O Homem Mais Feliz do Mundo

O Homem Mais Feliz do Mundo

Por Rogério Gava 

A narrativa nos foi legada pelo historiador grego Heródoto. Conta ele que no século V antes de Cristo, existia um reino muito poderoso chamado Lídia, localizado na Ásia Menor (onde hoje é a Turquia). Lá, aos trinta e cinco anos de idade, subiu ao trono o rei Creso. Ele era um bom monarca; um tanto esnobe demais, é verdade, mas o povo de Lídia não tinha do que se queixar.

Eis que certo dia chega à Sárdis, capital do reino, um viajante vindo de Atenas, de nome Sólon. Homem muito sábio, logo despertou a vaidade de Creso, que ordenou fosse ao visitante, mostrada toda a opulência do reino. Creso, você já entendeu, queria se exibir.

Após o tour por riquezas extraordinárias, que incluiu até piscinas gigantescas transbordantes de pedras preciosas, Sólon foi levado à presença do rei. Creso o aguardava em seu modelito básico: um manto cravejado de diamantes e bordado em ouro.

“E então, caro Sólon” – disse Creso – “agora que viste as maravilhas de meu reino, me responda: quem é o homem mais feliz do mundo?”.

Sólon, que não se deixara impressionar por toda aquela fenomenal fortuna, responde: “É Telos de Atenas, majestade”.

Creso ficou estarrecido. Perguntou então a Sólon quem era aquele tal de Telos, de quem nunca tinha ouvido falar. Como ele poderia ser o homem mais feliz do mundo?

Sólon então explica o porquê da escolha: “Telos era morador de Atenas, nem pobre, nem rico, com uma família numerosa e bela. Morreu de forma nobre, defendendo a cidade que amava. Até hoje é lembrado com láureas”.

Creso não entendeu muito bem o que Sólon estava querendo dizer. “Como um homem que já morreu pode ser o mais feliz do mundo?”, pensou ele. Creso, então, não satisfeito, perguntou a Sólon quem viria logo após Telos no ranking de felicidade. Afinal, o segundo lugar até que não estaria tão mal.

A resposta de Sólon traz nova decepção: “Cleóbis e Bíton” – diz ele –, “dois irmãos de uma nobre família de Argos, honestos e grandes guerreiros. São verdadeiros heróis nacionais. Morreram de total fadiga, após percorrerem quarenta e cinco estádios puxando a carroça que levava a própria mãe doente ao templo”.

Creso, vendo que nem a medalha de prata da felicidade lhe fora reservada por Sólon, se enfurece de vez e vocifera com o visitante: “E eu, serei menos do que esse Telos e dos dois irmãos heróis? Além disso, estão todos mortos! Por acaso não viste toda a minha riqueza? Eu, o grande rei, vivo e afortunado?”.

Ao que Sólon argumenta: “Prezado rei, vossa majestade realmente é um homem muito poderoso e rico, além de admirado por seus súditos. No entanto, quem garante como estarás amanhã? Veja, só posso dizer se um homem é feliz quando sua vida se esgota, para que saibamos se ele morreu na felicidade ou na desgraça”.

Creso seguiu sem compreender. Ao contrário, ficou ainda mais bravo com Sólon. Assim, ordenou aos soldados que o mandassem embora de mãos vazias, sem nenhum dos presentes que a ele tinha reservado. Creso não admitia que alguém não o considerasse o homem mais feliz do mundo.

O tempo passou. Dois anos depois, Creso começou a se incomodar como os vizinhos Persas (atual Irã), que estavam ampliando o território de forma ameaçadora, sob o comando do rei Ciro. Creso, que não era de levar desaforo para casa, declara então guerra ao reino inimigo. Durante doze dias e doze noites os soldados dos dois lados guerreiam de forma cruel. Ao final, o exército da Lídia é derrotado e o rei condenado à morte.

O fim de Creso estava próximo. Já em seu suplício, ao alto da fogueira e contemplando a própria ruína, ele então começa a gritar: “Sólon, Sólon, Sólon!” Ciro, ouvindo aquilo, chama os intérpretes para interrogar Creso. Quem era esse Sólon que Creso tão fortemente evocava? Creso conta então toda a história sobre o aviso de Sólon a respeito da felicidade.

Ciro, emocionado, perdoa Creso, e ordena que o tirem do fogo. Esse, porém, já está em altas chamas, que em vão os soldados tentam apagar. Com as labaredas lhe alcançando os pés, Creso, em desespero, ergue as mãos para o céu e suplica ao deus Apolo: “senhor dos oráculos, me salve deste fim terrível!”

Creso ainda bradava quando irrompeu uma chuva diluviana sobre o local, apagando de vez o fogo. Ciro, impressionado com a história de Creso, o nomeia conselheiro do rei. Creso, a partir daí, se torna um homem sábio e ponderado. E muito mais humilde. Ele aprendera a lição de Sólon: a felicidade é sempre frágil e provisória, e a nenhum homem – nem mesmo ao mais rico de todos – cabe saber até quando será feliz.

