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Senac EAD oferta mais de 20 cursos de idiomas a distância

Capacitação é ideal para quem planeja estudar nas férias. Aulas on-line podem ser acessadas em qualquer local e hora

O Senac EAD disponibiliza mais de 20 opções de idiomas em seu portfólio de cursos, incluindo o inglês americano e britânico, o espanhol latino e da Espanha. Estas opções se tornam boas oportunidades para quem pretende aprender nas férias e incrementar as qualidades do currículo.

Diferencial: tutores nativos – Os cursos são divididos em unidades com aulas e atividades focadas. As principais lições ensinam o novo idioma ao aluno, enquanto as atividades focadas desenvolvem habilidades e reforçam a língua que ele está aprendendo. Além disso, há um diferencial: os cursos aulas contam também com sessões de tutoria ao vivo que ocorrem on-line, com um tutor nativo e com até três outros alunos que estão no mesmo nível.

Softwares para o aprendizado

Desde 2011, a rede Senac de educação a distância possui plataformas em parcerias com a Rosetta Stone,  empresas de idiomas  que utiliza softwares para o aprendizado. Segundo Anderson Malgueiro, gestor dos cursos livres a distância do Senac EAD, a instituição, juntamente  a Rosetta Stone, buscam mudar a forma como as pessoas aprendem línguas. “Nosso programa de aprendizado ensina o aluno com base em um método de instrução chamado “imersão”. Ele introduz habilidades de linguagem de uma forma que estimula a capacidade de aprendizagem natural do cérebro”, explica.

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O curso oferece a oportunidade de desenvolver todas as habilidades de linguagem – ouvir, falar, ler e escrever, desde o início. “O programa conduz o aluno através de uma sequência cuidadosamente projetada que o ajuda a construir a estrutura do idioma passo a passo. Ele começa a pensar em seu novo idioma desde o início, da mesma forma que aprendeu sua primeira língua”, explica Anderson.

Além do Inglês e Espanhol, o instrutor também destaca outros idiomas que muitas empresas buscam, como o Alemão, Francês, Italiano, Árabe, Mandarim e Japonês. “O inglês e espanhol são quase línguas obrigatórias atualmente, sobretudo o inglês”, explica. “É importante pensar também nos outros idiomas”, conclui

Sobre o Senac EAD

Com mais de 70 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nesta modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 290 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação e 232 para graduação.

Acesse a programação completa de cursos do Senac EAD em www.ead.senac.br. Há também uma programação diversificada de cursos presencias que pode ser conferida em www.sp.senac.br.

 

“Sem idioma a gente não existe no mundo”

Imigrantes haitianos: crianças, jovens e adultos buscam, através da educação, um futuro mais integrado com a comunidade

Reportagem: Natália Zucchi
Edição: Kátia Bortolini
Fotos: Natália Zucchi

Saudades, esperança e adaptação

Cerca de mil imigrantes haitianos residem em Bento Gonçalves, a maioria inseridos através do trabalho, da educação e da religião

Imigrantes haitianos, a exemplo de levas de países europeus que escolheram o Brasil como a nova pátria a partir do século 19, oscilam entre os sentimentos de saudades dos que deixaram e da esperança de uma vida mais digna em solo estrangeiro. Conforme a Secretaria de Ação Social de Bento Gonçalves, “o ano de 2014 foi fenômeno no município em cadastramento de imigrantes haitianos, todos adultos em idade produtiva, onde podia-se fazer a leitura de que eram pessoas incumbidas a “desbravarem” e abrirem espaço para familiares e amigos”.

Hoje, na sede da Secretaria, é constante a busca de orientações e esclarecimentos por parte de imigrantes sobre a rede de serviços de Bento Gonçalves, tanto públicos como privados. “São indivíduos num espaço e cultura totalmente desconhecidos, buscando a rede para se adaptar e sanar suas demandas. São comuns seus manifestos no sentido de que necessitam de alguns suportes, mas o principal objetivo é conseguir trabalho e organizar suas vidas de forma autônoma, até porque identifica-se, na maioria, bom nível de escolaridade”, salienta o titular da pasta, Márcio Pilotti. Ainda, conforme Pilotti, ao chegar à região é normal o imigrante procurar o auxílio do Bolsa Família, que também dá acesso a outros programas sociais. Os valores do benefício do Bolsa Família para famílias de imigrantes, a maioria formada somente por adultos, fica em torno de R$ 87,00 mensal por núcleo familiar, que pode ser de uma ou mais pessoas.

