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Mais premiações chegam da Espanha

Vinhos e espumantes brasileiros arrematam medalhas no Bacchus

O XVI Concurso Internacional de Vinhos – Bacchus 2018 amplia o ranking de medalhas dos vinhos e espumantes brasileiros. Foram duas Medalhas de Ouro e três de Prata, num universo de 1.740 amostras de 20 países, avaliadas por 82 degustadores. O concurso foi realizado de 8 a 12 de março, em Madri.

 O diretor da Associação Brasileira do Enologia (ABE), enólogo Michel Zignani, representou o Brasil no júri. Segundo ele, o Bacchus é o concurso de referência dos vinhos espanhóis, embora haja uma grande diversidade de países participantes. “É um concurso muito técnico, com um quadro de jurados multidisciplinar nas áreas do vinho, formado por enólogos, jornalistas especializados, master of wine e coordenadores de outros concursos internacionais. O nível de exigência é bastante alto. Percebe-se que é priorizado a elegância e a fineza dos vinhos em detrimento da potência”, relata.

Bacchus 2018

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O Bacchus 2018 homenageou a República Tcheca, que apresentou seus vinhos mais emblemáticos durante a cerimônia de abertura realizada na embaixada do país na capital espanhola.

 PREMIAÇÕES

Medalha de Ouro

Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Casa Valduga Gran Leopoldina Chardonnay DO 2017 – Casa Valduga Vinhos Finos

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Medalha de Prata

Casa Valduga Identidade Gran Corte 2012  – Casa Valduga Vinhos Finos

Aurora Reserva Chardonnay 2017 – Cooperativa Vinícola Aurora

Miolo Terranova Brut – Miolo Wine Group Vitivinicultura

Foto: Divulgação ABE

Setor vinícola retoma vendas e encerra 2017 com alta de 5,6%

Último trimestre do ano consolidou recuperação comercial, com destaque para o suco de uva 100%, que fechou o ano com crescimento de 16%

Com uma retomada iniciada no terceiro trimestre e que ganhou fôlego nos últimos três meses do ano, o setor vitivinícola terminou 2017 com dados positivos, apresentando crescimento de 5,67% nas vendas no mercado interno. No total, foram comercializados 363.184.941 litros de vinhos, espumantes, sucos e outros derivados da uva.

Nos vinhos tranquilos, as vendas ficaram positivas em 2,19%, com 189,3 milhões de litros comercializados. Os vinhos espumantes ampliaram o volume em 3,22%, com 17,4 milhões de litros, e os sucos de uva 100% prontos para consumo foram os itens que mostraram melhor desempenho, com expansão de praticamente 16% ante o ano anterior, com 109 milhões de litros vendidos.

“O início do ano foi bem difícil, pois vínhamos de uma quebra de safra recorde (ocorrida em 2016), que aumentou os custos de produção, diminuiu a oferta de produtos, junto com uma crise econômica e política que deixou o mercado bastante retraído. Essa conjuntura começou a se dissipar apenas a partir do terceiro trimestre”, observa o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló. “A partir daí, os espumantes e os sucos, produtos em que temos maior competitividade, já estavam com vendas melhores que em 2016, mas foram os últimos três meses do ano que recuperamos os resultados de fato”, complementa o dirigente.

Venda vinhos BRA 2017 - Dandy Marchetti

No ano passado, 32% do total das comercializações foram efetivadas entre outubro e dezembro. Marcio Ferrari, vice-presidente do Ibravin, observa que, a partir da metade do ano, com o ingresso dos produtos elaborados a partir da nova safra – recorde histórico no Rio Grande do Sul, com 753 milhões de quilos – houve um arrefecimento nos custos e, por consequência, nos preços ofertados ao consumidor, assim como uma melhoria na perspectiva econômica no país. Com o resultado, no mercado doméstico, os rótulos nacionais mantiveram a participação de 61,5% nas vendas de vinhos e de 71% nos espumantes.

Somando as vendas dos produtos brasileiros com os volumes de importação, o mercado de vinhos ampliou em 13%. No ano passado, ingressaram no país aproximadamente 125,8 milhões de litros de vinhos e espumantes, representando alta de 36,6% ante 2016. O suco de uva, por sua vez, recuou 18,7%, com o ingresso de 226,5 mil litros.

Para esse ano, a perspectiva é de ampliação dos resultados positivos iniciados no último trimestre de 2017 devido à normalização dos estoques e aos produtos elaborados a partir da safra 2018, considerada de excelência em qualidade. Entretanto, para ampliar a competitividade mercadológica, o setor trabalha pela retirada do vinho do regime de Substituição Tributária (ST).

