Posts

Multiplicando cidadania em ações realizadas pelo Sindilojas Regional Bento e pelo Sicredi

Mil sacolas retornáveis são entregues pelo Sindilojas Regional Bento e pelo Sicredi para crianças da rede municipal numa parceria que aposta na alimentação saudável

 Pelo quarto ano consecutivo, o Sindilojas Regional Bento, juntamente ao Sicredi, é parceiro do projeto “Olhar Atento: Ciências para Vida – Alimentação Saudável”, com a distribuição de mil sacolas retornáveis numa ação de conscientização do uso e de sua importância em relação a preservação do meio ambiente. Liderado pela Secretaria de Educação de Bento Gonçalves, o projeto envolve crianças do Jardim B e do 2º ano do Ensino Fundamental que estudam em escolas municipais.

 Ao longo do ano, as escolas trabalham o tema dentro e fora da sala de aula, levando as crianças a refletirem sobre a importância dos hábitos alimentares saudáveis. Na tarde do último dia 8 de agosto, aconteceu a primeira entrega das sacolas retornáveis, aproveitando que parte dessas crianças estavam visitando a Feira Ecológica, sempre realizada nas terças-feiras. A visita integra o projeto numa ação que busca, além de refletir, proporcionar vivências em torno de tudo o que é trabalhado em sala de aula. “As crianças têm a oportunidade de conversar com os produtores, saber como é este trabalho e quais as vantagens de consumir um produto ecologicamente correto”, destaca a coordenadora do projeto, Adriana Poletto Razia.

DSC_0277

Durante o ano, outras turmas visitarão a feira e receberão as sacolas. “Depois de conversar com os produtores e receber informações, as crianças vão para casa com as sacolas e conversam com seus pais. O objetivo é mudar os hábitos de toda a família”, comenta. O trabalho está mais focado nessas crianças, pois é justamente nessas idades que se formam os hábitos alimentares.

O projeto integra diversas ações como visita a produtores rurais para conhecer as agroindústrias, palestra com nutricionista, reativação das hortas escolares e atividades em sala de aula. Realizado desde 2013, passou a distribuir as sacolas retornáveis em 2015, quando constatou-se que um grande número de sacolas plásticas era utilizado para armazenar e transportar os alimentos adquiridos pelas crianças durante a atividade. Foi aí que o Sindilojas Regional Bento e o Sicredi abraçaram o projeto, viabilizando a ação. “Apostamos no projeto, pois acreditamos que as crianças são multiplicadores junto às suas famílias. Utilizando a sacola em suas compras, elas estão preservando o meio ambiente e disseminando a adoção desta atitude consciente”, assegura o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio.

 Fotos: Kauê Camargo / Conceitocom Brasil

Brasil inicia o maior projeto de pesquisa já elaborado para desenvolver a aquicultura

Foi iniciado o maior projeto de pesquisa em aquicultura já realizado no País. O BRS Aqua envolve 22 centros de pesquisa, 50 parceiros públicos e 11 empresas privadas – números que ainda devem aumentar ao longo de sua duração. Trata-se de um marco em investimentos no tema, fruto da parceria entre Embrapa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a atual Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, ligada à Presidência da República, (SEAP).

O projeto é o terceiro maior já financiado pelo BNDES Funtec – linha de crédito não reembolsável a projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação. Serão R$ 45 milhões financiados pelo banco estatal, R$ 6 milhões da Embrapa e R$ 6 milhões da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, totalizando R$ 57 milhões. A meta, ao fim dos quatro anos de duração, é estabelecer a infraestrutura e a pesquisa científica necessárias para atender demandas do mercado de aquicultura.

“Esse projeto é de grande importância não só para o nosso centro de pesquisa, mas também para a Embrapa inteira e para o Brasil. É a comprovação de que a aquicultura chegou para ficar e tornou-se uma área estratégica no País”, comemora Eric Arthur Bastos Routledge, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), unidade que coordena o BRS Aqua.

unnamed

Quatro espécies estudadas

No Brasil, um dos maiores desafios em aquicultura está na falta de pacotes tecnológicos para a criação de importantes espécies aquícolas. Por isso, o projeto focará na pesquisa do tambaqui (Colossoma macropomum), tilápia (Oreochromis niloticus), camarão (Litopenaeus vannamei) e bijupirá (Rachycentron canadum), que apresentam grande demanda de mercado ou possuem alto potencial de produtividade.

