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Brasil inicia o maior projeto de pesquisa já elaborado para desenvolver a aquicultura

Foi iniciado o maior projeto de pesquisa em aquicultura já realizado no País. O BRS Aqua envolve 22 centros de pesquisa, 50 parceiros públicos e 11 empresas privadas – números que ainda devem aumentar ao longo de sua duração. Trata-se de um marco em investimentos no tema, fruto da parceria entre Embrapa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a atual Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, ligada à Presidência da República, (SEAP).

O projeto é o terceiro maior já financiado pelo BNDES Funtec – linha de crédito não reembolsável a projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação. Serão R$ 45 milhões financiados pelo banco estatal, R$ 6 milhões da Embrapa e R$ 6 milhões da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, totalizando R$ 57 milhões. A meta, ao fim dos quatro anos de duração, é estabelecer a infraestrutura e a pesquisa científica necessárias para atender demandas do mercado de aquicultura.

“Esse projeto é de grande importância não só para o nosso centro de pesquisa, mas também para a Embrapa inteira e para o Brasil. É a comprovação de que a aquicultura chegou para ficar e tornou-se uma área estratégica no País”, comemora Eric Arthur Bastos Routledge, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), unidade que coordena o BRS Aqua.

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Quatro espécies estudadas

No Brasil, um dos maiores desafios em aquicultura está na falta de pacotes tecnológicos para a criação de importantes espécies aquícolas. Por isso, o projeto focará na pesquisa do tambaqui (Colossoma macropomum), tilápia (Oreochromis niloticus), camarão (Litopenaeus vannamei) e bijupirá (Rachycentron canadum), que apresentam grande demanda de mercado ou possuem alto potencial de produtividade.

“Essas espécies se encontram em diferentes patamares tecnológicos e para cada uma delas haverá uma abordagem diferente”, explica a pesquisadora e coordenadora do projeto, Lícia Maria Lundstedt, da Embrapa Pesca e Aquicultura. Segundo ela, enquanto a tilápia possui um pacote tecnológico mais avançado, as pesquisas com o bijupirá ainda são incipientes no País, embora seja uma espécie nativa do litoral brasileiro e tenha potencial para ser uma opção para o desenvolvimento da piscicultura marinha nacional.

Reforço na infraestrutura de pesquisa

“Cada uma dessas espécies por si só renderia vários projetos. De qualquer forma, o BRS Aqua vai gerar os mais diversos produtos, entre eles um incremento da infraestrutura para futuras pesquisas em aquicultura na Embrapa”, explica Lundstedt. A Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE), por exemplo, terá um novo laboratório para pesquisar espécies marinhas; a Embrapa Meio Norte (PI), que já trabalha com camarão, também terá melhorias em suas instalações para pesquisas na área e várias outras unidades da Embrapa receberão um reforço na infraestrutura para incrementar as pesquisas em aquicultura.

Para atender às mais diversas demandas, o BRS Aqua funciona como um grande guarda-chuva sob o qual há oito projetos componentes (Germoplasma, Nutrição, Sanidade, Manejo e gestão ambiental, Tecnologia do pescado, Economia do setor aquícola, Transferência de tecnologia e Gestão), com pesquisas distribuídas em diversos centros de pesquisa da Embrapa e polos produtivos.

Formação de banco de germoplasma

“Um dos destaques em genética é a geração de informações científicas e tecnológicas que tenham impacto direto na produção de alevinos (filhotes) de tambaqui com melhor qualidade, o que vai refletir em redução da mortalidade e aumento na produção”, explica Lundstedt, acrescentando que o projeto pretende estabelecer uma coleção de germoplasma qualificado de tambaqui na Embrapa Pesca e Aquicultura para futuros investimentos públicos ou privados em melhoramento genético.

Segundo a pesquisadora, atualmente o setor produtivo do tambaqui utiliza germoplasma pouco caracterizado cientificamente e sem melhoramento genético. Para que a produção avance, é necessário que o germoplasma seja geneticamente melhorado quanto às características produtivas, como melhoria nas taxas de crescimento, maior resistência a doenças, adaptação a sistemas intensivos de cultivo, entre outros avanços.

Em sanidade, o projeto pretende mapear os mais importantes desafios sanitários do tambaqui e seus fatores de risco para propor boas práticas de manejo, sistemas de diagnóstico rápido de doenças e desenvolver seus respectivos tratamentos. Um dos principais resultados nessa área será a identificação dos fatores de risco preponderantes relacionados à mortalidade do camarão, causada pela doença da mancha branca, a fim de propor medidas para evitar ou mitigar os efeitos em sua produção no Nordeste.

Causada por um vírus, a doença se manifesta na fase inicial de desenvolvimento do crustáceo, calcificando-o, provocando falta de apetite, letargia e manchas brancas em sua casca. Em seguida, o animal morre e contamina os outros. Com isso, produções inteiras são perdidas antes mesmo de chegarem ao consumidor. Um dos casos mais recentes da doença ocorreu no Ceará em meados de 2017. Em seis meses, 30 mil toneladas de camarão foram perdidas – o equivalente a 60% da produção do período.

