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DESTAQUES DO DIA, ECONOMIA

Indústria de móveis: aumento no faturamento, mas queda nas exportações

Setor teve aumento no faturamento, mas sofreu com queda nas exportações e na geração de empregos

 

Bens duráveis, como móveis, têm um consumo que não se renova a curto prazo. Portanto, após períodos de alto crescimento nas vendas, como ocorreu em 2021, é natural que o ano seguinte seja para o mercado se reacomodar. Foi o que aconteceu com a indústria moveleira gaúcha. Conforme dados da Secretaria da Fazenda (Sefaz), do portal Comex Stat e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apurados pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), o setor encerrou o ano de 2022 com saldo positivo no faturamento, mas queda nas exportações e na geração de empregos.

De janeiro a dezembro do ano passado, as 2.409 indústrias de móveis do RS registraram faturamento de R$ 11.5 bilhões. Esse montante teve crescimento nominal de 3,2% em relação a igual período de 2021, mas não significa que as empresas tiveram resultados positivos, pois considerando a inflação, os custos de produção elevados e a diminuição do consumo, as margens de lucro diminuíram em muitos casos. As exportações, por sua vez, movimentaram US$ 254,6 milhões em vendas para 112 países, sendo Estados Unidos, Uruguai, Chile, Peru e Reino Unido os principais compradores. Houve um recuo de 13,1% no comparativo com o ano anterior, possivelmente motivado pelo fato de que vários dos principais destinos internacionais passaram por instabilidade econômica e política, reduzindo suas compras.

Esses fatores impactaram a geração de empregos. De acordo com o Caged, o setor encerrou 2022 com 36.727 postos de trabalho ocupados – diminuição de 1,88% no comparativo com 2021. Em 2019, ano que antecedeu o boom gerado pela pandemia, a indústria moveleira do Rio Grande do Sul empregava 33.726 profissionais. Mesmo com a pequena porcentagem de demissões registrada em 2022, o setor se mostra ainda mais importante como fonte de renda para a população do estado.

AVALIAÇÃO

Para o presidente da Movergs, Euclides Longhi, o desempenho das indústrias moveleiras gaúchas em 2022 mostra que o segmento está retomando um ritmo parecido com o período anterior à pandemia. “Tivemos um crescimento fora da curva entre o segundo semestre de 2020 e o final de 2021, com muitas pessoas investindo em móveis. O setor como um todo está se reacomodando, desde a produção até o varejo. Isso não significa necessariamente que as vendas vão diminuir em 2023, até mesmo porque existem oportunidades no mercado que ainda podem ser exploradas. Neste momento os empresários precisam entender a importância de acompanhar os movimentos da economia, inovar permanentemente, prospectar novas parcerias e aproveitar as oportunidades que certamente virão”, comenta.

Longhi destaca que a indústria de móveis do Rio Grande do Sul poderá encerrar o ano de 2023 com um incremento de 2% a 3% no faturamento, mas essa projeção será mais realista após o balanço do primeiro semestre. “Se o governo seguir medidas para expansão do crédito, taxas de juros mais competitivas, controle inflacionário, além da redução do desemprego, toda a economia brasileira será beneficiada, inclusive o setor moveleiro”, explica.

 

Foto: Augusto Tomasi

8 de fevereiro de 2023/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2023/02/moveis-foto-Augusto-Tomasi.jpg 586 945 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2023-02-08 17:16:322023-02-08 17:16:50Indústria de móveis: aumento no faturamento, mas queda nas exportações
DESTAQUES DO DIA, GERAL

Vagas de eletricistas são oferecidas pela RGE

Moradores de quinze cidades podem concorrer. As inscrições são pela internet e vão até 15 de fevereiro

 

A RGE abriu as inscrições para o processo seletivo de 30 vagas de Eletricistas de Rede de Distribuição de Energia Elétrica para residentes de Canoas, Cachoeirinha, Dois Irmãos, Estância Velha, Gravataí, Montenegro, Novo Hamburgo, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Lajeado, Santa Cruz e São Francisco de Paula. As inscrições podem ser feitas por meio do link https://forms.office.com/r/idbgjymixk.

