Vinícola Aurora amplia em 71,7% exportações para Ásia

Resultado de embarques de 114,3 mil garrafas para o continente ilustra a retomada dos negócios com os primeiros países atingidos pelo coronavírus.
Em valor, o crescimento foi ainda maior, de 
133,7%, de janeiro a maio

Primeiro continente a ser atingido pela então pandemia do coronavírus, a Ásia começa a dar sinais de retomada do dia a dia e também nos negócios. Prova disso é a exportação de 114,3 mil garrafas da Vinícola Aurora para China, Hong Kong e Japão, de janeiro a maio deste ano, um aumento de 71,7% em relação ao mesmo período de 2019. Grande parte deste volume foi exportado em abril e maio, com a abertura gradual dos mercados asiáticos. Em valor, o resultado dos primeiros cinco meses é ainda mais expressivo, com um incremento de 133,7% nos embarques de vinhos, sucos e espumantes. Entre os destinos, destaque para a China, com 77,8 mil garrafas.

A gerente de Exportação e Importação da Vinícola Aurora, Rosana Pasini, credita o bom resultado ao trabalho continuo que vem sendo realizado junto a novos importadores dos países asiáticos.      

“Ampliamos a parceria com os atuais importadores e abrimos novos mercados com mais sete novos clientes em 2019 e outros três neste ano. É um trabalho de expansão que foi intensificado nos últimos dois anos e agora, com a retomada dos negócios com a Ásia, estamos embarcando esses produtos, em especial vinhos tranquilos e sucos de uva”, explica.

A executiva dá ênfase ao aumento de quase 30% no valor médio por litro vendido, destacando a ampliação da venda de suco de uva, tanto na versão da bebida gaseificada, lançada no ano passado, como o integral.

“Também é importante observar que a Aurora está adotando todos os cuidados possíveis, em todas as etapas de elaboração, envase até o embarque. Esses cuidados são fundamentais nesta reabertura de negócios para o Exterior”, reforça.

Apesar das incertezas do mercado para o segundo semestre, Rosana projeta um resultado de crescimento em relação ao ano passado, em razão de novos contratos com importadores de novos destinos e ampliação das vendas para uma grande rede de varejo da Europa.

“Fechamos negócios com um importador na Bolívia e com uma das maiores redes de supermercados da Europa, com embarques que começarão ainda no primeiro semestre de 2020”, antecipa.           

As projeções de crescimento para o ano ocorrem mesmo com adiamento de algumas das principais feiras do setor no mundo, como a  ProWein, na Alemanha, remarcada para março de 2021, e outros eventos de vinho que deveriam ocorrer no primeiro semestre. Rosana explica que o adiamento das feiras pode causar uma diminuição no consumo dos produtos e na dificuldade de ampliar contatos com compradores internacionais.

“Estas feiras são uma excelente oportunidade para encontrar todos os clientes da empresa, além da abertura de novos mercados. Neste ano, estamos tratando de manter os clientes através de conferências online e trabalhando com nossos brand embassadors (embaixadores da marca) nos países de destino”, informa Rosana.

Foto: André Majola   

EAD APEME: entidade oferece cursos e eventos on line

A APEME – Associação de Pequenas e Médias Empresas de Garibaldi apresenta uma novidade aos seus associados e público em geral: a oferta de cursos e eventos on line, batizado como EAD APEME. O novo serviço já está disponível no site www.apeme.com.br/agenda. Um diferencial dos cursos on line da APEME é a parceria com a Sicredi Serrana, cujos associados podem obter até 50% do valor do curso subsidiado.

Conforme a Presidente Rosângela da Costa, “Somente nos últimos três anos, a APEME formou mais de 1.800 pessoas em 90 turmas de capacitação presenciais. Nossa experiência agora será usada na plataforma digital. Nosso plano para 2020 era realizar muitos eventos, cursos e comemorações pelos 25 anos. Mas com a pandemia do coronavírus, buscamos nos adaptar, para em primeiro lugar, preservar a saúde de nossos colaboradores e associados.” Rosângela também destaca que as capacitações presenciais serão retomadas na entidade quando houver total segurança para isso. “Nosso planejamento é de manter tanto os cursos on line como presenciais futuramente.”

O projeto piloto será o curso “Gestão financeira para pequenos e médios negócios”, nos dias 17 e 24 de junho, 1º de julho de 2020, quartas-feiras. O curso será ao vivo e on line, das 19h às 22h, com um pequeno intervalo no meio. O instrutor é Samuel M. Basso, Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistema, pós-graduado em Gestão Empresarial, mestre em Administração de Empresas, empresário, consultor, professor e palestrante. É fundador e diretor da empresa Otimizy Sistemas Inteligentes.

Ainda para o mês de junho, estão programados a primeira edição do Aproximando ao vivo e on Line – Encontros de Relacionamento, no dia 19; e a Mini Palestra On Line “Entenda como recuperar o crédito, ter menos risco e acelerar suas vendas”, no dia 25 de junho.

Informações e inscrições no sitewww.apeme.com.br/agenda, ou pelo fone (54) 3462-2755, WhatsApp (54) 99175-3680 e e-mail comercial@apeme.com.br.

