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Prefeitura recolhe 40 toneladas de lixo de bueiros da cidade

Equipes da Secretaria de Obras higienizam os locais diariamente

A falta de conscientização da população é um dos grandes problemas para o sistema de drenagem da cidade. Obstruídas pelos mais variados tipos de resíduos, as bocas-de-lobo, bueiros e canais acabam por não escoar a água da chuva, provocando alagamentos nas vias públicas, inundando casas e causando prejuízos.

Somente neste ano, a Secretaria de Viação e Obras Públicas, que realiza a limpeza diariamente dos locais, já retirou 40 toneladas de lixo de bocas de lobo em diversos bairros de Bento Gonçalves. Em média, em cada bueiro, são retirados de 30 a 40 kg de resíduos.

Nestes locais é comum encontrar garrafas pets, sacolas plásticas, pedaços de madeiras, latas, restos de resíduos de construção como a argamassa (concreto) e outros materiais descartados irregularmente pela comunidade. Objetos maiores como ferramentas, entulhos, calotas de carro, pneus e até um sofá já foram recolhidos porque estavam obstruindo as galerias de água pluvial.

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Além de objetos absurdos, são recolhidos do sistema pluvial grande quantidade de folhas e terra descartadas irregularmente pela população e pelas construções.

Na temporada de chuvas, os serviços de limpeza são reforçados pelas equipes da Prefeitura para reduzir as chances de alagamentos. Até o momento cerca de mil bocas de lobo já foram higienizadas.

 “A atitude começa com a conscientização da população, de não despejar lixo no chão e recolher folhas caídas na frente de suas casas, por exemplo. Na hora que chove, todo este material é levado para as bocas de lobo. Todos devem fazer a sua parte. Enquanto isso, seguimos trabalhando permanentemente para garantir a eficiência do sistema de drenagem do município”, reitera o secretário da pasta, Amarildo Lucatelli.

A partir do projeto “Ame seu Bairro”, a Secretaria de Meio Ambiente realiza a limpeza em diversos pontos da cidade, onde toneladas de resíduos são recolhidos todos os anos. A última ação, que ocorreu no Bairro Vila Nova, retirou uma tonelada de móveis velhos, eletrodomésticos, madeira, entre outros.

Além disso, a Prefeitura dispõe ainda de equipes que realizam o recolhimento de galhos e entulhos. Os munícipes devem solicitar o serviço pelo Fala Cidadão no telefone: 0800-979-6866.

Foto: Laura Kirchhof

Tecnologia de ponta transformará lixo orgânico em energia elétrica em Bento

Três empresas já manifestaram interesse em construir a Usina de Tratamento e Eliminação dos Resíduos Sólidos Urbanos de Bento Gonçalves, em Parceria Público-Privada (PPP)

Reportagem: André Guillamelau
Edição: Kátia Bortolini
Fotos: André Pellizzari

Três empresas já demonstraram interesse em participar da licitação para a construção da Usina de Tratamento e Eliminação dos Resíduos Sólidos Urbanos de Bento Gonçalves, por pirólise, com edital lançado pela prefeitura no último dia 24 de julho, para a apresentação de propostas até o próximo dia 17 de setembro. A informação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Bertolini Pasin. A obra será feita em Parceria Público- -Privada (PPP), na modalidade de concessão administrativa de 35 anos, numa área do município, de 3,79 hectares localizada na rua Davile Sandrin, no bairro Pomarosa, onde funciona atualmente a Estação de Transbordo. O modelo vencedor do projeto da usina foi o elaborado pela Planex S/A- Consultoria e Planejamento, de Minas Gerais. A empresa vencedora para a implementação do projeto terá o prazo de doze meses para a execução da obra.

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Bento Gonçalves produz, em média, 110 toneladas de lixo por dia. Desse montante, 24% é reciclado. Os materiais orgânicos são transportados por caminhões até o aterro sanitário de Minas de Leão, por cerca de 180 quilômetros, com um custo mensal de R$ 250 mil. A usina vai gerar 12.346 MW de energia elétrica por mês, entre eles 10.400 MW destinados ao consumo nas repartições e na iluminação pública. O restante da energia poderá ser permutado ou comercializado pela prefeitura.

