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Feira Internacional do Vinho abre nesta semana com intensa programação

Nesta semana, Bento Gonçalves será palco da Wine South America 2018 – Feira Internacional do Vinho. Com 250 marcas expositoras e ampla programação de palestras sobre o setor vitivinícola, a primeira edição do evento promete reunir oportunidades de negócios e qualificação.

No espaço destinado as palestras, a Wine South America receberá nomes como o master of wine britânico Alistair Cooper, que apresenta as degustações “Extreme winemaking: tasting South American wines made under extreme conditions” (26.09) e “Diferentes estilos de Espumantes Brasileiros” (27.09). O rol de palestrantes de renome internacional tem, também, o advogado italiano Giovani Orsoni, que discorre sobre a reputação e o valor da marca.  Ainda, um debate reúne as mulheres do universo vitivinícola – Monica Rossetti, Julieta Carrizzo, Andreia Debon e Clori Giordani Peruzzo – falam sobre “Vinho e Mulher, reflexões e perspectivas”.

Vinho

A Wine South America abre na quarta-feira, dia 26 e se estende até o sábado, 29, das 12h às 21h, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Os ingressos para participar podem ser adquiridos pelo do site  www.winesa.com.br. Confira a agenda completa:

PROGRAMAÇÃO WINE TASTING

26 de setembro | Quarta-feira

12h30min – Degustação “Vinho brasileiro envelhece bem?”, com Marcelo Vargas (ABS)

14h – Master class “Austrian Wine selection”, com a sommelier Luciana Mota

16h – Degustação “Extreme winemaking: tasting South American wines made under extreme conditions”, com o master of wine britânico Alistair Cooper

18h30min – Degustação “Campanha gaúcha: terroirs em ascenção”, com Júlio César Kunz (ABS)

20h – Master Class “Legado Italiano 2”, inclui:

Target: invitati e partecipanti alla fiera

“Incontro con gli autori del Legado Italiano”, com Marcia Monteiro e Elton Menezes (Prod. Camisa Listrada)

Visione del teaser film “Legado Italiano”

Degustazione guidata con analisi sensoriale de “I Formaggi DOP del Veneto” a cura CIAS Innovation, com Lucia Bailetti e Marcelo Vargas

27 de setembro | Quinta-feira

13h – Degustação “Diversidade verde-amarela: as variedades pouco comuns dos vinhos brasileiros”, com Maurício Roloff (ABS)

15h – Degustação “Diferentes estilos de Espumantes Brasileiros”, com o máster of wine britânico Alistair Cooper

17h – Master class “Perfil del Tannat em Sudamerica: Campaña Gaucha y Uruguay”, com o sommelier Federico de Moura e o enólogo Celito Guerra

18h30min – Degustação “A percepção de valor através da embalagem”, com Andreia G. Milan (ABS)

20h – Master class “Terroir dos Altos Montes”, com Arlindo Menoncin

28 de setembro | Sexta-feira

12h30min – Degustação “Ícones do Brasil”, com Marcelo Vargas (ABS)

14h – Master class “Uruguai: presente e futuro”, com o sommelier Federico de Moura

15h30min – Master class “Austrian Wine selection”, com sommelier Luciana Mota

17h – “Montepulciano D’Abruzzo DOP, qualidade e nobreza de um grande tinto italiano”, com Giuseppe Lamona

18h30min – Degustação “As preferências do consumidor brasileiro”, com Andreia G. Milan (ABS)

20h – Master class “Legado Italiano 1”, inclui:

Target: invitati e partecipanti alla fiera

“Incontro con gli autori del Legado Italiano”, com Marcia Monteiro e Elton Menezes (Prod. Camisa Listrada)

Visione del teaser film “Legado Italiano”

Degustazione guidata “I Vini Arcaico-Naturali del Veneto” a cura dell’enologa Monica Rossetti

29 de setembro – Sábado

12h30min – Degustação “Painel de espumantes: método tradicional vs. Charmat”, com Vinícius Santiago (ABS)

14h – Master class “Pro Goethe”

15h30min – Master class “Chasselas e Gamaret especialidade e savoir-faire Suíço”, com a sommelier Luciana Mota

17h – Masterclass PuckLavec Family Wines – Um produtor do velho mundo com ambições do novo mundo, com Tatjana Puklavec

18h30min – Degustação “DO Vale dos Vinhedos”, com Déborah Villas-Boas Dadalt (ABS)

PROGRAMAÇÃO WINE LEARNING

26 de setembro | Quarta-feira

15h – “Diferentes indicações geográficas do Brasil”, com Jorge Tonietto

16h – “Conjuntura e Perspectivas da Vitivinicultura Brasileira”, com José Fernando da Silva Protas

17h – “Produção de vinhos seguros e de qualidade como diferencial para conquistar mercado”, com Jacinta B Valente

27 de setembro | Quinta-feira

13h – “Comercialização”, com Ademir Brandelli e Andrei Bellé

14h – “Ensino e Pesquisa”, com Lucas Dal Magro e Mariana Dullius

15h – “Viticultura”, com Marcio Dalé e Leonardo Ferrari

16h – “Enologia / Enogastronomia”, com Giovanni Ferrari, Bruna Dachery e Natália Zandonai

17h – “Divulgação e Comunicação”, com Sandy Corso

18h – “Enoturismo”, com Bruna Cristófoli, Roberto Cainelli Jr.

