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Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA

A sanfona branca de Luiz Gonzaga

Por Ademir Antônio Bacca

 

“Aquela sanfona branca / Aquele chapéu de couro / É quem meu povo proclama / Luiz Gonzaga é de ouro / Aquele tom nordestino / A voz sai do coração / É ele o rei do baião, é Luiz/ É cantador do sertão / É filho de Januário / É quem canta o Juazeiro / É festa, é povo, Luiz alegria / Luiz Gonzaga é poesia”
(Sanfona Branca, Benito Di Paula)

 

Por trás da famosa imagem do cantor Luiz Gonzaga tocando a sua sanfona branca, há uma linda história por poucos conhecida, acontecida em dois atos, na cidade de Bento Gonçalves.
Tudo começou com um telefonema do Rei do Baião ao empresário Luiz Matheus Todeschini, diretor presidente da maior fábrica de acordeões da América do Sul, comunicando que ele estava a caminho de Bento Gonçalves em busca do acordeão dos seus sonhos.
— E o senhor, Seu Luiz, vai fazer essa sanfona para mim, disse o cantor nascido em Exu, em Pernambuco, ao se despedir.
Poucos dias depois, Gonzagão chegava a Bento Gonçalves e se instalava na casa do empresário, na rua 10 de novembro, onde permaneceria por duas semanas.
De imediato disse ao empresário como queria a sua sanfona, em tamanho fora do padrão da linha Todeschini, e deixou claro que ela tinha que ser branca, para contrastar com o gibão de couro cru que usava em suas apresentações.

Luiz Matheus reuniu alguns dos seus melhores colaboradores e, tendo Gonzagão palpitando ao lado, dedicaram quase dez dias exclusivos de trabalho para fazer a gaita dos sonhos do já então ídolo da música popular brasileira.
Concluído o trabalho de equipe e o produto final devidamente aprovado pelo cliente, era preciso inaugurar a sanfona em grande estilo.

E foi o que aconteceu em pleno centro da cidade, em frente ao Edifício Bento Gonçalves, quando Gonzagão apresentou oficialmente a sua sonhada sanfona branca para uma grande plateia que se formou ao seu redor já no primeiro acorde. Logo após os primeiros acordes, aconteceu um fato inusitado, que ficaria registrado e marcado como a integração do gaúcho com o nordestino: o tradicionalista Edes Moré, acompanhado do filho Luciano, devidamente pilchados, alinharam-se a Gonzagão, vestido a caráter com sua roupa nordestina. Num gesto de carinho, o cantor tira seu chapéu de vaqueiro da cabeça e o troca pelo gaudério de Moré, sem interromper a canção que interpretava, sob os aplausos da população. Foi o fecho de ouro da passagem do grande cantor por Bento Gonçalves que, a partir daquele dia incerto de 1967, passou a carregar em todos os palcos por onde se apresentou, a marca Todeschini gravada em letras douradas na sua famosa sanfona branca.

 

A Garota Todeschini

A passagem de Luiz Gonzaga pela fábrica de acordeões Todeschini coincidiu com a escolha da rainha da empresa, evento comum naqueles anos. A vencedora foi Maria Helena Bonatto (hoje Brunetto), a quem o compositor escreveu (e dedicou) a canção “Garota Todeschini”, que ele incluiu em seu primeiro disco gravado com a sanfona branca. Na letra, ele faz um agradecimento às trabalhadoras da empresa que, com suas mãos, fazem os acordeões com que os sanfoneiros/gaiteiros ganham o seu pão, mas deixa nas entrelinhas uma admiração pela jovem rainha:
Garota Todeschini / Ouça bem essa homenagem / Que um caboclo de coragem / Sanfoneiro e cantador / Que nunca cantou vantagem / Nem na luta e nem no amor // Você gauchinha merece / Toda minha gratidão / Por fazer esta sanfona / Pr’ eu tocar o meu baião } bis
Quando boto ela no peito / Sinto o mundo em minha mão / Cada baixo representa / Um pedacinho do sertão / É dela que tiro o pão/ Com ela é que eu dou estudo / Garota Todeschini, prenda minha / Com essa gaita e você sou tudo } bis
(Garota Todeschini, letra e música de Luiz Gonzaga)

Malandramente, o cantor deixa nas entrelinhas a dúvida de qual seria a garota Todeschini: a rainha da empresa ou a nova sanfona? Na dúvida, aposte nas duas.

