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À Espera de Uma Mãe

O Dia das Mães passa em branco no abrigo municipal de Bento Gonçalves que acolhe 12 crianças e adolescentes favorecidos por medidas protetivas

Por Júlia Beatriz de Freitas

Ter uma mãe digna de comercial de margarina não é a realidade de todos. Atualmente, em Bento Gonçalves, o abrigo municipal presta acolhimento a 12 crianças e adolescentes. A faixa etária varia de meses a 18 anos incompletos, mas a maioria é de adolescentes – fato que dificulta a adoção. São jovens que não comemoram o Dia das Mães e esperam todo ano uma chance para crescer e viver
em um ambiente familiar saudável.

O abrigo de Bento Gonçalves surgiu da transformação do antigo Albergue Municipal em serviço de Acolhimento Institucional, modalidade prevista na legislação federal com o objetivo de garantir integridade física e/ou psicológica da criança ou do adolescente e viabilizar o retorno seguro ao convívio familiar. Caso este último não seja possível, prepara o jovem para o processo de adoção.

Dos 12 abrigados, dez mantém contato com a família biológica. “Ainda se tenta trabalhar com essas famílias para o retorno e só não havendo esta possibilidade é que se inicia processo de destituição, um tanto demorado”, explica a coordenadora do Departamento de Proteção Legal da Secretaria de Habitação e Assistência Social, Lisia Daros.

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Apesar do suporte oferecido pela equipe da casa, que também acompanha os jovens em visitas, o contato das crianças e dos adolescentes com as famílias biológicas ou com possíveis adotantes é mediado pelo Poder Judiciário, que também determina a ida da criança ao abrigo e o processo de adoção, caso necessário.

Vestuário, saúde, educação, segurança – todo o básico é provido pelo projeto. Mas só. “Por mais que sejam atendidas todas essas necessidades, ainda não é uma família”, lembra Lisia, ao ressaltar que quanto menos tempo a criança passar no abrigo, melhor para o seu próprio desenvolvimento. “Existe a falta da estrutura familiar, e eles externam isso do modo deles”, comenta.

O local, adaptado de acordo com as medidas exigidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), possui a capacidade de atender até 25 crianças e conta com ambiente amplo e equipado. O endereço é resguardado para garantir a preservação da integridade das crianças e dos adolescentes.

Adolescentes disponíveis para adoção

Atualmente, apenas três jovens do abrigo municipal estão disponíveis para adoção no local. Todos, adolescentes. “É mais difícil de serem adotados por conta da seletividade das famílias”, confirma a coordenadora do programa. De acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), mais de 90% dos jovens disponíveis para adoção no Brasil têm mais de seis anos de idade e apenas 10% das famílias pretendentes aceitam adotar alguém com este perfil. Com os mais velhos, o problema se agrava: somente 0,4% dos pretendentes estão abertos a adotar maiores de 12 anos de idade, que correspondem a 61% dos disponíveis para adoção.

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Segundo o mesmo relatório, existem 5.660 pretendentes disponíveis cadastrados no estado do Rio Grande do Sul, equivalentes a 13,89% das famílias brasileiras esperando no sistema. Já o número de crianças disponíveis para adoção no estado cai para 614, o correspondente a 12.41% dos 4.949 jovens brasileiros que esperam por uma família.

Apadrinhamento afetivo

Algumas ações são realizadas pelas instituições de acolhimento como forma de resolver o impasse. Entre elas, o apadrinhamento afetivo, prática recentemente reconhecida no ECA através da Lei 3509/17, em vigor desde novembro de 2017. Na ação, cidadãos da comunidade realizam contato
e oferecem suporte a crianças e adolescentes com menor possibilidade de reinserção na família biológica ou que “fogem” dos padrões exigidos pelas famílias pretendentes a adoção. O abrigo municipal não realiza a ação. “O único adolescente que se encaixa no perfil do programa não quis”, explica a assistente social.

A nova lei também determina a prioridade nas filas de adoção para famílias com interesse em grupos de irmãos ou em crianças deficientes, com doenças crônicas ou necessidades específicas de saúde e reduz pela metade, seis para três meses, o período máximo em que a Justiça deve reavaliar a situação da criança que estiver em abrigo, orfanato ou acolhimento familiar. Além do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a lei também altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e estende a pais adotantes as mesmas garantias trabalhistas de pais sanguíneos, como licença-maternidade, estabilidade provisória após a adoção e direito de amamentação.