O Centro de Atendimento ao Migrante – CAM, de Caxias do Sul, tem atuado regionalmente na oferta de apoio, que inclui assessoria jurídica. Os imigrantes estabelecidos em Bento Gonçalves são orientados a buscar o auxílio do órgão, quando necessário.

“Precisava entender o que as pessoas falavam”

irmaõs de billySegundo a Secretaria Municipal de Educação, 63 estrangeiros estão matriculados na rede pública, nos ensinos fundamental e médio. São estudantes entre 4 e 17 anos, haitianos e senegaleses. Somente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Borges Frota (CAIC) há 17 estudantes imigrantes no fundamental, além de 11 adultos no EJA.

Billy Jerry Guillaume, de 17, chegou em Bento Gonçalves no segundo semestre de 2016 na companhia de seus quatro irmãos: Rooscarins Guillaume, de 14, as gêmeas Roos Hlanda Guillaume e RooshLandia Guillaume, de 10, e a caçula Henandda Guillaume, de 7. O pai, Henol Guillaume, 40, mecânico no Haiti, veio ao Brasil em 2013. A mãe, Roseline Guillaume Jean Louis chegou depois, em 2015. A família, que reside em Bento Gonçalves, é natural de Petitgaove/ Haiti, e se mantém com o trabalho do casal na linha de produção de um frigorífico de Garibaldi.

Os cinco filhos foram matriculados na Escola Municipal de Ensino Fundamental professora Maria Borges Frota (CAIC), do bairro Zatt, antes mesmo de seus documentos estarem todos prontos. “Precisava entender o que as pessoas falavam. Queria muito me comunicar com elas. Por isso, quis garantir a matrícula numa escola para aprender o português assim que chegamos em Bento Gonçalves”, afirma Billy.

Aulas de inglês, francês e espanhol

Billy conta que na sua ex-escola, no Haiti, procurava sentar próximo aos professores porque a turma era formada por mais de 50 adolescentes. Suas disciplinas preferidas são Biologia, Matemática e Geografia. No Haiti, além das disciplinas de matemática, ciências naturais e humanas, Billy tinha aula de Francês, Inglês e Espanhol. “Aqui no Brasil está mais fácil aprender novas línguas por causa da internet. Uso muito o google tradutor para aprender as palavras. Além disso, os professores são muito atenciosos”, destaca o jovem imigrante. Ele expõe que alguns professores de línguas no Haiti chegam a bater nos estudantes para acelerar o processo de aprendizado.

Billy e familiaHoje, todos os lugares de convívio são um meio de aprendizagem. Billy comenta que a família e ele anotam as palavras ditas pelo pastor da igreja evangélica que frequentam para depois traduzi-las em casa com a ajuda do dicionário e dos aplicativos de tradução. O português agora também está sendo ensinado no Haiti de maneira informal; pois, segundo ele, conterrâneos que retornaram à terra natal estão dando aulas particulares a jovens que pretendem imigrar para o Brasil.

Como forma de socializar e compartilhar os conhecimentos em sala de aula, Billy e outros alunos haitianos têm ensinado aos professores e colegas a língua francesa. Para reforçar essa interação, a professora de geografia, Eliana Passarin, coordena um projeto que envolve a construção de um dicionário Português/Francês, elaborado em conjunto por estudantes haitianos e brasileiros.

“Ele é um aluno muito aplicado e respeitoso. É bonito ver sua dedicação. Ele nos encanta todos os dias por ser tão prestativo e carinhoso. Hoje é raro ter um aluno que nos abrace no fim da aula e ter o abraço do Billy é muito gratificante”, destaca a professora. Ela acrescenta que Billy, sempre o último aluno a deixar a sala de aula, ajuda os professores a levar os materiais.

