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Homenagem ao Dia do Colono: Família de São Pedro obtém acréscimo na renda com horticultura

Reportagem: Natália Zucchi | Edição: Kátia Bortolini materia capa (8)

Foi com o cultivo da uva que Flávio Strapazzon, de 78 anos, morador de São Pedro, distrito de Bento Gonçalves, sustentou a família, passando tanto por períodos prósperos como dificultosos. Foi sucedido na lida da viticultura pelos filhos Lucimar, 41 anos e Celso Antônio, 50 anos, que há 20 anos diversificaram a produção da propriedade, investindo em horticultura. “Foi uma alternativa. Observamos que era uma cultura de crescimento rápido e contínuo. Além disso, logo vimos que o retorno financeiro em relação a uva era bem mais rápido”, ressalta Celso Antônio Strapazzon.

horticultura (2)A lida com as parreiras e hortaliças envolve sete pessoas das famílias de Celso Antônio e Lucimar Strapazzon. Os irmãos e familiares dividem as tarefas e se ajudam. Lucimar cuida mais dos parreirais. Celso, das estufas de hortaliças e morangos e na plantação de tomates. A colheita e separação é feita por todos, de manhã cedo e no fim da tarde.

A família produz rúcula, alfaces, radicci, tomate e temperos, como salsa e cebolinha. A produção é feita de forma convencional, mas com orientações e controle da Emater, respeitando a aparência natural dos alimentos e também o meio ambiente, utilizando produtos registrados. Eles comercializam a produção para festas em comunidades e abastecem restaurantes e mercados de Bento Gonçalves e região, além de serem fiéis aos clientes da feira livre de Bento Gonçalves. Nas manhãs de sábado, a família comercializa parte da produção na feira que ocorre na praça Centenário, no centro da cidade.

horti (2)Gessi Strapazzon, esposa de Flávio, ressalta que a família sempre teve um pequeno canteiro, exclusivo para consumo próprio. Ela acrescenta que há cerca de 30 anos fortes geadas queimaram os parreirais da família, trocados na época pelo plantio de tomates. “Foram tempos difíceis. Superamos com a solidariedade da comunidade”. As dificuldades financeiras continuavam, mesmo com a plantação de tomates. A situação começou a melhorar em 1997, quando a família montou a primeira estufa para horticultura. Com o retorno financeiro, aos poucos, novos investimentos foram feitos. Em 2001, a segunda estufa foi concluída, bem maior que a primeira.

Hoje, a propriedade tem três grandes estufas de hortaliças, uma de morango e outra de tomate cereja. “As pessoas gostaram dos produtos, se fidelizaram. Ampliamos nossas estufas e, com a produção maior, fomos atrás de novos clientes, como supermercados e restaurantes de Bento Gonçalves e região”.

Verão: menos alface, destaque ao morango

materia capa (3)Há cerca de 12 anos, a família também cultiva morangos semi-hidropônicos. A cultura veio como alternativa à queda da venda de alface durante o verão. Suzana, filha de Celso, explica que no verão a alface fica pronta para consumo em cerca de 30 dias, aumentando a produção. “Quando o calor chega, o pessoal também planta em casa. Além disso, muita gente tem feito hortas criativas em apartamentos.
Assim, eles acabam deixando de consumir dos produtores durante o período”, acrescenta. Ela explica ainda sobre o cultivo da alface. “Colhemos no fim do dia, quando o sol e o calor baixam, assim elas não murcham. Isso mantém a qualidade de vida útil do alimento”, destaca. “Mesmo na horticultura, o trabalho também é pesado. Corremos o risco de não colher quando o tempo não ajuda”, afirma.

materia capa (7)O pai Celso acentua que o trabalho na agricultura tem que ser planejado conforme a demanda das produções, entre outros fatores. “Os confortos da vida moderna exigem muito. Para ter mais qualidade de vida hoje é preciso plano de saúde, seguro de carro, de casa, entre outros itens. A renda de nossas famílias vem do nosso trabalho conjunto, que tem dado certo”, comemora ele.

Já as inovações tecnológicas foram decisivas para a manutenção do cultivo da uva. Em 1995, através de financiamentos bancários, a família comprou um trator, agilizando o processo e aumentando a produção. “Hoje é um trabalho de uma só pessoa, mais assertivo. O tempo gasto é um pouco menor também”, ressalta Lucimar, filho de Gessi e Flávio. Gessi acentua que, se não fosse pelo trator, a família teria deixado de trabalhar com a uva.