 

Saiba mais: 10 motivos para fazer o EAD APEME

  1. Repense seu negócio – Este é o momento de buscar novas estratégias e de pensar “fora da caixa”.
  2. Cursos Exclusivos – Conteúdo atual, prático e aplicável, customizado para nós.
  3. Professores Experientes – Profissionais da área, com experiência de mercado, renomados e que já fazem parte de nosso corpo técnico.
  4. Tradição – Somente nos últimos três anos, formamos mais de 1.800 pessoas em 90 turmas de capacitação presenciais. Nossa experiência agora será usada na plataforma digital.
  5. Atendimento personalizado – Nossa equipe de atendimento está pronta para lhe ajudar a ter a melhor experiência possível e auxiliar em todo processo no decorrer do curso.
  6. Multiplataforma – Assista às aulas na plataforma que preferir: computador de mesa, notebook, smartphone ou tablet.
  7. Pagamento facilitado – Você pode parcelar no cartão de crédito, usar seu cartão de débito ou pagar no boleto.
  8. Sem custos extras – Você não tem custos adicionais de deslocamento.
  9. Tire suas dúvidas – Possibilidade de sanar suas dúvidas diretamente com o professor.
  10. Certificado na mão – Ao término você recebe certificado de participação digital.

 

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Objetivos:  Conhecer e aplicar os princípios da gestão financeira empresarial. O aluno aprenderá os fundamentos da administração empresarial; planejamento e gestão financeira; análise financeira; mensuração de resultados; fluxo de caixa; análise de solvência de empresas; principais índices financeiros. O curso visa fornecer ao administrador os elementos que o possibilite realizar uma adequada gestão financeira em organizações de qualquer ramo de atividade, de forma a tomar decisões que tragam melhores retornos para a empresa.

Para quem é este curso:  Empresários de micro e pequenas empresas, pessoas que atuam na área financeira de pequenas empresas, MEIs e demais interessados não pertencentes à área financeira como marketing, comercial, recursos humanos, editorial, produtos, jurídico, etc., porém envolvidos em processos de tomada de decisão da empresa, processos de planejamento/orçamento e avaliação de projetos.

Conteúdo:

  • Módulo 1 – Entendendo sua empresa
    • Importância da gestão financeira;
    • Entenda porque as empresas quebram;
    • O que devemos mudar na nossa gestão;
    • Como planejar e realizar a gestão financeira.

 

  • Módulo 2 – Controlando sua empresa
  • Quais controles financeiros são importantes;
  • Como montar um plano de contas de sucesso;
  • Como controlar as movimentações financeiras;
  • Construindo um fluxo de caixa completo.

 

  • Módulo 3 – Analisando sua empresa
  • Como analisar e gerenciar o fluxo de caixa;
  • Como reduzir custos e ter mais lucro;
  • Como calcular a margem contribuição;
  • Como calcular o ponto de equilíbrio.

 

Metodologia: Aulas online práticas, conceitos teóricos, análise de textos e estudos de caso. Serão realizados debates entre os alunos e exemplos reais de aplicações dos conceitos apresentados para melhor aprendizagem dos conceitos trabalhados em aula.           

 

Materiais necessários:

– Internet;

– Um dos equipamentos abaixo:

Notebook, smartphone ou tablet (que já tem câmera e microfone para participação com vídeo e voz);

Computador de mesa com caixinhas de som (e com webcam e microfone – opcionais para participação com vídeo e voz);

– Fone de ouvido (opcional);

– Calculadora.

 

Investimento:

Associado APEME: R$ 260,00

Público em geral: R$ 325,00

Parcelamento no cartão de crédito; pagamento no cartão de débito ou boleto, mediante sua escolha.

Associado Sicredi Serrana RS tem incentivo de até 50% do valor. Informe-se na APEME antes de adquirir o curso.

Empreendedores do Vale do Rio das Antas apresentam atrativos nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (3), empreendedores do Vale do Rio das Antas apresentarão os atrativos da rota turística a partir das 20h, em live na página oficial do Facebook da Secretaria Municipal de Turismo (SEMTUR) – http://fb.com/turismo.bento.

A iniciativa “Quartas do Turismo” é promovida pelo Comitê Pró-Turismo Bento e já contou com a apresentação dos roteiros Vale dos Vinhedos e Caminhos de Pedra. O bate-papo também abre espaço para interação do público.

O cronograma de transmissões ao vivo segue com City Tour, Bento Convention Bureau, Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH), Cantinas Históricas e Encantos de Eulália.

O Comitê Pró-Turismo Bento é formado pela SEMTUR, Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH) Região Uva e Vinho, Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), Bento Convention Bureau, Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) e rotas turísticas Vale do Rio das Antas, Caminhos de Pedra, Cantinas Históricas, Vale dos Vinhedos e Encantos de Eulália.

Namorados

Por César Anderle 

Junho é um mês especial. Especial porque se trata de um período do ano em que se lembra o padroeiro de nossa querida cidade de Bento Gonçalves, identificado com a figura histórica de Santo Antônio, o santo casamenteiro, proclamador do Evangelho de Jesus Cristo, dono de diversos milagres e doutor da Igreja, título este recebido pelo papa Pio XII, e também pelo clima de paixão presente no ar. Os namorados estarão em seu ápice nos próximos dias de junho.

 

A santidade de Antônio nos faz refletir e perseverar na fé. Muitas pessoas o “tem” como uma arma poderosa para diversas dificuldades do seu dia a dia. A fé que habita nestas pessoas é de extrema profundidade e merecedora de aplausos. Deus, através de Santo Antônio, as protege todos os dias, assim acreditam.

 

De outra forma, porém ligado completamente com Santo Antônio, estaremos num mês em que vivemos o encantamento dos casais apaixonados.

 

Um período do ano que deixamos transparecer todo o nosso carinho e amor para com a pessoa que está ao nosso lado, vivendo e convivendo com nossas qualidades, nossas fraquezas, enfim, nossa personalidade.

 

É importante compartilhar com quem se está dividindo o nosso espaço de tempo, que a amamos, é bom ouvir também. Cria-se uma atmosfera de cumplicidade e afetividade entre o casal, sejam eles casados ou apenas namorados. O prazer de estar junto, o bem-estar de querer bem, a necessidade de compartilhar momentos bons e felizes, nos fazem acreditar que somos capazes de fazer feliz também aquele que está ao nosso lado.

