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ECONOMIA

Federação Varejista destaca IA, pessoas e integração dos canais como aprendizados da NRF

Maior feira mundial do setor ocorreu entre os dias 11 e 13 de janeiro, em Nova Iorque

A Federação Varejista do Rio Grande do Sul retorna da NRF Retail’s Big Show 2026, realizada de 11 a 13 de janeiro, em Nova Iorque, com a convicção de que o varejo global vive um momento de consolidação de tendências que já impactam diretamente o presente do setor – e não mais apenas o futuro. Considerada a maior feira varejista do mundo, a NRF reafirmou que não existe mais separação entre varejo físico e digital: existe apenas varejo, impulsionado por tecnologia e centrado em pessoas.

Para o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, o principal destaque desta edição foi o amadurecimento definitivo da inteligência artificial (IA) como ferramenta estratégica e acessível. “A IA deixou de ser hype. Ela está embutida nas operações, no marketing, na gestão e, principalmente, na relação com o cliente. Quem não tiver tecnologia integrada ao seu negócio terá dificuldade de prosperar”, avalia. Segundo ele, o lançamento global do conceito de Agentic Commerce pelo Google, anunciado durante a NRF pelo próprio CEO da empresa, simboliza esse novo momento do varejo empoderado por dados, personalização e atendimento digital inteligente. “A IA vem para ajudar a humanizar mais ainda a nossa relação, a termos dados cada vez mais precisos e a fazer uma relação com o cliente muito mais fluida”, continua.

Outro ponto fortemente sinalizado na feira foi a centralidade das pessoas. A tecnologia, segundo os executivos da Federação, surge como meio para liberar tempo e energia para aquilo que realmente gera valor: relacionamento, confiança e experiência. “A IA chega para agilizar processos, ser agente de venda, pesquisador, assistente. E a pessoa passa a ser criadora de vínculo, construtora de confiança e de memórias”, destaca o vice-presidente da Federação Varejista do RS, Marcos Carbone.

A geração Z esteve no centro das discussões. Mais do que um novo público consumidor, trata-se de uma geração que deseja pertencer, participar e cocriar. Cases apresentados na NRF mostraram empresas que envolvem clientes jovens no desenvolvimento de produtos, na curadoria de experiências e na definição de tendências. “Se não fizer sentido para essa geração, não haverá negócio. Eles precisam se reconhecer na marca, na causa e na experiência”, reforça Ricardo Bartz, diretor de crescimento e expansão da Federação.

A integração entre canais também foi consenso. Na NRF, não se fala mais em loja física versus loja digital. O digital é o espaço da conversa, da comunidade e da escolha; o físico é o lugar da experiência, do relacionamento e da construção de confiança. Estratégias como lojas com cafeterias, microeventos, experiências sensoriais e comunidades de marca foram apresentadas como formas eficazes de aumentar o tempo de permanência do cliente e, consequentemente, o ticket médio.

Para a Federação Varejista do RS, muitas dessas práticas já podem ser replicadas imediatamente no varejo gaúcho. Ferramentas de IA estão cada vez mais acessíveis, inclusive para pequenos e médios negócios. Iniciativas como a CDL IA demonstram que a tecnologia não é exclusividade de grandes players, mas exige, sobretudo, disposição cultural para começar.

Um contraste marcante percebido pela comitiva gaúcha foi a questão da mão de obra. Diferentemente da realidade brasileira, o tema da escassez não apareceu como problema nos Estados Unidos. Jovens motivados, preparados e engajados estavam presentes em grande número nas operações varejistas, reforçando a visão de que o desafio no Brasil passa mais por fatores culturais, educacionais e estruturais do que geracionais.

Ao participar da NRF, a Federação Varejista do RS reforça seu papel como agente transformador do comércio, conectando o varejo do Estado às principais tendências globais. “Nosso compromisso é trazer esse conhecimento, provocar reflexões e apoiar o desenvolvimento sustentável dos negócios gaúchos. O futuro do varejo pertence a quem souber unir tecnologia com pessoas”, conclui Pioner.

