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DESTAQUES DO DIA, EVENTOS, MUNDO DO VINHO, TURISMO

Um dia para comunidade e turistas viverem o Vale dos Vinhedos ao ar livre

Com entrada gratuita, Festival Vale dos Vinhos acontece no Centro Histórico do roteiro e reúne vinhos, gastronomia, arte e cultura em um dia dedicado à celebração da Vindima 2026

O Festival Vale dos Vinhedos, que acontece de 27 a 29 de março, reserva para o sábado, 28, o momento em que o território se abre ao público em uma grande celebração a céu aberto. O encontro acontece no Centro Histórico Vale dos Vinhedos (Capelas das Almas – Linha 6 da Leopoldina), reunindo vinícolas do território, gastronomia regional, feira com produtos locais, atrações musicais, manifestações culturais, oficinas e experiências que traduzem a identidade do destino enoturístico mais famoso e completo do Brasil. Com entrada gratuita, o evento convida comunidade e visitantes a viver o Vale dos Vinhedos em um dia dedicado à celebração da Vindima 2026.

Ao longo da programação, o público poderá circular entre diferentes espaços, que combinam vinho, arte, tradição e entretenimento. No Palco Principal, apresentações musicais e culturais animam o ambiente durante todo o dia, enquanto o Mercatino do Vale reúne pequenos produtores, agroindústrias, artesanato e produtos que expressam a diversidade da produção local. Oficinas e atividades culturais resgatam saberes ligados à imigração italiana e à cultura do vinho, com experiências como empalhar garrafões, escultura em parreira, oficinas de dressa e jogos tradicionais da colônia, aproximando o visitante da história e das tradições do território.

Entre os momentos mais emblemáticos estão a tradicional pisa das uvas, que resgata um dos rituais mais simbólicos da cultura do vinho, e a Cerimônia da Bênção da Safra, quando produtores e comunidade se reúnem em um gesto coletivo de agradecimento pelo ciclo da vindima. A programação inclui ainda o Spazio Bambini, um espaço especialmente dedicado às crianças, com recreação temática inspirada na vindima e na vida no vinhedo. Entre as atividades está o Passaporte do Pequeno Vindimeiro, no qual cada criança recebe um passaporte simbólico e participa de diferentes experiências criativas — como slime dos vinhedos, ateliê da vindima encantada, contação de histórias, gincanas e oficinas culinárias — recebendo carimbos a cada atividade concluída e prêmios ao completar o percurso.

A Gastronomia também terá presença marcante na programação, com restaurantes e empreendimentos do Vale oferecendo pratos e sabores que dialogam com os vinhos e espumantes. Risotos, massas, pizzas, hambúrgueres, chocolates artesanais e outras especialidades regionais poderão ser apreciados ao longo do dia, acompanhando os rótulos apresentados por 19 vinícolas do Vale dos Vinhedos, território da única Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, reforçando a diversidade de estilos e a identidade do terroir.

Para o presidente da Aprovale, André Larentis, o sábado representa um momento simbólico de união do território. “Neste dia, o Vale dos Vinhedos se apresenta por inteiro. Estarão reunidos produtores de vinho, gastronomia, artesanato e diferentes expressões da cultura local, mostrando a força de um território que construiu sua identidade a partir do trabalho coletivo. É um convite para que o público viva o Vale em sua essência”.

O ponto alto da programação acontece no fim da tarde, com a Cerimônia de Agradecimento e Comemoração à Safra 2026, um ritual simbólico que reúne produtores e público em torno da chegada dos vinhos em barricas. A celebração traduz, em um único momento, a essência cultural do Vale dos Vinhedos — sua gente, seus vinhos, seus saberes e fazeres. A cerimônia contará com banda marcial, bênção da safra, abertura dos barris e distribuição de vinho ao público, marcando simbolicamente o encerramento da Vindima 2026.

O Festival Vale dos Vinhedos é realizado pela Aprovale. Em caso de instabilidade climática severa, a organização poderá ajustar data ou layout. Ao final do evento, haverá transporte para hotéis e pousadas associadas. O Festival Vale dos Vinhedos conta com o patrocínio do Sicredi Icatu Coopera, Átria, Orquídea, Italesse, DCA, Tramontina, Mérica Logística, Gala, Jardins Dona Isabel, SPA do Vinho, Trianon, Verallia, Bocatti, Conceitocom Brasil, Hotel Villa Michelon, Suvalan, Essência di Fiori, Netfar, MA Silva, Santa Clara, Corticeira Paulista, Maison Forestier, Uovo, Letícia Calza, Contratil Embalagens, Vinícola Aurora, Sava, Vêneto Mercantil, Salini Turismo, Havan, Itallini, Agrovitti e Giordani Turismo, além do apoio da Prefeitura de Bento Gonçalves, através das Secretarias de Turismo e Cultura, do Consevitis – Governo do Estado do Rio Grande do Sul e da UCS. Demais informações e ingressos no site www.festivalvaledosvinhedos.com.br.