 

Ama mais quem se doa sem nada pedir em troca. Se todos nós conseguíssemos amar totalmente, o mundo ficaria mais amigável, pois ninguém esperaria receber em troca. Haveria realmente uma cumplicidade em dar e receber, haveria uma troca de energia integral, onde nem um dos dois brigaria por ser menos atencioso com o outro.

 

Cristo nos ensinou isso. Ele amou a todos sem destinção nenhuma. Ele simplesmente queria bem a todos, e veja que estamos falando de um amor que se incluía neste sentimento, homens e mulheres. Nós, infelizmente, apenas no que se refere à pessoa que dividimos nossas angústias, tristezas, alegrias e felicidades, e mesmo assim, não sabemos por vezes ouvir, respeitar e aceitar as diferenças e limitações de nosso par. É preciso um meio termo; é preciso diálogo; é preciso reconhecer nossas próprias limitações para podermos entender e crescermos juntos lado a lado. Sem esta cumplicidade e fé, jamais o amor dará certo. Santo Antônio até poderá nos dar uma mãozinha, mas se não houver essa ligação entre os namorados, ele nada resolverá sozinho.

 

Santo Antônio, assim como Deus, quer ver-nos unidos, nos dando bem, nos amando de fato, puramente, abertamente, sem distinção e sem crueldades.

 

Façamos uma pausa. Cada namorado (a), marido, esposa, noivo (a), olhando nos olhos e perguntando: o que devo fazer e como agir para que o outro seja mais feliz? Deixe essa afirmação penetrar em seu coração e faça dessa experiência uma alavanca para se tornarem mais unidos, mais fortes na unidade, mais amorosos de alma e muito, muito mais amantes em cada dia de suas vidas.

 

 

Comunidade do bairro municipal recebe ação de distribuição de máscaras e sabão

Nesta terça-feira (2), foram entregues 2.000 máscaras e 1.700 barras de sabão caseiro, no bairro Municipal, em Bento Gonçalves. A ação integra o combate a disseminação do Coronavírus.

A entrega contou com apoio dos monitores da Comunidade Terapêutica Rural de Bento Gonçalves, local onde é fabricado o sabão para distribuição. A ação conta com a Equipe de Atendimento Imediato (EAÍ), Defesa Civil, e tem apoio da Coordenadoria da Mulher e Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social (SEDES).

Fotos: Fabiane Capellaro

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O que se tornou essencial para você?

Por Letícia Simioni Schossler

Psicóloga- CRP 07/23986

Especialista em Psicologia Clínica- Ênfase em Psicanálise

Especialização em Constelações Familiares- Hellinger Schule (em andam.)

Contato: (54) 99121-3633

@psicologaleticiass

 

É interessante o fato de que, mesmo com o intuito de compartilhar através desse espaço da escrita outros temas que não envolvessem diretamente o novo Coronavírus, por certo cansaço inerente ao assunto, é praticamente impossível abordar temáticas próprias da Psicologia ou simplesmente voltadas ao “ser humano” sem ter como moldura a situação atual, que, por ironia ou não do destino, nos envolve, abraça e até mesmo “sufoca”.

A experiência atual de pandemia nos coloca numa condição de permanecer apenas e estritamente com o essencial nas mais diversas áreas de nossas vidas, e torna necessário partir para um movimento de filtro e de reduções no geral… Mas, afinal, o que realmente é essencial para e dentro de cada um de nós? Segundo Bert Hellinger, “…o essencial é simples”, porém, por vezes, complicamos, aumentamos e até mesmo somos incentivados a acreditar que precisamos de muito, muito mesmo para nos satisfazermos e estarmos mais próximos de uma suposta “alegria” oriunda de algo grande, complexo e que, geralmente, é proveniente de fora, do mundo externo.

Dê uma olhada e resgate as suas memórias recentes: há mais ou menos sessenta dias, os momentos em que você experimentou maiores níveis de satisfação e alegria autêntica surgiram de que maneira? Foi através de algo complexo, difícil ou por meio do mais simples, que já estava ali, disponível e presente para você há muito tempo? As chances de que você tenha lançado um novo olhar sobre algo que já existia são grandes, justamente porque vivemos em um tempo que envolve e muito conjugar alguns verbos incluindo o prefixo RE, em que somos convidados a reVER, reENCONTRAR, reCONECTAR, resSIGNIFICAR, reCONHECER, para então, aos poucos e de maneira consciente, REALIZAR.

Retornar ao essencial na vida é também retornar à própria essência! Aos corajosos que já vinham num movimento gradual de reencontro com sua essência, cada qual à sua maneira, talvez as “surpresas” tenham sido menores ao rever com profundidade o sujeito do outro lado do espelho; em contrapartida, para aqueles que vinham “levando” a vida e caminhando distraidamente longe de si mesmos, tenha chego a hora de olhar mais e mais para dentro de si, para então, permanecer com o seu novo essencial.

“Nem eu sei tudo”

Documentário será lançado dia 18 de junho nas plataformas digitais

 

Uma década fundamental paras a cultura urbana de Bento Gonçalves e da Serra Gaúcha ganha recorte audiovisual com o documentário “Nem Eu Sei Tudo”, que será lançado nas plataformas digitais dia 18 de junho. Esta foi a solução para mostrar o trabalho ao público por causa do momento de isolamento social devido à pandemia por causa da Covid 19.

 

Acróstico que alude à NEST Panos, criada em Bento Gonçalves há dez anos, o trabalho também evidencia uma década da trajetória da Battle In The Cypher, BITC, encontro focado na Cultura Hip Hop pelos b.boys William Sarate Ballestrin e Pedro Ramon Festa.

