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Definido o preço mínimo da uva para a safra 2018/2019

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou na última terça-feira (4) o valor mínimo que será pago pelo quilo da uva industrial na safra 2018/2019, que será de R$ 1,03.

O Presidente da Frente Parlamentar em defesa da Vitivinicultura, deputado Afonso Hamm, destacou que o reajuste do preço era uma reivindicação do setor. “Essa é uma boa notícia para os produtores que enfrentaram a elevação dos custos de produção em decorrência da precificação ser em dólar, que acabou retirando boa parte da margem de lucro dos agricultores. Estamos propondo um reequilíbrio para os vinicultores e a indústria”, afirmou.

O parlamentar, que também é produtor de uvas viníferas, ressaltou que uma das principais preocupações é diminuir o impacto dos prejuízos na Serra Gaúcha, principal polo vitivinícola do país, que foi atingida pelo granizo que destruiu boa parte dos parreirais no final de outubro.

“Estivemos reunidos com os produtores da região da Serra e Campos de Cima da Serra e constamos que a situação é muito grave, com perdas que chegam a 90% da produção. Além do reajuste do preço mínimo da uva vamos trabalhar para modernizar a Lei do Vinho e reduzir as alíquotas do IPI do vinho”, afirmou.

 O reajuste do preço deve ser aplicado já a partir do dia 1º de janeiro de 2019 e vale para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.

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Qualidade marca a safra de uva 2018 no Rio Grande do Sul 

Foram colhidos 663,2 milhões de quilos de uvas destinados ao processamento de produtos vinícolas. Estado gaúcho responde por 90% da produção nacional

Festejada pelos vitivinicultores como uma das melhores safras de uva da década em termos de qualidade, a colheita 2018 contabilizou o ingresso de 663,2 milhões de quilos da fruta nas vinícolas gaúchas. O volume, considerado dentro da normalidade histórica, é 12% menor que a vindima anterior. Do total, 597.699.541 foram de uvas americanas e híbridas e 65.540.421 de Vitis viniferas. Nesta safra, 113 variedades de uva foram colhidas em 129 municípios do Rio Grande do Sul, com processamento realizado em 64 cidades do Estado. Assim como nos últimos seis anos, 50% da produção foi destinada à elaboração de suco.

Marcio Ferrari, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e coordenador da Comissão Interestadual da Uva, explica que a queda na produção já era esperada, devido, principalmente, a supersafra de 2017 – a maior da história –, quando foram colhidos 753,2 milhões de quilos de uva para processamento. “Naturalmente, depois de uma colheita muito grande a parreira fica debilitada, sofrendo uma redução na produção. Também tivemos poucas horas de frio no inverno de 2017, o que fez com ela brotasse menos e, consequentemente, diminuísse o volume”, assinala.

O dirigente ressalta, ainda, a importância de uma boa matéria-prima para que os rótulos brasileiros continuem se destacando no mercado interno e no Exterior. “A qualidade desta safra se mostrou muito superior, tanto para os viticultores que vendem a uva para o processamento, como os que comercializamin natura. Quando falamos em qualidade é importante ressaltar que não levamos apenas em consideração a graduação de açúcar (brix), mas a sanidade e a cor da fruta. São esses três fatores que irão resultar em produtos de excelência”, pontua.

O presidente do Ibravin, Oscar Ló, concorda com a avaliação do vice-presidente da entidade, elogiando a qualidade da matéria-prima para a elaboração de vinhos, espumantes e sucos de uva. “Será uma safra de referência, especialmente para os vinhos tintos de guarda. A nossa expectativa é que reflita positivamente no setor, ajudando impulsionar as vendas”, acrescenta.

Entre as cultivares com maior produtividade neste ano no Estado estão a Isabel, Bordô e Niágara branca, entre as americanas e híbridas, e a Moscato branco, Merlot e Chardonnay, nas Vitis viniferas. “Pelos números, a variedade Bordô mostrou um crescimento no volume, se aproximando mais da produção da Isabel, pois é uma uva mais rentável, que vem sendo bastante solicitada para a produção de suco. Também percebemos uma grande produção da Niágara, que praticamente não tinha produzido na safra passada”, explica Ferrari.

