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Fimma e Movelsul juntas em 2022

Feiras serão realizadas de 14 a 17 de março de 2022, reunindo num mesmo espaço toda cadeia produtiva de madeira e móveis

As duas principais feiras do setor moveleiro no Brasil – Fimma e Movelsul – estão unindo forças e terão suas próximas edições no mesmo período e integrando toda cadeia de madeira e móveis, de 14 a 17 de março de 2022, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS). A decisão inédita na história das feiras responde ao momento de excepcionalidade e oferece uma nova data alinhada ao calendário mundial de eventos do setor. A definição foi anunciada nesta sexta-feira pelos presidentes de suas entidades promotoras, a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) e o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis).

Com a Movelsul já agendada para março de 2022, a data oferece também uma janela de oportunidades para o expositor da Fimma dentro do calendário mundial de eventos.  Juntas, as feiras vão reunir num mesmo espaço toda a cadeia produtiva, desde máquinas, tecnologia, design, serviços, insumos, acessórios e ferramentas – chegando ao fabricante de móveis e varejo nacional e internacional. Não se trata de uma fusão, mas de duas feiras importantes para o setor moveleiro mundial sendo realizadas na mesma data e local, numa decisão pontual que responde ao momento de excepcionalidade. A realização concomitante de Fimma e Movelsul resultará em mais de 400 expositores.

Tradicionalmente, as feiras são promovidas em anos intercalados. A Fimma nos anos ímpares, sendo voltada à exposição de máquinas, matérias-primas e acessórios. Teria ocorrido em abril desse ano, mas acabou adiada pelas incertezas no ambiente de negócios e situação ainda não contornada da pandemia. Já a Movelsul ocorre nos anos pares, com expositores de mobiliário e decoração e não pôde ser realizada em março de 2020 em virtude do rápido agravamento mundial da Covid-19.

O presidente da Movergs, Rogério Francio, comenta que, após o adiamento da Fimma, a diretoria e equipe técnica das entidades envolvidas se debruçaram sobre uma análise de ambiente que mostrou muitos benefícios nesse somatório de forças, até mesmo pela identidade que as duas feiras têm entre si. “O mundo todo caminha para questões de economia compartilhada e potencialização de investimentos. Além disso, a aceleração de tendências foi um movimento que pudemos acompanhar em todos os setores como decorrência da pandemia. Por isso, a proposta nos soa muito coerente e natural”, afirma.

Da mesma forma, o presidente da Fimma, Euclides Rizzi, entende que se trata de uma excepcionalidade frente ao ambiente de negócios e o momento de pandemia, mas também um novo modo de olhar para o setor, somando forças. “No momento, o maior interesse da Fimma e Movelsul é construir dois eventos que se apoiem mutuamente com oportunidades de negócio para toda a cadeia moveleira num mesmo lugar”, analisa.

O presidente do Sindmóveis e Movelsul, Vinicius Benini, comemora a oportunidade de realização paralela das duas feiras. Em sua avaliação, os expositores de ambas as feiras têm muito a ganhar com a proposta, assim como a estrutura do turismo de negócios em Bento Gonçalves. “Temos confiança em um ambiente de negócios favorável para 2022, o que vai resultar em ótimas perspectivas tanto para Fimma quanto Movelsul. Inclusive, estamos convivendo num contexto de mudanças tão rápidas que o sucesso dessa união pode nos levar até mesmo a novas perspectivas depois da realização conjunta em março de 2022”, avalia.

Sobre o setor moveleiro

O RS é o maior produtor de móveis do país. Conta com aproximadamente 2800 indústrias moveleiras gerando aproximadamente 35 mil empregos diretos.  O estado também é o segundo maior exportador de móveis do Brasil. As principais indústrias do estado têm reputação internacional na produção de mobiliário residencial.

O polo moveleiro de Bento Gonçalves, por sua vez, é o principal do país em se tratando de tecnologia, inovação e produção. Com aproximadamente 300 indústrias localizadas no município-sede e também em Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza.

Como entidade que representa localmente o setor moveleiro, o Sindmóveis fomenta, desde 1977, um cenário de desenvolvimento para o polo e o setor moveleiro nacional seja por meio da representação sindical ou ações de apoio aos associados, articulação política, ações comerciais e programas inovadores.

Atualmente, o polo moveleiro de Bento Gonçalves responde por 27,2% do faturamento do estado. Essa representatividade é a razão pela qual a associação estadual do setor, a Movergs, foi fundada e tem sede na mesma cidade desde 1987.

Desde outubro do ano passado, as entidades anunciaram sua fusão administrativa – o que significa que têm suas operações conduzidas por equipe técnica única, apesar de distintas diretorias compostas por empresários e executivos do setor moveleiro que atuam voluntariamente.

Sobre a Fimma

A Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis (Fimma Conexões e Negócios) é uma das maiores feiras do segmento no mundo e tem como objetivo apoiar o desenvolvimento do setor através da apresentação de tecnologias, insumos e equipamentos de ponta que se transformarão em oportunidades de negócios. O evento vem sendo realizado desde 1993 com um total de 14 edições até hoje e, recentemente, decidiu se reinventar criando uma série de plataformas e iniciativas voltadas à inovação e soluções, que tornaram a Fimma uma presença permanente na realidade dos expositores. Em sua última edição, em 2019, recebeu 23.657 visitantes de 30 países.

Sobre a Movelsul Brasil

Movelsul Brasil é a principal feira de móveis da América Latina em área de exposição, número de expositores e visitantes profissionais. Com 21 edições realizadas desde 1977 pelo Sindmóveis Bento Gonçalves, ocorre a cada dois anos no maior polo moveleiro do país: um evento com grande potencial de negócios no mercado interno atraindo lojistas e as principais redes de varejo, compradores corporativos, investidores, arquitetos e forte atração de importadores dos principais mercados-alvo da indústria brasileira de móveis. Em sua última edição, em 2018, teve 30.284 visitantes profissionais de 33 países.