 

Com assinatura da Ancora Produções, de Bento Gonçalves, o documentário de 51 minutos registra os encontros dos quatro elementos da cultura hip hop, com cenas de batalhas de b.boys e b.girls as festas lideradas por MCs, os grafftis multicoloridos dos muros das cidades. Tudo sob a trilha do rap, rimando arte com cidadania, entretenimento e formação cultural.

 

Projeto feito com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Bento Gonçalves, o filme parte da trajetória da NEST Panos e das dez edições da BITC para registrar o crescimento e amadurecimento da cena Hip Hop na cidade e região. Além de Festa e Balestrin, a produção também é assinada por Diego Gheno, da Ancora.

 

Com cenas de batalhas, shows, festas e grafitagens, o doc também conta com a participação da banda Da Guedes, da Back Spin Crew, do MC Miliano, dos rappers Marcelo Gugu, PMC, Síntese e Nego Max, do b.boy Onnurb e do grafiteiro Wagner Wagz, dentre outros.

 

“O documentário busca criar um material novo para a cena, preservar um registro e propagar uma ideia que não apenas acreditamos, mas vivenciamos”, diz Pedro Ramon Festa.

 

O filme também evidencia ações e atividades realizadas em outras cidades brasileiras e outros países do Mercosul.

 

“Ele traz inspiração. Não é sobre a NEST em si, mas sobre como com o Hip Hop se pode abrir portas, transformar, como ele nos transformou e agora retribuímos com ações para outras pessoas”, diz Ballestrin.

 

Há também muitos depoimentos de pessoas que se construíram pessoal e profissionalmente nesse percurso, como a fotógrafa e produtora Bruna Ferreira. “É o propósito que escolhi pra minha vida: produzir, conhecer pessoas diferentes e aprender com elas. Entender o significado de coletivo na sua essência e ser sempre melhor pra mim, e pros outros”, diz sobre a NEST/Nem Eu Sei Tudo.

 

Com roteiro, direção de fotografia e trilha sonora selecionada por Fernanda Turchetto, o documentário percorre e cria diferentes climas visuais e sonoros para registrar esses primeiros dez anos de funções da NEST e da BITC.

 

“O processo de produção foi, com certeza, uma experiência fantástica. Conhecemos pessoas, lugares, culturas, linguagens, gírias, sotaques, sentimentos, que não tínhamos até então, e isso tudo nos engrandeceu. É isso que queremos mostrar, agregando uma forma nova de pensamento, um olhar responsável, por que a gente faz parte do meio onde a vivemos”, afirma Diego Gheno.

Fotos: Fernanda Turchetto 

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Nota da Associação Riograndense de Imprensa

MANIFESTO PELA IMPRENSA E PELA DEMOCRACIA
Quando a liberdade de imprensa é ameaçada, as demais liberdades individuais e a própria democracia correm riscos. É o que ocorre no Brasil nestes tristes tempos de pandemia e sucessivas crises. Por isso, neste 1º de junho, Dia Nacional da Imprensa pela Lei Federal 9.831, de 1999, em homenagem ao gaúcho Hipólito José da Costa e seu Correio Braziliense – jornal por ele lançado em 1808 – a Associação Riograndense de Imprensa adverte a sociedade brasileira: o autoritarismo ameaça o Brasil.

As manifestações antidemocráticas não se restringem ao crescimento evidente, nos últimos meses, de intimidações, constrangimentos e ataques a profissionais de jornalismo e a empresas jornalísticas. Estendem-se, também, a integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário, a governantes estaduais e municipais, a organizações civis comprometidas com a defesa do meio ambiente e dos direitos humanos, além de toda e qualquer pessoa que divirja de ações do Poder Executivo Federal.

Incitados por um governante que não tolera críticas, desconfia de tudo e de todos, inclusive de ministros e assessores diretos que manifestam algum tipo de desconforto com suas orientações, grupos de seguidores fanatizados vêm promovendo agressões verbais, morais, físicas e até mesmo ameaças de morte a profissionais de imprensa e a integrantes de outras categorias que questionam o modelo autocrático de exercício de poder.

O desapreço governamental à ciência, à cultura, ao meio ambiente e às regras mais elementares de educação e cidadania, assim como as freqüentes manifestações de simpatia por armas e de tolerância com milícias ilegais, tende a estimular comportamentos fascistas. A isso nos opomos com veemência.

A Associação Riograndense de Imprensa completa 85 anos em 2020. É uma entidade laica, autônoma e apartidária, comprometida com a defesa da liberdade de expressão, da democracia e do jornalismo independente e profissional como antídoto para as fake news.

Ao destacar o legado de Hipólito da Costa, também patrono da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras, elege o Dia da Imprensa para homenagear profissionais e veículos, reafirmando a nossa determinação de resistir ao arbítrio: não vamos nos calar, não seremos calados.

Luiz Adolfo Lino de Souza
Presidente

João Batista de Melo Filho
Presidente do Conselho Deliberativo

A retomada do turismo

O potencial turístico de Bento Gonçalves, mesmo em época de pandemia, é muito atrativo. Nos finais de semana deste mês de maio, o turismo vem ressurgindo de forma espontânea nos roteiros Caminhos de Pedra e Vale dos Vinhedos. No próximo mês de junho, um dos atrativos mais procurados da cidade, a Maria Fumaça, volta aos trilhos.

