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Tecnologia em Educação é tema da VI Semana da Informática

Programação integra ciclo de palestras e debates sobre a era digital em escolas da rede municipal

Em comemoração ao Dia da Informática (15 de agosto) e ao Dia do Profissional de Informática (19 de outubro), a Prefeitura, por meio da Coordenadoria de Tecnologia de Informação e Comunicação (CTEC) e Secretaria de Educação (SMED), promove a VI Semana da Informática, de 13 a 17 de agosto. A programação contará com palestras e debates acerca da Tecnologia na Educação em Escolas da Rede Municipal.

Os encontros ocorrerão nas escolas EMEF Santa Helena, EMEF Maria Benini, EMEF Agostino Brum, EMEF Anselmo Luigi Piccoli, EMEF Princesa Isabel, EMEF Noely Clemente de Rossi e EMTI São Roque, nos turnos da manhã e tarde. Essas instituições de ensino já possuem suas vagas garantidas.

O número de vagas que consta na programação é destinado para as demais escolas que queiram participar, basta fazer a inscrição no e-mail: cteceducacao@bentogoncalves.rs.gov.br, ou pelo fone 3055-7248 com Fernanda.

A VI Semana da Informática conta com o apoio da Faculdade Cenecista (CNEC), Faculdade de Tecnologia (UniFTEC), Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), Instituto Federal de Educação, Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) e Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Programação

13 DE AGOSTO – EMEF SANTA HELENA

Comportamento na era digital

Palestrantes: Alexandra Coser Pereira e Léa Rodrigues Frare

Descrição: A palestra abordará questões como: o que é rede social e como usar corretamente; cyberbullying x bullying; internet: vantagens e problemas; dicas e recomendações.

Horário:  8h às 9h

Público alvo: 6º e 7º Anos

Nº de vagas: não há vagas externas

Computação em nuvem versus trabalhos escolares

Palestrante: Esp. Adriano Menegotto (CNEC)

Descrição: A importância de usar ferramentas como google drive, dropbox, one drive para guardar trabalhos escolares, pesquisas e outros arquivos com segurança. O que se pode armazenar e o que não se pode. Políticas de uso.

Horário: 10h às 11h

Público alvo: 8º e 9º Anos

Nº de vagas: não há vagas externas

EMEF MARIA BENINI

Como aprender programando o computador com o Scratch

Palestrante: Me. Leandro do Amaral Boeira (FTEC)

Descrição: Na busca pela interdisciplinaridade em sala de aula,  desenvolvendo conceitos de programação através da utilização do Scratch, é possível transformar contos em formatos digitais, possibilitando aos alunos desenvolverem sua criatividade e seus respectivos pontos de vista da compreensão de textos.

Horário: 14h às 15h

Público alvo: 5º ano

Nº de vagas: 50

14 DE AGOSTO – EMEF AGOSTINO BRUN

Educação à Distância: oportunidades em EAD

Palestrante: Stephano Pelc Amarante (CNEC)

Descrição: A palestra visa apresentar as possibilidades de estudar e aprender em casa por meio do computador.

 Horário: 8h às 9h

Público alvo: 8º e 9º Anos

  Nº de vagas: não há vagas externas

Como fazer buscas na internet: pesquisas para trabalhos escolares

Palestrante: Esp. Adriano Menegotto (CNEC)

Descrição: O google auxiliando nas pesquisas escolares, filtros de busca, como baixar imagens e textos para usar como complemento de trabalhos.

Horário: 10h às 11h

Público alvo: 6º e 7º Anos

Nº de vagas: não há vagas externas

15 DE AGOSTO – EMEF ANSELMO PICCOLI

Educação e Inteligência Artificial

Palestrante: Esp; Leandro Machado Oliveira (UNIFTEC)

Descrição: A palestra abordará os temas: Tecnologia, Inteligência Artificial e Educação. Serão apresentados alguns vídeos de como a tecnologia tem influenciado e influenciará a vida das pessoas, num futuro muito próximo, através da utilização real de inteligência artificial e, como precisaremos nos preparar (educação) para atuar num mercado de trabalho onde a tecnologia competirá com profissões da atualidade.

Horário: 8h às 9h

Público alvo: 8º e 9º Anos

  Nº de vagas: não há vagas externas

Bullying e Comportamento na Era Digital

Palestrante: Dra. Scheila de Avila e Silva (UCS)

Descrição: Os sentimentos das pessoas devem importar a todos. Todos devem ser respeitados em sua individualidade. Essa conversa tem o objetivo de despertar o respeito ao outro e o papel da tecnologia nessa questão.

Horário: 10h às 11h

Público alvo: 6º e 7º Anos

Nº de vagas: não há vagas externas

 16 DE AGOSTO – EMEF PRINCESA ISABEL

Como a tecnologia pode ser aliada na aprendizagem

Palestrante: Stephano Pelc Amarante (CNEC)

Descrição: O pensamento crítico e investigativo são essenciais para a aprendizagem acontecer no mundo virtual, onde o acesso a informação é fácil e ágil.

Horário: 8h às 9h

Público alvo: 8º e 9º Anos

Nº de vagas: 50

Oficina: aprendendo com jogos e conhecendo o computador

Ministrantes: Me. Thyago Salvá e Esp. Ivan Prá (IFRS)

Parte I: Estimulando o Raciocínio Lógico com jogos de tabuleiro modernos

Descrição: Os jogos de tabuleiro modernos proporcionam tanto o desenvolvimento de competências quanto o social dos alunos. Muitos jogos são colaborativos, os quais os alunos precisam ajudar uns aos outros para alcançarem seus objetivos.

Parte II: Conhecendo a parte física do computador

Descrição: Oficina apresenta os principais componentes que compõe o hardware de computadores com demonstração das peças e seus propósitos.

Horário: 14h às 15h

Público alvo: 4º e 5º Anos

Nº de vagas: não há vagas externas

17 DE AGOSTO – EMEF NOELY CLEMENTE DE ROSSI

Conscientização sobre quem aprende e como aprende: o cérebro!

Palestrante: Prof. Drª Marilda Machado Espindola (UCS)

Descrição: As metodologias para facilitar a aprendizagem devem estar em sintonia com os interesses dos alunos. A palestra visa mostrar como o cérebro memoriza, como ocorre o processo de aprendizagem e como tudo isto acontece na interação entre o sujeito e o seu mundo. Também algumas técnicas para facilitar a memorização e assim, causar menos desgaste no processo de aprender.