PROGRAMAÇÃO GERAL

 

MERCATINO

– Feira do Vale com produtos locais: agroindústrias, artesanatos, indústria de alimentos, pequenas empresas de gastronomia e suco, cosméticos a base uva/vinho. Empresas:

  1. Empório La Vigna: café, pastel de nata, croissant, grostoli e sanduíche de copa
  2. Fornello di Luccia: pastel frito, grostoli, torta tirolesa, geleias artesanais, café, antepastos e torradinha
  3. Atelier Refúgio da Colina: Cerâmicas
  4. Casa Madeira: sucos integrais, geleias, chás e antepastos
  5. Orquidário Garibaldina: Venda de flores
  6. Ponto de Cultura Vale dos Vinhedos: Oficinas, exposições, pisa das uvas
  7. Aprovale: Souvenires
  8. Forneria Rústica: grissini, babkas doces e salgadas, bolos, mini focaccia, tomate confit, pães, brioches, pãezinhos assados na hora e pãezinhos recheados
  9. Devorata Chocolates Trufados – Trufas, trufas com sorvete e Devorata no Palito
  10. Essência Di Fiori: Cosméticos
  11. Bella Vista Pousada Familiar: Tábuas de frios, sucos, geleias, graspa e artesanato

– Espaço Cultural

11h, 15h, 19h e 20h – Oficina de Dressa

11h – Escultura em Parreira

13h – Oficina de Empalhar Garrafão

13h – Oficina de Máscaras Befana / Medieval

14h – História da Imigração / Experiência na Capela das Almas

15h – Jogo de Cartas

15h – Retratos em Aquarela ao Vivo (Experiência artística que o visitante pode posar para um retrato)

18h – Jogo da Mora

19h – Memórias que se preservam (Leve fotografias e documentos antigos para digitalização e ajude a manter viva as histórias do passado)

20h – Oficina de Crochê e Tricô

 

ARENA

14h – Jogos Desafios da Colônia

16h – Pisa das Uvas com Grupo de Cantoria Belle Canzone

17h30min – Cerimônia da Bênção da Safra com o Coral Vale dos Vinhedos

 

SPAZIO BAMBINI

11h30min e 19h – História Interativa: O Segredo do Vinhedo da Vovó

12h15min e 17h – Ateliê da Vindima Encantada

14h, 18h e 21h – Slime dos Vinhedos

15h e 20h – Pequenos Confeiteiros da Vindima

16h – Gincana: Aventura da Colheita

GASTRONOMIA

  1. Giordani Gastronomia – Hambúrguer e Entrecot
  2. Pipas Terroir – Risotos, Nhoque e Massas, além de Brownie
  3. Restaurante Di Bartolomeu – Pizzas
  4. UCS Dolce Itália – Polenta com ragu – Gnocchi ala Sorrentina
  5. Lounge Larentis – Combo Parrillero (carne vermelha, linguiça, legumes e farofa)
  6. Felicitá Gastronomia e Eventos – Choripan, crepes, bata frita com queijo e bacon

 

VINÍCOLAS

  1. Amitié Espumantes e Vinhos
  2. Casa Valduga
  3. Chamon Garbin Vinhos Clássicos
  4. Cooperativa Vinícola Aurora
  5. Maison Forestier Vinhos e Espumantes
  6. Miolo Wine Group
  7. Monte Chiaro Vinhos Finos
  8. Peculiare
  9. Pizzato Vinhas e Vinhos
  10. Vinhedos Capoani
  11. Vinhos Don Laurindo
  12. Vinhos Larentis
  13. Vinícola Almaúnica
  14. Vinícola Barcarola
  15. Vinícola Casa Ottone
  16. Vinícola Dom Cândido
  17. Vinícola Lídio Carraro
  18. Vinícola Santa Bárbara
  19. Vinícola Torcello

PALCO PRINCIPAL – Atrações Musicais

11h – Júnior Mineiro

13h – Apresentação do Projeto Clave do Sol (Iniciativa voltada a crianças e adolescentes, patrocinada pela Gerdau)

15h – Apresentação do Grupo de Danças Típicas Ricordi D’Itália

16h30min – Banda Yellow Glass

19h – Banda Ultramen

21h – Banda Disco Groove

SERVIÇO – SÁBADO | FESTIVAL VALE DOS VINHEDOS

Onde? Centro Histórico Vale dos Vinhedos – Capela das Almas – Linha 6 da Leopoldina

Quando? 28 de março, das 11h às 23h

Entrada gratuita

Taça personalizada para consumo: R$ 15

Mais informações: www.festivalvaledosvinhedos.com.br

Foto: Divulgação Aprovale

18 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Festival3.jpg 469 756 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-18 17:04:442026-03-18 17:04:44Um dia para comunidade e turistas viverem o Vale dos Vinhedos ao ar livre
DESTAQUES DO DIA, MUNDO DO VINHO

Cooperativa Vinícola Aurora lança vinho histórico em celebração aos 95 anos

Com rótulo exclusivo e limitado, blend comemorativo com três variedades de uva traduz a trajetória, a diversidade e a excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

 

A Cooperativa Vinícola Aurora celebra seus 95 anos de história com o lançamento de um rótulo exclusivo e limitado: o Aurora 95 Anos – Blend Histórico. Criado a partir de um corte especial de uvas e safras, o vinho expressa a riqueza de solos e microclimas da região. O blend é composto por 51% Cabernet Sauvignon (safras 2021/24), 32% Merlot (safras 2021/22) e 17% Tannat (safra 2021), resultando em um produto de identidade marcante e grande complexidade. Foram elaboradas 40 mil garrafas numeradas do vinho que já está disponível por R$ 129,90, no e-commerce e na loja da Aurora, junto à unidade Matriz, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, e em breve estará também acessível aos demais mercados.