Por Rodrigo De Marco 

rodrigo@integracaodaserra.com.br

Edição Kátia Bortolini

katia@integracaodaserra.com.br 

 

Turismo ressurge e forma espontânea e retoma gradualmente as atividades

O turismo em Bento Gonçalves, “congelado” nos últimos meses de março e abril, agora vem sendo retomado pelos estabelecimentos com o selo “Ambiente Limpo e Seguro”, concedido pelo Comitê Pró-Turismo Bento, com a participação de entidades e rotas turísticas, voltado à construção de estratégias para durante e pós pandemia. O selo, criado no último mês de abril, por iniciativa da Secretaria Municipal de Turismo, vem ao encontro a demanda espontânea registrada no município nos finais de semana deste mês de maio. Centenas de pessoas, entre moradores de Bento Gonçalves e de outros munícipios da região e do Estado, povoaram estabelecimentos comerciais situados nos destinos turísticos Vale dos Vinhedos e Caminhos de Pedra. A retomada do setor de serviços que, em 2019, contribuiu com 20% do faturamento do município, deve se intensificar com o retorno da Maria Fumaça, entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, previsto para o próximo mês de junho, após 80 dias de paralisação total das operações, em razão dos procedimentos de prevenção ao novo coronavírus.

 

A Giordani Turismo, operadora da Maria Fumaça, ressalta que, entre os meses de junho e setembro deste ano, os passeios vão ocorrer exclusivamente aos sábados à tarde. Em cada viagem, a capacidade da locomotiva será reduzida em 50% e a visitação ao Parque Cultural Epopeia Italiana, que faz parte do pacote tradicional do trem, será em pequenos grupos, obedecendo os critérios de distanciamento, além de cuidados essenciais como a sanitização periódica dos ambientes e uso obrigatório de máscara. A volta, se confirmada, vai ocorrer durante a comemoração de 27 anos do passeio, que teve início em 5 de junho de 1993.

OutonoFoto: Kátia Bortolini

Vale dos Vinhedos

A Serra Gaúcha tem sido o destino turístico de milhares de brasileiros nos últimos anos, durante as quatro estações. De acordo com o presidente da Aprovale, Jones Fontanive Valduga, o Vale dos Vinhedos, um dos destinos mais procurados em Bento Gonçalves, teve uma queda de 77% no fluxo de turistas entre março e abril deste ano, em relação ao mesmo período de 2019. A procura pelo destino nos últimos finais de semana, segundo o secretário municipal de Turismo, Rodrigo Parisotto, foi predominada por moradores de Bento Gonçalves e de outros municípios da região.

 

Já o Hotel Villa Michelon, localizado no coração do Vale dos Vinhedos, é um exemplo positivo de retomada do turismo na cidade. Entre 30 de abril e 26 de maio deste ano, o Villa Michelon contabilizou 140 diárias, representando 330 hóspedes, uma média de 10 ao dia. O complexo é um dos estabelecimentos que conquistou o selo “Ambiente Limpo e Seguro”.

 

Nessa reportagem especial sobre o impacto que o setor do turismo tem sofrido com a pandemia, entrevistamos alguns fomentadores do turismo em Bento Gonçalves. Confira!

 

ENTREVISTAS

Maria Fumaça volta aos trilhos

Gerente de Marketing da Giordani Turismo, Jana Brun Nalin

 

Qual a projeção da Giordani Turismo ainda para 2020?

Jana: Acreditamos que a movimentação inicial será de pessoas viajando por conta própria, com seu carro, em passeios de final de semana e em alguns feriados prolongados. Com isso, imaginamos que nosso principal público será aqui do Rio Grande do Sul e de estados como Santa Catarina e Paraná. Mas não temos como pensar muito à frente neste momento, por isto, estamos trabalhando para oferecer um passeio seguro e que todos possam voltar para casa com boas histórias. Além disso, estamos aproveitando este período para continuar divulgando, compartilhando e mantendo o destino Bento Gonçalves na mente dos agentes de viagens das principais agências e operadoras do Brasil, através de nossa equipe comercial externa, que está comprometida com os treinamentos on-line, focando nas oportunidades do segundo semestre e, também, em 2021.

 

Quais protocolos envolvem o retorno do passeio?

Jana: Estamos planejando o retorno há mais de um mês. É um processo que envolve vários setores da empresa. Buscamos fazer tudo de forma tranquila e segura para todos. Não pensamos apenas na segurança dos passageiros que querem passear de Maria Fumaça e em Bento Gonçalves, mas também na de nossos colaboradores. Treinamos as equipes, vamos seguir as orientações da OMS, após cada passeio vamos realizar a sanitização completa dos vagões e carros, manteremos janelas abertas, evitaremos aglomerações, repensamos detalhadamente cada processo. Mapeamos tudo que estava ao nosso alcance. Temos responsabilidade com nosso público, nossa equipe e com as cidades por onde a Maria Fumaça passa e, também, com os empreendimentos turísticos onde o turista vai vivenciar suas experiências. Trabalhamos de forma integrada para garantir a segurança em cada detalhe.

 

Qual foi o impacto da pandemia para a Giordani?

Jana: O setor do turismo foi muito afetado e conosco não foi diferente. Estamos há mais de 70 dias sem operar o passeio de Maria Fumaça e o Parque Cultural Epopeia Italiana, isso impacta muito. O setor sofreu um grande baque com o novo coronavírus. Não vamos nos recuperar de um dia para o outro. Vínhamos acompanhando as notícias sobre o avanço da pandemia e pensando em formas de manter nossa operação segura, tanto para visitantes quanto para nossos colaboradores. Não imaginávamos uma parada total, mas entendemos que ela se fazia necessária como forma de preservar todos nós, e que neste tempo os hospitais e serviços essenciais pudessem se organizar para realizar os atendimentos.

Divulgação Casa Valduga (1)Foto: Divulgação Casa Valduga

“O empreendedorismo ocorre nesses momentos de crise”

Presidente da Aprovale, Jones Fontanive Valduga

 

De que forma a Aprovale tem agido perante essa nova realidade imposta pela pandemia da Covid-19?