Legenda: Comitiva da Federação Varejista do RS na NRF: Ricardo Bartz, Ivonei Pioner e Marcos Carbone

Crédito: acervo pessoal

14 de janeiro de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/01/site-limite-15.png 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-01-14 14:53:242026-01-14 14:53:24Federação Varejista destaca IA, pessoas e integração dos canais como aprendizados da NRF
ECONOMIA

Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas: indicador recua pelo nono mês consecutivo

Dado é referente a novembro e renova mínima da série

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS) referente a novembro. O levantamento, realizado em Porto Alegre ao longo dos dez dias que antecederam o mês de referência, é conduzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O ICF é composto por sete indicadores: dois relacionados ao mercado de trabalho, três vinculados ao consumo e dois ligados às perspectivas. Os resultados variam de 0 a 200 pontos, sendo que valores abaixo de 100 indicam percepção pessimista, mais intensa quanto mais próxima de zero.

Em novembro, o ICF registrou 47,9 pontos, com queda de 1,0% em relação a outubro de 2025 e retração de 22,1% frente ao mesmo mês de 2024. Na margem, dos sete componentes, quatro tiveram queda, com destaque para as contrações de maior peso: -3,0% em Acesso a Crédito (72,0 pontos; -14,2% ante novembro de 2024), -2,8% em Renda Atual (77,8 pontos; -11,7% ante novembro de 2024) e -1,3% Situação do Emprego (75,0 pontos; -10,9% ante novembro de 2024). Apesar da queda, os três se mantêm com os patamares menos negativos em relação a todos componentes do ICF.

O componente de Perspectiva de Consumo, aos 54,0 pontos, também contribuiu negativamente (-1,2% ante outubro de 2025; -30,7% ante novembro de 2024). Consumo Atual, por sua vez, ficou estável aos 38,4 pontos (0,0% ante outubro de 2025; -27,6% ante novembro de 2024). O recuo do ICF ante out/25 apenas não foi maior pelo avanço de dois indicadores que, mesmo com duas altas na margem, seguem em patamares extremamente deprimidos: Momentos para Duráveis, que registrou 7,5 pontos (14,5% ante outubro de 2025; -65,8% ante novembro de 2024) e Perspectiva Profissional, com 10,9 pontos (18,1% ante outubro de 2025; -48,3% ante novembro de 2024).

“Tanto pelo patamar muito aquém do ano passado quanto pelo movimento na margem, fica clara a continuidade da deterioração da confiança das famílias para consumir. As famílias parecem perceber de forma perene e pouco reversível condições mais difíceis não apenas de manter o poder de compra, apesar da sustentação do emprego e da renda e de um alívio recente na inflação sobretudo de alimentos. E diante de uma conjuntura que não aponta para uma mudança de ares no curto prazo, por mais que haja consumo, a cautela deve seguir pautando as decisões de compra dos indivíduos”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

Imagem: reprodução web.

5 de janeiro de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/01/site-limite-1.png 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-01-05 15:54:332026-01-05 15:54:33Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas: indicador recua pelo nono mês consecutivo
DESTAQUES DO DIA, ECONOMIA, EVENTOS

Inteligência Artificial e suas aplicações são os principais temas do pós-NRF

O básico bem feito. Esta foi a principal conclusão do pós-NRF Retail´s Big Show 2025, evento promovido pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac no dia 18 de fevereiro. Realizado na sede da Casa do Comércio Gaúcho, em Porto Alegre, o encontro trouxe para o público de mais de 500 pessoas presentes, as ideias inovadoras e soluções disruptivas vividas pela comitiva da entidade na maior feira do varejo do mundo, de 12 a 14 de janeiro, em Nova Iorque.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, abriu as atividades afirmando que o momento é estratégico para absorver as tendências mais recentes e entender como é possível inovar e adaptar as empresas. “A NRF reforçou um ponto essencial: a capacidade de adaptação é decisiva diante das constantes mudanças no comportamento do consumidor. A tecnologia segue transformando o mercado, mas a grande lição foi clara: mais do que automatizar, precisamos humanizar. O consumidor de hoje busca marcas que ofereçam personalização, autenticidade e propósito. Não basta apenas adotar novas ferramentas—o diferencial está em construir conexões genuínas”, destacou.

 

“Não pode errar no básico” 
A afirmação é de Fabiano Zortea, especialista em estratégias para o desenvolvimento do varejo, com mais de 20 anos de experiência e curador de conteúdo na NRF. A conclusão de Zortea se baseia nas mais de 12 visitas técnicas realizadas pela comitiva no varejo de Nova Iorque.