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O município será pioneiro no Brasil na utilização de uma usina de pirólise para a transformação de resíduos sólidos urbanos em energia elétrica. O processo de transformação inicia com a triagem do lixo, com separação dos recicláveis, restando apenas a parte orgânica para a transformação em energia. A empresa vencedora da próxima licitação irá ganhar os direitos de explorar a energia excedente além de poder comercializar as sobras do lixo, ressaltado como “muito rico” pelo prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin. Segundo ele, esse é um dos projetos mais importantes da história recente de Bento Gonçalves. O prefeito salienta ainda que os 60 integrantes das associações de recicladores que atuam no município serão convidados a trabalharem na usina, com carteira assinada.

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“O projeto da Planex foi adequado a realidade local baseado em modelos internacionais de gestão de resíduos. A Concessionária processará ou gerará as quantidades determinadas pelo Concedente levando em conta o crescimento da demanda energética e as novas necessidades de processamento de resíduos”, explica o Secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele ressalta que a usina não causará nenhum impacto ambiental e visual. “Quem passar pela rua que dá acesso ao Vale dos Vinhedos não avistará a usina que terá apenas um discreto chaminé por exigência das normas de segurança. Inclusive, o local será aberto à visitação pública”.

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Obtenção de energia renovável através da pirólise

A pirólise consiste na reação de decomposição por meio do calor na ausência de oxigênio. Este processo requer uma fonte externa de calor para aquecer a matéria, podendo fazer a temperatura variar de 300ºC a mais de 1000°C, ou seja, qualquer processo térmico com temperaturas superiores a 300°C na ausência de oxigênio é considerado método de pirólise que pode ser Lenta, Rápida e Flash Pirólise que possuem condições distintas quanto às condições de operação.

A Pirólise Lenta é um processo que ocorre a temperaturas superiores a 400°C e longos períodos de residência (40min – 1hora) em que a proporção dos produtos obtidos normalmente é 30% líquidos, 35% carbonáceos e 35% gases. A Pirólise Rápida ocorre na temperatura entre 400°C e 600°C e períodos de residência curtos (2 seg.) com produtos obtidos normalmente de 75% líquidos, 12% carbonáceos e 13% gases enquanto a Flash Pirólise é um processo a temperaturas superiores a 800°C e períodos de residência curtos (1 seg.), sendo que a proporção dos produtos obtidos normalmente é de 5% líquidos, 10% carbonáceos e 85% gases.

Cabe esclarecer que estas diferentes condições de operação resultam na obtenção de produtos diferentes. Na indústria, a pirólise é chamada de calcinação, sendo possível produzir produtos como o alcatrão pirolítico ou bio-óleo e o carvão vegetal, que são alternativas de combustíveis para a geração de Energias Renováveis. No caso da usina a ser implementada em Bento, a matéria orgânica presente no RSU será tratada termicamente por pirólise e convertida em gás de síntese (aproximadamente 90% da matéria orgânica seca) e coque/carvão (10% restantes).

Como outros inorgânicos também estarão presentes nos rejeitos sólidos da pirólise, calcula-se que os sólidos da pirólise terão entre 10% e 15% do peso do resíduo bruto. Para que a usina funcione é necessário a queima de cerca de 30% do gás de síntese gerado, fazendo com que este processo seja autossustentável, onde 70% do gás restante serão utilizados para a geração de energia elétrica.

Pirólise deriva dos termos gregos piro, que significa “fogo”, e lise, que significa “quebra”. Literalmente, a pirólise é a “quebra pelo fogo”. Ela está sendo tratada como uma das alternativas à falta de petróleo. Além disso, é uma solução “limpa” para a decomposição do material orgânico (biomassa). Este processo, do ponto de vista ambiental, produz menor quantidade de cinzas e não contém metais pesados, sendo estudado por universidades em vários países, que buscam formas de agregar valor energético e comercial aos resíduos orgânicos.