 

O pote cultural: sobre metas e sonhos

O pote cultural: sobre metas e sonhos

Por Elvis Pletsch

Há algum tempo, sentia-me perdido quanto ao o que queria para a minha vida. Tinha muitos problemas para organizar minhas ideias, pois queria fazer muita coisa e não sabia por onde começar. A ansiedade, assim como a pressão do ambiente para tomar decisões rápidas, transformou-me em um verdadeiro estrangeiro – no sentido Gessinger da palavra – sem metas definidas e sem rumo certo para seguir.

Foi através dessa frustração que, juntamente a Natália Zucchi (namorada, jornalista e colunista deste mesmo jornal), desenvolvemos aquilo que apelidamos de “pote cultural”.

O nome surgiu por acaso. A intenção inicial era colocar frases e trechos de livros e músicas que gostaríamos de lembrar, mas a ideia não pegou. Por isso, reaproveitamos o nome para criar um procedimento para armazenar objetivos, metas e ideias em um velho pote de cerâmica.

O que aconteceu após o uso dessa metodologia foi inesperado: escrevemos ao menos 50 papéis com aquilo que gostaríamos de fazer, dobrando-os e separando-os em metas de curto, médio e longo prazo. Aos poucos, enchemos o pote com lugares para viajar e restaurantes para conhecer, além de metas de vida, como empreender, terminar a graduação, aumentar os investimentos na bolsa, voltar a escrever, fazer cursos ou ver o show de algumas bandas. Se ao longo do ano houvesse algo novo que poderia ser feito, fazíamos um novo papel para ser adicionado aos outros.

Quase um ano depois, não haviam muitas lembranças daquilo que estava escrito no pote, pois não tínhamos o hábito de olhar o que estava por lá. Mas, após um breve momento de dúvidas quanto ao futuro, resolvemos rever todos os papéis. O resultado nos surpreendeu. Cumprimos muita coisa que havíamos esquecido, e boa parte das outras metas e ideias estavam sendo encaminhadas.

 

Faça você mesmo

Não é difícil aplicar essa metodologia em casa. É necessário um recipiente qualquer, caneta e papel. No nosso caso, utilizamos um pote de cerâmica, caneta hidrográfica e papel colorido.

Após conseguir esses itens, basta anotar tudo aquilo que você quiser fazer, seja amanhã ou em cinco anos. Pode ser qualquer ideia. Comece lembrando das coisas pequenas, como visitar um amigo ou conhecer algum lugar, para depois se aprofundar e colocar seus maiores desejos, como viajar para outro país, conseguir um novo emprego ou ter filhos. Não existe ideia ruim, até porque, posteriormente, você vai mudar sua personalidade e descartar aquilo que não desejar mais.

Também há a possibilidade de criar uma gamificação, escrevendo prêmios atrás de cada folha para gratificar-se ao cumprir com aquilo que foi escrito. Mas lembre-se de ir com cautela, pois isso pode lhe deixar sem dinheiro algum. Em nosso caso, não desenvolvemos nenhum sistema de recompensas por nossas metas, até porque entendemos que alcançar as metas é a própria recompensa.

Por fim, basta trabalhar para alcançá-las e estabelecer um período para verificar o que está dentro do pote. Nós pretendemos olhar os papéis uma vez por ano, sem o compromisso de ficar verificando-os regularmente, mas nada lhe impede de fazer isso com frequência.

Para marcar aquilo que foi alcançado, nós colocamos os papéis desdobrados no fundo do pote, para futuramente lembrarmos de tudo aquilo que conquistamos, além de desfrutar da mesma sensação de olhar para um antigo álbum de fotografias.

O verdadeiro aprendizado

Já havia ouvido falar sobre a necessidade de uma definição de metas, mas por acreditar na habilidade humana perante a incerteza, sempre achei que uma organização de objetivos pessoais era besteira.

É claro que eu estava errado. Apesar da nossa fórmula focar somente no resultado, e não nos meios para alcançá-lo, colocar os objetivos no papel tornou-se um método inconsciente de organizar aquilo que é mais significativo.

Foi através dessa experiência que conseguimos perceber a mudança da nossa mentalidade durante todo esse ano. Várias conquistas realmente foram grandiosas para a nossa realidade, mas como amadurecemos e nossos gostos mudaram, vários objetivos já não faziam mais sentido e simplesmente foram rasgados. Assim, a possibilidade de encarar alguns velhos sonhos e deixá-los para trás ficou mais fácil, pois conseguimos visualizar todos os outros sonhos prestes a entrar no forno.