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A elaboração das alterações foi motivada pela necessidade de agilizar o processo de adoção, uma vez que, com a demora e o excesso de burocracia, as crianças crescem e muitas famílias perdem o interesse. Para a assistente social e diretora do Departamento de Habitação e Assistência Social do município, Gabriela Demeda, a ação é positiva. “Todos os prazos estipulados já são cumpridos com rigor. Se eles forem menores, irá acelerar o processo e é melhor para a criança”, diz.

Sobre a possibilidade de descuidos no processo por conta dos prazos menores, a pedagoga Joanne Pedro afirma que este sempre foi um risco presente e é uma responsabilidade a ser assumida e discutida pela equipe interprofissional responsável pelo acompanhamento e registro dos casos.
Além disso, o encurtamento do prazo é motivador para adoção, que, de acordo com a profissional, “figura como solução capaz de amenizar os prejuízos que a institucionalização pode causar a uma criança ou a um adolescente”.

Dia das Mães no abrigo e na escola

O próximo dia 13 de maio não será extraordinário dentro do abrigo. Sequer se tocará no assunto, mas a comemoração não se deixa ser esquecida. Das rosas vendidas por ambulantes no sinal às propagandas na TV, o comércio para além dos muros das casas de acolhimento gira em torno do Dia das Mães.

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“A gente tem essa ideia de que toda mãe é presente e oferece suporte, mas nem sempre é assim. Muitas vezes é outra pessoa, até mesmo um vizinho, que está ali oferecendo apoio físico e emocional para a criança”, afirma Lísia. Ela e Gabriela contam que algumas das crianças voltam da escola com desenhos em homenagem à data comemorativa e entregam para pessoas da equipe do abrigo. Aproveitam a ocasião para agradecimentos.

Um desenho, poema, apresentação – são diversas as formas que a escola é capaz de provocar sentimentos de insegurança em alguns dos estudantes. Joanne afirma que esta é uma questão delicada, já que as configurações de família passaram por diversas transformações. “A ausência da mãe em uma situação que parte do pressuposto que todos têm mãe e que as mesmas podem comparecer pode gerar sentimentos de exclusão ou menos-valia e isso resultar em prejuízos ao desenvolvimento dessas pessoas em formação”, ressalta. Algumas escolas no Brasil começaram a desenvolver novas formas de festividade mais inclusivas, atentas ao bem-estar psicológico e emocional de crianças constrangidas pela mãe ausente. Outros, por nem mãe terem.

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Expectativa do Comércio é aumentar as vendas no Dia das Mães

Levantamento realizado pela CDL-BG mostra que 75% dos lojistas esperam alavancar os negócios durante o período

 Principal data indutora de vendas para o comércio no primeiro semestre – e segunda mais relevante no ano, atrás apenas do Natal –, o Dia das Mães vem carregado de otimismo para os lojistas de Bento Gonçalves em 2018. De acordo com um levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas do município (CDL-BG), 75% dos entrevistados esperam alavancar os negócios no período, sendo que as metas de aumento variam de 7% a 12%.

 As principais apostas dos empresários para converter a data em vendas, reforço de marca e fidelização de clientes são a oferta de brindes, realização de sorteios, oferecimento de cheque-presente, kits de produtos e opções diferenciadas para compras à vista e parceladas. “O trabalho do comércio requer um permanente exercício de reinvenção e criatividade para surpreender positivamente o consumidor e, especialmente neste momento, aproveitar a retomada do otimismo e reaquecimento econômico. O estabelecimento que investir em um combinado de ações especiais – desde promoções até inovações no mix, passando também pelo atendimento qualificado ao público –, certamente comemorará as vendas”, explica o presidente da CDL-BG, Marcos Carbone.

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Exemplos inspiradores existem de sobra no comércio local. Na loja de cosméticos e maquiagens Sensuale as ações de marketing já começam nas vitrines. “Estamos com a vitrine focada em produtos para cada tipo de mãe, facilitando a escolha dos pais e filhos na hora de comprar os presentes. Para a data, reforçamos o estoque de kits e damos destaque a cremes, difusores e promoções em perfumaria. Para facilitar as vendas, oferecemos descontos à vista e tentamos negociar com o cliente para que fique bom para todos”, conta a proprietária Rosimeri Flamia.