Usinas de pirólise pelo mundo

Japão e Alemanha foram os principais países que construíram Usinas a Pirólise Lenta a Tambor Rotativo. Um dos grandes motivos que levaram os japoneses a adotar esta tecnologia foi o fato dos modernos sistemas de pirólise criados para tratar RSU serem capazes de produzir e garantir resultados globais muito superiores a outras tecnologias de transformação.

Não foi por acaso que os japoneses implementaram as usinas de Yame, Koga Seibu, Toyohashi, Nishiiburi, Ebetsu e Kyouhoku, citando apenas algumas. Elas foram desenvolvidas por renomadas empresas que realizam constantes pesquisas preocupadas com o tratamento dos resíduos sólidos urbanos sem agredir o meio ambiente e com alto poder de obtenção de energia. Entre outras considerações foi observado que o sistema pode ser instalado em pequenas áreas, tem prazo de construção e instalação relativamente curtos, reduz a dependência de aterros sanitários e, pelo baixo impacto ambiental, facilita a aceitação da população que mora nos arredores. Na Alemanha, a usina de Hamms reflete o sucesso do uso da tecnologia da pirólise e a Dinamarca apresenta uma das taxas mais altas de reciclagem do mundo.

CONSULTE

Licitação foi precedida de Audiência Pública, nos termos do artigo 39, da Lei Federal n.º 8.666/93, tendo sido realizada no dia 06/07/2018 e devidamente divulgada no D.O.E. de 19/07/2018, bem como no sítio eletrônico, www.bentogoncalves.rs.gov.br, http://ppps.bentogoncalves.rs.gov.br.

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SAIBA MAIS

RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU)

Termo utilizado para denominar o conjunto de todos os tipos de resíduos gerados nas cidades e coletados pelo serviço municipal. Exemplos: a) resíduos gerados em atividades domésticas, compostos de restos de alimentos, embalagens e produtos em geral que são descartáveis pelos munícipes; b) resíduos originários de atividades comerciais (lanchonetes, lojas, etc.), industriais e de serviços (escritórios e empresas de prestação de serviço) cuja responsabilidade pelo manejo não seja atribuída ao gerador, acondicionados em recipientes de capacidade não superior a 100 (cem) litros por dia; c) resíduos gerados nas atividades de varrição de logradouros públicos e desobstrução de galerias e bueiros; d) resíduos provenientes de feiras-livres, mercados municipais, parques municipais, cemitérios e edifícios públicos em geral; e) resíduos provenientes de limpeza e poda de jardins de domicílios e áreas verdes existentes no município.

RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS PROCESSADOS

São os resíduos utilizados efetivamente para tratamento térmico e conversão em energia elétrica. São considerados para este cálculo a totalidade dos RSU acima descritos, extraindo-se os RECICLÁVEIS, VIDROS e METAIS oriundos da triagem do RSU.

TRATAMENTO

Processo que envolve alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas dos RSU e que visa recuperar, separar ou neutralizar determinadas substâncias presentes nos RSU, reduzir massa e volume, ou produzir energia.

TRATAMENTO TÉRMICO

Todo e qualquer processo de TRATAMENTO de RSU cuja operação seja realizada acima da temperatura mínima de 800° (oitocentos) graus Celsius.

TRANSBORDO

O translado do RSU de um VEÍCULO COLETOR a outro veículo com capacidade de carga maior, realizado de forma direta ou indireta.

MATÉRIA ORGÂNICA

Compreende tudo aquilo que provém dos seres vivos da natureza, desde excrementos até restos de seres mortos. Cabe lembrar que o adubo para plantas é feito de matéria orgânica a partir dos excrementos dos animais bovinos

DECOMPOSIÇÃO

É um processo biológico realizado geralmente por bactérias no qual uma matéria orgânica é aos poucos reduzida a uma forma mais simples e tem seus nutrientes devolvidos ao solo. Uma planta morta é decomposta por bactérias e seus nutrientes devolvidos ao solo serão absorvidos por outros vegetais.