O “slow retail” ou varejo raiz, as lojas físicas como protagonistas (no Brasil são responsáveis por 85% das vendas totais e nos EUA, 80%) mostrando que é muito mais sobre o que elas estão oferecendo do que uma briga com o digital. Fazer coisas novas, personalizadas, com foco no cliente e usando a tecnologia para entender, detectar e saber o que o consumidor não quer. Conforme Zortea, 88% dos consumidores estão comprando em lojas locais com mais frequência. “Porque querem um design legal de loja, produtos exclusivos, novos serviços, caixa móvel e melhores vendedores. Não pode errar no básico. Se não, ele vai para o digital”, sinaliza o especialista. “Cliente não precisa ir na loja física. Ele tem que querer ir. Use a IA a seu favor”, completou.

Conexão Humana no Varejo: Como Reconquistar o Cliente em Tempos de Digitalização 

O primeiro painel da manhã teve a participação de Gilberto Aiolfi, presidente do Sindilojas Missões e vice-presidente da Fecomércio-RS; Renzo Antonioli, presidente do Sindilojas Pelotas e diretor da Fecomércio-RS e com a mediação de Elizabeth Ercolani de Carvalho, gerente de RH do Sistema Fecomércio-Rs/Sesc/Senac.

Antonioli relatou sua experiência na NRF 2025 como feliz. “Fui lá para ser arrasado pela IA. Voltei feliz porque lá vi que a IA é uma ferramenta, um meio que posso usar a meu favor. Pude ver que as grandes marcas do varejo mundial estão preocupadas, como eu, com o atendimento de qualidade, criatividade, equipe capacitada e bem treinada. A tecnologia deve vir atrás do ser humano e não na frente”, concluiu.

Para Gilberto, a experiência na NRF trouxa a certeza de que é preciso ouvir e entender sua equipe e seus clientes, criar relações de confiança. “O melhor e maior ativo de sua empresa são as pessoas”.

Desmistificando a IA no Varejo: Ferramentas Simples para Grandes Resultados 

Para fechar a manhã repleta de conteúdo relevante, o segundo painel contou com a participação de Cladir Bono, presidente do Sindilojas Farroupilha e vice-presidente da Fecomércio RS; Gustavo Pilatti, diretor das operações de EAD dos cursos técnicos da Rede Senac e Daniela Favaretto, diretora do Senac Tech com mediação da jornalista Patricia Comunello.

O segundo painel abordou os tópicos: decisão das lideranças de usar ou não IA; Tecnologia e aplicativos e Emprego + IA.  Bono lembrou que já se falou que o lojista que não estivesse no digital pereceria. “Em 2022, foi a vez do metaverso e o mesmo prognóstico: lojistas que não usarem, estarão fadados ao fracasso. Em 2025, a conclusão é que a loja física persistirá. Porém, todos na NRF falaram em IA. Onde e como pode ser aplicada? Na relação com o cliente, na automação da loja levando facilidades e conforto para os consumidores, na previsão de demanda de estoque, na otimização da logística, no layout das lojas e nos robôs que farão os serviços burocráticos permitindo, assim, que sua equipe se dedique a atividades mais relevantes para o seu público”, destacou.

Já Pilatti enfatizou que a IA ajuda na produtividade, aumentando em até 40%. “Quem não usar vai ficar para trás. IA é uma parceria para agilizar a tomada de decisões, para reduzir o tempo na fila e otimizar a qualidade do atendimento. Mas, o importante é saber qual é a minha dor e só então aplicar a IA para resolver o problema. Nada substitui o ser humano, a IA é um apoio muito importante”, enfatizou.

Para a diretora do Senac Tech, a IA é um meio e não um fim em si mesmo. “IA não veio para substituir o atendimento humano, nem para substituir a loja física. Veio para nos ajudar. Antes de utilizá-la, pense no que e para que precisa, busque especialistas para implementá-la. E entenda: a Inteligência Artificial não substitui pessoas. Ela amplia suas capacidades”, destacou Daniela.

25 de fevereiro de 2025/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2025/02/unnamed-7.jpg 992 1600 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2025-02-25 15:22:072025-03-21 15:22:28Inteligência Artificial e suas aplicações são os principais temas do pós-NRF
DESTAQUES DO DIA, ECONOMIA, EVENTOS, GERAL

Rio Grande do Sul deve crescer 3,1%, superando crescimento brasileiro em 2025, aponta Fecomércio-RS

Nesta terça-feira, dia 17 de dezembro, a Fecomércio-RS realizou sua tradicional coletiva de final do ano. A estimativa da entidade é que, depois de crescer 3,5% em 2024, o país desacelere para uma expansão de 2,5% em 2025. Ainda que, em termos de atividade e de mercado de trabalho a performance da economia seja bastante positiva, o ano de 2025 será marcado por grandes desafios, especialmente ligados à condução das contas públicas e ao controle da inflação.