Com 13% de teor alcoólico, a elaboração de todos os vinhos que compõem o corte passou por barricas de carvalho francês e americano por, pelo menos, 12 meses, agregando estrutura e elegância ao conjunto. No contrarrótulo, um QR Code leva à uma animação sobre a história da cooperativa mais premiada do país, desde a fundação, em 1931, por 16 famílias, até os dias atuais, quando está consolidada como líder de mercado em vinhos finos brasileiros, sucos de uva e cooler. A tecnologia utilizada é a Realidade Aumentada.

O presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora, Renê Tonello, enfatiza que ao chegar aos 95 anos, a Aurora reafirma uma trajetória construída com muito trabalho coletivo, visão de futuro e respeito às origens. “Esse rótulo comemorativo simboliza quase um século de dedicação ao cooperativismo e à viticultura brasileira. O Aurora 95 Anos traduz, em cada garrafa, a força das famílias cooperadas, a evolução da nossa região e o compromisso permanente da cooperativa com qualidade, inovação e valor para o consumidor”, destaca Tonello.

O enólogo-chefe da Vinícola Aurora, Nauro José Morbini, destaca que as safras presentes no vinho foram caracterizadas por um excelente desempenho de clima e, consequentemente, pela qualidade da matéria-prima. Além disso, as variedades escolhidas são uvas viníferas de ótima expressão e desempenho nas regiões produzidas. “Na elaboração de cada vinho sempre há um grande compromisso de buscar o máximo de potencialidade que aquela uva apresenta. Buscamos nos vinhos das últimas safras um blend que representasse a história de 95 anos da cooperativa. O resultado é um produto que simboliza esta homenagem e nos enche de orgulho e satisfação. A uva e os produtores associados da Aurora são o principal elemento dessa história e aos enólogos e demais áreas da cooperativa coube a dedicação para transformar a uva em um produto final que leve ao consumidor uma experiência que expressa tantos anos de sucesso da Aurora”, reforça Morbini.

 

Perfil sensorial e harmonização

  1. De coloração vermelho rubi intenso com reflexos alaranjados, o Aurora 95 Anos apresenta aromas de boa intensidade, revelando notas de frutas negras, especiarias como cravo e baunilha, frutos secos, além de nuances de chocolate e mentol.
  2. No paladar, destaca-se pelo equilíbrio entre acidez vibrante e taninos macios, com corpo médio, boa estrutura e grande persistência. O retrogosto remete a frutas negras maduras, tabaco, baunilha e mentol — características que evidenciam a complexidade proporcionada pelo seu cuidadoso processo de maturação.
  3. Versátil à mesa, o Aurora 95 Anos harmoniza especialmente bem com carnes grelhadas, churrasco, aves escuras, massas e risotos com molhos intensos ou à base de ervas, além de pizzas de carne e queijos de média a alta intensidade.

Foto: O Aurora 95 Anos – Blend Histórico foi criado a partir de um corte especial de uvas e safras e expressa a riqueza de solos e microclimas da região

Crédito: Eduardo Benini

18 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Vinho-95-anos-Credito-Eduardo-Benini.jpg 440 709 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-18 16:54:162026-03-18 16:54:16Cooperativa Vinícola Aurora lança vinho histórico em celebração aos 95 anos
DESTAQUES DO DIA, MUNDO DO VINHO

Serra Gaúcha investe em clones próprios para reduzir dependência europeia

Embrapa Uva e Vinho, com o apoio do Consevitis-RS, busca variações que apresentem estabilidade, qualidade, adaptabilidade e sanidade

 