INCINERAÇÃO

Cremar; reduzir às cinzas (relativo ao cadáver). Ação ou efeito de incinerar. É também um processo químico industrial de tratamento do lixo sólido urbano, efetuado através de vias térmicas, recuperando a energia calorífica produzida. A incineração do lixo é necessária.

PIRÓLISE

É o processo onde a matéria orgânica é decomposta após ser submetida a condições de altas temperaturas e ambiente desprovido de oxigênio. Apesar de sua definição esclarecer a necessidade da inexistência de oxigênio, vários processos ocorrem com uma pequena quantidade dele. Uma aplicação bastante comum é a carbonização da madeira. Seu propósito é a produção de carvão vegetal, item essencial para o fornecimento de energia em diversas indústrias.

Bento recicla 24% de todo o lixo coletado

Em 2013, 9% do material coletado era destinado corretamente 

Segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente cerca de 24,20% do lixo coletado anualmente são reciclados em Bento Gonçalves. O resultado deve-se a política pública de incentivo a reciclagem e de educação ambiental implantado pela Administração Municipal. Em 2013, apenas 9% do material coletado era reciclado.

Os estudos de caracterização indicam que do total da coleta seletiva, após triagem feita pelas associações recicladoras, aproximadamente 75% compõem a massa de rejeitos que é descartada junto com o resíduo não reaproveitável. Atualmente cerca de 110 toneladas de resíduos são recolhidas diariamente.

A coleta seletiva para reciclagem dos materiais está possibilitando a recuperação diária de 2,40 toneladas de papel e assemelhados; 2,34 toneladas de plásticos; 1,02 toneladas de vidro; 0,24 toneladas de ferro; e 0,07 toneladas de outros metais.

“A reciclagem permite a diminuição da quantidade de lixo produzido e o reaproveitamento de diversos materiais, ajudando a preservar alguns elementos da natureza no processo de reaproveitamento de materiais já transformados. E ainda contribui para a renda de várias famílias, que compõem as oito recicladoras do Município”, salienta o secretário de Meio Ambiente, Claudiomiro Dias.

A Administração Municipal investe na promoção em educação ambiental, importante instrumento de mobilização da comunidade para mudança de hábitos e comportamentos, especialmente em projetos relacionados à coleta seletiva. “É um trabalho que começa na base, educando as crianças, que são os multiplicadores da importância da reciclagem para o meio ambiente”, afirma Dias.

Entre os projetos realizados estão: Projeto Sensibilização Ambiental, Ame o seu Bairro, Ciclo de Consumo Consciente, Sementes de Cidadania, Eu Jogo Limpo Com Bento, Recicle com a Gente, Agente da Natureza Melhor Idade, Logística Reversa, Eco Vale, Semana do Meio Ambiente e Operação Vindima, conscientizando 21.349 pessoas sobre a destinação correta de resíduos, em 2017. Até junho deste ano, 15.563 pessoas já foram sensibilizadas com as ações.

Outro importante avanço é a proposta de transformar os resíduos em energia alternativa, por meio de uma parceria público-privada exclusiva no país. A construção da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos aumentará o percentual de reciclagem na cidade, pois a separação do lixo feita pelas recicladoras contará com auxílio de uma esteira com sensores que identificarão o que é plástico, papel, metal, vidro e lixo orgânico.

Encerrada mais uma fase para implantação da Usina de Resíduos Sólidos

Consulta e Audiência Pública abriram espaço para manifestação da população

O processo para instalação da primeira Usina de Resíduos Sólidos do Estado em Bento Gonçalves, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), finaliza mais uma fase na última segunda-feira, 9, com o encerramento da Consulta Pública. A etapa que permite a manifestação da população com apontamentos e sugestões culminou também com uma audiência pública na última sexta-feira, 6, na Fundação Casa das Artes.

Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Bertolini Pasin, explanou sobre a proposta, explicando seu funcionamento, a estrutura do local, os equipamentos utilizados e os impactos positivos do projeto, como geração de empregos, aumento da reciclagem, sustentabilidade e economia para os cofres públicos.

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Na ocasião, o vice-prefeito Aido Bertuol ressaltou a importância do projeto para o Município. “Este é um momento muito importante para a população, pois é a partir desse encontro que os munícipes podem tirar suas dúvidas e saber mais sobre a proposta. Todo o processo para a construção da usina foi embasado em questões técnicas para que durante o período do contrato, continue gerando benefícios para a comunidade. Este é um projeto que não foi pensado apenas no presente, mas que gerará frutos para o futuro”, salientou.

Todas as sugestões feitas pela população durante a consulta e a audiência pública serão analisadas para a finalização do edital, para que o documento possa ser lançado ainda na primeira quinzena de julho. Após o processo licitatório, a empresa que irá executar o projeto será escolhida.

Também estiveram presentes na audiência, o vereador Sidinei da Silva, o secretário de Governo e Saúde, Diogo Segabinazzi Siqueira, de Meio Ambiente, Claudiomiro Dias e adjunta da pasta, Paula Camerini, e o presidente do Sindilojas, Daniel Amadio.

Créditos foto: José Martim Estefanon

Prefeitura abre consulta pública para projeto da usina de resíduos sólidos

Mais uma etapa para construção da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) foi concretizada. No último dia 7 de junho, o prefeito Guilherme Pasin assinou a abertura de Consulta Pública do projeto, que teve seu edital estruturado. O ato foi acompanhado pelo vice-presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Viríssimo, pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Bertolini Pasin, e adjunto da pasta, Wagner Melo.

Após análise das propostas apresentadas pelos candidatos, o projeto foi formatado no modelo de usina de pirólise. Ainda em junho, será realizada a consulta e uma audiência pública para que a população possa se manifestar e opinar sobre o assunto.

De acordo com o Secretário, o empreendimento contribuirá para a geração de novas oportunidades de trabalho e para o desenvolvimento de tecnologias eficientes. “Estamos felizes por esta iniciativa pioneira estar cada vez mais próxima de se tornar realidade. A usina será um divisor de águas na questão de sustentabilidade, pois irá tratar e eliminar os resíduos sólidos urbanos, e de maneira limpa, transformar esta matéria-prima em energia. Estamos falando de um empreendimento que trará benefícios para a população, e também para a economia do nosso município”, salienta Pasin.

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 O vereador Eduardo Viríssimo parabenizou a Administração Municipal pelo pioneirismo. “Essa inovação trará benefícios não só para Bento, mas para toda região. Muitas pessoas esperam a conclusão deste projeto para poder dar encaminhamento em seus municípios”, disse.

A fase seguinte será a finalização do edital, a partir das sugestões apontadas, para que o documento possa ser lançado ainda em julho e depois do processo licitatório, a empresa que irá executar o projeto seja escolhida.

O prefeito Guilherme Pasin enfatizou todo o processo de formatação da proposta em uma Parceria Público-Privada (PPP). “Todo projeto pioneiro é desafiador, envolvente, e muitas vezes dá insegurança. Mas, a equipe do desenvolvimento está se cercando de todas as normas e caminhos para realização de uma PPP. Por isso, assino hoje mais essa etapa. Mais esse passo para fazermos história”.

A empresa terá de oito a 12 meses para concluir a obra. A previsão de inauguração do empreendimento é para o primeiro semestre de 2019.

Créditos foto: Laura Kirchhof

Modelo de projeto da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos é definido

Proposta da empresa Planex S/A de Minas Gerais dará molde ao edital que deve ser lançado em julho

A fase de análises e modelagem do projeto para construção da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) está concluída. O Comitê Gestor das Parcerias Público-Privadas (PPP) se reuniu na última terça-feira, 8, para avaliar e decidir, a partir das propostas apresentadas pelas empresas, o projeto que será utilizado como estrutura do modelo de usina.

