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Acadêmica de Jogos Digitais ressalta que o curso abre grande leque de atuação

A acadêmica Luiza Ferreira Aiolfi, de 18 anos, escolheu criar jogos digitais como profissão. Luiza, natural de Restinga Seca, hoje residente em Bento Gonçalves, está no terceiro semestre do curso de Jogos Digitais na Unisinos. Ela conta que o interesse surgiu ainda na pré-adolescência, a partir da literatura e dos games que costumava jogar. Acrescenta que Little Big Planet, Bioshock e Heavy Rain eram seus favoritos. De acordo com Luiza, os estudos na universidade a fazem compreender os processos de constru- ção de um jogo, desde como escrever um roteiro e uma história interessante até analisar as diversas perspectivas de um game. O curso abrange diversas profissões. Luiza tem se identificado com a área de roteiros e design gráfico.

unnamedNas disciplinas, Luiza desenvolveu uma versão virtual do jogo de dados Zombie Dice e uma regravação, chamada de remake, de Dig Dug, na qual o personagem principal tem que salvar seu amigo que foi comido por um verme gigante. Ela também produziu uma versão simples de Pokemon Go em formato RPG (Role-Playing Game), um modelo de jogo onde os jogadores desempenham o papel de um personagem em um cenário fictício. Produziu, ainda, um jogo simples de cartas e um runner onde o personagem muda de forma para passar pelos obstáculos.

A acadêmica ressalta que o curso abre um leque amplo de atuações, como programador, UX designer (Designer de Experiência de Usuário), sound designer, artista 2D, artista 3D, artista conceitual, game designer, level designer e roteirista. “Hoje, eu gostaria muito de seguir como roteirista; porém, no Brasil há poucas oportunidades na área”, comenta. Ao ingressar na universidade, Luiza julgou que seu interesse seria maior pela programação, mas acabou se identificando mais com a área de roteiros e arte gráfica, interesse que a faz pensar em migrar para o curso de Jornalismo e assim se especializar na escrita.

“O mercado de jogos no Brasil e no mundo aumenta a cada ano, tanto em produtos digitais quanto analógicos. Muitos jogos desenvolvidos no Brasil estão tendo reconhecimento. Já existem mais de vinte empresas de jogos no Rio Grande do Sul e mais de cem no Brasil. Mas não vejo muito campo para jogos em Bento Gonçalves, além de comércio. É difícil começar uma empresa no interior, principalmente pela falta de apoio”, observa.

Literatura e Cinema

De acordo com Luiza, o livro Jogador Nº 1 foi uma obra literária essencial para sua escolha na carreira de jogos. A história narra a busca de um competidor por um prêmio milionário em um mundo de realidade virtual baseada em filmes e jogos dos anos 80. O mundo é paralelo a Terra, nos anos de 2044, onde fome, guerras e desemprego predominam no cenário mundial.

“Os jogos estão em todos os lugares e influenciam muito a cultura atual. Literatura e cinema hoje integram muitos assuntos de jogos, desde documentários até filmes de ficção, como Tron, Pixels, Nerve e Detona Ralph. Nos livros não é diferente. Hoje, há vários livros sobre esse tema ou com jogos no meio da história, como Jogador Nº 1, Armada The Game e Nerve. O autor de Jogador Nº 1, Ernest Cline, acabou se tornando meu escritor favorito”, ressalta ela. Em 2018, o livro será lançado nos cinemas, dirigido por Steven Spielberg.

Kaedalus produz trilhas sonoras para jogos digitais

Por: Natália Zucchi

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a entrevista com Kaedalus. 

unnamedO convidado Nickolas Ramires Jaques, 19 anos, natural de Porto Alegre, que reside em Bento Gonçalves desde o ano 2000, cursa o 3º semestre de Produção Multimídia na FTEC. Antes mesmo da graduação a produção musical já fazia parte da sua vida. Denominado Kaedalus, nome artístico de Jaques, ele é músico compositor e hoje trabalha com a produção de trilha sonoras para jogos digitais. Ele participou dos bate-papos do Nerd Land e também apresentou temáticas de jogos digitais no piano. Leia abaixo a entrevista com Kaedalus.

