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Carlos Barbosa recebe grupo italiano de teatro Le Arti per Via

Iniciativa ocorre através do projeto ACItália

Uma das maiores riquezas de um povo é a sua herança cultural. Para os habitantes da Serra Gaúcha, especificamente a região de Carlos Barbosa, a memória da vinda dos primeiros imigrantes italianos se faz presente em elementos como a fé e o trabalho e fortalece laços entre a contemporaneidade e os antepassados.  A Associação do Comércio, Indústria e Serviços de Carlos Barbosa, a ACI traz, através do exitoso Projeto ACItália, o espetáculo Le Arti per Via, uma espécie de museu itinerante que já rodou o mundo em espetáculos memoráveis.  A apresentação ocorre no dia 27 de julho, sexta-feira, a partir das 19h, na comunidade de Santo Antônio de Castro, com entrada gratuita.

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Pela primeira vez na Serra Gaúcha, o espetáculo vem para reproduzir um dia de trabalho dos mais de 50 personagens que compõem o elenco.

São 40 profissões: artesões, vendedores e outros profissionais que representam antigas profissões, resgatando através de utensílios e figurinos os costumes da época. O desfile interage com o público através de cantorias em italiano, que por largos períodos serviram ao imigrante italiano como consolo, alegria, fé e esperança.

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Para a presidente da Comissão ACItália, Eliani Inês Lanzarini, a vinda de La Arti per Via é um importante marco cultural, que fortalece os laços buscados na Missão ACItália, cuja quarta edição ocorreu em maio deste ano. “Sempre buscamos trabalhar esse vínculo e esse estímulo da troca cultural. É esse o significado de um Gemellaggio e é algo que procuramos fortalecer em nossas viagens à Itálila. O La Arti per Via traz a história da imigração com profissões que o italiano trouxe quando veio para cá na esperança de uma vida mais promissora. Todos vieram com uma ocupação e fazer esse resgate através da arte nos mostra de maneira intensa e poética o caminho que se trilhou para chegarmos até aqui”.

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Na ocasião, a pesquisadora ítalo-brasileira Catia Dal Molin apresentará seu “Ti tazi senpre”, sobre a dolorosa história desconhecida e nunca antes contada dos acontecimentos da era Getúlio Vargas  durante a Segunda Guerra Mundial. A obra foi publicada em versão bilingue talian/italiano, pela Universidade Federal de Santa Maria. A região da Serra Gaúcha foi escolhida por ainda preservar de maneira intensa sinais do processo de colonização. Por aqui, conservam-se as tradições, os costumes e o uso do idioma Talian, reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil.  Depois de Santo Antônio de Castro, o Grupo Le Arti per Via segue suas apresentações pelos municípios de Santa Maria, Iraí, Encantado, Marau e Nova Bassano, que comemora seus 60 anos de Gemellaggio com Bassano del Grappa.

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SERVIÇO:

Apresentação Espetáculo Le Arti Per Via

Local: Carlos Barbosa – Comunidade Santo Antônio de Castro

Data: 27 de julho de 2018

Hora: 19h

Ingressos gratuitos.

Fotos: Divulgação

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Faria Lemos promove a 8ª edição da Sagra Trevisana

unnamedA comunidade de Faria Lemos e a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário promovem a 8ª edição da Sagra Trevisana “…uno encontro dele fameie…” no próximo dia 12 de março. A festa busca restituir a tradição e cultura dos imigrantes da Província de Treviso, norte da Itália. O evento inicia às 9h30 na Igreja Matriz com missa em Talian, animada pela Fanfara Bersaglieri e pelo Coro Caminhos de Faria Lemos. Sagra significa “festa” em italiano e para os imigrantes era o grande dia onde as famílias celebravam a vida, a fé, as conquistas e repartiam as alegrias e dificuldades, tudo em comunidade.

Às 12h30min acontece o almoço típico com cantorias e às 15h30min, café da tarde, no salão paroquial. Já na praça, ocorrem apresentações de saberes e fazeres dos imigrantes – confecção de cestos com vime, artesanato em palha de trigo, pão de forno a lenha, pisa de uva, além de brincadeiras de antigamente com os alunos da Escola Ângelo Chiamolera, de Faria Lemos. Reservas para o almoço pelo telefone (54) 999055997 ou (54) 34391110 com Milena

A cada nova vindima, Bento e região recebem mais turistas

Por: Kátia Bortolini e Natália Zucchi

img_0923É na estação mais quente do ano que a uva fica pronta para ser colhida e apreciada em diferentes formas. A cada ano, a época da colheita da uva na Serra Gaúcha, de janeiro a março, tem atraído crescente número de turistas em busca de experiências sensoriais. Os visitantes, de vários estados do Brasil, com destaque para São Paulo, pagam por pacotes de dois a quatro dias em pousadas e hotéis para vivenciar uma programação que inclui desde café da manhã e colheita de uvas nos parreirais e a pisa (amassar uvas com os pés), até o processo de vinificação. A maioria dos pacotes é de pensão completa. As refeições são à base de comidas típicas da imigração italiana no sul do Brasil, regadas a suco de uva, vinhos e espumantes. É o chamado Turismo de Experiência, em alta na região.