A experiência também serviu como uma injeção motivacional – veja só, rendeu até um texto. Não somos diferentes da maioria. Assim como nossos pais e avós, muitas vezes reclamamos que o ano passou rápido e temos convicção de que não fizemos nada. Mas quando tiramos os papéis e vimos que muita coisa foi conquistada, acabamos deixando de lado o pensamento rotineiro de que as coisas não andam bem. Na verdade, boa parte da cobrança diária por novas conquistas só existia porque criamos o costume de esquecer as nossas conquistas anteriores.

Seguindo os passos de Eric Ries, chegamos à conclusão de que até não falarmos a nossa ideia atual, nunca vamos ter uma melhor. É por isso que nessa última revisão de metas, outros dez papéis foram escritos, e esperamos que boa parte deles possam ser colocados no final do pote pelos próximos anos. Caso isso não aconteça, ao menos teremos aprendido uma grande lição: sem valorizar o presente e o passado, vamos viver sempre pelo futuro – e quem é que sabe o que vem por aí?

 

Do livro à leitura

Do livro à leitura

Por Ancilla Dall’ Onder Zat

Professora 

Comemora-se, no dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, mas pouco se reflete sobre o seu significado através dos tempos.

O homem utilizou os mais diferentes materiais para registrar sua passagem pela terra desde a pintura rupestre (escrita e pintura no rochedo) ao e-Book dos dias atuais.  Assim, ao olhar para a pequena Gabriela, de oito meses, virando curiosamente as páginas de seu livro de pano, percebe-se o significado inicial dado pelos dicionários ao livro: “reunião de folhas ou cadernos presos por um dos lados em capa flexível ou rígida”. Através dos tempos variaram as folhas de papiro, pergaminho, papel e/ou virtual, conservando a essência da sua finalidade.

É interessante lembrar que a escrita no papiro deu surgimento à classe dos escribas, enquanto o pergaminho, de maior durabilidade, favoreceu a conservação de ideias e da história.

Na Idade Média, os mosteiros eram os guardiões dos livros sagrados, inclusive a Bíblia, e os copistas transcreviam obras do pensamento grego e atuais daquela época. Convém lembrar a invenção da prensa por Gutemberg para estudar melhor o processo de evolução para o livro impresso. Hoje, o livro digitalizado pode ser lido no seu celular ou tablet, facilitando o acesso às obras e a leitura das mesmas.

Em 1926, a Câmara de Barcelona oficializou o Dia do Livro, 5 de abril, data de nascimento do escritor Miguel de Cervantes, que foi proposta pelo escritor Valenciano Vincet Clavel Andrés. Entretanto, em 1995, foi criado o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, organizado pela Unesco, para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais de quem escreve. Esse dia, 23 de abril, lembra a data de morte de William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Graciliano de la Vega. Na tradição catalã, que comemora São Jorge nesse dia, é costume dar uma rosa para quem compra um livro.

Em abril, dia 18, comemora-se também o Dia do Livro Infantil, em homenagem a Monteiro Lobato, numa referência à data de seu nascimento. Aliás, no Brasil comemora-se o Dia Nacional do Livro e a Semana da Biblioteca, de 23 a 29 de outubro, desde 1980, para incentivar o ensino, a pesquisa e extensão.

As datas não são apenas lembretes, mas um incentivo à leitura, cujo hábito deve ser desenvolvido desde cedo em casa pelos pais e na escola pelos professores. A leitura abre as portas para o conhecimento e dá asas à imaginação. Este é o significado e o sentido do livro, não importando se for de pano, papel ou virtual.

Crônicas na Bagagem

O passo mais difícil

Por João Paulo Mileski

Quando completamos a sexta noite consecutiva dormindo no carro, com temperatura inferior a 10 graus e um vento congelante de 40 km/h, com o Sandero estacionado na beira da rua onde um “zorro” caminhava sossegadamente, no pequeno povoado de Cerro Sombrero – na parte chilena da Terra do Fogo – publicamos uma foto nas redes sociais do nosso “dormitório” e algumas pessoas escreveram ressaltando que era preciso coragem para isso.

 

Pensei por um tempo naquilo e, analisando o contexto, de fato talvez tivemos que ser um pouco audaciosos para simplesmente dormir em um carro pequeno, em local público, em uma cidade desconhecida. Mas a verdade é que, na hora, nos pareceu como algo natural. Havia bons motivos para nos acomodarmos em Cerro Sombrero por uma noite: os banheiros públicos mais limpos que eu já conheci, ducha quente e wi-fi grátis, além de referências de outros viajantes que já haviam passado por lá anteriormente. Todos esses fatores, somados ao peso do cansaço, fez com que não titubeássemos quando levantamos a hipótese de ali ficar.

 

Antes disso, já havíamos ficado dois dias consecutivos sem banho e nos arriscado em estradas bastante ameaçadoras para um veículo sem tração – tanto é que atolamos uma vez. Mesmo assim, apesar de tudo o que já vivemos nesses quase dois meses de expedição, talvez nosso principal ato de coragem tenha sido antes disso tudo começar, quando decidimos largar tudo para gastar todas as nossas economias e viver dois anos na estrada. Tanto que consideramos a hipótese em 2015 e somente em meados de 2018 vencemos o medo e decidimos levar a ideia adiante.