Jornal Integração da Serra: Desde quando você toca teclado/piano?
Nickolas Ramires Jaques: Antes de começar a aprender piano, já havia feito algumas poucas aulas de bateria, violão e guitarra, instrumentos que, após o aprendizado inicial, passei a aprender de forma autodidata. Comecei a brincar com um teclado que tínhamos em casa aos 13 anos. Durante dois anos fiz aulas de piano clássico. Após esse tempo, passei a praticar o instrumento também de maneira autodidata. Amo experimentar novos instrumentos e também improvisar, experimentar e criar novos sons e percussões a partir de tudo que conseguir encontrar. Além dos já mencionados, tenho experiência com violino e alguns instrumentos de sopro.

JIS: Quais são suas influências?
NRJ: Gosto de ouvir e busco aprender com quase todos os tipos de música, desde compositores clássicos, como Dvořák e Debussy, até bandas contemporâneas como Blind Guardian e Megadeth. Ainda assim, os compositores que mais me influenciam são os que produzem trilhas sonoras. Entre eles, alguns dos meus favoritos são John Powell (Como Treinar o Seu Dragão), Harry Gregson- -Williams (As Crônicas de Nárnia), Nobuo Uematsu (Final Fantasy) e Shoji Meguro (Persona).

JIS: Quando começou a produzir trilhas sonoras?
NRJ:
Sempre amei trilhas sonoras, desde que era criança, e tinha muita vontade de ser capaz de transformar minhas próprias ideias em música. Comecei a aprender a compor em 2010, através de tentativa e erro. Provavelmente, não é a maneira mais eficiente! De qualquer forma, continuei praticando e buscando aprender cada vez mais. Passei a trabalhar profissionalmente com composição em 2015.

JIS: Você apresentou temáticas de jogos no NerdLand. Quais jogos foram apresentados?
NRJ:
Apresentei músicas de jogos que foram escolhidos em uma enquete pelos participantes do evento (além de algumas escolhas próprias). Os jogos foram: Chrono Trigger, The Elder Scrolls V: Skyrim, Final Fantasy VII, The Last of Us, The Legend of Zelda, e Super Mario World.

JIS: Você também produziu os vídeos com as imagens dos jogos para a apresentação? Você costuma fazer isso com todo o seu repertório?
NRJ:  Foi uma produção bastante básica, apenas para ilustrar as trilhas que apresentei. Mas sim, busco sempre uma boa apresentação de minhas músicas e covers, principalmente em meu canal no YouTube.

JIS: Como você enxerga o mercado de trilhas sonoras no Brasil?
NRJ:
No Brasil este mercado é muito mais prevalecente no eixo Rio-São Paulo. No restante do país, se encontra em estágio inicial. Há pouca demanda, especialmente se comparada à oferta. Este cenário é agravado pelo fato de que muitas empresas subestimam o efeito que pode ser alcançado com a trilha sonora ideal, não dando a devida importância a esse aspecto em suas produções. Mas, a situação atual tende a mudar para quem produz trabalhos de qualidade.

 

NerdLand: evento nerd ocorre em Bento Gonçalves no próximo sábado


nerd-land-01O evento Nerd Land, em Bento Gonçalves, chega a sua 2ª edição no próximo sábado, 03 de junho, partir das 10 horas, no ginásio e no anfiteatro da UCS – CARVI. Reunindo a cultura nerd e a cultura pop, o Nerd Land será marcado por bate-papos guiados por produtores culturais e estudantes de Bento Gonçalves, além de convidados de projeção nacional para discutir sobre os diferentes caminhos no amplo mundo dos games e da cultura pop.

Os bate-papos serão sobre literatura, histórias em quadrinhos, ilustrações, desenhos mangás, cinema e séries televisivas. Durante o evento, que encerra às 19 horas, crianças receberão treinamento jedi da série Star Wars, ministrado pela Escola Padawan. O evento também será marcado por competições em diferentes modalidades de jogos e campeonatos. Para compras, haverá várias lojinhas com produtos personalizados da cultura nerd.

Food Trucks, música e a diversão garantida pelos Cosplayers reforçam a expectativa de maior público em comparação ao evento anterior, que reuniu mais de 450 pessoas na sua primeira edição, ocorrida em 2015 no Clube Susfa. Nesse ano, não haverá uma programação específica voltado para os Cosplayers, estando convidados a participar de acordo com as novas regras disponíveis no regulamento, encontradas no site http://eventonerdland.com.br. O Nerd Land tem classificação livre e os ingressos custam a partir de R$ 25.

