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DESTAQUES DO DIA, GERAL, POLÍTICA

Governo reforça que não abre mão de soberania e exige que mudanças da Meta se enquadrem às leis nacionais

O Governo Federal brasileiro decidiu protocolar uma notificação extrajudicial para que a empresa Meta explique as potenciais implicações da mudança nas diretrizes das redes digitais que controla, como Facebook e Instagram. A decisão ocorreu após reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 10 de janeiro, com a participação de ministros, secretários e assessores no Palácio do Planalto, em Brasília.
De acordo com o ministro Rui Costa (Casa Civil), o presidente foi claro ao dizer que não abrirá mão da soberania do país e que toda e qualquer empresa nacional ou multinacional terá que respeitar o arcabouço fiscal e a justiça brasileira. “A gente vê com muita preocupação o anúncio de uma das principais redes digitais de que não fará mais controle de conteúdo, porque isso impacta de forma muito grande a sociedade brasileira”, disse.
“Impacta quando se fala de conteúdo impróprio, de informações que dizem respeito a práticas criminosas, do respeito à vida humana, de agressões por discriminação racial, de gênero, regional, discursos de ódio, e nos preocupa muito quando esse controle deixa de existir também para divulgação de fake news”, listou o ministro, que reforçou que o país já tem uma série de regramentos consolidados em torno desses temas.
NOTIFICAÇÃO – Como consequência desse contexto, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai protocolar ainda nesta sexta-feira uma notificação extrajudicial para que a empresa explique, em até 72 horas, qual será a política adotada para o Brasil. “O Brasil tem uma legislação rigorosa na proteção de crianças e adolescentes, de populações vulneráveis, do ambiente de negócio e nós não vamos permitir, de forma alguma, que essas redes transformem o ambiente em uma carnificina ou barbárie digital”, afirmou o advogado-geral da União, Jorge Messias.
MECANISMOS – Ele enfatizou que o governo brasileiro não ficará de braços cruzados e que buscará todos os mecanismos legais para que a Meta respeite as legislações em vigor do país. “A Meta terá que explicar categoricamente como vai proteger crianças e adolescentes, mulheres, pequenos comerciantes que usam a plataforma como modelo de negócio”, afirmou.
SOBERANIA – Antes mesmo da reunião, na quinta-feira, o presidente Lula já havia se manifestado sobre o tema, durante visita a uma exposição no Palácio do Planalto com obras recuperadas depois das invasões de 8 de janeiro de 2023. “Eu acho que é extremamente grave as pessoas quererem que a comunicação digital não tenha a mesma responsabilidade do cara que comete um crime na imprensa escrita, sabe? É como se um cidadão pudesse ser punido porque ele faz uma coisa na vida real e pudesse não ser punido porque ele faz a mesma coisa na digital. O que nós queremos, na verdade, é que cada país tenha a sua soberania resguardada”, disse.
MACRON – O tema da soberania diante das grandes empresas do mundo digital também ocupou parte da conversa telefônica do presidente Lula com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta sexta-feira. Na ligação recebida por Lula, o brasileiro elogiou as manifestações do governo francês sobre a recente decisão da Meta de reduzir a checagem de fatos de suas publicações. Eles concordaram que liberdade de expressão não significa liberdade de espalhar mentiras, preconceitos e ofensas. Ambos consideraram positivo que Brasil e Europa sigam trabalhando juntos para impedir que a disseminação de “fake news” coloque em risco a soberania dos países, a democracia e os direitos fundamentais de seus cidadãos.