Horário: 10h às 11h

Público alvo: 8º e 9º anos

Nº de vagas: 50

EMTI SÃO ROQUE

Como aprender programando o computador com o Scratch

Palestrante: Me. Leandro do Amaral Boeira (FSG)

Descrição: Na busca pela interdisciplinaridade em sala de aula,  desenvolvendo conceitos de programação através da utilização do Scratch, é possível transformar contos em formatos digitais, possibilitando aos alunos desenvolverem sua criatividade e seus respectivos pontos de vista da compreensão de textos.

Horário: 15h30 às 16h30

Público alvo: 6º e 7º Anos

Nº de vagas: 50

Ministro da Educação anuncia mudanças no sistema de avaliação a partir de 2019

Fonte: Ministério da Educação

De forma inédita, a educação infantil será avaliada a partir de 2019, por meio Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Esta e outras mudanças significativas no Saeb, que não passava por uma revisão desde 2001, foram anunciadas pelo ministro da Educação, Rossieli Soares, nesta quinta-feira, 28, durante coletiva de imprensa, em Brasília. Com a inclusão da educação infantil, o Saeb passa a avaliar todo o percurso regular da educação básica.

Rossieli Soares enfatizou que os alunos da educação infantil não farão testes e que esta etapa será acompanhada por meio de questionários aplicados a dirigentes, diretores e professores, bem como pela coleta de dados de infraestrutura, fluxo e formação de professores a partir do Censo Escolar.

“Aumentamos o acesso e não conseguimos olhar para os fatores de qualidade de qual educação está sendo entregue nas creches e na educação infantil”, apontou o Ministro.

Segundo o ministro, entre os marcos legais para as mudanças do Saeb está a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e do ensino fundamental homologada em dezembro de 2017, que apresentou prazos para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para revisar suas matrizes.

Conforme anunciado pelo MEC em outubro de 2017, quando foram divulgados os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) de 2016, os estudantes do 2º ano do ensino fundamental serão avaliados como nova etapa de referência para a alfabetização, adequando-se à BNCC. A Base antecipou a meta de alfabetização do país para a faixa etária de sete anos, idade em que a criança está matriculada no segundo ano. “Teremos em 2019, pela primeira vez, a aplicação da prova da alfabetização ao final do segundo ano, pegando mais de 70% das crianças com oito anos e alinhado com a BNCC”, explicou Rossieli Soares.

Já siglas ANA, Prova Brasil, entre outras, deixam de existir e todas as avaliações passam a ser identificadas pelo nome Saeb, acompanhado das etapas, áreas de conhecimento e tipos de instrumentos envolvidos. As aplicações se concentrarão nos anos ímpares e a divulgação dos resultados, nos anos pares. Um dos destaques é a afirmação de dimensões da qualidade educacional que extrapolam a aferição de proficiências em testes cognitivos.

Dentro do atual modelo, o Saeb avalia os estudantes em Língua Portuguesa e Matemática. A partir de 2019, os estudantes do 9º passarão por questões de ciências da natureza e ciências humanas. “É importante para a qualidade da educação começarmos a olhar outras áreas, para além de língua portuguesa e matemática”, destacou. “A inclusão de ciências da natureza e das ciências humanas propicia a ampliação da área de reformulação assim que a BNCC do ensino médio estiver pronta”.

Presente à coletiva, Maria Inês Fini, presidente do Inep, autarquia vinculada ao MEC, destacou a importância de compartilhar essas evidências para criar políticas públicas direcionadas à educação no país. “Há atribuições que são do governo federal”, lembrou. “Ao elaborar essas avaliações, o Saeb cria os indicadores e as evidências e essa responsabilidade é compartilhada. O governo federal tem o dever de interpretar esses resultados e apresentá-los de maneira bem fidedigna para as nossas redes de ensino. Essa articulação dos três poderes [Executivo, Legislativo e Judiciário] tem condições de dar força para a melhoria da qualidade da educação.”

Próximos passos – O MEC quer aplicar, como projeto piloto, testes do Saeb por meio eletrônico já em 2019. A ideia é que alguns alunos façam a prova nos dois formatos: por escrito e digital. As avaliações do Saeb são facultativas para as escolas particulares, mas o governo federal espera ampliar e contar com uma participação cada vez maior das instituições privadas.

Parceiros Voluntários tem agenda solidária em escolas e entidades do município

ONG apoiou, durante o mês, atividades em instituições de ensino e no Lar do Ancião

No mês de junho, diversas ações articuladas pela Parceiros Voluntários de Bento Gonçalves ocorreram em instituições de ensino e entidades do município, com o apoio de empresas e profissionais engajados na causa.

Nas escolas bento-gonçalvenses, as atividades seguiram a agenda do programa ‘Tribos nas Trilhas da Cidadania’ – projeto desenvolvido por jovens e crianças que busca estimular e desenvolver a cultura do voluntariado.Os resultados da iniciativa aparecem em promoções como a realizada na Escola Municipal Ensino Fundamental Professor Felix Faccenda: em comemoração ao Dia do Meio Ambiente (lembrado em cinco de junho), os alunos das turmas de 3º ano distribuíram um informativo sobre os cuidados com a água – confeccionado com papel reciclado artesanal e produzido pelos próprios estudantes da educação infantil. Também houve o lançamento do projeto ‘Mão Amiga – Abrace Uma Causa’, que visa a arrecadar tampinhas plásticas, posteriormente doadas a entidades assistenciais. A meta é que as organizações utilizem os recursos para a aquisição de materiais necessários ao tratamento de seus pacientes.

Ação na Escola Felix Faccenda 1

Outro exemplo de engajamento social – esse envolvendo o setor privado – foi a ação realizada no Lar do Ancião, na quarta-feira,27. Por meio do programa ‘Voluntário Pessoa Jurídica’, massagistas do salão Jane Beauty proporcionaram momentos de descontração e relaxamento à, aproximadamente, 15 moradores da casa de repouso. “O resultado foi excelente. A experiência foi de muita valia para ambas as partes: os idosos relataram a satisfação por receber o serviço e os profissionais aprenderam com toda a vivência deles”, comenta a fisioterapeuta do Lar do Ancião, Thais Dendena. Foi a primeira vez desse tipo de iniciativa na entidade.

 Ação na Escola Felix Faccenda 2

Doações ao Lar do Ancião

O Lar do Ancião é uma organização que existe desde 1981 em Bento Gonçalves. São cerca de 60 idosos residentes no local. O lar oferece serviços como assistência social, enfermagem, fisioterapia e atendimento psicológico com uma equipe de mais de 30 funcionários. Para a manutenção das facilidades, o apoio da comunidade é fundamental. As maiores necessidades são doações em dinheiro, produtos de limpeza, de higiene, fraldas geriátricas e itens de alimentação em geral. Para saber como contribuir com a entidade, é possível acessar o sitewww.lardoanciaogb.com.br.

