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Alice, Miguel e Arthur foram os nomes mais usados em recém -nascidos em 2017, tanto no RS como no Brasil

 

bebesMiguel foi disparado o nome mais registrado pela população gaúcha no ano de 2017. Com uma diferença de 238 registros, o nome de origem hebraica está no topo da lista dos mais registrados no Estado do Rio Grande do Sul, dando nome a 1.428 recém-nascidos no Estado neste ano. Na sequência aparecem Arthur, com 1.190 registros de nascimentos, e Alice, o primeiro nome feminino da lista, com 965 registros.  O levantamento é da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) com base nas informações dos Cartórios gaúchos prestadas à Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC Nacional). A pesquisa foi  feita com nova metodologia que permite a identificação de nomes simples e compostos e a comparação efetiva para se chegar aos mais escolhidos dentre os 65.535 nascimentos registrados no Estado até o dia 10 de dezembro deste ano. Ao todo, a população gaúcha escolheu um total de 6.447 nomes diferentes, alguns deles com ampla variação de grafia, além dos tradicionais nomes diferentes escolhidos pelos pais.

 

Em 2017, além dos três primeiros colocados, a lista dos “10 Mais” conta com Bernardo (910 registros), Lorenzo (906 registros), Valentina (786 registros), Davi (764 registros), Helena (756 registros), Sophia (742 registros) e Gabriel (671 registros).

 

No ranking separado por sexo, os 10 nomes masculinos mais escolhidos foram Miguel (1.428), Arthur (1.190), Bernardo (910), Lorenzo (906), Davi (764), Gabriel (671), Joaquim (600), Pedro Henrique (512), Pedro (504) e Vicente (461).

 

Já entre as mulheres, o ranking dos 10 nomes mais registrados foram Alice (965), Valentina (786), Helena (756), Sophia (742), Laura (637), Livia (579), Isabella (523), Sofia (515), Isadora (497) e Julia (487).

 

No Brasil 

 

No Brasil, o ranking dos nomes mais registrados em 2017, elaborado com base nas informações prestadas por todos os Cartórios dos Estados do RS, SC, PR, SP, ES, MG, MS, GO, DF, RO, AC, AP, RR, CE, PE e AL à CRC Nacional, é formado por: Miguel (25.710), Arthur (21.161 registros), Alice (18.508 registros), Davi (15.372 registros), Heitor (13.718 registros), Valentina (13.193 registros), Gabriel (12.636 registros), Helena (12.615 registros), Laura (12.594 registros) e Bernardo (12.529 registros).

 

No ranking separado por sexo, os 10 nomes masculinos mais escolhidos foram Miguel (25.710), Arthur (21.161), Davi (15.372), Heitor (13.718), Gabriel (12.636), Bernardo (12.529), Lorenzo (11.098), Enzo Gabriel (10.195), Pedro Henrique (9.237) e Pedro (8.830).

 

Já entre as mulheres, o ranking dos 10 nomes mais registrados foram Alice (18.508), Valentina (13.193), Helena (12.615), Laura (12.594), Sophia (12.449), Maria Eduarda (9.922), Lorena (9.202), Júlia (9.122), Heloísa (8.639) e Lívia (8.019).

 

Nomes tradicionais, da moda e variações

 

O estudo possibilitou identificar ainda um ranking nacional considerando-se apenas o primeiro nome, as variações dos nomes mais comuns, além dos nomes menos comuns ou que caíram em desuso nos últimos anos. Considerando-se apenas o primeiro nome dos registros, o ranking muda completamente de patamar.

 

Nesta situação Maria passa a ser o nome mais registrado, com 80.192 registros de nascimento, seguido por João (44.450), Ana (41.500), Davi (36.723), Arthur (34.831), Alice (24.420), Pedro (28.327), Enzo (24.923), Sophia (19.775) e Heitor (18.483).

 

Nomes tradicionais, como Maria, possuem 885 variações de registros, sendo Maria Eduarda o mais comum, com 9.922 registros. Na sequencia estão Maria Clara (7.768), Maria Luiza (6.183) e Maria Julia (5.655). Dos 80.192 registros de nomes com Maria, 73.775 são nomes compostos. Já Ana, possui 270 variações de nomes registrados, com destaque para Ana Julia (6.551), Ana Clara (5.885) e Ana Luíza (3.641). Dos 41.500 registros com o nome Ana, 38.653 dão origem a nomes compostos.