GRUPO DE TRABALHO – Paralelamente, o Governo Federal pretende abrir uma discussão com sociedade, meios de comunicação, associações que representam a comunicação, para tratar do tema de forma mais ampla. “O ministro das Comunicações buscará, inclusive, dialogar com os meios de comunicação instituídos do país, com a sociedade em geral, com as entidades e associações que representam a comunicação no país, para que todos sejamos aliados na absoluta e irrestrita liberdade de expressão, mas que isso não signifique ausência de responsabilidade por crimes cometidos ou que os veículos possam, em nome de uma falsa liberdade de expressão, postar crime ou promover crimes contra pessoas, crianças, populações mais vulneráveis”, frisou Rui Costa.
CONGRESSO – O ministro também enfatizou que o Executivo vai priorizar no diálogo com o Congresso Nacional a regulação mais clara para a atuação das redes digitais no país. “O que interessa, principalmente, é o mérito do conteúdo. A forma cabe ao Legislativo dar, mas vamos dialogar com eles. Vamos procurar os líderes e presidentes das duas casas para dialogar sobre qual é o melhor formato, a melhor forma de fazer com que esse debate avance”, afirmou o ministro da Casa Civil.
PARTICIPANTES – Além do presidente Lula, do ministro Rui Costa e do advogado-geral da União, participaram da reunião o ministro da Justiça e Segurança Pública substituto, Manoel Carlos de Almeida Neto, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, o Ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, o secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim, o secretário de Comunicação Institucional da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Laércio Portela, o secretário de Políticas Digitais da Secom, João Brant, e o futuro ministro da Secom, Sidônio Palmeira.

Foto: Divulgação

10 de janeiro de 2025/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2025/01/file-2025-01-10T165131.809.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2025-01-10 16:53:282025-01-10 16:53:28Governo reforça que não abre mão de soberania e exige que mudanças da Meta se enquadrem às leis nacionais
DESTAQUES DO DIA, EVENTOS, GERAL, POLÍTICA

Serra se prepara para votação na Consulta Popular

Ferramenta participativa para a sociedade definir as prioridades de sua região a serem investidas pelo governo gaúcho, a Consulta Popular encerrou o processo para o envio das propostas da população, registrando um acréscimo de 31% em relação à edição passada. Agora, as 1.120 sugestões passam por uma análise técnica do governo e serão discutidas nas assembleias convocadas pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), responsáveis por organizar e supervisionar o processo nas 28 regiões do Estado.

Na Serra, os encontros ocorrerão em novembro, nos dias 4, 6 e 8, em Nova Prata, em Bento Gonçalves e em Caxias do Sul, nas respectivas unidades da UCS, sempre às 10h. “Será uma etapa decisiva para a construção das propostas que estarão na cédula de votação”, diz o presidente do Corede Serra, Evaldo Kuiava. A definição, de fato, sobre os projetos que estarão aptos a serem escolhidos pela população ocorrerá na assembleia geral ampliada, marcada para o dia 18 de novembro, em Caxias do Sul, às 14h. Ao todo, os 28 municípios integrantes do Corede Serra inscreveram 23 projetos para a Consulta Popular 2024, que tem como tema a reconstrução do Rio Grande do Sul. Desses, seis farão parte da cédula de votação, que é única para cada Corede.

Neste ano, o governo destinou R$ 60 milhões para serem rateados entre as propostas aprovadas. Desse montante, 80% é dividido de maneira igual entre os Coredes, e os 20% restantes são distribuídos conforme o índice de desenvolvimento humano (IDH) de cada região. Assim, a Serra contará com R$ 1.728.571,43 para atender às demandas eleitas. O valor é o mesmo destinado pelo governo no ano passado, quando os eleitores escolheram os projetos para desenvolvimento de turismo, para o hub de inovação Inova Bento, para o roteiro turístico Caminhos de Caravaggio e para segurança envolvendo os municípios de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Nova Prata. Cada um deles foi contemplado com R$ 432.143,00.

Além da temática da reconstrução do Estado, com propostas voltadas a enfrentar as consequências sociais, econômicas e ambientais do desastre climático de maio, as mais de 1,1 mil sugestões abarcam ideias para as áreas de Agricultura, Turismo, Justiça e Direitos Humanos, Meio Ambiente, Cultura, Desenvolvimento Rural, Transportes, Esporte e Lazer, Desenvolvimento Econômico, Inovação Ciência e Tecnologia, Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Desenvolvimento Social, Habitação e Desenvolvimento Urbano.

