Posts

“Todos podem conquistar um novo dia a dia”

isauraFrente ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bento Gonçalves – SINDISERP-BG está uma mulher. Ela é Isaura Bolesina, natural de Santa Tereza. Isaura é graduada em licenciatura em Ciências pela Universidade de Caxias do Sul (UCS-FERVI) e pós-graduada em Psicopedagogia. Assumiu a presidência do Sindicato em 2013, dando início a quarta gestão da entidade liderada por mulheres. Ao todo, são 26 anos que mulheres presidem o SINDISERP- -BG.

Filha de agricultores, Isaura come- çou a trabalhar aos 18 anos, na linha de produção de uma vinícola. Passou para o escritório e assim percebeu que, para ir além do chão de fábrica, era necessário estudar. Em 1987, aos 19 anos, ingressou na universidade e começou a trabalhar na rede municipal de ensino como professora. Participou da Diretoria do SINDISERP-BG nas três gestões anteriores a sua na Presidência. “É a motivação e a vontade de querer ir além na busca de realizações. Todos podem conquistar um novo dia a dia”, afirma Isaura. Ela também ressalta que faz parte da missão dar continuidade ao bom trabalho desenvolvido pelas gestões anteriores, priorizando a ética e a honestidade. “Luto por manter direitos conquistados e pela ampliação de convênios e parcerias que tragam benefícios aos associados, com amparo jurídico para garantir seus direitos”, complementa.

O SINDISERP-BG representa os funcionários públicos municipais a ele associados. Entre os cerca de 1.850 associados, 1.400 são mulheres. Professoras, auxiliares de educação infantil, técnicas em enfermagem, fiscais, entre outras profissões. “Uma de nossas conquistas foi a obtenção da trimestralidade salarial para os servidores, com reajuste a cada três meses, através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que atualiza o poder de compra”, ressalta. Nos quatro anos de sua gestão o Sindicato aumentou o investimento em cursos para os associados. “Ampliamos os canais de comunicação com os associados, com ferramentas da web. Foi dado mais ênfase aos cursos de línguas atendendo associados e familiares, com valores de mensalidades abaixo do mercado. Além disso, a entidade tem convênio com os dois cinemas da cidade, o que garante ingressos pela metade do preço quando retirados no Sindicato”, complementa.

Isaura prioriza a busca por igualdade salarial e direitos trabalhistas entre homens e mulheres. Cita como exemplo os salários pagos pela prefeitura de Bento Gonçalves aos concursados. “Para cada cargo há um valor tabelado, independente do gê- nero. Porém, os salários de algumas categorias precisam com urgência de alterações de leis municipais. Há várias gestões essas categorias têm seu básico abaixo do salário mínimo nacional”, explica.

Na avaliação de Isaura, as políticas públicas que procuram a igualdade entre gêneros não levam em consideração a realidade da mulher brasileira. “De fato, a mulher brasileira se tornou bem mais independente, mas em atividade constante. Passa até dez horas no emprego e outras tantas ainda cuidando da casa e dando atenção à família. Existe uma aproximação do homem aos afazeres domésticos, mas isso ainda está longe de ser algo comum nos lares, principalmente com gerações mais maduras. A realidade é que a mulher continua com mais responsabilidade e não acho justo não terem considerado essa realidade na nova proposta de aposentadoria pelo governo federal”, observa Isaura.

Sobre o Dia Internacional da Mulher, ela reporta as palavras da professora da Unicamp, Maria Célia Orlato Selem: “o dia 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”.

Violência contra a mulher: 1.380 ocorrências registradas em 2016

Reportagem: Natália Zucchi
Edição: Kátia Bortolini

As mais variadas formas de violência contra as mulheres residentes em Bento Gonçalves são atendidas pela Rede de Enfrentamento, formada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Centro de Referência da Mulher que Vivencia Violência (Revivi), Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Polícia Civil, Brigada Militar, Poder Judiciário, Defensoria Pública, OAB, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – Comdim. Nesta reportagem foram ouvidas a delegada titular da DEAM, Deise Salton Brancher e a Coordenadora do Centro Revivi, Regina Zanetti.