Valduga: Seguimos com o trabalho que compete à entidade, em home office: promover o Vale dos Vinhedos, integrar o associado e prestar apoio quando solicitado, repassar informações pertinentes ao momento e estar integrado ao trabalho regional para a retomada consciente da atividade turística. Também estamos oferecendo apoio ao turista na remarcação da sua viagem e do seu passeio sem prejuízos. A equipe da Aprovale opera as mídias sociais da marca “Vale dos Vinhedos” em home office e o atendimento e assistência ao cliente é diário. As mídias sociais tiveram um crescimento na ordem aproximada de 45%, mostrando que, apesar do período de quarentena, o visitante busca por informações para visitas futuras e também para o consumo de produtos do Vale no conforto de sua casa. As ações mais pontuais para o momento, que vão além do trabalho normalmente realizado pela Aprovale, foram a organização de um grupo de WhatsApp com associados, proporcionando a troca rápida de informações entre eles e também a comunicação rápida da entidade. Montamos um comitê de crise da Aprovale, com membros da diretoria executiva, para debate de ações específicas. E participamos do Pró-Turismo Bento, grupo organizado pela Secretaria de Turismo de Bento Gonçalves, para traçar estratégias de recuperação. Também participamos do Comtur de Garibaldi, que trabalha nesta mesma linha de organização de estratégias de recuperação.

 

Qual a projeção da Aprovale ainda para 2020?

Valduga: Mesmo com todos os cuidados que estão sendo tomados no combate e prevenção ao Covid-19, o turismo será um dos setores mais prejudicados. Prevemos um ano e meio para a retomada completa, pois a tendência é que viagens de longas distâncias não sejam prioridade das famílias pelos próximos meses. Uma das vantagens do Vale dos Vinhedos é que nosso maior público, cerca de 45%, é do Rio Grande do Sul. Quando a situação apaziguar, provavelmente teremos primeiro a volta deste público, que mora próximo e pode realizar sua viagem com carro próprio e toda segurança. Estamos otimistas quanto ao aumento do turismo interno no Brasil, para meses futuros, um importante mercado que já estamos trabalhando para abraçar. Cabe ressaltar que, apesar de ser conhecido como um roteiro turístico, algumas empresas do Vale dos Vinhedos não dependem desta atividade necessariamente. As nossas vinícolas seguem comercializando vinhos através de suas lojas virtuais, nossas agroindústrias da mesma forma. E nossos restaurantes atendem, neste momento, em sua maioria, a população local. Estamos nos reinventando e isso também é muito bom. Estamos conhecendo novas alternativas que irão agregar valor ao Vale dos Vinhedos.

 

Qual era a projeção feita para o ano antes da pandemia e o que almejam a partir de agora?

Valduga: Estávamos bastante otimistas em função do número de feriados prolongados de 2020. Colocamos como meta 430 mil visitantes, com base no recorde de 2019, onde passamos de 440 mil. Teremos uma baixa considerável neste ano, contrariando as expectativas. Um dos grandes segredos do Vale dos Vinhedos, diante de todas as crises que se apresentaram, foi o otimismo e a união de todos. O Vale dos Vinhedos, como rota de enoturismo, se organizou efetivamente em um momento onde o setor do vinho precisou se adaptar, em 1995. A primeira vez que a rota passou dos 400 mil visitantes, em 2016, foi num momento em que o Brasil se recuperava de uma crise econômica. 2020 será um dos anos mais desafiadores, mas a natureza nos brindou com a melhor safra de uva dos últimos tempos e, como consequência, teremos vinhos excelentes. Temos o exemplo dos nossos restaurantes, que estão atendendo com tele entrega e tele busca. Também alguns dos nossos meios de hospedagem estão oferecendo a opção da quarentena assistida. O empreendedorismo normalmente acontece nesses momentos de crise. Temos certeza que muitas novas ideias surgirão e todos sairemos mais fortes desse desafio. Não superaremos e nem chegaremos perto dos 430 mil visitantes, mas esperamos poder colher outros frutos a longo prazo, que serão muito importantes para o setor.

 

Como está sendo a retomada das atividades?

Valduga: O movimento de retomada presencial está acontecendo de forma gradual. Cada empreendimento tem o seu posicionamento quanto a reabertura. Respeitamos a individualidade de cada empresa associada mas, como entidade, orientamos quanto aos decretos e medidas corretas a serem adotadas, com o objetivo de proteger o nosso público: comunidade, colaboradores e clientes. Todos estão equipados e preparados, com as medidas de segurança orientadas pelos órgãos oficiais. Temos um pequeno movimento de pessoas visitando o Vale dos Vinhedos, mas não passa de 20% de ocupação. Os dias de maior movimento são os finais de semana e a maioria dos visitantes é da região. As medidas recomendadas abrangem ações como o fortalecimento da higiene, sanitização e desinfecção de equipamentos de operação dos diversos setores, pontos de serviço e áreas de fluxo de visitantes. Medidas de distanciamento social e redução de capacidade de atendimento entre colaboradores e clientes em varejos, lojas, restaurantes e meios de hospedagem. Utilização de EPIs para todas as equipes de trabalho. Incentivo no uso de canais digitais para compras de produtos. Uso obrigatório de máscara de proteção. Todos os visitantes são orientados a trazerem suas máscaras de casa, ou recebem máscaras descartáveis ao chegarem aos empreendimentos.

 

Considerações gerais?

