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Líder em eficiência da máquina pública, Rio Grande do Sul é o 5º em ranking de competitividade

A colocação no ranking é a melhor do Estado desde 2015, subindo duas posições em relação a 2017

Com o melhor desempenho em eficiência da máquina pública do país, o Rio Grande do Sul aparece na 5ª colocação do Ranking de Competitividade dos Estados de 2018, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a Economist Intelligence Unit.

O Ranking 2018 foi lançado nesta sexta-feira (14), na sede da B3, em São Paulo.

As melhoras mais significativas aconteceram nos pilares “Sustentabilidade ambiental” (de 15º para 10º), puxado pelo bom desempenho no tratamento do lixo. Na avaliação de “Capital humano”, o Estado subiu de 18º para 14º, devido ao aumento de pessoas economicamente ativas com ensino superior, maior produtividade no trabalho e maior qualificação dos trabalhadores. Em “Infraestrutura”, houve alta idêntica, de 18º para 14º, por conta da diminuição no custo do saneamento básico, da energia elétrica e qualidade das rodovias.

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O Estado também ganhou posições em “Educação” (de 10º para 8º), “Sustentabilidade Social” (de 3º para 2º) e manteve sua posição em “Solidez fiscal” (25º) e “Inovação” (2º).

Os únicos pilares nos quais o Rio Grande do Sul perdeu posições foram “Segurança pública”, passando de 6º para 8º, e “Potencial de mercado”, onde caiu 14 posições, de 11º para 25º.

Finalista em Prêmio Excelência

Além de estar entre os melhores colocados do Ranking de Competitividade dos Estados, o Rio Grande do Sul foi um dos finalistas no Prêmio de Excelência em Competitividade com Sistema de Governança e Gestão.

 O Sistemática de Governança e Gestão é um projeto criado pelo governo do Rio Grande do Sul que engloba toda a estrutura estadual em um processo de planejamento estabelecido para todas as secretarias e órgãos vinculados. Dessa forma criou-se um mapa estratégico que se converteu na principal ferramenta de monitoramento de ações, projetos e indicadores de a administração, além de um rígido controle das despesas.

 O projeto foi estabelecido em 2014 e a sua continuidade já apresentou resultados em setores estratégicos como a melhora na segurança pública e educação, bem como a diminuição da projeção do defict público, hoje em 9,9 bilhões de reais, e a capacitação de 465 funcionários públicos. Além do Rio Grande Sul estão na disputa projetos do Pará, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná e São Paulo.

 Por meio do Prêmio Excelência em Competitividade, o Centro de Liderança Pública visa reconhecer publicamente iniciativas dos estados brasileiros que, mediante seus reais desafios, buscaram realizar políticas públicas que trazem impactos positivos à população e que fomentam a Competitividade.

 Foram mais de 90 cases inscritos, além do RS, entre os finalistas na categoria Destaque Boas Práticas ficaram: Distrito Federal, Pará, Paraná, Pernambuco e São Paulo. Tendo como vencedores, o Paraná, pelo uso de tecnologia avançada de análise de dados no Fisco Estadual; o Pará, com o programa Pará Profissional, e o Pernambuco, com o Programa de Fortalecimento da Gestão Escolar.

Os resultados completos do ranking estão disponíveis no site: http://www.rankingdecompetitividade.org.br/ 

Sobre o Ranking

O Ranking de Competitividade dos Estados é uma das principais ferramentas de avaliação da gestão pública do Brasil, e busca pautar a atuação de líderes públicos em 10 áreas-chave.  Disponível em uma plataforma online, o ranking traz um diagnóstico completo das performances estaduais em 68 indicadores distribuídos entre os pilares de Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.

Sobre o CLP

O Centro de Liderança Pública é uma organização suprapartidária e sem fins lucrativos que trabalha na formação de gestores públicos para tornar o Estado brasileiro mais democrático e eficiente. Focado no desenvolvimento de lideranças e na conquista de mudanças estruturais para o desenvolvimento do País, o CLP atua com diversos setores buscando transformar o Brasil em articulação com a sociedade.

 Texto: Isadora Mota

Sesc Bento Gonçalves apresenta exposição sobre benzedeiras do pampa gaúcho

“QeQeuCoso: aura de benzedeira”, do fotógrafo Pedro do Amaral, estará à disposição do público do dia 1º a 30 de junho

Chega ao Sesc Bento Gonçalves  a exposição “QeQeuCoso: aura de benzedeira”, que se propõe a resgatar o valor de cada benzedeira do município de Alegrete. De autoria de Pedro do Amaral, as fotografias direcionam nosso olhar para o cuidado e beleza no papel desempenhado por essas mulheres. A exposição segue até 30 de junho e está aberta à visitação sempre das 8h às 21h. A entrada é gratuita.