Alunos excelentes

janta caicA vice-diretora do CAIC do bairro Zatt, Elaine Beatriz Tomasini, explica que a escola desenvolveu uma nova metodologia para alfabetizar esses cinco alunos haitianos, com atividades lúdicas, recursos audiovisuais e jogos, semelhante ao que é trabalhado com crianças. Billy, por exemplo, levou os primeiros seis meses para aprender o português de forma paralela às outras disciplinas da escola. Enquanto isso, todos os professores tiveram a preocupação de passar os conteúdos e auxiliar Billy nas traduções, principalmente dos termos técnicos. “Trabalhar com esses novos alunos tem sido um desafio para os professores e funcionários da escola. Mas, todos nós estamos unidos. Estamos nos adaptando a eles e eles à nós. São alunos excelentes. Nos valorizam demais. É muito gratificante”, destaca Elaine.

Vivência com a tragédia do terremoto

Em casa o pai de Billy, Henol Guillaume, restringiu a fala do dialeto “criolo” entre os membros da família para estimular a fixação do português. “Se falamos com ele não sendo em português ou francês, ele diz que não nos entende”, brinca Billy. Também em casa, os pais acompanham os temas dados pela escola. Billy e seus irmãos procuram fazer as tarefas pela manhã, sob a supervisão do casal. “Minha família está completa com meus filhos perto, todos estudando numa boa escola, tudo está melhor agora”, afirma Henol.

O sonho desse imigrante é de que seus filhos se formem profissionais no Brasil, país que, segundo ele, tem tudo para proporcionar um futuro muito bom para eles.

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Quando questionados sobre o futuro, as crianças demonstram, nas entrelinhas, como a vivência com a tragédia do terremoto que dizimou o Haiti em 2010, tem influência nas suas escolhas. “Eu quero ser construtor, para construir casas como a que eu moro agora aqui em Bento”, afirma o jovem Rooscarins Guillaume. Roos Hlanda Guillaume quer ser enfermeira, RooshLandia Guillaume, professora, e Henandda Guillaume, policial. Billy sonha em ser médico.

Somos todos imigrantes

menina sagrado 5Nephethafa Decleona Louis, 9 anos, chegou em Bento Gonçalves em 2015 junto com a sua mãe, Juliette Gay, e seu irmão, agora com 10 anos. Seu pai, Jean Hippolyte Louis, 35 anos, chegou no Brasil dois anos antes, em 2013. Ele trabalha em um mercado em Bento Gonçalves, e a mãe em um frigorífico em Garibaldi. A família morava em Zanglais/Haiti.

Nephethafa é a única aluna haitiana do Colégio Sagrado Coração de Jesus de Bento Gonçalves. Seu pai conseguiu uma bolsa de estudos através da ajuda da Irmã Olinda, do Colégio Sagrado de Garibaldi, que realiza trabalhos sociais com famílias haitianas.

Nephethafa iniciou os estudos no Colégio Sagrado ainda em 2015, aos 6 anos, na turma infantil. Hoje, ela frequenta o terceiro ano do ensino fundamental e fala português de forma fluente, com sotaque semelhante ao da região. “Quando comecei a estudar, pensei que meus colegas seriam racistas comigo, temia não ser aceita, mas eles me receberam muito bem. Estou muito feliz pelas amizades do colégio”, comemora a estudante.

Entre suas matérias preferidas estão História e Geografia. Inspirada pelo pai, que é músico, Nephethafa sonha com o mundo artístico em que deseja ser cantora ou estilista. As tranças longas em seus cabelos chamam atenção e o estilo é muito apreciado pelas colegas. “Quando a gente brinca, algumas meninas querem também ter trancinhas. Mas por enquanto, estou aprendendo a fazer somente nas minhas bonecas. Também gosto quando elas perguntam como são algumas palavras na minha língua. Se lembro, logo falo”.

