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Programação Ferrovia Live 13 a 15 de setembro

NOVIDADE

O Ferrovia Live inaugurou uma novidade para agradar quem curte a cozinha do pub! Agora, o Ferrovia passa a servir almoços com a Estação Gastrô diariamente, com atendimento das 11 às 15 horas.

13 DE SETEMBRO – QUINTA-FEIRA

Nesta quinta-feira, o pub tem super promoção de pizza e dose dupla de cerveja artesanal!

Na compra de uma PIZZA ganhe DUAS Heineken!
DOSE DUPLA de cerveja artesanal das 20 as 22 horas *copo 300ml (todos os estilos)

14 DE SETEMBRO – SEXTA-FEIRA

Na sexta-feira,, acontece o Setembro Lupulado, a edição do mês em que a promoção de cerveja artesanal do bar é a seguinte: quanto mais horas você beber, menos você paga.

A noite terá acústico com Kelvin Alves, tocando pop rock.

Ingressos para o show R$15 no local

Horário e valores:
01 hora – R$40
02 horas – R$60
03 horas – R$75
04 horas – R$85

*Válido apenas para cervejas artesanais!
*Proibido para menores de 18 anos.

15 DE SETEMBRO – SÁBADO

Já no sábado, o rock fica por conta da banda The Modern Age, pela primeira vez em Bento Gonçalves, fazendo um tributo a The Strokes, a partir das 22 horas.

Formada em 2018 na cidade de Novo Hamburgo,  The Modern Age – Strokes Tribute representa o grupo americano com Bruno Kaffer nos vocais, Thiago Vitória e Gabriel Lewandowiski nas guitarras, Diego Salles  no baixo e Bernardo Salles na bateria.

Ingressos antecipados:
R$15,00 antecipados no Ferrovia.
R$20,00 no dia do evento

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Aceitar-me como sou e viver o presente

padreA sociedade de hoje facilmente nos força a assumir papéis. As pessoas passam a ser o que são em tensão com aquilo que precisam parecer ser. Muitos lidam bem com essa tensão. Quem decide ser o que é se torna livre interiormente. Outros pendem a ser aquilo que não são e estão sempre em busca de algo que dificilmente vão encontrar. Decidir ser o que não se é deve ser muito angustiante. A pessoa sente-se pressionada o tempo todo a demonstrar com aparências o que ela de fato não é. O parâmetro é sempre os outros e aquilo que ainda não consegui alcançar.

Fala-se de mundo das aparências. Isso deixa as pessoas interiormente divididas. Estão sempre perseguindo um desejo que as deixa insatisfeitas. Nem sempre a pessoa percebe isso, mas sente uma angústia permanente por pensar que sua felicidade está lá na frente, no outro lado. Pensa ser necessário ter outro emprego, outra casa, outro carro, mais dinheiro, etc. A situação em que está e o que está vivendo simplesmente não satisfaz. Pensa que quando for diferente será feliz; quando pagar todas as contas; quando concluir o curso; quando encontrar aquela pessoa para amar; quando conseguir atingir aquela posição social ou quando vencer aquela dificuldade, então sim será feliz.

Colocar a felicidade sempre no futuro é um perigo. Os dias podem passar sem que eu sinta sabor naquilo que vivo e experimento. Certo é que estamos sempre em busca. Nunca estamos plenamente satisfeitos com a realidade. Queremos mais. Não posso parar e me acomodar com as mesmas coisas, sem querer mais, sem me determinar com novas e criativas atitudes. Precisamos alimentar os sonhos. Não dá para parar. Mas, ao mesmo tempo, precisamos sentir que o presente tem sabor. Não posso viver na angústia por encontrar um sentido que está longe e não me alegrar com o presente. As pessoas que encontro, a vida e as paisagens que contemplo, o trabalho que faço, a conversa que escuto, o ritual que celebro, a mão que estendo, tudo isso, precisa me proporcionar alegria e me deixar motivado. É encontrando sabor em tudo, que posso caminhar na busca de encontrar mais. Assim a vida, com tudo o que ela envolve, inclusive os sofrimentos, me dá motivos para que eu possa dizer: sou feliz.