 

Fotos: Capa – Luiz Gonzaga e a sanfona branca fabricada exclusivamente para ele

Interna – Luiz Matheus Todeschini

Reprodução Ademir Antonio Bacca

15 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Sanfona-branca-1.jpeg 595 960 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-15 15:23:332022-07-15 15:23:33A sanfona branca de Luiz Gonzaga
Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA

Roque JR lança novo livro

O editor e escritor Roque Jr está lançando seu novo livro: Muitos sonhos realizados: ideias e a utopia da vida

 

O escritor Roque Jr. está lançando sua obra de número 65 “Muitos sonhos realizados: ideias e a utopia da vida”, onde relata as atuações nacionais em seus 50 anos de vida.

Por motivos de saúde, muitas dessas atividades foram interrompidas, outras ocorrendo apenas pelo fato de sua “bipolaridade” acentuada. “Entendo que ser “bipo” me fez ter várias atividades que não teria conseguido se eu não tivesse esse problema. Até mesmo a publicação das 65 obras literárias. Isso mesmo, muitas palavras em meus livros são taxadas, pois entendo que necessito citá-las, mas que não poderia usar sinônimos e não as considero de bom agrado em meu entender”, afirma.

Atividades em entidades ligadas a clube social, movimentos estudantis, juvenis, a própria faculdade, e atualmente ligado ao movimento antimanicomial, contra a continuidade das atividades dos hospícios, manicômios têm sido presentes em seu cotidiano. Participou de duas reuniões na ONU Brasil em 2021.

“Em muitos destes lugares eu teria sido mais importante, ido mais longe, ter ocupado cargos de maior relevância, se eu não tivesse algumas crises ligadas à bipolaridade. Mas fui mais que resiliente, pois a resiliência é retornar ao estado de origem. Em meu caso, estou muito melhor ao estado anterior da constatação do diagnóstico de meu problema. A bipolaridade tem como um de seus sintomas a pretensão de grandeza, bem como não findar projetos. De minha parte, realizei muitas das atividades e as fiz de forma grandiosas, muitas delas com repercussão nacional”.

Como cita o prefácio, escrito por Claudio Cirino Nunes do Amaral, “Roque JR é uma pessoa predestinada ao especial […] Penetra as almas de verdade e, mesmo sabendo que nunca sabemos o que está por vir, nos faz acreditar que isso faz a diferença”.

 

Imagem: Capa livro Roque Jr – Reprodução

14 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa180.jpg 586 945 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-14 17:33:002022-07-14 17:33:00Roque JR lança novo livro
Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA, EVENTOS

Rua Coberta sedia quarta edição do Celebra Rock

Evento ocorre no próximo sábado e domingo, 16 e 17 de julho, às 14h, com entrada gratuita

 

No dia 13 de julho comemora-se o Dia Mundial do Rock. E na esteira desta data tão importante para a Música, a Rua Coberta sedia, nos dias 16 e 17 de julho, a partir das 14h, a quarta edição do Celebra Rock. O evento volta após dois anos de recesso, tendo realizado uma edição Pocket e o projeto Highway Fest. Para o retorno, o evento prepara dois dias de muita música, arte e integração entre os mais variados públicos.

O Celebra Rock tem, entre outros objetivos, valorizar o artista local, dar palco para bandas autorais, covers, novas e antigas. E nessa edição os shows ficam por conta de Jesse 47, Rishkesh, Chá das 5, Hollowbride (Linkin Park tributo), Destilaria Corleone, Jogo Sujo, Acústica Rock, Kids For Nothing, Guerrilla e Carne Crua (tributo Barão Vermelho, Cazuza e Frejat).

O Celebra Rock ainda contará com as cervejas artesanais da Juudith Bier, Basílico, Nosferatu, Teia Cultural e Taurus e comidas da Portugalli e Cosmos Burguer. O evento servirá também de exposição para as obras da artista Lua Verruck, o fotógrafo Haos e o brechó da Salva Clothing.

O Celebra Rock tem a entrada gratuita e conta com o patrocínio da Netfar – Provedor de Internet e o apoio da Secretaria de Cultura.