“Essas espécies se encontram em diferentes patamares tecnológicos e para cada uma delas haverá uma abordagem diferente”, explica a pesquisadora e coordenadora do projeto, Lícia Maria Lundstedt, da Embrapa Pesca e Aquicultura. Segundo ela, enquanto a tilápia possui um pacote tecnológico mais avançado, as pesquisas com o bijupirá ainda são incipientes no País, embora seja uma espécie nativa do litoral brasileiro e tenha potencial para ser uma opção para o desenvolvimento da piscicultura marinha nacional.

Reforço na infraestrutura de pesquisa

“Cada uma dessas espécies por si só renderia vários projetos. De qualquer forma, o BRS Aqua vai gerar os mais diversos produtos, entre eles um incremento da infraestrutura para futuras pesquisas em aquicultura na Embrapa”, explica Lundstedt. A Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE), por exemplo, terá um novo laboratório para pesquisar espécies marinhas; a Embrapa Meio Norte (PI), que já trabalha com camarão, também terá melhorias em suas instalações para pesquisas na área e várias outras unidades da Embrapa receberão um reforço na infraestrutura para incrementar as pesquisas em aquicultura.

Para atender às mais diversas demandas, o BRS Aqua funciona como um grande guarda-chuva sob o qual há oito projetos componentes (Germoplasma, Nutrição, Sanidade, Manejo e gestão ambiental, Tecnologia do pescado, Economia do setor aquícola, Transferência de tecnologia e Gestão), com pesquisas distribuídas em diversos centros de pesquisa da Embrapa e polos produtivos.

Formação de banco de germoplasma

“Um dos destaques em genética é a geração de informações científicas e tecnológicas que tenham impacto direto na produção de alevinos (filhotes) de tambaqui com melhor qualidade, o que vai refletir em redução da mortalidade e aumento na produção”, explica Lundstedt, acrescentando que o projeto pretende estabelecer uma coleção de germoplasma qualificado de tambaqui na Embrapa Pesca e Aquicultura para futuros investimentos públicos ou privados em melhoramento genético.

Segundo a pesquisadora, atualmente o setor produtivo do tambaqui utiliza germoplasma pouco caracterizado cientificamente e sem melhoramento genético. Para que a produção avance, é necessário que o germoplasma seja geneticamente melhorado quanto às características produtivas, como melhoria nas taxas de crescimento, maior resistência a doenças, adaptação a sistemas intensivos de cultivo, entre outros avanços.

Em sanidade, o projeto pretende mapear os mais importantes desafios sanitários do tambaqui e seus fatores de risco para propor boas práticas de manejo, sistemas de diagnóstico rápido de doenças e desenvolver seus respectivos tratamentos. Um dos principais resultados nessa área será a identificação dos fatores de risco preponderantes relacionados à mortalidade do camarão, causada pela doença da mancha branca, a fim de propor medidas para evitar ou mitigar os efeitos em sua produção no Nordeste.

Causada por um vírus, a doença se manifesta na fase inicial de desenvolvimento do crustáceo, calcificando-o, provocando falta de apetite, letargia e manchas brancas em sua casca. Em seguida, o animal morre e contamina os outros. Com isso, produções inteiras são perdidas antes mesmo de chegarem ao consumidor. Um dos casos mais recentes da doença ocorreu no Ceará em meados de 2017. Em seis meses, 30 mil toneladas de camarão foram perdidas – o equivalente a 60% da produção do período.

Em nutrição, o foco será em tambaqui e tilápia. Serão definidos protocolos alimentares para a produção intensiva do tambaqui, nas fases de larva, engorda e abate, em viveiros e tanques-rede, tendo por base a capacidade de digestão dos ingredientes da ração e as exigências nutricionais do peixe. Além disso, o projeto abordará aspectos relacionados à tecnologia de processamento de rações, uma vez que há diversos parâmetros que precisam ser cuidadosamente monitorados para obtenção de produtos de alta qualidade. Também serão avaliadas nutricionalmente as rações disponíveis no mercado. É justamente esse insumo que impacta em até 82% nos custos de produção, dependendo do sistema adotado. Na prática, o produtor acaba gastando mais do que o necessário para engordar o animal.

Mudanças climáticas e piscicultura

Questões relacionadas ao aquecimento global e à sustentabilidade ambiental igualmente estão no radar do projeto, que prevê o desenvolvimento de equipamentos para monitoramento da liberação dos gases de efeito estufa na piscicultura. Também está prevista a análise da relação da produção em tanques rede, suas emissões de gases de efeito estufa e a qualidade da água. O acompanhamento das variáveis físicas, químicas e biológicas de sedimentos e da água, incluindo contaminação do solo e tratamento de efluentes gerados pela produção de peixes, também será alvo de estudos. Da mesma forma, será desenvolvido um sistema para tratamento de efluentes da produção de peixes.