Na ocasião, foram abertos e analisados os cadernos referentes à modelagem jurídica, nos quais os dois candidatos concorrentes atenderam aos requisitos solicitados. Entretanto, de acordo com questões técnicas, a empresa Planex S/A – Consultoria de Planejamento e Execução, de Minas Gerais, foi definida como o empreendimento mais apto para a execução.

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A proposta escolhida foi formatada no modelo de usina de pirólise, que servirá de base para formulação do edital. “Dentro do mês de maio, concluiremos a construção do edital de acordo com o projeto da Planex, para que, ainda em junho, realizemos uma audiência e uma consulta pública para que a população possa se manifestar e opinar sobre o assunto”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Bertolini Pasin. “O documento deve ser lançado em julho e após processo licitatório, em agosto já teremos a empresa que irá executar o projeto”, complementa.

A empresa terá de 8 a 12 meses para concluir a obra, tendo como previsão de inauguração ainda no primeiro semestre de 2019.

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Participaram da reunião o sub-procurador geral do Município, Gustavo Schramm, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Silvio Bertolini Pasin e o adjunto da pasta, Wagner Melo, o secretário de Administração e Governo, Ênio De Paris e o adjunto da pasta, Ivan Toniazzi, representantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, Daniel Amadio e Nestor Stefani, e ainda representantes da secretaria de Finanças, Amanda Somenzi e Elisiane Schenatto.

Tipo de Usina

Pirólise: faz a incineração do lixo orgânico, porém, com um aquecimento menor que o modelo de plasma. A fumaça que é liberada no ar é em maior quantidade, só que é inodora e não possui fuligem. Os resíduos são transformados em carvão, que pode ser utilizado para fazer calor e gerar energia.

Propostas para construção da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos serão abertas nesta terça

Comitê Gestor, que se reunirá na Fiema, tem até 30 dias para analisar e divulgar o projeto escolhido

O Comitê Gestor das Parcerias Público-Privadas (PPP) se reúne nesta terça-feira,10, às 14h30, para abrir os envelopes das propostas das empresas selecionadas para a construção da primeira Usina de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) do Estado. O encontro será realizado no Espaço de Relacionamentos da Feira Internacional de Tecnologias para o Meio Ambiente (Fiema).

Pioneiro no país, o projeto lançado pela Prefeitura que visa à implantação de uma usina para tratamento e eliminação dos RSU é exclusivo nesta formatação e será utilizado como case no Rio Grande do Sul. A alternativa torna possível à transformação dos materiais em energias sustentáveis.

Após abertos os envelopes, os integrantes do Comitê têm até 30 dias para analisar a documentação, decidir qual o melhor projeto e, a partir desta escolha, elaborar o edital para o lançamento da concorrência pública.

O Comitê Gestor é formado por representantes das secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Administração e Governo, e de Finanças, da Procuradoria Geral do Município e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Condebento).

Sobre o projeto

Em dezembro de 2017, a Administração Municipal lançou um chamamento público do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), para o cadastramento das empresas interessadas na construção do empreendimento. Após análise de documentação pelo Comitê Gestor, das sete empresas credenciadas, três foram habilitadas a elaborarem seus projetos de Usina de RSU, para posterior análise das propostas pelo Comitê e lançamento do edital.

Os candidatos aptos foram: o engenheiro químico, Antônio Carlos Malmann, de Lajeado (RS), a empresa Econise – Consultoria e Projetos Ambientais LTDA, de Lajeado (RS) e a empresa Planex S/A – Consultoria de Planejamento e Execução, de Belo Horizonte (MG).

O Município cederá o terreno e os empreendedores irão construir e administrar a usina pelo prazo de até 25 anos, após este período, o patrimônio será incorporado aos bens da Prefeitura.

Carlos Barbosa investe cerca de R$3,5 milhões por ano em coleta de lixo

A Coleta Seletiva funciona diariamente contemplando todos os bairros e comunidades do município de Carlos Barbosa. Para a Supervisora do Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Anna Letícia Giacomelli, este  serviço é fundamental e indispensável para a população, e por isso a Administração Municipal investe cerca de R$3,5 milhões por ano. Além disso, frisa que Carlos Barbosa é um dos únicos municípios gaúchos que não tem cobrança de taxa de lixo.

