Posts

Universo Fantástico nas ilustrações de Emmy Dala Senta

Por: Natália Zucchi

15192744_970074613093024_7465176995336567204_nA designer gráfico e ilustradora Émile Dala Senta, conhecida por seu nome artístico Emmy Dala Senta, também esteve presente no NerdLand, ocorrido em Bento Gonçalves no último dia 03 de junho. Durante o evento, Emmy expôs suas ilustrações e também produziu obras, encomendadas pelos participantes.

A ilustradora é formada em Design Gráfico pela Universidade de Caxias do Sul desde 2013 e já realizou cursos de  desenho artístico com as técnicas grafite, lápis de cor, aquarela, nanquim e sanguínea. A artista é natural de Bento Gonçalves e atua no município. Sua arte é inspirada em fantasia, magia, misticismo e também na natureza, retratando criaturas mágicas, pessoas e ainda, sentimentos. “Não são os únicos temas que trabalho, mas são meus favoritos; então, consequentemente, são os que melhor desenvolvo”, afirma Emmy.

unnamed (4)Produzidas a mão e com as diferentes técnicas, a artista digitaliza a arte final e, quando necessário, faz alterações gráficas através de programas de edição de imagem. Porém, a maioria de suas obras permanece em estado original, preservando seus traços manuais.  Além das ilustrações, Emmy produz artes visuais comerciais no Coletivo Conspira, junto a sua sócia Priscila Trevisan. Também desenvolve um projeto paralelo intitulado “Sailor Moon Drops” com a artista Gabi Xavier, de Natal.

unnamed (8)Emmy também é dona do blog Emmy Dala Senta Visual Artist, onde descreve a criação das ilustrações. “O blog surgiu como uma forma de eu apresentar minhas artes para o mundo. Inicialmente, apenas serviria como portfólio, mas, com o tempo, consegui organizá-lo da forma como é hoje: mostra meus melhores trabalhos, páginas organizadas explicando o que eu faço, além dos posts do blog com conteúdo relevante que atraia outros artistas e apreciadores para o meu mundo artístico na internet”, observa.

Para ilustrar seu blog, a artista criou personagens próprios.  A Blank Infinity, é sua “coruja assistente” e os morcegos John Michael e Sharon são seus “estagiários”. Cada um deles tem sua história mágica transcrita no blog. Emmy também comercializa a ilustração de cada um, a pedido.

Gostou? As ilustrações do Coletivo Conspira podem ser adquiridas através neste link, basta clicar.

unnamed (5)

unnamed (6)

unnamed (7)

Fotos: Divulgação

Acadêmica de Jogos Digitais ressalta que o curso abre grande leque de atuação

A acadêmica Luiza Ferreira Aiolfi, de 18 anos, escolheu criar jogos digitais como profissão. Luiza, natural de Restinga Seca, hoje residente em Bento Gonçalves, está no terceiro semestre do curso de Jogos Digitais na Unisinos. Ela conta que o interesse surgiu ainda na pré-adolescência, a partir da literatura e dos games que costumava jogar. Acrescenta que Little Big Planet, Bioshock e Heavy Rain eram seus favoritos. De acordo com Luiza, os estudos na universidade a fazem compreender os processos de constru- ção de um jogo, desde como escrever um roteiro e uma história interessante até analisar as diversas perspectivas de um game. O curso abrange diversas profissões. Luiza tem se identificado com a área de roteiros e design gráfico.

unnamedNas disciplinas, Luiza desenvolveu uma versão virtual do jogo de dados Zombie Dice e uma regravação, chamada de remake, de Dig Dug, na qual o personagem principal tem que salvar seu amigo que foi comido por um verme gigante. Ela também produziu uma versão simples de Pokemon Go em formato RPG (Role-Playing Game), um modelo de jogo onde os jogadores desempenham o papel de um personagem em um cenário fictício. Produziu, ainda, um jogo simples de cartas e um runner onde o personagem muda de forma para passar pelos obstáculos.