Valduga: O combate ao Covid-19 não se restringe a classes sociais, às instâncias governamentais, à comunidade, a empresas. O combate ao Covid-19 é uma batalha que depende do esforço de cada um de nós como cidadãos, como indivíduos que convivem em comunidade. Entendemos que as medidas podem causar desconforto em algum momento, e entendemos também o quão fundamentais são esses cuidados. Portanto, estejamos todos unidos nesta luta em busca do equilíbrio: ações com segurança e responsabilidade para não perder nossa liberdade e nossa saúde. Estamos engajados neste lema, para que a retomada seja saudável para todos.

_DSC4329 (1)Foto: Rita Michelin

“O carinho dos nossos amigos e dos hóspedes nos estimula”

Diretora do Hotel Villa Michelon, Elaine Michelon

Elaine-Michelon-Foto-Rita-Michelin-1030x682Foto: Rita Michelin

 

De que forma o Hotel Villa Michelon tem agido perante essa nova realidade imposta pela pandemia da Covid-19?

Elaine Michelon: O Hotel Villa Michelon se preparou, cuidando de sua estrutura, antes mesmo da criação do Selo Ambiente Limpo e Seguro. Em tempos de quarentena e distanciamento social, com o hotel vazio, conseguimos pensar em estratégias que garantissem um retorno seguro, tanto para colaboradores como para hóspedes. Começamos a pensar então nas adaptações que nos ajudariam nessa retomada. Atitudes simples, como trocar o material de forro das cadeiras para facilitar a limpeza, aquisição de novos itens para higienização, equipamentos de proteção para hóspedes e colaboradores e tantas outras medidas. Estamos agindo com cuidado e, especialmente, com esperança de reinvenção do turismo em nossa região. É hora de inovar e fazer com que o visitante se sinta seguro em nosso destino.

 

Qual a projeção para 2020?

Elaine: É impossível dar números em um cenário tão imprevisível. Junho e julho tendem a ser fracos ainda, com uma perspectiva de retomada lenta a partir de agosto, que trará o retorno de eventos corporativos. Estamos aguardando a volta das feiras de Bento Gonçalves e região, bem como a flexibilização de decretos e protocolos. A previsão para o ano, antes da pandemia, era de uma ocupação no ano próxima a 60%. Atualmente, não estamos trabalhando com números.

 

O hotel fechou em virtude da pandemia. Como está sendo essa retomada das atividades?

Elaine: Está sendo prazeroso, sem dúvida, ver o carinho dos nossos amigos e hóspedes, o que nos estimula. A conquista do Selo Ambiente Limpo e Seguro também foi um grande diferencial, que mostra aos turistas que nos importamos também com a segurança de cada um. Ficamos fechados por 40 dias, com somente três colaboradores conosco, fazendo escala para repensar estratégias e continuar com nosso plano de retomada. Quando reabrimos, já tínhamos reserva e, aos poucos, o Hotel vai ganhando repercussão pelo cuidado que estamos tendo.

 

Qual foi a ocupação de janeiro a maio de 2019, quando comparado ao mesmo período deste ano?

Elaine: De janeiro a 20 de março de 2020, a ocupação foi de 51,75%, ou 2.350 diárias. Ficamos 40 dias com ocupação zero. Nesse mesmo período de 40 dias, em 2019, a ocupação foi de 59,70%.

 

Hermínio Ficagna - Crédito Eduardo Benini (1) (1)Foto: Eduardo Benini

“Com certeza, o mundo não será mais o mesmo”

Diretor Superintendente da Vinícola Aurora, Hermínio Ficagna

 

De que forma a Vinícola Aurora tem agido perante essa nova realidade imposta pela pandemia da Covid-19? 

Hermínio Ficagna: Realmente, ninguém estava preparado o suficiente para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, algo sem precedentes na história. Em função da pandemia e, considerando as orientações mundiais dos órgãos de saúde, o hábito dos que trabalham e dos que consomem mudaram. A empresa optou por liberar seus colaboradores das áreas administrativas e de vendas para exercerem, na medida do possível, suas atividades em trabalho remoto, em home office, já que grande parte dos clientes só atende por meio digital. Além disso, os funcionários do grupo de risco foram afastados, com licença remunerada. Também por conta destas restrições, a Aurora paralisou a produção industrial por quase 20 dias e fechou o roteiro turístico, reabrindo no final de abril, com a flexibilização dos governos municipal e estadual.

 

Nesse período de mudanças, de que forma a empresa está trabalhando com a parte comercial?

Ficagna: Acredito que é uma fase de adaptações e isso também inclui o aspecto comercial:  o e-commerce nunca foi tão essencial. Embora já fosse uma prática o uso dessa plataforma, agora, ela se consolida em definitivo. Com certeza, o mundo não será mais o mesmo. Os hábitos de consumo já mudaram. Mesmo assim, o relacionamento e a afinidade construídos ao longo da história com os clientes continuarão sendo o grande diferencial da Vinícola Aurora.

 

Qual a projeção ainda para 2020?

Ficagna: Antes da pandemia, estávamos projetando um crescimento de 10% nas vendas. Agora é muito difícil estimarmos o que vai acontecer nos próximos meses e, consequentemente, qual será o resultado no ano. Mesmo assim, estamos trabalhando em parceria com o varejo, e já tivemos um bom resultado no primeiro quadrimestre. Este mês de maio também foi muito bom. Acreditamos que teremos um resultado satisfatório.

Suco de uva - Crédito Andre Majola (2) (1)Foto: André Majola

 

Como foi a retomada da produção industrial? 

Ficagna: Adotamos todos os cuidados, como a medição de temperatura, higienização com álcool gel, obrigatoriedade do uso de máscara e a distância mínima entre os funcionários no interior da vinícola. Também distribuímos, para funcionários e terceirizados, materiais informativos. Um vídeo institucional sobre como estão sendo esses cuidados na Aurora foi repassado aos funcionários e aos profissionais do varejo, para que entendam com mais facilidade esses procedimentos.