Ameaça, perturbação e lesão corporal

Segundo a titular da DEAM do município, Deise Salton Brancher, a Delegacia da Mulher tem a função de apurar crimes de violência familiar e doméstica realizada por homem contra mulher ou de mulher contra mulher, em relações homoafetivas. Ela explica que a violência doméstica se difere da familiar porque a primeira pode ser realizada por qualquer pessoa residente no mesmo lar. “Já a familiar é praticada somente entre os membros da família”, acrescenta. Em relação a situação inversa, de homens agredidos por mulheres, a vítima pode registrar um Boletim de Ocorrência (BO) no DEAM, mas o inquérito será enviado à Delegacia de Polícia Civil.

De 1 de janeiro a 19 de dezembro de 2016, foram registradas 1.380 ocorrências de agressão em Bento Gonçalves, entre a DEAM e o Pronto Atendimento da Polícia Civil. Desse montante, foram instaurados 940 inquéritos. A maioria das ocorrências, conforme Deise, são por ameaça, perturbação e lesão corporal. No caso de lesão corporal, sempre é aberto inquérito, que segue em andamento mesmo se a vítima retroceder na acusação. Também nesse período foram expedidos pela DEAM 54 mandados de busca e apreensão.

“Os casos ocorrem em todas as classes sociais e em todos os bairros. As mulheres das classes mais altas relutam em denunciar e procurar ajuda devido a pressão e exposição social, medo do que a sociedade vai falar, medo do que a família vai pensar”, observa ela.

 A Delegada ressalta que a mulher precisa se reconhecer como sujeito de direitos. Ela complementa que as leis vêm para proteger e dar segurança à mulher, prezando sempre pela igualdade de gênero.

capa mulher delegada“Ninguém casa pensando em separação”

Para os ditos casos de mulheres que utilizam a Lei Maria da Penha em benefício próprio ou para incriminar o parceiro, Deise salienta que se no inquérito for provado que ela mentiu, deixará de ser vítima para ser ré, respondendo por denunciação caluniosa. Quanto a resistência de muitas mulheres em se separar do agressor, ela lembra que há vários fatores envolvidos, começando pelo sentimental. “Ninguém casa pensando em separação. Além disso, muitas alentam a esperança de mudança de comportamento do parceiro. Todas as realidades são respeitadas, não é a polícia que vai determinar a sequência da história. A lei oferece segurança, e as instituições amparo e atendimento especializado com médicos e psiquiatras para toda a família. Mas a decisão de dar ou não andamento ao processo é delas. A exceção é quando há lesão corporal”, acentua a Delegada.

Revivi prestou 792 atendimentos em 2016

O Centro Revivi atende mulheres que passam por qualquer tipo de violência, sem haver necessidade de registro do Boletim de Ocorrência. O acompanhamento à vítima é prestado por uma equipe multidisciplinar junto à rede pública de saúde. De acordo com a coordenadora Regina Zanetti, mensalmente são atendidas em torno de 70 mulheres. Ela acrescenta que já houve períodos com mais de 90 atendimentos mensais.

De janeiro a dezembro de 2016, o Revivi prestou 792 atendimentos, entre eles 141 novos casos de violência contra a mulher. Desses, foram 128 casos encaminhados pela Delegacia da Mulher, Delegacia de Polícia, Fó- rum e Ministério Público. Também houve 13 casos de procura espontâ- nea. Entre os novos casos, 56 mulheres têm filhos com o autor da agressão e não possuem renda própria. Ocorreram ainda 42 reincidências de casos em andamento. Os bairros com mais casos de violência doméstica encontram-se na zona norte da cidade. A maioria das vítimas possui ensino fundamental incompleto. Mas em 2016 também foram registrados dez casos de vítimas com ensino superior completo, com acréscimo de 100% em relação a 2015, ano em que ocorreu cinco casos. A informação é da coordenadora Regina: “Nosso atendimento é para todas. Cada uma tem história e sentimentos diferentes. Umas frequentam o Revivi durante um mês, outras permanecem seis, oito meses. O importante é que cada uma quebre o ciclo de violência e passe a tomar atitudes. Toda mulher merece se olhar no espelho e se sentir livre, dona de si”, afirma Regina.