Para que isso seja possível preciso aceitar a condição de fragilidade que sempre carrego comigo. Não somos perfeitos. Precisamos aceitar nossos limites e carências. Não posso pensar que preciso estar sempre pleno, como se não pudesse me faltar nada. Administrar as faltas permanentes é manter aberta a porta da transcendência. Por que somos frágeis e carentes e, ao mesmo tempo, habitados pelo infinito, desejosos do infinito, é que a “porta do mais” está sempre aberta. Queremos mais, estamos sempre insatisfeitos. Algo parece sempre nos faltar. Há dentro de nós como que um “espaço” para preencher e um impulso que nos joga para frente, nos fazendo querer mais, esperar mais. Esse “espaço” aberto pode tentar ser preenchido com coisas, o que nos levará para o engano ou poderá ser o espaço de Deus em nossa vida.

Educação para a Cidadania

matemáticaOs Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) indicam, entre outros, como objetivos do Ensino Fundamental, que os alunos sejam capazes de “compreender a cidadania como participação social e política…” e, em consequência, o exercício de direitos e deveres.

A afirmação nos remete, inicialmente, ao conceito de cidadania explicitado com propriedade pelo dicionário Aurélio como “qualidade ou estado de cidadão”, que é o “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. Já na filosofia grega, o cidadão da polis – cidade –  submetia-se às suas leis na vivência da cidadania.

O escocês Gert Biesta, em seu artigo intitulado “Boa Educação na era da mensuração”, analisa e comenta os resultados das avaliações educacionais à luz das finalidades da educação. Ao fazê-lo lembra que uma boa educação precisa fazer distinção entre três funções: qualificação, socialização e subjetivação. Nesse sentido, apresenta duas propostas de educação para a cidadania baseadas na literatura e na matemática, ou melhor, na educação matemática.

Percebe-se o vigor da proposta ao enfatizar o sentido social da matemática no ensinar/aprender, norteado pela satisfação que o indivíduo sente ao usar a ciência no seu cotidiano, resolvendo problemas na condição de cidadão. É nesse sentido que a formação de hábitos, como o estudo diário e atitudes como o predispor-se a fazê-lo, favorecem a construção dos conceitos quantitativos e operatórios básicos para aprendizagens mais avançadas, que vivificam a convivência social em sua complexidade.

É curioso observar que o sentido social de uma educação matemática se revela desde cedo em pequenas ações de estimativas, de troco, de partilha, de troca e/ou conversão de moedas de países diferentes, na adoção de um sistema comum de medidas entre os países e em muitas outras situações.

Uma proposta de educação para a cidadania baseada na educação matemática deixa claro a necessidade de qualificação, ou seja, do conhecimento, das habilidades de cálculo, do raciocínio e, sobretudo, da compreensão matemática para tornar-se proeficiente e, assim, poder vivenciar no social a subjetivação em valores como a disciplina, o rigor, a correção e a justiça no pleno exercício dos direitos e deveres do cidadão.

Considero que a afirmação de Biesta mostra que a educação matemática tem muito a contribuir para a cidadania.

A Mel

MelEscrevo sob os olhares da Mel, a cachorrinha da minha filha Anna. Chegou em nossa casa em um momento de tristeza, de dor pela perda de um ente querido. Frágil e pequenina, quase nos deixou também. Mas a bolinha de pelos venceu a eterna luta pela vida e agora cresce sem parar.

Rebelde e temperamental, cisma em fazer suas necessidades nos melhores tapetes. Adora deitar de barriga, aproveitando o frescor do piso para arrefecer o corpo. E late sem parar, invocada e autoritária, a cada toque da campainha. Eu, que fui iniciado no mundo dos cachorros depois de adulto – temos também o Bob, um vira-lata turbinado e super esperto, que chegou antes, e, como diz minha filha, é agora irmão da Mel –, me maravilho a cada dia com as peripécias caninas.

De pelo marrom claro e branco, focinho proeminente e dentes afiados, a Mel mais parece uma raposinha fugida da floresta. Possessiva, tomou para ela a poltrona da biblioteca onde trabalho. Ali, no silêncio das tardes mansas, enrodilha-se sobre uma almofada e cai no sono.