A Fecomércio-RS acredita que o IPCA encerre o próximo ano registrando alta de 5%, mantendo-se elevado em 2026 e 2027, devido à preocupação com a credibilidade fiscal. Está sendo estimado um forte repasse da elevação do câmbio, observada no final deste ano, para a inflação em 2025, bem como a continuidade da pressão sobre os preços derivada de um excesso de demanda provocado pela expansão de gastos públicos. Na tentativa de conter a deterioração das expectativas e reduzir a inflação no horizonte relevante, o Banco Central já contratou mais duas elevações de 1 ponto percentual para o primeiro trimestre do próximo ano, o que levaria a Selic a 14,25% ao ano até o final de março. “O choque de juros deve conter esse processo, mas talvez não consiga revertê-lo. A dívida pública está em uma trajetória perigosa e é possível concluir que os riscos para a solvência fiscal serão grandes caso o governo não consiga conter os gastos”, complementa o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn. As expectativas de inflação reagiram fortemente no final de 2024 em função da frustração com a insuficiência do pacote fiscal apresentado.

Bohn finalizou sua fala reivindicando a urgência de uma reforma administrativa, e alertando que as medidas defendidas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) referente ao fim da escala 6×1 são insustentáveis dentro do mercado brasileiro. “É urgente trabalharmos uma ampla reforma administrativa. Essa, assim como a redução da jornada de trabalho, são temas de discussão importantíssimos para esse momento da economia do País”, afirmou o presidente da entidade. “Acreditamos que a redução da escala, enquanto PEC, não corresponde à realidade do mercado. Estamos em uma situação de pleno emprego, onde observamos dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. Ao mesmo tempo, inúmeras atividades precisam de flexibilidade de trabalho, em um ambiente onde a produtividade brasileira não conseguiria absorver a redução da jornada de trabalho sem diminuir salários. Essa manutenção geraria uma carga inflacionária ainda maior do que as já previstas”, defendeu.

Conforme o consultor econômico da Fecomércio-RS, Marcelo Portugal, a expectativa é de que o primeiro trimestre de 2025 ainda seja positivo em termos de atividade econômica, majoritariamente puxado pela agropecuária, com o PIB crescendo próximo de 0,8%. Entretanto, é esperada uma desaceleração significativa ao longo do ano, especialmente no segundo semestre. “O ano começa bem e termina mal. Há grande dúvida quanto à condução das políticas monetária e fiscal em 2025. O Banco Central saiu na frente, dizendo claramente que vai combater a inflação com a Selic bem alta. O que precisamos saber é se o Governo vai ajustar os gastos públicos para evitar uma crise de confiança na sustentabilidade da dívida pública ou se as políticas monetária e fiscal seguirão descoordenadas”, pontuou Portugal.

Rio Grande do Sul: Rápida recuperação da atividade, mas muito a reconstruir

Mesmo afetado pelas enchentes deste ano, o Rio Grande do Sul mostrou resiliência e deve crescer cerca de 4% em 2024, superando projeções anteriores. Fatores como a rápida recuperação, as ajudas financeiras pública e privada, um câmbio desvalorizado e a estabilidade na alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) contribuíram para esse resultado. Seguindo o exemplo do Brasil, é esperada uma desaceleração no ritmo de crescimento do PIB do Estado no próximo ano em relação a 2024. Ainda assim, o RS ainda deve apresentar uma performance melhor que o PIB nacional em função do impacto mais forte da agropecuária nos cálculos gaúchos e de um câmbio próximo dos 6 R$/US$. A Fecomércio-RS estima expansão de 3,1% para o PIB gaúcho em 2025. Embora o fluxo de produção tenha se recuperado rapidamente, é importante relembrar que ainda permanecem perdas de capital público – como pontes, escolas e hospitais – e privado – como casas e empresas, com impactos sobre a dinâmica de médio e longo prazos.

Para o comércio, os números indicam que 2024 tenha sido um bom ano, mas que o ritmo não deve se manter no próximo ano. Os bons números atuais se devem ao impulso gerado pelos auxílios pós-enchentes dados às famílias, à necessidade imediata de consumo e ao reduzido nível de desemprego. Os serviços, fortemente impactados pelas enchentes em 2024, devem acelerar em 2025, pela retomada da atividade e pela base de comparação bastante deprimida.