dia da mulherChefes de família

Regina Zanetti conta que até 1962 poucas eram as mulheres em Bento Gonçalves que trabalhavam nas indústrias. Entre elas, raras eram casadas, porque os maridos e os próprios familiares do casal as induziam a abandonar seus empregos para servir somente ao lar. De acordo com Regina, as casadas que continuavam trabalhando eram vítimas de insultos de vizinhos e não eram consideradas “mulheres de família”. O ato de manter o emprego também era visto como desrespeito ao homem, provedor da família. “A situação também sugeria falta de masculinidade. O caso se agravava se o casal já tivesse filhos. Era um absurdo para a sociedade da época. Os empresários não contratavam mulheres casadas porque poderia ser uma má ação da empresa e as demissões eram frequentes quando os noivados eram anunciados”, reporta. Ela observa que atualmente, em Bento Gonçalves, muitas mulheres são chefes de família. “Uma parcela delas é quem sustenta o marido. Mesmo em famílias que ambos colaboram para o sustento, a carga de trabalho da mulher é maior”, complementa.

Diferença salarial pode chegar a 30%

Conforme pesquisas divulgadas em 2015 e 2016, a diferença salarial entre homens e mulheres pode chegar a 30%, dependendo dos cargos e setores de atuação. “Isso depende das políticas de cada empresa, algumas já estão aplicando igualdade nos salários, mas entre homens e mulheres formados em Engenharia Civil, entre outras profissões com predominância masculina, a diferença pode ser gritante”, comenta Regina. Ela diz ainda que, na maioria dos casos, as demissões começam pelas profissionais do sexo feminino, devido ao gênero e a capacidade de engravidar. “O empregador enxerga como desvantagem a possibilidade de ter a profissional afastada pela licença maternidade. Isso é muito comum na nossa cidade. A cultura, infelizmente, é esta”, lamenta ela.

Denúncias

As agressões podem ser físicas, verbais ou psicológicas, e geralmente ocorrem dentro de casa. Na maioria dos casos elas são praticadas por maridos, companheiros e namorados. Também são feitas pelos ex-companheiros. Muitas mulheres passam entre cinco e dez anos sofrendo violência doméstica, esperando que seus companheiros mudem de atitude, sem que haja melhoras. “Muitas gerações realmente aguentaram caladas. Enfrentaram por causa dos filhos e da dependência financeira, onde os maridos impediram a profissionaliza- ção para manter a dominância. Hoje ainda temos vovós sendo agredidas pelos maridos há mais de 40 anos. Infelizmente, a imagem da mulher como “tanque, fogão e cama” ainda existe. Conforme os números, o correto a afirmar é que visibilidade da violência contra a mulher está aumentando, porque houve aumento nas denúncias. Mas ainda há muitos casos que não são conhecidos por diversos fatores sociais e psicológicos de cada ví- tima. O importante é que, com a maior procura, conseguimos ajudar mais mulheres a reconstruir suas vidas. As mulheres devem saber que agora elas têm voz”.

Abuso de álcool e outras drogas são agravantes

As estatísticas apontam que o uso de álcool e outras drogas são dois fatores que aumentam as agressões. “Além dos companheiros estarem alcoolizados e sob efeito de entorpecentes, as mulheres são agredidas também pelos filhos, motivados pelo uso dessas substâncias. Muitos destroem o patrimônio da mãe, roubam sua própria casa para sustentar o vício”, lamenta Regina.

Encarceramento doméstico

Em 2016 ocorreram quatro casos sérios de encarceramento doméstico em Bento Gonçalves, onde esposa e filhas foram impedidas de sair de casa em qualquer situação. “Nós pertencemos a uma região culturalmente machista. Tanto na cidade quanto no interior do nosso município, existem muitas famílias onde os homens se veem donos de suas filhas e de suas esposas. Infelizmente é comum os casos de encarceramento, onde o marido só autoriza a saída da mulher mediante sua presença e somente em determinados ambientes. Quando a filha mulher casa, eles entendem que a partir daí ela pertence a seu marido e ele será o responsável por controlar sua vida. Além disso, em muitas famílias a maior parte da herança ou o bem mais valorizado fica para o filho homem. Quando fica para a mulher, continua sendo a responsabilidade do marido administrar”, comenta.