Com o objetivo de fortalecer a identidade vitivinícola da Serra Gaúcha e ampliar alternativas ao material introduzido de programas europeus, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Uva e Vinho), desenvolve o Projeto Seleclone, contando com apoio do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) nos últimos dois anos. A iniciativa já contabiliza cerca de 135 clones de 59 variedades viníferas em estudo, sendo 14 materiais atualmente em fase final de validação e dois já encaminhados para registro, consolidando um avanço na construção de alternativas genéticas adaptadas ao terroir local.
As demandas que buscam ser atendidas pelo Programa de Seleção Clonal são a falta de recomendações técnicas para a região da Serra Gaúcha dos clones comerciais introduzidos de programas europeus, bem como a busca por alternativas de novos clones selecionados nas condições locais. Dessa forma, o objetivo principal é prospectar, avaliar e selecionar clones de variedades viníferas com características agronômicas e atributos de interesse comercial para disponibilização ao setor vitivinícola.
De acordo com dados de 2025 do Sistema de Informações da Área de Vinhos e Bebidas (SIVIBE) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA-MAPA), atualmente mais de 2.000 vitivinicultores produzem uvas de cultivares Vitis vinifera no Rio Grande do Sul, as quais geralmente são utilizadas para processamento, tendo como destino a elaboração de vinhos finos. A área de cultivo correspondente a estes produtores gaúchos é cerca de 6.500 hectares, o que demonstra o potencial de impacto do Projeto Seleclone.
Desde 2015, ano em que o projeto começou a ser desenvolvido, o valor total de recursos investidos pela Embrapa no Projeto Seleclone, até 2025, foi de mais de R$ 928 mil reais. O Consevitis-RS contribuiu com o somatório de R$ 52 mil nos anos de 2024 e 2025, para compra de equipamentos, insumos agrícolas e de microvinificação.
Para o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebelatto, é fundamental que o Instituto esteja atuando nas atividades e pesquisas que são desenvolvidas. “Pela nossa representação, devemos acompanhar o que acontece no setor e planejar de forma conjunta com as instituições e entidades o que precisamos executar. Trabalhar variedades alinhadas com o que o setor necessita é fundamental, pois busca trazer e valorizar a identidade e a qualidade. Podermos ter nossas variedades faz com que possamos trabalhar mais forte aspectos como o terroir e técnicas locais, entre outros tão importantes fatores”, pontua.
Conforme o pesquisador da Embrapa Léo Carson, o Projeto Seleclone pode trazer novas opções de cultivares importantes para a região da Serra Gaúcha em alternativa a clones importados, que em muitos casos não foram previamente testados em solos da Serra Gaúcha. O programa também acompanha e avalia  opções de variações espontâneas ocorridas no ambiente local (mutações) na maioria das vezes selecionadas pelo próprio produtor, que observou nestas pequenas variações alguma característica de interesse ou algum diferencial em relação ao material original.
“Além disso, somado à seleção clonal, é exercida a limpeza sanitária dos materiais, que busca disponibilizar clones livres dos principais vírus que acometem a videira, sendo um dos focos principais do projeto. Por fim, o produtor terá novas alternativas de clones disponíveis no mercado, sem a necessidade de importação, com informações técnicas obtidas via pesquisa no nosso ambiente, em relação a solo e clima, e com qualidade sanitária garantida pela Embrapa”, ressalta Carson.
Conheça o projeto Seleclone
Com início em 2015, o projeto articulado com as associações de produtores ligadas às Indicações Geográficas (IG) da Serra Gaúcha – Aprovale (Vale dos Vinhedos), Apromontes (Flores da Cunha e Nova Pádua), Aprobelo (Monte Belo do Sul) e Asprovinho (Pinto Bandeira). Em vista de solucionar as demandas citadas, o projeto atua a partir de duas ações principais: gerar recomendações para clones comerciais de variedades viníferas introduzidos da Europa e selecionar novos clones de variedades viníferas para as condições ambientais locais.
O método de Seleção Clonal consiste no progresso genético dentro do próprio material em uso e já consolidado, ou seja, trata-se da prospecção e seleção de plantas portadoras de variações para características de interesse em cultivares já existentes. O foco, dessa forma, não é obter uma nova variedade, mas, sim, obter um novo clone de uma variedade já comercial que possua algum diferencial ou alguma variação em relação ao material original.
Essas variações em grande parte estão associadas a mutações genéticas que geralmente são encontradas com maior probabilidade em vinhedos comerciais antigos. Para além da seleção genética, trata-se também de uma seleção sanitária. Dessa forma, busca-se fornecer ao setor materiais com variações para características importantes, além de possuírem elevada sanidade, item indispensável.
Assim, o projeto busca selecionar clones que apresentem: estabilidade de produção, com bom desempenho produtivo e que mantenham uma regularidade entre safras; qualidade em termos de potencial enológico e tipicidade; adaptabilidade, que apresentem adaptações às diferentes regiões vitivinícolas do Brasil, incluindo regiões emergentes; e sanidade, livres dos principais vírus que acometem a videira.
O programa possui as seguintes etapas:
1ª etapa – Prospecção: realiza-se a busca e coleta de potenciais novos clones em articulação com o setor produtivo.
2ª etapa – Avaliação e Seleção: verifica-se a estabilidade da variação (mutação) e/ou sanidade, o desempenho agronômico e a qualidade enológica por no mínimo quatro safras.
3ª etapa – Validação: a avaliação na área experimental da Embrapa é suficiente para validação. Para recomendação em outras regiões, se faz necessária a validação do material no local a ser recomendado.
4ª etapa – Registro e Lançamento do Clone: a partir do interesse comercial, faz-se  o registro do clone, o lançamento no mercado e a disponibilização via viveiristas licenciados.
O ciclo de seleção, da prospecção até o registro e lançamento do novo Clone BRS, pode levar de sete a 10 anos.
Atualmente, são cerca de 135 clones de 59 variedades. Destes, em torno de 75 materiais estão em avaliação. Entre as contempladas, está uma nova variedade: a Chardonnay Rosé, ou seja, um Chardonnay de baga rosada, mutação que ocorreu na Serra Gaúcha, no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves.
Hoje, 14 clones estão em fase final de validação, resultantes de Seleção Sanitária, os quais já haviam sido prospectados e limpos antes do início do projeto, em um trabalho realizado pelo pesquisador Gilmar Kuhn, hoje aposentado, e que foi mantido pelo pesquisador Thor Fajardo da área de virologia.
Com lançamento previsto para este ano, dois clones já foram encaminhados para registro no Registro Nacional de Cultivares (RNC), sendo um clone da cultivar Cabernet Franc e outro de Tannat, duas uvas importantes para a região da Serra Gaúcha. A previsão é que, pelo menos, mais seis clones sejam lançados até 2030, incluindo cultivares importantes como a Cabernet Sauvignon.
Sobre o Consevitis-RS
O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) atua no apoio, difusão e financiamento de demandas relacionadas à produção de uvas, vinhos, sucos de uva e demais produtos derivados no âmbito agrícola, produtivo, técnico, promocional, cultural, ambiental, jurídico e institucional. O instituto também está envolvido em programas de ensino, pesquisa, extensão e inovação, visando ao constante desenvolvimento e aprimoramento do setor vitivinícola.
Foto: Divulgação
18 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-9.jpg 440 709 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-18 16:47:202026-03-18 16:47:20Serra Gaúcha investe em clones próprios para reduzir dependência europeia
Cultura e Entretenimento, GERAL

Corte italiana mantém restrições à cidadania por descendência

CEO da TMG Cidadania Italiana acompanha decisão diretamente no país europeu

A Corte Constitucional da Itália rejeitou os questionamentos apresentados contra a lei que restringe o reconhecimento da cidadania italiana por descendência, mantendo válidas as mudanças introduzidas pelo Decreto-Lei nº 36/2025, posteriormente convertido na Lei nº 74/2025. A decisão analisou recursos encaminhados pelo Tribunale di Torino e considerou infundadas ou inadmissíveis as alegações de inconstitucionalidade.