 

Aquele não foi apenas o primeiro passo, mas o mais difícil, o que mais nos custou dias de discussão, análises e noites de sono. O que estava em jogo era abrir mão de trabalho, trancar a faculdade e, possivelmente, voltar a Bento Gonçalves com a poupança raspada.

 

Hoje, no “final do mundo” – escrevo de Ushuaia -, refletindo sobre o que passou para que chegássemos até aqui, no entanto, começo a me dar conta de que o maior medo talvez nunca tenha sido deixar tudo isso para trás, mas sim “dar um tempo” em uma forma de vida que, em algum momento, se convencionou como a correta e que, de certa maneira, sem nos darmos conta, acaba moldando tudo o que fazemos.

 

Nós abrimos mão de praticamente tudo para ver e descobrir como é viver exatamente como a gente quer. E por mais difícil e custoso que esteja sendo, a sensação, isso eu posso garantir, é libertadora. Essa é uma experiência que não durará para sempre, mas hoje já não vemos o mundo sob uma única perspectiva, e isso, por si só, faz tudo valer a pena. Quando isso terminar, já não seremos os mesmos que éramos antes.

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Uma marca para a agricultura e os alimentos do Brasil

Maurício Antônio Lopes
Presidente da Embrapa

A linguagem pode aprisionar as ideias e restringir sua compreensão. É por isso que as imagens vão se tornando tão comuns na comunicação e nas nossas vidas. As companhias mais bem-sucedidas no mundo dedicam considerável energia, tempo e recursos à concepção, promoção e controle de suas marcas, quase sempre comunicadas com o auxílio de imagens. Marcas podem se tornar poderosas e produzir muito valor para as pessoas e suas organizações, por ampliar a visão com que seus clientes as percebem. Exemplos imediatamente reconhecidos por todos são as empresas Apple, Google, Microsoft, Coca-Cola e Facebook, detentoras de marcas sempre apontadas dentre as mais valiosas do mundo. De acordo com a revista Forbes, em 2016 estas cinco marcas valiam, juntas, a astronômica soma de US$422,9 bilhões.

Já vivemos numa sociedade acostumada às marcas. Com elas, as empresas passaram a investir na construção de uma imagem nas mentes das pessoas, para torná-las mais fiéis e dispostas a pagar valores extras por seus produtos.  Tentam convencer consumidores a desistir de produtos concorrentes em favor dos seus ou mesmo corrigir as percepções negativas ou errôneas sobre o que oferecem. As marcas podem até assumir a identidade do produto ou do serviço que oferecem.  Exemplos são Gillette, como sinônimo de lâmina de barbear, ou Xerox, como sinônimo de cópia reprográfica, e Brahma como cerveja. Tal lealdade à marca garante sucesso nas vendas, mesmo que concorrentes possam oferecer produtos ou serviços superiores.

Nações e pessoas podem também cultivar e se beneficiar de suas marcas.  A campanha que levou Barack Obama à presidência dos EUA, em 2008, conquistou o prêmio máximo do prestigiado Festival Internacional de Propaganda de Cannes. Resultado da combinação criativa do uso das mídias sociais, da capacidade de influenciar a imprensa e da marca icônica que circulou o mundo durante a campanha em imagens simples, como a silhueta do candidato Obama impressa nas cores da bandeira americana, caracterizando-o como um patriota, e  sua associação com a palavra esperança. De imediato, a Web incorporou a marca, que deu o tom da campanha otimista e vitoriosa de Obama.

O Brasil e sua economia poderiam se beneficiar enormemente da psicologia positiva que marcou a campanha de Barack Obama, com sua marca icônica associada a mensagens otimistas, como “sim, nós podemos”. Vejamos o exemplo da nossa agricultura, que no tempo recorde de quatro décadas tirou o Brasil da insegurança alimentar,  projetou o país como importante provedor de alimentos para mais de um bilhão de pessoas ao redor do globo, além de garantir cerca de um quarto do PIB nacional. Por falta de uma marca forte e consolidada e de campanhas que movam os brasileiros a defender  nossos grandes avanços, a extraordinária conquista da segurança alimentar e a posição de grande exportador de alimentos não são percebidos como grandes feitos por boa parte da nossa sociedade. Não é incomum vermos os próprios brasileiros abraçarem análises recheadas de preconceitos e dogmas acerca da agricultura e dos nossos alimentos, com grande prejuízo à imagem e credibilidade do Brasil.