O que é a Parceiros Voluntários

A Parceiros Voluntários é uma ONG implantada no município há quase 20 anos. Mantida pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG), atua em uma campanha permanente para incentivar o trabalho voluntário e inspirar novas parcerias. Os interessados em participar – sejam pessoas físicas ou jurídicas – podem escolher ações que estiverem relacionadas as suas habilidades e que, ao mesmo tempo, proporcionam bem-estar. No caso das empresas, a Parceiros Voluntários tem um programa que auxilia no planejamento e execução de ações sociais em benefício da comunidade com a participação direta dos seus colaboradores. As ações variam conforme o interesse de cada instituição: voluntariado individual, reforma de espaços, bingo com idosos, piquenique com crianças, captação de materiais para entidades e caminhadas por causas sociais são alguns dos exemplos. Mais informações podem ser obtidas pelo (54) 2105-1999.

Crédito das fotos: divulgação Parceiros Voluntários

O OUTRO LADO DE BENTO

Reportagem: Júlia Beatriz de Freitas
Edição: Kátia Bortolini
Fotos: André Pellizzari e Júlia Beatriz de Freitas

Recentemente, o município de Bento Gonçalves foi manchete nos principais veículos de comunicação do estado do Rio Grande do Sul. Dessa vez, não por se destacar como destino turístico brasileiro ou pela alta taxa de qualidade de vida apontada em relatórios anteriores, mas sim pelo crescente número de homicídios na cidade. Os representantes da segurança pública do município atribuem esse acréscimo de assassinatos na cidade a ações de duas facções criminosas de Porto Alegre, em busca do domínio do tráfico de drogas em Bento Gonçalves.

Em 2016, foram 28 mortes violentas registradas e, em 2017, o município fechou o ano com o número recorde de 34 homicídios. Nos três primeiros meses deste ano, mais da metade dessa taxa já foi atingida: foram 23 mortes violentas registradas. Em 2016, a Brigada Militar realizou 56 prisões em flagrante referentes ao tráfico de drogas, em 2017 este número subiu para 107. Neste ano, 52 prisões foram realizadas no período de quatro meses.

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De acordo com o Atlas da Violência publicado em 2017 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Bento Gonçalves figura entre as 20 cidades mais violentas do Rio Grande do Sul. No ranking nacional, ocupa a 221ª posição de municípios brasileiros mais violentos com população superior a 100 mil habitantes.

“No tráfico, não pagou, morreu”

O secretário de Segurança Pública de Bento Gonçalves, José Paulo Marinho, ressalta que a maior parte das vítimas tinha envolvimento com o tráfico de drogas. “Tudo começou no ano passado. Normalmente, ocorriam cerca de 20 homicídios por ano. Em 2017, foram 34 casos, chamando nossa atenção”. Ele acrescenta que a Polícia Civil e a Brigada Militar trabalham com a hipótese de que os recentes crimes fazem parte da atuação de facções de fora do município tentando tomar o controle do mercado ilícito de drogas da região. Marinho ressalta que alguns homicídios foram de pessoas que consumiram a droga destinada à venda e não conseguiram pagar os fornecedores. “Infelizmente, no tráfico, não pagou, morreu”, diz. Os homicídios, segundo o Secretário, são uma forma de demonstração de poder destes grupos.

Na avaliação do Secretário, após o estabelecimento do controle, o número de homicídios deve diminuir novamente, mas isso não significa paz na cidade. Diferentemente dos traficantes “locais”, esses grupos criminosos utilizam armamento pesado. “Aí a nossa cidade ficaria um tanto mais perigosa, visto que eles usariam este tipo de armamento até mesmo contra a própria polícia”, ressalta.

Além disso, Marinho ressalta a existência de uma nova rota de tráfico que ultrapassa as fronteiras do Rio Grande do Sul e do país. “Bento Gonçalves está muito próxima da região do Vale dos Sinos, hoje a mais violenta do Estado, então, obviamente, temos reflexo disso”, explica. Crimes, como furtos e roubos, estão diretamente relacionados ao tráfico de drogas, afirma ainda o Secretário. “É aquele traficante que deve para alguém, ou alguém que necessita comprar a droga e precisa de uma moeda de troca e furta uma residência, uma loja”.

Maior lucro proporcionado pelas regiões interioranas

De acordo com o major Álvaro Martinelli, do 3° Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas, a motivação dos grupos criminosos é o maior lucro proporcionado pelas regiões interioranas. “Se tem mais concorrência de mercado lá e aqui não, mas tem demanda, eles vêm e ganham mais”, explica. Segundo Martinelli, o número de pessoas abordadas aumentou consideravelmente nos últimos dois anos, junto com o volume de apreensão de drogas. “Antes eram algumas gramas, hoje em dia as apreensões são de quilos”, diz. Apesar do alto número de mortes, os índices de outros crimes baixaram de 2016 a 2017. A queda foi de 7% em número de furtos e 15,8% em ocorrências de roubos. O número de mortes violentas, entretanto, aumentou em 47,8%. Para o militar, os homicídios também estão ligados à diminuição do número de outros crimes. “É um a menos na prática daquele tipo de delito. O número total de pessoas envolvidas com a criminalidade não chega a 1%, ou seja, são alguns poucos que praticam diversos crimes ligados à mesma atividade”. Marinho afirma que os traficantes migrantes se instalam em bairros mais vulneráveis, como o Zatt, Municipal, Ouro Verde e Tancredo Neves.

Tanto o Major quanto o Secretário afirmam estarem preocupados com o eventual estabelecimento desses grupos criminosos no município. “O cara que trafica é o mesmo que assalta e que rouba, e se não é, está vinculado”, afirma Martinelli, ao reiterar que a cidade está passando por uma fase específica após acelerada expansão demográfica. “Quando passa dos 100 mil habitantes, consequências de ações que não foram tomadas antes começam a aparecer”.

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Migração e crescimento desordenado

O processo migratório intenso para Bento Gonçalves, que resultou no rápido crescimento da população local, foi desencadeado na década de 70 pelas indústrias moveleiras, em função da falta de mão de obra local. As primeiras levas de migrantes se estabeleceram na zona sul do município, dando início a bairros como Santa Marta e Santa Helena. Outros migrantes passaram a ocupar espaços periféricos e áreas verdes da cidade, aglomerando-se em locais sem planejamento e infraestrutura. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, mais de 40% da população de Bento Gonçalves já era de migrantes. “Essa explosão demográfica faz aumentar o número da criminalidade”, afirma Martinelli.