Saiba mais sobre as feiras

Fimma Brasil

https://fimma.com.br/

https://www.facebook.com/fimmabrasil

https://www.instagram.com/fimmabrasil/

 Movelsul Brasil

https://www.movelsul.com.br/

https://www.facebook.com/movelsul.brasil/

https://www.instagram.com/movelsulbrasil/

Polo moveleiro de Bento Gonçalves cresce 10,9% em 2020

Incremento no faturamento coloca o setor em trajetória ascendente, mas não representa, ainda, crescimento real devido à alta nos insumos e outros reajustes

O polo moveleiro de Bento Gonçalves reverteu a queda de desempenho verificada nos primeiros meses da pandemia. O balanço total de 2020, conforme dados apurados esta semana pela Inteligência Comercial do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), aponta que o polo teve faturamento de R$ 2,23 bilhões, um crescimento nominal de 10,9% em relação a 2019.

Atualmente, as empresas do polo moveleiro de Bento Gonçalves respondem por 27,2% do faturamento do estado, onde o total faturado em 2020 foi de R$ 8,22 bilhões – crescimento nominal de 9,1% em relação ao ano anterior. A retomada que teve início no segundo semestre fica muito evidente no comparativo interanual do segundo semestre. Em Bento, houve crescimento nominal de 22% e no RS, 25,5%.

O economista do Sindmóveis, Eduardo Santarossa, explica que apesar da trajetória positiva nos últimos meses, as perdas decorrentes da pandemia ainda não foram recuperadas. Dentre os principais motivos, estão a alta dos custos e a falta de matérias-primas e insumos em decorrência da desestruturação da cadeia produtiva. Nesse contexto, as vendas se recuperaram de modo mais rápido do que a produção em um cenário de estoques em baixa e alta no preço dos insumos, em especial os dolarizados.

Conforme o presidente do Sindmóveis, Vinicius Benini, a pandemia vai deixando para o setor moveleiro o aprendizado de que o status quo pode mudar abruptamente. Segundo ele, fica claro que as empresas mais preparadas tomaram frente nesse mercado que pede um dinamismo muito grande no atendimento, gestão de produção e entregas. “Estrategicamente, é crucial que as empresas se aproximem das entidades que as representam. Mais do que nunca, é preciso que as pessoas se proponham a contribuir coletivamente para alcançarmos um melhor entendimento do período pós-pandemia. Não vejo como nenhuma de nossas empresas possa crescer isoladamente, sem que tenhamos um ambiente propício a toda indústria moveleira e um polo competitivo no mercado”, propõe.

Empregos

No polo de Bento Gonçalves, que inclui quatro municípios, a variação verificada no ano de 2020 foi positiva em 4,7% em relação ao início do ano passado. O saldo em dezembro foi positivo de 274 empregos e um total de 6.169 empregos diretos gerados pela indústria de móveis. No RS, a variação é positiva de 4,0% em relação ao início de 2020, com um total de 36.066 empregos diretos.

Mesmo com a crise, o crescimento na geração de empregos pela indústria moveleira supera a média das indústrias de transformação no estado e no país, e o ritmo é praticamente o mesmo em Bento Gonçalves. Também é importante destacar que supera os patamares pré-crise.

Exportações

As exportações moveleiras reagiram de modo favorável nos últimos meses de 2020 e a região conseguiu recuperar boa parte das perdas que ocorreram no segundo trimestre do ano passado, considerado o pior período para os embarques de móveis. No polo moveleiro de Bento Gonçalves, os valores exportados em dólares ficaram praticamente estáveis em relação ao ano anterior e melhor desempenho em comparação ao estado e país. Foram exportados US$ 47,6 milhões, o que representa uma queda de 0,2% em comparação a 2019.

Os Estados Unidos estão consolidados como o principal destino dos móveis da região. Destaques também para os bons resultados foram registrados para Peru, Reino Unido, Porto Rico, Equador, França e Emirados Árabes Unidos. Os dados são originários do Comex Stat – portal oficial de estatísticas de comércio exterior do Brasil – e apurados pela Inteligência Comercial do Sindmóveis Bento Gonçalves.

Bento Gonçalves encerrou o ano passado com melhor desempenho em comparação ao estado e país. Embora as exportações do RS e Brasil os últimos meses do ano tenham retomado uma trajetória positiva a partir dos níveis pré-pandemia, ainda não foram capazes de recuperar as perdas do ano. No RS, a queda foi de 9,8% e, no Brasil, de 2,0%.

Expectativas para 2021

O setor começa 2021 aquecido e com expectativa de continuidade nas contratações neste primeiro trimestre. Em termos de faturamento, o Sindmóveis projeta um crescimento real de 4% para o polo moveleiro de Bento Gonçalves em 2021. Em termos nominais (sem descontar-se o aumento dos custos, inflação do período, etc), está sendo projetado um crescimento de 9% no faturamento.

O polo moveleiro de Bento Gonçalves é o principal do país em número de empresas e peças produzidas, com aproximadamente 300 indústrias localizadas no município sede e também em Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza. O Sindmóveis fomenta, desde 1977, um cenário de desenvolvimento para o polo e o setor moveleiro nacional seja por meio da representação sindical ou ações de apoio aos associados, articulação política, ações comerciais e programas inovadores.

Produção industrial moveleira do RS cresce 3,0% de janeiro a agosto

Relatório do IEMI, encomendado pela Movergs, também revela que apenas em agosto a produção de móveis foi 14,7% superior a julho

O relatório ‘Conjuntura e comércio externo do setor de móveis no Brasil’, do IEMI – Inteligência de Mercado, encomendado pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), apresenta crescimento de 3,0% da produção industrial moveleira do Rio Grande do Sul no acumulado do ano, de janeiro a agosto. No mês de agosto, a produção de móveis no Estado foi de 7,6 milhões de peças, resultado de alta de 14,7% em relação a julho.