 

Qual foi o fluxo de turistas de janeiro a maio de 2019, em comparação ao mesmo período deste ano?

Ficagna: Em 2019, recebemos mais de 200 mil pessoas. A expectativa era de que, em 2020, repetiríamos esse número de visitantes. E, de fato, começamos o ano, durante a safra, de uma forma muito positiva. Entretanto, com a pandemia mundial em função do coronavírus e as medidas de isolamento social, essa expectativa acabou não se confirmando. E, mesmo após a reabertura da visitação ao roteiro turístico, no final de abril, as pessoas ainda estão evitando passeios ou deslocamentos que não sejam essenciais, o que é perfeitamente compreensível e até recomendado pelas autoridades de saúde. De qualquer forma, estamos recebendo as pessoas em número reduzido, geralmente casais, que podem fazer o roteiro desde que estejam de máscara, com toda a higienização que é feita com álcool gel e medição da temperatura na entrada. Além disso, ao chegar, o turista não fica esperando para formar grupo, já inicia a visitação, mantendo-se uma distância segura entre atendente e visitante.

 

Qual foi o impacto da pandemia na exportação dos produtos?

Ficagna: O impacto do fechamento de muitos mercados, certamente, vai interferir no resultado das exportações. De qualquer forma, tivemos uma certa estabilidade nos embarques para o exterior nesses primeiros meses. Isso porque a Ásia, um dos nossos principais mercados, iniciou o processo de retomada. Entretanto, em outros destinos como a Europa, Estados Unidos e outros países da América do Sul, essa retomada ainda vai demorar alguns meses.

 

A Vinícola Aurora tem recebido uma média de quantos visitantes por semana? 

Ficagna: A média de visitantes tem sido baixa e isso é perfeitamente compreensível pelo momento de crise sanitária que estamos atravessando. A Aurora, como pioneira no enoturismo do Estado, tem seguido todas as orientações das autoridades de saúde e compreende que o momento não é o mais recomendado para visitas, deslocamentos que não sejam essenciais ou quaisquer formas de aglomeração. Estamos preparados para receber a todos, seguindo todos os cuidados que mencionamos anteriormente, mas também cientes de que tudo isso vai passar e que nós estaremos aqui, de braços abertos, esperando a visita de todos para apreciar o nosso roteiro turístico, conhecer a histórias da cooperativa, com uma taça de vinho, espumantes, cooler ou suco de uva.

Parisotto OkFoto: Divulgação

O novo turismo

Secretário Municipal de Turismo, Rodrigo Parisotto

 

Nas últimas semanas ocorreu uma perceptível retomada no fluxo de turistas no Vale dos Vinhedos e também no Caminhos de Pedra. Como Secretário de Turismo, como você interpreta essa retomada do turismo nos destinos em pleno pico da Covid-19?

Parisotto: O movimento foi ocasionado por moradores de Bento Gonçalves, em busca de estabelecimentos próximos para passar o dia e também por turistas de cidades vizinhas e da capital, para passar o final de semana, representando entre 15% a 20% do fluxo antes da pandemia. Em função do que essa movimentação espontânea poderia acarretar para a segurança de todos, criamos a certificação Selo Ambiente Limpo e Seguro.

 

Qual a projeção para 2020?

Parisotto: Queremos manter a roda girando, mesmo sabendo que o ano já está comprometido. Nada é mais como era antes. Muitas oportunidades que estão surgindo irão agregar valor ao nosso turismo. Estamos com uma boa expectativa para os quatro meses do final do ano. Todo esforço que a comunidade de Bento Gonçalves está fazendo em combater a Covid-19, certamente garantirá que tenhamos um bom final de ano.

 

Quais são as projeções para 2021?

Parisotto: Certamente começará bem diferente que 2020. Imagino que nossa ferida ainda não estará cicatrizada. Por isso teremos uma grande energia e motivação para fazer 2021 ser um grande ano. Ao mesmo tempo em que estaremos reforçando nossas práticas de higienização e convívio coletivo. Sou otimista e tenho certeza que 2021 será um grande ano. Ao mesmo tempo em que provocou uma queda de cerca de 90% no turismo, motivou muitas pessoas da cidade a valorizar o potencial que temos.

 

Qual era a projeção de visitantes para o ano antes da pandemia?

Parisotto: Pelo crescimento que já tínhamos acumulado até final de fevereiro, chegaríamos a dois milhões de visitantes. Este ano tínhamos muitos eventos confirmados e vários feriados. Isso faria grande diferença. Nesse momento nosso foco não é mais números. Toda energia está voltada em deixar nossos destinos adaptados às normas de saúde para quem trabalha e para quem visita, além de manter os empregos e os negócios funcionando. O esforço do nosso comitê é o aperfeiçoamento e a continuidade do projeto do selo “Ambiente Limpo e Seguro”, que tem nos garantido muito otimismo. Para acompanhar o andamento diário e as empresas certificadas, acesse https://bento.tur.br/selo-ambiente-limpo-e-seguro/.

Foto Maria Fumaça: Acervo Giordani Turismo 

Bento permanece laranja no distanciamento controlado

Na quarta rodada do Distanciamento Controlado, implementado no dia 10 de maio, o Estado segue com predominância de regiões em bandeira laranja. No mapa divulgado no último sábado (30), a região da Serra permaneceu com a mesma cor, que representa risco epidemiológico médio para o coronavírus. Com piora em indicadores utilizados para o cálculo, as regiões de Uruguaiana e Capão da Canoa, que haviam passado para a bandeira amarela no levantamento anterior, voltaram a ser classificadas como bandeira laranja.

 

As regras para as novas bandeiras começaram a valer nesta segunda-feira (1º). Em Bento seguem os mesmos regramentos.