Exemplo recente foi a reação mundial à Operação Carne Fraca, que em poucas horas produziu um verdadeiro tsunami de desinformação e pré-julgamentos sobre a carne brasileira.  A despeito da importância da operação, da gravidade dos fatos levantados e dos ilícitos cometidos, a maneira de comunicá-la, sem informação qualificada que permitisse à população ter uma medida mais realista dos seus impactos, causou imenso dano à imagem do Brasil e dos seus produtos.   Fossem a nossa agricultura e a carne brasileira amparadas por marca internacional respeitada e defendida pela nossa sociedade, nós, os brasileiros, não teríamos escolhido o caminho da autoflagelação, comunicando ao mundo um problema sistêmico e generalizado de qualidade e confiabilidade em toda a cadeia produtiva, quando só haviam fatos pontuais e localizados de corrupção administrativa.

Percepções das pessoas sobre uma nação vêm, em grande medida, do comportamento dos seus governos, das suas instituições e da sociedade.  E são referendadas a partir de sua própria experiência como consumidores, investidores ou visitantes, além de experiências comunicadas a elas por outros.  É comum identificarmos pessoas de diferentes nacionalidades expressando opiniões comuns sobre o design e a elegância dos produtos italianos; sobre o requinte dos perfumes, vinhos e queijos franceses; sobre a qualidade e a superioridade dos automóveis alemães; ou sobre a capacidade inovadora das empresas do Vale do Silício nos Estados Unidos.  Essas percepções positivas geram consequências importantes para a imagem e o sucesso dessas nações.  E geram orgulho e suporte na população, que defende e promove a imagem dos seus produtos nacionais.

Assim como as empresas usam a publicidade para influenciar a percepção dos consumidores sobre suas marcas, as nações podem investir em marcas e campanhas para moldar visões globais sobre seus setores mais estratégicos.  É o caso da marca e da campanha 100% Pure New Zealand, lançada em 1999.  Uma clara história de sucesso da Nova Zelândia, idealizada como uma campanha de turismo, mas com grande benefício para a agricultura daquele país.  O Brasil pode igualmente exaltar suas belezas naturais, rica diversidade cultural e capacidade de produzir alimentos para sua população e para centenas de países.  E conta com todos os ingredientes para construir marcas que mostrem ao mundo o que nos faz diferentes, autênticos e melhores.  Basta um pouco da psicologia positiva de Barack Obama:  sim, o Brasil pode!

No Dia Mundial da Água, é hora de economizar o líquido mais precioso do planeta

Informações: MSLGROUP ANDREOLI

Já parou para pensar na quantidade de água e energia que você consome todos os dias? Na hora do banho, de usar o aspirador ou mesmo no momento de lavar a louça, é muito importante poupar recursos naturais – e ainda dá para economizar dinheiro fazendo isso.

Nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça 55% até 2050. Se continuarmos esbanjando, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. Ou seja, precisamos economizar mesmo!

O mesmo vale para o consumo de energia. Estima-se que daqui a trinta anos a população passe de sete para mais de nove bilhões de pessoas. Serão necessários quase três planetas Terra para manter o atual estilo de vida da humanidade. Não queremos que isso aconteça, certo? Por isso, para economizar água, energia e dinheiro, separamos dicas eficientes e que você pode adotar agora mesmo.

1. Não lave mais louça
Não estamos dizendo que você precisa deixar a louça suja na pia para sempre, mas comprar uma lava-louças é a melhor opção. Sabia que para cada copo que sujamos, são necessários mais dois copos de água limpa para lavá-lo? Em quinze minutos de torneira aberta na pia gastam-se em média 90 litros de água. Na lava-louças, a economia pode chegar a 27 mil litros em um ano, o que vale a 55 caixas d’água de 500 litros!

2. Peneirando o chuveiro
Uma opção barata e fácil, os arejadores, também chamados de “peneirinhas”, misturam ar à água dando a sensação de maior volume. A eficiência é a mesma, mas os respingos que levam ao desperdício serão menores. E ele pode ser implantado na pia também. A peça custa cerca de R$ 60 e você nem precisa chamar o encanador – basta rosquear os arejadores nos bicos das torneiras e chuveiros e pronto. Fácil!

3. Sem desperdício
Já pensou em reutilizar a água da pia do banheiro na descarga? A pia fica acoplada ao vaso sanitário, e toda a água utilizada nela é direcionada à descarga. Isso proporciona uma economia de até 70% da água usada no banheiro.

4. “Lavar roupa todo dia”. Só que não
Uma lavadora de cinco quilos consome 135 litros de água a cada uso. Acumule roupas da semana para lavar de uma só vez e, se for possível, reuse aquela blusinha de segunda, que continua limpa, na sexta. Lavar roupas sem necessidade é bobagem!

5. Em modo “stand by
Você sabia que os aparelhos domésticos ficam em stand by e gastam energia mesmo nessa função? Não adianta só desligar os aparelhos no comando, é preciso tirá-los da tomada também. Isso pode acontecer com TVs, computadores, carregadores de celular, equipamento de canal a cabo e etc.