No início do mês, durante o lançamento da Wines South America, feira internacional que será realizada em setembro, em Bento Gonçalves, Ló fez um pedido para que o governo do Rio Grande Sul lidere um movimento pelo fim da ST. “O Rio Grande do Sul, como maior produtor de uvas e vinhos do país, tem que dar o exemplo junto ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Não estamos pedindo redução de alíquotas, embora este também seja um grande pleito do setor. O que buscamos é alteração na forma de cobrança do ICMS, que pelo regime estabelecido onera principalmente as empresas vinícolas. Diversas unidades da Federação já estão alterando sua legislação e eliminando a ST, já que com os atuais instrumentos existentes para o controle fiscal, a cobrança antecipada do tributo não se justifica. Temos certeza que com esta medida, não haverá perda de arrecadação e poderá estabelecer um estímulo para ampliar ainda mais as vendas no mercado interno”, defendeu.

Os estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Maranhão e Pará já retiraram o mecanismo da ST para os vinhos.

 Dados de destaque:

– No mercado interno o setor vitivinícola ampliou as vendas em 5,67%.

– Na categoria de vinhos tranquilos, que ficou com alta de 2,19% no ano, a retomada da comercialização ocorreu no último trimestre. Entre outubro e dezembro as vendas cresceram 32% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

– A participação de mercado dos rótulos nacionais de vinhos tranquilos ficou em 61,5%.

Desempenho comercial 2017

  2016 2017 2016/17
Vinhos 185.240.774 189.296.869 2,19%
Espumantes 16.861.200 17.403.873 3,22%
Total vinhos* 205.226.076 210.504.985 2,57%
       
Sucos de uva 100% 94.062.052 109.031.664 15,91%
       
Total geral** 343.701.968 363.184.941 5,67%

 

* Vinhos finos, de mesa, espumantes e outras categorias

** Incluindo vinhos, sucos e outras bebidas derivadas da uva

Fonte: Cadastro Vinícola, mantido em parceria entre Ibravin, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS). Números referentes as vinícolas gaúchas, em litros.

 

Importações

  2016 2017 2016/17
Vinhos 88.389.050 118.808.313 34,42%
Espumantes 3.748.557 7.074.330 88,72%
Sucos de uva 278.626 226.594 -18,67%
Total 92.416.233 126.109.237 36,46%

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – AliceWeb

 

 

FOTO
Legenda:
 Setor pleiteia retirada da Substituição Tributária para ampliar participação do vinho brasileiro no mercado interno

Crédito: Dandy Marchetti/Banco de Imagens Ibravin

Espumante é a aposta brasileira na maior feira mundial de vinhos    

Onze empresas integrantes do projeto setorial Wines of Brasil estarão na Alemanha, entre os dias 18 e 20 deste mês. Projeção é de negócios de cerca de US$ 1 milhão nos próximos 12 meses

O Brasil reforçará ao mundo do vinho a vocação do país para a elaboração de espumantes. A participação das vinícolas brasileiras na maior feira do segmento, a ProWein Alemanha, em Düsseldorf, de 18 a 20 de março, focará na promoção e prospecção de negócios que devem chegar a US$ 1 milhão nos próximos 12 meses, com as borbulhas liderando as atenções e estratégias das 11 empresas que estarão no estande verde-amarelo, no hall 9 – G28. A ação é do projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Fundovitis), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Está é a 14ª participação consecutiva das vinícolas na feira.

Entre as novidades desta edição e alinhada com o objetivo do projeto setorial está o lounge Sparkling Brasil, com degustação de 22 rótulos de espumantes, de 12 empresas, conduzidas pelo sommelier brasileiro Maurício Roloff. As vinícolas verde-amarelas que estarão no estande coletivo são Aurora, Casa Perini, Casa Valduga, Don Guerino, Góes, Lidio Carraro, Miolo, Mioranza, Peterlongo, Pizzato e Salton, além da Nova Aliança, que participará apenas com produto no Sparkling Brasil.

Wines of Brasil_Crédito Dandy Marchetti

Também será a primeira vez que os produtores brasileiros estarão representados no ProWein Forum. Às 10h do dia 18, os representantes do projeto setorial conduzirão uma degustação de espumantes verde-amarelos e apresentarão a produção nacional.

 “Vamos reforçar a qualidade e a diversidade dos nossos espumantes, algo já reconhecido e validado pela crítica e pelo próprio trade internacional, posicionando-os como carros-chefes da produção brasileira. Em 2017 retomamos o crescimento nas exportações, com um incremento de 47,5% na venda da bebida”, informa o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

A participação na feira, segundo Bertolini, é valorizada em função de reunir os principais compradores dos países que são mercados-alvo do Wines of Brasil – Estados Unidos, China e Reino Unido – e também de importadores da América Latina. “A ProWein reúne players do mundo inteiro e a nossa participação de forma conjunta deverá trazer ótimos resultados, tanto em negócios como em imagem”, acredita.

Em 2017, a Alemanha foi o 10º principal destino das exportações de vinhos e espumantes brasileiros, com mais de 20 mil litros, em negócios que ultrapassaram a marca de US$ 117,5 mil. “É importante ressaltar o valor médio por litro exportado, que foi de US$ 5,70 e mostra que estamos posicionados numa categoria de produtos com maior valor agregado, tanto em espumantes como em vinhos tranquilos”, aponta.