 

Arte: Divulgação/Celebra Rock/SECULT

13 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Celebra-Rock.jpg 528 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-13 16:07:182022-07-13 16:07:18Rua Coberta sedia quarta edição do Celebra Rock
Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA

Robôs bateristas participam de show de rock’n’roll em evento gaúcho

União de inteligência artificial com músicos foi atração da feira Simecs Transforma

 

A Sumig, indústria líder na América Latina de soldas, tochas e máquinas pra solda, proporcionou uma surpresa durante sua participação na segunda edição do Simecs Transforma, realizado dia 14 de junho em Caxias do Sul (RS). Como parte da programação do evento, que reuniu empresários de vários segmentos do setor da indústria na Serra Gaúcha, foi realizada uma apresentação musical que se destacou pela criatividade e inovação.

Dois robôs programados pelo setor de Robótica da empresa tocaram bateria, acompanhados por músicos locais. As células robotizadas protagonizaram o show, unindo inteligência artificial e atividade humana, aproximando o público da inevitável interação entre seres humanos e máquinas.

De acordo com Fabio Tiburi, diretor de operações da Sumig Robótica, o ser humano já interage de forma direta com máquinas há algum tempo, como por exemplo no próprio meio musical, com edição e pós-produção utilizando as tecnologias disponíveis. “Mas o robô, uma figura mais estereotipada, traz uma reflexão importante que é tema da Indústria 5.0, ou seja, como a sociedade inteligente vai interagir com as máquinas no futuro”, explica. Ainda assim, presenciar a apresentação foi uma combinação de sentimentos. “É alegria misturada com questionamento, fazendo pensar sobre como é cada vez mais comum este tipo de intercâmbio na vida cotidiana. Isto já acontece atualmente de maneira que não percebemos, principalmente por meio dos algoritmos internos de redes sociais, softwares e uso de computador.”

Para uma aplicação como esta, onde não são utilizadas as funções normais industriais destes robôs, existem diversos desafios. Há de se levar em consideração que as máquinas são mais rápidas que o ser humano em determinadas situações, porém sua dinâmica não é tão hábil e ágil. “São funções de controle de movimentos que permitem um resultado mais harmônico. Há uma certa complexidade pra se conseguir traduzir o movimento mais próximo ao de um ser humano aplicado a este tipo de ação”, aponta Tiburi. Desta forma, é necessário que o profissional tenha, além de um conhecimento mais amplo das funções do robô, neste caso, também um entendimento de música. Segundo o diretor, esta é uma característica válida em sentido amplo, além desta utilização. “Se quer utilizar a tecnologia para um meio diferente do que foi criada é preciso ter conhecimento sobre onde será aplicado.”

Para dividir o palco com os parceiros mecânicos foram convidados os músicos Sasha Zavistanovicz, guitarrista, e Beto Viana, vocalista. Na ocasião, foram apresentadas três canções ao público, escolhidas por conta de sua popularidade e, principalmente, por possuírem características que se adequariam à capacidade dos robôs. “Sabendo das limitações de movimento e programação, escolhemos exemplares onde as qualidades dos robôs pudessem ser usadas da melhor forma. Pensamos em músicas com arranjos que funcionassem bem neste formato”, explica Zavistanovicz. Para eles, a escolha mais óbvia era “Iron Man”, da banda Black Sabbath. “Foi a primeira a ser escolhida, inclusive pelas referências ao robô representando o ‘homem de ferro’, seguida por “Seven Nation Army”, do White Stripes, e a clássica “We will rock you”, do Queen, sendo esta onde o robô usa muito do potencial dele, além de explorar bem a parte dos vocais.”

Segundo os músicos, o desafio foi a precisão essencial ao bom andamento do espetáculo. Foi preciso adaptar-se à máquina, com Zavistanovicz operando as trocas de ritmo necessárias por meio do seu pedal. “O preparo mais específico que tivemos que fazer foi entender os andamentos, as batidas que ele iria reproduzir, e como poderíamos sincronizar isto com a nossa música de uma maneira que ficasse natural.”

A sugestão é ir cada vez buscando horizontes maiores, com arranjos mais elaborados, incrementando o repertório e ampliando a colaboração homem-máquina. Próximas apresentações estão nos planos da Sumig, como na Mercopar, a maior feira de inovação e negócios da América Latina, que será realizada em Caxias do Sul de 18 e 21 de outubro.