28 de setembro | Sexta-feira

13h – “O Centro do Patrimônio e Cultura do Vinho – Cepavin”, com Vander Valduga e Rosa Medeiros

13h30min “Enoturismo e o papel do profissional enólogo”, com Hernanda Tonini

14h15min “O sommelier e os desafios nos canais de distribuição de vinho no Brasil”, com Wagner Gabardo / Alta Gama

15h – “Slow Food e Hospitalidade no Brasil”, com Vander Valduga

15h45min – “Paisagem, Patrimônio e Vinho”, com Rosa Medeiros

16h20min – “Enoturismo na França”, com Vagner da Silva Machado

17h – “Temas Emergentes em Vitivinicultura”, com Marcos Gabardo (Unipampa)

18h30 – Palestra Verallia, com Camila Machion (estaficou de me passar até sexta nome da palestra)

29 de setembro | Sábado

13h – “Geographical Indications and trademarks – two tools to build your Vinicola brand reputation in worldwide markets”, com Giovani Orsoni

14h – “Impactos sociais e economicos da produção de uva no nordeste brasileiro”, com Sofia Hauschild

15h – Rio Grande do Sul, um Estado de Oportunidades, com César Cardozodo Badesul

PROGRAMAÇÃO WINE CONFERENCE

26 de setembro | Quarta-feira

17h – “Estratégias para atrair Enoturistas”, com Ivane Fávero

18h – “Reestruturação da Marca Peterlongo”, com Pascal Marty

19h30min – Vinho e Mulher, reflexões e perspectivas, com Monica Rossetti, Julieta Carrizzo, Andreia Debon, Clori Giordani Peruzzo

27 de setembro | Quinta-feira

14h – “Cozinha de Natureza”, com Rodrigo Bellora

15h – “Brasil Vitivinícola”, com o sommelier e jornalista Mauricio Roloff

16h – “A trajetória da Uva e Vinho Goethe no Sul do Brasil, da Arca do Gosto (Slow Food) à Indicação de Procedência dos Vales da Uva Goethe (INPI)”, com Patricia Mazon Freitas

17h – Lançamento do Livro “A Epopéia da Uva Isabel no Rio Grande do Sul”, do escritor Firmino Splendor, e pré-lançamento da “Tecnovitis 2019”, pelo Sindicato da Serra Gaúcha

18h – “Tecnologia de Aplicação na Viticultura”, com Carlos Alberto Tadei

28 de setembro | Sexta-feira

16h – Cerimônia de Premiação do 23º Prêmio Catad’Or Wine Awards

19h – Cerimônia de Premiação da Grande Prova de Vinhos do Brasil 2018

*Programação sujeita a alterações

SERVIÇO

O quê: Wine South America 2018 – Feira Internacional do Vinho.

Quando: de 26 a 29 de setembro, das 12h às 21h

Onde: Bento Gonçalves, RS

Endereço: Parque de Eventos de Bento Gonçalves (alameda Fenavinho, 481)

Inscrições: Valores para consulta no site

Informações: www.winesa.com.br

Crédito: Divulgação

Nesta segunda encerra desconto de 50% na inscrição em Congresso de Enoturismo

Apoio institucional do Sebrae Nacional possibilitará que profissionais de empresas formalizadas paguem R$ 125. Matrículas devem ser realizadas até a próxima segunda-feira, dia 11 de junho

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) confirmou o apoio institucional para a realização do 7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo, que será promovido de 27 a 30 de junho, no Spa do Vinho Autograph Collection Hotel, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). O aporte será destinado para isenção de 50% do valor da inscrição de qualquer profissional registrado em vinícolas brasileiras. O preço especial, de R$ 125, é para as matrículas efetuadas e pagas até o dia 11 de junho, segunda-feira.

Para receber o benefício, o interessado deve enviar seus dados pessoais (nome completo, CPF, telefone e função/cargo na empresa), além do nome e do CPNJ da vinícola para o e-mail inscricoes@aconteceeventos.com.br. É obrigatório que a empresa seja formalizada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No caso das vinícolas gaúchas, é necessário também que o pagamento do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) esteja em dia com o governo estadual.

Os profissionais de vinícolas que já se inscreveram com o valor de R$ 250 poderão matricular mais uma pessoa no preço já pago ou solicitar a devolução de 50%. Para ambos os casos, é necessário que os dados pessoais do participante, o nome e o CPNJ da vinícola sejam informados através do e-mailinscricoes@aconteceeventos.com.br.

O gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, salienta que o subsídio será uma grande oportunidade para que o setor se aprimore, além de apresentar os benefícios do enoturismo para as empresas que ainda não oferecem o serviço. “O apoio do Sebrae é de extrema importância. Primeiro por viabilizar um desconto especial para os profissionais do setor vitivinícola. Além disso, com esta possibilidade, estamos trabalhando e reforçando um dos principais pilares de competitividade do setor: o enoturismo, que gera renda não só para a vitivinicultura, mas para toda cadeia de serviços, como restaurantes e hotéis”, completa.