Após a participação na ProWein, um grupo de 14 pessoas, de sete vinícolas brasileiras, realizará uma missão técnica na Itália, nas regiões de Conegliano e Treviso. De 21 a 23 deste mês, integrantes do Wines of Brasil e das empresas Aurora, Casa Perini, Casa Valduga, Góes, Miolo, Peterlongo e Salton farão visitas em vinícolas, em roteiros enoturísticos e na Escola de Enologia de Conegliano. O objetivo é conhecer a produção das empresas, as experiências dos empreendimentos com o turismo e as formas de atrair visitantes para os roteiros de vinhos no Brasil.

ProWein 2018 em números          
A ProWein 2018 terá a presença de 6,7 mil expositores, de 61 países. Serão mais de 300 regiões vitivinícolas representadas e cerca de 500 eventos, incluindo sessões de degustações guiadas, seminários e apresentações.

Sobre o Wines of Brasil
Criado em 2002, o Wines of Brasil é uma iniciativa de promoção comercial dos vinhos e espumantes brasileiros no mercado externo, desenvolvido entre o Ibravin e a Apex-Brasil. O projeto conta atualmente com a participação de 42 vinícolas e têm como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido e China. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram a iniciativa conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos e o trabalho setorial de consolidação da imagem dos rótulos nacionais no Exterior. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com e www.ibravin.org.br.

Foto: Dandy Marchetti/Banco de Imagens Ibravin

Aurora é a marca de vinhos mais lembrada pelo público gaúcho

Cerimônia anual do Jornal do Comércio reconheceu as marcas mais lembradas e preferidas pelos gaúchos

 

Aurora é a marca de vinhos mais lembrada pelo público, de acordo com a 20ª edição da pesquisa anual Marcas de Quem Decide, realizada pela Qualidata e promovida pelo Jornal do Comércio, de Porto Alegre. A cerimônia de homenagens às empresas com suas marcas premiadas ocorreu no último dia 06 de março,  no Teatro do SESI na capital gaúcha.

 A pesquisa Marcas de Quem Decide relaciona as marcas mais lembradas e preferidas pelo público gaúcho em 73 categorias.

 A Vinícola Aurora é líder no mercado brasileiro em vinhos finos. Em sua marca Aurora estão incluídos vinhos tintos e brancos, espumantes e vinhos de sobremesa.

 Além disso, é a maior e mais premiada vinícola brasileira em concursos nacionais e internacionais de vinhos, com mais de 590 medalhas conquistadas nos últimos anos.

Wine South America vem com expectativa de somar 250 marcas expositoras

A Wine South America – Feira Internacional do Vinho – foi oficialmente lançada no dia 02 de março, no Bento Gonçalves Centro Empresarial, perante cerca de 300 convidados entre representantes de entidades do setor, autoridades políticas, imprensa, além de importantes vinícolas. Para a primeira edição, que ocorre de 26 a 29 de setembro, na Serra Gaúcha, a expectativa é somar 250 marcas expositoras em 10 mil metros quadrados de área e atrair 10 mil profissionais altamente qualificados.

Estamos muito confiantes na proposta da feira, de promover os vinhos, espumantes e sucos produzidos no Brasil em âmbito global. O setor vitivinícola brasileiro tem grande potencial de negócios e expansão, bem como seu enoturismo, que é outra força a ser trabalhada para transformar o evento em uma experiência única para os visitantes”, diz Alberto Piz, diretor da Milanez & Milaneze, empresa promotora da feira e subsidiária da italiana Veronafiere.

A Feira também será uma alavanca para aumentar o consumo interno de vinhos e espumantes, que no Brasil fica abaixo da média da América Latina, na avaliação do presidente do Grupo Veronafiere, Maurizio Danese, “A Serra gaúcha é um território belíssimo, com excelentes vinícolas. O enoturismo sem dúvida é uma ferramenta importante para atrair compradores para os produtos da região. A feira vai ajudar a mostrar todos esses atrativos ao mundo”, disse.

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A Feira assume, também, particular relevância ao unir forças brasileiras e italianas em prol desse objetivo. “O Rio Grande do Sul representa muito da força do mercado vinícola no Brasil, do mesmo modo que o Vêneto representa na Itália. Encontros como esse são importantes para estreitar os laços comerciais entre as duas regiões, que têm no vinho uma de suas características especiais”, disse o Embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini.

Parcerias são o caminho para o sucesso

Outro ingrediente essencial para o sucesso da Wine South America 2018 é a rede de alianças já consolidadas. A importância da soma de força foi uma das tônicas destacadas pelo Governador José Ivo Sartori em sua mensagem durante a solenidade de apresentação da feira. “Esse evento vai, com certeza, marcar a história como um grande passo de evolução nessa área, movimentando toda a cadeia produtiva do vinho, espumantes e suco, bem como o turismo da região. A Feira Internacional do Vinho tem um desafio, que vai depender muito do trabalho e da unidade de todos: mostrar o que é feito no Rio Grande do Sul, que responde por 90% da produção nacional, sendo a Serra Gaúcha o grande polo do setor”, disse.