 

Foto: Os músicos Sasha Zavistanovicz, guitarrista, e Beto Viana, vocalista, participaram da apresentação com o Robô Baterista. Crédito: Jonnathan Tibes/Dinâmica Conteúdo

11 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/unnamed-2022-07-11T155305.959.jpg 528 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-11 15:56:322022-07-11 15:56:32Robôs bateristas participam de show de rock’n’roll em evento gaúcho
Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA

Atividades culturais no lançamento de livro infantil

Exposição de desenhos, contação de histórias e atividades musicais marcam sessão de autógrafos de “Rald, o Robô”, no próximo sábado, na Biblioteca Pública Castro Alves, em Bento Gonçalves

 

Marcada para o próximo sábado, das 14h às 16h, na Biblioteca Pública Castro Alves, de Bento Gonçalves, a sessão de autógrafos do livro “Rald, o Robô” terá diversas atividades culturais abertas ao público: o ilustrador Marlon Costa vai expor os desenhos que fez para o livro, haverá contação de histórias e atividades musicais a partir da música composta inspirada no livro pelo músico Matheu Correa, com intervenções do brincador Maurício Alves, do Projeto Kmobina. A escritora Christina Dias também participa das atividades.

Numa iniciativa colaborativa, a autora sugere que, no dia do lançamento, as pessoas revisem suas estantes e bibliotecas para, quem sabe, fazer uma doação de algum livro usado para o acervo da Biblioteca Pública Castro Alves de forma a contribuir para que mais crianças tenham acesso a livros e tudo o que a leitura proporciona.

O livro escrito pela médica Adriana Tier nasceu numa manhã no começo da pandemia, quando ela encontrou um trabalho manual do filho no qual ele criava um robô. Instigada pela imaginação de Heitor Tier Simioni, que na época tinha quatro anos, ela desafiou o filho a contar a história daquele personagem.

“Rald, o Robô” mostra o que pode acontecer quando três crianças precisam ficar em casa e têm muito tempo disponível. Ao usar seus superpoderes da curiosidade e da imaginação, entre livros, brincadeiras e aventuras, realizam muitas descobertas. Com essa premissa, a narrativa foi concebida por Adriana Tier a partir da ideia do filho Heitor, hoje com seis anos. Os personagens Alícia, Puedusalves e Heitor divertem-se respondendo perguntas e realizando criações enquanto o mundo l&aacute ; fora segue “parado” – uma citação subliminar do período de lockdown.

Foi justamente a necessidade de abraçar a imaginação do filho e instigá-lo a soltar a criatividade que também estimulou a escrita e a criação de Adriana – que foi uma criança apaixonada por livros. No livro criado por Heitor aos quatro anos, que faz parte da publicação, o menino solta sua inventividade imaginando seu personagem com uma “caixa rosa”, destinado ao cérebro, e uma “caixa amarela”, onde são guardadas as memórias do robô amigo. Para a finalização desse “dois em um” de “Rald, o Robô”, a autora contou com a mentoria da escritora Christina Dias e as ilustrações multicoloridas e pra lá de divertidas do ilustrador Marlon Costa, que deu vida aos personagens e brincadeiras do livro.

 

Imagem: Divulgação – Arte: Marlon Costa

11 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Rald-O-Robo2@ArteMarlonCosta.jpg 528 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-11 15:52:132022-07-11 15:52:13Atividades culturais no lançamento de livro infantil
Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA, EVENTOS

Lançamento do livro sobre quase todos os segredos da cachaça gaúcha

O livro literário [Quase] Todos os Segredos das Cachaças Gaúchas – Cultura e História da Cachaça no Rio Grande do Sul será lançado no dia 07 de julho, em Garibaldi, com a presença dos autores, professores Antônio Silvio Hendges e Leomar De Bortoli para os autógrafos

 

Com o financiamento do Pró Cultura do RS e realização da Associação Atlanthica, foram pesquisadas cachaçarias, museus e regiões produtoras gaúchas. Segundo o professor Hendges, “nossa proposta é resgatar a história, características, madeiras, peculiaridades sensoriais, gastronomia, coquetelaria, variedade, métodos, principais produtores e marcas das cachaças de alambique do Rio Grande do Sul, reconhecidas e premiadas em eventos e concursos nacionais e internacionais como bebidas destiladas de excelência”. Para a pesquisa, foram percorridos 7.000 km de estrada.