Desenhos retratam a violência doméstica

A Coordenadoria da Mulher e o Centro Revivi promovem palestras e encontros em salões de comunidades e escolas. Os órgãos também orientam os funcionários das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para identificar sinais de agressão. “Elas nem sempre apresentam dores ou marcas, mas muitas possuem sequelas tão sérias de abuso que doenças se manifestam e nada é localizado em exames. Elas não se curaram emocionalmente desses abusos e o corpo traduz”, salienta Regina.

Nas escolas, os professores e orientadores podem identificar sinais de agressões domésticas através das crianças, por meio de comentários, desenhos que retraram a violência, ou manifestando os primeiros sinais de opressor x oprimida, praticando atitudes violentas com as colegas. Professores das redes de ensino podem realizar a capacitação para identificar as famílias que se encontram nessa condição de violência. “É importante trabalhar a formação da personalidade das crianças que enxergam as agressões em casa, para que elas compreendam a gravidade do problema e não incorporem isso para suas vidas. Muitos agressores de hoje são os filhos de mulheres oprimidas e agredidas, então para eles é normal”, observa.

Três anos sem feminicídios

Em 2013 ocorreu o último feminicídio – homicídio de mulheres devido ao gênero. São crimes onde o homem se acha proprietário da mulher e não aceita ser contrariado por ela. Também são motivados por ciúmes e obsessão. De 2007 a 2013, ocorreram dez casos em Bento Gonçalves.

Agressor também precisa de ajuda

O auxílio também chega ao praticante da violência. A Coordenadoria da Mulher realiza anualmente encontros de grupos com uma equipe multidisciplinar. São homens que se propõem a aceitar orientações e tratamento. Eles são encaminhados para psicólogos e psiquiatras, participam de conversas com o conselho de mulheres e buscam compreender a dimensão do problema para permanecerem com suas parceiras ou reiniciar uma nova relação afetiva saudável. “A Lei Maria da Penha não foi criada para separar casais, mas sim minimizar a violência. Além da mulher, o homem e a família também sofre. Nada impede que as mulheres agredidas permaneçam com esses parceiros se eles também se esforçarem para a saúde da relação e não repetirem os atos de violência. Os homens são nossos parceiros. Em nenhum momento os direitos das mulheres veio para desvalorizar o homem. Pelo contrário. Homens e mulheres são seres humanos que merecem respeito, liberdade e uma vida digna, construindo seus sentimentos e dia a dia em relações construtivas e colaborativa de igualdade de gênero. Eles também têm que dar o exemplo ao filho, tem que conversar, enxergar seus erros e nos auxiliar a preparar uma geração mais consciente”, esclarece.

Enganadas pelas redes sociais

De acordo com Regina, mulheres de outros Estados menos desenvolvidos são seduzidas por homens de Bento Gonçalves pelas redes sociais. Elas são iludidas e persuadidas a se mudarem para a cidade através de promessas de emprego e qualidade de vida. “Muitas trazem consigo seus filhos. Aqui, o “príncipe” as obriga a trabalhos domésticos exaustivos e a prostituição. Algumas chegam até nós e então conseguimos que elas retornem para seus familiares, nos seus estados de origem em seguran- ça”, declara. Para custear as passagens, é comum o Centro Revivi promover rifas e solicitar doações. Em 2013, a coordenadora recebeu um veículo dos governos federal e estadual para as necessidades atendidas pelo Centro Revivi. Ele é utilizado no município e região.

Associações

Na área rural e nos bairros do município, mulheres estão se organizando em associações, realizando atividades para seu próprio bem-estar. Elas participam de cursos, encontros e organizam viagens, sem a presença dos filhos e do marido, arcadas por meio de uma mensalidade. “As mulheres do interior tem se priorizado mais, gerando uma tímida mudança de comportamento com os maridos, exemplo extremamente necessário para os filhos. Essas mulheres têm aumentado a autoestima. Elas estão se libertando de um padrão inaceitável. Antes dependentes financeiramente e emocionalmente do marido, agora elas procuram formas de ter seu próprio dinheiro em atividades dentro e fora da propriedade. Assim, passaram a ver o marido como companheiro, alguém para compartilhar a vida”, comemora.