A Wine South America tem a expectativa de reunir 250 marcas expositoras, entre empresas produtoras nacionais e internacionais de vinho, fabricantes de máquinas e equipamentos, prestadoras de serviços e fabricantes de acessórios para o segmento. A feira abre espaço, também, para os produtores de café, de cachaças e destilados, e olivicultores. Esses atrativos devem ser visitados por cerca de 10 mil visitantes, entre importadores, distribuidores, profissionais da área, apreciadores, consumidores, pesquisadores e estudantes.

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Quem visitar poderá apreciar degustações, assistir a premiações, participar de treinamentos e palestras conduzidas por profissionais que são referência no mercado nacional e internacional. Outro destaque serão os Projetos Comprador e Imagem, em parceria com o Ibravin. O primeiro prevê a participação de compradores internacionais; já o segundo a vinda de jornalistas estrangeiros – ações combinadas abrindo mercado para negócios com países como Chile, China, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Paraguai, Peru, Reino Unido, dentre outros.

Ampliar visibilidade do setor e aumentar consumo dos produtos são desafios

A Wine South America vem com o objetivo claro de gerar negócios para o desenvolvimento do setor vitivinícola e do enoturismo nacionais – metas que, de imediato, conquistaram a simpatia das entidades representativas do segmento. Buscamos com a feira três grandes objetivos: fortalecimento da imagem da vitivinicultura gaúcha e brasileira, visibilidade e desenvolvimento do enoturiismo e aumento da presença de nossos vinhos, espumantes e suco de uva nos mercados interno e externo. Estamos dispostos a investir e nos apresentar com força e determinação em nossa casa para ampliarmos nossas relações comerciais. Há muito trabalho para fazer, e o setor já está fazendo a sua parte”, disse o presidente do Ibravin, Oscar Ló.

O desafio que está sendo lançado pela feira permite que os setores públicos e privados se unam no objetivo de divulgar para o mundo uma pouco daquilo que a Serra Gaúcha tem de melhor: a qualidade de seus vinhos, sucos e espumantes. “Essa é uma feira de interesse coletivo, cujo sucesso estará levando benefícios para todos os municípios da região, divulgando a qualidade de seus produtos e as potencialidades do turismo”, destacou Antonio Cetolin, presidente da AMESNE (Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste) e prefeito de Garibaldi.

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Vitrine desses importantes atrativos, a Wine South America será, também, importante estímulo ao desenvolvimento econômico da região, geração de emprego, renda e inclusão social. “Essa representatividade vem acompanhada de uma grande responsabilidade ao receber parceiros do mundo todo para mostrar nossos produtos, nossas belezas, nossas forças. Certamente honraremos a confiança que estamos recebendo, num esforço que certamente trata benefícios para a cadeia produtiva da região”, disse o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin.

SERVIÇO:

O que: Wine South America 2018 – Feira Internacional do Vinho.

Quando: de 26 a 29 de setembro de 2018

Onde: Bento Gonçalves, RS

Informações: winesa.com.br

* Fonte: Exata Comunicação

Fotos: Valéria Loch

Vinícola Aurora participa de feiras e rodadas de negócios em 3 continentes

França receberá novamente, vinhos da vinícola. Novos embarques também estão previstos para EUA e Bolívia nos próximos dias

 A Vinícola Aurora, que exportou em janeiro volume equivalente ao exportado em todo o primeiro semestre do ano passado, acaba de embarcar para a França 3000 garrafas de seu vinho fino Aurora Varietal Cabernet Sauvignon. Para os próximos dias, estão programados embarques de 3500 garrafas para os Estados Unidos e de 6000 garrafas para a Bolívia, com vinhos top de linha, brancos, tintos e espumantes Procedências, além de Grappa, Licoroso tinto, vinhos de entrada da linha Saint Germain e de mesa.

 A partir desta terça-feira, a vinícola cumpre agenda de rodadas de negócios, eventos e feiras em 3 continentes.

ProWein 2017

 Com foco em espumantes e suco de uva integral, participa, nestas terça e quarta-feiras, de rodada de negócios com degustação em Bogotá (Colômbia), organizada pelo Wines of Brazil e Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), e em Lima (Peru), nos dias 7 e 8 de março.

 De 7 a 10 de março, a vinícola terá sua quinta participação na Foodex, no Japão. Será em parceria com seu mais tradicional importador naquele país e estará apresentando vinhos brancos e tintos das linhas Aurora Varietal e Aurora Reserva, assim como vinhos da Aurora Uruguai. Dias 18 a 20 de março, lança seu Aurora Reserva Rosé na Prowein Dusseldorf (Alemanha), em sua 10ª participação nessa feira mundial, considerada a maior feira de vinhos do mundo.

