Posts

Suas finanças em 2019

Por Valter Políce
Fiduc Planejamento Financeiro

Mais um ano novo se aproxima, trazendo novos desafios e cenários diferentes para vários aspectos das nossas vidas. Um deles é o financeiro e ele, gostemos ou não, impacta profundamente quase todos os demais, de forma que vale a pena pensarmos sobre esse assunto. Vou tentar dar um caminho, com alguns passos e dicas que podem fazer seu 2019 ser bem melhor do que 2018.

Primeiro passorefletir sobre as suas escolhas e decisões financeiras que aconteceram neste ano. Você está feliz com elas? Teria feito algo diferente? Nos gastos e nos investimentos, teria sido mais contido ou mais agressivo? Suas decisões, em última instância, te aproximaram de seus verdadeiros objetivos de vida?

As respostas para essas questões são bem mais importantes do que qualquer previsão sobre ações, juros ou câmbio para o próximo ano sobre a qual você possa ler.

E isso acontece por um motivo simples: não sabemos o que vai acontecer com as ações, os juros ou o câmbio, embora todos tenhamos algumas estimativas. É claro que irei aborda-las mais a frente, mas é importante que você tenha em mente exatamente essa dimensão sobre a segurança que temos – são apenas estimativas e nunca certezas. Por vezes as estimativas se concretizam, outras vezes não porque ninguém controla o mercado e é por essa razão que vamos ao …

Segundo passo: focar naquilo que você realmente pode controlar – suas ações e decisões. Qual fornecedor de serviços financeiros você irá contratar? De que forma vai se aprimorar profissionalmente? Quanto vai guardar da sua renda mensalmente? Como vai investir seu tempo? Essas são questões que não dependem de mais ninguém além de você mesmo. No entanto, isso não é o suficiente e para complementar, vamos ao…

Terceiro passo: a ação! Quantas vezes você já fez planos, mas eles nunca foram mais do que apenas planos? Depois de decidir, nada irá acontecer se você não colocar suas ideias e convicções em prática. Desta forma, reflita, planeje e aja! Para te ajudar nas suas escolhas e também das suas ações, vou dar algumas sugestões, que você pode até chamar de dicas.

Dica 1: Tenha clareza de seus objetivos. Sem saber onde quer chegar, nenhuma estrada vai te levar. Pense sobre o que realmente quer, de acordo com seus valores de vida. Determine quando quer que isso aconteça e quanto vai custar. A partir daí vai saber o quanto tem que guardar por mês para que isso aconteça. Ter esse objetivo em mente é muito importante para manter a disciplina ao longo do ano. É muito fácil se perder nas tentações do dia a dia e por causa delas acabamos adiando aquilo que realmente importa.

Dica 2: Faça o seu orçamento prévio para o ano todo, dividido por mês – estime quanto vai ganhar e quanto vai gastar (e no que vai gastar) mês a mês, baseando-se no ano que termina. Assim, caso em algum mês você tiver problemas e não conseguir fechar “no azul”, já vai saber antecipadamente e vai poder se programar. Ao fazer seu orçamento, tenha em mente seus objetivos de vida, para direcionar para onde devem ir seus recursos: se para o consumo – de alguma coisa – ou para guardar para algo mais relevante – seus objetivos.

Dica 3: Evite parcelamentos, sempre que possível. Mesmo que sem juros, habitue-se a pagar à vista porque seu cérebro irá funcionar bem melhor em sua contabilidade mental desta forma. Os parcelamentos costumam “enganar” nosso raciocínio, nos fazendo achar que temos mais recursos do que realmente temos, o que nos induz a maiores gastos e assim nos afastamos de nossos objetivos.

Dica 4: Evite usar crédito. Embora tenhamos um cenário de juros básicos mais baixos do que em um passado recente, o custo do crédito ainda é muito alto e isso poderá prejudicar de forma importante seus planos futuros, adiando-os ou mesmo impedindo que um dia se tornem realidade. Use o crédito se for realmente necessário e sempre com moderação, comparando taxas e custos e refletindo sobre sua verdadeira necessidade. Da mesma forma, caso você tenha créditos utilizados, como empréstimos pessoais por exemplo, procure priorizar o pagamento dos mesmos para gastar o mínimo possível de seus recursos com juros.

Dica 5a: Invista melhor, mesmo se você acha complexo. Vou deixar claro: investir é bem mais complexo do que parece, mas isso não quer dizer que você deva deixar seus recursos na caderneta de poupança, que em geral não é um bom investimento, nem mesmo concentrar tudo em renda fixa, que a princípio parece mais seguro. No cenário atual de juros mais baixos, manter seus recursos apenas em renda fixa, principalmente em produtos ruins como a caderneta de poupança ou veículos caros distribuídos pelos grandes bancos, significará apenas ter a certeza de que você não fará seu patrimônio crescer na medida em que deseja. Será preciso entender um pouco mais sobre outras classes de ativos, como multimercado e renda variável e aceitar algum “sobe e desce” do mercado, na busca por rentabilidades melhores. Para ajudar nisso, acompanhe as próximas dicas.