Em nutrição, o foco será em tambaqui e tilápia. Serão definidos protocolos alimentares para a produção intensiva do tambaqui, nas fases de larva, engorda e abate, em viveiros e tanques-rede, tendo por base a capacidade de digestão dos ingredientes da ração e as exigências nutricionais do peixe. Além disso, o projeto abordará aspectos relacionados à tecnologia de processamento de rações, uma vez que há diversos parâmetros que precisam ser cuidadosamente monitorados para obtenção de produtos de alta qualidade. Também serão avaliadas nutricionalmente as rações disponíveis no mercado. É justamente esse insumo que impacta em até 82% nos custos de produção, dependendo do sistema adotado. Na prática, o produtor acaba gastando mais do que o necessário para engordar o animal.

Mudanças climáticas e piscicultura

Questões relacionadas ao aquecimento global e à sustentabilidade ambiental igualmente estão no radar do projeto, que prevê o desenvolvimento de equipamentos para monitoramento da liberação dos gases de efeito estufa na piscicultura. Também está prevista a análise da relação da produção em tanques rede, suas emissões de gases de efeito estufa e a qualidade da água. O acompanhamento das variáveis físicas, químicas e biológicas de sedimentos e da água, incluindo contaminação do solo e tratamento de efluentes gerados pela produção de peixes, também será alvo de estudos. Da mesma forma, será desenvolvido um sistema para tratamento de efluentes da produção de peixes.

Novos produtos de pescado

O BRS Aqua vai atuar ainda em diferentes aspectos relacionados ao processamento do pescado. O projeto vai trabalhar no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o abate eficiente e humanitário de peixes, padronização e controle de qualidade de filés, uso de resíduos e co-produtos do processamento na elaboração de materiais com valor agregado. Do mesmo modo, haverá um estudo de modelos para gestão de resíduos sólidos na indústria de processamento do pescado.

Além dos gargalos tecnológicos, a aquicultura brasileira também carece de dados e análises econômicas.  “Por se tratar de um setor relativamente recente, se comparado a cadeias agroindustriais tradicionais como a de outras carnes ou grãos, há poucas informações sobre diversos aspectos da cadeia do pescado”, justifica o pesquisador da Embrapa Manoel Xavier Pedroza Filho, responsável pelo segmento de economia do projeto. Segundo ele, faltam dados sobre viabilidade econômico-financeira dos sistemas de cultivo, estrutura da cadeia produtiva, risco de investimento, impacto econômico da adoção de tecnologias, além de dados macroeconômicos da aquicultura nacional (empregos, PIB, etc).

“A ausência dessas informações dificulta a tomada de decisões dos setores público e privado, uma vez que são fundamentais não apenas para orientar os investimentos, mas também subsidiar a formulação de políticas públicas para o setor”, ressalta o especialista. O BRS Aqua pretende gerar informações econômicas das quatro espécies contempladas no projeto, por meio de análises de viabilidade econômica de sistemas de produção, impacto de adoção de tecnologias, risco de investimento, entre outras.

Grande potencial nacional

Apesar de possuir 12% da água doce mundial e uma costa litorânea com mais de 8.500 quilômetros de extensão, a produção brasileira de animais aquáticos é inferior ao seu potencial. As causas desse desempenho são diversas e incluem baixa qualidade das matrizes reprodutoras; poucos estudos sobre a capacidade de suporte de ambientes de cultivo (número máximo de peixes ideal para uma determinada área); limitada assistência técnica; deficiência nas formas de controle e monitoramento das enfermidades de animais aquáticos; utilização incipiente de resíduos para produção de derivados; falta de tratamento e aproveitamento de efluentes de aquicultura e de padronização de indicadores para o licenciamento ambiental nos diferentes ambientes onde a aquicultura é praticada.

“Fizemos um levantamento de informações sobre o setor entre 2012 e 2013, que gerou dois estudos que revelaram todo o potencial na área de aquicultura do Brasil. Isso foi na época do Ministério da Pesca e Aquicultura, que desejava investir no desenvolvimento aquícola”, recorda Marcos Rossi Martins, chefe do Departamento da Área de Indústria e Serviços do BNDES.

A análise constatou grandes gargalos e oportunidades. A variedade de peixes da Bacia do Rio Amazonas, por exemplo, é um diferencial para o Brasil atingir novos mercados. O clima é outra vantagem a favor do País, cujas condições para o cultivo da tilápia – uma das espécies de peixe mais consumidas no mundo – são excelentes. Outros cultivos, como o de crustáceos e moluscos, também têm potencial de escala no Brasil. No entanto, a indústria de pescados ainda é incipiente no País, tanto na pesca quanto na aquicultura.

Segundo dados de 2014 de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), o consumo mundial na aquicultura é da ordem de 20 kg per capta, enquanto o de carne bovina atingiu menos da metade: 6,54 kg. Nesse cenário é fácil perceber como o mercado da pesca e da aquicultura é promissor no País.