img_9289A rotina da vitivinicultura na região passou a ser utilizada como atrativo turístico há mais de 20 anos pela família de Luiz Valduga (in memoriam), no Vale dos Vinhedos. A experiência da colheita da uva na Casa Valduga reúne grupos de até 60 pessoas por final de semana. As reservas para a próxima safra já estão esgotadas. São pessoas de classe média alta, a maioria na meia idade, apreciadores de vinho, entre outras bebidas derivadas da uva. “Aqui, o turista conhece o árduo trabalho no campo e o prazer de amassar as uvas com os pés, depois de um longo dia de trabalho. É um momento de relaxamento, de satisfação. A alegria deles é contagiante. Meu pai Luiz, dono de uma pequena vinícola, oferecia pão, copa e salame aos visitantes”, ressalta o enólogo e diretor João Valduga.

img_8433Ele atribui o crescimento do turismo de experiência registrado nos últimos anos no município e região a vários fatores, entre eles a Indicação de Procedência (IP), em 2002, na época para seis vinícolas do Vale dos Vinhedos. “Foi a primeira IP concedida pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) a território vitícola brasileiro. O processo, que culminou em 2012 com a obtenção do selo de Denominação de Origem (DO) para os vinhos elaborados no Vale dos Vinhedos, chamou a atenção de turistas e de apreciadores da bebida, fortalecendo o então incipiente enoturismo da região”, explica o empresário.

“Mãos calejadas, com sotaque carregado”

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João Valduga

Valduga relata que a experiência dos grupos inicia com café da manhã embaixo dos parreirais, continua com tour pela estrutura da vinícola, seguido pela colheita da uva. Acrescenta que à tarde, os grupos visitam a Capela das Neves, da Linha Seis da Leopoldina, interior de Bento Gonçalves, construída em 1910 com argamassa à base de vinho, devido a uma seca ocorrida na época. “Na capela, são recebidos pelo escritor Remy Valduga com relatos de histórias que os impressionam. Através delas visualizam o agricultor, de mãos calejadas, com sotaque carregado, passando a compreender parte do trabalho de um ano inteiro, que resulta numa taça de vinho”, destaca. Os turistas se encantam com a história, costumes e alegria do povo italiano, além da farta gastronomia oferecida. Atualmente, a Casa Valduga emprega 352 pessoas. Tem 252 hectares de vinhedos próprios e exporta para cerca de 20 países. “Somos inovadores. Observamos o que movimenta produtos similares aos nossos em outros pa- íses e o que os turistas indicam”, acenJoão Valduga tua Valduga.

La Bella Vendemmia

O Hotel Villa Michelon, além da tradicional festa da Abertura da Vindima do Vale dos Vinhedos, que ocorre no próximo dia 28 de janeiro, está ampliando sua oferta de atrativos turísticos com a promoção da ‘La Bella Vendemmia’. São dez finais de semana, de 13 de janeiro a 24 de março, para celebrar a cultura da uva e do vinho através dos cinco sentidos. A programação inclui desde a visita guiada ao Memorial do Vinho e à Casa do Filó, atrativos do complexo turístico que preservam a história da vitivinicultura regional, até a tradicional pisa das uvas no Parreiral Modelo. “Estamos chamando nossa grande festa de ‘La Bella Vendemmia’, que significa a bela vindima, em italiano. A cada safra temos uma surpresa. A safra é o resultado das condições climáticas do ano. Nossa certeza é a bela festa que o povo do Vale dos Vinhedos sabe fazer, e isso torna o período da vindima ainda mais exuberante”, acentua o diretor do Villa Michelon, Moysés Luiz Michelon.


img_8088Mais de um milhão de visitantes

A 8ª edição do Bento em Vindima, promovido pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Turismo, inclui programações voltadas ao turismo de experiência e ao enoturismo, de 19 de janeiro a 19 de março de 2017. São onze finais de semana para quem quer vivenciar parte da história construída pela imigração italiana nas zonas rurais de Bento Gonçalves. De acordo com o secretário de Turismo, Gilberto Durante, Bento Gonçalves recebeu, na última vindima, do início de janeiro ao final de março de 2016, cerca 283 mil visitantes. Para os doze meses deste ano, a estimativa do Secretário é de que Bento Gonçalves encerre contabilizando mais de um milhão de visitantes. “Neste ano, o brasileiro, por conta da alta do dólar, viajou menos para o exterior, optando por roteiros nacionais“, ressalta Durante.