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 Dias 22 a 24 de março, a Aurora estreia na CFDF (China Food & Dinks Fair), na cidade de Chegdu (China). Será em estande próprio, apresentando a linha completa de sucos de uva integrais, vinhos e espumantes. “Nosso foco nas exportações em 2018 segue sendo a Ásia, porém temos um trabalho contínuo de construção de nossas marcas em importantes mercados da América do Norte e Europa, além dos países vizinhos que são apreciadores dos vinhos do Brasil”, comenta Rosana Pasini, gerente de Exportações da Vinícola Aurora.

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Vinícola Aurora comemora 87 anos com investimento em tecnologia

Maior e mais premiada vinícola do Brasil registra crescimento e mantém liderança no mercado brasileiro em suco de uva, vinhos finos e coolers

A Vinícola Aurora comemora 87 anos de história no dia 14 de fevereiro.  A data é celebrada com a implantação de dois robôs no recebimento das uvas, um na matriz e outro na unidade Vinhedos, ao lado da qual será inaugurada a pedra fundamental da construção da nova fábrica, com início de atividades previsto para 2019. “Somos a primeira vinícola do mundo a implantar robôs nesse setor”, comemora Itacir Pedro Pozza, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora.

Os dois novos robôs, produzidos na Alemanha, chegam para eliminar o trabalho braçal do descarregamento dos caminhões com uvas, e poderão descarregar até 3 BINs por minuto, ou seja, 1,2 tonelada de uvas em 60 segundos. Os robôs de safra somam-se aos 4 robôs japoneses que a vinícola já tem em operação na expedição dos produtos acabados.

20 milhões a Aurora irá investir em uma nova fábrica, que começa a ser construída neste mês, com 14 mil metros quadrados de área construída no Vale dos Vinhedos, para concentrar a produção e a expedição dos sucos de uva e vinhos de mesa. Dessa forma, a matriz ganhará mais fôlego e capacidade para expandir a produção dos vinhos e espumantes finos. “É um marco na história da Aurora”, afirma o presidente. “Esse conjunto de medidas constituem as mais significativas inovações na empresa nos últimos 50 anos”, avalia. Além disso, a Aurora irá investir em novas linhas de envase, com alta capacidade produtiva.

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Com um faturamento de R$ 515 milhões em 2017, a vinícola registrou crescimento de 5% em um ano de crise na economia do país, mantendo sua liderança no mercado interno em suco de uva integral, vinhos finos e coolers (marca Keep Cooler). A vinícola recebeu 72 mil toneladas de uvas na safra 2017, colhidas nas propriedades dos 1.100 produtores associados que formam a cooperativa, e espera receber volume semelhante e de alta qualidade na colheita de 2018, que se encerra no início de março.

“ A Aurora é a maior vinícola do Brasil e tem o compromisso de continuar crescendo e se modernizando”, afirma Hermínio Ficagna, diretor-geral da Vinícola Aurora.

A vinícola possui um portfólio de 13 marcas próprias e mais de 200 itens, além de marcas de terceiros que elabora para clientes. Exporta para mais de 20 países e concentra seu foco de expansão das vendas externas em 2018 na Ásia, com potencial de ampliação de negócios com a China (país comprador há 2 anos) e Japão, seu cliente há 20 anos que dobrou suas importações de produtos da Aurora nos últimos dois anos.

O mercado chinês tem se mostrado receptivo aos espumantes Moscatel. “ A Ásia segue sendo o foco da Vinícola Aurora nas exportações de 2018”, informa Rosana Pasini, gerente de exportações da empresa.

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Vinícola Aurora recebe mais de 180 mil turistas no ano

Pioneira no enoturismo organizado na Serra Gaúcha, vinícola bate record de visitantes em 2017

A Vinícola Aurora bate mais um record de visitações, registrando mais de 180 mil visitantes, no ano passado, no roteiro turístico em sua matriz, em Bento Gonçalves, a capital brasileira da uva e do vinho. É a vinícola que mais recebe visitantes em suas instalações, de várias partes do Brasil e do exterior, sempre recepcionados por uma equipe de 27 profissionais especializados da vinícola.

Fundada em 14 de fevereiro de 1931, a Aurora é a maior e mais premiada vinícola do Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, conquistou o Certificado de Excelência do TripAdvisor®, o maior site de viagens do mundo. O certificado premia as empresas que obtiveram avaliações excelentes por parte dos turistas, levando em conta a qualidade, a quantidade e a atualidade das avaliações enviadas pelos viajantes ao longo de um período de 12 meses.

O roteiro
A Aurora foi a primeira da Serra Gaúcha a abrir suas portas aos turistas, com receptivo organizado e atendimento estruturado. Isso desde fins da década de 60, quando da realização da primeira Fenavinho. Ao longo dos anos foi passando por melhorias e adequações, para conforto de todos. Todo o roteiro é acessível a pessoas com necessidades especiais, com rampas e banheiros adaptados.