A votação para a Consulta Popular ocorrerá entre os dias 2 e 6 de dezembro, de forma online, através do portal oficial. Todos os eleitores com domicílio eleitoral no Rio Grande do Sul estão aptos a participarem do processo decisório. Para a votação, é necessário o número do título de eleitor, que poderá votar em apenas uma das opções da cédula.

Foto: Rinelle Patrícia de Oliveira Santos

31 de outubro de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/10/file-2024-10-31T174153.833.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-10-31 17:42:162024-10-31 17:42:16Serra se prepara para votação na Consulta Popular
DESTAQUES DO DIA, EVENTOS, GERAL, MUNDO DO VINHO, POLÍTICA

Comitiva do CIC-BG cumpre agenda de visitas em Brasília e tem encontro com vice-presidente, Geraldo Alckmin

Em contagem regressiva para a realização daqueles que estão entre suas principais promoções – e grandes eventos para a Serra gaúcha –, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) está em Brasília estreitando conexões políticas e reforçando a representatividade da 32ª ExpoBento e da 19ª Festa Nacional do Vinho (Fenavinho).

A agenda na capital federal começou hoje (16) e envolve intensa programação com entrega de convites para os eventos. A primeira audiência foi com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na manhã de terça-feira. A comitiva foi liderada pelo presidente do CIC-BG, Carlos Lazzari, e pelo prefeito Diogo Siqueira, e também contou com a participação da presidente do Conselho Superior do CIC-BG, Marijane Paese; do diretor-geral da 32ª ExpoBento, Tiago Casagrande, e a coordenadora do comitê da 19ª Fenavinho, Patrícia Pedrotti. As soberanas da festa, a imperatriz do vinho, Ana Paula Cortes, e as damas de honra Liege Sobirai e Thais Centenaro, acompanharam a visita. Representando o poder público, também integram o grupo o procurador-geral do município, Sidgrei Spassini, e o assessor do deputado estadual Guilherme Pasin (que está em viagem à Itália), Gabriel Stella.

“Essa é uma grande oportunidade de ampliarmos o potencial de nossos eventos, de mostrar a relevância da ExpoBento, maior feira multissetorial do país, para o desenvolvimento econômico da região; e de enaltecer a Fenavinho, festa icônica que promove a valorização de nossa cultura”, disse Lazzari.

A agenda do dia tem outros compromissos, entre eles a entrega de convites ao Gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Carlito Merss; ao Senador Ireneu Orth; a Chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério do Turismo (MTur), Cris Sampaio; e ao Embaixador da Itália em Brasília, Alessandro Cortese.

Na quarta-feira (18), a agenda começa com audiência à Chefe de Gabinete da Embaixadora da Alemanha, Helen Bender; ao Presidente da CNA/SENAR, João Martins da Silva Júnior; e tem, entre outras, visita ao plenário do Senado, com entrega dos convites aos senadores Paulo Paim, Hamilton Mourão e Ireneu Orth. O último compromisso é a visita ao Encarregado de Negócios Pablo De Angelis e ao Chefe do Departamento Econômico e Comercial da Embaixada da Argentina, Conselheiro Patricio Violini.

No final de março, o CIC-BG também esteve em Brasília, na oportunidade divulgando e entregando convites para a Envase Brasil, que ocorre pela primeira vez sob promoção da entidade, de 23 a 25 de abril. ExpoBento e Fenavinho se realizarão de 30 de maio a 9 de junho – no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

Foto: Cadu Gomes/SECOM Vice Presidência da República

17 de abril de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/04/RIMG_0156-1.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-04-17 17:00:372024-04-17 17:00:37Comitiva do CIC-BG cumpre agenda de visitas em Brasília e tem encontro com vice-presidente, Geraldo Alckmin
DESTAQUES DO DIA, GERAL, POLÍTICA, SEGURANÇA PÚBLICA

Agora é lei: projeto das rampas de escape é sancionado

O projeto que prevê a instalação de rampas de escape em rodovias do Rio Grande do Sul foi sancionado pelo governador Eduardo Leite, nesta segunda-feira (18). Agora, a partir de estudos prévios sobre números de acidentes em determinadas regiões do estado, poderão ser instaladas as áreas para desaceleração dos veículos — principalmente caminhões — em grandes declives.