“A demanda mundial por pescados vem crescendo de forma acelerada em decorrência do aumento populacional e da busca por alimentos mais saudáveis. No Brasil isso também ocorre. Em 2003, o consumo era inferior a 6,5 quilos de pescado por pessoa ao ano, hoje esse valor subiu para nove quilos per capta. Se a população ingerisse a quantidade recomendada pela OMS, que é de 12 quilos, isso já representaria um impacto no consumo de 5.722 mil toneladas”, calcula Jaldir Lima, um dos coordenadores do estudo do BNDES.

Expectativa de melhora na competitividade

O projeto foi bem recebido também por representantes do setor produtivo. Para Antônio Albuquerque, diretor técnico da Associação Cearense dos Criadores de Camarão (ACCC), ele é um sinal de que a pesquisa está atenta às demandas do mercado. “Essa iniciativa da Embrapa de ouvir vários atores, incluindo outras cadeias produtivas, para saber quais são as principais demandas, é muito positiva. Também é muito útil que a pesquisa saiba qual tipo de apoio o setor produtivo pode dar”, diz.

Francisco Medeiros, diretor presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, a Peixe BR, tem muitas expectativas. “Temos acompanhado a elaboração dessa proposta desde 2015. Trata-se de um setor carente de soluções que ofereçam melhor competitividade. No Brasil, temos grandes pesquisadores em aquicultura, no entanto, observamos baixa utilização de tecnologias geradas por essas instituições de pesquisa”, analisa ele. “Temos um grande problema de competitividade e esperamos que todas essas ações tragam soluções que promovam melhores condições de mercado. Vamos acompanhar de perto a execução desse trabalho”, resume.

Elisângela Santos (MTb 19.500/RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura

Prefeitura distribui mensalmente mais de 4 toneladas de alimentos à entidades de Bento

Benefício se dá por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

Promover o desenvolvimento da agricultura familiar e atender as demandas dos serviços e entidades socioassistenciais é o objetivo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome. A Prefeitura de Bento Gonçalves deu início à execução do programa em março deste ano e atende atualmente 13 entidades e serviços socioassistenciais com produtos oriundos de 22 agricultores.

No Município, a modalidade executada é “Compra com Doação Simultânea”, que consiste na aquisição de produtos dos agricultores familiares para repasse às entidades cadastradas no Conselho de Assistência Social e serviços socioassistenciais, que servem refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Dentre os serviços contemplados com a ação, o Centro de Convivência Infantil (CECI) que atende cerca de 100 crianças, de 4 a 6 anos de idade, recebe cerca de 20 variedades de alimentos semanalmente. Entre os produtos recebidos estão: cenoura, cebola, aipim, moranga, tomate, alface, e repolho, temperos verdes, suco de uva integral, biscoitos caseiros, banana, morango, doces de frutas e ovos caipiras.

“Com o recebimento dos alimentos, conseguimos incluir no cardápio das crianças produtos que não tínhamos acesso. Isso agrega muito valor nutricional, pois podemos oferecer uma maior variedade de receitas feitas com produtos saudáveis e frescos e aproveitar todo o alimento, devido ao fato de serem de qualidade. Servimos um número maior de refeições com pratos mais atrativos e saborosos”, destaca a coordenadora do CECI, Alexandra Fitareli.

Outro local beneficiado pela iniciativa é o Lar do Ancião, que atende 60 idosos no Município e recebe as doações todas as quartas-feiras. Segundo a nutricionista da entidade, Luciana Moreira da Silva, a quantidade de alimentos recebidos é bastante expressiva. “São mais de 15 variedades de produtos entre verduras, legumes e frutas, estamos bem satisfeitos. A qualidade é muito boa, conseguimos aproveitar tudo, é um produto que dura mais e que possibilita a preparação de várias receitas. Para os idosos está sendo muito bom, na sopa, por exemplo, temos colocado todos os legumes, e assim eles recebem todos os nutrientes de que precisam. Estão comendo e aceitando bem os alimentos”, enfatiza.

Outro ponto destacado pela profissional é a economia que o programa está proporcionando ao Lar. “Temos comprado bem pouca coisa fora. Aproveitamos bastante tudo o que vem e compramos apenas o necessário, algum complemento. O que a gente recebe é o que temos usado aqui. O PAA também proporcionou a vinda de alimentos que não tínhamos acesso como o suco de uva e o morango, que estavam fora do nosso orçamento”, pontua Luciana.

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Além do CECI e do Lar do Ancião, as entidades e serviços assistenciais que recebem os donativos são: Associação dos Deficientes Visuais de Bento Gonçalves (ADVBG), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Bento Gonçalves (APAE), Associação Integrada de Desenvolvimento do Down (AIDD-BG), Associação de Deficientes Físicos de Bento Gonçalves (ADEF), Ação Social São Roque, Associação Bento-gonçalvense de Convivência e Apoio à Infância e Juventude (Abraçaí), SFCV/ Ceacris AABB, Balão Mágico, Carrossel da Esperança e Toquinha da Amizade, e o Abrigo Municipal.