A acadêmica ressalta que o curso abre um leque amplo de atuações, como programador, UX designer (Designer de Experiência de Usuário), sound designer, artista 2D, artista 3D, artista conceitual, game designer, level designer e roteirista. “Hoje, eu gostaria muito de seguir como roteirista; porém, no Brasil há poucas oportunidades na área”, comenta. Ao ingressar na universidade, Luiza julgou que seu interesse seria maior pela programação, mas acabou se identificando mais com a área de roteiros e arte gráfica, interesse que a faz pensar em migrar para o curso de Jornalismo e assim se especializar na escrita.

“O mercado de jogos no Brasil e no mundo aumenta a cada ano, tanto em produtos digitais quanto analógicos. Muitos jogos desenvolvidos no Brasil estão tendo reconhecimento. Já existem mais de vinte empresas de jogos no Rio Grande do Sul e mais de cem no Brasil. Mas não vejo muito campo para jogos em Bento Gonçalves, além de comércio. É difícil começar uma empresa no interior, principalmente pela falta de apoio”, observa.

Literatura e Cinema

De acordo com Luiza, o livro Jogador Nº 1 foi uma obra literária essencial para sua escolha na carreira de jogos. A história narra a busca de um competidor por um prêmio milionário em um mundo de realidade virtual baseada em filmes e jogos dos anos 80. O mundo é paralelo a Terra, nos anos de 2044, onde fome, guerras e desemprego predominam no cenário mundial.

“Os jogos estão em todos os lugares e influenciam muito a cultura atual. Literatura e cinema hoje integram muitos assuntos de jogos, desde documentários até filmes de ficção, como Tron, Pixels, Nerve e Detona Ralph. Nos livros não é diferente. Hoje, há vários livros sobre esse tema ou com jogos no meio da história, como Jogador Nº 1, Armada The Game e Nerve. O autor de Jogador Nº 1, Ernest Cline, acabou se tornando meu escritor favorito”, ressalta ela. Em 2018, o livro será lançado nos cinemas, dirigido por Steven Spielberg.

Kaedalus produz trilhas sonoras para jogos digitais

Por: Natália Zucchi

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a entrevista com Kaedalus. 

unnamedO convidado Nickolas Ramires Jaques, 19 anos, natural de Porto Alegre, que reside em Bento Gonçalves desde o ano 2000, cursa o 3º semestre de Produção Multimídia na FTEC. Antes mesmo da graduação a produção musical já fazia parte da sua vida. Denominado Kaedalus, nome artístico de Jaques, ele é músico compositor e hoje trabalha com a produção de trilha sonoras para jogos digitais. Ele participou dos bate-papos do Nerd Land e também apresentou temáticas de jogos digitais no piano. Leia abaixo a entrevista com Kaedalus.

Jornal Integração da Serra: Desde quando você toca teclado/piano?
Nickolas Ramires Jaques: Antes de começar a aprender piano, já havia feito algumas poucas aulas de bateria, violão e guitarra, instrumentos que, após o aprendizado inicial, passei a aprender de forma autodidata. Comecei a brincar com um teclado que tínhamos em casa aos 13 anos. Durante dois anos fiz aulas de piano clássico. Após esse tempo, passei a praticar o instrumento também de maneira autodidata. Amo experimentar novos instrumentos e também improvisar, experimentar e criar novos sons e percussões a partir de tudo que conseguir encontrar. Além dos já mencionados, tenho experiência com violino e alguns instrumentos de sopro.

JIS: Quais são suas influências?
NRJ: Gosto de ouvir e busco aprender com quase todos os tipos de música, desde compositores clássicos, como Dvořák e Debussy, até bandas contemporâneas como Blind Guardian e Megadeth. Ainda assim, os compositores que mais me influenciam são os que produzem trilhas sonoras. Entre eles, alguns dos meus favoritos são John Powell (Como Treinar o Seu Dragão), Harry Gregson- -Williams (As Crônicas de Nárnia), Nobuo Uematsu (Final Fantasy) e Shoji Meguro (Persona).