Diferentemente de agosto, quando as exportações aumentaram 25,8%, atingindo US$ 17,8 milhões, no mês de setembro houve um recuo das exportações de 3,3%, resultando em US$ 17,2 milhões.

Como países de destino das exportações de móveis do Rio Grande do Sul, em setembro, o Peru ficou em primeiro lugar, com 20,9% dos valores, seguido pelo Reino Unido com 12,0% e pelo Chile, com 11,7%.

Já no acumulado do ano, de janeiro a setembro, dos valores exportados pelo Rio Grande do Sul, o principal destino das exportações foram os Estados Unidos com 14,6%, seguido pelo Uruguai, com 14,4% e o Peru em terceiro, com 14,3%.

Em se tratando de vendas do comércio varejista de móveis, o Rio Grande do Sul registrou queda de 1,3% em volume e baixa de 1,6% em valores. No acumulado do ano, o varejo em volume apresentou crescimento de 2,0% e alta de 2,9% em valores das receitas.

Crescimento nas exportações do polo moveleiro de Bento Gonçalves

Incremento foi de 8,9% entre janeiro e setembro deste ano, com destaque para negociações na América do Sul e Arábia Saudita

As exportações do polo moveleiro de Bento Gonçalves seguem puxando a curva de desempenho para índices positivos nesse ano. De janeiro a setembro, em comparação com igual período do ano passado, as exportações cresceram 8,9%, passando de US$ 26 para US$ 28 milhões. Destaque para a Colômbia e Estados Unidos, que ganharam posições entre os cinco principais destinos para os móveis de Bento Gonçalves, além da Arábia Saudita, Chile e Uruguai, com aumentos significativos nos embarques no período. Índia, Equador, Porto Rico e África do Sul também tiveram negociações importantes com o polo no período.

Por outro lado, mercados tradicionais, como a Argentina e Paraguai, vêm perdendo espaço ao longo do ano, especialmente devido aos problemas econômicos e cambiais enfrentados no país argentino. O crescimento das exportações no polo moveleiro de Bento Gonçalves é superior ao do estado, com incremento de 4,7% no período, mas inferior aos índices nacionais. No Brasil como um todo, as exportações de móveis cresceram 11,5% de janeiro a setembro, com destaque para os Estados Unidos. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.

Apesar dos índices positivos, o diretor Internacional do Sindmóveis, Leonardo Dartora, pondera que o aumento de preços e custo de produção acaba anulando um crescimento real para a indústria moveleira de Bento Gonçalves. O setor tem sido impactado pelo aumento do frete, da energia elétrica e das chapas de MDF e MDP – essas últimas com um reajuste entre 5% e 10%, apurado entre os associados do Sindmóveis. Existe, além disso, um reajuste nos acessórios moveleiros precificados em dólar, o que aperta ainda mais a composição do preço dos móveis.

O Sindmóveis trabalha para alavancar a competitividade internacional das empresas com ações de promoção e estudos de mercado por meio de seu Comitê Internacional. “A entidade comemora os dados, mas há muito caminho até voltarmos aos patamares de 2010 e 2011, próximos a 60 milhões anuais, e pré-crise financeira de 2008/09, quando o polo chegou a exportar mais de US$ 80 milhões anualmente”, interpreta o diretor.

Principais mercados para os móveis de Bento Gonçalves

 

1-                 Uruguai

2-                 Peru

3-                 Chile

4-                 Colômbia

5-                 Estados Unidos

6-                 Argentina

7-                 Paraguai

8-                 México

9-                 Arábia Saudita

10-             Panamá

IEMI apresenta dados do mercado de móveis no Brasil durante o 28º Congresso Movergs

Marcelo Prado, diretor do IEMI Inteligência de Mercado, discutirá as dimensões, desafios e oportunidades no mercado brasileiro de móveis no pós-crise

A Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) realiza, no dia 05 de julho, o 28º Congresso Movergs, no Salão Malbec, do Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves. Nesta edição, o evento contará mais uma vez com uma palestra do economista Marcelo Prado, diretor do IEMI Inteligência de Mercado, às 8h30, sobre “Os números da indústria de móveis no Brasil”, logo após a abertura oficial do evento.

O Congresso que terá como tema “É a Informação que Transforma o Comum em Extraordinário” trará às empresas do setor um ambiente para atualizar conhecimentos, reciclar práticas e ter acesso a novas informações.

Segundo dados recentes do IEMI, da edição 2018 do estudo sobre o Mercado Potencial de Móveis em Geral, a produção física de móveis em 2017 voltou a crescer após as quedas consecutivas nos três anos anteriores (2014, 2015 e 2016), quando caíram 16,3% no período. O crescimento, embora tímido, de 0,3% em 2017 sobre 2016, é um importante resultado para a indústria, indicando uma estabilização e início de retomada no mercado nacional moveleiro.

Outro importante resultado foi a retomada das importações de móveis que, mesmo representando apenas 2,6% no consumo interno de móveis (consumo aparente), apresentou alta de 46,1% no ano passado com o desembarque de cerca de 10,5 milhões de peças, apresentando recuperação, após a retração de 41,5% registrada nos três anos anteriores. Esse resultado contribuiu para o aumento de 1,5% no consumo aparente de móveis em 2017 frente ao ano anterior, após o índice desabar 17,5% entre 2014 e 2016. No total, 396,1 milhões de peças foram disponibilizadas ao varejo e outros canais de vendas (corporativos, licitações, atacadistas, etc).

Já as exportações de móveis se mantiveram estáveis nos últimos cinco anos, sendo exportadas cerca de 3,4% em média da produção nacional de móveis. Em 2017 foram embarcadas cerca de 14,1 milhões de peças.