Em Bento Gonçalves, o PAA é coordenado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura, em parceria com a Secretaria de Habitação e Assistência Social.

Distribuição de Recurso

O Governo Federal disponibilizou para a execução do programa em 2018, cerca de R$ 125 mil, destes R$ 52 mil são destinados aos serviços socioassistenciais e R$ 73 mil às entidades. A distribuição é feita por meio da relação entre o número de pessoas atendidas e a quantidade de refeições servidas semanalmente.

O CECI, que serve aproximadamente 1.000 refeições/semana, recebe o recurso de cerca de R$ 10 mil. Já para o Lar da Ancião, que disponibiliza em média 2.100 refeições/semana, são destinados R$22 mil.

Créditos foto: Laura Kirchhof

9ª Mostra Municipal Escolar será em 17 de maio em Garibaldi

A Secretaria Municipal de Educação de Garibaldi, por meio do setor de Educação Ambiental, promove no dia 17 de maio a 9ª Mostra Municipal Escolar, com o tema “Aproveitamento integral dos alimentos”. O evento será realizado no salão da comunidade do bairro Cairú, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

Aproveitamento integral dos alimentos significa seu consumo por completo, o que proporciona o aumento da ingestão de fibras, vitaminas e minerais. E se o consumo for regular, ainda representa economia. Em muitos casos, as quantidades de nutrientes presentes nas partes geralmente descartadas dos alimentos, como sementes, cascas, entrecascas, folhas e talos, são maiores que na própria polpa.

Mostra de Flores Comestíveis (8)

A mostra é a culminância do trabalho realizado durante o ano de 2017 junto às escolas e entidades, por meio do grupo de multiplicadoras ambientais. O objetivo é mostrar à comunidade os benefícios de uma alimentação nutritiva e sustentável com o uso de folhas, talos, cascas e sementes no preparo de novas receitas.

Serão apresentados trabalhos e alimentos para degustação com abóbora, batata-doce, beterraba, cenoura, banana, laranja, maçã, mamão e maracujá. A entrada é gratuita.

Crédito das fotos da Mostra de 2017: Priscila Pilletti

Primeira edição da Campanha Prato Cheio é realiza em 2018

Iniciativa do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac estimula doação de alimentos não perecíveis em todo o RS

 Começou a primeira edição de 2018 da Campanha Prato Cheio. Até o dia 30 de abril,, é possível realizar doações de alimentos não perecíveis nas Unidades do Sesc e em instituições apoiadoras como Senac, Sindicatos filiados ao Sistema Fecomércio/RS e empresas parceiras em todo o Rio Grande do Sul. O objetivo da iniciativa é arrecadar mantimentos para o Programa Mesa Brasil Sesc, que destina as doações a entidades sociais cadastradas.

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Colaborar com a campanha é uma oportunidade para a comunidade participar de forma ativa na Rede de Solidariedade formada por entidades sociais e doadores. Podem ser doados alimentos não perecíveis, dentro do prazo de validade e com embalagens íntegras. As doações entregues serão repassadas às entidades sociais, seguindo orientações de nutricionistas do Programa Mesa Brasil.

Sobre o Mesa Brasil – O Mesa Brasil Sesc é uma rede permanente de solidariedade, que atua desde novembro de 2003 no Rio Grande do Sul com o objetivo de evitar o desperdício de alimentos e diminuir as carências nutricionais da população. Para alcançar essas metas, conta com o apoio de empresas, entidades sociais e voluntários. No Rio Grande do Sul, o Mesa Brasil Sesc é realizado pelo Sistema Fecomércio-RS nas cidades de Porto Alegre e Região Metropolitana, Cachoeira do Sul, Ijuí, Erechim, Santa Maria, Rio Grande e Vales do Taquari e Rio Pardo (Lajeado, Estrela, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires), sempre em parceria com as prefeituras municipais. Outras informações podem ser obtidas no site www.sesc-rs.com.br/mesabrasil.

Entidades são beneficiadas com o programa aquisição de alimentos (PAA)

Na última quarta-feira, 7, foi iniciada a entrega dos alimentos para as entidades cadastradas no Programa Aquisição de Alimentos (PAA), o qual a Prefeitura de Bento Gonçalves, por meio das secretarias de Habitação e Assistência Social e Agricultura faz parte desde 2014. O PAA é uma ação do Governo Federal, através do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, sendo que o recurso disponibilizado para execução da ação para este ano é de cerca de R$ 125 mil.A entrega ocorreu no Ginásio da Madecenter, contando com a presença do prefeito Guilherme Pasin, os secretários de Habitação e Assistência Social, Márcio Pilotti, e de Desenvolvimento da Agricultura, João Carlos da Silva.

No Município, está sendo executada a modalidade “Compra com Doação Simultânea”, que consiste na aquisição de produtos de agricultores familiares com produção própria para repasse às entidades cadastradas no Conselho de Assistência Social e serviços socioassistenciais, que servem refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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 Conforme uma das coordenadoras do programa, a nutricionista Caroline Tessaro são oferecidos alimentos de qualidade, que são selecionados e distribuídos conforme a necessidade das entidades, que participam do projeto. “São frutas, biscoitos, suco de uva que são entregues diretamente para as entidades e que passam por um rigoroso controle de qualidade”, disse.