A menina imigrante lembra, sem saudades, dos professores da escola que frequentava no Haiti, afirmando que são muito rígidos e inspiram medo. “Aqui as professoras são muito mais simpáticas”, diz Nephethafa.

menina sagrado 4Segundo a coordenadora pedagógica das turmas do segundo ao sexto ano do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Sinára Bonatto, inicialmente a metodologia direcionada ao aprendizado de Nephethafa foi para a socialização e alfabetização. Ela acrescenta que a menina participou de muitas atividades no contra turno escolar, voltadas principalmente para a escrita, que era a sua maior dificuldade. “Inicialmente foi um processo lento, mas houve muita colaboração dos educadores, dos colegas e dos familiares, sempre presentes na escola. É uma constante construção que tem dado certo, uma vez que hoje ela está completamente integrada à escola”, destaca a pedagoga.

Como forma de mostrar outras culturas aos estudantes, o Colégio Sagrado promoveu, no último mês de outubro a “Noite Italiana”, em que os costumes e tradições dos imigrantes italianos que chegaram em Bento Gonçalves no final do século 19 foram relembrados através de apresentações. Nephethafa diz ter adorado as danças e as canções. “É importante esses momentos para mostrar que a maioria dos moradores de Bento Gonçalves são descendentes de imigrantes, vindos da Itália e de outros países da Europa”, destaca Sinára.

menina sagradoSinára relata que a equipe pedagógica tem mais contato com o pai, já que a mãe ainda não fala de forma clara o português. Segundo Sinára, a aluna também impressiona por querer ensinar a mãe a falar português. “Ela se dedica demais, temos muito orgulho”, emociona-se o pai.

“Antes de trazer a família para o Brasil, acreditava que seria muito difícil e demorado o processo de imigração, principalmente o das crianças. Estava preparado para dar esse passo. Quando se tem dinheiro, tudo fica mais fácil. Pelo menos hoje estamos conseguindo viver com mais dignidade ”, acentua o pai Jean.

Em casa, a família procura falar somente português devido a educação dos filhos. Como forma de preservar as origens, eles mantêm seu modo de fazer culinário. Para Nephethafa, seu prato preferido é o arroz e feijão, no Haiti chamado em Criolo de Diri Pwa. “Gosto muito da cidade, mas queria ter ficado no meu país. Sinto falta do restante da minha família e dos amigos que deixei”, revela.

“As pessoas precisam abraçar os estudos”

Hugues Roodner Jean Bart, 27 anos, a exemplo de outros onze imigrantes haitianos adultos, frequenta o EJA no CAIC do bairro Zatt. Ele era professor de Biologia na escola Nossa Senhora do Haiti, de Porto Príncipe, capital do país, e estudava para se pós graduar na área. “Ainda quero conquistar meu doutorado”. Ele imigrou em 2013 e hoje trabalha como vigilante noturno em uma empresa local. “Meu irmão gosta muito do Brasil, mas não teve oportunidade de vir para cá. Eu pensei em ir para a França, onde moram familiares da minha mãe, mas depois de passar um tempo no Equador, decidi que viria para o Brasil”, destaca.

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“Sem idioma a gente não existe no mundo”

“Não consigo acreditar que muitas crianças e jovens brasileiros não dão tanto valor para a educação. No Haiti, muitos não têm essas oportunidades. As pessoas precisam abraçar os estudos. Quando falta educação na nossa mente, o mundo fica escuro”, afirma o jovem.

Ele salienta que adora estudar no CAIC. “Sou muito grato pelo carinho e educação que encontro aqui. Às vezes, quando saio desse portão, minha tristeza volta. Quando não consigo dormir, imagino as vozes das professoras me confortando. Isso me acalma”, desabafa.

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“As memórias são muito vivas. Tem dias que eu apenas sobrevivo”

Hugues lembra de como foi triste os momentos passados durante e após o terremoto ocorrido em 2010, em que viu casas de amigos e a escola onde trabalhava desmoronando e vitimando muitas pessoas do seu convívio. Com a informação de que um possível tsunami atingiria o Haiti, Hugues se abrigou numa montanha, em meio à natureza. Com pouca água e comida, sobreviveu durante duas semanas, graças a sua formação acadêmica em biologia. “Nunca imaginei passar um dia sem tomar banho. Foi um trauma muito grande ver que estava perdido e sozinho. Todo mundo estava em pânico. Eu nunca tinha sentido tanto medo”, relembra com pesar.