JIS: Quando começou a produzir trilhas sonoras?
NRJ:
Sempre amei trilhas sonoras, desde que era criança, e tinha muita vontade de ser capaz de transformar minhas próprias ideias em música. Comecei a aprender a compor em 2010, através de tentativa e erro. Provavelmente, não é a maneira mais eficiente! De qualquer forma, continuei praticando e buscando aprender cada vez mais. Passei a trabalhar profissionalmente com composição em 2015.

JIS: Você apresentou temáticas de jogos no NerdLand. Quais jogos foram apresentados?
NRJ:
Apresentei músicas de jogos que foram escolhidos em uma enquete pelos participantes do evento (além de algumas escolhas próprias). Os jogos foram: Chrono Trigger, The Elder Scrolls V: Skyrim, Final Fantasy VII, The Last of Us, The Legend of Zelda, e Super Mario World.

JIS: Você também produziu os vídeos com as imagens dos jogos para a apresentação? Você costuma fazer isso com todo o seu repertório?
NRJ:  Foi uma produção bastante básica, apenas para ilustrar as trilhas que apresentei. Mas sim, busco sempre uma boa apresentação de minhas músicas e covers, principalmente em meu canal no YouTube.

JIS: Como você enxerga o mercado de trilhas sonoras no Brasil?
NRJ:
No Brasil este mercado é muito mais prevalecente no eixo Rio-São Paulo. No restante do país, se encontra em estágio inicial. Há pouca demanda, especialmente se comparada à oferta. Este cenário é agravado pelo fato de que muitas empresas subestimam o efeito que pode ser alcançado com a trilha sonora ideal, não dando a devida importância a esse aspecto em suas produções. Mas, a situação atual tende a mudar para quem produz trabalhos de qualidade.

 

Arte do Desenho: Douglas Dias

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a reportagem com Douglas Dias.

19060196_1203426736452644_5133811311828001219_nDesenhista publicitário e gráfico, cartunista, quadrinista, caricaturista e ilustrador, Douglas Garcia Dias, 34 anos, é natural de Pelotas e há 11 anos vive em Bento Gonçalves. Seu nome artístico é apenas Douglas Dias. Assim assina seus trabalhos produzidos ao longo dos 14 anos como profissional do desenho. Focado na arte, realizou cursos livres voltados às áreas de animação, quadrinhos, aquarela e softwares para pintura, entre tantos. Hoje, está à frente do curso de desenho da Fundação Casa das Artes, além de atuar como ilustrador e auxiliar administrativo.

Jornal Integração da Serra: Desde quando desenhas?
Douglas Dias:
Já faz tempo, hehehe… na verdade nunca parei de desenhar, desde que minha família me proporcionou contato com papel e caneta. Uma criança que jamais teve uma de suas aptidões castrada, desestimulada, tende a desenvolvê- -la. Profissionalmente, penso que comecei a ganhar a vida com desenhos por volta dos meus vinte anos.

JIS: Como começou seu interesse por desenho?
DD:
Meu irmão, Fábio (in memoriam), cinco anos mais velho, também tinha a mesma aptidão. Ele se incumbia de me ensinar o que já havia aprendido sobre desenho, enquanto minha mãe nos estimulava comprando materiais para ambos. Então, aquela fase em que a criança pega um lápis de cor e um papel, passando pelas animações na TV, os quadrinhos que meu irmão lia para mim, os games que jogávamos, evoluiu até o entendimento por profissão. Meu interesse começou e continuou nessa linha temporal. As leituras de histó- ria em quadrinhos (HQ) sempre me acompanharam, hábito que também me aproximou do desenho ao reproduzir os quadrinhos com base nas minhas aptidões. Deveria ser assim nas escolas. Deveria ser assim com toda a criança.