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Abaixo, os dias da semana que é efetuada a coleta nas áreas urbanas e rurais:

COLETA DO LIXO RECICLÁVEL – CIDADE

Segunda-feira Aparecida, Aurora, Fátima, Ponte Seca e São Paulo
Terça-feira Navegantes, Vila Nova e Vitória, Bela Vista, Planalto e Triângulo
Quarta-feira
Quinta-feira Aparecida, Navegantes, Planalto, Vitória e Vila Nova, Bela Vista e Triângulo
Sexta-feira Aparecida, Aurora, Fátima, Ponte Seca e São Paulo

COLETA DO LIXO RECICLÁVEL – INTERIOR

1ª Quarta-feira Todas as comunidades de Santa Luíza, Forromeco e Santa Clara Baixa
2ª Quinta-feira Santo Antônio de Castro e Cinco da Boa Vista
3ª Quinta-feira Todas as comunidades de Santa Luíza e São Luíz
4ª Quarta-feira Santo Antônio de Castro e Cinco da Boa Vista
Todas quartas-feiras Linha 12, Linha 19, Alpinada, Arcoverde, Santa Clara, Torino e Desvio Machado

 O lixo seco deverá ser colocado nos pontos bem embalado, limpo e nos dias de recolhimento. Também, ressaltamos que a coleta no interior é realizado em pontos e não de casa em casa.

COLETA DO LIXO ORGÂNICO

Segunda-feira Aparecida, Fátima, Planalto, Ponte Seca, Vitória, Aurora, Bela Vista, Triângulo e Vila Nova
Terça-feira Navegantes, São Paulo, Tiângulo, Vila Nova e Ponte Seca
Quarta-feira Aparecida, Fátima, Planalto, Ponte Seca, Aurora, Bela Vista, Triângulo e Vila Nova
Quinta-feira Navegantes, São Paulo, Vitória, Vila Nova, Torino e Arcoverde
Sexta e Sábado Aparecida, Fátima, Ponte Seca, Vitória, Planalto, Aurora, Bela Vista, Triângulo e Vila Nova

Informamos que na área central, o recolhimento é feito todos os dias das 9h às 11h, inclusive aos sábados. Cada morador deve dirigir-se até o ponto de coleta mais próximo e depositar seus resíduos conforme a classificação.No restante da cidade, pede-se a colaboração de todos os moradores para respeitar o cronograma estipulado pela Prefeitura colocando o resíduo devidamente separado nos dias e horários específicos.


COMO SEPARAR?

Lixo Seco e limpo:

  • PAPEL  – Caixas, cadernos, jornais, revistas, papelão, embalagens diversas
  • PLÁSTICO – Saquinhos de leite, sacolas, potes, garrafas, frascos, brinquedos, embalagens diversas
  • METAL – Latas de refrigerante e cerveja, latas de conserva, tubos de pasta de dente, tampas, alumínio
  • VIDRO – Garrafas, copos, vasos, sendo que é importante o vidro ser embalado para evitar possíveis acidentes.

LIXO ORGÂNICO e sujo:
Restos de cozinha e jardim, guardanapos, absorventes, cascas de frutas, legumes e ovos, erva-mate, papel higiênico, fraldas descartáveis, pontas de cigarro.

RESÍDUO INDUSTRIAL:
Resíduos contaminados com óleo, graxa, tintas, produtos químicos, tóxicos ou perigosos. Devem ser destinados para instalações adequadas.

LIXO ESPECIAL:
Pilhas, baterias de celulares e automóveis, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e embalagens de agrotóxicos.

Mais informações podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, através do 3461-8871.
http://www.carlosbarbosa.rs.gov.br/noticias/prefeitura-investe-cerca-de-r-3-5-milhoes-por-ano-em-coleta-de-lixo/10305