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“Às vezes me sinto perdido no mundo. Todo dia, quando acordo, preciso passar uns 15 minutos esperando para iniciar minhas atividades, porque simplesmente não consigo me encontrar e entender onde estou. As memórias são muito vivas. Tem dias que eu apenas sobrevivo”, desabafa. Ele acrescenta que tem procurado estudar sobre psicologia e psiquiatria através de livros e na internet para tentar lidar com seus traumas.

Hugges também encontra na poesia uma forma de se acalmar. Diariamente procura escrever parte de sua história em versos. Com a parceria do músico e DJ Mano Leco, que conheceu numa igreja evangélica, Hugues grava esses poemas pensando em futuramente lançar um álbum. “Quero ajudar as pessoas que têm o coração machucado como o meu”, ressalta.

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Educação Financeira na grade curricular das escolas

EDUCAÇÃO FINACEIRAEm 2017, o Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas foi implantado em cerca de 1.500 escolas no Brasil, considerando que o ambiente escolar é o mais propício para o ensino desta disciplina. Isso sem contar as muitas outras que utilizam os materiais paradidáticos.

“O enfoque é comportamental, vai além da matemática. Com educação financeira, crianças e jovens aprendem a importância de ter sonhos e poupar para conquistar cada um deles ao longo do tempo. São respeitadas as potencialidades e expectativas de aprendizagem de cada faixa etária”, conta o presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

Para dar sustentabilidade aos conteúdos trabalhados em sala, a DSOP desenvolveu materiais próprios para todos os ciclos do ensino. Além de sua abordagem inovadora, o Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas contempla cursos de capacitação para professores, palestras e outras atividades para alunos, pais e comunidade.

Veja alguns fatores que motivam a inserção da educação financeira nas escolas

1- Um dos grandes desafios globais do século é fazer a sociedade atual repensar hábitos de consumo, substituindo-os por outros mais sustentáveis;

2- As profundas mudanças nas economias mundiais têm exigido um reaprendizado de como lidar com as finanças, fenômeno que movimenta governos e instituições a adotarem medidas para habilitar as pessoas a fazerem escolhas conscientes de gastos e investimentos;

3- Há forte evidência de que lares com baixa educação financeira não planejam a aposentaria, pagam juros mais altos e têm menos bens. E já ficou demonstrado que o nível mais baixo de educação financeira levou as pessoas a ficarem mais inadimplentes; 

4- Crianças são muito observadoras e, desde cedo, começam a perceber que o dinheiro tem força. Ao mesmo tempo, crianças e jovens estão expostos às mensagens publicitárias, que estimulam o desejo de ter. Portanto, importante ensiná-las, o mais cedo possível, de forma lúdica e prazerosa, o quanto é importante ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria. Isso é papel que pode ser compartilhado entre pais e escolas;

5- A educação financeira dialoga diretamente com os conteúdos das disciplinas formais ensinadas nas escolas;

6- Escolas são cada vez mais exigidas a oferecer ensino diferenciado e serviços que beneficiem também os pais.

Sobre a DSOP Educação Financeira

A DSOP Educação Financeira é uma organização dedicada à disseminação da educação financeira no Brasil e no mundo, por meio da aplicação da Metodologia DSOP, criada pelo educador e terapeuta financeiro, Reinaldo Domingos.

Dia após dia, a DSOP se firma como principal promotora de conhecimento sobre o tema no Brasil, destacando-se pelo amplo alcance de seus programas, que beneficiam estudantes, profissionais e famílias, contemplando todo o ciclo de vida.

Atualmente, dispõe de uma rede formada por mais de mil educadores financeiros e mais de 60 franquias de negócios em todo o Brasil e uma nos Estados Unidos (Orlando, Flórida), que compartilham da missão de disseminar a educação financeira, romper com o ciclo de pessoas com desequilíbrio financeiro e construir novas gerações e famílias sustentáveis financeiramente.