6. Na dança do balde
Enquanto você está encolhido no canto do box esperando a água do chuveiro esquentar, prepare um balde para receber a água fria. Você pode reutilizá-la para lavar as roupas, o quintal, o carro etc. No final do dia, você poupou mais de 8 litros de água! Você também pode captar água enquanto toma banho. É só colocar uma bacia sob os seus pés.

7. Aproveitando a piscina ao máximo
Você pode reutilizar a água da piscina de montar para regar os jardins quando não for mais usá-la! Verifique se o nível de cloro não está alto para as plantas, pois isso pode matá-las. Você provavelmente não vai utilizar toda a água de uma piscina de 10 litros, por exemplo, então dividi um pouquinho com o seu vizinho não terá problema nenhum e fará com que todos saiam felizes: você, seu bolso, a água e as plantinhas.

Em 2017, você irá liderar ou educar?

Por Eduardo Shinyashiki

Dentro de uma organização, o que é mais importante: liderar ou educar?

Provavelmente, você já se deparou com essas duas ações isoladamente. Entretanto, a união delas pode trazer resultados e transformações incríveis para empresas dos mais variados segmentos.

Já muito se sabe sobre o papel do líder, aquele indivíduo que precisa mobilizar pessoas na busca de resultados constantes e cada vez maiores. Abraham Lincoln deu uma definição muito sábia para esse papel: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”.

Atualmente, as organizações buscam mais do que alguém que saiba exercer a “Liderança Situacional”, importante modelo de Hersey e Ken Blanchard, no qual o líder se adapta ao perfil de cada profissional. Hoje, o estilo mais procurado pelas empresas é a liderança educadora, um “plus” da liderança situacional que tem por essência acreditar no potencial da equipe e preparar um ambiente corporativo que estimule a aprendizagem, o desenvolvimento e a adaptação às mudanças.

O líder educador não só ensina, mas também aprende com os liderados. Ele não apenas delega, mas também realiza juntamente à equipe em busca dos melhores resultados. Isto é, ele não se coloca em uma posição de superioridade que o limita de participar da execução de tarefas, mas conquista o respeito da equipe com as lições diárias de ética, companheirismo, paciência e educação.

A liderança educadora verifica constantemente se as pessoas estão motivadas para o desenvolvimento e entrega de resultados no trabalho. Ela consiste em dar apoio e desenvolver as pessoas em suas atividades, fornecendo suporte e orientação, além de motivar para novos desafios, objetivos e situações como o aprendizado de novas competências e tarefas e auxílio nos problemas de relacionamento no trabalho ou queda de desempenho.

Os líderes educadores têm forte empatia pelas pessoas e se interessam pelo trabalho de sua equipe. Investir na capacidade dos liderados significa investir nas organizações, e é por isso que devemos sempre construir novos paradigmas de liderança. Desta forma, o gestor educador passa a ser uma referência, um modelo.

Existem algumas atividades que estão relacionadas ao dia a dia do líder educador como integração, desenvolvimento da comunicação, gestão do tempo e o desenvolvimento do potencial profissional de sua equipe. Já no contexto pessoal, essa liderança tem algumas características peculiares como postura reflexiva, capacidade de observação, inovação e facilidade em aprender com os outros e com suas próprias experiências.

O líder que possui a essência educativa gerencia sua equipe por meio do diálogo. Ele define sua gestão como um espaço de aprendizagem para o desenvolvimento de novas competências e estimula o compromisso com a equipe e demais pessoas, criando um melhor ambiente de trabalho e possibilitando mais qualidade e inovação.

Esse tipo de liderança utiliza o diálogo, descobre e estimula novos talentos, desenvolve a atenção e o foco, estimula a autoconfiança, tem flexibilidade, cria um ambiente de trabalho em que a alegria, o reconhecimento e o bem-estar estão sempre presentes. Com isso, um gestor consegue manter uma equipe motivada e em constante desenvolvimento.

Independentemente do contexto em que o líder educador esteja inserido, ele é a pessoa chave para a integração e o desenvolvimento dos recursos humanos. Experimente ser um líder educador em 2017 e desenvolva novas habilidades para a construção de uma liderança eficaz e transformadora.

*Eduardo Shinyashiki é mestre em neuropsicologia e especialista em desenvolvimento das competências de liderança organizacional, educacional e pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br

A atuação das empresas na era do talentismo

Por Wellington Rodgério

No atual cenário em que vivemos, com crise financeira em diversos países, catástrofes ambientais e diferenças sociais, engana-se quem acredita que esses problemas são exclusivos dos governantes. Está mais do que na hora de todos enxergarem que já ultrapassamos há tempos a era em que as iniciativas privadas não prestavam atenção nessas questões. E, mais, as empresas que não discutem e não se preocupam com os problemas do mundo ao seu redor estão fadadas ao fracasso.