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Flores da Cunha foi cidade que mais produziu uvas para processamento. Já Bento Gonçalves teve o maior volume de vinificação. Neste ano, a safra de uva começou na segunda quinzena de dezembro, no Vale dos Vinhedos, e encerrou no início de abril, nos Campos de Cima da Serra, região de maior altitude no Rio Grande do Sul. O Estado responde por 90% das uvas para processamento no Brasil.

18ª Jornada da Viticultura Gaúcha
Os dados da safra 2018 serão apresentados na 18ª Jornada da Viticultura Gaúcha, nesta quarta-feira (27), a partir das 8h30min, no Salão da Comunidade de Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves. A programação inclui a história da Comissão Interestadual da Uva, explanação sobre as conquistas e as atuais reivindicações setoriais, assistência técnica para otimização dos custos de produção e as perspectivas climáticas para a próxima safra (programação completa em anexo).

Dados da safra de uva para processamento 2018:

Total processado: 663.239.961 quilos de uva
– Uvas americanas e híbridas: 597.699.541 (90%)
– Vitis viniferas: 65.540.421 (10%)

Destino das uvas:       
– Vinhos e derivados: 50%
– Sucos e derivados: 50%

Vinícolas ativas no Rio Grande do Sul: 682
Vinícolas que processaram uvas em 2018: 410

Total de municípios que produziram uvas para processamento: 129
Total de municípios que processaram uva: 64

Principais cultivares americanas e híbridas: Isabel (216.376.954 quilos), Bordô (158.499.677 quilos) e Niágara branca (43.018.822 quilos)
Principais cultivares Vitis vinifera: Moscato branco (11.170.250 quilos), Merlot (6.201.038 quilos) e Chardonnay (6.052.520 quilos)

As safras anteriores*:

Ano Volume (milhões de kg)
2011 709,6
2012 696,9
2013 611,3
2014 606,1
2015 702,9
2016 300,3
2017 753,2

* Uvas para processamento de vinhos, espumantes, sucos e derivados. Dados referentes ao Rio Grande do Sul, provenientes do Cadastro Vitícola, mantido por meio de parceria entre Ibravin e Embrapa Uva e Vinho, com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis).

 

MUNICÍPIOS COM MAIOR PRODUÇÃO

Flores da Cunha 100.955.699 quilos
Bento Gonçalves 98.519.420 quilos
Farroupilha 58.824.662 quilos
Caxias do Sul 54.376.210 quilos
Garibaldi 46.018.252 quilos
 

MUNICÍPIOS COM MAIOR PROCESSAMENTO

Bento Gonçalves 214.034.814 quilos
Flores da Cunha 171.074.079 quilos
Caxias do Sul 57.558.581 quilos
Farroupilha 56.296.016 quilos
Garibaldi 36.064.892 quilos

DEPOIMENTOS DAS REGIÕES PRODUTORAS DO RIO GRANDE DO SUL:

CAMPOS DE CIMA DA SERRA
PAULA SCHENATTO, enóloga:
“Foi uma excelente safra, como na maioria das regiões. A produção foi um pouco menor, devido as geadas na primavera, mas não chegamos a ter grandes prejuízos com isso, apenas uma pequena redução no volume. O consumidor pode esperar ótimos produtos dessa safra. Nos Campos de Cima, as variedades que mais se destacaram foram Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvingnon Blanc e Chardonnay.”

CAMPANHA GAÚCHA
CLORI PERUZZO, vitivinicultora e presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha:
“Tivemos pouca produção, mas com muita qualidade nas uvas. A falta de chuvas na época da maturação ajudou muito para que atingíssemos uma qualidade alta. Todas as castas superaram as expectativas, o que fará com que tenhamos vinhos ainda melhores do que os dos últimos anos.”

SERRA DO SUDESTE
ANTONIO CZARNOBAY, enólogo:
“Foi uma safra complicada em termos de volume. Tivemos problemas de chuva na floração e depois, quando o cacho já estava formado, com o vento e grazino. Tivemos muitas perdas no volume. Entretanto, no quesito qualidade, foi muito, muito bem. A Chardonnay, Merlot e Touriga tiveram um resultado bem interessante. Acredito que a última safra que tivemos tão boa quanto essa foi a de 2012.”

SERRA GAÚCHA
OLIR SCHIVENIN, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flores da Cunha e Nova Pádua:        
“Apesar de não termos tido um inverno tão rigoroso, avalio a safra como sendo muito positiva, superando as expectativas. Tivemos um bom volume e a qualidade foi muito boa, principalmente a bordô, que é uma das mais produzida. O sabor, o aroma, a cor e graduação estão excelentes. Temos tudo para ter a melhor safra da década ou da história da vitivinicultura.”