 Para o Prefeito Guilherme Pasin, que auxiliou na entrega dos alimentos, o projeto é de extrema importância. “É um investimento importante para o agricultor e para as entidades que vão ser favorecidas com esse projeto. É a valorização do que é plantado e produzido em nossa cidade”, afirma.

 Com a ação serão beneficiados 22 agricultores familiares e 13 entidades assistenciais. Os alimentos foram entregues para Associação Integrada do Desenvolvimento do Down (AIDD), Associação de Deficientes Físicos de Bento Gonçalves (ADEF) e Lar do Ancião.

Fotos: Emanuele Nicola

Em 2017 SMED investiu R$ 2,2 mil em alimentação escolar

Em média, 2.500 refeições foram servidas nos educandários

No ano de 2017, foram servidas, em média, 280.000 refeições por mês, nas escolas de Educação Infantil, de Ensino Fundamental e Médio e Entidades Filantrópicas. Foram utilizados aproximadamente R$ 2.250.000,00 para aquisição dos gêneros da alimentação escolar, sendo R$ 1.100.000,00 de Recursos Municipais e R$ 1.018.964,00  do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Dos recursos provenientes do FNDE, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) deveria investir o mínimo de 30% do valor para aquisição de produtos da Agricultura Familiar. No entanto, em 2017, cerca de 95% do valor recebido foi utilizado para aquisição de produtos alimentícios das 50 famílias cadastradas na Associação de Agricultores Familiares de Bento Gonçalves. A Secretaria de Agricultura intermedia o contato dos agricultores com a SMED e as escolas. Cerca de 82% dos alimentos que compõem o cardápio nas escolas são oriundos da agricultura familiar.

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A valorização da agricultura familiar do município, somados ao trabalho realizado pelos setores de nutrição e pedagógico da secretaria, com projetos, formações dos profissionais envolvidos com a merenda escolar, dos professores e o trabalho realizado com os alunos, resultou na premiação de Bento Gonçalves com o 2º Concurso de Boas Práticas de Agricultura Familiar para a Alimentação escolar, promovido pelo FNDE.

Ainda, como demonstração da importância dada à merenda escolar, no ano de 2017 a merendeira Daniela Felizardo, da EMI Feliz da Vida, obteve primeiro lugar da Região Sul, com a receita Polenteca, no 2º Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar.

No mês de agosto, o Setor de Nutrição da SMED recebeu a visita do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (CECANE/ UFRGS) entidade veiculada ao FNDE, visando o aprimoramento da operacionalização do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

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Segundo a secretária adjunta de Educação, Adriane Zorzi, “Bento Gonçalves obteve o reconhecimento do FNDE por atingir, ao longo dos anos, os critérios estabelecidos pelo programa refletindo de forma positiva, pois o investimento na merenda escolar, nas capacitações dos profissionais envolvidos, bem como, nas estratégias de educação nutricional obtiveram resultados além das expectativas no estado nutricional e nos hábitos alimentares das crianças, ampliando essa educação para suas famílias.”

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Todo esse trabalho acontece contando com valorosas parcerias como com Associação dos Agricultores Familiares, EMATER, Faculdade Cenecista, o Instituto Federal do Rio Grande Do Sul (IFRS) e outros profissionais e entidades que colaboraram na realização dos cursos de “Qualificação no Preparo de Alimentos para Alimentação Escolar” e “Boas Práticas para Serviços de Alimentação”, onde foram capacitadas merendeiras, direção e membros do Conselho de alimentação escolar e outras atividades.

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Auto realização mantém o prazer da maturidade

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A mulher madura feliz – aquela com mais de cinquenta anos – vive a “fase da sobremesa”, conforme analogia da pesquisadora Alice Schuch para ilustrar o prazer experimentado neste momento da vida que é única. Os caminhos percorridos levam à melhoria contínua. “Em cada nova jornada, importa eleger a estrada daquilo que é auto realização ordenada de si mesmo, ao ponto de dizer: sou assim e estou contente de ser, porque me quero assim, sei aonde vou e porque estou fazendo isto”, ensina a especialista, também palestrante e escritora do universo feminino.

“Homens e mulheres devem reter a alma no cárcere do corpo e não partir desta vida humana sem a permissão daquele que a deu a nós, para que não pareça que estamos nos subtraindo à missão e à tarefa prescrita pelo Criador”, ressalta Alice ao lembrar da obra De senectute, de Cícero (106 e 43 a.C.), aonde ele pontua em seus diálogos sobre a idade madura.

Ao conduzir as orientações de Cícero, Alice Schuch ressalta que a obra divina está na realização pessoal. Ás mulheres do Século XXI, seria minimizar a importância de falar ou impor-se. “A realização pessoal é uma simples presença interior, atingida pela consciência clara de que sou eu quem quer, determina e escolhe a minha ação”, explica.