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Já a Ponto Sports, especializada em roupas e acessórios fitness e confortáveis, sente desde abril o crescimento nas vendas, projetando um aumento de 40% no faturamento. “Os últimos meses têm sido ótimos para o nosso negócio, então esperamos um crescimento ainda maior em maio, cerca de 40%, por causa do Dia das Mães. Não preparamos promoções específicas para a data, mas a variedade de produtos e as ofertas de leggings, moletons, camisetas e tênis atraem os clientes”, comenta a gerente Lucélia Scalcon, que também aponta a renovação da equipe como fator determinante no bom desempenho das vendas.

Dia das Mães não pode ser sinônimo de dívidas

Dia das Mães, que nesse ano será comemorado em 13 de maio, sempre é sinônimo de compras, contudo, em função de dificuldades financeiras os consumidores estão muito mais cautelosos, o que tem seu lado positivo, uma vez que o histórico das datas comemorativas é de endividamento por parte da população.

É normal que os filhos queiram dar o melhor presente às suas mães – até por isso é uma das datas comemorativas que mais aquece o mercado, só perdendo para o Natal. E os tipos de presentes estão cada vez mais caros, uma vez que a intenção é presentear com smartphones, perfurmes, eletônicos, entre outros.

Assim, podemos aproveitar o momento para falar de educação financeira. Pelo fato de a maioria da sociedade não ter tido a oportunidade de receber orientações nesse sentido, o endividamento e a inadimplência sempre fizeram parte da vida das pessoas, principalmente em datas comemorativas, na quais se gasta mais do que o normal.

E é exatamente por isso que é tão importante estar educado financeiramente, para saber aproveitar esses momentos, sem se endividar ou se frustrar por nunca conseguir comprar o que deseja. O caminho é simples: planejamento. Com ele, é possível decidir com antecedência o presente que quer dar a mãe, pesquisar e poupar para comprá-lo, de preferência à vista, conseguindo desconto e, assim, economizando.

Se for algo de alto valor e precisar parcelar, é preciso estar atento ao orçamento financeiro, para ver se será possível arcar com esse valor mensalmente. Se não der para comprar o que a mãe queira de forma alguma, há outros itens que nunca saem da lista de desejo delas: cosméticos, vestuário, bijuterias, bolsas, sapatos, entre outros.

É claro que as mães merecem o melhor sempre, afinal de contas, desde o momento em que nascemos, elas doaram cada momento da vida delas para nós. E é exatamente por esse motivo que, para elas, o melhor presente é ver os filhos por perto e saudáveis em todos os aspectos, inclusive o financeiro.

Mas, para quem ainda não comprou os presentes, relacionei algumas orientações para ajudar os filhos na hora da compra:

1. Saiba quanto poderá gastar, analisando, primeiramente, o seu orçamento financeiro;

2. É sempre importante poupar dinheiro para as data especiais e comemorativas em geral, isso evita gastos desnecessários;

3. Unir os irmãos e o pai na hora de presentear pode ser uma boa alternativa, pois, assim, o presente pode ser melhor e cada um pagará menos por ele;

4. O momento da compra deve ser feito com paciência, tranquilidade e foco, para que não se gaste mais do que estava programado;

5. Ao entrar nas lojas, seja gentil com o vendedor e gerente; negocie o preço do objeto em questão, pague à vista e tente descontos;

6. Se tiver que parcelar, cuidado, veja se a prestação cabe no seu orçamento mensal, se não, dê outro presente;

7. Se não der para comprar com antecedência, converse com a sua mãe e dê flores, só para a data não passar em branco. Nos próximo dias, vá às compras; com certeza você encontrará promoções interessantes;

8. Nessa data tão especial, esteja perto de sua mãe e diga a ela o quanto a ama; isso é o mais importante.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), autor dos livros Eu mereço ter dinheiro!, Terapia Financeira, Sabedoria Financeira, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.

