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Quinteto Persch: Único grupo do Brasil com formação instrumental em música de câmara

Quinteto PerschCinco músicos gaúchos incumbidos da missão de difundir a sonoridade e beleza do acordeon para os palcos brasileiros e latino-americanos. É assim que se veem os integrantes do Quinteto Persch, formado em 1999 em Porto Alegre. O quinteto conta com cinco acordeonistas, sendo o único grupo brasileiro com formação instrumental em música de câmara. O grupo já possui três cds gravados. Os dois primeiros, lançados em 2009 e 2012, possuem repertório clássico de composições de Astor Piazzolla, Mozart, Vivaldi e Ivano Battiston, entre outros. Já o terceiro, lançado em 2015 e intitulado “Brasileiríssimo”, conta com obras de Ernani Aguiar, Toninho Ferragutti, Radamés Gnattali, Guerra-Peixe e Villa-Lobos.

O Quinteto Persch é formado por Adriano Persch, André Machado, Daniel Castilhos, Luciano Rhoden e o bento-gonçalvense Ezequiel de Toni. Ele começou a integrar o quinteto em 2013, sendo o último a entrar na atual formação. Antes dele, passaram outros dois músicos que também tocavam acordeon baixo. De Toni cursa licenciatura em Música na UCS e é professor de acordeon na PlayMusic em Bento Gonçalves e na escola de música Maria Carolina, em Farroupilha e Carlos Barbosa. Todos os integrantes são professores de música em diversas cidades do Rio Grande do Sul.

O instrumento do músico de Bento Gonçalves, modelo acordeon baixo, cumpre a função do violoncelo e do contrabaixo. “O modelo tem sua sonoridade mais grave, como a mão esquerda do piano”, explica de Toni. Devido à característica sonora grave, o instrumento tem apenas os baixos, que correspondem somente ao teclado do acordeon.

Música de Câmara e Semana Farroupilha
De Toni, que toca acordeon desde os oito anos, já se apresentou em CTGs de Bento Gonçalves e de outros municípios da região. Segundo ele, entre os músicos referências para a sua carreira, estão Albino Manique, do grupo Os Mirins, Renato Borghetti, Leonel Gomez e Edson Dutra, do grupo Os Serranos.
Como mora em Bento Gonçalves, equilibra a rotina de músico e professor, ensaiando com o grupo toda sexta-feira pela manhã, das oito horas ao meio-dia, em São Sebastião do Caí, cidade em que reside o músico fundador, Adriano Persch.

“A semana Farroupilha homenageia os que lutaram pelo fortalecimento do Rio Grande do Sul. O evento ressalta a força e bravura dos Farrapos, passando a história de geração para geração”, ressalta De Toni.

Música de Câmara
A música de Câmara surgiu no século XVI e servia como entretenimento para reis e nobres em festas, eventos ou jantares importantes que ocorriam nos castelos. É a música erudita composta para um pequeno grupo de instrumentos ou vozes, que eram acomodados nas câmaras dos palácios. Por isso a origem do nome, como sinônimo de quarto ou pequeno cômodo. Atualmente a expressão é usada para qualquer música executada por um pequeno número de músicos.

Foto: Divulgação