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Legenda: 
Isabel, Bordô e Niágara branca (americanas e híbridas) e Moscato branco, Merlot e Chardonnay (Vitis viniferas) foram as variedades que apresentaram maior produtividade nesta safra        
Crédito: 
Dandy Marchetti/Ibravin


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Clima, que antecipou colheita da safra 2018, também contribuiu para a qualidade da uva

VINICULTURA NA REGIÃO DA SERRA GAÚCHA

Os produtores de uva da Serra Gaúcha foram surpreendidos na safra 2017/2018. As frutas amadureceram mais cedo e a colheita foi antecipada. Os primeiros cachos foram retirados no final de dezembro, cerca de vinte dias antes do período normal. O responsável por isso foi o clima. Fez menos frio durante o inverno. A média na região é de 410 horas com temperaturas abaixo de sete graus. Mas em 2017, foram somente 188 horas. As altas temperaturas no mês de setembro e a menor quantidade de chuva no período também contribuíram para que o ciclo da maioria das variedades fosse acelerado.

Safra Cooperativa Garibaldi - Cassius Fanti

A colheita da safra da uva 2017/2018 rendeu cerca de 720 mil toneladas entre os municípios produtores da Serra Gaúcha, responsável por 90% da produção do Estado. Esse número é vinte por cento menor que no ano passado, mas fica dentro da média histórica. Mesmo assim, os viticultores estão comemorando a qualidade das uvas resultante da boa graduação da safra. Segundo o Ibravin, as indústrias vinícolas também estão felizes com a qualidade da uva da última safra.

Cooperativa Aurora: maturação uniforme

“O clima foi o grande aliado para que esta safra, que praticamente acaba de ser colhida, apresentasse uma graduação elevada. A maturação foi uniforme, resultando em uvas com bom teor glucométrico que garantem qualidade às bebidas derivadas da fruta”. A afirmação é do diretor executivo geral da Cooperativa Vinícola Aurora, Herminio Ficagna. Segundo ele, a safra 2018 foi tão excepcional como as de 2002 e 2012.

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As onze mil e cem famílias associadas a Vinícola Aurora que, entre pequenas propriedades rurais de onze municípios da região da Serra Gaúcha, cultivam 2.900 hectares com uva entregaram à cooperativa 62 milhões de quilos. A entrega começou na segunda semana de dezembro do ano passado, encerrando na segunda semana de março.

Safra - Créditos Wagner Meneguzzi

Na safra 2016/2017 a colheita conjunta dessas famílias foi de 71,5 milhões de quilos. Elas cultivam, para vinho de mesa e suco de uvas, a Isabel, a Bordô e a Seibel. Para espumantes os Moscatos, Prossecco, Chardonnay e Riesling e, para vinhos finos, as varietais Cabernet Franc, Sauvignon, Tannat e Merlot, entre outras.

Cooperativa Garibaldi: quesito qualidade

O trabalho árduo das cerca de 400 famílias associadas à Cooperativa Vinícola Garibaldi no preparo do solo, cultivo das videiras e colheita dos frutos apareceu de forma marcante nos resultados da safra deste ano – foram 19,6 milhões de quilos de uva entregues desde o início da vindima, em dezembro de 2017. Do total recebido, 20% será destinado à produção de espumantes, bebida que tem se consolidado com um dos carros chefe da marca, tanto em participação de mercado quanto no reconhecimento por meio de premiações em concursos brasileiros e internacionais.

O encerramento da entrega, no último dia 2 de março, veio acompanhado de uma avaliação positiva no quesito qualidade. “Por mais uma vez, estamos recebendo uma safra de excelência, motivo de orgulho para a Cooperativa, que evolui a cada ano no nível de produtos apresentados ao mercado. Esse ganho crescente de qualidade é, sem dúvida, consequência do comprometimento de cada família associada em melhorar permanentemente o nível das uvas”, afirma o presidente Oscar Ló. Os resultados completos da safra serão apresentados aos produtores em assembleia geral ordinária, no próximo dia 29 de março.