Novos produtos de pescado

O BRS Aqua vai atuar ainda em diferentes aspectos relacionados ao processamento do pescado. O projeto vai trabalhar no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o abate eficiente e humanitário de peixes, padronização e controle de qualidade de filés, uso de resíduos e co-produtos do processamento na elaboração de materiais com valor agregado. Do mesmo modo, haverá um estudo de modelos para gestão de resíduos sólidos na indústria de processamento do pescado.

Além dos gargalos tecnológicos, a aquicultura brasileira também carece de dados e análises econômicas.  “Por se tratar de um setor relativamente recente, se comparado a cadeias agroindustriais tradicionais como a de outras carnes ou grãos, há poucas informações sobre diversos aspectos da cadeia do pescado”, justifica o pesquisador da Embrapa Manoel Xavier Pedroza Filho, responsável pelo segmento de economia do projeto. Segundo ele, faltam dados sobre viabilidade econômico-financeira dos sistemas de cultivo, estrutura da cadeia produtiva, risco de investimento, impacto econômico da adoção de tecnologias, além de dados macroeconômicos da aquicultura nacional (empregos, PIB, etc).

“A ausência dessas informações dificulta a tomada de decisões dos setores público e privado, uma vez que são fundamentais não apenas para orientar os investimentos, mas também subsidiar a formulação de políticas públicas para o setor”, ressalta o especialista. O BRS Aqua pretende gerar informações econômicas das quatro espécies contempladas no projeto, por meio de análises de viabilidade econômica de sistemas de produção, impacto de adoção de tecnologias, risco de investimento, entre outras.

Grande potencial nacional

Apesar de possuir 12% da água doce mundial e uma costa litorânea com mais de 8.500 quilômetros de extensão, a produção brasileira de animais aquáticos é inferior ao seu potencial. As causas desse desempenho são diversas e incluem baixa qualidade das matrizes reprodutoras; poucos estudos sobre a capacidade de suporte de ambientes de cultivo (número máximo de peixes ideal para uma determinada área); limitada assistência técnica; deficiência nas formas de controle e monitoramento das enfermidades de animais aquáticos; utilização incipiente de resíduos para produção de derivados; falta de tratamento e aproveitamento de efluentes de aquicultura e de padronização de indicadores para o licenciamento ambiental nos diferentes ambientes onde a aquicultura é praticada.

“Fizemos um levantamento de informações sobre o setor entre 2012 e 2013, que gerou dois estudos que revelaram todo o potencial na área de aquicultura do Brasil. Isso foi na época do Ministério da Pesca e Aquicultura, que desejava investir no desenvolvimento aquícola”, recorda Marcos Rossi Martins, chefe do Departamento da Área de Indústria e Serviços do BNDES.

A análise constatou grandes gargalos e oportunidades. A variedade de peixes da Bacia do Rio Amazonas, por exemplo, é um diferencial para o Brasil atingir novos mercados. O clima é outra vantagem a favor do País, cujas condições para o cultivo da tilápia – uma das espécies de peixe mais consumidas no mundo – são excelentes. Outros cultivos, como o de crustáceos e moluscos, também têm potencial de escala no Brasil. No entanto, a indústria de pescados ainda é incipiente no País, tanto na pesca quanto na aquicultura.

Segundo dados de 2014 de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), o consumo mundial na aquicultura é da ordem de 20 kg per capta, enquanto o de carne bovina atingiu menos da metade: 6,54 kg. Nesse cenário é fácil perceber como o mercado da pesca e da aquicultura é promissor no País.

“A demanda mundial por pescados vem crescendo de forma acelerada em decorrência do aumento populacional e da busca por alimentos mais saudáveis. No Brasil isso também ocorre. Em 2003, o consumo era inferior a 6,5 quilos de pescado por pessoa ao ano, hoje esse valor subiu para nove quilos per capta. Se a população ingerisse a quantidade recomendada pela OMS, que é de 12 quilos, isso já representaria um impacto no consumo de 5.722 mil toneladas”, calcula Jaldir Lima, um dos coordenadores do estudo do BNDES.

Expectativa de melhora na competitividade

O projeto foi bem recebido também por representantes do setor produtivo. Para Antônio Albuquerque, diretor técnico da Associação Cearense dos Criadores de Camarão (ACCC), ele é um sinal de que a pesquisa está atenta às demandas do mercado. “Essa iniciativa da Embrapa de ouvir vários atores, incluindo outras cadeias produtivas, para saber quais são as principais demandas, é muito positiva. Também é muito útil que a pesquisa saiba qual tipo de apoio o setor produtivo pode dar”, diz.