Processo seletivo: É preciso ter ensino fundamental completo, desejável ensino médio, e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria B, válida e definitiva, residir em uma das cidades citadas ou disponibilidade de mudança, e ter disponibilidade para realizar viagens. Os selecionados serão contratados, receberão a capacitação em Caxias do Sul e Canoas e todos os gastos (hospedagem, alimentação e deslocamento) serão por conta da empresa durante este período.

 

Imagem: Reprodução

8 de fevereiro de 2023/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2023/02/622342242075855.jpg 353 569 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2023-02-08 17:01:512023-02-08 17:01:51Vagas de eletricistas são oferecidas pela RGE
DESTAQUES DO DIA, SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Campanha de prevenção à Aids no carnaval é lançada no Estado

Com o slogan “Ô, abre alas, mas não deixa a Aids passar”, a campanha digital da Secretaria Estadual da Saúde (SES) visando à prevenção ao HIV/Aids no carnaval 2023 passa a circular nas redes sociais nesta quarta-feira (8). Além de cards coloridos e festivos, a campanha contempla vídeos informativos que serão veiculados nas mídias digitais.

“A prevenção ao HIV/Aids tem que acontecer o ano todo, mas no carnaval intensificamos as ações porque as pessoas ficam mais expostas devido ao clima de festa e divertimento, então é preciso fazer esse alerta pontual”, afirma a médica sanitarista Leticia Ikeda, do Hospital Sanatório Partenon (SES), referência no atendimento a pessoas com HIV/Aids e Tuberculose no Estado.

Alertar a população sobre a necessidade de prevenção durante o carnaval é necessário porque a epidemia no Rio Grande do Sul ainda se encontra em uma situação crítica, apesar da redução dos números de registros da infecção nos últimos anos.

De acordo com Leticia Ikeda, a taxa de incidência de novos casos se caracteriza como uma epidemia generalizada onde o percentual de pessoas infectadas está acima de 1%. “Este cenário é o mais desfavorável, do ponto de vista epidemiológico e é neste sentido que a gente tem impulsionado nossas ações de prevenção em todo o território para que se chegue a um lugar melhor do que este que a gente tem hoje nesta epidemia de Aids”.

 

Diagnóstico e tratamento

Em todo o Estado existem serviços municipais e de referências, habilitados para diagnóstico e tratamento. As pessoas devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa para informação e acesso aos preservativos que o SUS disponibiliza nos 497 municípios. Os preservativos são gratuitos e podem ser retirados em todo território do RS. A SES é responsável pela logística de distribuição dos preservativos recebidos do Ministério da Saúde a todos os municípios gaúchos.

Existem, ainda, dois tipos de tratamentos preventivos por meio de comprimidos que podem ser acessados no SUS: Profilaxia pré-Exposição (PrEP), para pessoas que sabem que podem correr o risco de contaminação, e a Profilaxia pós-Exposição (PEP) para pessoas que estiveram em uma situação de provável contaminação nas últimas 72 horas.

Leticia Ikeda explica que as pessoas podem ter o vírus HIV, mas não necessariamente desenvolverem a Aids, que é a doença causada pelo vírus HIV, a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. “Hoje toda pessoa diagnosticada quando entra em tratamento já inibe a manifestação do vírus, por isso a importância da testagem”, avalia.

Ela ressalta que “além do uso dos preservativos, é importante que as pessoas realizem testagem para o HIV, porque a pessoa sabendo que tem o vírus, vai ser tratada, e a pessoa tratada fica com carga viral indetectável, não transmitindo mais o vírus. “Portanto, hoje, a gente sabe que tratar quem tem o vírus é prevenção também”.

Com relação ao período carnavalesco, Letícia mais uma vez destaca a importância da proteção.” Aproveitem o carnaval, mas não esqueçam de usar camisinhas”.

8 de fevereiro de 2023/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2023/02/07104236_245665_GDO.jpg 450 726 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2023-02-08 16:57:032023-02-08 16:57:20Campanha de prevenção à Aids no carnaval é lançada no Estado
AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE, DESTAQUES DO DIA

Rio Grande do Sul terá chuvas localizadas nos próximos dias

Nos próximos dias até domingo (5/2), uma grande área de baixa pressão predominará sobre o Estado, gerando chuvas localizadas, principalmente nos finais de tarde. É o que aponta o Boletim Agrometeorológico nº 5/2023, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga.

