando paramos de nos preocupar tanto com o amanhã, passamos a viver mais intensamente cada minuto que temos hoje, nesse momento. Nos alegramos com as pequenas conquistas, choramos com as saudades, nos emocionamos com as pessoas e lugares, como se não tivéssemos outra oportunidade de viver aquilo de novo. Nos tornamos mais sensíveis ao que acontece à nossa volta.

Aprendemos que o segredo pode ser o equilíbrio. Saber onde se quer chegar, mas não esquecer de onde estamos. Se pensarmos apenas no amanhã, nossas vidas serão uma eterna espera.

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