Em pequenos ou grandes grupos agendados, ou individualmente sem necessidade de agendamento, os turistas são recebidos na vinícola e entram no universo da elaboração dos vinhos conduzidos pelos profissionais do receptivo. Passam pelos tanques de fermentação, pelas antigas pipas gigantes de madeira (preservadas ali pelo seu valor histórico), por barris de carvalho francês e americano onde são amadurecidos os vinhos de guarda. Sobre os barris, avista-se o chão de vidro transparente da sala de degustação reservada para grupos de especialistas para provas técnicas e para os cursos temáticos que a vinícola programa durante o ano. Esses cursos são abertos à inscrição de todos os interessados e variam de acordo com a estação. São aulas de harmonização vinhos e queijos, ou com chocolates, além de degustaç&a tilde;o de azeites e demais produtos do portfólio da empresa. Veja a seguir a programação completa dos cursos de 2018.

No tour, os visitantes caminham pelas passagens subterrâneas (que passam abaixo do nível das ruas) interligando os quatro quarteirões das instalações da Aurora. O ”túnel do tempo” liga a ala histórica à parte moderna e o icônico Corredor das Bandeiras (que representa os países com os quais a empresa manteve ou mantém relações comerciais) termina na Cave di Bacco, onde os turistas degustam, gratuitamente, vinhos tintos, brancos, espumantes (entre eles alguns dos mais premiados em concursos internacionais), coolers e sucos de uva integrais elaborados pela Aurora. A grande estátua do Deus Bacco diante da fonte que “jorra vinho” é ponto alto para as fotos dos visitantes, que dali podem ver a Cave Privê (espaço para recepções) e a Vinoteca (onde os enólogos guardam a sete chaves os vinhos históricos). A saíd a do tour é pela loja que vende todos os itens do portfólio da vinícola e outros artigos relacionados (como taças e acessórios).

Em frente, do outro lado da rua, uma outra loja oferece artesanato colonial, doces e compotas preparados pelas famílias produtoras que compõem a Cooperativa. Na mesma calçada da loja da vinícola está o Aurora Café, aberto em 2015, um dos investimentos mais recentes da empresa para valorizar o enoturismo na região, oferecendo mais um serviço aos visitantes. Veio para agregar um atendimento mais abrangente e completo a todos que a visitam, com opções de tortas doces e salgadas, sanduíches e pratos rápidos para os visitantes poderem fazer refeições e aliá-las aos produtos da vinícola ali disponíveis em taças.

Visitação na Vinícola Aurora:
De segunda a sábado, das 8h15min às 17h15min
Domingo, das 8h30min às 11h30min

Informações e agendamento de grupos: (54) 3455.2095, [email protected]

CURSOS E ATRAÇÕES ESPECIAIS PARA OS VISITANTES EM 2018

Bento em Vindima – 18/01 a 18/03
Curso de Azeites e Vinhos – Inclui apresentação audiovisual, passeio pelo subterrâneo da cantina com explanação do processo de elaboração de vinhos, introdução à degustação de azeites extravirgem e harmonização de 4 vinhos com 4 pastas (patês a base de azeite) ao final, loja de vinhos.
Condução dos trabalhos: Maria Beatriz Dal Pont – Sommeliere de azeites e William Paim enólogo e sommelier
Duração aproximada de 3h. – Vagas limitadas
17/02 e 10/03 – 9h
R$ 40,00 por participante – cada pessoa ganha uma taça para vinho de brinde

Mini curso Uvas e Vinhos – gratuito – segunda a sexta-feira, às 15h30min
Inclui apresentação audiovisual, passeio guiado, degustação orientada de uvas que estaremos recebendo no dia e vinhos elaborados a partir destas castas, ao final loja de vinhos. Duração aproximada 2 horas. Para participar do mini curso é necessário ter mais 18 anos. Vagas limitadas.

Bento em Páscoa – Março e Abril
Mini Curso de Harmonização Vinho e Chocolate
31/03 e 14/04 – 9h
R$ 40,00 por participante – cada pessoa ganha uma taça para vinho de brinde. O mini curso inclui apresentação audiovisual, passeio guiado pela cantina com explanação do processo de elaboração, seguida de degustação harmonizada de vinhos e espumantes com chocolates.

Dia do Vinho – final de maio e início de junho
Curso de Harmonização Queijos e Vinhos
19/05 e 02/06 – 9h
Valor: R$ 40,00 por pessoa

Bento Sensação – Junho a Agosto- (consulte o valor)
09/06 – Programação especial Dia dos Namorados
23/06 – Curso Harmonização – tábuas de frios
Mini Cursos Queijos e Vinhos
11/08 e 15/09 – 9h – (consulte o valor)

Bento em Primavera – Outubro
Mini curso Frutas e Vinhos
20/10 e 10/11 – 9h – (consulte o valor)

Natal em Bento
Natal di Baco na vinícola – decoração especial dentro do roteiro na Aurora, temática e interativa que já virou referência na cidade.