Evolução da produção física de móveis (milhões de peças)


Fonte: IEMI

Para 2018, as estimativas preliminares apontam para um crescimento mais expressivo na produção física de móveis, 4,2% sobre 2017. A disponibilidade destes itens no mercado interno brasileiro deverá apresentar crescimento um pouco mais acentuado, de 5%, atribuído à alta de 41,2% prevista para as importações em 2018, que deverão apresentar participação de 3,6% no consumo aparente. As exportações devem se manter mais estáveis, representando cerca de 3,7% da produção nacional.

Falando em valores da produção nacional moveleira, a evolução se mostra, diferentemente da produção física e exceto pelo ano de 2016, como uma tendência ascendente. Ou seja, nos últimos anos, quando se agravaram as instabilidades econômicas no País, a produção de móveis sofreu quedas acentuadas em volumes, porém, altas nos valores de produção. Marcelo Prado, diretor do IEMI, indica alguns dos principais pontos desta dinâmica: “Na crise, principalmente entre as classes mais baixas, a demanda por móveis novos é menor, afetando a produção como um todo, porém a produção de móveis mais elaborados, com maior valor agregado, demandada pelas classes mais altas, sofre menos impacto e também se recupera mais rápido, ganhando participação na produção e aumentando o valor médio das peças. Outro fator muito impactante nesta alta foram os preços dos insumos da produção, as chapas principalmente e outros fatores”. Sobre a inflação na produção, o índice de preços ao produtor (IPP – IBGE) foi de 3,2% em 2016 e de 5,2% em 2017.

Evolução do valor da produção de móveis (R$ bilhões)


Fonte: IEMI

Para 2018, as estimativas apontam para um crescimento expressivo nos valores da produção de móveis, 8% sobre 2017.

No varejo de móveis, as estimativas são de reação

As vendas de móveis no varejo em 2017 voltaram a apresentar quedas em volumes, de 0,2% sobre ano de 2016, porém, queda menos acentuada em relação aos três anos anteriores (2014, 2015 e 2016), quando apresentaram redução média de 8,2% no período. Para 2018, as estimativas são de crescimento de 4,2% sobre 2017.

Já as vendas em receita no varejo apresentaram crescimento de 2,8% em 2017 sobre 2016, chegando a R$ 67,1 bilhões. Crescimento atribuído ao aumento no preço médio nas peças de móveis, cerca de R$ 194,00 em 2017 (2,9% sobre 2016). Para 2018, as estimativas apontam crescimento de 10,7% sobre 2017 no varejo de móveis em valores.

Evolução do varejo de móveis em volume e valores
. Varejo de móveis 2014 2015 2016 2017(1) Var. 2017 / 2016(1) Var. 2018 / 2017(1)
  Em 1.000 peças 410.196 375.023 345.724 345.076 -0,2% 4,2%
  Em R$ 1.000 66.515.935 66.894.471 65.323.709 67.122.966 2,8% 10,7%

Fonte: IEMI.
Nota: (1) Estimativas.

Sobre o IEMI
O IEMI – Inteligência de Mercado (www.iemi.com.br) foi criado em 1985 para atender a crescente demanda por dados numéricos e comportamentais relativos aos mercados das empresas e entidades de todos os tamanhos, bem como a ajudar a sustentar o planejamento de suas ações. O IEMI tornou-se a principal fonte de informações para importantes setores da economia brasileira, como o de móveis e colchões, contribuindo para seu melhor entendimento e evolução.

Masutti Copat é finalista do Prêmio Top Móbile 2018

Depois de vencer nas últimas duas edições, empresa foi novamente indicada na categoria Aramados

 A força de um trabalho sólido desenvolvido há mais de 35 anos, unindo inovação, qualidade e design, coloca a Masutti Copat em condição de destaque no segmento de acessórios para móveis. Prova desse reconhecimento é que, por mais um ano, a marca gaúcha é finalista do Prêmio Top Móbile no segmento Fornecedores da Indústria – categoria Aramados. Nas edições de 2016 e 2017, a marca arrebatou os troféus, uma das mais importantes honrarias da cadeia moveleira.

Confiante em relação à credibilidade conquistada junto ao segmento moveleiro, o diretor de operações Rodrigo Copat, associa a indicação ao Prêmio Top Móbile 2018 à busca incessante da empresa por desenvolver soluções belas, funcionais e duradouras ao dia a dia das pessoas. “Procuramos entender o perfil do consumidor para criar produtos inovadores em design e funcionalidade, sempre com matérias-primas de qualidade. Além disso, temos o compromisso de mantermos um relacionamento de excelência com o mercado, tanto especificadores quanto consumidores finais”, avalia.

A revelação dos vencedores deste ano ocorrerá no dia 10 de julho, durante a Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira (ForMóbile), quando também serão conhecidos os agraciados em outras 17 categorias. Em sua 13ª edição, o Top Móbile reforça o reconhecimento e a valorização do trabalho realizado pelas empresas do setor moveleiro. Para chegar ao resultado, são entrevistados mais de 900 profissionais, tanto do varejo quanto da indústria de mobiliário, em uma pesquisa de reconhecimento espontâneo. Cada entrevistado deve responder qual é a marca mais lembrada nas categorias questionadas. As empresas mais citadas são eleitas as top of mind do setor moveleiro.

Sobre a Masutti Copat

Cada produto da Masutti Copat exibe a paixão da marca por oferecer utilitários que levam praticidade e beleza a todos os cômodos da casa. O compromisso com a excelência está em seu DNA: há mais de 35 anos a marca aposta na diferenciação para surpreender o mercado. Design, tecnologia e arte se mantêm enraizados no desenvolvimento das peças de forma artesanal e única para tornar o mobiliário brasileiro ainda mais competitivo. Localizada no polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS), a Masutti Copat tem forte presença no mercado, com alcance em todo território nacional, além de exportações para mais de dez países. Conheça o portfólio em www.masutticopat.com.br.