“Esses bairros periféricos são propícios para o aliciamento de jovens que vivem à margem da sociedade. São lugares onde o Estado se ausenta”, afirma o Major da Brigada Militar. Ele acrescenta que muitos jovens em situação de vulnerabilidade social buscam no tráfico e/ou no uso de drogas uma saída, “caminho que, na maior parte das vezes, se mostra sem volta”. Martinelli ressalta que as crianças desses bairros têm muitos exemplos de pessoas honestas, que trabalham, mas, ao mesmo tempo, convivem com pessoas com correntes de ouro, que viajam e conseguem ganhar em um dia o que a família leva um mês para conseguir. “Isto, aliado à pressão da moda, que exige marcas e consumo de produtos, acaba estimulando a retroalimentação deste submundo do tráfico”, complementa. Na avaliação do Major, o consumismo incentivado cotidianamente pelos meios de comunicação é um dos fatores que resulta na disposição de jovens a entrar no mundo do crime com o objetivo de suprir o desejo de comprar determinado produto e ostentar um estilo de vida diferenciado da sua realidade.

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Desemprego impulsiona a criminalidade

O acréscimo da taxa de desemprego registrado no Brasil nos últimos anos é mais um fator que impulsiona a entrada de jovens em vulnerabilidade social no crime. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2017, o mesmo ano recorde de homicídios na cidade, foi o ano com a maior taxa de desemprego no país desde
2012, com 12,7% da população desocupada, o equivalente a 12,3 milhões de brasileiros. Dados do IBGE apontam que o número de empregados sem carteira assinada em dezembro de 2017 corresponde a 37,1% da população brasileira, ou seja, 34,2 milhões de trabalhadores informais. De acordo com o órgão, foi a primeira vez na história que o número de informais superou os formais, equivalentes a 33,3 milhões de brasileiros.

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Segundo pesquisas do Atlas da Violência, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cada decréscimo de 1% na taxa de desemprego resulta na queda de homicídios em 2,1%. O relatório do Ipea também mostra que em cidades com geração de renda significativa, como é o caso de Bento Gonçalves, a maior circulação de dinheiro incentiva o mercado informal, que torna viável o tráfico de drogas. A consequência é o aumento da violência letal. Conforme conclusão do Atlas da Violência, o aumento na criminalidade acontece quando as transformações urbanas e sociais ocorrem rapidamente e sem as devidas políticas públicas preventivas e de controle, não apenas no campo da segurança pública, mas também na esfera da educação, assistência social, cultura e saúde. Neste quesito, Bento Gonçalves não cresceu na mesma proporção que sua população.

Um retrato do Zatt

Com o sol alto, poucas crianças insistem em jogar futebol na quadra de cerca quebrada e envolta de entulho. Se chutada com força, a bola cai em uma vala construída em frente ao local para escoar a água que, nos períodos de chuva, alagava a rua e as casas dos moradores que foram morar na parte baixa do bairro Zatt. Desabamentos causados por chuvas torrenciais já colocaram vidas de moradores em perigo. Em troca do novo escoamento, o esgoto a céu aberto. Nada é de graça para quem vive em lugares como o Zatt. Ao lado da vala, a área verde que deveria servir de espaço para crianças brincarem virou depósito de material e estacionamento irregular de carros e caminhonetes.

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Nessa vizinhança, quem fica doente sobe dois quilômetros até a Unidade de Saúde do bairro. Isto em ruas estreitas e inclinadas – muitas delas, sem calçada. As crianças e os idosos são os mais afetados pelo dificultoso trajeto, é o que diz o presidente da Associação dos Moradores do Bairro Zatt, Antônio Dallasen. Só neste ano, seis dos 23 homicídios aconteceram no bairro, que, segundo o Secretário Municipal de Segurança, também é foco das ações de desmantelamentos de organizações criminosas.

“Depois dessa onda de mortes, agora está mais calmo”, diz Dallasen. O frentista, natural do município de São Francisco de Assis, vive há 23 anos em Bento Gonçalves. Veio atrás de melhores oportunidades depois de um ano de safras ruins de grãos que cultivava. De acordo com ele, a maior parte dos moradores do bairro migrou de outros municípios em busca de melhores condições de trabalho. Questionado sobre a quantidade de moradores do bairro, Dallasen afirma que o número é maior do que a prefeitura tem controle. “Estávamos em 700 famílias cadastradas junto à prefeitura, mas, contando com as pessoas que vivem de aluguel, passa das três mil”, calcula, ressaltando a importância do cadastramento desses moradores para a promoção de mais políticas públicas.

Grande parte dos imigrantes haitianos escolhe para morar em bairros como Zatt por causa dos preços baixos de aluguel. Dallasen conta que os estrangeiros não usam drogas, não cometem crimes e são muito agradecidos por qualquer ajuda oferecida a eles. “O preconceito de muitos moradores, entretanto, é grande. Há quem corte os pés de bergamota e limão do quintal para evitar que os haitianos passem e peguem as frutas dos galhos que invadem a rua”, afirma o líder comunitário.

Alguns moradores reclamam pelo número limitado de atendimento médico da Unidade de Saúde Caic Zatt. São doze fichas por dia e, segundo o presidente, para conseguir a consulta o paciente tem de chegar no local por volta das quatro horas da manhã. “Mas o médico faz um bom serviço, às vezes se passa o número de fichas ele até atende mais”, conta. A maior reclamação é pela falta de atendentes e melhorias na estrutura do local.

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Trilhas de terra percorridas entre o mato e as ruas são utilizadas diariamente pelas famílias em seus trajetos de casa para o trabalho. Em uma delas, uma ponte improvisada e sem corrimão intermedia a passagem por cima do esgoto à céu aberto. Em outra, uma abertura no mato fechado indica um caminho que leva a local frequentado para uso de drogas, indicado por cobertores, papelões e lixo jogado no chão. Ao lado da entrada “misteriosa”, entulhos e maquinários industriais abandonados acumulam água parada e sujeira. Embaixo de uma estrutura de metal enferrujado, algumas peças de roupa demonstram ali ser espaço utilizado para alguém dormir. À noite, é mais perigoso. “Muitos assaltos e crimes já aconteceram nesse canto”, confirma Dallasen, ressaltando que a prefeitura deveria colocar mais postes de iluminação na área.