 

 

20ª Confraria do Espumante é recebida pela Vaccaro Vinhos e Espumantes

A Confraria do Espumante de Garibaldi, em sua 20ª edição, teve a Vaccaro Vinhos e Espumantes como sede do evento que ocorreu na noite da última quinta-feira, 23. A Confraria do Espumante foi idealizada em 2013. Todas as vinícolas locais são contempladas com a iniciativa, que é aberta para homens e mulheres com mais de 18 anos. O investimento por participante é de R$15,00, revertidos às vinícolas.

20 confraria do espumante Vaccaro Vinhos e Espumantes Créditos Melina Casagrande (3)A apresentação da vinícola foi realizada pelos sócios proprietários Francisco Vaccaro e Diego Vaccaro. Francisco relatou que a empresa iniciou seus trabalhos em 1954, sendo até hoje uma empresa familiar. A partir de 2004, iniciaram a produção de vinhos finos. Na elaboração dos vinhos e espumantes, a vinícola tem na família um enólogo e um sommelier.

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O enoturismólogo e sommelier, Diego Vaccaro, conduziu a visita ao lado de Francisco, explicando o processo que é todo gerido internamente. Os vinhedos são de propriedade da família – produzem em média 250 e 300 mil quilos de uva por ano – e os demais processos também são realizados pela Vaccaro Vinhos Espumantes, tornando o cuidado familiar ainda mais presente. Hoje, a empresa cultiva 12 tipos de uva.

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Os espumantes degustados foram harmonizados com torradinhas e molhos específicos para cada rótulo. Os produtos servidos foram: Brut Rosé Degli Amici, Brut Champenoise Trifogli, Brut Champenoise e Moscatel.

 Vaccaro Vinhos e Espumantes

20 confraria do espumante Vaccaro Vinhos e Espumantes Créditos Melina Casagrande (5)A Vaccaro foi fundada em 1954 por Francisco Vaccaro e seus filhos Luis e Augusto Vaccaro, que sempre foram produtores de uva, entregando sua produção nas vinícolas maiores ou cooperativas. Naquela época, o transporte era feito de carroça e com diversas dificuldades. Assim, pais e filhos resolveram colocar sua própria vinícola;

Aos poucos, a linha de produtos aumentou, começando pelos vinhos finos tintos com marca própria. Atualmente, a empresa produz os vinhos finos Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Sangiovese, além dos Espumantes Brut Champenoise, Brut Champenoise Rosé, Moscatel e o suco de uva, além dos vinhos de mesa.

Endereço: Linha Santo Alexandre – Garibaldi – RS

Fone: (54) 3464-7888

E-mail:  [email protected]

Site:  www.vinhosvaccaro.com.br

Crédito das fotos: Melina Casagrande

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Ciência leva vitivinicultura para o agreste pernambucano

uva Nordeste

A degustação dos primeiros vinhos elaborados a partir de uvas colhidas em umaárea experimental deixa o Agreste Pernambucano no limiar de se constituir em uma nova região vinícola do Brasil. Apreciadas em um evento que reuniu cerca de 70 pessoas na Chácara Vale das Colinas, em Garanhuns (PE), as garrafas que iam sendo esvaziadas eram, na expressão do bioquímico Milson Maurício de Macedo, um anúncio de “harmonizar” Garanhuns e uma nova possibilidade de desenvolvimento econômico e social.

A boa qualidade da bebida apresentada serve como indicador do potencial da região para a produção de vinhos finos, vocação que está sendo desenvolvida com o auxílio do trabalho científico. O evento fez parte de um projeto que reuniu pesquisadores e professores da Embrapa Semiárido, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com o objetivo de avaliar o comportamento agronômico, a qualidade da uva e implementar o processamento de vinhos em regiões vitivinícolas não tradicionais.

Para tanto, foram testadas dez variedades de uvas europeias, e, em pouco mais de três anos de pesquisa no campo, foi possível identificar as que melhor se adaptam às condições de solo e clima do local. Entre elas estão três brancas: Muscat Petit Grain, Sauvignon Blanc e Viognier; e três tintas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah.

Ajustes no sistema de manejo das videiras

Com a pesquisa ainda em andamento, a equipe busca agora ajustes no sistema de manejo das videiras. Eles focam aspectos como aumento da produção, práticas de poda e a identificação do momento certo de realizar a colheita, a fim de dispor de frutos com os compostos fenólicos equilibrados na vinificação. “Grande parte da qualidade do vinho depende do manejo das plantas no campo”, explica a pesquisadora da Embrapa Semiárido Patrícia Coelho de Souza Leão, que lidera o projeto.

As uvas das variedades selecionadas foram cultivadas e colhidas no Campo Experimental do IPA, em Brejão, na microrregião de Garanhuns. Depois, foram levadas para vinificação no Laboratório de Enologia da Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), utilizando o método tradicional para vinhos jovens e em escala experimental.

De acordo com a pesquisadora responsável pela vinificação, Aline Telles Biasoto Marques, os resultados mostraram que os vinhos elaborados a partir das uvas da região possuem potencial para a produção em escala comercial. “Eles se enquadraram dentro dos limites da legislação brasileira para vinho fino seco em todos os parâmetros avaliados: teor alcóolico, teor de açúcares, acidez total e volátil e dióxido de enxofre total”, afirma.