Movergs promoverá fórum de design para a indústria gerar valor

Primeira edição do evento acontece no dia 29 de maio, das 8h às 17h, em Bento Gonçalves

 O setor moveleiro está confiante de que os anos de 2018 e 2019 serão de retomada da economia e diante desse cenário promissor promove o ‘1º Fórum Movergs de Design’. O evento acontece no dia 29 de maio, das 8h às 17h, no Auditório do CIC – Centro Empresarial de Bento Gonçalves, com a realização da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) em parceria com o Stúdio Marta Manente. As inscrições podem ser realizadas até o dia 25 de maio no site da Movergs pelo link http://www.movergs.com.br/design/.

O objetivo do evento é mostrar aos empresários e profissionais do setor que mesmo com um cenário positivo para os próximos meses é preciso repensar o modo de fazer negócios, ou seja, inovar e encantar o cliente. E a virada passa pelo design estratégico, por meio de projetos que agreguem valor estético, mas também ofereçam funções diferenciadas, matérias-primas corretas, ergonomia, processos produtivos por um custo adequado. “Com o acesso a ferramentas de design, as empresas têm mais possibilidade de inovar, aproveitando as oportunidades que surgem no mercado”, aponta o presidente da Movergs, Volnei Benini, entidade promotora do evento.

Para esse 1º Fórum, a entidade traz renomados especialistas na área de design, como a arquiteta e influenciadora digital Camila Klein, o fundador e CEO do Viva Decora Diego Emmanuel Simon, o idealizador da High Design Expo e DW, Lauro Andrade Filho, e o designer Paulo Biacchi para abordar como as indústrias devem se preparar para agregar valor ao produto e aos serviços, de uma forma dinâmica e moderna, por meio de painéis talk show que proporcionarão integração e riqueza no conteúdo discutido os temas de forma prática e sugestiva.

Serão abordados sete temáticas ligados ao design, são eles: ‘Design, além da forma. Ferramenta estratégica para a indústria gerar valor’, ‘A indústria moveleira nos eventos de design: nicho ou mercado bilionário’, ‘Design Experience’, ‘Milão 2018 – Interpretação e aplicação das tendências na indústria moveleira’, ‘Internacionalização – o design brasileiro no mundo’, ‘Marketing digital na indústria moveleira: técnicas para atrair público e potencializar a sua marca’, ‘O novo consumidor de design’. “Pretendemos oferecer subsídios para alavancar o sucesso de toda a cadeia produtiva moveleira, proporcionando por meio desta ferramenta, o incremento dos resultados das indústrias de móveis do Rio Grande do Sul”, acrescenta Benini.

Camila Klein- divulgação Movergs

 paulo biacchi - divulgação Movergs

Lauro Andrade - divulgação Movergs

Confira a programação completa

9h: DESIGN, além da forma. Ferramenta estratégica para a indústria gerar valor

         Mediadora: Ana Brum, CBD – Centro Brasil Design

         Painelistas: D.er Andrea Krause, Eucatex

                         D.er Eduardo Núncio, Móveis Carraro

                         Renato Bernardi, Instituto SENAI de Tecnologia em Madeira e Mobiliário

10h: Coffee Break

 

10h15min: A indústria moveleira nos eventos de design: nicho ou mercado bilionário inexplorado? Estratégias e Casos de Sucesso no Mundo e Brasil: Salão do Móvel de Milão, Fuori Salone e Expo Revestir

Palestrante: Lauro Andrade Filho, Summit Promo – Eventos, Consultorias e Treinamentos

11h15min: Design Experience

         Palestrante: Helena Capaz, Interprint

12h: Almoço – Salão de Exposição

 

13h: Milão 2018 – Interpretação e aplicação das tendências na indústria moveleira

Mediadora: Jorn. Eleone Prestes, Studio Prestes

         Painelistas: Arq. Camila Klein, Camila Klein Arquitetura + Interiores

                         D.er Marta Manente, Studio Marta Manente

                         D.er Mila Rodrigues, Mila Rodrigues Soluções Estratégicas em Design

                         Edson Busin, Unicasa Móveis

14hInternacionalização – o design brasileiro no mundo

Mediadora: Ana Cristina Schneider, Sindmóveis

         Painelistas: Afonso Wilson Schuster, Móveis Schuster (a confirmar)

D.er Aristeu Pires, Aristeu Pires Móveis de Design Autoral

                         D.er Ronald Scliar Sasson, Estúdio Ronald Sasson

                         Vanderlei Buffon, Promob Softwares Solution

15h: Intervalo

15h15min: Marketing digital na indústria moveleira: técnicas para atrair público e potencializar a sua marca

Palestrante: Diego Simon, Viva Decora

 

16h: O novo consumidor de design

        Palestrante: D.er Paulo Biacchi, Fetiche Design

Serviço

Data: 29 de maio de 2018

Horário: Das 8h às 17h

Local: Auditório do CIC – Centro Empresarial de Bento Gonçalves

Endereço: Rua Avelino Luiz Zat, 95 – Bairro Fenavinho – Bento Gonçalves/RS

Inscrições: http://www.movergs.com.br/design/

Investimento: R$ 80,00 para associado; R$ 150,00 para não associado

Realização: Movergs

Patrocínio: Eucatex

Apoio: Sindmóveis, Projeto Raiz e Prêmio Salão Design

Movelsul Brasil 2018 encerra com 30.284 mil visitantes

Organização comemora a visitação e negócios gerados, mesmo com redução de um dia na feira

 A Movelsul Brasil reafirmou esta semana sua relevância para o setor moveleiro nacional com o sucesso de sua 21ª edição, realizada de 12 a 15 de março, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Mesmo com redução de um dia frente às edições anteriores, a maior feira de móveis da América Latina para o lojista e o importador encerrou com 30.284 visitantes profissionais de 33 países.

Para os 246 expositores participantes, fica a expectativa de um bom desempenho no ano a partir dos negócios fomentados na feira, que devem ultrapassar os R$ 300 milhões projetados inicialmente pelo Sindmóveis Bento Gonçalves, entidade promotora da Movelsul Brasil. Para a organização, fica a satisfação do dever cumprido em mais uma edição do evento, que nesse ano trabalhou a temática do turismo aliado aos negócios para atrair o visitante ao coração da Serra Gaúcha.