De acordo com o autor da iniciativa, deputado Guilherme Pasin (PP), o mecanismo já era realidade em outros estados e, agora, teremos as mesmas condições que vizinhos como Santa Catarina e Paraná de salvar vidas. “O número de acidentes nas rodovias do estado foram a grande motivação deste projeto. Antes, olhávamos para o lado e víamos que outros estados proporcionaram esta segurança aos seus. Agora, estamos em pé de igualdade para cuidar dos nossos motoristas que trafegam pelas estradas gaúchas”, destaca Pasin.

Em trechos de descidas acentuadas, as rampas de escape assumem um papel crucial na segurança viária. Elas servem para reduzir a velocidade de veículos com falhas nos freios ou outras dificuldades de frenagem. Através da resistência ao rolamento proporcionada por materiais como areia, cascalho e pedregulhos, ou da desaceleração gravitacional em subidas, as rampas de escape permitem que os motoristas controlem seus veículos de forma segura, evitando colisões e preservando vidas.

As rampas poderão ser instaladas em rodovias estaduais existentes, a serem construídas ou duplicadas, diretamente pelo Estado ou por meio de concessão. A ERS-431 em Bento Gonçalves e a ERS-129 na “Curva da Morte”, em Muçum, ostentam um histórico preocupante de acidentes e mortes no trânsito e são exemplos de espaços que poderiam receber rampas de escape. Nos últimos 10 anos, as duas rodovias registraram 339 ocorrências, 22 delas fatais, um cenário que clama por medidas urgentes.

A instalação das áreas de escape surge como uma resposta necessária para conter essa escalada de tragédias. A expectativa é que o mecanismo atue como um freio na imprudência, reduzindo a velocidade dos veículos e, consequentemente, o número de acidentes e vítimas.

Foto: Thais Schauenberg Garcia

18 de março de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.07.56.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-03-18 17:17:252024-03-18 17:17:25Agora é lei: projeto das rampas de escape é sancionado
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Governador reconhece que o Regime de Recuperação Fiscal do RS não é sustentável e precisa renegociar com União

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi o palestrante do primeiro Tá na Mesa de 2024, nesta quarta-feira, na FEDERASUL. Ele rechaçou a possibilidade de retirada de todos os decretos, mas admitiu flexibilizações menores, como a retirada de exigências para que 63 setores usufruam de incentivos fiscais. No entanto, a FEDERASUL entende que a pior parte das graves consequências socioeconômicas permanecem.

O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, abriu o evento saudando o governador do Estado por sua disponibilidade de diálogo. “Nós não apoiamos nem fazemos oposição a governos, mas apoiamos, aprovamos ou rejeitamos projetos e ideias, baseados em valores e princípios, com firmes crenças na geração de riquezas e um melhor ambiente de trabalho”, afirmou.

Para Costa, é a valorização de talentos gaúchos por meio de um empreendedorismo florescente, da capacidade produtiva, que serão geradas mais renda e arrecadação – não pelo aumento de impostos ou retirada de incentivos que garantem competitividade das empresas com outros Estados que mantém benefícios fiscais muito maiores.

Sacrifícios

Estes valores se cristalizam, segundo o presidente, no apoio da FEDERASUL em medidas do governo Leite que exigiram esforços do setor produtivo durante a pandemia, bem como o apoio a privatizações e concessões também levadas a cabo pelo governo estadual. “Uma demonstração de transigência em prol do bem comum, de bom senso, de diálogo, mas sobretudo de amor ao Rio Grande do Sul”, explicou.