A decisão foi acompanhada diretamente na Itália pela empresária Ariela Tamagno Rech, CEO da TMG Cidadania Italiana, que está no país para observar de perto os desdobramentos jurídicos relacionados ao tema. “A decisão divulgada até agora se refere apenas a um dos processos analisados pela Corte, especificamente o caso apresentado pelo Tribunal de Torino. Ainda não temos a sentença completa, apenas um comunicado oficial, por isso é importante aguardar a publicação do julgamento para entender todos os fundamentos e os próximos caminhos jurídicos. É um cenário que continua em andamento. Podemos dizer que foi uma etapa importante, mas o debate não termina aqui, porque novas audiências já estão previstas nos próximos meses, em abril e junho, e o tema seguirá sendo analisado pelas instâncias da justiça italiana”, afirma.

O julgamento ocorre em um momento de grande interesse internacional pelo tema, especialmente em países com forte presença de descendentes de italianos, como o Brasil. A nova legislação altera a lógica anterior do reconhecimento ilimitado da cidadania por descendência e estabelece critérios mais restritivos para a transmissão do direito a quem nasceu fora da Itália e possui outra cidadania.

A presença de Ariela no país também tem relação direta com o trabalho desenvolvido pela empresa. Fundada a partir da própria experiência da empresária com o processo de cidadania italiana, a TMG Cidadania Italiana atua no reconhecimento do direito de descendentes italianos e oferece acompanhamento estratégico em todas as etapas do processo.

Atualmente, a empresa trabalha com uma estrutura internacional voltada ao reconhecimento da cidadania por descendência, incluindo pesquisa genealógica, busca de documentos no Brasil e na Itália, análise jurídica, retificações documentais e condução do processo por via administrativa ou judicial.

O acompanhamento começa na análise da linha familiar e segue até o reconhecimento final da cidadania, com estratégia individualizada para cada família. Ao longo dos anos, a empresa já acompanhou centenas de processos envolvendo milhares de pessoas dentro de diferentes famílias.
Entre os diferenciais da operação está a estrutura de suporte na própria Itália. A empresa mantém uma casa na região do Vêneto, utilizada para apoiar clientes durante etapas presenciais do processo e para acompanhar procedimentos diretamente no país.

A TMG atende clientes de todo o Brasil e também brasileiros que vivem no exterior. Embora haja maior concentração de descendentes nas regiões Sul e Sudeste, a demanda pelo reconhecimento da cidadania italiana tem crescido em diferentes partes do país.

Segundo Ariela, além do direito de origem, muitas famílias também enxergam a cidadania italiana como uma possibilidade de ampliar oportunidades de mobilidade internacional, estudos, trabalho e investimentos em outros países. “A cidadania italiana permite viver, estudar e trabalhar em qualquer país da União Europeia, mas o impacto vai além disso. Em muitos casos, estamos ajudando famílias a reconstruir sua própria história, resgatando documentos e trajetórias de bisavós e tataravós. É um processo que conecta pessoas às suas origens e à identidade familiar”, aponta.

 

Foto: Ariela Tamagno Rech, CEO da TMG Cidadania Italiana

Crédito: Divulgação

18 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-15.44.34.jpeg 528 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-18 16:39:592026-03-18 16:41:40Corte italiana mantém restrições à cidadania por descendência
DESTAQUES DO DIA, ECONOMIA, EVENTOS

Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS

Ivonei Pioner apresentou cinco eixos essenciais para o futuro do varejo gaúcho

O Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS, realizado dias 13 e 14 de março em Bento Gonçalves, encerrou com uma mensagem clara para os mais de 100 líderes que acompanharam a programação: é preciso participação e comprometimento em busca dos resultados almejados para o fortalecimento não só do associativismo, mas, principalmente, do varejo gaúcho. “O desafio de uma CDL não pode ser apenas existir. Precisamos de direção, método e compromisso para o nosso crescimento unificado”, afirmou o presidente Ivonei Pioner.

Alicerçando a estrutura de sustentação do trabalho institucional, Pioner detalhou os cinco eixos essenciais (veja abaixo) para o trabalho da entidade. “A Federação Varejista do RS nasce com o DNA de estar junto, de ouvir e de construir, um movimento que precisa da participação de cada presidente de CDL, assumindo sua responsabilidade nos distritos. Quando a gente se une em torno desses eixos, a gente deixa de ser um ponto isolado para virar uma voz que ninguém consegue ignorar. É a força da nossa união que vai ditar o ritmo do varejo no Rio Grande”, disse.

Assim, o associativismo conseguirá exercer seu pleno potencial. “O varejo gaúcho será tão forte quanto a união das nossas lideranças. Agora, o trabalho volta para as nossas cidades, com a certeza de que somos a voz do varejo do Rio Grande do Sul, uma Federação sólida, técnica e, acima de tudo, unida”, lembrou.