Em todos os seus pronunciamentos antes e durante a feira, o presidente da Movelsul Brasil, Edson Pelicioli, salientou a relevância do trabalho realizado pelo Sindmóveis na promoção do setor moveleiro nacional. A Movelsul Brasil surgiu há 40 anos para engrandecer o setor moveleiro local. Mas, na sua trajetória, acabou fortalecendo a indústria moveleira nacional e levando o nome de Bento Gonçalves para o Brasil e para o mundo. “O Sindmóveis conhece as necessidades do setor e sabia que a necessidade desse momento era um impulso forte de retomada. Foram meses buscando alternativas, buscando reinventar, buscando atrair o expositor e o lojista. O resultado mostra que conseguimos”, salienta o presidente.

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Internacionalização da feira

O caráter internacional da feira comprovou-se pela circulação de lojistas e distribuidores de 32 países além do Brasil: África do Sul, Alemanha, Argentina, Bolívia, Camarões, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, Equador, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Guatemala, Irlanda, Itália, México, Moçambique, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, Quênia, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Reino Unido, Uruguai.

As rodadas de negócios do Projeto Comprador para indústrias e designers brasileiros colocaram frente a frente nossas empresas exportadoras com compradores em potencial para o móvel brasileiro. Foram números recordes para o projeto, realizado na feira desde o ano 2000. Ao todo, 70 importadores convidados negociaram com 145 empresas e a expectativa é uma geração de US$ 60 milhões em exportações a partir dessas reuniões.

Isso mostra a visão de longo prazo do Sindmóveis Bento Gonçalves e da Movelsul Brasil para exportações, considerando que o contato com as exigências e peculiaridades do mercado internacional torna as empresas ainda mais competitivas no mercado doméstico, promovendo o desenvolvimento do setor moveleiro como um todo. “Temos um cenário de retomada da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional com oportunidades para todos os segmentos, desde o móvel RTA até o design inovador, com muitos casos de um mesmo comprador buscando linhas variadas para seu portfólio”, aponta a consultora do Sindmóveis para o mercado internacional, Ana Cristina Schneider.

Inovação e conhecimento em outras ações paralelas

A Movelsul Brasil 2018 teve quatro projetos paralelos que trouxeram design, conhecimento e inovação para a feira, fomentando ainda mais os negócios. Além do Projeto Comprador com suas rodadas de negócios voltadas às exportações, a feira provocou o expositor a criar novidades para o lojista nacional, desafiando as indústrias a desenvolverem lançamentos com design assinado no Projeto Varejo. Foram 19 expositores participantes, que criaram 50 novos produtos para as principais redes de varejo e e-commerce do país.

Prêmio Salão Design

Já o Prêmio Salão Design, em suas comemorações de 30 anos, revelou durante a Movelsul Brasil a classificação dos vencedores nas modalidades Estudante, Profissional e Indústria. Foram concedidos, ainda, três superprêmios para os melhores produtos da edição: primeiro superprêmio para a Luminária Costureira, de André Ferri (Belo Horizonte); segundo superprêmio para Biblioteca Latorna, do estúdio Enbruto (Cordoba); e terceiro superprêmio para linha Zina, do studio Zanini (Rio de Janeiro). Com patrocínio de Berneck e Interprint, o prêmio terá uma segunda mostra de produtos esse ano. Vai ser em agosto, na feira High Design Home & Office Expo, em São Paulo, durante o DW! São Paulo Design Weekend.

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Por fim, as palestras do primeiro Fórum Movelsul Brasil reuniram lojistas, expositores e representantes para refletir sobre o tema dos novos modelos de varejo e como o consumo all line vai impactar o setor moveleiro. Essa abordagem que a feira trouxe está alinhada às discussões mundiais sobre a relação com o consumidor. Na última edição da NRF Annual Convention, apelidada de Big Show do Varejo, realizada em Nova Iorque, o varejo all line foi tema principal. Além de quebrar todas as barreiras existentes entre as plataformas de compra física e eletrônica, o conceito all line prioriza o engajamento, a audiência e a jornada do consumidor até o produto.

Com patrocínio de Sayerlack e Banrisul, a Movelsul Brasil é realizada desde 1977 pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis). A próxima edição da feira será em 2020.

De Mostra do Mobiliário a Movelsul, feira alavancou o crescimento do setor moveleiro em Bento Gonçalves

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Feira alavanca o setor moveleiro nacional

Por Kátia Bortolini e Natália Zucchi

Na metade da década de 50, Bento Gonçalves começou a fabricar móveis tubulares cromados em série, mudando o perfil econômico e social do município. A precursora do produto foi a Barzenski Móveis, fundada em 1955, seguida pela Pozza Indústria de Móveis, fundada em 1963. Em poucos anos o setor moveleiro se tornou a principal atividade econômica da cidade, superando o setor vinícola. Em 1973, foi criada a Associação Profissional das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bento Gonçalves. Em 1977, a Associação passou a ser o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), que assumiu a promoção da feira.

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A primeira edição, denominada Mostra do Mobiliário, ocorreu em 1977, com 24 empresas expositoras, como evento paralelo à 3ª edição da Festa Nacional do Vinho (Fenavinho). A denominação mudou para Movelsul na 6ª edição da feira, ocorrida em 1988, sob a presidência do empresário Dorvalino Pozza (in memoriam), com mais de 100 expositores. A mudança, divulgada por uma campanha publicitária com várias peças, incluindo um jingle até hoje lembrado por muitos, rendeu visibilidade nacional e muitos visitantes, uma vez que a exposição era aberta ao público em geral.