 

Da porta para dentro

O governador Eduardo Leite defendeu a necessidade de revisão dos benefícios fiscais concedidos devido a um déficit de investimentos no Estado, como em infraestrutura, segurança e educação, bem como equilibrar as finanças. “Como os empresários, da porta para fora, vender nossos produtos da melhor forma, o governador também tem que fazer isso, vender o Rio Grande, mostra as coisas lindas que nós temos. Mas da porta para dentro, temos que não se descuidar das contas, organizar a máquina para que sua empresa sobreviva e resista às dificuldades”, explicou Leite.

Ele admitiu que haverá efeitos na cesta básica, mas que há um “passivo de investimentos” que necessita de aumento da arrecadação. “A falta de investimentos produz efeitos negativos na economia, isso vai cobrar uma conta da sociedade”, argumentou Leite.

 

Reuniões com entidades

O governador também anunciou que, para demonstrar abertura ao diálogo, se reunirá com entidades representantes de diferentes setores produtivos, como a FEDERASUL, nas próximas semanas. Leite também agradeceu à entidade pelo apoio em outras medidas do governo, no passado, desde 2018.

 

Dívida com União

Questionado por jornalistas em coletiva após o evento, o governador Eduardo Leite afirmou que vem conversando com o Ministério da Economia para repactuar a dívida do RS com a União. “Precisa ser ousado e arrojado (um projeto de renegociação). Nós (governos estadual e federal) somos sócios na prestação de serviços à sociedade”.

O governador também afirmou aos jornalistas que pretende falar com o presidente Lula, que visita o RS nesta semana. Leite afirmou que entre outras pautas, estará também a renegociação da dívida com a União. Ele não descartou judicialização, a exemplo do que outros Estados, como o Rio de Janeiro e São Paulo, fizeram.

O presidente Rodrigo Sousa Costa reforçou que no final de 2018 a FEDERASUL apoiou, mesmo depois da maior recessão da história do País, um sacrifício de prorrogação por dois anos da alíquota majorada como forma de viabilizar um plano sustentável com reformas e concessões que trouxeram o equilíbrio fiscal. Mas não hoje.

“Não faz sentido exigir sacrifícios que extiguem setores econômicos e retiram renda de famílias vulneráveis por um plano de recuperação que já prevê rombo na contas públicas”, enfatiza o presidente. “Não podemos admitir um plano para chegar nos próximos anos com rombos nas contas e sem as empresas e os empregos”, conclui.

Foto: Sergio Gonzalez

15 de março de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/03/unnamed-10-1.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-03-15 17:06:032024-03-15 17:06:03Governador reconhece que o Regime de Recuperação Fiscal do RS não é sustentável e precisa renegociar com União
AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE, DESTAQUES DO DIA, EVENTOS, GERAL, POLÍTICA

Estado anuncia mais de R$ 200 milhões para projetos de irrigação direto ao produtor

O governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (29/2), R$ 213,2 milhões para a subvenção de projetos de irrigação, com estimativa de investimentos por parte dos produtores na ordem de R$ 2 bilhões. Em quatro anos, espera-se aumentar a área irrigada em 100 mil hectares, um incremento de 33% das principais culturas de sequeiro, como milho e soja. A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reservação de água e a irrigação (elevando a produtividade das culturas) e se aproximar da autossuficiência de grãos, principalmente do milho.

O anúncio foi feito durante o lançamento da etapa 2 do programa de irrigação do Estado, que integra as ações do Supera Estiagem. O evento ocorreu no Palácio Piratini com a presença do governador Eduardo Leite e do titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Giovani Feltes. Participaram ainda outras autoridades, prefeitos e lideranças municipais e produtores rurais.

O governador disse que o caminho da subvenção dos projetos busca mobilizar um número maior de produtores e garantir mais iniciativas de investimentos em irrigação. “Em vez de fazer a equalização de juros – como ocorreu no passado, sem a geração de mobilização suficiente –, optamos por um caminho no qual o Estado paga uma espécie de prêmio ao produtor que faz o investimento em irrigação, seja com seus recursos próprios ou com financiamento”, explicou. “Ao observar isso, o Estado paga até R$100 mil ou 20% do valor do investimento como uma forma de incentivar as ações para irrigação. Queremos fazer uma grande mobilização para que os produtores conheçam essa possibilidade e realizem a adesão, expandindo a irrigação.”