As companhias que pensam somente em gerar lucros têm de se reinventar. É preciso enxergar que empresas são agentes de mudanças, que também possuem um real compromisso com a sociedade, devem participar ativamente, extrapolar as exigências do capitalismo e ter um reposicionamento de comportamento empresarial.

A mudança de paradigma do sistema que vivemos está em um termo conhecido como “talentismo” – ou seja, no fato de pensar no conjunto da obra, e não apenas na organização em si. A finalidade desse novo conceito é a capacidade de inovar e circular ideias por meio do talento, da educação e do empreendedorismo, sempre com uma visão clara de compromisso junto à sociedade, ao meio ambiente e às causas sociais que envolvem a realidade ao seu entorno, seja na cidade ou no país todo. Isso significa um reposicionamento do comportamento empresarial.

 Para compreender um pouco melhor, o Fórum Econômico Mundial reúne anualmente chefes de governo, representantes empresariais, de bancos, entre outros executivos, com os intuitos de debater temas presentes e propor caminhos para o futuro. Porém, é claro, nada adiantará se essas questões não saírem do papel.

Além de colocarem as iniciativas em prática, as organizações precisam seguir os “Dez Objetivos do Pacto Global”, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) elaborada sobre os pilares dos direitos humanos, princípios e direitos fundamentais no trabalho, respeito e preservação do meio ambiente e o combate à corrupção. A missão do Pacto Global é engajar as empresas para que aceitem as metas propostas, apoiem e busquem alcançá-las dentro de suas dependências e também nas esferas de influência.

O “talentismo” nada mais é que a valorização de uma empresa ao seu capital humano seja ele parte da equipe de colaboradores, da carteira de clientes ou da comunidade que, de alguma forma, participa de sua atuação. Toda companhia que atua no cenário moderno do capitalismo precisa estar de acordo com esse conceito e perceber que as pessoas são mais importantes que o dinheiro.

* Wellington Rodgério é diretor financeiro do Grupo Sabará, empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias, soluções e matérias-primas de alta performance, voltadas aos mercados de tratamento de águas, cosméticos, nutrição e saúde animal e à indústria de alimentos e bebidas

Vale a pena antecipar a restituição do IR?

Por Reinaldo Domingos*

Muita gente, nessa época do ano, busca por um serviço que, embora possa parecer uma mão na roda, é perigoso, se não for feito com cautela: a antecipação da restituição do Imposto de Renda. Além de considerar os juros, é preciso ter certeza de que a declaração entregue está inteiramente correta, pois o contribuinte pode cair facilmente na malha fina e ter que arcar com o empréstimo do próprio bolso. 

O contribuinte também deve prestar muita atenção na hora de preencher, pois se não colocar todos os dados corretamente pode acabar perdendo dinheiro de dedução. É válido buscar o máximo de informação possível sobre o serviço e/ou procurar um especialista contábil para evitar problemas. 

É claro que o adiantamento do valor pode ajudar nas contas, no entanto, o que as pessoas não entendem é que, além de correrem riscos, estão apenas remediando um problema. Precisar dessa quantia já é uma prova de que as coisas não vão bem e que está faltando educação financeira. Caso contrário, não estariam precisando antecipar o recebimento de algum dinheiro para honrar com um compromisso que não conseguiu pagar com o seu próprio orçamento. 

Sendo assim, a recomendação é que, antes de tomar qualquer decisão, se realize um diagnóstico financeiro, para saber dos ganhos mensais e para onde está indo cada centavo do dinheiro, podendo, dessa maneira, identificar o que exatamente precisa ser resolvido, ou seja, quais despesas estão sendo supérfluas que podem ser diminuídas ou até mesmo eliminadas. 

Se os juros que está pagando em uma dívida forem maiores do que os da antecipação, também pode ser um bom negócio. Mas ainda assim é importante fazer uma boa pesquisa entre as instituições financeiras, uma vez que a concorrência é alta, fazendo com que as taxas cobradas variem muito. Agora, caso os juros da dívida sejam menores do que o da antecipação, o melhor é aguardar.

 *Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

Como utilizar o Big Data para auxiliar na tomada de decisão

Por Eduardo Santos*

Cada vez mais se discute o uso do big data para melhorar o processo de tomada de decisões nas empresas, em especial nos departamentos de marketing, todavia ainda são poucas as empresas no Brasil que efetivamente utilizam este recurso e, menos ainda, agências criando campanhas baseadas em dados. Vamos apontar aqui alguns passos de como começar a utilizar o big data para a tomada de decisões estratégicas. Antes de começar um projeto, é importante entender o processo de tomada de decisão, que em geral passa por 5 passos:

Se estamos interessados em trabalhar no topo da pirâmide, precisamos entender como transformar dados em informação.

Hoje existem iniciativas de uso do big data e de inteligência artificial em todas essas etapas, porém ainda é imprescindível a presença de um ser humano validando e complementando esses algoritmos. Em resumo, ainda é imprescindível uma análise humana dos dados para que seja possível juntar a lógica com a emoção, afinal estamos comunicando para pessoas e não para máquinas.