O Sebrae apoia a cadeia vitivinícola há mais de duas décadas, focando no desenvolvimento de ações que fomentam a formalização e legalização das pequenas vinícolas, a capacitação dos produtores em processos de qualidade e gestão do empreendimento e do produto, além da comercialização dos vinhos do Brasil para o consumidor final. “A produção associada ao turismo promove o aumento do consumo dos produtos. A vitivinicultura possui atributos perfeitos para o turismo: cultura, qualidade e história que integra o turista em uma experiência diferenciada junto ao vinho brasileiro”, reforça Augusto Togni, gerente de agronegócios do Sebrae.

Além dos profissionais do setor vitivinícola, as inscrições para os demais interessados em participar do 7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo seguem abertas até o dia 11 de junho (segunda-feira). As adesões devem ser feitas no site do evento, em www.congressoenoturismo.com.br. Os ingressos para a programação de palestras e painéis custam R$ 250 e estudantes têm 50% de desconto. Grupos de 10 pessoas ganham como cortesia a 11ª inscrição. As matrículas coletivas devem ser feitas através do e-mail inscricoes@aconteceeventos.com.br.

7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo

Promovido pela Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur), pelo Ibravin e pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o Congresso contará com seis palestras, três painéis e apresentações de seis cases, que terão tradução simultânea para as línguas portuguesa e espanhola. O tema desta edição é “Território, vinho e turismo: harmonização que dá certo”.

Estão confirmadas as palestras internacionais da norte-americana Liz Thach (Master of Wine e professora da Sonoma State University, no Wine Business Institute) e dos europeus José Calixto (presidente da Rede Europeia das Cidades do Vinho – Recevin) e José Arruda (diretor da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho – AMPV). Também estão previstos painéis sobre as regiões enoturísticas da América Latina, com representantes do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai; e sobre as políticas e projetos para o desenvolvimento do setor no Brasil, com o Ministério do Turismo, Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), Sebrae e Frente Parlamentar de Defesa da Valorização da Produção Nacional da Uva, Vinho, Espumante e Derivados.

Além das explanações, o Congresso conta com visitas técnicas por adesão em cinco roteiros enoturísticos da Serra Gaúcha. Os valores para cada uma variam de R$ 120 a R$ 155.

Detalhes da programação e dos destinos das visitas técnico-turísticas podem ser conferidas no site www.congressoenoturismo.com.br.

Além dos realizadores, Aenotur, Ibravin e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o 7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo tem o patrocínio do Spa do Vinho Autograph Collection Hotel e apoio institucional do Sebrae, Vale das Vinhas e Bento Convention Bureau.

SERVIÇO

7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo

Quando: 27 a 30 de junho de 2018

Onde: Spa do Vinho Autograph Collection Hotel (Rodovia RS-444, km 21), em Bento Gonçalves (RS)
Inscrições: até o dia 11 de junho, pelo site www.congressoenoturismo.com.br. Profissionais do setor vitivinícola e grupos acima de 10 participantes devem se inscrever através do e-mail inscricoes@aconteceeventos.com.br para obtenção de benefícios

Valores: R$ 250 (profissionais do setor vitivinícola e estudantes têm 50% de desconto). Visitas técnico-turísticas custam R$ 120 (quinta e sexta-feira) e R$ 155 (sábado), cada
Informações: recepcao@aconteceeventos.com.br

Foto: Dandi Marchetti

Vinícola Salton recebe premiação em Minas Gerais

A Associação Mineira de Supermercados (AMIS) entregou troféu para as empresas que se destacaram no setor em 2018

 A Salton foi uma das empresas agraciadas com o Troféu Gente Nossa 2018 – etapa Fornecedor, da Associação Mineira de Supermercados (AMIS). A vinícola foi destaque na categoria Bebidas Alcóolicas (exceto cerveja), junto com a Campo Largo/ Famiglia Zanlorenzi e a Concha y Toro. Criada em 1985, a premiação tem como objetivo reconhecer o trabalho de empresas e profissionais que se destacam no setor por meio da votação de seus associados.

 A Salton é finalista da premiação mineira há oito anos. Entre 2010 e 2014, participou da categoria Vinho. Em 2015, ficou em primeiro lugar na categoria Bebidas Alcóolicas (exceto cerveja), da qual também foi finalista nos dois anos seguintes. A entrega do Troféu Gente Nossa 2018 aconteceu na noite de 21 de maio, no Renaissance Work Center, em Belo Horizonte.

Foto (esq para dir) Pablo Rossi (Campo Largo Famiglia Zanlorenzi), André Lira (Concha y Toro), Cléber Slaifer (Salton) e João José de Melo (Stalo Supermercado) - Credito Ignácio Costa

Bento programa mais de 40 eventos no Dia do Vinho

O Dia do Vinho chega a sua 9ª edição promovendo eventos em mais de 250 empreendimentos de 22 cidades do país. Desde a última sexta-feira, 18, Bento é um dos municípios que integra a programação especial voltado ao mundo do vinho. Embora a celebração seja alusiva a uma data – primeiro domingo de junho –, as atividades se estendem ao longo de 17 dias: de 18 de maio até 3 de junho.