A liberdade na terceira idade

“Mulheres idosas saíram de um ciclo de opressão ao ficarem viúvas, ganhando independência e autoestima. Outras mulheres do lar estão se abrindo mais para as possibilidades de entretenimento e educação disponíveis. Elas aproveitam as coisas boas da vida, afirmando sua vontade e enfrentando, muitas vezes, a opinião contrária do marido. É interessante porque os homens, aos poucos, vão se engajando e participam de algumas atividades”, comenta.

“Mulheres idosas saíram de um ciclo de opressão ao ficarem viúvas, ganhando independência e autoestima. Outras mulheres do lar estão se abrindo mais para as possibilidades de entretenimento e educação disponíveis. Elas aproveitam as coisas boas da vida, afirmando sua vontade e enfrentando, muitas vezes, a opinião contrária do marido. É interessante porque os homens, aos poucos, vão se engajando e participam de algumas atividades”, comenta.

Exposição “Mulheres garibaldenses” abre nesta terça-feira, dia 7

unnamed (1)Em março, o Museu Municipal de Garibaldi será um dos palcos garibaldenses para homenagear as mulheres. Com 64 fotografias inéditas, a exposição “Mulheres garibaldenses” reúne imagens de noivas e retratos de mulheres de diversas idades que traduzem a força, o poder e a elegância do sexo feminino.

De acordo com a historiadora Elenita Girondi, as mulheres tiveram e têm um papel fundamental na história do Município. “Foram mães e profissionais que fizeram toda a diferença e mostraram, entre tantas qualidades, grande força e capacidade de superação”.

As fotos datam de 1900 até 1970, onde é possível ver a diferença nos trajes, a evolução dos vestidos na moda, além da forma como as mulheres foram sendo retratadas. O convite é para que a comunidade visite a exposição para prestigiar e para ajudar no reconhecimento de algumas fotografias que ainda estão sem identificação, engradecendo ainda mais o acervo do Arquivo Histórico Municipal.

O Museu Municipal de Garibaldi fica localizado na Rua Dr. Carlos Barbosa, 77, e atende o público de terça a sábado das 08h às 12h e das 13h às 17h. Aos domingos das 10h às 16h. A atividade compreende o calendário do Veraneio da Vindima, organizado pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura e o Mês da Mulher, promovido pela Apeme.

Créditos das fotos: Arquivo Histórico Municipal

Programação do Mês da Mulher em Garibaldi

O Mês da Mulher 2017 de Garibaldi iniciou no último sábado, dia quatro e terá uma programação recheada para elas até o dia 31 de março, realizada pela APEME Mulher. Este é o sétimo ano em que as entidades unem forças para proporcionar à comunidade eventos culturais, sociais, informativos, de valorização ao público feminino e também para toda comunidade Garibaldense e regional.

Mais informações podem ser obtidas na APEME, pelo fone (54) 3462 2755 ou pelo e-mail eventos@apeme.com.br.

PROGRAMAÇÃO DO MÊS DA MULHER 2017 – DE 04 A 31 DE MARÇO

 

Exposição fotográfica ‘‘Mulheres Garibaldenses’’
Fotos inéditas de jovens e noivas que retratam a força, poder e elegância da mulher garibaldense
Quando: 07 de março a 04 de junho
Horário de visitação: de terça à sábado, das 9h às 12h e das 13h às 17. Domingos e feriados, das 10h às 16h
Local: Museu Municipal de Garibaldi
Realização: Museu Municipal e Secretaria Municipal de Turismo e Cultura

Palestra ‘‘Mulheres Inspiradoras: coloque em ação seu poder transformador’’ com Ana Schmitz
Após palestra, buffet de risotos, doces e espumantes. Ingresso individual: R$ 60
Quando: 08 de março às 19h
Local: CIC-GARIBALDI
Realização: Mulher Empreendedora CIC

Palestra ‘’Conhecendo os Vinhos do Brasil’’ com Sommeliére do Ibravin Silvia Mascella Rosa
Valor individual: R$ 20
Quando: 09 de março às 19h
Local: Confraria da Tramontina
Inscrições e Realização: Secretaria Municipal de Turismo e Cultura/Apoio: APEME e Ibravin

Dia especial de atividades para as mulheres
Em caso de chuva, será transferido para 18 de março
Quando: 11 de março às 9h
Local: Praça da Igreja Matriz