Irma de Carli Moro – Uma mulher à frente do seu tempo

Homenagem póstuma

047Uma mulher à frente do seu tempo, que doou sua vida a família e a educação. Começou e terminou sua passagem na terra de forma sublime. Na quinta-feira santa do dia 5 de abril de 1923 nascia Irma de Carli. Olhos azuis e sorriso espontâneo. Vaidosa, mas simples, viveu de acordo com o pensamento de Augusto Curry. “Construi amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: não tenho medo de vivê-la”.

Dedicada ao saber, Irma lecionou durante cerca de 40 anos em escolas da linha Pradel, de Tuiuty e São Valentim. No decorrer de sua vida profissional, arrecadou mais de 70 certificados de cursos, aprofundando-se na gramática. Irma deu seu último adeus, aos 94 anos, na última quinta-feira santa de 13 de abril, sendo enterrada na sexta-feira santa, totalmente lúcida, deixando paixão pela vida, força e sua história.

Leitura e música

Filha de Giuseppe Valentino e Maria Marqueto de Carli, imigrantes italianos da região de Trento e Vicenza que aportaram no Brasil em 1875, se estabelecendo nas terras onde hoje é a comunidade de São Valentim. Irma foi a caçula entre nove irmãos. Inteligente e destemida, identificou-se na função de professora muito jovem.

Ao completar o quinto ano do primário, aos 13 anos, iniciou sua profissão como professora substituta na Escola Municipal Andrade Neves, na Linha Pradel distante cerca de dez quilômetros de sua casa. Ela percorria o trajeto com sua égua de cabeça branca, montada em seu selim, como lembra o seu ex- aluno Benjamim Comparin, 86 anos.

Em 1948, foi nomeada titular. Lecionou também nas escolas municipais Felix Faccenda, na Linha Picadella, Barão do Rio Branco, em Tuiuty e Senador Salgado Filho, de São Valentim, onde permaneceu por 27 anos. Incentivada desde cedo pelos pais à leitura e à música, sempre manteve suas leituras ativas, com jornais, revistas, romances e literaturas, como a Seletta e Monteiro Lobatto, o escritor favorito de Irma. Ela tinha uma memória privilegiada.

Oração para afastar o medo

Ainda no início da carreira, Irma ficou descontente ao ser transferida para a segunda escola onde lecionou, por estar localizada na estrada próxima ao cemitério de São Valentim. Passar pelo cemitério, ainda de madrugada, deixava Irma muito apreensiva, a ponto de pensar em abandonar a profissão. No entanto, sua mãe, sensibilizada com a vocação da filha em lecionar, ensinou a ela uma reza em italiano e latim para afastar o medo durante o trajeto. “Ve saludo anime sante, non ve conosco perche sei tante, valtre ere come me e me vegno come valtre. Anime sante. Requiem eaterman dona eis. Domine, Et lux perpetua luceat eis Riquiescant in pace. Amém”. Em tradução livre: eu vos saúdo almas santas, não nos acompanhe porque são tantas, vocês eram como eu e eu serei como vocês. Almas santas. Descansem eternamente onde estão. Ó Senhor, deixe brilhar a luz perpétua sobre eles que descansam em paz. Amém.

Família

242Casou-se somente aos 38 anos, com Waldyr Moro, com quem teve cinco filhos: Mauro Marcos casado Maria Inês, Mauri Miguel, casado com Mara Ficagna, Amarildo, casado com Geni Cainelli, Rosa Maria, casada com Ademar Titton e Vânius Attílio casado com Helena Szimanski, que lhes deram os netos Marcelo, Maisa, Carolina, Gabriel, Alana, Maurício e Vitória.

Perdeu seu pai muito cedo, fazendo com que o matrimônio trouxesse a ela uma nova família, tratando seus sogros como pai e mãe. Irma ficou viúva em novembro de 2015, após 54 anos de casamento, guardando saudade e amor ao seu marido, por quem tinha muito afeto. Também se dedicava ao serviço do lar.

Nos últimos anos, tinha alegria ao cultivar a horta e ver seus filhos felizes com suas esposas e seus netos, realizados no trabalho. Gostava ainda de ligar para as rádios pedindo orações e músicas antigas que a faziam lembrar dos momentos especiais com o marido e de suas serenatas.

Ela também se dedicou a agricultura familiar, ajudando o marido e o filhos na poda e colheita da uva, além de cuidar da horta que garantia os alimentos da família. Em 2016, aos 93 anos, Irma recebeu uma homenagem da Cooperativa Vinícola Aurora por ser a agricultora mais idosa entre os associados.