Essa área de alta pressão deve formar um ciclone extratropical em alto mar, a partir da madrugada de domingo (5/2), mas sem causar fortes temporais ou estragos no RS, apenas correntes de vento moderadas na costa gaúcha.

Os acumulados de precipitação previstos para os próximos sete dias devem ocorrer apenas até o domingo. De 6 a 8 de fevereiro, o tempo deve ser seco e firme em praticamente todo o Estado. Nesta segunda semana do mês, há pequena chance de chuvas rápidas apenas na costa por causa da circulação da brisa marítima.

 

Foto: Fernando Dias/Seapi

3 de fevereiro de 2023/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2023/02/13114312-chuva-foto-fernando-dias.jpeg 853 1280 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2023-02-03 16:33:512023-02-03 16:33:51Rio Grande do Sul terá chuvas localizadas nos próximos dias
AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE, DESTAQUES DO DIA

Próxima semana deve ter calor e pouca chuva no RS

A próxima semana deverá ter calor e pouca chuva no RS. É o que aponta o Boletim Agrometeorológico nº 49/2022, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga.

Na sexta (16) e sábado (17), o ingresso de uma massa de ar seco manterá o tempo firme na maioria das regiões e apenas no Leste e Nordeste ocorrerá maior variação de nuvens e há possibilidade de chuviscos e garoas isoladas. No domingo (18), a propagação de uma área de baixa pressão provocará pancadas de chuva e trovoadas, com risco de temporais isolados na Metade Norte.

Entre a segunda (19) e quarta-feira (21), a presença de uma massa de ar quente favorecerá o aumento da temperatura em todo Estado e a combinação do calor e elevada taxa de umidade na atmosfera deverá provocar pancadas de chuva, típicas de verão, em algumas regiões. Os totais esperados deverão ser inferiores a 10 mm na imensa maioria das áreas do RS. Somente nos setores Norte Noroeste os volumes deverão oscilar entre 10 e 20 mm, e poderão superar 30 mm em algumas localidades do Alto Uruguai.

O boletim também aborda a situação das culturas de trigo, soja, milho, milho silagem, arroz, bovinos de corte e matrizes bovinas leiteiras.

Veja o boletim completo em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia 

Foto: Fernando Dias/Seapdr

16 de dezembro de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/12/21100925-whatsapp-image-2022-01-11-at-15-29-50.jpeg 567 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-12-16 17:04:372022-12-16 17:05:54Próxima semana deve ter calor e pouca chuva no RS
AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE, DESTAQUES DO DIA, GERAL

Comunidades quilombolas no Estado

Secretaria da Agricultura e Emater divulgaram dados preliminares de pesquisa sobre comunidades quilombolas. Atualmente existem 7.685 famílias em 130 comunidades no Rio Grande do Sul

 

No mês da consciência negra (novembro), a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Emater/RS-Ascar divulgaram dados preliminares de âmbito estadual da pesquisa “Comunidades Remanescentes dos Quilombos Certificadas do RS: Diagnóstico social, econômico e produtivo”. Existem hoje no Rio Grande do Sul 7.685 famílias, totalizando 24 mil pessoas, em 67 municípios; sendo 6.512 famílias rurais e 1.173 famílias em meio urbano. Do total de 130 comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), 113 são rurais (87%) e 17 estão situadas em meio urbano.

Segundo a coordenadora do estudo, socióloga e pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapdr, Denise Reif Kroeff, a ideia do trabalho é elaborar o diagnóstico social, econômico e produtivo das comunidades, além de criar uma base de dados sistematizada de cada uma delas, subsidiar a elaboração de políticas públicas voltadas a este público e identificar bens culturais das comunidades com vistas à sua valorização.