A Capital do Vinho traz 45 eventos de encher os olhos de moradores e turistas que passarem pela rota turística. Entre os atrativos, serão promovidos cursos de degustação e harmonizações, jantares, promoções em bebidas, gastronomia e hospedagens, maratonas (Wine Run), passeio ciclístico, rafting, apresentações culturais, entre outros.

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Apesar de a Serra Gaúcha ser o principal polo envolvido em razão da representatividade do setor vitivinícola, municípios das regiões sudeste e nordeste do Brasil também sediarão parte da programação. Ao todo, são mais de 350 atrações confirmadas.

As regiões denominadas Serra Gaúcha Região Uva e Vinho, Campanha Gaúcha, Vale Central Gaúcho, Roteiro de São Roque (SP) e Vale do São Francisco (BA) realizarão atividades simultâneas nas duas semanas.

O Dia do Vinho é realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do projeto Vinhos do Brasil e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS (Seapi-RS), e pelo Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) – Região Uva e Vinho.

A programação completa das atrações em Bento pode ser conferida no site do evento: www.diadovinho.com.br/programacao, e programação diária no www.bento.tur.br.

Serviço

Dia do Vinho
Período: 18 de maio a 3 de junho de 2018

Locais:
– Rio Grande do Sul: Antônio Prado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Veranópolis, Vila Flores, Bagé, Dom Pedrito, Itaqui, Santana do Livramento, Santa Maria, São João do Polêsine, Itaara, Silveira Martins e Porto Alegre.
– São Paulo: São Roque
– Pernambuco: Vale do São Francisco

Assessoria de Comunicação Social
Foto: Arquivo Ascom/ Luanda Roos

Clima, que antecipou colheita da safra 2018, também contribuiu para a qualidade da uva

VINICULTURA NA REGIÃO DA SERRA GAÚCHA

Os produtores de uva da Serra Gaúcha foram surpreendidos na safra 2017/2018. As frutas amadureceram mais cedo e a colheita foi antecipada. Os primeiros cachos foram retirados no final de dezembro, cerca de vinte dias antes do período normal. O responsável por isso foi o clima. Fez menos frio durante o inverno. A média na região é de 410 horas com temperaturas abaixo de sete graus. Mas em 2017, foram somente 188 horas. As altas temperaturas no mês de setembro e a menor quantidade de chuva no período também contribuíram para que o ciclo da maioria das variedades fosse acelerado.

Safra Cooperativa Garibaldi - Cassius Fanti

A colheita da safra da uva 2017/2018 rendeu cerca de 720 mil toneladas entre os municípios produtores da Serra Gaúcha, responsável por 90% da produção do Estado. Esse número é vinte por cento menor que no ano passado, mas fica dentro da média histórica. Mesmo assim, os viticultores estão comemorando a qualidade das uvas resultante da boa graduação da safra. Segundo o Ibravin, as indústrias vinícolas também estão felizes com a qualidade da uva da última safra.

Cooperativa Aurora: maturação uniforme

“O clima foi o grande aliado para que esta safra, que praticamente acaba de ser colhida, apresentasse uma graduação elevada. A maturação foi uniforme, resultando em uvas com bom teor glucométrico que garantem qualidade às bebidas derivadas da fruta”. A afirmação é do diretor executivo geral da Cooperativa Vinícola Aurora, Herminio Ficagna. Segundo ele, a safra 2018 foi tão excepcional como as de 2002 e 2012.

LEIA MAIS: Aurora é a marca de vinhos mais lembrada pelo público gaúcho

As onze mil e cem famílias associadas a Vinícola Aurora que, entre pequenas propriedades rurais de onze municípios da região da Serra Gaúcha, cultivam 2.900 hectares com uva entregaram à cooperativa 62 milhões de quilos. A entrega começou na segunda semana de dezembro do ano passado, encerrando na segunda semana de março.

Safra - Créditos Wagner Meneguzzi

Na safra 2016/2017 a colheita conjunta dessas famílias foi de 71,5 milhões de quilos. Elas cultivam, para vinho de mesa e suco de uvas, a Isabel, a Bordô e a Seibel. Para espumantes os Moscatos, Prossecco, Chardonnay e Riesling e, para vinhos finos, as varietais Cabernet Franc, Sauvignon, Tannat e Merlot, entre outras.

Cooperativa Garibaldi: quesito qualidade

O trabalho árduo das cerca de 400 famílias associadas à Cooperativa Vinícola Garibaldi no preparo do solo, cultivo das videiras e colheita dos frutos apareceu de forma marcante nos resultados da safra deste ano – foram 19,6 milhões de quilos de uva entregues desde o início da vindima, em dezembro de 2017. Do total recebido, 20% será destinado à produção de espumantes, bebida que tem se consolidado com um dos carros chefe da marca, tanto em participação de mercado quanto no reconhecimento por meio de premiações em concursos brasileiros e internacionais.