JIS: Você têm projetos paralelos? Se sim, quais?
DD:
Sim. Atualmente tenho trabalhado bastante com a temática medieval. Também participo de uma exposição coletiva de cartuns itinerante e de uma nova parceria com Henrique Madeira, de Cruz Alta, para uma HQ de suspense, além de outra HQ autobiográfica que será coletiva com outros artistas.

JIS: De onde você tira a sua inspiração?

DD: Então, essa questão da inspiração é abordada nos meus cursos para o pessoal que pretende seguir a profissão de desenhista. Parece que enquanto estudante, experimentador, você tem mais tempo ou necessidade de divagar sobre referências e novas experiências visuais. Já quando você trabalha com clientes, projetos, prazos, é o contrário. Não há mais esse tempo e, devido à demanda de trabalho e acúmulo de experiência, também não tem toda essa necessidade. A inspiração acaba sendo o deadline mesmo. A janela do meu homework, quando aberta, dá de frente para uma parede cinza da casa ao lado da minha. Não é nada inspirador, mas o trabalho tem de ser feito.

Já nas minhas referências, tem muita gente dos quadrinhos, pintores, animadores, gente como Bill Sienkiewicz, Rod Reis, Simon Bisley, Riccardo Federici, Adriana Melo, Carlos Luzzi, Glenn Vilppu… Gente mais nova, mestres mundiais arcaicos… É bem eclética.

JIS: Qual a faixa etária principal dos teus alunos?
DD: Na Casa das Artes, atualmente, são jovens e adultos, a partir de 14 anos. Também já ministrei cursos para crianças e adolescentes.

JIS: De que forma é ministrado o curso?
DD: O nome do curso é Desenho Artístico. Então, trabalho com um pouco de tudo que serve de base para o aluno entender as experiências visuais, intelectuais e motoras a respeito do desenho. Anatomia humana, luz e sombra, perspectiva são apenas alguns dos conceitos básicos abordados. Além disso, falo de muitas outras coisas e, principalmente, das dúvidas sobre carreira e mercado de trabalho. Não posso deixar um aluno sair de um curso meu pensando em ser profissional sem ter uma ideia do que o espera lá fora.

JIS: Como você vê o interesse da população de Bento pelo curso e pela arte do desenho?
DD: Aumentando. A vinda de pessoas de fora da Serra Gaúcha para cá, a miscigenação, tem sido muito favorável para a expansão artística e a visão crítica. Há dez anos, era bem menor. Para mim era estranho ver crianças com pouco interesse em história em quadrinhos, por exemplo. Hoje já temos eventos nerds como o Nerdland, Ilustra’s Stock que celebra o Dia Mundial do Desenhista, a busca por cursos de arte, tanto na fundação como com os professores Micael Biasin e Marjori Vaccari. Temos grupos de desenho no Facebook. Estamos em expansão e isso é ótimo!

JIS: Há anos você participa do Encontro de Cartunistas Gaúchos (Cartucho) em Santa Maria?
DD: Participo desde 2014, ano em que fui convidado pelo organizador do evento, professor da UFSM e cartunista Máucio Rodrigues. É bem legal, reúne desenhistas de vários municípios do Estado. Rimos muito por conta do universo do cartum. Tem que fazer o cartum temático do ano, que só é revelado no último dia em exposição, o que sempre dá um frio na barriga. O evento é fantástico, encontro muitos mestres por lá. Procuro sempre participar de atividades e conversar com o público, fazendo o meu melhor.

JIS: Algo a acrescentar?
DD: Sim. Seguem informações que pode ser úteis para desenhistas que queiram se juntar para trocar ideias e experiências. Os grupos do Facebook abaixo citados foram criados por mim para unir o pessoal e difundir o grafismo.

Seguem os links: Desenhistas Bento Gonçalves https://www.facebook.com/ groups/1414591142185334/ Grupo de Estudos Bento Gonçalves e Região https://www.facebook.com/ groups/1711476929096446/