Entrenerd-land-03 os convidados de Bento Gonçalves, o desenhista, Douglas Dias, também professor de desenho na Fundação Casa das Artes, que vai palestrar e reproduzir caricaturas durante o evento. A ilustradora Emmy Dala Senta, do Coletivo Conspira, estará expondo suas ilustrações. A acadêmica do curso de Jogos Digitais, Luiza Aiolfi, estará palestrando sobre a criação e desenvolvimento de games. O Nerd Land também terá a participação do escritor e jornalista Lucas de Lucca, intermediando um bate-papo com os escritores Affonso Solano, do Rio de Janeiro, e Christopher Kastensmidt, autor norte-americano que hoje reside em Porto Alegre.

O evento também receberá a dubladora Fernanda Bullara e o compositor e multi-instrumentista Nickolas Jaques, conhecido como Kaedalus.

O evento é organizado pelo professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Rafael Ramires Jaques. Segundo ele, o público é tanto feminino quanto masculino, com idades entre 12 e 30 anos. “Geralmente os super-heróis recebem mais adesão do público masculino, mas a participação do público feminino é crescente também com essa temática. Acho muito importante essa participação de ambos os sexos, ainda mais hoje que há uma luta crescente das mulheres por mais espaço no mercado de trabalho e em setores e ambientes culturalmente predominados pelo sexo masculino”, ressalta Jacques.

Ingressos
R$ 25,00 para estudantes da UCS
R$ 30 para o público geral em pontos de vendas físicos
R$ 35 para o público em geral adquiridos via internet.
Os ingressos VIPS estão no segundo lote e custam R$ 60. Eles dão direito a fila preferencial, sala de vip com lanches de hora em hora e mais chances em sorteios.
Crianças de 0 a 6 anos incompletos, acompanhadas de responsável, bem como adultos com mais de 60 anos, não pagam ingresso – basta apresentar carteira de identidade ou certidão de nascimento.
Os ingressos podem ser adquiridos na Dona Coruja Brinquedos, Star Games e Escola Infoserv ou pelo site www.sympla.com.br

10 games que marcaram a vida dos geeks nas últimas décadas

 Design sem nomeO Dia do Orgulho Geek, comemorado em 25 de maio, é celebrado por geeks do mundo inteiro, que relembram momentos, personagens e uma cultura que marcou gerações. Para celebrar a data, o jornalista e especialista Bruno Micali, do canal TecMundo Games, um dos principais players em soluções para publicidade e comunicação, relembra os 10 games que marcaram a vida dos geeks nas últimas décadas.  “Com o crescimento da indústria de videogames e a popularidade que esse universo tem ganhado nos últimos anos, vivemos em uma era na qual os games marcaram e ainda marcam a vida de crianças e adultos”, explica.

Confira!

1. The Elder Scrolls 5: Skyrim
Toda a franquia Elder Scrolls, seja por seu apelo em fantasia medieval ou a densidade de suas mecânicas de RPG, pode ser representada como um símbolo dos geeks. Skyrim conquistou gerações de jogadores e se tornou uma obra-prima atemporal.

2. Warcraft
Warcraft 3, World of Warcraft, o filme recém-lançado, livros e quadrinhos: não faltam representações desse suprassumo da Blizzard, que detém uma enorme base de fãs justamente pela coerência de seus produtos e por toda a temática baseada em Dungeons & Dragons e afins.

3. DotA
Precursor do e-Sports, a marca registrada do jogo é aquela experiência viciante, em rodadas rápidas que requerem tática, inteligência e trabalho em equipe. É um “rival” de League of Legends, outro ícone do Orgulho Nerd.

4. League of Legends
League of Legends movimenta legiões de jogadores e torcedores mundo afora, e não se engane: os ciberatletas ficam mais de oito horas diárias jogando, representação máxima da paixão por esse segmento.

5. Dragon Ball Xenoverse
A série Dragon Ball já teve participações cruciais na era do PlayStation 2 com Budokai Tenkaichi, que promoveu rodadas inesquecíveis com os emblemáticos personagens da franquia. Mas Xenoverse trouxe um mundo aberto com o qual muitos sonhavam, além de ser um brilhante representante do Orgulho Nerd, como um todo, graças ao seu longo tempo de estrada.

6. Final Fantasy
Já em 1987, Final Fantasy mostrou sua ambição: imprimir narrativa em uma experiência ditada por pixels quadrados e várias limitações técnicas. Ninguém se apega muito a isso: ainda que todos os jogos da franquia sejam belíssimos até hoje, a história, aliada ao gameplay, ainda é o principal aspecto dessa série eternizada. Era um jogo de nicho, dos nerds da década de 1990 e afins, e hoje tem apelo mundial.

