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UCS Bento estreia bacharelado em Inteligência Artificial

Uma formação inédita, alinhada às transformações tecnológicas que impactam a sociedade, a economia e os processos produtivos, ganha protagonismo no campus da UCS em Bento Gonçalves a partir deste ano. A instituição estreia o curso de bacharelado em Inteligência Artificial, um circuito formativo de quatro anos que converge em uma proposta de forte base científica aliada à estrutura laboratorial qualificada e à integração com o ecossistema regional de inovação.

Com quatro anos de duração, o curso em formato semipresencial, no turno vespertino-noite, vai além do uso de ferramentas prontas, como reforça o diretor da Área do Conhecimento de Ciências Exatas e Engenharias da UCS, André Adami. “O curso forma profissionais altamente qualificados para projetar, desenvolver, implementar e avaliar soluções baseadas em inteligência artificial, com sólida formação científica, domínio técnico e compromisso ético”, explica Adami. Segundo ele, a formação de longa duração oferece farto conhecimento para que o profissional siga, no futuro, resiliente diante das transformações tecnológicas da matéria. “O curso possibilita ao egresso adaptar-se de maneira contínua à evolução das tecnologias, métodos e paradigmas da inteligência artificial, mantendo-se relevante frente às transformações científicas e tecnológicas da área”, opina. O objeto de estudo do bacharelado envolve a compreensão e o desenvolvimento de sistemas inteligentes e modelos de aprendizado de máquina aplicados a diferentes contextos, como análise e integração de dados, modelagem generativa, visão computacional, processamento de linguagem natural, séries temporais, sistemas de recomendação e tomada de decisão automatizada. A formação contempla ainda fundamentos matemáticos, estatísticos e computacionais, além de dimensões éticas, legais e sociais da inteligência artificial.

De acordo com Adami, um dos grandes diferenciais do curso está na formação de profissionais capazes de atuar de forma protagonista. “Diferentemente de formações centradas apenas no uso de plataformas disponíveis no mercado, o curso da UCS prepara o estudante para compreender, modelar e construir algoritmos, arquiteturas e soluções inteligentes de forma autônoma, crítica e inovadora”, destaca. A graduação conta com infraestrutura laboratorial já consolidada, corpo docente qualificado e integração com a área de Tecnologia da Informação da UCS, além de articulação direta com a pós-graduação, especialmente com o Mestrado Profissional em Computação Aplicada, que possui linha de pesquisa em Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Essa conexão fortalece a formação acadêmica e científica desde a implantação do curso.

Contribuição à competitividade e à inovação

Com uma abordagem pedagógica equilibrada entre teoria e prática, os estudantes terão contato com projetos aplicados, estudos de caso e desafios computacionais desde os primeiros semestres. “A atuação qualificada em Inteligência Artificial exige domínio conceitual aliado à capacidade de aplicar esse conhecimento em contextos reais e complexos”, explica Adami. Projetos interdisciplinares, atividades de extensão, estágios e trabalhos de conclusão de curso aproximam a formação acadêmica das demandas reais do mercado e da sociedade. A ética e a responsabilidade social também ocupam papel central na graduação. Questões como transparência, privacidade de dados, segurança da informação, governança algorítmica e impactos sociais da IA são abordadas de forma transversal ao longo do curso, preparando profissionais comprometidos com o uso responsável da tecnologia.

A criação do bacharelado reforça o papel comunitário da UCS e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social da Serra Gaúcha. “Ao formar profissionais especializados em Inteligência Artificial, a UCS contribui para a inovação, a competitividade das empresas, a retenção de talentos e o fortalecimento do ecossistema regional de inovação”, ressalta o diretor. Inserida em um contexto regional marcado pela diversidade industrial e pela crescente transformação digital, a nova graduação amplia as possibilidades de atuação profissional em setores como indústria, saúde, agronegócio, serviços, tecnologia, setor público e pesquisa, além de abrir caminhos para o empreendedorismo e a carreira acadêmica. “Quando se trata de inovação, não é suficiente atuar apenas como implementador de soluções prontas ou replicar modelos genéricos. No campo da inteligência artificial, não existe uma abordagem única que atenda a todos os cenários; os modelos, algoritmos e sistemas precisam ser customizados, ajustados e validados conforme os dados, processos e objetivos de cada aplicação. Essa capacidade de conceber soluções sob medida, apoiadas em sólido conhecimento técnico e pensamento crítico, consolida a IA como um vetor efetivo de inovação e geração de valor para a região”, pondera Adami.

Para ele, pensar o futuro sem inteligência artificial já não é uma opção. “O verdadeiro desafio não é se a IA fará parte do futuro, mas como ela será concebida, aplicada e governada de forma ética, responsável e alinhada às necessidades humanas e sociais”, diz. O ingresso ao curso se dá através do vestibular, com processo seletivo contínuo ao longo do ano, com a realização de prova de redação on-line síncrona em três dias por semana – segundas, terças e quintas-feiras. Outras formas para garantir matrícula validam o aproveitamento das notas de vestibulares anteriores da instituição (2020 a 2026) ou do Enem (2020 a 2025).

Crédito: Bruno Zulian

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Kátia Bortolini:
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