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Curta Latíbulo estreia em outubro

latíbuloCurta de terror gravado na Linha Jansen estreia em outubro

Suspense. Terror. Esses são os gêneros de Latíbulo, primeiro curta produzido pela Mosfera Filmes, de Bento Gonçalves, filmado numa casa antiga, de imigrantes suecos, situada na Linha Jansen, entre Bento Gonçalves e Farroupilha. Gravada em março deste ano, a produção tem estreia marcada para o próximo dia 5 de outubro, na Fundação Casa das Artes. O curta, de 12 minutos, foi custeado Fundo Municipal de Cultura de Bento Gonçalves.
As cenas foram gravadas na propriedade da família Bohm, na casa antiga que sedia um museu com objetos utilizados por cerca de 50 famílias de imigrantes suecos que se estabeleceram na região após os italianos ocupando os lotes íngremes que sobraram, na costa do Rio das Antas. A maioria dessas famílias retornou a Suécia, com o auxílio do governo de seu país.
Segundo o jornalista Gustavo Bohm Bottega, que dirigiu o curta, a equipe não tinha como ideia inicial abordar a cultura sueca. Ele acrescenta que o conceito surgiu a partir das locações e dos objetos ainda preservados no museu da família. Entre eles, uma réplica exata da máquina de fazer cordas, que o tataravô de Bottega trouxe da Suécia. A edição, finalizada em agosto deste ano, contou com efeitos especiais e trilha sonora adaptada de uma canção de ninar russa, com arranjos do flautista Thiago Bottega e da pianista Susu Lu. O roteiro foi escrito por Cristiana Livotto e Giovani Zaffari.

Definições para “Latíbulo”
“O legal da palavra Latíbulo é que, se tu procurar no dicionário, ela tem duas definições totalmente diferentes. O primeiro significa lugar escondido, secreto, esconderijo. Já o segundo sentido se refere à morada dos deuses, céu. Acho que essa ambiguidade nos permite causar dúvida ao público, principalmente ao interpretar a relação entre os personagens”, explica o diretor.
O projeto foi idealizado pela equipe da Mosfera Filmes, formada por Gustavo Bottega, Giovani Zaffari, Cristiana Livotto, André Cavalini e Augusto Tomasi. O elenco foi selecionado e preparado por Marcia Carraro, da Artistas no Palco. Latíbulo apresenta cinco personagens, interpretados por Osmar Bottega, Gabriela Brugnera Marini, Édipo de Almeida, Giana Brugnera, Will Monteiro e Glau Colturato.
“Ninguém é ator profissional. Apenas a Gabriela e o Édipo já atuaram. Ambos atuam em teatro em Bento e região”, salienta Bottega. “Com certeza, o público vai ver que houve muito cuidado com cada cena, cada detalhe. Estamos satisfeitos com o resultado. Acredito provarmos que é possível fazer cinema alternativo aqui em Bento e região”, afirma Bottega.

O Guardião: Dois distritos de Bento Gonçalves serão cenário para curta de terror

Por Natália Zucchi

o guardiaA Casa Cainelli, no distrito de Tuiuty e uma área de vegetação natural, no distrito de São Pedro, serão cenários de um curta metragem de terror, intitulado “O Guardião”. A produção é local, com roteiro e direção de Fernando Menegatti, jovem cineasta natural de Bento Gonçalves. As gravações acontecem nos dias 8 e 9 deste mês de abril.

O pequeno filme terá 15 minutos para narrar o misterioso desaparecimento de uma criança na mata, local onde vive uma criatura perigosa, o Curupira. O curta se passa em meados de 1560, período de colocolonização portuguesa no Brasil. O filme será lançado em Bento Gonçalves no próximo mês de maio, e também estará disponível no Vimeo On Demand para o público.

A produção executiva é de Fernando Menegatti, Lenara Franzen, da Matrixx Multimídia, com o apoio de Bento Film Commission e Artistas no Palco. Participam do elenco, os atores: Fábio Vergani, como protagonista, Suzy Menegat, ambos de Caxias do Sul, André Santa Lúcia, Giovani Guerra, Márcia Carraro, Andressa De Ré e Ana Carolina Dorigon De Mattos.

O Cineasta

menegatiFernando Menegatti é graduado em Gestão Comercial e pós-graduado em Estudos de Gramática da Língua Portuguesa. Começou sua carreira como roteirista e editor em 2009, ainda quando cursava publicidade e propaganda, com o documentário O Gigante de Ferro – A Ferrovia do Trigo, como roteirista e editor. Em 2009 produziu seu primeiro curta Às suas Ordens, uma ficção de terror, e também participou como “aprendiz” em algumas outras produções.

Suas últimas produções são O Diabo no Armário e O Museu, ambos gravados em 2016. O Guardião será o oitavo curta de sua carreira. “Quero demonstrar nesse novo projeto o amadurecimento que adquiri em todos esses anos de empenho nas minhas produções”, destaca o cineasta.

O curta O Guardião não será produzido com verba pública. Os recursos serão captados através dos produtores executivos e da Bento Film Commission. “Hoje, o cinema brasileiro vive quase que 100% de incentivo público para a produção. Não sou contra, só vejo um pequeno problema: se produz sempre com incentivo público e quando ele acaba simplesmente não se produz mais. Acredito que o modelo adequado para o cinema é o modelo da televisão, um modelo de mercado. Penso que o cinema no Brasil precisa assumir postura de mercado e os  produtores devem se posicionar igual a qualquer empresário brasileiro: investindo do próprio bolso, sempre focando em seu produto, na qualidade dele, pensando 100% em seu público. Muitos produtores já estão fazendo isso em nosso país e estão colhendo bons resultados por mérito próprio. É assim que nos tornaremos sustentáveis, independentes do turbulento cenário político”, pontua Menegatti.

Sinopse

Brasil, 1560. Um caçador português convence dois companheiros a adentrar as misteriosas matas brasileiras à procura de sua filha perdida. Além do perigo iminente, eles terão de lidar com um terrível demônio das florestas, a quem os indígenas atribuem o sumiço da criança, uma entidade chamada por eles de Curupira, famoso pela carta do padre jesuíta José de Anchieta: “Há certos demônios, chamam Curupira, que acontece aos índios muitas vezes no mato, dão-lhe açoites, machucamnos. São testemunhos disso os nossos irmãos, que viram algumas vezes os mortos por eles”.

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