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“É um bairro bonito, de gente boa”, afirma o presidente da Associação. Apesar de todas as faltas, ama o lugar onde mora. Conforme ele, os envolvidos em tráfico de drogas e nas últimas mortes não eram conhecidos de moradores do Zatt. “Não se tem controle, nem fiscalização de quem chega aqui no bairro. Tem gente que vem e da noite para o dia levanta um barraco”, conta, apontando para casebres cercados de árvores nos morros. “Além de controle para evitar essas invasões, também precisamos de mais creches”, reivindica Dallasen.

De acordo com a secretária Municipal de Habitação e Assistência Social, Milena Bassani, a fiscalização é atuante na prevenção de invasões e, quando estas acontecem, a prefeitura busca tomar medidas de reintegração de posse.

Conforme Milena, a Secretaria tem condições de contabilizar apenas o número de famílias migrantes que se inscrevem no Cadastro Único. “Os que vêm com emprego ou para frequentar os cursos universitários oferecidos na cidade não se encaixam no perfil do Cadastro”, explica ela.

Em dezembro de 2016, 5.777 famílias de baixa renda estavam cadastradas na Secretaria pelo Cadastro Único. Em março deste ano, baixou para 5.103, indicando uma diminuição de 674 famílias.

Escolas Infantis

A secretária municipal adjunta de Educação, Adriane Zorzi, ressalta que no próximo mês de agosto serão inauguradas duas escolas infantis na região do Zatt e do Ouro Verde, nos loteamentos Santa Fé e Bertolini, com capacidade total para 240 crianças de zero a três anos.

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As construções dessas escolas infantis foram iniciadas em 2014, com previsão de entrega para julho de 2015. Alegando falta de repasse de fundos do governo federal, a prefeitura de Bento Gonçalves interrompeu as obras, retomadas em julho de 2017, com previsão de término para dezembro do mesmo ano. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destinou verba para a construção das escolas, mobiliário para as salas de aula e equipamentos. Em contrapartida, a prefeitura ficou responsável pela cedência dos terrenos, cercamentos, implantações dos parques infantis e aquisições de utensílios de cozinha, rouparia, mobiliário administrativo, além de apoio pedagógico, material bibliográfico e recreativo. O investimento na viabilização das duas escolas infantis está orçado em R$ 1.769.578,33. Atualmente, a prefeitura compra 400 vagas em escolas infantis para suprir a demanda de creches na rede pública municipal.

Esporte e Cultura

Cultura e esporte estão em segundo plano no Zatt. O único divertimento é o proporcionado por bares – muitos deles, ainda de acordo com Dallasen, irregulares, com prostituição e strip-tease, inclusive de adolescentes. “Antes, o Conselho Tutelar tinha mais atuação”.

O lugar mais próximo de convivência e ações culturais é o Centro de Arte e Esporte Unificado (CEU), localizado no Ouro Verde, bairro vizinho. O projeto do CEU foi apresentado pela prefeitura em 2015 e inaugurado um ano depois, em junho de 2016. A estrutura compreende quadra poliesportiva coberta, pista de caminhada, academia ao ar livre, pista de skate, mini palco para apresentações, espaço para leitura e um Centro de Referência e Assistência Social (CRAS). No último dia 4 de abril foi inaugurada uma biblioteca no CEU, numa área construída de 56 metros quadrados e um acervo de aproximadamente 2,5 mil livros. No último dia 14 de maio, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, assinou um contrato de aquisição de materiais esportivos para o Centro.

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Municipal, lugar de esperança

O bairro Municipal foi palco de cinco homicídios neste ano. Com três escolas e uma creche, o Municipal oferece maior estrutura para jovens e crianças do que o bairro Zatt. Também não possui tantos problemas estruturais, como esgoto à céu aberto. Apesar disso, algumas obras no bairro, de projetos de administrações passadas, começaram a ser realizadas há pouco tempo, com atrasos significativos.

Para o ex-presidente da Associação dos Moradores, Nestor Nunes, é o melhor lugar do mundo. Natural do município de Progresso, veio para a cidade com 13 anos. Chegou a comprar uma casa em outro bairro, mas relata que não aguentou nem um ano fora. “Tive que voltar, aqui tem esse contato com a vizinhança que eu gosto, é um bairro muito bom”, conta. Mesmo com o aumento no número de mortes violentas no local, o músico afirma que o bairro teve diversas melhorias nos últimos anos. Atualmente, quase todas as vias públicas estão pavimentadas. “Tem tudo agora. Entre os bairros mais pobres foi um dos mais beneficiados nos últimos anos”, diz.

Um projeto elaborado em 2012 pelo ex-prefeitoRoberto Lunelli (in memoriam), aprovado pelo Governo Federal, previa investimento público de 11 milhões de reais em obras de revitalização no bairro. O projeto contempla canalização de esgoto, pavimentações e alargamentos de ruas em áreas com habitações em situação de risco, localizadas em encostas e à beira de riachos. Também inclui construções de condomínios verticais, obras de recuperação ambiental e a construção do Centro de Atendimento a Crianças (Ceacri).

Seis anos depois, apenas algumas obras foram  concluídas. De acordo com Nunes, a canalização de esgoto foi feita e a rua Lajeadense, uma das mais problemáticas do bairro, foi pavimentada e passou por melhorias. Ainda estão em fase de construção os condomínios, com 800 apartamentos destinados a abrigar famílias em áreas de risco, como a da beira do rio Pedrinho, que transborda e causa enchentes em dias de chuva forte. Segundo Nunes, 40 famílias em situação social mais vulnerável moram nessa área do bairro.

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A construção do Ceacri Carrossel da Esperança parou por duas vezes. A primeira intempérie nas obras aconteceu ainda em 2012, com a crise financeira nas contas municipais. Em abril de 2015, a construção foi retomada. Em setembro do mesmo ano, atrasos nos repasses de verbas federais causaram nova interrupção. As paralisações causaram encarecimento e deterioração da obra, afirma o vereador Moacir Camerini. “Tinha um depósito de água em cima das lajes do centro e materiais de construção se deteriorando ou sendo furtados”, conta. A situação chegou a ser pauta de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) para averiguar desperdício de dinheiro público.

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Em maio de 2017, a prefeitura apresentou um relatório afirmando a realização de 15% das obras e um prejuízo de mais de R$ 30 mil em danos na alvenaria dos prédios, nas entradas de energia e outros itens. Em 2017, um novo edital foi elaborado e garantiu o repasse de 1,2 milhões de reais para a conclusão das obras. Em abril deste ano, a construção foi retomada com a previsão de término de sete meses. A reportagem foi até a construção e confirmou o andamento das obras. Uma equipe de 15 pessoas trabalha diariamente no local.