Vinícola Aurora participa de feiras e rodadas de negócios em 3 continentes

França receberá novamente, vinhos da vinícola. Novos embarques também estão previstos para EUA e Bolívia nos próximos dias

 A Vinícola Aurora, que exportou em janeiro volume equivalente ao exportado em todo o primeiro semestre do ano passado, acaba de embarcar para a França 3000 garrafas de seu vinho fino Aurora Varietal Cabernet Sauvignon. Para os próximos dias, estão programados embarques de 3500 garrafas para os Estados Unidos e de 6000 garrafas para a Bolívia, com vinhos top de linha, brancos, tintos e espumantes Procedências, além de Grappa, Licoroso tinto, vinhos de entrada da linha Saint Germain e de mesa.

 A partir desta terça-feira, a vinícola cumpre agenda de rodadas de negócios, eventos e feiras em 3 continentes.

ProWein 2017

 Com foco em espumantes e suco de uva integral, participa, nestas terça e quarta-feiras, de rodada de negócios com degustação em Bogotá (Colômbia), organizada pelo Wines of Brazil e Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), e em Lima (Peru), nos dias 7 e 8 de março.

 De 7 a 10 de março, a vinícola terá sua quinta participação na Foodex, no Japão. Será em parceria com seu mais tradicional importador naquele país e estará apresentando vinhos brancos e tintos das linhas Aurora Varietal e Aurora Reserva, assim como vinhos da Aurora Uruguai. Dias 18 a 20 de março, lança seu Aurora Reserva Rosé na Prowein Dusseldorf (Alemanha), em sua 10ª participação nessa feira mundial, considerada a maior feira de vinhos do mundo.

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 Dias 22 a 24 de março, a Aurora estreia na CFDF (China Food & Dinks Fair), na cidade de Chegdu (China). Será em estande próprio, apresentando a linha completa de sucos de uva integrais, vinhos e espumantes. “Nosso foco nas exportações em 2018 segue sendo a Ásia, porém temos um trabalho contínuo de construção de nossas marcas em importantes mercados da América do Norte e Europa, além dos países vizinhos que são apreciadores dos vinhos do Brasil”, comenta Rosana Pasini, gerente de Exportações da Vinícola Aurora.

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40 anos do Programa Genético Uvas do Brasil

Variedades desenvolvidas pela Embrapa Uva e Vinho contribuem para a expansão e a competitividade da vitivinicultura brasileira

A Embrapa Uva e Vinho, sediada em Bento Gonçalves, no último dia 6 de fevereiro apresentou os resultados dos 40 anos do Programa Genético Uvas do Brasil, implantado em 1977. O Programa, além de desenvolver novas cultivares para atender demanda de viticultores e vinícolas das diferentes regiões vitícolas brasileiras também tem utilizado o Banco Ativo de Germoplasma da Uva (BAG-Uva) para selecionar e disponibilizar clones, como a ‘Isabel Precoce’ e Concord Clone 30, e lançar, após validação, outras cultivares, como a ‘Tardia de Caxias’. Na ocasião, foi inaugurada a Exposição Histórica sobre o Programa de Melhoramento, retratando a viticultura na Serra Gaúcha, resultado da parceria entre a Embrapa Uva e Vinho e a Universidade de Caxias do Sul.

Nessa trajetória, identificar as demandas do setor produtivo e criar uma nova cultivar, desde a escolha dos progenitores para cruzamento até a seleção de quais serão validadas em áreas de produtores parceiros, foram algumas das rotinas dos pesquisadores do Programa. Idealizado e coordenado pelo pesquisador Umberto Almeida Camargo, até a sua aposentadoria em 2009, o projeto teve continuidade sob a coordenação dos pesquisadores Patricia Ritschel e João Dimas Garcia Maia, que já integravam a equipe.

Através do Programa, foram lançadas dezenove cultivares para atendimento a três segmentos da cadeia produtiva vitivinícola: uvas de mesa (para consumo in natura) e para processamento (suco e vinho) todas com alta produtividade, boa concentração de açúcar e tolerância ao míldio, principal doença da videira.

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A pesquisadora Patricia Ritschel, ressalta que esses 40 anos também são um marco em termos de transferência de material propagativo para os viticultores. Ela acrescenta que hoje, o viticultor tem acesso a qualquer variedade, desde as mais clássicas como a Tardia de Caxias e Dona Zilá, até os novos lançamentos, como a Vitória, Núbia, Magna ou Isis, em viveiristas licenciados pela Embrapa em todas as regiões do Brasil.