Francisco Medeiros, diretor presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, a Peixe BR, tem muitas expectativas. “Temos acompanhado a elaboração dessa proposta desde 2015. Trata-se de um setor carente de soluções que ofereçam melhor competitividade. No Brasil, temos grandes pesquisadores em aquicultura, no entanto, observamos baixa utilização de tecnologias geradas por essas instituições de pesquisa”, analisa ele. “Temos um grande problema de competitividade e esperamos que todas essas ações tragam soluções que promovam melhores condições de mercado. Vamos acompanhar de perto a execução desse trabalho”, resume.

Elisângela Santos (MTb 19.500/RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura

Negócios e conhecimento marcam segundo dia da FIEMA Brasil 2018

Feira encerra nesta quinta-feira, 12, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves

O segundo dia da programação da FIEMA Brasil 2018 foi de corredores movimentados, com visitantes conhecendo as soluções trazidas pelos cerca de 100 expositores participantes da feira, e de auditórios cheios, com espectadores acompanhando as palestras técnicas oferecidas no circuito de congressos e seminários do Fiemacon.

A agenda de trabalhos teve as conferências do 6º Congresso Internacional de tecnologia para o meio ambiente, com destaque para a temática dos resíduos sólidos. A importância do processamento desses materiais, especialmente para a indústria cimenteira, foi o foco da palestra “Valorização de Resíduos Sólidos”. Apresentado pelo gerente comercial do Grupo Votorantim, Bruno Marin, o encontro encorpou a programação do segundo dia do evento.

Marin abordou questões relacionadas ao tratamento que a empresa confere aos resíduos sólidos produzidos na indústria cimenteira, salientando que nem todos os tipos de resíduos podem ser processados. Por isso, o setor está investindo cada vez mais em tecnologias que possibilitem um melhor aproveitamento deste material. “O grande desafio ainda é fazer com que esse processo se torne bom economicamente, pois há um enorme esforço para que a parte tecnológica evolua e se crie um sistema flexível”, aponta Bruno. Com essa evolução, a indústria cimenteira tem, segundo Marin, a oportunidade de fazer parte da solução para o destino correto dos resíduos sólidos urbanos no país. Além disso, é possível aproveitar os grandes volumes produzidos através de políticas de estímulo à reciclagem e à valorização energética.

ACP_6862

Outras palestras auxiliaram no debate sobre resíduos sólidos no Congresso Internacional da Fiema 2018. Quatro especialistas da área discutiram temas como resíduos de saúde, política nacional de resíduos sólidos, gestão pós-consumo e processos para tratamento de resíduos. Os debates iniciaram às 9h da manhã e se estenderam até o meio dia.

Recursos hídricos abriram a programação

Na última terça-feira, 10, o coordenador do Congresso, Lademir Luiz Beal, da Universidade de Caxias do Sul abriu os trabalhos destacando a qualidade técnica e a relevância do encontro. “Há sempre a preocupação de trazer palestrantes de alto nível, para debater questões que proponham soluções que possam evitar um possível cataclismo do planeta Terra. Dessa forma, é muito importante que compreendamos isso e discutamos os temas que envolvem o meio ambiente”, aponta o coordenador.

LEIA TAMBÉM: Propostas para construção da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos serão abertas nesta terça

A palestra que iniciou a programação discutiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Quem conduziu o tema foi Carlo Linkevieius Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global e com mais de 15 anos de experiências em temas relacionados a sustentabilidade. Os ODS são 17 proposições que deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional até 2030, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O ano que marcou o início da implantação dos ODS foi 2015, após a realização do Rio +20. A partir de então, as empresas começaram a focar mais na área ambiental. “Em épocas nas quais os eventos climáticos estão cada vez mais extremos, as empresas e os governos precisam parar e refletir sobre o que estão propagando e praticando, pois é necessário que todos sejam provocativos e visionários para atingirmos os 17 objetivos propostos”, afirma Carlo.

O 6ª Congresso Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente da Fiema Brasil 2018 encerra nesta quinta-feira,12,  com cinco palestras abordando a temática das tecnologias ambientais.