O encerramento da entrega, no último dia 2 de março, veio acompanhado de uma avaliação positiva no quesito qualidade. “Por mais uma vez, estamos recebendo uma safra de excelência, motivo de orgulho para a Cooperativa, que evolui a cada ano no nível de produtos apresentados ao mercado. Esse ganho crescente de qualidade é, sem dúvida, consequência do comprometimento de cada família associada em melhorar permanentemente o nível das uvas”, afirma o presidente Oscar Ló. Os resultados completos da safra serão apresentados aos produtores em assembleia geral ordinária, no próximo dia 29 de março.

Vinícola Aurora exporta, em janeiro, volume igual ao de todo o primeiro semestre de 2017

A Vinícola Aurora exportou 64.176 garrafas no mês de janeiro, de vinhos brancos e tintos, espumantes, Keep Cooler e suco de uva. Isso equivale ao total que exportou em todo o primeiro semestre do ano passado. O desempenho com vendas externas nesse primeiro mês do ano gerou um faturamento 4 vezes maior que o de janeiro de 2017.

A China foi o país que recebeu o maior volume nesse início de ano: 25.632 garrafas, sendo 15.552 de Keep Cooler e 10.080 de espumantes da linha Brazilian Soul, Moscato Rosé e Demi-sec branco – o país já importava Brazilian Soul Moscatel Branco e, a partir da participação da Aurora na Prowein China, em novembro, ampliou suas compras com esses novos itens.

O Japão recebeu 17.640 garrafas, de espumantes das linhas Aurora e Aurora Procedências, além de vinhos brancos e tintos das linhas Aurora Reserva e Aurora Varietal (13 rótulos diferentes), produtos de maior valor. Por isso, o país foi o maior mercado importador da Aurora em janeiro, responsável por 44,9% do faturamento com exportações no mês.

XR6A1233 - creditos Daiane Zat

Taiwan completa os países asiáticos que importaram da Aurora no primeiro mês de 2018, com um novo cliente que iniciou os negócios com a vinícola importando 3.940 garrafas de suco de uva integral Casa de Bento. Assim, a Ásia respondeu por 80% do faturamento da vinícola em janeiro. “A Ásia segue sendo o foco da Vinícola Aurora para este ano e o suco de uva e o espumante Moscatel como carros chefes no projeto de expansão das exportações”, afirma Rosana Pasini, gerente de Exportaçõ es da empresa.

A vinícola prepara novos embarques em fevereiro, para Europa e América do Sul, de várias de suas marcas. A  Aurora comemora 87 anos de fundação em 14 de fevereiro.

Foto: Daiane Zat

Vinícola Aurora recebe mais de 180 mil turistas no ano

Pioneira no enoturismo organizado na Serra Gaúcha, vinícola bate record de visitantes em 2017

A Vinícola Aurora bate mais um record de visitações, registrando mais de 180 mil visitantes, no ano passado, no roteiro turístico em sua matriz, em Bento Gonçalves, a capital brasileira da uva e do vinho. É a vinícola que mais recebe visitantes em suas instalações, de várias partes do Brasil e do exterior, sempre recepcionados por uma equipe de 27 profissionais especializados da vinícola.

Fundada em 14 de fevereiro de 1931, a Aurora é a maior e mais premiada vinícola do Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, conquistou o Certificado de Excelência do TripAdvisor®, o maior site de viagens do mundo. O certificado premia as empresas que obtiveram avaliações excelentes por parte dos turistas, levando em conta a qualidade, a quantidade e a atualidade das avaliações enviadas pelos viajantes ao longo de um período de 12 meses.

O roteiro
A Aurora foi a primeira da Serra Gaúcha a abrir suas portas aos turistas, com receptivo organizado e atendimento estruturado. Isso desde fins da década de 60, quando da realização da primeira Fenavinho. Ao longo dos anos foi passando por melhorias e adequações, para conforto de todos. Todo o roteiro é acessível a pessoas com necessidades especiais, com rampas e banheiros adaptados.

Em pequenos ou grandes grupos agendados, ou individualmente sem necessidade de agendamento, os turistas são recebidos na vinícola e entram no universo da elaboração dos vinhos conduzidos pelos profissionais do receptivo. Passam pelos tanques de fermentação, pelas antigas pipas gigantes de madeira (preservadas ali pelo seu valor histórico), por barris de carvalho francês e americano onde são amadurecidos os vinhos de guarda. Sobre os barris, avista-se o chão de vidro transparente da sala de degustação reservada para grupos de especialistas para provas técnicas e para os cursos temáticos que a vinícola programa durante o ano. Esses cursos são abertos à inscrição de todos os interessados e variam de acordo com a estação. São aulas de harmonização vinhos e queijos, ou com chocolates, além de degustaç&a tilde;o de azeites e demais produtos do portfólio da empresa. Veja a seguir a programação completa dos cursos de 2018.