O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto (que pode ser financiado por instituições bancárias ou por recursos próprios) e a apresentação de laudos de conclusão e dos demais documentos comprobatórios exigidos no edital. O programa é destinado a todos produtores rurais (pessoas físicas) e busca apoiar projetos de implantação ou ampliação de sistemas de irrigação (por aspersão, localizada ou por sulcos); e construção, adequação ou ampliação de reservatórios de água para fins de irrigação.

Para iniciar o programa, em 2024 estão assegurados R$ 20 milhões destinados ao pagamento parcial dos projetos de irrigação. As regras para participação serão publicadas em edital no Diário Oficial do Estado, e os projetos deverão ser encaminhados até 30 de abril de 2025. Os critérios de seleção incluem a análise e a aprovação do projeto; a situação regular do produtor rural no Cadin/RS; e a regularidade fiscal. Será observada a ordem cronológica da emissão de Declaração de Enquadramento, até o limite de disponibilidade orçamentária.

Feltes destacou que apenas 4% da área de sequeiro é irrigada, o que corresponde a cerca de 310 mil hectares. Segundo ele, aumentar a área irrigada nas lavouras é estratégico para diminuir a importação de grãos.

“O governo está apresentando uma política permanente baseada na reservação de água e na implantação de sistemas de irrigação. O objetivo é aumentar 25 mil novos hectares irrigados por ano em todas as regiões do Estado por meio de um programa que é de fácil compreensão por parte do produtor rural”, destacou o secretário. “Isso porque não envolve equalização de juros nem pagamento de parcelas do financiamento, mas dinheiro direto ao beneficiário, com previsibilidade do montante a receber, deixando-o livre para buscar crédito no operador bancário de sua preferência ou até mesmo com recursos próprios.”

Primeira etapa

A primeira etapa da subvenção econômica dos projetos de irrigação foi lançada pelo governo do Estado em agosto de 2023, com edital de adesão aberto por 60 dias. O programa compreendeu o repasse de 20% do valor do projeto de irrigação, limitado a R$ 15 mil por produtor.

Foram recebidos 281 projetos, sendo que 264 foram aprovados por atenderem aos requisitos do edital. O investimento por parte dos produtores é de aproximadamente R$ 17 milhões. O governo investirá cerca de R$ 2,4 milhões, uma média de R$ 9,2 mil por beneficiário, com repasse direto ao produtor rural assim que houver a prestação de conta do sistema de irrigação em funcionamento.

Entre as finalidades de irrigação estão as culturas de pastagens, milho, fruticultura, olericultura, soja, floricultura, hidroponia, feijão e fumo. Com sistema de irrigação por aspersão convencional, localizado, autopropelido e pivô central. Entre as regiões do Rio Grande do Sul que mais apresentaram projetos estão Missões (22,7%), Serra (19,2%), Alto Uruguai (17,2%) e Planalto Médio (13,3%).

O produtor rural Andre Luis Trentin, de Cruz Alta, foi um dos que enviaram projeto na primeira etapa e viram melhorias na produção. “Eu sofria bastante e não conseguia produzir pastagem suficiente para as vacas de leite. Mas me inscrevi e consegui fazer o açude, que deu bastante água. Agora estou com projeto pronto para realizar a instalação da irrigação”, contou.

Outras ações do Supera Estiagem

Durante o evento, também foram apresentados os resultados de outras medidas estruturantes que estão sendo implementadas para garantir maior produtividade e renda aos produtores do Estado.

O edital de poços, lançado em agosto de 2023, recebeu a adesão de 320 municípios para a perfuração de um poço por cidade – sendo possível reutilizar o saldo para a perfuração de outro quando possível. O recurso (entre R$ 117 mil e R$ 215 mil) foi disponibilizado conforme o tipo de rocha de cada localidade e contemplava a perfuração, a bomba, o revestimento e a outorga de água. O investimento do Estado é na ordem de R$ 41 milhões e deve beneficiar 19 mil famílias.