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Ainda segundo Patrícia, as cultivares desenvolvidas pelo Programa especialmente para as condições brasileiras resultaram num novo padrão de uva de mesa, na produção de suco de uva de alta qualidade, na ampliação do período de colheita de uvas para a elaboração de suco em regiões de clima temperado e na elaboração de vinho de mesa varietal com valor agregado.

Cultivares para diferentes condições de relevo e clima

A atividade vitivinícola demanda mão de obra e tem boa rentabilidade por área, por ser uma cultura intensiva e perene. É, tipicamente uma atividade desenvolvida por agricultores de base familiar, mas também por grandes empreendimentos com foco, tanto na produção de uvas finas para processamento quanto na produção de uvas de mesa para exportação e mercado interno. Neste contexto, o Programa Uvas do Brasil desenvolveu projetos customizados no sentido de disponibilizar alternativas de variedades adaptadas as condições tropicais e globalmente competitivas. As regiões vitivinícolas tradicionais, do sul do Brasil, tipicamente produtoras de uvas para processamento, têm à disposição maior número de alternativas, com cultivares para diferentes condições de relevo e clima.

Maior acervo de germoplasma da América Latina

A Embrapa Uva e Vinho possui o maior acervo de germoplasma de videira de toda a América Latina. São 1400 acessos, introduzidos de diferentes partes do mundo e avaliados à campo para as condições da Serra Gaúcha; é a base de qualquer programa de melhoramento, pois é a partir do BAG que se recupera ou se identifica características para desenvolver uma nova cultivar. Informações como tipo de flor, características do cacho, da baga, fenologia, produção, composição química do mosto e incidência de doenças estão catalogadas e disponíveis ao público interessado no endereço: https://www.embrapa. br/uva-e-vinho/banco-ativo-de-germoplasma-de-uva. Para mais informações sobre o Programa de Melhoramento Uvas do Brasil acesse: https:// www.embrapa.br/uva-e-vinho/programa-uvas-do-brasil.

Vinícola Aurora comemora 87 anos com investimento em tecnologia

Maior e mais premiada vinícola do Brasil registra crescimento e mantém liderança no mercado brasileiro em suco de uva, vinhos finos e coolers

A Vinícola Aurora comemora 87 anos de história no dia 14 de fevereiro.  A data é celebrada com a implantação de dois robôs no recebimento das uvas, um na matriz e outro na unidade Vinhedos, ao lado da qual será inaugurada a pedra fundamental da construção da nova fábrica, com início de atividades previsto para 2019. “Somos a primeira vinícola do mundo a implantar robôs nesse setor”, comemora Itacir Pedro Pozza, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora.

Os dois novos robôs, produzidos na Alemanha, chegam para eliminar o trabalho braçal do descarregamento dos caminhões com uvas, e poderão descarregar até 3 BINs por minuto, ou seja, 1,2 tonelada de uvas em 60 segundos. Os robôs de safra somam-se aos 4 robôs japoneses que a vinícola já tem em operação na expedição dos produtos acabados.

20 milhões a Aurora irá investir em uma nova fábrica, que começa a ser construída neste mês, com 14 mil metros quadrados de área construída no Vale dos Vinhedos, para concentrar a produção e a expedição dos sucos de uva e vinhos de mesa. Dessa forma, a matriz ganhará mais fôlego e capacidade para expandir a produção dos vinhos e espumantes finos. “É um marco na história da Aurora”, afirma o presidente. “Esse conjunto de medidas constituem as mais significativas inovações na empresa nos últimos 50 anos”, avalia. Além disso, a Aurora irá investir em novas linhas de envase, com alta capacidade produtiva.

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Com um faturamento de R$ 515 milhões em 2017, a vinícola registrou crescimento de 5% em um ano de crise na economia do país, mantendo sua liderança no mercado interno em suco de uva integral, vinhos finos e coolers (marca Keep Cooler). A vinícola recebeu 72 mil toneladas de uvas na safra 2017, colhidas nas propriedades dos 1.100 produtores associados que formam a cooperativa, e espera receber volume semelhante e de alta qualidade na colheita de 2018, que se encerra no início de março.

“ A Aurora é a maior vinícola do Brasil e tem o compromisso de continuar crescendo e se modernizando”, afirma Hermínio Ficagna, diretor-geral da Vinícola Aurora.