Ainda sobre a situação gaúcha, as instituições do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac desempenharam papel essencial na recuperação do Estado com diversas ações humanitárias causadas pelas enchentes de maio. Apenas neste ano, foram distribuídos 2,3 milhões de quilos de alimentos, que beneficiaram mais de 157 mil pessoas e apoiaram 553 instituições em todo o Rio Grande do Sul. Entre itens doados, valores repassados ao pix do Mesa Brasil, provenientes de tantos outros regionais, e ainda valores próprios do Sistema Fecomércio-RS destinados a construções, obras de amparo e abrigos criados para acomodar centenas de famílias, somaram mais de R$ 160 milhões de reais em ajuda ao povo gaúcho.

Concomitantemente, a Fecomércio-RS trabalhou em prol da liberação de medidas econômicas para apoiar os empresários e o povo gaúcho, como a redução de tributos, a renegociação de dívidas e maior flexibilidade para os investimentos em infraestrutura. “Lutamos persistentemente por medidas no âmbito tributário e trabalhista para atender às necessidades dos empresários, assim como na busca de recursos financeiros. Também cobramos do Poder Público agilidade na recuperação da infraestrutura. Em âmbito federal, solicitamos medidas como redução de tributos, renegociação de dívidas, ampliação das parcelas do auxílio-emprego, suspensão do pagamento da dívida gaúcha, entre outros. Já em âmbito estadual, solicitamos isenção de ICMS, prorrogação dos prazos de parcelamentos, além de agilidade na conclusão das obras de infraestrutura”, lembrou Bohn.

Sesc/RS: Investimento em qualidade de vida

Em 2024, o Sesc/RS seguiu sua missão de promover qualidade de vida aos gaúchos com uma agenda repleta de ações transformadoras. Foram mais de 11 milhões de atendimentos em saúde, educação, cultura, esporte, assistência, lazer e turismo, além de 3,6 milhões de ações gratuitas pelo Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG). No campo educacional, o Sesc/RS formou 590 estudantes da Educação à Distância para Jovens e Adultos (EAD EJA) no primeiro semestre e atendeu mais de 4,3 milhões de pessoas em atividades diversas, além de ter investido em novos espaços para ampliação dos projetos de ensino nos próximos anos. No esporte e lazer, foram mais de 1 milhão de participações, promovendo bem-estar e integração em eventos como o Circuito Sesc de Corridas, o Estação Verão e o Circuito Verão Sesc de Esportes.

Para reerguer a cena cultural e manter vivos espetáculos que movimentam a economia e empregam diversos trabalhadores, o Sesc mobilizou artistas, teatros e parceiros e criou o “Nossa Arte Circula RS” e o “Circula Sesc – Artistas Gaúchos pelo Brasil”. As apresentações do Circula Sesc atraíram mais de 13.500 espectadores, com destaque para as artes cênicas, que contaram com 6.100 pessoas nas plateias, seguidas pela música, com 5.100, e a literatura, com 2.300 participantes. As cidades contempladas variaram de grandes capitais, como São Paulo e Brasília, a municípios do interior, como Bela Vista do Paraíso (PR) e Araripina (PE). Foram ocupados 137 espaços culturais ao longo do circuito, entre teatros, praças e centros comunitários, promovendo um intercâmbio cultural diversificado.

Até o mês de novembro de 2024, o Sesc realizou investimentos de aproximadamente R$31 milhões, sendo cerca de R$19 milhões em obras e instalações e aquisição de imóveis e mais de R$11 milhões em equipamentos e materiais permanentes. Para o próximo ano, o orçamento previsto é de R$173 milhões, distribuídos em R$81 milhões para obras e instalações, cerca de R$54 milhões para compra de equipamentos e materiais permanentes e R$38 milhões para aquisição de imóveis, garantindo a continuidade no aprimoramento dos serviços oferecidos.

Senac-RS: Novos cursos técnicos, aquisições de imóveis, obras e instalações

Com mais de 8 milhões de gaúchos já capacitados, o Senac-RS segue promovendo educação profissional de excelência. O portfólio de cursos da instituição apresenta mais de 670 opções em diferentes níveis: pós-graduação, graduação, técnicos, Ensino Médio, cursos livres e de aprendizagem. Para atender todo o Rio Grande do Sul, o Senac-RS dispõe de 38 escolas, 12 unidades e um Centro Universitário com dois campus, sendo em Porto Alegre e Pelotas. Além disso, mantém uma Escola Técnica a distância, que atende alunos de todos os estados do Brasil, e conta com mais de 300 polos de apoio para encontros presenciais.