2º Seminário de Energias Renováveis

Com a temática de tratar a eminente necessidade de refletir sobre a geração de energias que se renovem, o 2ª Seminário de Energias Renováveis da Fiema Brasil pautou os debates na programação do segundo dia da feira. O encontro iniciou na parte da manhã com explanações sobre um panorama geral da situação das energias renováveis por professores da PUC-RS. Logo após, tratou-se de licenciamento, aplicabilidade e políticas de incentivo, abordado especialmente as linhas de financiamentos que o BRDE oferece ao setor.

SAIBA MAIS: Prefeitura assina contrato de R$ 3 milhões para obras de pavimentação

Na parte da tarde, Robson Tanaka, da CPFL Energias, expôs aspectos da energia hídrica, quanto aos impactos socioambientais da instalação de usinas de energia hidroelétrica. Em contrapartida, logo após a apresentação do meio que representa a maior parte da energia elétrica do país, Otto Fonseca Cardoso apresentou as formas de produção de Biomassa e Biogás da empresa que representa, a Sulgás – Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul.

A empresa estatal possui 51% da concessão de gás, que durará até 2044. A Sulgás estima que são produzidos 86 milhões de toneladas de biomassa por ano no Rio Grande do Sul. Otto expôs que esse recurso é um complemento para a economia gaúcha e também para quem procura combustíveis renováveis. “Nós estamos trabalhando cada vez mais para termos tecnologias que possam fazer com que sejamos mais autônomos quanto à biomassa, pois hoje, apesar da nossa grande reserva, importamos boa parte do recurso da Bolívia”, relata Cardoso. Palestras sobre energias solar e eólica fecharam o 2ª Seminário de Energias Renováveis.

Último dia de Fiema com intensa programação

A Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente se estende até esta quinta-feira, dia 12. A Fiema contará com mais programação dentro de quatro espaços: o 6º Congresso Internacional de Tecnologias para Meio Ambiente, o 6º Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária, o 5º Seminário de Segurança do Trabalho e o 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbanos. A visitação a feira, que ocorre no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, é gratuita, já os seminários têm inscrições pagas e podem ser feitas diretamente na bilheteria da feira.

Negócios e novidades pelos corredores

Quem circulou pelos corredores da FIEMA Brasil 2018 teve a oportunidade de conferir de perto inovações relevantes para gestão ambiental. A LDA Indústria e Comércio Ltda, de Sumaré (SP), fez dupla estreia na feira. Além de participar pela primeira vez, igualmente de forma inédita divulga um produto da linha voltada ao saneamento básico – a empresa é especialista em equipamentos para implementos rodoviários e para a construção civil.

Com know-how e corpo de engenharia qualificado para atender a demandas tanto de prefeituras quanto de empresas que lidam com meio ambiente, a LDA apresentou o combinado, sistema com um tanque dividido em dois compartimentos. Um deles é utilizado com água para hidrojateamento de alta pressão a fim de limpar e desobstruir redes de esgoto e galerias, além de lavagem geral. O outro é reservado para o depósito de sucção a vácuo de materiais líquidos, pastosos, oleosos e sólidos. “Muitos problemas como enchentes e alagamentos advêm da falta de manutenção nas redes. Isso vai criando lodo, entupindo e criando um lastro, e nós temos equipamento para evitar isso, fazendo uma prevenção”, diz David Viana, do setor de vendas e equipamentos da LDA.

Para André Pavane, do marketing da empresa, o investimento acaba sendo mais benéfico do que o aluguel de máquinas para solucionar o problema quando esse já aconteceu, principalmente no caso de prefeituras. “Com a aquisição, a prefeitura gera um ativo e acaba pagando o equipamento em menos de um ano pela economia que ele gera”, comenta. Segundo ele, há financiamentos para a iniciativa privada como o Finame/BNDES, e para prefeituras, através de programas do governo.

Lançamento de ETE Físico-Química compacta

Outro destaque à disposição do público foi a apresentação da Estação de Tratamento de Efluentes Físico-Química compacta. Fabricado pela indústria florense Mega Equipamentos, o dispositivo com vazões de 10m³ a 30 m³ tem, entre suas vantagens, o fato de ocupar pouco espaço físico e de ser operado através de painel elétrico. De forma semiautomática, o operador controla facilmente os comandos das bombas dosadoras, das bombas de transferência e da recirculação dos efluentes. Carvão ativado e filtro de areia são utilizados no equipamento para auxiliar na retirada de impurezas e de odor, além de clarificar a água. “O que não puder ser reutilizado de efluente pela empresa pode ser descartado na natureza sem qualquer risco ambiental”, diz o diretor da Mega, Vilvi Zardo dos Santos.