Na visão de Alice, a condição humana requer o poder de agir, merece o escopo da vida em amável harmonia com o ambiente em que está inserida, com capacidade criativa a desenvolver e conduzir a própria existência com personalidade e auto realização constante

Cardápio energizante: como vencer o cansaço e a fraqueza causados pela má alimentação

Dieta reforçada é fundamental para combater o esgotamento provocado pela rotina

espantando-o-cansaço-dietaSe existe uma sensação que acompanha a vida moderna ela é, sem dúvidas, a falta de tempo. Mal acabamos de nos despedir da sexta feira e logo temos que encarar uma nova semana. Em meio a tantas obrigações a cumprir, não é incomum termos a impressão de que apenas dois dias não foram suficientes para recarregar as energias. Embora esse efeito seja relativamente normal e a segunda feira acabe gerando certo desânimo em muitas pessoas, existe uma linha tênue que separa o cansaço eventual da fadiga crônica. Ironicamente, um dos fatores mais determinantes nessa questão é justamente um dos mais negligenciados atualmente: a qualidade da alimentação.

Mal nutrido, o corpo fica sem energia e passa a dar sinais de alerta que, muitas vezes, são banalizados por quem enfrenta o problema. Resultado: stress, indisposição para cumprir as atividades do dia a dia, má qualidade do sono, fome exacerbada ou falta de apetite e diversos outros sintomas que, se ignorados, podem acarretar em sérios problemas de saúde. Quer saber se essa é a razão por trás do seu cansaço constante e o que fazer para contornar tal situação? Saiba mais agora:

Sinais do descompasso

Quem nunca deixou de tomar o café da manhã para não se atrasar ou trocou o almoço por um lanche para ir ao banco, por exemplo? Apesar de parecerem atitudes inofensivas, quando as más escolhas da dieta se tornam constantes, a oferta de combustível para o organismo pode ficar baixa, resultado em sintomas como cansaço, fraqueza e dificuldade de concentração. Porém, com distinguir a falta de energia ocasional de uma deficiência nutricional mais severa?

De acordo com a nutricionista Joanna Carollo, existem alguns sinais que podem sugerir um distúrbio dessa ordem “Embora a fadiga crônica possa ter varias causas, quando o problema está relacionado à alimentação desbalanceada, o corpo emite sinais bem evidentes: além do cansaço físico, cãibras e dores musculares, o indivíduo pode apresentar unhas e cabelos quebradiços, pele seca, tremores, tontura, entre outros. Isso porque nutrientes essenciais como vitaminas e sais minerais podem estar em falta, comprometendo o bom funcionamento do organismo. Se o indivíduo se sente frequentemente esgotado, mesmo após uma boa noite de sono, por exemplo, é importante buscar ajuda médica para investigar o problema”.

Além disso, a especialista da Nova Nutrii pondera que o individuo pode fazer uma análise sobre seus hábitos alimentares “Refletir se as escolhas do dia a dia são suficientemente boas, ou seja, nutritivas e condizentes com o estilo de vida. Não basta apenas “comer para matar a fome”, é preciso ver se as refeições estão de fato suprindo a necessidade energética e vitamínica. O curioso é que nós costumamos ter consciência de que nosso desempenho não é o mesmo quando não nos alimentamos bem. Ainda assim, muitas pessoas sacrificam a alimentação saudável em virtude da rotina”.

Forneça “combustível” de qualidade

Carollo explica que a fadiga crônica ligada à deficiência nutricional não significa, necessariamente, uma alimentação insuficiente, mas, muitas vezes, pouco qualificada. “Como sabemos, os alimentos são a nossa fonte majoritária de energia. Porém, assim como um carro, precisamos de um combustível de qualidade. Se você não coloca uma boa gasolina e não cuida da manutenção, por mais que o veiculo esteja “abastecido”, uma hora vai apresentar um problema mais grave, capaz de prejudicar seu funcionamento. Nosso organismo trabalha da mesma forma, mesmo que nos alimentemos frequentemente, se essas refeições não suprirem determinados nutrientes, o corpo vai perdendo “potência””.  A nutricionista lista alguns desses itens essenciais para o organismo e sua relação com o cansaço crônico:

Minerais que afugentam a fraqueza:

A deficiência de minerais como o Magnésio, Ferro e Potássio pode desencadear sintomas como fraqueza, tremores, alterações no ritmo cardíaco, cãibras, náuseas, vômitos, perda do apetite, dificuldade de concentração e aprendizado, sonolência, enfraquecimentos das unhas e cabelos (inclusive a queda), irritabilidade, palidez, inapetência, baixa na imunidade e, em casos mais severos, problemas de saúde como a anemia. Isso porque esses minerais são responsáveis, dentre outras coisas, pela produção de energia, contração muscular, oxigenação das células, formação dos glóbulos vermelhos, e fortalecimento do sistema imune.