Segundo os autores, o cultivo da cana de açúcar e a produção de cachaças foram fundamentais para a sobrevivência e a economia de diversas colônias de imigrantes açorianos, alemães, italianos e outros que se fixaram no território do Rio Grande do Sul, nos séculos XVIII e XIX, sem esquecer a importância dos tropeiros na distribuição e trocas de mercadorias, tendo a cachaça como moeda de troca.

Sobre a qualidade da cachaça gaúcha, o professor De Bortoli explica que a agricultura familiar orgânica como método de produção também tem destaque no livro, pois é um diferencial importante da qualidade das cachaças e bebidas destiladas no Rio Grande do Sul, completando “a descrição dos produtores e das principais marcas atuais mostra o panorama da produção gaúcha de cachaças de qualidade, com o propósito de divulgar e incentivar o turismo personalizado nos alambiques e áreas de produção.”

A publicação será entregue em formato impresso e digital e esse projeto cultural contou com os patrocínios da LNF – Latino-Americana, Multimóveis, PCR Metal e RG Inox.

Os autores

Antonio Silvio Hendges e Leomar De Bortoli, são profundos estudiosos sobre a história e a produção da bebida.

Hendges é biólogo, pós-graduado em Auditorias Ambientais, com formação em cursos de Ciência e Produção de Cachaças de Qualidade, Envelhecimento de Bebidas Destiladas, Master Blender e Multissensorial de Bebidas Destiladas, Mestre Alambiqueiro e editor do Blog RS no Alambique.

De Bortoli é matemático e físico, mestre em Ensino de Ciências e Matemática, Master Blender e Multissensorial das Bebidas Destiladas e ex-presidente da Confraria Gaúcha da Cachaça.

Curiosidades sobre a Cachaça e as Cachaçarias Gaúchas

Segundo o Instituto Brasileiro de Cachaça – IBRAC, a cachaça é o destilado mais consumido pelos brasileiros, presente em mais de 77 países, e um dos quatro destilados mais consumidos em todo mundo. Com 500 anos de história, também é o primeiro destilado das Américas e a primeira Indicação Geográfica do Brasil, ou seja, parte da identidade do Brasil. A bebida tem contribuído para o desenvolvimento do país, com toda sua relevância cultural, social e econômica, nas cinco regiões.

Dados de 2019 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontam que Poço das Antas e Santa Tereza são os municípios gaúchos que apresentam a maior densidade cachaceira, onde há um produtor de cachaça para cada 1.049 e 1.729 habitantes, respectivamente. Em relação ao número de marcas e registros, Ivoti é o município que se destaca no Estado, com 99 marcas e 32 registros.

Outro dado é o registro de estabelecimentos produtores de aguardente por município, onde Flores da Cunha é o único município que se destaca em nível nacional, com quatro registros (para que um produto possa ser produzido, não basta constar do registro do estabelecimento, há que ser registrado para que possa ser produzido e comercializado).

No Anuário da Cachaça 2020, quanto à produção de cachaças, o Rio Grande do Sul manteve a quinta posição com 43 (4,8%) dos estabelecimentos legalizados. No registro de produtos está na quarta colocação com 193 (6,32%) e em quarto lugar no registro de marcas com 295 (7,36%). O destaque fica para o município de Ivoti, principal polo produtor gaúcho, em sétimo lugar no registro de produtos por município com 32 (1,04%) e em terceiro lugar no registro de marcas com 99 (2,47%). Em relação ao número de produtores por habitantes, são 3,8 estabelecimentos registrados para cada milhão de gaúchos, atualmente em 11,377 milhões.

Quanto à produção de aguardentes, o Rio Grande do Sul continua na quarta posição com 30 (8,40%) dos estabelecimentos legalizados. No registro de produtos também está na quarta colocação com 49 (9,31%) e no quinto lugar no registro de marcas com 66 (9,29%). Os dados para aguardentes abrangem todas as matérias primas utilizadas, no entanto há uma concentração da produção de aguardentes de cana e mais de uma marca por registro de produto.