Entre todas as figuras míticas do pampa gaúcho, a imagem da benzedeira está entre uma das mais tradicionais. Contudo, diante de filtros e enquadramentos na hora de contar as histórias da região, ela ficou de lado na construção de um ideário tradicional. A exposição “QeQeuCoso: aura de benzedeira” procura chamar atenção para essa questão, para a valorização de um ser humano que cuida de outros humanos. Graduado em Letras, Pedro do Amaral possui Mestrado em Ensino de Línguas. Amaral é um analista de discurso. Por isso, trabalha e pensa a fotografia documental como uma das mais belas formas materiais do tema.

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Sobre o Arte Sesc – Cultura por toda parte – Criado pelo Sistema Fecomércio-RS em 2007, o programa reúne todas as atividades culturais desenvolvidas pelo Sesc no Rio Grande do Sul, entre teatro, música, artes plásticas, literatura e cinema. Além de promover uma intensa troca de experiências e ampliar o acesso à produção artística, o Arte Sesc busca ser reconhecido como promotor de ações culturais no Estado, sendo elas não só apresentações artísticas, mas também de caráter formativo e educacional, orientadas por três eixos: transversalidade, diversidade e acessibilidade.

Exposição “QeQeuCoso: aura de benzedeira” – Bento Gonçalves
De Pedro do Amaral
Data: 1º a 30 de junho
Horário: 8h às 21h
Local: Sesc Bento Gonçalves (Rua General Cândido da Costa, 88)
Entrada gratuita

Paisagens dos vinhedos do Rio Grande do Sul consideradas patrimônio cultural

patrimônio culturalO antropólogo e pesquisador da cultura do vinho, Dr. Luis Vicente Elias Pastor, entrevistado pelo Jornal Integração da Serra na edição nº 175, de fevereiro de 2016, ( confira no site em edições anteriores) recentemente  palestrou sobre patrimônio cultural dos vinhedos do Rio Grande do Sul  em Bento Gonçalves,  no auditório da Embrapa Uva e Vinho, numa promoção da Associação Brasileira de Enologia (ABE) e do Instituto R. Dal Pizzol.

 “É preciso perceber que o patrimônio já não se restringe a um monumento. Pode ser o artesanato, um lago ou um bosque. Tão patrimônio é uma catedral quanto um vinhedo e por isso necessitam de preservação. Dentro dessa concepção, é mais fácil entender por que vemos a paisagem do vinhedo como patrimônio, pois pode integrar outras manifestações que não são materiais, mas sim elementos naturais e culturais”, explicou o espanhol. O palestrante também destacou que as novas formas de turismo necessitam de espaços para serem revertidos em recursos. “A paisagem é resultado da interação do homem a natureza. E a paisagem do Rio Grande do Sul é extraordinária, porque tem uma conjugação de saberes e culturas. Por isso, é importante que o vinhedo esteja integrado nas ofertas de turismo”, ressaltou.

O presidente da ABE, enólogo Edegar Scortegagna, destaca a paixão do palestrante pelo assunto e a importância de se refletir o tema. “É muito interessante conhecer essa visão além do vinho. Precisamos valorizar as paisagens dos vinhedos gaúchos. O que parece comum no nosso cotidiano é único para os turistas, portanto devemos preservar a riqueza desse patrimônio intimamente ligado à história do vinho brasileiro”, sintetiza.

Em 2016 o Instituto R. Dal Pizzol lançou o livro “Paisagens do Vinhedo Rio-Grandense”, escrito por Pastor em parceria com o pesquisador da cultura do vinho Rinaldo Dal Pizzol. A obra contextualiza a chegada dos primeiros imigrantes italianos à Serra Gaúcha, onde encontraram uma paisagem natural formada por bosques virgens.

Sobre o palestrante

Luís Vicente Elias Pastor é natural de La Rioja (Espanha), doutor em Antropologia, mestre em Etnologia e licenciado em Filosofia. De 1974 a 1980 foi diretor do Museu Etnográfico de La Rioja. De 1991-2001 foi diretor da Fundação Caja Rioja. De 1998-2000 foi responsável pelo Programa Líder Temático Cultura do Vinho.

Foi professor de Antropologia na Universidade Nacional de Educação a Distância, expert em temas de Patrimônio Cultural, autor de diversas publicações sobre patrimônio e turismo, cultura do vinho e turismo do vinho. Professor convidado de várias universidades sobre temas da cultura do vinho. Atualmente é responsável pela documentação e patrimônio cultural das vinícolas R. López de Herediae Viña Tondonia en Haro (La Rioja).