O novo aparelho também tem como diferencial a praticidade em logística – podendo ser transportado em cima de skid (plataforma da empilhadeira) -, o baixo custo de dosagem de produtos e a rapidez na entrega, com projetos “chaves na mão”, sem a necessidade de espera. A ETE é destinada ao tratamento de efluentes industriais diversos, desde os produzidos por lavanderias ou moveleiras, passando por metalúrgicas e galvânicas, entre outras.

A Mega ainda pode entregar o equipamento já com o filtro de prensa instalado e oferece a instalação e startup do sistema, garantindo sua eficiência através de ART do projeto e treinando os operadores no cliente. Fundada em 2007, a empresa participou no ano seguinte de sua primeira Fiema e, desde então, tem participado de todas as edições da feira.

SERVIÇO

O quê: Fiema Brasil – Feira de Negócios, Tecnologias e Conhecimento em meio ambiente

Quando: último dia amanhã (12), das 10h às 19h

Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves, RS

Informações e inscrições para os seminários: www.fiema.com.br

FIEMA Brasil 2018 inicia nesta terça-feira

A FIEMA Brasil 2018 inicia nesta terça-feira, 10 de abril, em Bento Gonçalves, com intensa programação de atividades. Novidades em gestão ambiental e debates técnicos com mais de 50 palestras serao durante os congressos e seminários do Fiemacon.
Abrindo a feira, o primeiro compromisso na agenda de trabalhos é o Meeting Empresarial, às 9 horas, reunindo importantes lideranças para o debate sobre atitudes sustentáveis.
Fiema Convite Meeting
Na sequência, as 13h30, ocorre a solenidade oficial de abertura, com previsão de presença do Governador do estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori.

Projeto Ações Para o Bem na defesa da causa animal através da reciclagem

Inicialmente voltado à castração, também está atendendo animais abandonados com renda vinda de lacres de alumínio e tampas de polipropileno

Por Natália Zucchi

As voluntárias Michele Schmitz, Bruna Aiolfi e Franciele Panizzi, moradoras de Bento Gonçalves, em fevereiro de 2016 iniciaram o projeto Ações Para o Bem, para viabilizar a castração de animais de rua ou pertencentes a famílias de baixa renda, com recursos advindos da coleta e venda de materiais recicláveis. Mas, devido a demanda, o projeto, agora com dez voluntários, se dedica também ao amparo de animais vítimas de abandono e maus tratos, com a parceria da Clínica Veterinária Amigo Travesso.

20604188_1566808326703913_6250067292732162362_n

O grupo recolhe lacres de alumínio (de latas de cerveja e refrigerantes) e tampinhas de polipropileno de todos os tipos (de garrafas pet, de litros de iogurte, de caixinhas de leite e sucos, entre outras), além de tampas de polipropileno maiores (potes de maionese, vidros de café, de frascos de amaciante, entre outros). O projeto também recebe doações de rações para cães e gatos.

22366345_1628489053869173_3055888388988022245_n

A separação ocorre em uma sala no Estádio da Montanha, na avenida Oswaldo Aranha. “Nós precisaríamos arrecadar mensalmente pelo menos mil quilos de recicláveis para arcar com os custos que temos hoje. Muitas vezes nós voluntárias tiramos dinheiro do próprio bolso porque não temos muita ajuda. Outra coisa que encarece nosso trabalho são os lares temporários pagos, por isso também precisamos de mais pessoas abrindo as portas de suas casas para abrigar nossos animais temporariamente, até a adoção. Não temos equipe de resgate, nem canil. Por isso, só nos responsabilizamos em casos de muita urgência ou se já existe algum lar temporário ou futuro dono para o animal”, explica.

Ação necessita do engajamento de mais voluntários, madrinhas e padrinhos

No decorrer de 2017 o projeto viabilizou a castração de 12 animais e os atendimentos veterinários para mais de 50 animais. Ao longo do ano, apenas três feiras foram realizadas devido ao número pequeno de voluntários. Nestes eventos foram adotados mais de 25 animais. Também no ano passado, o projeto arrecadou cerca de 5.300 kg de lacres de alumínio, que renderam R$ 5.800. Porém, como as despesas com a clínica veterinária somaram-se aproximadamente R$ 8.500, o caixa fechou negativo em cerca de três mil reais. “Estamos procurando baixar a conta para realizar novos atendimentos. Há madrinhas que ajudam mensalmente com valores simbólicos, que para o projeto faz toda a diferença. Para ser madrinha ou padrinho, basta destinar um valor mensal para a clínica veterinária que atende os animais do Projeto Ações do Bem”, ressalta Michele.