Para Nunes, o centro é uma grande conquista do bairro. “Falta muita coisa, mas estamos satisfeitos com o que está sendo feito”, conclui; enquanto aponta para as ruas asfaltadas interligando estabelecimentos comerciais, como mercados e lojas de vestuários. “Isso parece vila? Tem tudo aqui, só falta uma farmácia agora”.

O músico também relaciona os recentes assassinatos no Municipal a disputas entre facções que vêm de fora do município. Mesmo assim, afirma que a população anda com segurança pelas ruas do bairro. “A maioria dos furtos que ocorrem no bairro são feitos por dependentes químicos”, conta, ao enfatizar a benéfica atuação da polícia na região. Nunes se mostra otimista quanto ao futuro do local onde vive e acredita que projetos culturais, essenciais no combate ao consumo e tráfico de drogas, serão concretizados para benefício dos jovens e crianças do bairro.

“Consumo de drogas é generalizado”

Se há quem venha de fora para vender é porque existe consumo. Isso é o que afirmam em consonância as autoridades policiais de Bento Gonçalves. Mas, enquanto as disputas entre facções por pontos de venda é particularidade de algumas regiões da cidade, o consumo de drogas lícitas e ilícitas é generalizado. A Praça Centenário, no centro, é um dos pontos mais comuns de uso de drogas ilícitas, como maconha e crack. O major Martinelli explica que drogas sintéticas, como LSD e ecstasy, têm mercado entre as classes sociais mais abastadas e causam tantos malefícios quanto drogas como o crack, esta considerada a mais devastadora.

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O consumo de crack, de acordo com o major Martinelli, é insustentável e caro, dado o poder de dependência da droga. “É um mito dizer que o crack é uma droga barata por poder ser comprado por cinco reais. Se o dependente tiver acesso vai fumar 24 horas por dia. É um efeito muito forte, instantâneo e rápido, que dura segundos. Quando passa, ele quer mais e por isso a droga se torna cara”, explica.

O crack tem nocividade extrema ao organismo humano. Leva à subnutrição, corrói as vias respiratórias, intoxica o sangue e causa danos às vezes irreversíveis no sistema cognitivo. Noções básicas de sobrevivência como higiene, alimentação e sono adequado são desconsideradas pelos dependentes da droga, conhecidos como “zumbis” pela aparência degradada. “Basta olhar as imagens do que é a cracolândia em São Paulo”, ressalta Martinelli.

Os dependentes químicos, com a ânsia de sustentar o vício degradante, realizam crimes como assaltos, arrombamentos e furtos. Corroborando a constatação do Secretário Municipal de Segurança, Martinelli afirma que, muitas vezes, o envolvimento do dependente químico com o tráfico ultrapassa o de “cliente”. Muitos dependentes são contratados por traficantes para a venda da droga. O pagamento é em crack. A prática resulta em homicídio quando o dependente utiliza o produto e fica devendo ao traficante.

De acordo com pesquisas realizadas pelo especialista Francisco Inácio Bastos, do Instituto Fiocruz, o crack, ao contrário do que grande parte da população pensa, não é a droga mais consumida no país. É, entretanto, a mais utilizada em regiões com concentração maior de população em situação de pobreza e com qualidade de vida precária.

“A maconha é uma das portas de entrada para o uso de drogas mais pesadas”, diz Martinelli. Ele também afirma que a glamorização do uso de substâncias ilícitas e a falta de ações do Estado formam o cenário devastador do consumo de drogas no município. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PenSE), realizada pelo IBGE em 2016, apontam que, em 2015, o Rio Grande do Sul foi o estado com maior índice de consumo de álcool entre os adolescentes do país. Enquanto a média nacional se ateve a 55%, a do estado foi de 68% de jovens que admitiram a ingestão de bebida alcóolica ao menos uma vez na vida. Com idade média entre 13 e 15 anos, 26,4% dos adolescentes já haviam experimentado cigarro e 13,2% utilizado drogas ilícitas – nestes dois casos, o Rio Grande do Sul tem o segundo maior índice do país.

Tratamento de dependentes

O município de Bento Gonçalves dispõe de uma clínica de reabilitação, com atendimento totalmente custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Comunidade Terapêutica, situada numa área de terra de 12 hectares, no distrito de Tuiuty, foi inaugurada em 2011. As internações são coordenadas pelo Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas, que realiza a triagem inicial e encaminha para tratamento. Em sete anos, foram 450 pessoas beneficiadas pela terapia, que inclui acompanhamento psicológico, psiquiátrico e clínico, por seis meses.

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Além disso, o município conta com o serviço do Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps – AD), que possui uma equipe multiprofissional responsável pelo encaminhamento para tratamento ambulatorial, feito em casa; intensivo, em que o dependente participa de atividades oferecidas no Centro; e internação, quando há a necessidade
de desintoxicação do paciente. O Caps – AD também realiza ações de prevenção como palestras e seminários.

O serviço possui 3.247 pacientes cadastrados. Destes, 2.469 homens e 778 mulheres. Entre os dependentes, 58 têm até 18 anos, 1.426 na faixa dos 19 aos 40 anos e 1.763 possuem mais de 40 anos. A demanda anual do serviço gira em torno de 400 pessoas. Nesse universo, a droga lícita mais utilizada é o álcool, seguido pelo tabaco e a ilícita é o crack, seguido pela cocaína.

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Peça teatral ‘A menina da biblioteca’ encanta mais de 2,2 mil alunos em Bento Gonçalves

Espetáculo do projeto ‘Viajando Pelo Mundo do Teatro’ teve circuito de apresentações por escolas da rede pública municipal. Iniciativa tem promoção do CIC-BG

 A magia do teatro entrou em cena novamente para encantar crianças e adolescentes de Bento Gonçalves – e incentivá-los a se aventurar pelo mundo da leitura. Os alunos da rede pública do município foram presenteados com mais uma edição do circuito de apresentações da peça ‘A menina da biblioteca’, do projeto ‘Viajando Pelo Mundo do Teatro’. Dessa vez, 2.250 espectadores mirins acompanharam a encenação da companhia Luz e Cena nas sessões que ocorreram entre os dias 22 e 25 de maio na Casa das Artes. A turnê do espetáculo teve outras apresentações no mês de abril, quando mais de 1,4 estudantes foram beneficiados, em diversas escolas do município.