Feira livre: um ambiente amigável

horti (3)Vender na feira em Bento Gonçalves já é tradição da família. Celso salienta que foi seu tio, Rústico Strapazzon, um dos fundadores da feira, quem o incentivou a apostar no comércio de hortigranjeiros. Às 3h15min da madrugada do sábado, eles acordam para organizar os produtos que serão oferecidos na feira. “Moramos perto da cidade e a estrada é de fácil acesso, fatores que facilitam o comércio da produção. Mas o horário da madrugada em que trabalhamos para distribuição nos mercados e para chegar na feira está muito perigoso. A violência cresceu muito em Bento Gonçalves nos últimos anos”, observa Celso.

A família se divide e intercala sábado a sábado na feira. O pai, Flávio Strapazzon, hoje com 78 anos, deixou de liderar o comércio na feira há dois anos, e agora apenas frequenta o local, esporadicamente, para reencontrar os amigos. “A feira cresceu muito. Mas, a maioria das pessoas ainda gosta de conhecer o produtor, de conversar com a gente. Muitos vão à feira exclusivamente para bate-papo. É um ambiente
amigável”, destaca Celso.

A família valoriza o conhecimento e a experiência do “nono” Flávio, sempre consultado antes de decisões importantes. “O aval final vem sempre dele”, acentua Lucimar.

Especial de capa

Empreendedorismo no meio rural –  Em homenagem a todos agricultores é comemorado, em 25 de julho, o Dia do Colono. A data foi instituída em setembro de 1968 pela da Lei Federal 5.496. Popularmente, a data se tornou conhecida em 1924, em função das comemorações do centenário da vinda dos alemães para o Rio Grande do Sul. A reportagem de capa desta edição do Jornal Integração da Serra homenageia a todos os que tiram seu sustento da terra gerando alimentos e riquezas para suas cidades. São quatro histórias de empreendedorismo rural, como acréscimo de rentabilidade.

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Garibaldi celebrou Domingo de Ramos. Veja a programação da Semana Santa no município

A Paróquia São Pedro de Garibaldi acolheu os fiéis que participaram de procissão neste Domingo de Ramos. O  ponto de partida foi a Praça das Rosas, dirigindo-se à Igreja Matriz São Pedro. Há mais de 1200 anos a Igreja Católica inicia com este  gesto a Semana Santa. Encenação, preparada pelo Movimento de Emaús, trouxe um personagem representando Jesus, montado num jumentinho, acompanhado dos apóstolos e do povo, com base na narrativa do Evangelho (Mc 11,1).

igreja garibaldi 2Em todas as noites da Semana Santa, haverá Celebração na Igreja Matriz, iniciando às 19h em Garibaldi. Conforme o Pároco, Frei Jadir Segala, ”Para nossa Paróquia este é um dos momentos de Evangelização mais importantes do ano”. Segala explica também: “Devido ao restauro da Igreja Matriz que está em andamento em nossa comunidade, neste ano, em caso de más condições climáticas, faremos as encenações e celebração da Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa) e da Ressurreição (Sábado Santo) no Ginásio Municipal de Esportes”.

A programação conta com apoio do Movimento de Cursilhos da Cristandade, Projeto Crescer e Municipio de Garibaldi.

Mais informações podem ser acompanhadas no site www.paroquiasaopedrogaribaldi.com.br, Fan Page @emausgaribaldi ou pelo fone (54) 3462-1153.

Confira a Programação da Semana Santa 2017:
Paróquia São Pedro de Garibaldi – Igreja Matriz São Pedro
“Comunidade acolhedora e missionária a serviço da vida”.

10 de abril, segunda-feira
Noite da Criança
19h – Igreja Matriz São Pedro

11 de abril, terça-feira
Noite da Juventude
19h – Igreja Matriz São Pedro

12 de abril, quarta-feira
Noite Penitencial
19h – Igreja Matriz São Pedro

igreja garibaldi13 de abril, quinta-feira
Celebração de Unção aos Doentes e Idosos
15h – Igreja Matriz São Pedro

Lava Pés e Santa Ceia com a Instituição da Eucaristia
19h – Igreja Matriz São Pedro

14 de abril, sexta-feira
Via Sacra da OFS
8h30min – Igreja Matriz São Pedro

Celebração da Macela
9h – Igreja Matriz São Pedro

Celebração da Paixão e Morte de Cristo
16h30min – Celebração na Praça da Igreja Matriz, com procissão à Ermida Nossa Senhora de Fátima

Em caso de mau tempo, será transferido para o Ginásio Municipal de Esportes.

15 de abril, sábado
Ressurreição de Cristo
19h – Praça da Igreja Matriz

Em caso de mau tempo, será transferido para o Ginásio Municipal de Esportes.

16 de abril, domingo
Celebrações de Páscoa
9h e 18h – Igreja Matriz São Pedro
12h – Benção dos Freis pelas Rádios Garibaldi AM e Mais Nova 88Fm

Na Semana Santa, de terça a sexta-feira haverá confissões na Igreja Matriz durante todo dia.

Fotos: Daniela Radavelli