No tour, os visitantes caminham pelas passagens subterrâneas (que passam abaixo do nível das ruas) interligando os quatro quarteirões das instalações da Aurora. O ”túnel do tempo” liga a ala histórica à parte moderna e o icônico Corredor das Bandeiras (que representa os países com os quais a empresa manteve ou mantém relações comerciais) termina na Cave di Bacco, onde os turistas degustam, gratuitamente, vinhos tintos, brancos, espumantes (entre eles alguns dos mais premiados em concursos internacionais), coolers e sucos de uva integrais elaborados pela Aurora. A grande estátua do Deus Bacco diante da fonte que “jorra vinho” é ponto alto para as fotos dos visitantes, que dali podem ver a Cave Privê (espaço para recepções) e a Vinoteca (onde os enólogos guardam a sete chaves os vinhos históricos). A saíd a do tour é pela loja que vende todos os itens do portfólio da vinícola e outros artigos relacionados (como taças e acessórios).

Em frente, do outro lado da rua, uma outra loja oferece artesanato colonial, doces e compotas preparados pelas famílias produtoras que compõem a Cooperativa. Na mesma calçada da loja da vinícola está o Aurora Café, aberto em 2015, um dos investimentos mais recentes da empresa para valorizar o enoturismo na região, oferecendo mais um serviço aos visitantes. Veio para agregar um atendimento mais abrangente e completo a todos que a visitam, com opções de tortas doces e salgadas, sanduíches e pratos rápidos para os visitantes poderem fazer refeições e aliá-las aos produtos da vinícola ali disponíveis em taças.

Visitação na Vinícola Aurora:
De segunda a sábado, das 8h15min às 17h15min
Domingo, das 8h30min às 11h30min

Informações e agendamento de grupos: (54) 3455.2095, turismo@vinicolaaurora.com.br

CURSOS E ATRAÇÕES ESPECIAIS PARA OS VISITANTES EM 2018

Bento em Vindima – 18/01 a 18/03
Curso de Azeites e Vinhos – Inclui apresentação audiovisual, passeio pelo subterrâneo da cantina com explanação do processo de elaboração de vinhos, introdução à degustação de azeites extravirgem e harmonização de 4 vinhos com 4 pastas (patês a base de azeite) ao final, loja de vinhos.
Condução dos trabalhos: Maria Beatriz Dal Pont – Sommeliere de azeites e William Paim enólogo e sommelier
Duração aproximada de 3h. – Vagas limitadas
17/02 e 10/03 – 9h
R$ 40,00 por participante – cada pessoa ganha uma taça para vinho de brinde

Mini curso Uvas e Vinhos – gratuito – segunda a sexta-feira, às 15h30min
Inclui apresentação audiovisual, passeio guiado, degustação orientada de uvas que estaremos recebendo no dia e vinhos elaborados a partir destas castas, ao final loja de vinhos. Duração aproximada 2 horas. Para participar do mini curso é necessário ter mais 18 anos. Vagas limitadas.

Bento em Páscoa – Março e Abril
Mini Curso de Harmonização Vinho e Chocolate
31/03 e 14/04 – 9h
R$ 40,00 por participante – cada pessoa ganha uma taça para vinho de brinde. O mini curso inclui apresentação audiovisual, passeio guiado pela cantina com explanação do processo de elaboração, seguida de degustação harmonizada de vinhos e espumantes com chocolates.

Dia do Vinho – final de maio e início de junho
Curso de Harmonização Queijos e Vinhos
19/05 e 02/06 – 9h
Valor: R$ 40,00 por pessoa

Bento Sensação – Junho a Agosto- (consulte o valor)
09/06 – Programação especial Dia dos Namorados
23/06 – Curso Harmonização – tábuas de frios
Mini Cursos Queijos e Vinhos
11/08 e 15/09 – 9h – (consulte o valor)

Bento em Primavera – Outubro
Mini curso Frutas e Vinhos
20/10 e 10/11 – 9h – (consulte o valor)

Natal em Bento
Natal di Baco na vinícola – decoração especial dentro do roteiro na Aurora, temática e interativa que já virou referência na cidade.

 

 

Após recorde de 2017, safra da uva deverá ficar dentro da média histórica  

Com antecipação do início da colheita em torno 15 dias em relação ao período normal, vitivinicultores projetam volume 20% menor que o colhido no ano anterior, com ganhos na qualidade

Depois de registrar a maior colheita da história do Rio Grande do Sul, com 753 milhões de quilos de uva em 2017, antecedida pela quebra de safra recorde em 2016, com perda de 57%, a vindima 2018 deverá ficar dentro da normalidade e chegar a cerca de 600 mil toneladas da fruta destinadas ao processamento. Produtores e indústria estão otimistas com o desenvolvimento da produção no campo até o momento. As condições climáticas e o manejo adequado realizado ao longo dos meses estão proporcionando às uvas boa qualidade e níveis altos de graduação de açúcar, o que deverá resultar, novamente, em ótimos vinhos, espumantes e sucos de uvas 100%.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e também presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho/RS), Oscar Ló, as primeiras uvas para processamento começaram a ser colhidas na segunda quinzena de dezembro, cerca de 15 dias antes do período normal. “As variedades precoces estavam adiantadas por conta do pouco frio feito no inverno. A brotação começou antes, porém, as noites mais frias no mês de dezembro fizeram com que as variedades tardias estejam maturando no período considerado normal. Isso pode prolongar a safra gaúcha, fazendo com que até o término, em março, ela feche o ciclo. A previsão é de um volume 20% menor do que no ano passado, e, devido às regularidades das chuvas e as uvas estarem amadurecendo com clima mais seco, vamos ter uma excelente qualidade. O clima está mais seco, as uvas estão com a sanidade melhor”, avalia.