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A peça conta as aventuras de Alfa, Beto e Tico – três artistas que precisam achar um novo espetáculo para escapar da fúria de um patrão nada compreensivo. Para suprir a falta de imaginação, recorrem à biblioteca. E é lá que vão encontrar Leninha, uma menina que prefere os livros às pessoas. Por meio da amizade, são retratadas as temáticas do teatro e da literatura, duas artes essencialmente importantes para o desenvolvimento crítico e cultural de crianças e adolescentes.

O projeto ‘Viajando Pelo Mundo do Teatro’ é uma realização do Ministério da Cultura/Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), Orquidea e Crediare/Colombo. A promoção é do Centro da Indústria, Comércio e Serviço de Bento Gonçalves.

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Público jovem na ExpoBento 2018

Além de enriquecer a rotina de aprendizado escolar com a apresentação das peças, o projeto ‘Viajando Pelo Mundo do Teatro’ traz outro benefício para os estudantes da rede pública: a distribuição gratuita de ingressos para a ExpoBento 2018. Assim como ocorreu no último mês, no total, cerca de seis mil convites devem ser entregues às escolas contempladas pela iniciativa. As entradas são válidas para qualquer dia da feira.

Em sua grade de atrações, diversas apresentações artísticas e culturais para o público infanto-juvenil agregam valor ao evento. Dentro dessa agenda, sete performances de teatro prometem chamar a atenção dos visitantes, abordando, de forma lúdica, temáticas como amizade, leitura, alimentação, saneamento básico e dança. “Dessa forma, conseguimos oportunizar que os jovens venham a ExpoBento e aproveitem a programação de lazer e entretenimento. Assim, a feira cumpre importante papel social, facilitando a inclusão por meio da acessibilidade, gerando uma contrapartida positiva para a comunidade”, avalia o diretor-geral Leocir Glowacki.

A ExpoBento é a maior feira multissetorial do Brasil e em 2018 estará em sua 28ª edição. Desde 1990 a feira vem se reinventando, inovando e crescendo, a ponto de servir como referência para diversas outras. Realizada no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, a feira ocorrerá de 07 a 17 de junho de 2018.

Garibaldi realizará atividades no Dia Mundial da Leitura

 

A Secretaria Municipal de Educação (SMEd) convida toda a comunidade de Garibaldi para que participe do Dia de Leitura Sesi, na semana do dia 23 de abril.

O objetivo é promover a leitura entre todas as faixas etárias, empresas, escolas, bibliotecas e a população em geral, por meio de atividades como saraus literários, declamações, indicações e momentos de leitura.

Para participar, é preciso registrar os momentos das atividades (em fotos) entre 23 e 29 de abril, e encaminhar o relatório para o e-mail biblioteca@garibaldi.rs.gov.br ou educacao@garibaldi.rs.gov.br. Com os registros, o município poderá ter o certificado de participação da atividade.

Mais informações podem ser obtidas no site: www.sesirs.org.br/pt-br/educacao/dia-da-leitura-sesi.

Leve e Leia (2)

Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro é um evento comemorado anualmente no dia 23 de abril, organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

O dia 23 de abril foi escolhido porque nesta data, do ano de 1616, morreram os escritores Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes, como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Todos os anos, são organizados eventos ao redor de todo o mundo para celebrar a data.

Prefeitura Municipal

Também no Dia Mundial do Livro, a SMEd realiza a 3a edição do Leve e Leia, que estimula a troca de exemplares entre os servidores do Centro Administrativo Municipal.

Fotos: Priscila Pilletti

IFRS abre concurso público 

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) divulgou a abertura de concurso público para cargos técnicos-administrativos em educação. Estão sendo ofertadas oito vagas, para quatro unidades da instituição: Reitoria (Bento Gonçalves) e nos Campi Rolante, Sertão e Vacaria.

São sete vagas que compreendem o nível de classificação D e uma vaga de nível E que estão distribuídas, respectivamente:

– Técnico de Tecnologia da Informação: duas vagas (Reitoria + Campus Rolante);

– Técnico de laboratório – Biologia: uma vaga (Campus Vacaria);

– Técnico de laboratório – Informática: três vagas (Campus Rolante + Campus Vacaria);

– Técnico de laboratório – Química: uma vaga (Campus Sertão);

– Engenheiro / Área: Eletricista: uma vaga (Reitoria)

Os interessados em solicitar isenção de inscrição poderão fazê-lo até o dia 04 de abril de 2018. O período de inscrição ocorre de 09 a 25 de abril, exclusivamente pela internet, através do site do IFRS (www.ifrs.edu.br), aba concursos, no qual estão publicados os editais e mais informações.  O valor da inscrição é de R$ 90,00 para o nível D e R$ 120,00 para o nível E. A remuneração inicial é de R$ 2.446,96 (nível D) e de R$ 4.180,66 (nível E) e entre os benefícios estão auxílio alimentação, auxílio transporte, auxílio pré-escolar, saúde suplementar, incentivo à qualificação e outros, de acordo com a legislação em vigor.

A aplicação das provas objetivas será no dia 20 de maio, no turno da tarde na cidade de Porto Alegre. O concurso compreenderá uma única etapa de avaliação, eliminatória e classificatória, com a aplicação de prova objetiva, constituída de 30 (trinta) questões de conhecimentos específicos e 10 questões de legislação, com duração de 3h30min.

Os requisitos com a descrição sumária e localidade de atuação dos cargos está disponível no edital, assim como todas as informações referentes a esse concurso podem ser encontradas no site www.ifrs.edu.br/concursos. O conteúdo programático e as bibliografias serão publicadas antes da abertura das inscrições. É de responsabilidade do candidato a leitura completa dos documentos e seus anexos. Não serão dadas informações através de telefone. Caso precise tirar alguma dúvida contate pelo e-mail concursos@ifrs.edu.br.

 > Datas importantes

Período para solicitar a isenção da taxa de inscrição: 27 a 04/04

Período de inscrições: 09 a 25/04

Divulgação do resultado de solicitação de isenção da taxa de inscrição: 06/04

Interposição de recursos dos pedidos de isenção da taxa de inscrição: 06 e 07/04

Resultado dos recursos de pedido de isenção: 09/04

Data limite para pagamento do valor de inscrição: 26/04

Prova: 20/05 – no turno da tarde

 

O IFRS

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) é uma instituição federal de ensino público e gratuito. Conta com cerca de 19 mil alunos e mais de 200 opções de Cursos Técnicos e Superiores de diferentes modalidades em vários municípios do Estado. Oferece também Cursos de Pós-graduação e dos Programas do governo federal.