 

Programação para o palco
9h – Abertura Oficial do Mês da Mulher
10h – Aulão de dança com Estique-se Gym

Atividades confirmadas na praça
– Brinquedos para as crianças (SMEL)
– Distribuição de balas e balões de gás para a criançada (Sicredi)
– Distribuição de rosas (APEME Mulher)
– Orientação sobre câncer de mama e feira de artesanato (Liga Feminina de Combate ao Câncer de Garibaldi)
– Divulgação sobre áreas de atuação e esclarecimentos sobre o profissional da Psicologia (Ser-PSI – Associação dos Psicólogos de Carlos Barbosa e Garibaldi)
– Distribuição de mudas de chás (Mulher Empreendedora CIC)
– Medição de pressão arterial com equipe da enfermagem (SMS)
– Orientações sobre Dengue (SMS)
– Passeio de Tim-Tim (SMTC)
– Testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatites B e C no Centro Radiológico, ao lado da Câmara de Vereadores (SMS)
– Divulgação do Projeto “Mais Marias” (Comissão da Mulher Advogada da OAB Garibaldi e Carlos Barbosa)
– Feira de Artesanato (Clube de Mães e dos alunos da APAE de Garibaldi)
– Divulgação das atividades da rede de violência contra a mulher (COMDIM, CRAS, CREAS, Cartório Especializado da Mulher e OAB)
– Shiatsu Quick Massage (Tamara Piccinini – Espaço Estima e voluntárias Raquel Crespão e Patrícia Bodini)
– Maquiagem (Farmácias Associadas)
– Feira Projeto “Mãos Solidárias” (FAC)
– Divulgação do projeto “Prevenção: onde mais (+) é menos (-)” (APAE Garibaldi)
– Desenhos de croquis de moda para mulheres (Turmas de Design de Moda da Escola Qualifica)
– “Pintando na Praça”: artistas estarão pintando e haverá oficinas rápidas de pintura (Artistas Associados de Garibaldi)
– Mini oficinas sobre plantas comestíveis (não convencionais) e distribuição de materiais de campanhas (LIONS e LEO Clube Garibaldi)
– Quick Massage e Design de Sobrancelhas (Instituto Mix)

12ª edição do Costelão da APAE
Missa e almoço
Quando: 12 de março às 10h30
Local: Sede Social AMG
Realização: APAE

VI Jantar em homenagem às personalidades femininas de Garibaldi
Ingresso individual: R$ 35
À venda na Eliza Boutique, Pasqualotto Seguros, integrantes do LIONS e com as homenageadas
Quando: 13 de março às 19h30min
Local: Restaurante Marisa
Realização: LIONS e LEO Clube Garibaldi

Sessão de cinema ‘’O maior amor do mundo’’
Comentaristas: Psicólogas Elenice Bertoldo e Luciane Rippel
Entrada franca
Confirmação de presença até 14 de março pelo WhatsApp (54) 99102 0437 ou e-mail lurippel70@gmail.com
Quando: 16 de março às 19h
Local: Auditório APEME
Realização: Ser-PSI

Dia de Beleza para alunas da APAE
Quando: 12 de março às 14h
Local: Escola Especial Bem-me-quer
Realização: LEO Clube Garibaldi

Oficina de costura e afazeres domésticos
Quando: 12, 23 e 24 de março às 19h30min
Local: Subsolo Eliza Boutique
Instrutora: Eliza Possan
Valor: R$ 75 antecipado, R$ 85 no dia
Inscrições na loja. Informações: 3462 2420
Realização: Eliza Boutique

 

Churrashow – Curso de churrasco para mulheres com Embaixador do Churrasco
Valor: R$ 130 para associadas APEME
R$ 150,00 para não associadas APEME
Quando: 22 de março às 19h30
Local: Confraria da Tramontina
Inscrições com Espaço Estima – 3462 6833
Realização: Espaço Estima e APEME Mulher
Patrocínio: Ortafrutti

Palestra ‘’Violência contra a mulher: a realidade no Brasil’’
Quando: 23 de março às 19h
Local: Auditório APEME
Realização: Comissão da Mulher Advogada da OAB Garibaldi e Carlos Barbosa