Versos e canções

Muito religiosa, Irma era católica, devota a Nossa Senhora do Carmo e usava seu escapulário diariamente. Em dias de temporais, Irma abria a janela, invocava Santa Bárbara, benzia fazendo o sinal da cruz com o escapulário ou água benta, queimava folhas de oliva e rezava para distribuir tranquilidade ao lar.

Também devota a Santo Antônio, rezava o sequeri, para achar objetos perdidos. Mulher de muita fé, sempre fez orações em nome da família e buscava atrair o melhor para quem amava. Segundo a nora Maria Inês Sgarioni, Irma mantinha sempre seu pé de oliveira perto de casa como forma de proteção contra temporais.

A família relembra que Irmã era muito alegre, sempre de bom humor, cantarolando e declamando versos carinhosos para as pessoas que tanto gostava. A visita dos netos toda a semana sempre a deixava de alto astral. Administrou a casa até seus 85 anos, mesmo com dificuldades em caminhar.

Sala de aula

Grande parte das pessoas que residem em Tuiuty e São Valentim foram educados por Irma. Segundo relatos dos ex-alunos e familiares, Irmã era exigente e acreditava nos diálogos em sala de aula. Não costumava castigar seus alunos com as torturas da época, como as reguadas nos dedos ou o milho moído espalhado no chão para as crianças ajoelharem. Mas, mantinha uma vara de marmelo atrás da porta da sala de aula, que servia para intimidação. Na educação criou laços de amizade. De acordo com o filho Mauro, ex-alunos a encontravam na rua e puxavam conversa amigá- vel, relembrando os tempos de aula e apresentando a professora aos filhos e aos netos.

Aluno de Irma em 1950, o viticultor Valdir Postal, 74 anos, lembra que ela frequentava sua casa para tomar café com seus pais. “Ela era a única professora que ia para escola a cavalo, achava aquilo muito diferente. Aprendi com ela matemática, ortografia, português e tabuada. Ela gostava dos alunos, sempre foi atenciosa e brincava com a gente”, declara.

A professora aposentada Terezinha Lunelli Tureck, 64 anos, aluna de Irma durante a década de 60, em São Valentim, lembra que ela era muito dinâmica e criativa. “Devo a ela minha alfabetização. Ela atendia toda as turmas, do primeiro ao quinto ano, numa única sala. Mesmo com tantos alunos, ensinava a todos com paciência. Era uma mulher muito querida e sabia ensinar. Na época não tínhamos material didático, nem quadro, então a metodologia era ensinar através da ortografia, com exercícios de repetição das palavras. Lembro que adorava ver ela cantar os hinos, nacional, rio-grandense e do exército brasileiro. Acabei aprendendo todos eles. Conheci um pouco de tudo e ficava encantada por ela saber tanto”. Terezinha lecionava na Escola São Valentim que, em 9 de outubro do ano passado, em homenagem aos Avós, recebeu a professora Irma. Na ocasião, declamou versos e com outros vovôs da região, cantou cantigas que hoje são esquecidas. Ainda na ocasião, os convidados anciões contaram aos estudantes e professores como eram suas rotinas escolares nas décadas passadas.

Irma faleceu como viveu, lúcida, tendo recebido a Eucaristia e por último a Unção dos Enfermos. Vá em paz esposa, mãe, sogra, avó e professora! Te amamos para sempre!

Dall’Onder é Mais Saúde e Bem-Estar com Laura Medina

17362770_1317828818304142_6799717919956151161_nMaternidade em Família – Nessa sexta-feira, 12 de maio, acontecerá o segundo Dall’Onder é Mais Saúde e Bem-estar com Laura Medina, evento especial de Dia das Mães, aberto também para pais, avós e familiares, no Dall’ Onder Grande Hotel. Descontraído e regado a espumante, o bate-papo abordará a maternidade e a maternagem nas diversas configurações familiares hoje existentes.

O evento inicia às 20 horas, com a presença da jornalista Laura Medina e com as convidadas, a psicóloga e terapeuta de casais Iara L. Camaratta e a coaching Marlise Dussin Bampi.