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Outra inovação ocorrida na edição de 1988 foi a primeira edição do Prêmio Salão Design, que comemora agora 30 anos nesta edição da feira, fomentando o design como diferencial competitivo para a indústria moveleira. A internacionalização da feira consolida-se em 2000, quando acontece a primeira edição do Projeto Comprador. Atualmente, o polo moveleiro de Bento Gonçalves é formado por 300 indústrias que respondem por 41% da economia do município. Além disso, é o maior do Brasil em número de peças produzidas (IEMI). Em 2016, as indústrias moveleiras locais faturaram R$ 1,81 bilhão. Dentro da indústria de transformação, esse segmento é o que mais emprega em Bento Gonçalves, que tem 114 mil habitantes (IBGE, 2016).

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26ª edição reúne 246 expositores

A 26ª edição da Movelsul Brasil, que ocorre de 12 a 15 deste mês, das 12 às 20 horas, na Fundaparque, sob a presidência do empresário Edson Pellicioli, será focada na diversidade e inovação do mobiliário. Serão 246 expositores, entre os segmentos de escritório, cozinha, dormitórios, área de serviço, banho, móveis para jardim, eletros, copas, salas de jantar e estar, tapetes, estofados e colchões, apresentando suas novidades para um público estimado em cerca de 30 mil visitantes profissionais de 50 países. O evento é voltado para lojistas, representantes, arquitetos, designers, decoradores, importadores e jornalistas. A entrada é gratuita para pessoas credenciadas. Na edição de 2016, a Movelsul Brasil recebeu 29 mil visitantes profissionais de 48 países.

#Fórum Movelsul

A geração de conhecimento para a cadeia moveleira terá destaque na feira com a realização do Fórum Movelsul. Na programação do evento, palestras sobre o tema A reinvenção do varejo – Consumo all line, nos dias 13, 14 e 15 de março, das 9h30min às 12horas, no Centro Empresarial Bento Gonçalves (acesso pelo Parque de Eventos). Serão duas palestras por dia, com vagas limitadas e inscrições gratuitas, que poderão ser feitas pelo site da feira. Os palestrantes serão Alberto Serrentino, vice-presidente e membro do conselho deliberativo da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo); Ricardo Martinez Finger, da Netshoes México; Salvatore Figliuzzi, designer alemão da Interprint; Felipe Pojo, da IBM Watson; Francisco Lumertz, da Selcon RH, e Fabio Freitas Jacques.

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30 anos do Salão Design

O Prêmio Salão Design, maior premiação de design de produto da América Latina, apresentará os projetos finalistas e vencedores dessa edição, que marca os 30 anos de realização pelo Sindmóveis Bento Gonçalves. Destaque nesse ano para mudanças no regulamento. Em lugar das tradicio – nais categorias, serão concedidas premiações para primeiro, segundo e terceiro lugares para cada uma das modalidades – Estudante, Profissional e Indústria/Varejo. Haverá, ainda, três superprêmios para os melhores produtos da edição. Diariamente, o estande do Prêmio Salão Design também terá talks sobre design e inovação. O patrocínio é da Berneck e da Interprint.

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Projeto Comprador

Apostando no otimismo do setor moveleiro em relação ao mercado internacional, a Movelsul Brasil 2018 vai sediar a maior edição de Projeto Comprador. Serão 50 lojistas e distribuidores estrangeiros convidados a negociar com 145 participantes, entre indústrias e designers brasileiros, em rodadas durante a feira. A ação tem apoio da Apex-Brasil por meio dos projetos setoriais Brazilian Furniture, da Abi – móvel, e Raiz, do Sindmóveis.

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Projeto Varejo

Durante a feira, cerca de 50 empresas farão lançamen – tos de produtos assinados por designers, criados para aten – der demandas específicas do varejo nacional. A equipe do Sindmóveis fez uma pesquisa qualitativa para avaliar tipos de produtos, demandas de inovação e apelo de vendas com as principais redes de lojas clientes da indústria move – leira participantes da Movelsul Brasil.

Com a palavra, o empresário Edson Peliciolli, presidente da Movelsul 2018

Qual é expectativa em relação ao Projeto Varejo, preparado pelo Sindmóveis para essa edição da feira?

É a melhor possível. De forma geral, as empresas vêm para a feira com lançamentos adaptados ao cenário econômico e seu perfil de atuação no mercado. O ganho do Projeto Varejo é o de ter desafiado a indústria a criar produtos inéditos para o mercado nacional, com base num briefing transmitido pelos próprios lojistas a partir de uma pesquisa qualitativa conduzida pelo Sindmóveis. Esses lançamentos têm design agregado, pois uma das regras do projeto é que as peças sejam assinadas. Eles são a surpresa dessa edição da feira. É justamente a partir dessa proposta de aliar inovação e design que o Sindmóveis e a Movelsul 2018 querem gerar mais negócios para a indústria.

Qual é a importância do design no atual cenário de mercado?

As empresas que vinham investindo em design e inovação atravessaram de forma mais tranquila os últimos anos de crise econômica e política do Brasil, pois conseguiram captar melhor os nichos e tendências de mercado. 2018 é um ano decisivo para a retomada do crescimento das empresas e do polo moveleiro. O Sindmóveis, como entidade que representa e defende os interesses desse polo, já está diante do seu grande desafio no ano, que é a realização dessa edição da Movelsul Brasil, carregada de expectativas, tanto por parte dos expositores quanto visitantes. Todos esperam que a feira seja a virada da indústria moveleira.

Edson Pelicioli

Os negócios firmados dentro da feira, como no Projeto Comprador, costumam se tornar clientes fidelizados para as empresas nos anos seguintes?

Sim, para aquelas empresas que têm planejamento e estratégia consolidados de internacionalização, e também investimento em design, inovação e marca. Existe um grande potencial no qual as exportações brasileiras ainda têm muito espaço para crescer. Mas existem exigências no que se refere a maior preparação e investimento para realizar negócios no mercado internacional, muito em função da alta concorrência e exigência de competitividade.

Qual é a porcentagem de negócios gerados para exportação?