Onde encontrar: “Sementes de abóbora, espinafre, couve, arroz integral e amêndoas são ricas em Magnésio. Já o Ferro está presente, sobretudo, nas proteínas animas como fígado bovino. Também é possível encontra-lo nos vegetais, como leguminosas e hortaliças verde-escuras, porém, o Ferro presentes nas carnes é melhor absorvido pelo organismo. Já o Potássio pode ser obtido através do consumo de bananas, beterraba, feijão e alguns peixes, como o salmão e o atum.”

Vitaminas que turbinam a energia

Ganham destaque a Vitamina A, as Vitaminas do complexo B (em especial a B12), a Vitamina C e a Vitamina D. Dentre outras funções, essas vitaminas são responsáveis pelo bom funcionamento neurológico, produção de glóbulos vermelhos, regulação da suprarrenal (glândula responsável pela resposta ao stress), manutenção do bom humor e ação imuno-moduladora. A deficiência de algum desses nutrientes pode levar a insônia, depressão, irritabilidade, dores de cabeça frequentes, problemas gastrointestinais, problemas de equilíbrio, enfraquecimento da memória, fraqueza muscular e inflamações frequentes.

Onde encontrar: “Proteínas animais como fígado, ovos e peixes são boas fontes tanto de Vitamina A, quanto de Vitaminas do complexo B. Porém, também é possível encontrar esses nutrientes em fontes vegetais como a cenoura, a abóbora e vegetais folhosos como a couve. A Vitamina C pode ser encontrada em abundância em cítricos como a acerola, a laranja e o morango, mas também está presente em vegetais como o brócolis e o pimentão. Apesar de poder ser encontrada em peixes gordos (salmão, atum, etc.), o aporte de Vitamina D merece mais atenção, já que é um pouco mais difícil de ser suprido somente através da alimentação normal. Justamente por isso, em alguns casos, a suplementação desse nutriente é bem vinda. Ainda assim, para que o organismo seja capaz de produzir a vitamina, é essencial tomar sol moderadamente e com frequência.”

Hábitos que roubam energia

Além de apostar numa alimentação rica nesses nutrientes, é importante afastar alguns hábitos que podem sabotar a energia. Muitos deles estão ligados, inclusive, ao estilo de vida moderno e que devem ser combatidos tanto em prol do desempenho, quanto da saúde. Portanto, evite:

  • Abusar do café: bebidas estimulantes podem ser uma alternativa naqueles dias nos quais nos sentimos menos motivados. Porém, se você se sente “dependente” do café (ou de outra bebida rica em cafeína) para encarar uma atividade, pode estar “mascarando” um problema maior. Embora a bebida ajude a manter a mente alerta, é preciso investigar qual problema está relacionado à falta de energia e concentração;
  • Trocar refeições por lanches industrializados: o mesmo vale para o abuso de alimentos altamente processados e refinados. Além de serem pobres em nutrientes, estes alimentos são rapidamente absorvidos pelo organismo, provocando picos de glicose que favorecem a fome exagerada, ganho de peso e inchaço;
  • Ficar muitas horas sem comer: Dificulta o controle da ingestão calórica, pois com poucas refeições, o indivíduo tende a comer mais. Com isso, ele corre o risco de comer além da conta e fazer escolhas pouco saudáveis. Resultado: digestão “pesada”, sonolência e indisposição;
  • Consumir poucas fibras: As fibras possuem um papel importante para boa digestão e tem total relação com a oferta de energia. Como são absorvidas lentamente, controlam a liberação de glicose, evitando picos e mantendo a energia estável. Porém, é fundamental lembrar que a hidratação adequada é indispensável para que este benefício seja alcançado.

Pessoas muito ativas precisam de suplementação?

Quando a dieta é balanceada, dificilmente um indivíduo sofrerá da fadiga crônica motivada por uma deficiência nutricional. E embora seja relativamente simples afastar essa possibilidade, muitas pessoas tem dificuldade de seguir uma alimentação saudável e natural no dia a dia, seja pela impossibilidade de preparar as próprias refeições, seja pela falta de tempo para procurar opções mais adequadas. O grande problema é que quanto mais ativa for uma pessoa, maior será sua demanda nutricional. Justamente por isso, muitos podem questionar se é necessário (e válido) apostar na suplementação.

Joanna enfatiza que o melhor caminho é sempre a alimentação balanceada, mas considera que esses produtos podem ter um papel importante na vida de pessoas que não conseguem obter esses nutrientes unicamente por meio da dieta “Não só pela oferta de energia, mas principalmente pelo aporte de vitaminas e sais minerais que muitas vezes não podem ser totalmente supridos ao longo do dia pelo cardápio. Suplementos alimentares podem ser uma alternativa para facilitar a rotina dessas pessoas. Porém, como essa questão é totalmente individual, é fundamental buscar orientação profissional para verificar quais nutrientes devem ser suplementados e em quais quantidades.”