Também foram realizadas análises sensoriais pela equipe da Escola do Vinho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). Somadas à opinião das pessoas que participaram da degustação, elas mostraram que os vinhos de Garanhuns são bastante promissores.

“Os tintos se mostraram fiéis às características varietais e exaltaram a personalidade de vinhos tintos jovens”, avalia a enóloga e professora Ana Paula André Barros, do IF Sertão (PE). “Os brancos, por sua vez, são marcantes como varietais e apresentaram sensações visuais, olfativas e gustativas que podem indicar uma tipicidade do terroir do local”. Terroir, como ela explica, seria a expressão da harmonia entre a cultivar (uva), o solo, o clima e a ação do homem (manejo).

Potencial também para espumantes

“Isto é uma possibilidade porque algumas das variedades analisadas mostraram descritores sensoriais que não são comuns para elas, então podem ser comuns naquele terroir onde foram cultivadas”, enfatiza Ana Barros, que acrescenta: “Arriscaria a dizer que as uvas brancas, além de vinhos tranquilos, também teriam potencial para elaboração de espumantes naquela região.”

Durante a degustação, a sequência de elogios a cada taça servida era concluída com exclamações de surpresa por ser um vinho local, ou com afirmações de que, se fossem comercializados, sem dúvida iriam adquirir o produto. O corretor de seguros Cristóvão Valença de Vasconcelos já antevê a superação da atual falta de referências vinícolas na cidade. “Acho que Garanhuns vai dar um salto, vai ser aquela história de mudar da água para o vinho”, diz.

É no que acredita Clebson Nunes, técnico da Secretaria de Turismo e Cultura de Garanhuns. Para ele, uma “iguaria” como vinhos elaborados localmente é uma atração a mais para a região montanhosa de clima ameno e com uma extensa programação anual de eventos promovidos pela prefeitura e que costuma encher de reservas os hotéis da cidade. Nunes informa que apenas o Festival de Inverno de Garanhuns deste ano trouxe mais de um milhão de pessoas ao município pernambucano que possui pouco mais de 140 mil habitantes.

Opção aos pequenos produtores

Garanhuns está localizada a quase 900 metros acima do nível do mar, com temperatura média anual de 20,6º C. As características climáticas estão em uma transição entre aquelas registradas nas regiões vinícolas do Semiárido brasileiro (Submédio do Vale do São Francisco) e as do Sul e Sudeste. É o que aponta o engenheiro-agrônomo Rodrigo Leite de Sousa em sua dissertação de mestrado “Aptidão de cultivares de videira para produção de vinhos finos na microrregião de Garanhuns-PE: Estudos iniciais”, defendida na UFRPE. Ele identificou, ainda, semelhanças de clima com, ao menos, oito tradicionais produtores de vinhos de cinco países: Espanha (Málaga e Tenerife), Israel (Haifa), Itália (Lecce e Trapani), Tunísia (Bizerte e Nabeul) e Turquia (Izmir).

A pesquisadora da Embrapa Semiárido Patrícia Coelho de Souza Leão considera que desenvolver a vitivinicultura em regiões de vocação natural para o turismo, associado ao clima ameno e invernos mais rigorosos, poderá vir a ser uma nova alternativa de cultivo para pequenos agricultores familiares organizados ou médios empresários.

É o que já ocorre com sucesso na Serra Gaúcha, ao integrar cultivo da videira, enoturismo, e setores de serviços como hotelaria e gastronomia. E, para a pesquisadora, pode vir a acontecer também em Garanhuns, o que seria importante para instaurar um segmento econômico forte, capaz de promover desenvolvimento e gerar emprego.

Avanços alcançados pela pesquisa da Embrapa, UFRPE e IPA têm sido acompanhados de perto pelo empresário e médico oftalmologista Michel Moreira Leite. Cearense de nascimento, residindo em Garanhuns há 14 anos, está no processo de construção de uma vinícola com a implantação de 3,5 hectares com três das variedades de melhor desempenho produtivo e enológico: 40% da área com Muscat Petit Grain e o restante dividido entre Cabernet Sauvignon (30%) e Malbec (30%).

Segundo Michel Leite, o plano é trabalhar com enoturismo, sem a pretensão comercial de ver os vinhos que irá produzir em prateleiras de supermercados. “Com esse pontapé inicial, quem sabe não virão outros investidores?”, sonha ele, já imaginando a abertura de outras vinícolas, que podem se agregar à produção de queijos especiais e de outros derivados das uvas, como geleias, doces, cosméticos, uvas passas, sucos e espumantes.

Ciente do caminho pioneiro que empreendia e da entusiasmada receptividade a cada vinho degustado, assim como da diversidade de sabores e aromas percebidos pelos enólogos e seus convidados, Michel brindou aos pesquisadores e professores da Embrapa, da UFRPE, do IPA e do IF-Sertão com o reconhecimento: “vocês estão fazendo história.”