Ainda é muito baixa mas, aos poucos, a presença internacional vem se fortalecendo. Isso é de suma importância, pois acreditamos que a integração com o mercado internacional é essencial para a sustentabilidade dos negócios no próprio mercado doméstico, ampliando a competitividade global, além do desenvolvimento da cadeia moveleira como um todo.

 

Fimma Brasil 2017 abre nessa terça-feira

banner_sindimov_MG_980x300pxA 13ª Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira – FIMMA Brasil 2017 abre nessa terça-feira, dia 28, em Bento Gonçalves, nos pavilhões da Fundaparque.  A quinta maior feira do mundo no setor moveleiro, a FIMMA Brasil 2017 deve reunir cerca de 25 mil visitantes entre os dias 28 e 31 de março. Organizada pela MOVERGS, a feira construiu e consolidou credibilidade no setor moveleiro, em mais de 20 anos de existência.

Durante quatro dias, o evento reunirá os principais players do mercado, que estarão expondo lançamentos, produtos e serviços, além de inovações. “As empresas participantes têm a chance de expor em uma vitrine mundial, fortalecendo as marcas em âmbito global, ampliando a rede de contatos e fomentando alianças estratégicas”, destaca o presidente da FIMMA Brasil 2017, Rogério Francio.

Em 2015, a FIMMA Brasil registrou números expressivos e que pretende repetir este ano. Ao todo, serão cerca de 360 marcas expositoras, de 30 países diferentes, como: Espanha, França, Itália, Alemanha, Índia, Áustria, Portugal, Turquia, República Tcheca e Peru.

Segundo Francio, a expectativa é de captar um volume de negócios semelhante ao alcançado na edição anterior. “Nossa meta é chegar a U$$ 290 milhões”, informa o presidente, que avalia: “A feira tem um compromisso firmado com e pelo setor. É uma ferramenta de auxílio a indústria e seus executivos na tomada de decisões, na concretização de parcerias e geração de negócios”.

Programação Intensa

Projeto Imagem, Projeto Comprador, FIMMA Marceneiro, Laboratório de Inovação e Workshop de Móveis

Para dar maior visibilidade aos expositores, a FIMMA Brasil realizará o Projeto Imagem, que levará para o evento formadores de opinião e profissionais da imprensa internacional para apresentar e divulgar as potencialidades da indústria moveleira nacional e, consequentemente, fomentar a construção e disseminação da imagem setorial no exterior.

A ampliação do mercado para a cadeia de madeira e móveis também receberá incentivo através do Projeto Comprador, que possibilitará o contato direto entre importadores de máquinas, matérias-primas e acessórios para móveis e exportadores brasileiros. Desenvolvido de forma estratégica e com foco na efetivação de transações comerciais internacionais e parcerias futuras, o projeto terá rodadas de negócios e visitas técnicas previamente agendadas.

Tanto o Imagem, quanto o Comprador recebem apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – APEX Brasil, através do Projeto Orchestra Brasil, e da ABIMÓVEL, pelo Projeto Brazilian Furniture. “Teremos a participação de 50 compradores internacionais e dez jornalistas e formadores de opinião dos Estados Unidos, México, Panamá, Chile, Colômbia, Peru, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Uruguai, Bolívia e África do Sul. Sem esse importante suporte, isso não seria possível”, destaca Francio.

Outra atividade realizada durante a feira será o FIMMA Marceneiro. O projeto tem o objetivo de disseminar a cultura empreendedora entre os micro e pequenos empresários do ramo de marcenaria, com ações direcionadas que facilitam o acesso às informações, promovem o desenvolvimento sustentável e aproximam os profissionais das novidades do setor.

No “Espaço Marceneiro”, os alunos do SENAI demonstrarão na prática as etapas da fabricação de móveis que serão doados a entidades carentes após a FIMMA Brasil. FIERGS, SENAI, SEBRAE e ABIMÓVEL são alguns dos apoiadores desse projeto que se consagra também pelo caráter social. “É uma prática da MOVERGS promover ações sociais. Além disso, não queríamos perder a oportunidade de demonstrar ao vivo para os visitantes um pouco do que acontece no dia-a-dia das pequenas empresas”.

A feira promoverá também – com apoio do Instituto SENAI de Tecnologia Madeira e Mobiliário/ FIERGS – o inédito Laboratório de Inovação, que tem o objetivo de ser um espaço de inovação, onde serão alavancadas as demandas da indústria e poderão ser analisadas soluções para empresas, através de uma rede integrada e colaborativa de tecnologia e projetos. No local, que vai enfatizar robótica e eletrônica e o desenvolvimento de soluções inovadoras, os visitantes terão a oportunidade de jogar, criar, aprender, orientar, inventar e ter contato com especialistas, técnicos, pesquisadores, educadores e redes colaborativas de conhecimento.

Para complementar o intercâmbio de informações, o Workshop de Móveis vai abordar e discutir caminhos e oportunidades para uma gestão mais competitiva, tanto com produtos, quanto em processos. Ação estruturada vai disponibilizar conhecimento aos profissionais do setor, estabelecendo vínculos com outros empreendedores e proporcionando uma abordagem sobre temas relacionados a tecnologia, inovação, mercados, consumo, design e marca.

Seminários

E os debates continuarão com dois importantes eventos paralelos a feira: o “Seminário Internacional sobre a Indústria 4.0 – A Revolução Tecnológica em Curso”, que vai aprofundar e disseminar informações a respeito da quarta revolução industrial, e o “Seminário da Industria sobre a NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos”, que abordará os impactos e oportunidades para o setor moveleiro, bem como a aplicação NR 12 no segmento, o Anexo que o setor vem construindo à norma e as tratativas para o seu atendimento. “A FIMMA Brasil é muito mais do que uma feira, é uma chance que as pessoas têm de ampliar seus conhecimentos e fazer novas conexões, estabelecendo um importante relacionamento com um mundo de novidades que a cerca”, finaliza Francio.