A vinícola possui um portfólio de 13 marcas próprias e mais de 200 itens, além de marcas de terceiros que elabora para clientes. Exporta para mais de 20 países e concentra seu foco de expansão das vendas externas em 2018 na Ásia, com potencial de ampliação de negócios com a China (país comprador há 2 anos) e Japão, seu cliente há 20 anos que dobrou suas importações de produtos da Aurora nos últimos dois anos.

O mercado chinês tem se mostrado receptivo aos espumantes Moscatel. “ A Ásia segue sendo o foco da Vinícola Aurora nas exportações de 2018”, informa Rosana Pasini, gerente de exportações da empresa.

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Festa da Abertura da Vindima de Monte Belo do Sul inicia no dia 24 de janeiro

Entre os dias 24 e 28 de janeiro, Monte Belo do Sul promoverá a 7ª edição da Festa de Abertura da Vindima, evento oficial do município. Tendo como tema “Brindando Uva, Vinho e Pão”, a Festa acontecerá no Centro Comunitário da Vindima, complexo que abrange o Campo Municipal e Ginásio de Esportes, situado na sede do município. Na entrada, o valor de R$ 7,00 dará direito a uma taça personalizada e um vale uva, bem como o acesso a todas as atrações. Além das atividades e apresentações culturais, gastronomia típica, e cursos de degustação de vinho, também ocorre a EXPOMONTE – Feira de Negócios. Haverá a tradicional  exposição e distribuição de Uva, espaço para recreação infantil e shows diversos.

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Programação

Na quarta-feira,24, a abertura oficial será agraciada com a apresentação das oficinas de Música e Canto do Projeto “Monte Belo: Música, Canto e Dança”, bem como da Orquestra Municipal de Nova Prata. Já a quinta-feira contará com as apresentações da Oficina de Dança Italiana Infantil e Grupo Vicentino, com posterior apresentação do Filme “O Filme da Minha Vida”, de Selton Melo.

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A tarde da sexta-feira, 27, será dedicada à Melhor Idade, enquanto a noite contará com a apreciação da companhia de artes Caripaiguarás, precedendo o show nacional com Thomas Machado, vencedor do programa The Voice Kids 2017. No sábado, a Tarde Infantil será animada pela Cia Garagem de Teatro e brinquedos infláveis. Também nesse dia haverá a apresentação do Grupo de Cantos San Piero, seguido pela Banda de Rock Black Adder e show nacional com Rodrigo Ferrari, na sequência com DJ.

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No domingo, 28, a manhã contará com a realização do Torneio de Bochas – Modelo 48 e 1º Pedal da Vindima, em parceria com o grupo local Ciclistas Del Monte. À tarde, o show com Fanfarra Bersaglieri irá preceder uma das principais atrações da Festa, o Desfile de Carros Alegóricos, com início às 14h30min. Show com o Grupo Girotondo Italianíssimo, apresentação do Grupo Ballo D’Itália e o show de encerramento artístico com a Banda Magia do Amor. A programação será findada com o espetáculo pirotécnico.

Atrações artísticas

Para o Secretário Municipal de Cultura e Turismo e Presidente da Festa de Abertura da Vindima 2018, senhor Alvaro Manzoni: “o resgate da Festa de Abertura da Vindima se deve à necessidade da divulgação cultural e turística do município, apoio aos empreendedores, incentivo aos valores artísticos locais, como é o caso do Projeto “Monte Belo: Música, Canto e Dança”, que recebeu o Prêmio Gestor Público 2017. O evento também valoriza o trabalho do agricultor, revive a memória da imigração e fortalece a identidade enquanto descendentes de imigrantes de italianos, ao mesmo tempo que integra as demais etnias que compõe o município à nossa realidade histórica”.

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Além do Uvalino, mascote do evento, a Festa de Abertura da Vindima conta com a representação das Soberanas, nesta edição composta pela Rainha Eduarda Canossa, 1ª Princesa Letícia Viel e 2ª Princesa Lilian Roieski, que estarão aguardando e acolhendo com muita receptividade todos os visitantes.

Confecção de Artesanato

O evento é uma realização da Prefeitura Municipal, com financiamento do Pró-Cultora/RS, da Secretaria de Estado da Cultura, patrocínio da Monello, da empresa Nutrire Indústria de Alimentos, Sicredi e Banrisul, e apoio cultural da AMESNE, Emater, Roder, APROBELO, TBT Produções, ACAMB e CTI.