Safra - Crédito Silvia Tonon

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS) também projeta uma safra dentro da média dos últimos anos. “Contabilizando todas as uvas, independente do destino, e incluindo o consumo in natura, acreditamos que devam ser colhidas cerca de 750 mil toneladas da fruta em todo o Estado. Se mensurássemos apenas as uvas para processamento, destinadas a elaboração de vinhos, espumantes e sucos de uva, acreditamos que este número passará para, aproximadamente, 600 mil toneladas”, prevê Enio Ângelo Todeschini, engenheiro agrônomo e assistente técnico regional de fruticultura da Emater. “Se o clima continuar assim para viticultura é muito bom, pois diminui o risco de doenças e melhora a maturação da uva. Por enquanto, a qualidade está excelente. O cultivo ao longo de 2017 foi dentro do recomendado, com podas, adubação sem exagero e com plantas com cobertura de solo, o que evita a perda de água e nutrientes, ou seja, a erosão, deixando a videira sem maiores riscos”, completa.

As variedades Bordô, Niágara, Violeta, Concord, Pinot Noir e Chardonnay, por exemplo, foram as primeiras a serem colhidas no Estado. Neste mês, as vinícolas estão recebendo também as Merlot, Riesling Itálico e Glera (Prosecco), e em fevereiro e março serão a vez das Cabernet Souvignon e Franc, Tannat, Moscato Branco, Isabel e Trebbiano.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Garibaldi, Denis Debiasi, a redução na produção da videira será uma das variáveis responsáveis pela boa qualidade da fruta. “Vamos ter uma diminuição no volume, pois no ano passado a safra foi grande e, claro, a parreira não aguenta dois anos seguidos grandes volumes. Mas isso também é bom, pois não houve acúmulo de uvas nas parreiras, as uvas estão mais distribuídas e se desenvolveram melhor. Na região, tem gente colhendo com um grau de açúcar bem satisfatório. Essas noites amenas, com chuvas periódicas e dias quentes nos proporcionam uma qualidade melhor, em que as uvas amadurecem dentro da normalidade. Quando a matéria-prima vem boa, melhora toda a cadeia”, pontua Debiasi.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, as previsões climáticas previstas para o auge da safra 2018, no primeiro mês do ano, deverão se manter positivas para que se colham as uvas com a maturação adequada. “Os prognósticos meteorológicos apontam para uma influência moderada do La Niña até o final de janeiro, ou seja, uma incidência de chuvas abaixo do normal, o que favorece a maturação e, consequentemente, a boa qualidade das uvas. Estamos acompanhando as previsões, mas ainda é precipitado falar de fevereiro ou março”, observa.

Marcio Ferrari, vice-presidente do Ibravin, coordenador da Comissão Interestadual da Uva e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Farroupilha, explica que as precipitações ocorridas nos últimos meses de 2017 na Serra Gaúcha – região responsável por 85% da produção nacional – foram pontuais e não deverão prejudicar o volume total que será colhido em todo o Estado: “Tivemos algumas perdas em função da chuva de pedra, mas, de uma forma geral, essa diminuição de safra se dá em função da formação de cachos menores”, explica.

 Segundo o Cadastro Vitícola, no Rio Grande do Sul são cultivadas 138 variedades de uva, entre viníferas (destinadas à produção de vinhos finos e espumantes) e uvas americanas e híbridas (reservadas à elaboração de vinhos de mesa e sucos). As principais regiões produtoras são: a Serra, a Serra do Sudeste, os Campos de Cima e a Campanha.

Os números das últimas safras gaúchas*             

Ano Volume (milhões de quilos)
2011 709,6
2012 696,9
2013 611,3
2014 606,1
2015 702,9
2016 300,3
2017 753,2

 *Uvas para processamento de vinhos, espumantes, sucos de uva e derivados. Dados referentes ao estado do Rio Grande do Sul, provenientes do Cadastro Vinícola, mantido por meio de parceria entre Ibravin e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), com recurso do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis).

 
Foto: Silvia Tonon

Conheça harmonizações de vinhos ideais para o seu churrasco

Substituir a clássica cerveja pelo vinho pode ser uma grande aposta no quesito sabor. Por isso, a Evino separou algumas dicas especiais para ajudar nessa combinação

Embora caipirinha e cerveja ainda mantenham a soberania no churrasco brasileiro, a quantidade de pessoas adotando as taças mostra que o vinho vem ganhando espaço. Mas você sabe como combinar a bebida ideal com cada um dos cortes de seu churrasco? Não se pode negar que uma boa harmonização faz toda a diferença e o vinho pode ser considerado um grande aliado no quesito sabor. A Evino separou algumas dicas especiais de harmonização para cada corte.