Conheça os cinco eixos apresentados pela Federação Varejista do RS

  1. Conexão com o Sistema CNDL:Crescer conectado é crescer com força. “Nenhuma CDL deve atuar de forma isolada. Pertencer ao Sistema CNDL significa ganhar escala, inteligência e legitimidade. O pertencimento precisa ser vivido na prática. Quem se conecta mais à rede, aprende mais e entrega melhores resultados para o seu associado. Sozinhos somos um ponto, juntos somos uma potência”, explicou.
  1. Tecnologia:A inovação deve ser tratada como responsabilidade de gestão que busca acelerar resultados. O foco não é apenas ter softwares, mas usar a tecnologia para organizar a operação e gerar inteligência de mercado. “Precisamos usar a inovação para simplificar a vida do lojista. Tecnologia é o que nos permite ser rápidos e assertivos na tomada de decisão”, destacou.
  1. Formação: “Nenhuma entidade evolui acima da sua liderança. A qualificação não pode ser um evento isolado, mas uma rotina”, disse Pioner, ao enfatizar a formação contínua da diretoria e das equipes, bem como os processos de governança. “Capacitação é investimento. Se não prepararmos as pessoas, a entidade se torna dependente de poucos e perde a capacidade de renovação.”
  1. Proposta de Valor:A CDL precisa ser percebida como indispensável. “A proposta de valor é transformar a entrega de serviços em relevância percebida pelo lojista. O associado precisa entender, de forma clara, por que estar junto da CDL é uma vantagem competitiva real para o negócio dele”, ensinou.
  1. Compreensão da Representatividade: “A alma do nosso movimento é a consciência do papel político e social da liderança. A representatividade é o que dá voz ao varejo perante o poder público”, destacou Pioner, ao apontar que cada presidente de CDL é o porta-voz de um setor vital. “Quando temos representatividade técnica e organizada, conseguimos influenciar as leis e o ambiente de negócios de forma legítima”, disse.

Lideranças estaduais conhecem diretrizes estratégicas e fortalecer atuação institucional

O protagonismo do setor varejista gaúcho e a necessidade de uma articulação política cada vez mais técnica e presente deram o tom do Encontro de Presidentes da Federação Varejista do Rio Grande do Sul. Reunindo presidentes de CDLs de diversas regiões, a reunião destacou a relevância da união setorial e do planejamento institucional, visando a consolidar as Câmaras de Dirigentes Lojistas como voz legítima do comércio perante os poderes constituídos.

O presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, abriu os trabalhos enfatizando a importância do convívio presencial: “É no olho no olho, no convívio e no compartilhamento de experiências que nós realmente construímos a força do nosso varejo. Esse encontro reafirma que a Federação só existe e só é forte porque cada um de vocês acredita no propósito de transformar a realidade do lojista na ponta”. Pioner ressaltou que o sucesso das ações depende do engajamento direto entre os presidentes, permitindo que demandas locais se transformem em pautas estaduais robustas.

Dando sequência à visão estratégica, a diretora de Relações Institucionais e Governamentais, Clarice Strassburger, detalhou o trabalho de RIG, destacando que a atuação da Federação em Porto Alegre e Brasília tem se tornado cada vez mais técnica e proativa. “O nosso trabalho de RIG não é apenas estar presente, é ser relevante. Precisamos que cada presidente entenda que a Federação é a ferramenta técnica que leva a dor do lojista até as mesas de decisão, monitorando leis e defendendo o ambiente de negócios com dados e estratégia”, enfatizou Clarice.

Gestão, Inovação e Sustentabilidade

O vice-presidente Marcos Carbone abordou a responsabilidade administrativa e o potencial estratégico do SPC. Como coordenador do conselho do SPC no RS, Carbone explicou que o sistema evoluiu de um banco de restrição para a maior base de inteligência de dados da América Latina. “O SPC mudou. Somos uma base de inteligência competitiva e cadastro positivo. Nosso time está focado em ensinar o lojista a usar esses dados para vender melhor e com mais segurança”, afirmou, destacando que a gestão de uma entidade exige rigor técnico e transparência.

Na área de Inovação, o diretor Lucas Magnani apresentou a iniciativa da CDLA (Inteligência Artificial da CDL), projeto gaúcho abraçado pela Confederação Nacional (CNDL). Magnani ressaltou a importância de democratizar a tecnologia: “A Inteligência Artificial já define quem sobrevive no mercado. Nossa missão é trazer essa tecnologia de forma acessível, focando no pequeno e médio lojista”. Ele também apresentou o projeto “Panorama do Comércio”, que utiliza dados de fontes como SPC Brasil, Caged e Receita Federal para entregar diagnósticos reais do mercado gaúcho a cada CDL.

A viabilidade econômica das entidades foi o foco de Jaime Machado, diretor de Serviços. Ele destacou que a sustentabilidade financeira das CDLs está ligada à oferta de soluções que atendam às necessidades do mercado. “O nosso desafio é transformar a Federação em uma grande central de soluções. Precisamos que o lojista não tenha dúvidas de que ser associado à CDL é um investimento com retorno imediato”, afirmou Jaime, reforçando que a receita gerada pelos serviços financia a luta institucional da entidade.