Os ingressos custam entre R$ 60 e R$ 70 para casais e entre R$ 35 e R$ 45 individual, podendo ser adquiridos na loja Lilica Ripilica, Dall’Onder Vittoria Hotel e Dall’Onder Grande Hotel, ou pelo site www.sympla.com.br/eventosdallonder.

Mais Saúde

A rede de hotéis Dall´Onder vem aplicando uma série de atividades e eventos direcionado a saúde e bem estar-estar dos seus hóspedes e da comunidade. Coordenado por Denise Araújo, o projeto Dall’ Onder é Mais Saúde e Bem-estar traz profissionais da área da saúde, lazer e desenvolvimento pessoal. Segundo Denise, esses encontros futuramente serão cursos e workshops com a mesma temática. Dentro da programação, eventos com Laura Medina já estão sendo agendados no decorrer de 2017. “É um projeto que estou lidando com muito amor. Estamos unidos para levar qualidade de vida às pessoas”, declara Laura.

My Way Cozinha Universal – Culinária com identidade cultural

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Para agradar os paladares mais sofisticados e os amantes da boa comida, o My Way Cozinha Universal nasceu com proposta alternativa em Bento Gonçalves, há quase dois anos. A casa que abriga o restaurante encontra-se na tranquilidade do bairro Barracão. Liderado pelo chef Mauricio Crippa, o My Way serve pratos das mais deliciosas – e peculiares – culinárias do mundo. Um verdadeiro show de gastronomia indiana, mexicana, árabe, tailandesa, italiana e peruana, entre tantas outras. A partir de cardápios fechados, atende jantares às sextas-feiras e sábados e esporadicamente almoços nos sábados e domingos, o espaço também atende festas, confrarias, formaturas e eventos fechados.

file welligtonCom tantas especialidades, a primeira edição do Integração Indica sugere o restaurante do Crippa para comemorar a data mais acolhedora do ano, o Dia das Mães. Para o próximo domingo dedicado a elas, o cardápio é super especial – com direito ao famosíssimo filé Wellington, o queridinho da casa e muito bem falado pela cidade. Acima da boa comida e da atmosfera única do local, o My Way é acolhedor e autêntico, como mãe: desde que abriu em junho de 2015, são mais de cinco mil refeições servidas sem nunca repetir um cardápio.

Com a interpretação e a sensibilidade de Crippa, os pratos são criados a sua uaumaneira, seguindo, principalmente, a base das receitas clássicas, mas adequadas a partir da leitura do chef. “Gosto de interpretar os pratos e aproximar para os gostos da culinária local. Quero que o cliente se sinta à vontade no meu restaurante para vivenciar as sensações, a simplicidade e a beleza nas preparações culturais apresentadas”, ressalta.

Em um relacionamento fiel as  panelas há 20 anos, o chef Crippa carrega experiências dos seus dez anos vividos no Nordeste Brasileiro, onde cozinhou nos restaurantes Dom Quixote, “é” e El Chicano em Recife, Beijupira em Porto de Galinhas e na capital gaúcha, no Restaurante Marcos. Ao todo, foram 12 cidades nacionais e internacionais onde criou seus pratos, incluindo localidades da Índia e África.

Totalmente característico ao chef, a decoração do restaurante foi feita de forma gradativa e com objetos e artigos da família, transferindo a identidade que Crippa desejava. O ambiente coleciona experiências e lembranças de lugares onde my way sobremesaMaurício já visitou, além de mapas e fotografias, imagens de Deuses, Santos e Budas. Nas mesas, velas e literatura diversa em pequenas pilhas. Nas prateleiras, os discos de vinil e cds que fazem parte da vida do chef e hoje são a trilha sonora do restaurante. Ao todo, o restaurante recebe confortavelmente 45 pessoas.

A cada jantar ou almoço, são cerca de seis pratos servidos em porções bem satisfatórias. Prezando pela sustentabilidade, os jantares e almoços só acontecem mediante reserva, para evitar o desperdício. Mas isso não significa pouca comida servida. Conforme a boa tradição de quem vive em Bento, têm comida para servir e repetir.

MENU DIA DAS MÃES

ANTEPASTO
Pães e patês artesanais

ENTRADA
Causa de salmão

PRINCIPAL
Filé Wellington, acompanhado de risoto de palmito e alho poró e palha de batata

SOBREMESA
Manjar de Santa Clara
(pudim de côco e calda de morangos)

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