Educação voltada ao senso crítico, à responsabilidade e ao empoderamento da mulher

editorial_aparecida_cred_marilia_dalenogare_DSC_0401.jpgA pedagoga Silvia Pagot Marodin é a primeira mulher a assumir a Direção do Colégio Marista Aparecida de Bento Gonçalves. Ela é natural de Bento Gonçalves, formada em Pedagogia licenciatura pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e em Orientação Educacional pela Educinter. Possui, entre as suas especializações, MBA em gestão escolar pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Silvia já está há 15 anos fazendo parte da família Aparecida. Em 2001 entrou na escola como Orientadora Educacional. Em 2007 assumiu a vice-direção e em 2009 passou ao atual cargo.

Segundo Silvia, o foco do seu trabalho é a gestão do currículo, a forma que o colégio Marista Aparecida deve estar organizado e quais concepções teóricas e sociais precisam ser levadas para dentro de sala de aula. “Como cidadã e como educadora tenho que estar de olho no mundo e busco estar conectada com a linguagem que a garotada fala e com o ambiente que eles se relacionam. Tenho uma filha de 17 anos que está no terceiro ano do ensino médio e ela me ajuda muito nessas atualizações.”

Ela também observou o crescimento anual de estudantes matriculados da instituição. Hoje o Aparecida possui 720 alunos nos turnos de manhã e tarde, contemplando Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. “Buscamos incentivar o protagonismo juvenil e damos uma forte base teórica. Além disso, propomos atividades que busquem a valoriza- ção do humano em cada ação realizada aqui dentro. Nossa preocupação é que esses jovens saiam da escola com senso crítico e responsabilidade. É muito importante ter o Grêmio Estudantil e a Pastoral Juvenil Marista (PJM) ativos dentro do Marista”.

De acordo com a Diretora, a escola Marista Aparecida acredita que seja importante haver equilíbrio entre os gêneros dentro do ambiente escolar. Silvia observa que é recente a ocupa- ção de mulheres em cargos de gestão e liderança. “Não acho que as mulheres tenham conquistado seu lugar no mercado de trabalho plenamente. É preciso se empoderar de verdade, ter coragem e saber da capacidade imensa que cada uma tem. Se nós somos a maioria da população, por que na política temos poucas representantes? Por que não estamos na maioria dos cargos de liderança se investimos mais na nossa educação e temos melhor formação que os homens? Nosso estilo pode ser diferente do homem. Servimos para qualquer tipo de trabalho, mesmo superando nossos limites.

Ela afirma que através da educa- ção, é possível dialogar e expor essas questões de gêneros para os estudantes, de maneira tranquila e gradativa. “ Mesmo assim, não podemos achar que a missão está cumprida. A nova geração de mulheres precisa estar consciente do cenário para iniciar sua carreira, porque elas têm uma grande luta pela frente. Só haverá igualdade de gênero quando todas mulheres puderem ser felizes com suas escolhas fazendo o entorno melhor”.

Silvia relata que nos últimos seis anos constatou crescente participa- ção do pai com as ações que envolvem a escola. “Em muitas famílias houve a inversão dos papéis, a mulher trabalhar fora o dia inteiro e o pai é que vem levar e buscar os filhos, participa de reuniões e de atividades escolares. Nas reuniões da educação infantil vemos também que quase metade dos pais acompanhando as mães mesmo estando divorciados. Percebe-se que os pais da geração mais nova são os que mais se interessam e preocupam. Essa nova geração de pais está mais atenta a dividir as responsabilidades da família com a companheira. Acho que por outro lado nós precisamos trabalhar mais a questão das mulheres para elas não se sentirem tão culpadas por estar deixando o lar para o mercado de trabalho. Vemos que muitas carregam esse sentimento. As mulheres trabalham por necessidade e porque também querem”.

Em caso de separação do casal muitos filhos permanecem com as mães. “Vemos aqui que numa boa parcela desses casos a mulher se responsabiliza por trabalhar, levar e buscar o filho na escola e cuidar do lar. Muitas vezes esses filhos nem recebem pensão alimentícia. O máximo exigido do homem é que ele cumpra sua obrigação financeira. Mas se judicialmente não está definido, parece que o homem tem uma responsabilidade a menos. Nesse caso eu vejo como o peso é muito maior para as mulheres. É uma questão cultural, as mulheres são as últimas que abandonam, elas cuidam dos filhos, dos pais e dos familiares que adoecem”.