Expansão e Representatividade

O diretor de Crescimento, Expansão e Distritais, Ricardo Bartz, detalhou o plano de capilaridade da Federação, destacando o papel dos diretores distritais como elos vitais entre as bases e a diretoria estadual. “O diretor distrital é o embaixador da nossa Federação; é ele quem garante que as diretrizes cheguem com força na ponta”, pontuou Bartz, conclamando os presidentes a identificarem oportunidades de novos negócios regionais.

A força feminina foi representada pela diretora da CDL Mulher RS, Débora Balbinot Lunardi, que apresentou dados sobre o empreendedorismo feminino no estado, onde 44% das empresas são lideradas por mulheres. “A CDL Mulher é um ambiente feito por mulheres para mulheres, mas aberto a todos que entendem que precisamos de equidade para crescer. Nosso foco é desenvolver negócios e criar redes de apoio”, afirmou Débora. Ivonei Pioner complementou citando a evolução cultural do sistema e a importância de ter lideranças femininas em todas as mesas de decisão.

Já a CDL Jovem RS, representada pela diretora Shaíze Maldonado Roth, focou na sucessão e na renovação do associativismo. Ela convocou os presidentes para o Dia Livre de Impostos (DLI), marcado para 28 de maio, como uma ação de conscientização tributária. “A CDL Jovem é a oportunidade de prepararmos lideranças com o DNA do associativismo, garantindo que o movimento siga forte e conectado com as novas realidades”, defendeu Shaíze.

Novo Posicionamento

O encerramento dos painéis institucionais coube ao diretor de Comunicação e Eventos, Jásser Panizzon, que apresentou o slogan: “A alma do Varejo. A voz do Rio Grande”. A nova marca reflete um momento de maior vigor e autoridade da Federação no estado. “Nossa marca reflete um momento de assumir um espaço ainda maior. Precisamos consolidar que somos a alma do varejo e a voz que defende o setor em todas as instâncias”, afirmou Panizzon. A pauta do Encontro de Presidentes contou, ainda, com dinâmicas sobre maturidade de gestão institucional, capacitação de lideranças, homenagens a CDLs aniversariantes e momentos de integração, reforçando o compromisso da Federação Varejista do RS com o desenvolvimento econômico do estado.

Legenda: Primeira edição do Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS

Crédito: Jeferson Soldi

16 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Encontro-de-Presidentes.jpg 528 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-16 17:28:482026-03-16 17:28:48Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS
ECONOMIA, Negócios

Desafios desaceleraram o avanço do setor moveleiro gaúcho em 2025

Faturamento aumentou, mas exportações e empregos tiveram retração

Mais uma vez o setor moveleiro gaúcho constata que, apesar dos desafios, mantém-se resiliente para crescer e evoluir. Conforme apuração da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) junto a fontes oficiais do governo, o ano de 2025 encerrou com avanço de faturamento, mas retração nas exportações e na geração de empregos.

Dados da Secretaria da Fazenda mostram que as mais de 2.600 empresas moveleiras do estado registraram faturamento de R$ 14,5 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025. O montante representa crescimento nominal de 6,48% frente ao mesmo período de 2024. Utilizando como parâmetro o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que em 2025 ficou em 4,26%, o crescimento real no faturamento do segmento foi em torno de 2,22%.

O presidente da Movergs, Vitor Agostini, considera que o desempenho poderia ser melhor. “Em 2025 tivemos desafios que impactaram vários setores. Baixo crescimento da economia e desajuste fiscal do governo, por exemplo, impactam na taxa de juros e dificultam o consumo interno de bens duráveis, que é o caso dos móveis. Já as exportações foram impactadas pelas oscilações do mercado internacional, principalmente com a alta tributação aplicada pelos Estados Unidos, que era o principal destino dos móveis gaúchos. Em um cenário mais favorável, possivelmente teríamos um desempenho melhor no ano passado”, analisa.

Segundo informações do portal Comex Stat, do governo federal, as exportações de mobiliário produzido no Rio Grande do Sul movimentaram US$ 256,5 milhões em 2025 (queda de 3,3% comparado ao ano anterior). Apesar da retração de 32,5% nas vendas para os Estados Unidos, cresceram as compras feitas por países como Uruguai (+13,2%), Argentina (+127,1%) e México (+14,8%).

“A redução expressiva das exportações para os Estados Unidos comprova que a taxação de 40% determinada pelo presidente Donald Trump trouxe um impacto considerável à competitividade dos nossos móveis. Para os empresários que vendem para fora do Brasil, fica como aprendizado a importância de diversificar mercados. Muitas indústrias já vêm fazendo isso, tanto que tivemos aumento nas vendas para outros países”, avalia Daniel Segalin, diretor Internacional da Movergs.

Os desafios geopolíticos tendem a permanecer em 2026. “De um lado, a baixa na alíquota de importação dos Estados Unidos para 15% e o acordo entre Mercosul e União Europeia criam um cenário mais favorável para as exportações. Mas, ao mesmo tempo, temos crise política na Argentina, importante parceira comercial no ano passado, e a guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã, que já vem deixando o mercado global receoso, inclusive com oscilações no preço do petróleo”, explica Segalin.

Outro indicador com retração foi o número de trabalhadores em atividade. O balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados revela que o setor moveleiro do Rio Grande do Sul encerrou 2025 com 33.905 empregos diretos – queda de 3,01% em relação a 2024. Para o presidente da Movergs, o resultado é fruto de um conjunto de fatores. “As demissões são uma realidade nacional. Tivemos aumento nos postos de trabalho em 2020 e 2021, período da pandemia com enorme demanda por móveis. Desde 2022 o setor vem se acomodando em relação ao volume de produção, às vendas e consequentemente ao quadro de funcionários. Além disso, investimentos em automação nas indústrias, terceirização de processos e possíveis demissões por causa da taxação dos Estados Unidos podem ter gerado desligamentos”, avalia.