Olho a Mel em sua animalidade, mas ela me é mais do que um cão. Penso no que estará sentindo, quando a surpreendo me observando. O olhar transparente e piedoso dos cachorros. Que mistérios guardará? O escritor Alberto Manguel comenta que o relacionamento que temos com um animal, põe em cheque a nossa própria identidade e a do animal com quem convivemos. O olhar de um cão nos obriga a sermos sinceros conosco; ele é uma espécie de espelho a refletir o que nem sabemos que somos. Um olhar que captura o nosso próprio olhar e o devolve.

A Mel me entende, e assim é paciente com minhas leituras; dificilmente as interrompe. Pelo contrário, quase sempre me fita, silenciosa, enquanto anoto partes de um livro ou converso com o autor. Fantasio sobre o que ela pensará dos livros. Já flagrei-a escalando cuidadosamente uma pilha de volumes sobre a mesinha, para em segundos desmoronar lá de cima. Esses dias a vi lambendo um exemplar do Umberto Eco; tem bom gosto a pequena. Já um livro de Nietzsche não teve igual sorte: deu-lhe uma boa dentada. Acho que ela não gosta de filósofos materialistas.

Se às vezes a pequena Mel incomoda, sua ausência enche a casa de vazio. A sensação de prover abrigo para um animalzinho tão indefeso é muito boa. O doce sentimento de cuidar de uma vida. De um ser que, como todos nós, não escolheu estar no mundo. Mas que ao mundo veio e agora trata de viver. Ajudamos a Mel a seguir seus dias e ela nos retribui da mesma forma. Trazendo graça e encanto à casa que descobriu como lar.

Setembro Amarelo busca prevenção ao ato de suicídio

Desfile NAVIGA - Jean Teixeira (2)O mês de setembro, em  vários países do mundo,  traz a tona  o suicídio, tema delicado de ser abordado, mas que é justamente por meio da conversa que pode ser evitado. O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito da realidade do assunto. A prefeitura de Garibaldi aderiu a campanha. A cor amarela está mais presente em locais públicos em Garibaldi e nas  Unidades Básicas de Saúde, onde a divulgação sobre o tema e a importância da busca por ajuda é reforçada por  material informativo. No município, foram registradas 56 tentativas e suicídios até setembro deste ano. Em 2016, foram 37 casos.

 A coordenadora do Programa de Vigilância da Violência (PVV), Rose Foppa, afirma que é necessário compreender o sofrimento das vítimas como um problema de saúde pública, sem minimizar ou fazer julgamentos, uma vez que envolve fatores psicológicos e socioculturais”.

O comportamento depressivo, característico do paciente suicida, pode começar ainda na infância. Segundo a psicóloga Elza Zaro, a automutilação de adolescentes não é apenas um modismo. “A sociedade põe muitas expectativas nas pessoas, que muitas vezes sofrem por não poder atender a isso. É preciso ter espaço para que possamos ficar tristes, sem ter a exigência de ser feliz e bem-sucedido todo o tempo”, avalia a psicóloga. “A aquisição de coisas materiais não substituem afeto e contato, é preciso rever valores. A prevenção ao suicídio deve começar na família”, acrescenta.

A orientação das profissionais aos familiares de quem está passando por alguma situação depressiva é que se converse com esta pessoa e encaminhe a atendimento clínico nos postos de saúde, para então ser direcionada ao serviço de saúde mental.

Desde o mês de fevereiro, o município passou a contar com mais uma iniciativa pela prevenção ao suicídio. Foi instalado junto à Secretaria Municipal da Saúde um posto do Centro de Valorização da Vida (CVV), onde voluntários prestam atendimento por telefone, visando a prevenção do suicídio. A pessoa que liga para o número 188 entra em contato com algum dos profissionais da rede em todo o país, que oferece ajuda por meio de uma escuta afetiva.O CVV é mantido pelo Núcleo de Apoio à Vida de Garibaldi (NAVIGA), associação civil de natureza filantrópica, sem fins lucrativos, que levantou o tema do Setembro Amarelo em sua manifestação no Desfile Cívico, na última semana.

Foto: Valéria Cristina Loch