7. Marvel vs. Capcom
Super-heróis e vilões têm tudo a ver com “nerdismo”, certo? Afinal de contas, foram eles que catapultaram esse universo, transformaram-se em ícones de uma pequena porção de fãs que se reuniam em casas de discussão para debater e filosofar sobre origens e outras vertentes dos personagens. Era só uma questão de tempo até alcançarem os jogos – deles, Marvel vs. Capcom é um dos mais marcantes porque reúne todo mundo na jogada, e há nomes fortes dos dois lados dessa moeda.

8. The Legend of Zelda
O que começou como um RPG multidirecional e relativamente difícil no Nintendinho se transformou em uma das experiências mais acessíveis a qualquer perfil de jogador. Zelda é uma franquia para fãs, sejam eles novatos ou veteranos, e estava estampada em qualquer caderno de nerd na década de 1990.

9. Injustice
Para competir com os rivais da Marvel, Injustice trouxe toda a turma da DC em duelos que só serviam de pretexto para uma história densa, contada em cut-scenes e totalmente ligada ao universo DC fora dos games.

10. Super Smash Bros.
Aqui está um exemplo de jogo que, apesar de conseguir apelo mundial, acaba ficando restrito a um nicho mais hardcore. Super Smash Bros. não é apenas um jogo de luta entre os personagens da Nintendo; atrás dessa faceta “casual” se esconde uma experiência profunda, que requer treinamentos e belisca com o segmento de e-Sports, bandeira de qualquer nerd.

Sobre Bruno Micali
Formado em Letras com especialização em Tradutor e Intérprete da língua inglesa pelo Centro Universitário Ibero-Americano, Bruno Micali é repórter e redator dos sites TecMundo Games, TecMundo, Mega Curioso e Baixaki. Há 4 anos na NZN, Micali é especialista em games e tecnologia, sendo responsável pela cobertura de eventos nacionais e internacionais, lançamentos, análises e outros temas sobre o mercado.

FONTE: NZN plataformas para soluções em publicidade e comunicação

ADJogosRS: Primeiro curso Power Up abordará mercado de realidade virtual em Porto Alegre

A Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais no Rio Grande do Sul – ADJogosRS -, visando ampliar o crescimento conjunto do mercado de games no estado, evoluiu o modelo do  Power Up, curso que oferece aulas com diversos temas pertinentes para desenvolvedores de jogos para profissionais, estudantes, empresários e demais interessados. O primeiro curso acontecerá no dia 23 de abril, domingo, das 14h às 20h, no Tecnopuc em Porto Alegre (Av. Ipiranga, 6681, prédio 99, sala 204), tendo como enfoque o mercado de realidade virtual.

ADJ_17_003_-_Logotipo_Power_Up-01-845x321A primeira atividade do curso será ministrada por Orlando Fonseca Jr, diretor de criação da Imgnation, de Santa Maria. “A palestra falará sobre a história da Imgnation, mercado de games e realidade virtual, além de apresentarmos algumas dicas de desenvolvimento de jogos em VR através das melhores práticas”, explicou Orlando. Além de Fonseca outros membros do time da Imgnation participarão do evento, como o Game Designer Gustavo Foletto e o Programador José Augusto Thomas.

As inscrições são gratuitas para associados da ADjogosRS e R$ 20 para demais interessados. A inscrição deve ser feita pelo link https://goo.gl/forms/96jt9rX1GMWRZzvm1

Sobre a ADjogosRS 

A Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Rio Grande do Sul – ADjogosRS, entidade gestora do Arranjo Produtivo Local de Jogos Digitais do Estado do RS – APL Games RS, foi fundada em 2013, em Porto Alegre, para promover e fomentar a indústria gaúcha e possui hoje 30 empresas associadas.

A associação trabalha na interlocução com órgãos governamentais e privados, compartilhando e estimulando informações de todos os setores associados (estudantes, profissionais e empresas), construindo eventos que demonstrem todo o potencial que a produção de um game pode fornecer para o crescimento de diversos setores econômicos do estado e, consequentemente, do país.

Ao longo de 2016, a soma do faturamento das empresas chegou a R$ 8,5 milhões, o que representa um crescimento de 30% em relação a 2015.

Empresas interessadas em associar-se à ADjogosRS podem envoar e-mail para executivo.adjogosrs@gmail.com