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Exposição no Museu Municipal de Garibaldi apresenta estampas francesas

O Museu Municipal de Garibaldi promoverá, de 1º de junho ao dia 2 de setembro, uma exposição com estampas francesas datadas do início do século XX. A mostra pode ser conferida de terça a domingo das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h nas dependências do Museu (Rua Dr. Carlos Barbosa, 77).

O material ilustra passagens bíblicas e foi utilizado para aulas de catequese. Pertencentes à Congregação das Irmãs de São José, foram restauradas e doadas ao Museu por Pierina Fontana, conhecida na vida religiosa como Irmã Iolanda.

Ligada à Congregação das Irmãs de São José de Chambéry, Pierina foi professora e catequista durante muitos anos e, depois de aposentada, se dedicou à restauração e pintura de imagens.

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O que é central para a fé cristã?

Por Padre Ezequiel Dal Pozzo 

Na atualidade tudo é muito dinâmico. Vivemos numa época de mudanças contínuas. Também em relação à religião, a tendência é de fragmentar. O que era claro, às vezes, se dilui e nem sempre conseguimos respostas às perguntas. Se alguém nos perguntar o que significa ser cristão ou qual é o núcleo dá fé crista, certamente, teremos várias respostas. Muitos praticantes da religião terão dificuldades de chegar ao núcleo da resposta e muitos ficarão somente nos entornos do núcleo.

A confissão de Jesus Cristo como Senhor da história e do sentido é uma resposta possível. Mas, ela tem suas implicações. Olhar para Jesus de Nazaré, seguir seus passos, significa dar-se conta de que Deus é amor e Dele só recebemos amor e salvação. Por que Ele é amor, quer suscitar em nós esse mesmo amor. Ainda, Jesus de Nazaré nos mostra Deus como Pai e Mãe. Isso, porém, somente tem sentido e é verdade, na medida em que vemos e tratamos os outros como irmãos. A prática não pode contradizer a confissão, embora conscientes dos limites sempre presentes em nós. Além disso, se Deus é Pai e Mãe, Ele o é de todos os seres humanos. Sendo de todos, quem confessa essa verdade, deve acolher os irmãos numa abertura cordial, num diálogo fraterno e num respeito profundo a diversidade e ao pluralismo existente hoje.

O seguimento de Jesus como o Salvador, que revela ao mundo um Deus Amor, somente preocupado em salvar, nos torna irmãos e irmãs, numa fraternidade universal. O papa Francisco, no dia de sua eleição, declarou essas palavras. Desejou que se formasse uma fraternidade universal. Aquilo que Jesus mostrou sobre Deus se tornou insuperável. Encarnou em sua vida uma visão de Deus e sua relação com o próximo, de tal forma que se apresenta como a mais completa da história. Para clarear bem podemos perguntar: Poderia alguém oferecer uma imagem mais amorosa de Deus ou mais perfeita? Poderá alguém mostrar mais amor ao próximo, aos pobres, excluídos, aos últimos, do que mostrou Jesus? O Cristianismo tem esse dado insuperável. Em Jesus Cristo, Deus se mostra de uma forma insuperável. Não precisamos de alguém que venha de novo e nos revele algo sobre o amor, mais profundo e perfeito do que mostrou Jesus. Aqui está o específico do cristianismo, seu núcleo fundamental. Embora, possamos dizer que em todas as religiões há lampejos, sinais, da única verdade, em Jesus, esta verdade se manifesta de modo insuperável.

Quando nós vamos encontrando esses fundamentos sólidos, precisamos construir o edifício a partir dele. Tudo o que se fala na teologia e em relação à religião não pode contradizer esse fundamento. Por exemplo, poderia, depois disso, dizer que Buda é igual a Jesus? Que ele tem o mesmo “peso”? Se Jesus foi insuperável no amor e encarnou em sua vida o amor da forma mais completa, temos que dizer que Buda é diferente. Ele tem valor, mas não supera Jesus. Deus se mostrou de forma insuperável em Jesus. Embora Buda possa revelar alguns traços de Deus, não o faz de forma plena como Jesus.

Carecemos muito de um discurso coerente quando falamos de Deus, fazemos teologia, falamos de religião. A coerência elimina muitas barbaridades. Parece que, porque Deus é mistério, podemos falar qualquer coisa sobre Ele, mesmo que estejamos mergulhados em contradições. Vamos progredir na reflexão. Pensemos nisso…

 

Encenação da Paixão de Cristo no Vale dos Vinhedos

Elenco, em sua maioria, é formado por moradores da Linha Ceará

Luis-Alberto-Caprara---paixão-de-cristoA 19ª edição da Encenação da Paixão de Cristo no Vale dos Vinhedos acontecerá no próximo dia 14 de abril, a partir das 19 horas, no “Morro da Antena”. A encenação começa na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na comunidade Ceará, e atinge seu ápice no alto do morro.

Realizada por um grupo de teatro amador, formado por aproximadamente 80 moradores da comunidade, vivenciam a passagem bíblica da Paixão de Cristo, retratando as estações enfrentadas por Jesus, desde o momento em que ele é preso pelos romanos no Monte das Oliveiras. O evento conta com o financiamento da Secretaria de Estado da Cultura do RS (LIC/ RS), realização da DWR Som e Luz Produções Culturais e patrocínio de Cenci Equipamentos de Segurança.


Romaria à Cruz do Salgado

Já a 40ª edição da Romaria à Cruz do Salgado, com encena- ções da Vida, Paixão e Morte de Jesus também acontece no dia 14, a partir das 18 horas. A concentração será em frente à Igreja São Pedro/Salgado, seguindo em procissão ao Morro da Cruz.

Coral promove a 4ª edição da Notte Dei Rè Maggi

dscn0410O Coral do Vale dos Vinhedos, formado por 24 integrantes, promoverá a 4ª edição da Notte Dei Rè Maggi no próximo dia seis de janeiro, no Vale dos Vinhedos a partir das 20 horas. O evento, promovido com o apoio do Círculo Trentino de Bento Gonçalves , será marcado por interpretações musicais na Capela das Almas e no Café Giordani.

A tradição do Terno de Reis

dscn0420A tradição do Terno de Reis é inspirada na história bíblica dos Três Reis Magos. Seguindo uma estrela que surge no céu no dia de seu nascimento, 25 de dezembro, Gaspar, Melchior e Baltazar saem à procura do Menino Jesus, levando presentes (ouro, mirra e incenso) e chegam a Belém no dia 6 de janeiro, Dia de Reis. Os grupos formados por cantores e instrumentistas percorrem as casas. A apresentação se divide em três partes. Na chegada, saúdam os donos da casa e pedem licença para entrar. No segundo ato, louvam o menino Jesus em frente ao presépio. A cantoria é interrompida quando o dono da casa, seguindo o exemplo dos Reis Magos, presenteia o grupo com bebidas e comidas. Segundo a cultura popular quem recebe o Terno de Reis em sua casa é abençoado.