De forma simbólica, durante o evento foi assinado um dos convênios de poços com o município de Dois Lajeados, representando as cerca de 80 cidades que estão aptas a terem seus processos publicados. Os demais seguem tramitando para a publicação do convênio.

A instalação de cisternas em propriedades rurais auxiliou 219 municípios que se habilitaram para ter até três cisternas por cidade. São 650 produtores rurais beneficiados com estruturas de 60 mil litros. O investimento do governo do Estado é de R$ 13,1 milhões, sendo que em 2023 já foram empenhados R$ 8,7 milhões.

O programa de açudes beneficiou 433 municípios, sendo possível a execução de até 12 açudes por cidade. Serão mais de 4,5 mil açudes escavados no Estado, com investimento de R$ 46,2 milhões – R$ 44,7 milhões já foram empenhados.

Foto: Gustavo Mansur/Secom

1 de março de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Anuncio-ocorreu-durante-lancamento-da-etapa-2-do-programa-de-irrigacao-do-Estado-.-Foto-Gustavo-Mansur-Secom-1.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-03-01 17:23:512024-03-01 17:23:51Estado anuncia mais de R$ 200 milhões para projetos de irrigação direto ao produtor
AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE, DESTAQUES DO DIA, GERAL, POLÍTICA

Banco Central é condenado ao pagamento de R$ 91 mil a produtor rural

A 1ª Vara Federal de Bento Gonçalves condenou o Banco Central ao pagamento de R$ 91,8 mil referente à cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) a um produtor rural de Nova Araçá (RS). Ele fez o pedido administrativo, mas não obteve resposta. A sentença, publicada no domingo (25/2), é do juiz André Augusto Giordani.

O agricultor ingressou com ação narrando ter solicitado, em janeiro de 2022, a cobertura pelo seguro Proagro referente às perdas da colheita da safra 2021/2022 em decorrência da seca. Afirmou que foi realizada a perícia em sua propriedade para calcular o prejuízo, cujo laudo foi elaborado e encaminhado ao Banco do Brasil. Entretanto, não ocorreu pagamento e tampouco recebeu justificativa para a demora.

Em sua defesa, o Banco Central alegou que a lentidão na avaliação da solicitação decorreu de falha exclusiva do Banco do Brasil. Reconheceu a procedência parcial do pedido, já que o plantio foi efetuado em área inferior à inicialmente enquadrada e não foi comprovada a aquisição da totalidade dos insumos e dos serviços orçados.

Ao analisar o caso, o magistrado pontuou que o Proagro é um seguro pago pelo produtor rural para protegê-lo dos prejuízos advindos de imprevisões inerentes à atividade agropecuária, como ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças, que atinjam bens, rebanhos e plantações. Assim, o solicitante deve informar ao Banco sobre a ocorrência de sinistro para que seja feita uma perícia que avalie a situação e emita parecer favorável ou não à concessão do benefício, além de estabelecer a porcentagem das perdas. “Se os agentes do PROAGRO entenderem pelo deferimento, este ainda permanece sujeito à análise e fiscalização do Banco Central do Brasil, incumbindo a decisão final (e irrecorrível administrativamente) à Comissão Especial de Recursos – CER”, destacou.

Giordani ressaltou que a ré reconheceu em parte o pedido, indicando que o produtor rural teria direito à cobertura de R$ 91.893,84. O agricultor concordou com o valor apresentado.

O magistrado reconheceu o direito do produtor à cobertura do seguro, condenando o Banco Central ao pagamento do valor devido. Cabe recurso ao TRF4.

Foto: Divulgação

1 de março de 2024/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rdf14_portal-culturas-murchas-e-solo-seco-numa-exploracao-em-seca-prolongada-devido-as-alteracoes-climaticas-1.jpg 670 1080 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2024-03-01 17:18:262024-03-01 17:18:26Banco Central é condenado ao pagamento de R$ 91 mil a produtor rural
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DESTAQUES DO DIA

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