Por: Equipe Organizadora FEAVI 2018

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Após recorde de 2017, safra da uva deverá ficar dentro da média histórica  

Com antecipação do início da colheita em torno 15 dias em relação ao período normal, vitivinicultores projetam volume 20% menor que o colhido no ano anterior, com ganhos na qualidade

Depois de registrar a maior colheita da história do Rio Grande do Sul, com 753 milhões de quilos de uva em 2017, antecedida pela quebra de safra recorde em 2016, com perda de 57%, a vindima 2018 deverá ficar dentro da normalidade e chegar a cerca de 600 mil toneladas da fruta destinadas ao processamento. Produtores e indústria estão otimistas com o desenvolvimento da produção no campo até o momento. As condições climáticas e o manejo adequado realizado ao longo dos meses estão proporcionando às uvas boa qualidade e níveis altos de graduação de açúcar, o que deverá resultar, novamente, em ótimos vinhos, espumantes e sucos de uvas 100%.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e também presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho/RS), Oscar Ló, as primeiras uvas para processamento começaram a ser colhidas na segunda quinzena de dezembro, cerca de 15 dias antes do período normal. “As variedades precoces estavam adiantadas por conta do pouco frio feito no inverno. A brotação começou antes, porém, as noites mais frias no mês de dezembro fizeram com que as variedades tardias estejam maturando no período considerado normal. Isso pode prolongar a safra gaúcha, fazendo com que até o término, em março, ela feche o ciclo. A previsão é de um volume 20% menor do que no ano passado, e, devido às regularidades das chuvas e as uvas estarem amadurecendo com clima mais seco, vamos ter uma excelente qualidade. O clima está mais seco, as uvas estão com a sanidade melhor”, avalia.

Safra - Crédito Silvia Tonon

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS) também projeta uma safra dentro da média dos últimos anos. “Contabilizando todas as uvas, independente do destino, e incluindo o consumo in natura, acreditamos que devam ser colhidas cerca de 750 mil toneladas da fruta em todo o Estado. Se mensurássemos apenas as uvas para processamento, destinadas a elaboração de vinhos, espumantes e sucos de uva, acreditamos que este número passará para, aproximadamente, 600 mil toneladas”, prevê Enio Ângelo Todeschini, engenheiro agrônomo e assistente técnico regional de fruticultura da Emater. “Se o clima continuar assim para viticultura é muito bom, pois diminui o risco de doenças e melhora a maturação da uva. Por enquanto, a qualidade está excelente. O cultivo ao longo de 2017 foi dentro do recomendado, com podas, adubação sem exagero e com plantas com cobertura de solo, o que evita a perda de água e nutrientes, ou seja, a erosão, deixando a videira sem maiores riscos”, completa.

As variedades Bordô, Niágara, Violeta, Concord, Pinot Noir e Chardonnay, por exemplo, foram as primeiras a serem colhidas no Estado. Neste mês, as vinícolas estão recebendo também as Merlot, Riesling Itálico e Glera (Prosecco), e em fevereiro e março serão a vez das Cabernet Souvignon e Franc, Tannat, Moscato Branco, Isabel e Trebbiano.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Garibaldi, Denis Debiasi, a redução na produção da videira será uma das variáveis responsáveis pela boa qualidade da fruta. “Vamos ter uma diminuição no volume, pois no ano passado a safra foi grande e, claro, a parreira não aguenta dois anos seguidos grandes volumes. Mas isso também é bom, pois não houve acúmulo de uvas nas parreiras, as uvas estão mais distribuídas e se desenvolveram melhor. Na região, tem gente colhendo com um grau de açúcar bem satisfatório. Essas noites amenas, com chuvas periódicas e dias quentes nos proporcionam uma qualidade melhor, em que as uvas amadurecem dentro da normalidade. Quando a matéria-prima vem boa, melhora toda a cadeia”, pontua Debiasi.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, as previsões climáticas previstas para o auge da safra 2018, no primeiro mês do ano, deverão se manter positivas para que se colham as uvas com a maturação adequada. “Os prognósticos meteorológicos apontam para uma influência moderada do La Niña até o final de janeiro, ou seja, uma incidência de chuvas abaixo do normal, o que favorece a maturação e, consequentemente, a boa qualidade das uvas. Estamos acompanhando as previsões, mas ainda é precipitado falar de fevereiro ou março”, observa.