 

Entre os homens João, possui 154 variações de nomes registrados, com destaque para João Miguel (10.343), João Pedro (6.303) e João Lucas (4.830). Das 44.450 crianças registradas com o primeiro nome João, 40.896 ficaram com nomes compostos. Já Pedro possui 232 variações de nomes, com destaque para Pedro Henrique (9.237), Pedro Miguel (1.741) e Pedro Lucas (1.585). Dos 28.327 Pedros registrados, 19.433 ficaram com nomes compostos.

 

Nomes considerados “da moda”, também aparecem na lista, sendo Enzo uma das situações mais curiosas, já que duas formas quase empatadas dominam o registro de crianças com este nome: Enzo Gabriel (10.195 registros) e Enzo (8.196). Em número maior registram-se as variações de Davi, sendo David Lucas o mais comum, com 4.485 registros, seguido por Davi Lucca, David, David Miguel e Davi Henrique.

 

Os registros de nomes que chegaram a ser comuns em outras épocas e que cada vez mais caem em desuso, como Liliana, Sonia, Regis, Vicente, Raquel, Otacílio, Vicente, Émerson e Regis. A lista traz ainda nomes “bem” diferentes, como Riquelmi, Moa, Darcksson, Ambar, Iasã, Zeonilde, Dã, Steice e até um Donald, mas sem Trump.

 

 

Quando o descanso e o relaxamento transformam-se em aliados à recuperação dos bebês

redes bebesAs UTI’s Neonatal e Pediátrica do Hospital Tacchini adotaram recentemente o uso das redinhas, já disponíveis aos bebês internados na unidade.  O projeto foi desenvolvido e é realizado pelas fisioterapeutas do setor, com o apoio da enfermagem, que realiza a monitorização dos recém-nascidos.

Conforme a Gestora de Processos Materno Infantil, Enfermeira Ana Paula Silveira, as redes possibilitam exatamente o que todos pensam. “Literalmente, os bebês ficam descansando, crescendo e ganhando peso. Na literatura existente, temos a informação que o posicionamento do bebê na rede, simula o ambiente do útero materno e isso os deixam ainda mais tranquilos”, relata.

bewbe redeAlém de permitir o ganho de peso, o balançar das redinhas proporciona benefícios neurológicos, estimulando as conexões do ouvido interno com o córtex cerebral. “Futuramente, isso contribui para o controle da cabeça, além da organização neural e comportamental”, diz a Fisioterapeuta Líder da UTI Neonatal e UTI Pediátrica, Paula Pena.

Ela lembra ainda que o intenso fluxo de pessoas dentro de uma UTI gera ruídos e excesso de luminosidade, e isso deixa o bebê agitado, interrompendo o sono e, consequentemente, prejudica sua recuperação. “O uso das redes, portanto, torna-se relevante no sentido de proporcionar maior aconchego a eles”, conclui.

 Benefícios do uso das redinhas

– Os bebês choram menos e apresentam menos cólicas;

– O uso facilita que os bebês consigam maior coordenação em ações como “aproximação das mãos” e “mão na boca”;

– Os rítmos cardíacos e respiratórios tornam-se regulares e estáveis;

– A alimentação via oral tende a iniciar antes que os demais;

– Estimulação vestibular, pelo balanço.

 

Quais bebês podem utilizar a rede:

– Aqueles que estão estáveis, sem precisar de oxigenioterapia;

– E os que tem prescrição de fisioterapia motora a realizar.

 

Outros projetos em teste

polvinho bbAs UTI’s Pediátrica e a Neonatal do Hospital Tacchini já realizaram testes e, atualmente, estão elaborando o protocolo para implantar o uso dos polvinhos, o chamado “Polvo Amigo”, e o banho de ofurô junto aos recém nascidos. As duas práticas devem iniciar em breve e, desta forma, os bebês poderão desenvolver-se com mais tranquilidade e segurança

O banho de ofurô permite aos bebês, lembrarem do ambiente protegido, aquecido, e da posição fetal em que costumavam ficar no ventre materno. Isso porque, a partir do sexto mês de gestação, os bebês desenvolvem a memória, e até os 9 meses de vida, serão capazes de recordar as sensações intrauterinas. Assim, quando entram em contato com a água, o ambiente transmite a eles sensação de bem-estar.

Os polvos de crochê, que já estão sendo testados, também ajudam os bebês a se sentirem mais seguros e confortáveis. E existe uma explicação para isso: ao abraçar o ‘polvo amigo’, os recém-nascidos se sentem mais calmos e protegidos, pois os tentáculos se remetem ao cordão umbilical.