Espetáculo teatral ‘’Fossa Nova’’
Ingressos à venda na APEME, Disco Center e com integrantes da APEME Mulher
R$ 10 (comerciários e dependentes com cartão SESC/SENAC)
R$ 20 (estudantes, associados APEME e comerciantes com cartão SESC/SENAC)
R$ 25 (público em geral)
Quando: 26 de março às 19h30
Local: Clube 31 de outubro
Realização: APEME Mulher e SESC

Oficinas de Gastronomia
Dia 27 Degustação e harmonização de cervejas com Fernando Menezes – Gerente Nacional da Cervejaria Leopoldina
Dia 29 Tudo do ovo, menos a casca com Érico Borowski (Técnico em Panificação e Confeitaria da Naturovos) e Roberto Zucolotto (Professor e Chef)
Dia 31 Flores comestíveis: espécies e cultivo com Tatiana Frantz
Valor para os 3 dias: R$ 30 para comunidade escolar / R$ 60 para comunidade em geral
Realização: Escola Qualifica
Quando: 27, 29 e 31 de março às 18h50
Local: Escola Qualifica
Apoio: Naturovos e Cervejaria Leopoldina

Oficina de produção e cuidado com Orquídeas
Inscrições gratuitas e limitadas no Escritório da EMATER (Rua Batista João Carraro, 79)
Informações: 3462 1602
Quando: 28 de março ás 13h30
Local: Comunidade São Gotardo
Realização: EMATER

DURANTE TODO O MÊS DA MULHER

Orientações às vítimas de violência
Com equipe multidisciplinar do CREAS com psicóloga e assistente social
Atendimento no CREAS (Rua Júlio de Castilhos, 254) de segunda a sexta das 08:00 às 11:30 e das 13:30 às 17:00 / Informações: 3462 8272
Realização: CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social)

Projeto Mais Marias
Assessoramento jurídico gratuito para vítimas de violência doméstica para o correto desfecho das audiências / Atendimento todas as segundas de manhã na sala da OAB no Fórum (Rua Francisco Meneghetti, 130, sala 117) / Informações: 3462 5906
Realização: Comissão da Mulher Advogada da OAB Garibaldi e Carlos Barbosa

 

Mulheres com câncer tornam-se personagens do mundo fantasy em Mostra Fotográfica

Mulheres que venceram o câncer fazem parte de um mundo mágico no ensaio fotográfico realizado pelo projeto Borboletas da Rede do Bem. A mostra está exposta na Fundação Casa das Artes até o dia 31 de março. As visitações ocorrem nos horários das 8h às 11h45min e 13h30min às 17h45min.

16602642_1439603779418066_5702952855082877529_nCada uma das nove mulheres participantes, entre 20 e 88 anos, se tornarem fadas, magas, anjas, guerreiras e índias, personagens que tivessem semelhanças com cada uma das modelos.  Participaram das fotos Angela Bissolotti, Jaqueline Borile Fávero, Aline dos Santos, Rachel Casagrande, Salete De Toni, Liziane Firmini, Simone Dias Jannke, Sheila Caron Matevi e Nona Maria Putton. “A experiência de estar viva para fazer parte deste projeto me enche de amor e gratidão”, agradece Aline dos Santos, 39 anos.

O nome da Mostra Borboletas foi isnspirada na frase de Rubem Alves “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses” e buscou retratar a beleza das metamorfoses na vida das modelos. Segundo Eliana Passarin, fotógrafa do projeto, “as mulheres quando foram convidadas encantaram-se com a proposta, pois era algo alegre, com estética feliz, longe do culto apenas da doença e com cunho solidário.”

16708258_1439603836084727_3556829724361868909_nO projeto foi desenvolvido pela fotógrafa Eliana Passarin, com o apoio da maquiadora Letícia Gowaski, do design Alexandre Pillotti, apresentação da jornalista Rosane Marchetti e do ator João Signorelli.

Rede do Bem

A Rede do Bem é coordenada por Salete De Toni e não é ligada a nenhuma ONG ou instituição. São voluntários que arrecadam recursos por meio da venda de cartões postais do projeto e de camisetas. A renda é doada para mulheres que estão passando pela doença e em situação de vulnerabilidade social.