Marcio Ferrari, vice-presidente do Ibravin, coordenador da Comissão Interestadual da Uva e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Farroupilha, explica que as precipitações ocorridas nos últimos meses de 2017 na Serra Gaúcha – região responsável por 85% da produção nacional – foram pontuais e não deverão prejudicar o volume total que será colhido em todo o Estado: “Tivemos algumas perdas em função da chuva de pedra, mas, de uma forma geral, essa diminuição de safra se dá em função da formação de cachos menores”, explica.

 Segundo o Cadastro Vitícola, no Rio Grande do Sul são cultivadas 138 variedades de uva, entre viníferas (destinadas à produção de vinhos finos e espumantes) e uvas americanas e híbridas (reservadas à elaboração de vinhos de mesa e sucos). As principais regiões produtoras são: a Serra, a Serra do Sudeste, os Campos de Cima e a Campanha.

Os números das últimas safras gaúchas*             

Ano Volume (milhões de quilos)
2011 709,6
2012 696,9
2013 611,3
2014 606,1
2015 702,9
2016 300,3
2017 753,2

 *Uvas para processamento de vinhos, espumantes, sucos de uva e derivados. Dados referentes ao estado do Rio Grande do Sul, provenientes do Cadastro Vinícola, mantido por meio de parceria entre Ibravin e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), com recurso do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis).

 
Foto: Silvia Tonon

Governo Federal define preço mínimo da uva em R$ 0,92

 uva isabelO Governo Federal definiu o preço mínimo a ser pago para a uva industrial na safra 2017/2018 em R$ 0,92. O valor é referente à variedade Isabel de 15 graus Babo e foi estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional e publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira (8) por meio da portaria 2646, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O índice é valido para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país e estará em vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018. 

Safra 2017 é degustada por mais de 100 enólogos em Bento Gonçalves

Evento ocorre durante oito dias, com análises de 327 amostras e 59 vinícolas

 DSC_0120A 25ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2017, iniciada na última terça-feira, 15, se estenderá até o dia 24 de agosto . Nesses oito dias de degustação, 120 enólogos, divididos em oito grupos de 15 profissionais cada, estão avaliando às cegas 327 amostras de 59 vinícolas de seis estados brasileiros. São eles: Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. No dia 23 de setembro, será apresentado a um público de 850 apreciadores o resultado da degustação com os 16 vinhos selecionados entre os 30% mais representativos da Safra 2017. Os participantes também poderão fazer a degustação dos escolhidos.

As degustações serão realizadas em Bento Gonçalves, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, responsável pela coordenação técnica do evento. Os primeiros dois grupos, A e B, entram em ação nos dias 15 e 16 de agosto.Nos dias 17 e 18 será a vez dos grupos C e D; nos dias 21 e 22 os grupos E e F e nos dias 23 e 24 os grupos G e H finalizam a etapa de degustação de seleção.

O presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Edegar Scortegagna, estará acompanhando de perto os trabalhos. “A degustação é técnica e segue normas internacionais. Os avaliadores têm acesso apenas a informações relacionadas a categoria das amostras”, explica o enólogo. “Nossa expectativa é grande. Na taça poderemos, de fato, avaliar a qualidade da safra e antever o que o consumidor poderá encontrar a partir do final deste ano”, complementa.

Inscrições do público

O grande momento do vinho brasileiro é quando o grande público participa da última etapa da Avaliação, degustando as 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativos. Para participar dessa experiência única, considerada a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo, os interessados deverão se inscrever no site www.enologia.org.br. O período para as inscrições abre dia 29 de agosto, às 8h30min.

O investimento para associado é de R$ 250. Não associados pagam R$ 310. A partir deste ano, a Fundaparque, administradora do Parque de Eventos onde ocorre a Avaliação, passará a cobrar R$ 10 para o estacionamento de carros e R$ 5 de motos. A cobrança será aplicada a todos os veículos que acessarem o parque, oferecendo cobertura de seguro, além de atuar com uma equipe responsável pela orientação e segurança do local.

Programação da degustação de seleção

Grupos A e B: 15 e 16 de agosto

Grupos C e D: 17 e 18 de agosto

Grupos E e  F: 21 e 22 de agosto

Grupos G e H: 23 e 24 de agosto

Foto: Jeferson Soldi