 

Foto: Divulgação

5 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Livro-Cachacas.jpg 596 961 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-05 16:22:202022-07-05 16:22:20Lançamento do livro sobre quase todos os segredos da cachaça gaúcha
Cultura e Entretenimento, DESTAQUES DO DIA

Mãe e filho lançam livro infantil na Biblioteca Castro Alves

“Rald, o Robô”, que será lançado na Biblioteca Castro Alves, em Bento, foi escrito pela médica Adriana Tier e o filho Heitor, de 6 anos

 

Ao voltar de um plantão, numa manhã no começo da pandemia, a médica Adriana Tier encontrou um trabalho manual do filho no qual ele criava um robô. Instigada pela imaginação de Heitor Tier Simioni, que na época tinha quatro anos, ela desafiou o filho a contar a história daquele personagem. Assim começava a nascer o livro “Rald, o Robô”, que será lançado dia 16 de julho, sábado, das 14h às 16h, na Biblioteca Pública Castro Alves, em Bento Gonçalves.

“Rald, o Robô” mostra o que pode acontecer quando três crianças precisam ficar em casa e têm muito tempo disponível. Ao usar seus superpoderes da curiosidade e da imaginação, entre livros, brincadeiras e aventuras, realizam muitas descobertas. Com essa premissa, a narrativa foi concebida por Adriana Tier a partir da ideia do filho Heitor, hoje com seis anos. Os personagens Alícia, Puedusalves e Heitor divertem-se respondendo perguntas e realizando criações enquanto o mundo l&aacute ; fora segue “parado” – uma citação subliminar do período de lockdown.

Foi justamente a necessidade de abraçar a imaginação do filho e instigá-lo a soltar a criatividade que também estimulou a escrita e a criação de Adriana – que foi uma criança apaixonada por livros. No livro criado por Heitor aos quatro anos, que faz parte da publicação, o menino solta sua inventividade imaginando seu personagem com uma “caixa rosa”, destinado ao cérebro, e uma “caixa amarela”, onde são guardadas as memórias do robô amigo. Para a finalização desse “dois em um” de “Rald, o Robô”, a autora contou com a mentoria da escritora Christina Dias e as ilustrações multicoloridas e pra lá de divertidas do ilustrador Marlon Costa, que deu vida aos personagens e brincadeiras do livro.

“Os personagens, brincadeiras e diálogos que acontecem na história são inspirados nas criações imaginárias de Heitor e nossas vivências em família desde os anos iniciais de vida do nosso pequeno. Acredito ser possível plantar uma inspiração em outras famílias: quantas histórias nossas crianças nos contam todos os dias? Quantas dessas histórias conseguimos ter “olhos de ver”, “ouvidos de escutar” e “coração de sentir”?”. Também já tive retorno de algumas professoras, que visualizam inúmeras maneiras de trabalhar com o livro”, descre ve a autora, que está lançando a publicação de forma independente, pela editora Acesso Popular.

A publicação também já originou uma composição homônima criada pelo músico Wladi Costa, que pode ser conferida no Spotify.  Além dessa faixa, há uma música nova nascendo, dessa vez uma composição do músico Matheu Corrêa e do brincador Maurício Alves, artistas que fazem parte do Projeto Kombina. A música será usada nas atividades interativas no dia do lançamento, que é aberto ao público. O trabalho também estará em breve nas plataformas digitais.

Além dos autores mãe e filho, a tarde de lançamento e sessão de autógrafos contará com a presença do ilustrador Marlon Costa, que vai expor as ilustrações originais do livro durante o evento, da escritora Christina Dias e do artista e contador de histórias Maurício Alves. O projeto também tem apoio da livraria Dom Quixote.

Numa iniciativa colaborativa, a autora sugere que, no dia do lançamento, as pessoas revisem suas estantes e bibliotecas para, quem sabe, fazer uma doação de algum livro usado para o acervo da Biblioteca Pública Castro Alves de forma a contribuir para que mais crianças tenham acesso a livros e tudo o que a leitura proporciona.

O que: Lançamento e sessão de autógrafos do livro “Rald, o Robô”
Quando: dia 16 de julho, das 14h às 16h
Onde: Biblioteca Castro Alves (Rua Barão do Rio Branco, 123, Centro, Bento Gonçalves)
Quanto: R$ 39,90
O livro pode ser adquirido com a autora ou na Dom Quixote Livraria (loja física ou virtual), com envio para todo Brasil.

 

Foto: Natana Fontes

5 de julho de 2022/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2022/07/AdrianaTier-e-Heitor-Tier-Simioni@NatanaFontes.jpg 527 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2022-07-05 16:01:002022-07-05 16:01:00Mãe e filho lançam livro infantil na Biblioteca Castro Alves
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DESTAQUES DO DIA

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