 

Sobre a pesquisa

 O estudo foi coordenado pela Seapdr e executado pela Emater. Nos meses de março e abril desse ano foi feita a pesquisa de campo, estruturada e coordenada por uma equipe multidisciplinar de 10 pesquisadores (veterinário, agrônomo, nutricionista, cientista social, fotógrafo e cineasta). A coleta de dados foi realizada pelos técnicos da Emater em 67 municípios com ocorrência de comunidades quilombolas.

Denise explica que usou como unidade de análise da pesquisa a “comunidade”, pois as famílias quilombolas estão sendo entrevistadas no âmbito do Censo, pelo IBGE. “Buscamos informação sobre disponibilidade de serviços de saúde e educação às comunidades, bens culturais, organização comunitária, produção agropecuária e comercialização, entre outros aspectos”, destaca a socióloga.

Conforme o quilombola da Comunidade Armada, Quinto Distrito de Canguçu, vice-presidente da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio Grande do Sul e coordenador executivo da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), José Alex, a realização do diagnóstico era uma demanda das comunidades. “Com os dados que foram levantados, podemos discutir as necessidades de políticas públicas para as comunidades quilombolas”, acredita. “Essa parceria com a Seapdr e com a Emater, de conseguirem um diagnóstico com diversas lideranças e nos trazer é muito rica e vai servir para a elaboração de proposta que vai ajudar as comunidades quilombolas”.

“Todos os dados foram fornecidos pelos próprios quilombolas, sendo assim, foi acatada a demanda dos representantes dos quilombolas e do movimento negro, de que eles fossem ouvidos quando se pesquisasse sobre eles”, esclarece Denise. “Foram entrevistadas em média seis pessoas por comunidade, sendo um mínimo de três. Ao todo, foram ouvidos 778 quilombolas”.

De acordo com a socióloga, nunca foi feita uma pesquisa quantitativa com todas as comunidades certificadas do Rio Grande do Sul e com tão amplo espectro de temas. “A última sobre as várias comunidades negras rurais do Estado foi feita há 17 anos, no âmbito do Programa RS Rural da Secretaria da Agricultura”, diz Denise.

O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Fleck, também pesquisador do DDPA/Seapdr, conta que, para formular e executar políticas públicas, é fundamental ter informações para subsidiar essas políticas, para que elas sejam bem focalizadas e atendam ao público e aos objetivos a que elas se propõem.

“A história das comunidades quilombolas é marcada pela diáspora africana, quando foi forçado o ‘esquecimento’ da sua cultura. Sendo assim, é importante para as próprias comunidades quilombolas e para a sociedade gaúcha reconhecer e dar visibilidade às características peculiares e à identidade dessas comunidades, contribuindo para o seu respeito e valorização”, acredita a nutricionista da Emater/RS-Ascar, Regina Miranda, responsável pela área quilombola da instituição.

 

Resultados preliminares em âmbito estadual

As regiões que possuem mais comunidades são a Sudeste–rio-grandense, com 50 comunidades (38%), que envolve os municípios de Canguçu, São Lourenço, Pelotas, Piratini, entre outros; e a Metropolitana de Porto Alegre, com 33 comunidades (25%). Nessas duas regiões do Estado estão 64% das comunidades. Com relação ao número de famílias, a posição dessas regiões se inverte: a Região Metropolitana tem 3.061 famílias (40%) e a Sudeste–rio-grandense tem 2.131 famílias (28%).

De todas as comunidades, 65% estão no local há mais de 101 anos (sendo que 20% estão há mais de 201 anos). Quanto ao acesso, 37% estão há mais de 30 quilômetros da sede e 66% têm acesso de chão batido.

Apenas 49% das comunidades possuem rede de distribuição de água. O abastecimento é feito de mais de uma forma, sendo as mais citadas pelos quilombolas o poço (32%) e cacimba (25%). O escoamento sanitário se dá de formas diferentes. As mais citadas são fossa séptica (41%), fossa rudimentar (31%), vala ou céu aberto (22%).

Quanto à organização das comunidades, 80% têm associação quilombola, sendo ainda expressiva a participação nos Conselhos Municipais (60%), especialmente da Saúde, Igualdade Racial, Agricultura e Assistência Social.