Fonte: Nova Nutrii

Pediatra Ângela aplica conhecimentos adquiridos em nutrição infantil em pós pela Universidade de Boston

A pediatra Ângela Rech Cagol agora é também pós-graduada em Nutrição Infantil pela Boston University School of Medicine. Dra. Ângela, em 2016, foi a única de Bento Gonçalves, entre os 200 médicos brasileiros convidados pela Nestlé, a participar do programa de pós-graduação on-line a distância. A oportunidade surgiu através da parceria entre a Universidade de Boston e a Medlnscribe, apoiada pela Nestlé Nutrition Institute. A médica fez a pós-graduação entre março e novembro do ano passado. A formatura aconteceu em São Paulo, em novembro de 2016, ocasião em Ângela foi certificada internacionalmente.

O curso de pós-graduação em nutrição infantil foi dividido em sete módulos, aplicados um em cada mês. Durante o período, conteúdo online em inglês foram disponibilizados através da plataforma da Universidade de Boston. Além das leituras, videoaulas explicativas. No início de cada módulo, o conteúdo foi entregue ainda de forma impressa por um representante da Nestlé. A coordenação da pós-graduação, em Boston, também ligava para cada participante passando orientações sobre as etapas do programa. O módulo, estudado em 30 dias, finalizava com prova online. Em caso de reprovação de cada etapa, o participante seria desclassificado imediatamente. “Ser convidada para esse pós foi uma grande surpresa. Me senti valorizada no meio acadêmico”, afirma Ângela.

A especialização veio para somar ainda mais os conhecimentos e o extenso currículo da pediatra. Dra Ângela é formada em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) desde 1998. Concluiu mestrado em 2004 e doutorado em 2009, ambos em pediatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Natural de Vacaria, a médica está atuando na pediatria há 18 anos, entre treze em Caxias do Sul e cinco em Bento Gonçalves. Ângela também foi professora no curso de Medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS) durante sete anos, ministrando e coordenando a disciplina de Pediatria. Hoje, a médica é preceptora de residentes de pediatria do Hospital Geral de Caxias do Sul (HGCS), supervisionando e orientando o desenvolvimento dos futuros médicos.

Os conhecimentos adquiridos nessa última pós em nutrição infantil já estão sendo aplicados em consultas com gestantes, recém-nascidos e crianças. “Foi muito interessante o conteúdo abordado porque trouxe uma visão global da nutrição infantil. O curso também ampliou minha visão nas consultas de pré-natal. Oriento as mães que estão gestando sobre o que é importante na alimentação delas durante a gravidez. Nesse período, temos orientações aos pais para que a criança possa nascer o mais saudável possível. São orientações dentro da visão de programação metabólica voltada aos primeiros mil dias de vida, incluindo a intrauterina. A alimentação dos primeiros mil dias de vida é determinante para a criação de hábitos saudáveis para toda a vida”, acentua a Dra. Ela acrescenta que atualmente há muitas crianças obesas ainda na primeira e segunda infância, vítimas da má alimentação.

Nessa pós, ela também aprofundou seu conhecimento sobre patologias de intolerância a lactose e alergia à proteína do leite de vaca (APLV). “Tenho me aperfeiçoado através de cursos, entre outras ferramentas, para qualificar ainda mais o atendimento em pediatria”.

Teatro Viajante ensina crianças sobre vida saudável e suco de uva em Bento Gonçalves

 

unnamed (10)Espetáculo fez o público de 1,2 mil espectadores mirins interagir e se divertir aprendendo sobre vida saudável e benefícios do suco de uva

Curiosas e animadas – assim chegaram as crianças convidadas a participar do projeto Teatro Viajante, na Casa das Artes, em Bento Gonçalves. Com a peça Abra a Boca e Feche os Olhos, apresentada na última terça-feira, dia 21, alunos da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas públicas tiveram uma aula diferente sobre alimentação saudável e os benefícios do suco de uva.

No musical, a personagem Íris divide-se entre a casa, os filhos e o seu trabalho na TV. Envolvida em um novo projeto, Íris é apresentadora de um programa infantil, falando sobre vida e alimentação saudável. Dentro da temática, a uva e seu suco recebem destaque lúdico durante todo o roteiro – e também fora da peça, envolvendo o jovem público em brincadeiras.

unnamed (12)Os alunos também puderam degustar os produtos das empresas associadas ao projeto 100% Suco de Uva do Brasil. Além disso, foram entregues materiais informativos sobre as diferentes categorias de sucos para os pais e kits para as crianças. Cerca de 1,2 mil estudantes participaram da atividade que ocorreu em três sessões.

Quem assistiu, curtiu

“Eu amei! Gostei também de tomar o suco e ganhar o kit”, disse Luís Fernando Dall’Onder Poletto, sete anos. Para Pâmela dos Santos da Silva, sete, as partes mais divertidas foram as músicas e a hora que montam a árvore com diversas frutas. Já Felipe da Silveira, sete, resumiu: “gostei de tudo”.

O projeto Teatro Viajante é uma realização do Governo Federal, através Ministério da Cultura/Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio Verallia e promoção DWR Som e Luz Produções Culturais Ltda. O evento tem o apoio do Ibravin e Prefeitura de Bento Gonçalves.