23844590_1666860383365373_30824140726003004_n

LEIA TAMBÉM: Patas e Focinhos: Integração na rede de apoio a animais abandonados ou vítimas de violência

Ela acrescenta que, além disso, faltam voluntários para a coleta e separação dos lacres de alumínio. “Quem tiver interesse em ajudar na separação de tampinhas, é só entrar em contato através da página do Facebook. O Projeto fica à disposição de voluntários independentes, que precisam de auxílio para tratar e realocar animais resgatados”. Com poucos recursos, o auxílio geralmente é no compartilhamento de publicações no Facebook, a procura de novos lares ou auxílio financeiro para tratamento. Ainda trabalha em parceria com as voluntárias da Amigos Pet e com a ONG Todos Por um Focinho.

Está para Adoção

Maria tem 8 meses e está para adoção

Quanto custa o abandono

“Se tivéssemos somente o custo da castração, o gasto seria menor. Mas o que custa mesmo são os tratamentos de animais doentes, a maioria abandonados por seus donos”, observa ainda Michele. “Muitos animais abandonados são atropelados, estão com doença de pele ou tumores que necessitam de cirurgias. Para não ter o risco de perder o animal durante o procedimento cirúrgico, devido a hemorragias ou outras complicações, é necessário exame de sangue e outros específicos para cada situação, que acabam encarecendo os procedimentos” explica ela. Segundo Michele, muitos animais abandonados ou de rua estão com a doença do carrapato e parvo (viroses), tendo que ficar isolados e sob observação veterinária por mais tempo. No caso de castração, os gastos são maiores quando são fêmeas, devido ao período de internação.

14102573_1215196548531761_6377367585486819177_n14962534_1273902165994532_7444828385812126776_n

Clique aqui e entre em contato com a AÇÕES PARA O BEM através do Facebook

Como colaborar?

Doações em dinheiro podem ser feitas diretamente para a Clínica Veterinária Amigo Travesso, informando que o valor deve ser destinado para a conta do Projeto Ações Para o Bem. O Projeto não recebe doações diretas por não ter CNPJ. Já para as tampas plásticas, os lacres de alumínio e outros produtos recicláveis há 20 pontos de arrecadação em Bento Gonçalves e um em Garibaldi. Confira a lista abaixo:

Centro:
* BELGA PET SHOP. Rua Gomes Carneiro, 436, sala 1, Ed. Marcelo (próximo à Rodoviária).
*Unificado. R. Barão do Rio Branco, 325, sala 601, Ed. Anna Variani.
*Reitoria do IFRS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS. R. General Osório, 348.
*Escolas e Faculdades QI. R. General Osório, 32.
*O Chaveiro. R. Assis Brasil, 260.
*Consultório Veterinário Suelen Zottis Nardin. Rua Agnaldo Silva Leal, 30
*UERGS Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Rua Benjamin Constant nº 229. Atrás da escola Bento.
* Skill Idiomas. Rua Barão do Rio Branco, 551

Borgo:
* Taffarel Agropet. Rua São Paulo, 650
*Clínica Veterinária Villa Animal. Alameda das Araucárias, 07,

Humaitá:
* Salão La Casa Beleza e Cuidado. Rua Pernambuco, 320, sala 102. Maria Goretti:
* Agropecuária Tabuleiro. Rua Guilherme Fasolo, 944 , sala 01. Botafogo:
*Good Brechó. Rua Goiânia, 424 (antes de chegar no Galaxi).

São Francisco:
*Purificadores Europa. R. Julio de Castilhos, 644, loja 03 (próximo à praça Vico Barbieri).
*Academia Phantom SUSFA. Rua General Góis Monteiro, 322.
* Associação dos Surdos – ASBG – Rua Gen Vitorino, 139

São Bento:
*My Home. Rua 13 de Maio, 675 – Sala 102.

Cidade Alta:
*Felicity Estetica e Beleza. Travessa Santo Antônio, 105..
*Clinica Veterinária Amigo Travesso. Travessa Tuiuti, 38.
*Valentina Pet . Rua Visconde de São Gabriel, 229 (Rua ao lado da Igreja Cristo Rei)

São Roque
*Escola MTI São Roque Prof Nilza Côvolo Kratz. R.Arlindo Franklin Barbosa, 235.
*Casa dos Puxadores e Fechaduras. Av São Roque, 596 – (ao lado da lotérica)

Vila Nova II:
*Escola Infantil Arco Iris da Alegria. R. Amélia Beluzzo Ferrari, 61.
*Escola MEF Maria Margarida Zambon Benini. R. Arnaldo Audibert, 61

Garibaldi – Garibaldina
*Duda Bela Ateliê. Rua Rui Barbosa, 160.
*Garra Team. Avenida Rio Branco, 1409, Sala 3, Bairro Cairú

SAIBA MAIS: 18 cuidados para os cães no verão

Hora do Planeta 2017 acontece nesse sábado. Colabore!