Para Lana Ruff, sommelière da Evino, o crescimento no número de pessoas que começaram a adotar a harmonização de vinho e churrasco representa uma mudança gradual na nossa cultura. “Um palpite é o fato de que o vinho tem propriedades que ajudam a contrabalancear as características extremas da carne”, diz.

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De acordo com ela, é importante saber que sal e gordura são elementos amigos da harmonização (e por isso as combinações queijo-vinho e carne-vinho são tão famosas). Ambos os aspectos combinam com o elemento do amargor, que existe naturalmente nos taninos presentes em vinhos tintos. “Não à toa a Malbec, que é uma uva com bastante tanino, é o par tradicional de cortes suculentos e fibrosos, como bife ancho e contrafilé“.

Já a acidez ajuda a cortar as moléculas de gordura no palato, então alguns cortes mais gordurosos, como picanha e alcatra, vão precisar de uvas com teor alto de acidez, como Cabernet Sauvignon, para garantir equilíbrio.

“Quem quiser ousar pode investir sem dó em filé mignon com Chardonnay barricado. As transformações microbiológicas que o vinho branco sofre enquanto está em contato com a barrica dão a ele um aspecto mais pesado, carnudo e até aromas de manteiga”, pontua. Esse tipo de característica faz com que o vinho tenha mais presença em boca, pareça mais encorpado e, portanto, páreo pra encarar uma carne vermelha magra.

Outra dica da especialista é prestar atenção se o tempero é o elemento principal do prato. Por exemplo, se estiver rolando uma costela ao barbecue, o molho vai predominar em virtude do seu sabor forte. Syrah é um clássico para essa receita, pois, além de ser uma uva que rende vinhos encorpados, ela tem aromas de especiarias que entram em harmonia com o molho.

Já a mistura clássica de carne branca e vinho branco também é bem famosa, pois temos uma harmonização por peso e semelhança: a carne e o vinho são leves e por isso não há muito risco de um se sobressair ao outro. “Se o frango estiver temperado com ervas, aí a dica é Sauvignon Blanc, uva branca com aromas tipicamente herbáceos ou Carménère, uva tinta que também vai nessa direção. Essas dicas também valem para o pão de alho, que precisa de vinhos com sabores e aromas fortes” comenta.

As carnes de porco têm muito sal e muita gordura, mas sabores mais suaves, em geral. Assim, a harmonização não tem segredo, já que os elementos que se destacam são fáceis de combinar. A linguiça é a oportunidade certa para dar aquela variada e investir em rosés ou, até mesmo, espumantes, cuja acidez sempre alta promete cortar a gordura.

E os vegetais são um desafio para uma harmonização bem sucedida, pois eles unem consistências confusas, ora crocantes, ora macias. Mas de acordo com a especialista nem tudo está perdido. “Pra dar conta dessa explosão de sabores e texturas vale dar uma temperada nos legumes com o próprio vinho. E vale lembrar que cogumelo e Pinot Noir, ou a uva piemontesa Nebbiolo, são pares clássicos”, finaliza.

 

Vinho “laranja” feito à base de uva peverella: anárquico e cultural

“Para mim o vinho continua sendo, como entendia Galileu Galilei, humor líquido e luz”. A afirmação é do enólogo poeta Luís Henrique Zanini, da Vallontano Vinhos Nobres, do Vale dos Vinhedos, que foi um dos entrevistados pela sommelier argentina Cecília Aldaz para a série “Um brinde ao Vinho”, da Globosat. Cecília Aldaz, que está viajando pelo Brasil e outros países da América Latina em busca dos melhores vinhos, entrevistou Zanini em função do lançamento do “vinho laranja” no Brasil.

Luis Fernando Zanini vinho coloridoZanini comenta que a ideia de elaboração de vinhos com essa tonalidade surgiu no ano 2000, tomando forma através do “projeto peverella” que, em 2008, resultou no lançamento da linha Era dos Ventos. Acrescenta que os vinhos artesanais da linha são elaborados com as uvas brancas peverella e trebiano. “A cor laranja é resultante do processo de maceração, feito com mais intensidade, vinificando-as como se fossem tintas, e do período de maturação de, no mínimo, dois anos”, explica.

A produção anual da linha, de cerca de 600 garrafas cada variedade, está sendo comercializada nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a valores acima de R$ 100,00 a unidade. A recomendação é que, por serem picantes, sejam harmonizados em refeições.

“Esses dois vinhos da Linha Era dos Ventos são anárquicos, por não se enquadrarem na tendência atual”, define o enólogo. Ele complementa que, além disso, a utilização da uva peverella para a elaboração de vinho é um resgate cultural. “Seu plantio foi introduzido na região da Serra Gaúcha no final do século 19, por imigrantes das regiões do Trento e do Vêneto, do Norte da Itália. Até a década de 70, ela foi muito utilizada pela indústria vinícola nacional como base para vinhos brancos e espumantes”.