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Cinco passos para fugir das dívidas

Por Dora Ramos

 Em maio deste ano, o número de inadimplentes no Brasil passou de 61 milhões, segundo dados da Serasa Experian. Com o ritmo de crescimento econômico enfraquecido, o número de desempregados no país continua alto e, como consequência, a dificuldade de manter as contas em dia aumenta.

Para fugir desse problema, confira cinco dicas que o ajudarão a conter o orçamento e ter mais tranquilidade na hora de colocar os seus planos em prática:

1 – Compre à vista, não parcele: no momento da compra, o pagamento com cartão de crédito sempre é oferecido, mas fuja. Prefira quitar suas despesas à vista, pois, além de estar criando uma dívida a prazo, utilizando o crédito você corre o risco de se enrolar e cair nos juros e taxas que estão cada vez mais abusivos.

2 – Coloque todas as despesas na ponta do lápis: o ideal é fazer uma relação de gastos contendo qual a despesa, o valor, a data e o grau de necessidade (utilize o nível de 1 a 5, por exemplo, sendo o 1 aquilo que pode ser descartado e o 5, o mais necessário). Recomendo que as despesas sejam relacionadas a cada semana, para que, no final do mês, você tenha um relatório completo e visualize facilmente o que poderia ter poupado ou qual será a sobra de dinheiro para o próximo mês.

3 – Não abuse das compras: acredito que todos já tenham ouvido a famosa frase: “Você gasta mais do que pode”. E é exatamente isso que grande parte da população faz, o que resulta em um mar de dívidas. Se você se identificou com essa situação, tome cuidado, pois é bem possível que já esteja no vermelho há algum tempo.
Para mudar esse cenário, compre com consciência. Analise o que realmente está precisando e evite desespero na hora da conferência da conta corrente.

4 – Pense no futuro e poupe: infelizmente, a maioria dos brasileiros não possui uma reserva financeira. O baixo rendimento e os baixos salários sempre são mencionados como desculpas entre aqueles que não conseguem poupar, mas também há fatores comportamentais envolvidos nessa questão. Sendo assim, mude sua forma de pensar e veja a poupança como algo que pode se transformar na semente de um grande investimento, o que, dependendo do seu empenho e administração, pode resultar em lucro e sucesso.

5 – Invista corretamente e veja sua economia crescer: uma vez que tenha investido corretamente, seu dinheiro pode crescer de forma inesperada. As correções, taxa de juros e ganho de capital mostrarão mais tarde o quanto vale a pena o esforço de poupar e abrir mão de alguns gastos hoje. O investimento bem-sucedido é sinônimo de mais dinheiro em suas economias e uma vida mais tranquila.

* Dora Ramos é orientadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial.

Trainspotting

bruno_nascimentoBruno Nascimento

Trainspotting

Direção: Danny Boyle

Roteiro: John Hodge, Irvine Welsh (livro)

Elenco: Ewan McCregor, Ewen Bremmer, Jonny Lee Miller, Kevin McKidd

Um grupo de jovens delinquentes tem na heroína a única escapatória da existência pífia que a sociedade oferece. Mark Renton, um deles, sofre com o inevitável fato de que a vida exige que escolhas sejam tomadas. Por isso, segue o caminho mais prazeroso – e curto.

Danny Boyle já demonstrava seu potencial artístico muito antes dos holofotes o encontrarem em 2008, com “Quem Quer Ser um Milionário”. Sua capacidade de realizar filmes com pitadas de genialismo é aparente em 1996, com Trainspotting. O figurino simplório que combina com o estado dos personagens, a representação prática dos sentimentos de prazer, horror, obsessão, etc. Tudo colabora para construção de uma narrativa rica em filosofia e auto-compreensão.

Trainspotting se mantém como uma obra artística fundamental para refletirmos o indivíduo e a sua participação (inevitável) na sociedade.