O IFRS atua com uma estrutura multicampi. Possui os campi de Alvorada, Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Farroupilha, Feliz, Ibirubá, Osório, Porto Alegre, Restinga (Porto Alegre), Rio Grande, Rolante, Sertão, Vacaria, Veranópolis e Viamão. Entre seus objetivos está promover a educação profissional e tecnológica de excelência e impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões.

Foi criado em 29 de dezembro de 2008, pela lei 11.892, e pertence à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. A Reitoria está localizada em Bento Gonçalves. Saiba mais no endereço eletrônico www.ifrs.edu.br.

Parceiros Voluntários realiza ações de solidariedade com público  jovem

Alunos de várias turmas da Escola Municipal Félix Faccenda vivenciaram uma semana repleta de fantasia – mas também com uma boa dose da melhor realidade que um voluntário pode entregar. Duas ações coordenadas pela Parceiros Voluntários comprovaram que, em época de Páscoa, doces são ótimos acompanhamentos para o renascimento da esperança.

Na quarta-feira, 28, foi a vez da equipe Jane Beauty visitar a escola para cortar o cabelo da meninada. Já na segunda-feira, 26, a equipe da Iva Espaço de Beleza visitou as instalações do projeto Pelotão Curumim e cortou o cabelo dos 30 adolescentes que frequentam a entidade. Nesse mesmo dia, a senhora coelha passou pelo bairro Municipal para deixar mais açucarada a vida da criançada, ao mesmo tempo em que os reais preceitos da Páscoa foram celebrados de forma a contemplar as atividades escolares.

Páscoa

 Tradicional aliada da Parceiros Voluntários, a Jane Beauty atua ao lado da ONG há três anos. Cada mês, um setor do centro estético envolve-se com uma entidade indicada pela Parceiros Voluntários. “Assim, fizemos com que toda a equipe (de 38 pessoas) se envolva para ajudar o próximo”, comenta Janete Grégio, diretora da empresa, que nesta ação cortou o cabelo de cerca de 100 crianças.

 Para explorar a ludicidade da Páscoa, a voluntária Kely Ginar Viana estreou no papel de senhora coelha, atendendo a um chamado da escola. Como atividade de produção textual, os alunos convidaram a coelhinha para o colégio, aprendendo, dessa forma, a como escrever uma cartinha.  Pela primeira vez, Kely vestiu uma fantasia e, além de distribuir doces, contou a história da data. “Estava nervosa, mas abracei a causa da escola, porque a gente recebe muito mais do que dá nessas ações, ainda mais com crianças que têm um coração muito puro”, diz a voluntária. Numa outra atividade, os alunos precisaram pesquisar uma receita de Páscoa e levar para a escola. Após, escolheram uma para preparar no refeitório e se deliciar com o quitute.

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 A supervisora pedagoga da escola, Luciane Comparini, comenta que as atividades da Parceiros Voluntários reforçam os vínculos entre escola e comunidade, além de promover alegria aos estudantes. “É muito importante estar junto deles, conversando, passando um tempo diferente, isso levanta a autoestima das crianças”, opina.

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Foto: Exata Comunicação

Pasin assina ordem de início das obras do CEACRI Carrossel da Esperança

O prefeito Guilherme Pasin assinou nesta terça-feira, 13, a ordem de início para as obras de conclusão do Ceacri Carrossel da Esperança, no bairro Municipal. A empresa responsável é Adelcio Ferreira da Silva Eireli. A obra orçada em R$ 1.217.917,11 deve ser concluída em sete meses.

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Estiveram presentes, os secretários de Governo, Enio De Paris, interina de Habitação e Assistência Social, Milena Bassani, de Desenvolvimento Econômico, Silvio Bertolini Pasin e representantes da empresa.

O município conta com outras quatro unidades: Balão Mágico (São Roque), Toquinha da Amizade (Vale dos Vinhedos), SEST/SENAT (Salgado Filho) e Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), no Loteamento Verona, que atendem aproximadamente 500 crianças ao todo.

Foto: Emanuele Nicola

Senac EAD oferta mais de 20 cursos de idiomas a distância

Capacitação é ideal para quem planeja estudar nas férias. Aulas on-line podem ser acessadas em qualquer local e hora

O Senac EAD disponibiliza mais de 20 opções de idiomas em seu portfólio de cursos, incluindo o inglês americano e britânico, o espanhol latino e da Espanha. Estas opções se tornam boas oportunidades para quem pretende aprender nas férias e incrementar as qualidades do currículo.

Diferencial: tutores nativos – Os cursos são divididos em unidades com aulas e atividades focadas. As principais lições ensinam o novo idioma ao aluno, enquanto as atividades focadas desenvolvem habilidades e reforçam a língua que ele está aprendendo. Além disso, há um diferencial: os cursos aulas contam também com sessões de tutoria ao vivo que ocorrem on-line, com um tutor nativo e com até três outros alunos que estão no mesmo nível.

Softwares para o aprendizado

Desde 2011, a rede Senac de educação a distância possui plataformas em parcerias com a Rosetta Stone,  empresas de idiomas  que utiliza softwares para o aprendizado. Segundo Anderson Malgueiro, gestor dos cursos livres a distância do Senac EAD, a instituição, juntamente  a Rosetta Stone, buscam mudar a forma como as pessoas aprendem línguas. “Nosso programa de aprendizado ensina o aluno com base em um método de instrução chamado “imersão”. Ele introduz habilidades de linguagem de uma forma que estimula a capacidade de aprendizagem natural do cérebro”, explica.

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O curso oferece a oportunidade de desenvolver todas as habilidades de linguagem – ouvir, falar, ler e escrever, desde o início. “O programa conduz o aluno através de uma sequência cuidadosamente projetada que o ajuda a construir a estrutura do idioma passo a passo. Ele começa a pensar em seu novo idioma desde o início, da mesma forma que aprendeu sua primeira língua”, explica Anderson.

Além do Inglês e Espanhol, o instrutor também destaca outros idiomas que muitas empresas buscam, como o Alemão, Francês, Italiano, Árabe, Mandarim e Japonês. “O inglês e espanhol são quase línguas obrigatórias atualmente, sobretudo o inglês”, explica. “É importante pensar também nos outros idiomas”, conclui

Sobre o Senac EAD

Com mais de 70 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nesta modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 290 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação e 232 para graduação.

Acesse a programação completa de cursos do Senac EAD em www.ead.senac.br. Há também uma programação diversificada de cursos presencias que pode ser conferida em www.sp.senac.br.