Alguns casos recentes que demonstram isso, aconteceram com gigantes como o Facebook, que dispensou a equipe que fazia a curadoria de conteúdo do Trending e no primeiro dia em que as máquinas assumiram a sessão, várias notícias falsas e bizarras acabaram ganhando destaque. Outro case foi o da Amazon com a série Alpha House que, mesmo usando o big data para escolha do tema mais desejado pelos telespectadores, falhou em pontos importantes que fizeram o concorrente, também desenvolvido a partir de análises baseadas em dados, House of Cards, da Netflix, despontar como uma das melhores séries da atualidade.

unnamedPor conta destes exemplos, é possível concluir que usar dados públicos presentes na internet combinados com dados presentes dentro das empresas, após serem processados, é uma ferramenta valiosíssima, mas de nada adianta essa iniciativa ser realizada sem um processo bem definido, uma cultura analítica que passa pelo entendimento dos dados, assim como pelo entendimento humano e comportamental. Só por meio desse filtro é possível chegar ao desenvolvimento de um produto realmente eficiente para o seu público.

Ou seja, ao se transformar dados estruturados e não estruturados em informação pode-se empoderar pessoas para tomarem decisões mais assertivas, encontrar tendências, clusters de clientes e muito mais. Porém, para as empresas, o mais importante não é ter a informação em mãos e sim criar a cultura de tomada de decisão baseada em dados, a cultura de transformar informação em conhecimento, ou seja: criar uma cultura data-driven na empresa.

Para tentar exemplificar como ações simples podem gerar essa cultura, podemos dar o exemplo de um trabalho desenvolvido pela ED Interactive junto a um de seus clientes, a D-Link, fabricante de roteadores. Depois de analisar um problema logístico dos clientes que procuravam pelos roteadores no site da empresa, foi desenvolvida uma ferramenta no seu site, na página de cada produto que mostra “Onde comprar”. Ali, o produto em questão e somente os varejos que possuem estoque naquele exato momento serão exibidos. Com os dados gerados nessa ferramenta, o fabricante consegue mostrar para os varejistas quanto poderiam ter vendido a mais se tivessem aquele produto em estoque, prever tendências de compras e definir melhor o perfil de consumidor. Assim, tais dados servem tanto para a marca, para avaliar seus parceiros de vendas e fomentar novas negociações, quanto para seus clientes, que tem a informação precisa para efetuar a compra no momento de sua necessidade. Esse trabalho foi desenvolvido com base em uma simples análise de navegação do site, cruzando com dados de vendas de produtos. Como resultado, os novos dados gerados já deram início a alguns outros projetos junto à empresa.

Após essa descrição de cases, é possível concluir que, para se criar uma cultura data-driven, uma empresa deve focar em alguns pontos:

1)      Compartilhamento de informação, relatórios de vendas, clientes, distribuição e cadastros de CRM (todos os departamentos que tem acesso a uma dessas informações devem ter acesso as demais também, afinal ninguém consegue montar um quebra cabeça com uma peça só).

2)      Co-criação de indicadores chave de desempenho (KPIs) bem definidos e que atendam à empresa como um todo, ao mesmo tempo em que atende os departamentos individualmente (todos que tomam decisões para seus departamentos devem juntos definir os KPIs da empresa e juntos perseguir a melhora destes números, pois só assim vão entender o quanto um número pode influenciar o outro).

3)      Criar testes AB que consigam tirar possíveis dúvidas ao longo do processo de decisão (testes sobre as mesmas condições de “temperatura e pressão” garantem um resultado comprovado pelos clientes e não por percepções infundadas). Um bom exemplo é criar comunicações ligeiramente diferentes e entender qual performa melhor, isso pode significar que se uma frase ou uma imagem for testada, você saberá qual tem maior impacto em seus clientes.

4)      Entender a jornada do consumidor de seus produtos e serviços (existem inúmeras ferramentas que podem ajudar nesse processo, mas o mais importante é entender quais são os momentos em que o consumidor entra em contato com a marca e o quão perto da decisão de compra ele está em cada momento, só assim é possível definir o ROI).

5)      Tomar decisões baseadas nos dados e não mais no feeling individual ou do grupo. Para isso existem dinâmicas que podem ser usadas. Lembrar que por mais que os números estejam presentes, normalmente existe mais de uma forma de comunicar uma mesma mensagem, então, a criatividade continua sendo sua melhor arma, só que agora com uma assertividade maior.

*Eduardo Santos é diretor da agência ED Interactive. Ao lado dos sócios Fábio Lima e Célio Oliveira, está à frente de projetos de marketing e publicidade utilizando big data, marketing digital e business inteligence para clientes de todo o Brasil e internacionais, sempre tendo como guia o lema da agência: Think Digital. Act Real. www.edinteractive.cc