Dica 5b: Invista melhor, mesmo se você conhece o mercado. Se você se interessa pelo assunto, lê bastante a respeito e conhece o mercado, parabéns – você é uma exceção. No entanto, esse conhecimento pode se voltar contra você, porque o mercado é tão complexo e dinâmico, que é praticamente impossível para alguém, que não seja um profissional do setor, conseguir fazer uma gestão adequada de seus investimentos. Sem contar as questões emocionais, que impactam profundamente as decisões de investimento dos próprios recursos, prejudicando ainda mais as escolhas. Sei que as propagandas das corretoras induzem você a fazer as escolhas por si mesmo, mas seja sincero: você consegue fazer as escolhas entre as centenas de opções que as plataformas oferecem? Se sim, utilizando quais critérios? Ah uma observação: o critério de investir no produto mais rentável do passado é provavelmente o pior que você pode utilizar, porque está comprando algo que já se valorizou e tende, normalmente, a apresentar desempenho inferior em períodos futuros. Mas, como resolver isso, então?

Dica 6: Conte com a ajuda de profissionais. Seja você mais ou menos preparado para tratar de seus investimentos, procure profissionais para auxilia-lo nesse importante quesito. Peça indicações de pessoas próximas e confiáveis sobre empresas e profissionais de excelência. Faça entrevistas com essas pessoas, como se você estivesse contratando alguém para sua empresa – a realidade não é nada distante disso. Pergunte como o profissional ou a empresa é remunerada (e em quanto), quais serviços pode prestar e quais conflitos de interesse existem. A partir dai decida sobre quem deve te ajudar a cuidar de seus investimentos e demais assuntos de sua vida financeira, de maneira a ter um copiloto em sua jornada na busca por seus objetivos de vida.

Seguindo esses passos e essas dicas, tenho certeza que a sua festa de Réveillon de 2020 será melhor do que a de 2019. A melhor parte disso é saber que para que isso aconteça, só depende de você mesmo.

Boas reflexões, boas escolhas e um feliz 2019!

Bento Gonçalves: Legislativo e Executivo prestam contas

Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara promoveu audiência para apresentar os relatórios financeiros referentes ao terceiro quadrimestre de 2017

Os poderes Executivo e Legislativo do município de Bento Gonçalves prestaram contas na manhã desta quarta-feira (14), em audiência pública realizada no plenário da Câmara de Vereadores. Na reunião, promovida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Casa, foram apresentados os relatórios financeiros referentes ao terceiro quadrimestre de 2017 (setembro a dezembro).

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, vereador Moisés Scussel Neto (PSDB) que apresentou o balanço do Poder Legislativo, a receita corrente líquida (RCL) do município nos últimos 12 meses foi de R$ 340.521.023,37 (segundo a metodologia recomendada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul). No mesmo período, as despesas líquidas da Câmara com pessoal foram de R$ 8.039.926,16, o que representa 2,36% da RCL – ou seja, o valor ficou dentro do limite legal de 6%.

Com uma Receita Efetivamente Realizada de R$266.352.907,17, e um limite de gastos legal de R$15.981.174,43, que representa 6%, foram utilizados pela Câmara apenas R$10.330.563,68, que representa 3,88% do total.

Já o limite de gastos com folha de pagamento possui um teto de R$11.186.822,10, porém a Câmara gastou R$9.173.546, 26, que representa 57,40%, de um limite de 70%. E ao final do exercício de 2017, foram encaminhados ao Executivo Municipal o restante de R$1.709.873,95, economizado pela Casa.

capa camara de vereadores

As contas do Poder Executivo foram apresentadas pela secretária municipal de Finanças, Mariana Largura junto com a contadora da pasta Elisiane Schenatto. Segundo ela, o resultado primário das contas da prefeitura no terceiro quadrimestre de 2017, que é a diferença entre as receitas e as despesas (excluindo os juros, alienação de bens, financiamentos e pagamento de empréstimos), foi de R$ 27.413.154,56. Já o resultado nominal, que é a sobra de recursos financeiros considerando o pagamento de todas as dívidas do município, foi de R$ 27.980.350,68 negativos.

LEIA TAMBÉM: Próximo pleito italiano movimenta candidatos em vários países do mundo

Por fim, o total das despesas líquidas com pessoal no terceiro quadrimestre de 2017 (entre setembro a dezembro) foi de R$ 128.471.619,75, valor que representa 37,73% da RCL, que foi de R$ 340.521.023,37 (de acordo com a metodologia recomendada pela Tribunal de Contas do Estado) – o que fica dentro do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A Comissão de Orçamento, Finanças e Contas Públicas da Câmara é presidida pelo vereador Volnei Christofoli (PP) e tem como vice-presidente o vereador Rafael Pasqualotto (PP) e como membros efetivos os vereador Marcos Barbosa (PRB), Agostinho Petrolli (PMDB), Gustavo Sperotto (DEM) e Anderson Zanella (PSD).

Fonte: Assessoria de Comunicação Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves

SAIBA MAIS: Bento atrai mais de 1,4 milhão de turistas em 2017