Abordando a produção agropecuária, na produção vegetal, em termos de percentual sobre o total das comunidades, aparece a produção de hortaliça em 87%, batata-doce em 83%, frutas em 83%, milho em 82%, feijão em 80%, e mandioca em 77%, entre outras culturas.

Em relação à produção animal, também em termos de percentuais sobre o número total de comunidades, a de ovos alcança 82% das comunidades, aves de corte aparecem em 81% delas, e de suínos em 79%.

“Ainda temos a manufatura de pão em 80% das comunidades, geleia em 68% e conservas em 58%, levando em conta o percentual sobre o número de comunidades”, destaca Fleck. “A produção das comunidades quilombolas é essencialmente dedicada aos produtos alimentares, tanto no que se refere à produção vegetal como à produção animal, além dos produtos processados. Parte expressiva se destina ao autoconsumo das famílias, evidenciando sua importância para a segurança e qualidade alimentar”.

Quando se foca na comercialização da produção, 80% das comunidades quilombolas têm parte da produção das famílias comercializada, embora a maior importância seja dada ao autoconsumo familiar. Os canais de comercialização mais citados são: venda para conhecidos e vizinhos (85%); atravessador (34%); feiras (24%); comércio/indústria (14%). “Apesar do destino dos alimentos ser principalmente para o autoconsumo, é também expressiva a produção destinada à comercialização, com a consequente geração de parte das rendas auferidas pelas famílias quilombolas”, destaca a socióloga.

Outro dado: em 80% das comunidades, há famílias que acessaram crédito para financiamento de atividades produtivas, com maior expressão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), seguido do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper).

Mais destaques: em 58% das comunidades quilombolas há sementes crioulas (especialmente milho, feijão, abóbora). “Portanto, essas comunidades preservam um patrimônio genético único e diverso. São guardiões de sementes”, salienta Denise.

A pesquisadora conta que em algumas comunidades a agricultura é feita com a fase lunar. “São sistemas simplificados de cultivo, na maioria das vezes sem o uso de agrotóxicos, e com aproveitamento dos recursos locais e a comercialização da produção estabelecida em circuitos curtos, o que contribui para a sustentabilidade ambiental”.

Foto: Comunidade Canta Galo, em São Lourenço do Sul

Crédito: Fernando Dias/Seapdr

Texto: Darlene Silveira

1 de dezembro de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Comunidade-Canta-Galo.jpg 516 831 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-12-01 14:55:432022-12-01 14:55:43Comunidades quilombolas no Estado
AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE, DESTAQUES DO DIA

Safra de pêssego no Sul do Estado é afetada por doenças e pouca chuva

O período de colheita dos pomares de pêssego com as cultivares destinadas para mesa e para indústria segue na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Ocorre a colheita nas cultivares tipo indústria, como Sensação, Bonão e Citrino. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24/11) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a falta de precipitações mais volumosas para manter a boa umidade nos solos dos pomares já é motivo de preocupação entre os produtores rurais, o que pode ocasionar redução no tamanho dos frutos, consequentemente impactando o preço final aos produtores.

Estes relatam que a frutificação está abaixo do esperado inicialmente; algumas plantas apresentam boa frutificação, e muitas outras estão com pouca quantidade de frutos ou nenhum. Além disso, os produtores informam que uma quantidade significativa teve aumento considerável da morte precoce de plantas de pessegueiros nos pomares. Já é consenso de que as expectativas para a safra 2022/2023 serão de baixas produtividades dos pomares, resultando em safra inferior à safra passada 2021/2022.

Os persicultores seguem realizando os tratamentos preventivos com fungicidas para o manejo e controle das doenças podridão-parda e antracnose. Em Pelotas, acontecerá mais uma edição da tradicional festa e abertura da colheita do pêssego no dia 4 de dezembro, assim como a repetição da Quinzena do Pêssego, a partir desta sexta-feira (25/11) até o dia 12 de dezembro, e o lançamento da Festa do Pêssego também nesta sexta (25/11).

 

Foto: Divulgação Emater/RS

24 de novembro de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMG_3714.jpg 352 567 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-11-24 16:15:342022-11-24 16:15:34Safra de pêssego no Sul do Estado é afetada por doenças e pouca chuva
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DESTAQUES DO DIA

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