Em 2024, a instituição inaugurou unidades em Novo Hamburgo, Pelotas e São Leopoldo, com investimentos de R$27 milhões, entre obras e novas instalações (R$6 milhões), e obtenção de equipamentos (mais de R$21 milhões). Atualmente, 170 mil alunos frequentam cursos presenciais e a distância, sendo mais de 30 mil por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG). Para 2025, há um orçamento previsto de R$91 milhões, sendo R$43,6 milhões para compra de aparelhagens e materiais, R$28 milhões para obras e instalações e R$19 milhões para aquisição de imóveis. Estão previstas instalações nas cidades de Jaguarão, Nova Prata e São Sepé. Por fim, também serão lançados novos cursos técnicos nas áreas de TI, Gastronomia e Turismo.

Foto: Giancarlo Rubynick

17 de dezembro de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/12/file-2024-12-17T171111.702.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-12-17 17:13:562024-12-17 17:13:56Rio Grande do Sul deve crescer 3,1%, superando crescimento brasileiro em 2025, aponta Fecomércio-RS
DESTAQUES DO DIA, ECONOMIA, GERAL

Federação Varejista do RS reforça posição contrária a decretos que cortam incentivos fiscais

Em mais um movimento para sensibilizar o governo gaúcho sobre os efeitos negativos da retirada dos incentivos fiscais para a economia e para a população, entidades como a Federação Varejista do RS se reuniram nesta quarta-feira, dia 21, para participarem do Fórum Técnico liderado pela Federasul, em Porto Alegre.

Economistas de organizações como Farsul, Fecomércio, CDL-Poa e Fiergs apresentaram, em números, que a ideia do governo trará aumento da carga tributária, corte de empregos, perda de competitividade e cesta básica mais cara. Além disso, defenderam que o governo apresenta superávit nas contas públicas, o que não justificaria um aumento de carga tributária.

Embora tenham sido convidados, nenhum representante do governo esteve na reunião. “As entidades criaram um momento para um debate técnico, e o Executivo não apareceu. Queremos o diálogo, mas o governo não está aberto nem ao diálogo e nem ao debate técnico”, lamentou o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner.

De acordo com a Fecomércio-RS, o Estado deve arrecadar R$ 1,2 bi por ano apenas com os cortes de incentivos em produtos da cesta básica. “Em nenhum momento o governo chamou as entidades para dizer onde vai investir esse dinheiro. Talvez, se os recursos fossem investidos em algo que fizesse sentido para a economia gaúcha, poderíamos chegar a alguns acordos. Mas não, o governo vai aumentar e fazer o que quiser com o dinheiro, sem que a sociedade gaúcha organizada participe com ideias para o uso desses recursos, nem através do Parlamento”, criticou Pioner.

O dirigente destacou, ainda, que se o governo necessita ampliar sua arrecadação poderia criar um programa para aumentar o trabalho formal. De acordo com Pioner, o varejo gaúcho movimentou, em 2023, R$ 214 bilhões. “Essa cifra poderia ser dobrada, ter mais R$ 214 bi para serem tributados, pelo menos, se não houvesse tanta informalidade no varejo e nos serviços, mas o governo não possibilita essa estruturação”, disse.

O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, reforçou o posicionamento contrário aos decretos do governo. “Quando se fala em benefícios fiscais, parece que alguém está tendo privilégios, mas são equiparações competitivas”, explicou. Ainda que o governo não tenha participado da reunião, a Assembleia Legislativa esteve representada por 11 parlamentares, tanto da esquerda quanto da direita. Será no Parlamento que as entidades devem participar de audiências públicas a respeito do tema, assim que, depois de um novo encontro, firmarem suas estratégias.

Foto: Tiago Garziera

22 de fevereiro de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/02/4d6a532d2d95890b149f9fad81fd059b.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-02-22 17:21:222024-02-22 17:21:22Federação Varejista do RS reforça posição contrária a decretos que cortam incentivos fiscais

DESTAQUES DO DIA

Wine South America amplia ações de ESG e sustentabilidade
Mérito Lojista da CDL-BG recebe inscrições para 35ª edição
Vinícola Aurora celebra 95 anos com homenagem na Praça do Borgo
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Câmara de Bento Gonçalves realiza 49ª Sessão Ordinária

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