SOBRE A MOVERGS

A Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) é a entidade que representa as empresas do setor moveleiro gaúcho. Há quase 40 anos trabalha em prol do fortalecimento e do fomento de oportunidades para a cadeia produtiva. Comprometida com a defesa dos interesses de seus associados, a entidade atua na ampliação de sua representatividade no contexto político-econômico nacional – além de realizar ações como a feira Fimma Brasil e o Congresso Movergs para impulsionar negócios e promover qualificação.

 

Foto: Indústria moveleira

Crédito: Divulgação Multimóveis

16 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Fabrica-de-moveis-credito-divulgacao-Multimoveis.jpg 528 850 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-16 17:21:252026-03-16 17:21:54Desafios desaceleraram o avanço do setor moveleiro gaúcho em 2025
ECONOMIA, EVENTOS

ExpoBento e Fenavinho iniciam venda antecipada de ingressos

Tickets custam R$ 10, garantem acesso em qualquer dia da programação e oferecem vantagens para público e empresas

Enquanto acelera a contagem regressiva para curtir as atrações da 34ª ExpoBento e 21ª Fenavinho, o público já pode garantir presença, de forma antecipada, na feira e na festa, adquirindo com vantagens especiais os ingressos. Os tickets já estão disponíveis, em uma proposta que alia preço acessível, praticidade e vantagens tanto para o público em geral quanto para empresas.

Os ingressos antecipados estão sendo comercializados por apenas R$ 10,00, com o grande benefício de garantir acesso para qualquer dia da feira e festa, incluindo as datas de finais de semana e feriados – os eventos serão realizados entre os dias 4 e 14 de junho. “Com diferentes canais de compra e preços atrativos, queremos facilitar o acesso do público à Expobento, garantindo uma experiência ainda mais positiva”, comenta o diretor-geral da 34ª ExpoBento, Jonatas Ferrari.

Uma das formas mais práticas de adquirir o ingresso é por meio do ExpoBento Na Palma da Mão, que permite a compra online (valor de R$ 10 mais taxas). Também é possível encontrar ingressos em pontos de venda físicos: supermercados das redes Andreazza, Apolo, Caitá, Grepar e Via Atacadista, Cosipop, Ortafrutti e Cainelli Comercial de Gás.

As vendas antecipadas seguem até 03 de junho. Após essa data, o valor dos ingressos será de R$ 15,00 para os dias de programação curta e de R$ 22,00 para os dias de programação longa. O valor do estacionamento no Parque de Eventos, onde ocorrem feira/festa, será de R$ 25 para os dias 08, 09, 10, 11 e 12 de junho e R$ 35 para os dias 04, 05, 06, 07, 13 e 14 de junho (para motos, o valor é sempre R$ 12,00).

Vantagens para empresa

Outra forma especial de garantir ingressos com antecedência atende às necessidades de empresas. As organizações podem entrar em contato com o CIC-BG para, exclusivamente, adquirir lotes com 100 unidades. Para os associados à entidade, o valor unitário fica em R$ 9,00 (na compra do pacote), e para as não associadas, o valor unitário é R$ 10,00. “Os ingressos corporativos costumam ser utilizados como presentes oferecidos pelas empresas, fortalecendo o relacionamento e incentivando a participação em um dos maiores eventos multissetoriais da região”, diz Ferrari.

ExpoBento e Fenavinho oportunizam, além de encontros para lazer, oportunidades efetivas de negócios. Os eventos são atrativos justamente por reunirem, em um único espaço, feira multissetorial, gastronomia, cultura e entretenimento, agradando públicos de diferentes perfis. Ao todo, cerca de 500 expositores, segmentados em ambientes como “Indústria e Comércio” “Moda” e “Variedades” participam de feira e festa ao longo de 11 dias, se transformando numa oportuna vitrine para mais de 280 mil visitantes – público das edições 2025 dos eventos. Além disso, os encontros oportunizam o contato com mais de 100 atrativos culturais e experiências enogastronômicas na Fenavinho, onde pulsa a cultura italiana com o Bodegão, as apresentações típicas e as diversas vinícolas que exibem a expressividade do terroir local, por meio de vinhos e espumantes premiados internacionalmente.

A 34ª ExpoBento e a 21ª Fenavinho ocorrem de 04 a 14 de junho no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. O patrocínio é de Prefeitura de Bento Gonçalves, Bento – Pura Inspiração, Sicredi, LNF (Latina-Americana), Via Atacadista e Santa Clara. O apoio é de Andreazza, Apolo, Cainelli (Comercial de Gás), Caitá, Cosipop, Grepar e Ortafrutti. A realização é do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves.

Legenda: 34ª ExpoBento e 21ª Fenavinho iniciam venda de ingressos antecipados

Crédito: César Silvestro

16 de março de 2026/0 Comentários/por Kátia Bortolini
https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ExpoBento-e-Fenavinho-ocorrem-de-4-a-14-de-junho-de-2026-1.jpg 428 690 Kátia Bortolini https://www.integracaodaserra.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Integracao.png Kátia Bortolini2026-03-16 17:15:552026-03-16 17:15:55ExpoBento e Fenavinho iniciam venda antecipada de ingressos
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