No Brasil, mais de 120 cidades e 590 monumentos desligarão suas luzes no dia 25 de março.  Liderada pelo WWF-Brasil, a campanha tem como foco a urgência das mudanças climáticas e os benefícios que uma economia de baixo carbono pode trazer para o país.

No Brasil, em 2016, 156 municípios aderiram oficialmente à campanha, desligando por uma hora a iluminação de 505 ícones, entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos.

hora_planeta_2Da Torre Eiffel, na França, do Empire State Building, o edifício no centro de Manhattan, em Nova York, para a Acrópole, de Atenas, milhares de marcos vão desligar suas luzes em prol da Hora do Planeta 2017. Comunidades e organizações em todo o mundo mostram seu potencial para chamar atenção para a mudança climática, o maior desafio ambiental do planeta.

A iniciativa brasileira da Hora do Planeta, que neste ano acontece no dia 25 de março e incentiva que entidades, empresas e pessoas desliguem as luzes entre as 20h30 e 21h30 do horário local, conta com o apoio de 120 cidades brasileiras, mais de 100 empresas e instituições cadastradas e 146.435 mil pessoas envolvidas nas atividades. Mais de 590 monumentos serão apagados no país. Criada em 2007 em Sydney, na Austrália, ela já se tornou o maior movimento pelo meio ambiente do mundo, com mais de sete mil cidades participantes no ano passado.

Com base no impacto que criou na última década, os apoiantes da Hora do Planeta na Espanha e no Reino Unido estão realizando uma ação climática forte para cumprir seus compromissos sob o Acordo de Paris. Na Hungria e na Uganda, as pessoas estão encorajando comunidades e organizações a mudarem para as energias renováveis, enquanto no Camboja, na Grécia e na Colômbia, os participantes estão se unindo para agir em prol de modos de vida sustentáveis.

Na Austrália, o WWF está usando a Hora do Planeta para divulgar a energia renovável entre os jovens, enquanto também convida os apoiantes que desligam as luzes para doar para a iluminação solar nas comunidades rurais da Etiópia. Da mesma forma, pessoas em Cingapura, Indonésia, Índia e Hong Kong estão se unindo como ‘Earth Hour Buddies’ para ajudar a proteger as florestas e os oceanos e promover uma vida sustentável.

“Mais do que um simples apagar de luzes, a Hora do Planeta é um convite para que as pessoas parem por cerca de uma hora e reflitam sobre as nossas ações em relação ao meio ambiente; o que temos feito e o que cada um pode fazer para diminuir o problema”, comenta o diretor-executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic. Para ele, o movimento é uma demonstração globalizada de que o mundo quer ver em seus líderes a coragem para enfrentar e reverter os diferentes desafios ambientais, cujos impactos interferem na vida de toda a população.

7ª edição do Jantar Sob as Estrelas conta com ações de sustentabilidade

 

15823683_1021127784665921_3667627980030337361_nO Jantar Sob as Estrelas, evento gastronômico a céu aberto, ocorre na próxima sexta-feira, dia 17, a partir das 20h, na Rua Herny Hugo Dreher, bairro Planalto, em Bento Gonçalves.. Mais de 25 estabelecimentos levarão seus serviços para a área externa, ofertando cardápios diversificados em parceria com vinícolas de Bento Gonçalves e região.

A novidade desta edição é a parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMAM), o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a empresa multinacional Verallia, patrocinadora do evento. Essa parceria definiu o recolhimento  das  garrafas e embalagens de vidro utilizadas durante a noite para serem encaminhadas diretamente para a Associação de Recicladores JSA, onde é feita a triagem do vidro, após direcionada à reciclagem.

No decorrer do evento, serão disponibilizadas lixeiras ao logo da via para o recolhimento do resíduo reciclável. Além disso, a parceria com a RN Freitas possibilitará que um caminhão e garis auxiliem constantemente no recolhimento, ao mesmo tempo em que funcionários da SMMAM realizem um trabalho de educação ambiental.

O tradicional Jantar Sob as Estrelas  é promovido pelo Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria (SEGH) e faz parte da programação do Bento em Vindima.