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Terceira edição do Mercado de Rua ocorre neste sábado, 13

Colorido e pulsante. Gastronômico e musical. Artístico e plural. Poético e divertido. Entre tantas outras definições, o Mercado de Rua é uma grande feira a céu aberto, onde as pessoas podem conhecer, interagir e adquirir produtos diversificados, alternativos e cheios de estilo. Mas não só isso. É um espaço de trocas de idéias, experiências e trabalhos que promove e amplia o processo cultural do município.

Mercado de Rua :: Edição #03 :: Especial Praia ::

Com a energia do verão, a terceira edição do Mercado de Rua evoca a praia. Neste sábado, 13, a partir das 14h30, na Rua Coberta, o público poderá se sentir – um pouquinho – na praia. O evento contará com água de coco (na própria fruta), milho na palha, caipirinha e um luau conduzido por músicos. Além de um time de expositores e três shows. Também haverá um lounge especial para que o público possa permanecer no mercado e curtir a tarde de forma confortável.26229823_2035802046670579_2214367262588375684_n

O evento, que já está se consolidando como uma das atrações mais interessantes do município, teve uma boa receptividade pelo público. Aproximadamente, quatro mil pessoas visitaram a Rua Coberta nas duas primeiras edições. “Acredito que toda essa receptividade é o resultado de um projeto desenvolvido e executado com o coração. Além de dedicação, contatos, experiência, embasamento, publicidade, marketing, e todos os fatores “físicos” fundamentais para que um projeto tenha sucesso, a intenção com que ele é feito conta muito e é o que a equipe do mercado sempre coloca em primeiro lugar”, enfatiza Ezequiele Panizzi, organizadora.

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É válido destacar que o evento possui uma curadoria. Por meio das inscrições e pesquisas, os organizadores selecionam os participantes, avaliam a autenticidade e qualidade dos produtos, em primeiro lugar, e, depois, é pensado a harmonia de cada edição de forma que haja produtos de segmentos variados.

O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura. Para mais informações, entre contato por meio deste número (54) 9.8146.0176 ou acesse a página no Facebook: https://www.facebook.com/events/386706215106003/

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Serviço

O que: Mercado de Rua – Especial Praia

Quando: 13 de janeiro

Horário: 14h30

Onde: Rua Coberta – Fundação Casa das Artes

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Kaedalus produz trilhas sonoras para jogos digitais

Por: Natália Zucchi

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a entrevista com Kaedalus. 

unnamedO convidado Nickolas Ramires Jaques, 19 anos, natural de Porto Alegre, que reside em Bento Gonçalves desde o ano 2000, cursa o 3º semestre de Produção Multimídia na FTEC. Antes mesmo da graduação a produção musical já fazia parte da sua vida. Denominado Kaedalus, nome artístico de Jaques, ele é músico compositor e hoje trabalha com a produção de trilha sonoras para jogos digitais. Ele participou dos bate-papos do Nerd Land e também apresentou temáticas de jogos digitais no piano. Leia abaixo a entrevista com Kaedalus.

Jornal Integração da Serra: Desde quando você toca teclado/piano?
Nickolas Ramires Jaques: Antes de começar a aprender piano, já havia feito algumas poucas aulas de bateria, violão e guitarra, instrumentos que, após o aprendizado inicial, passei a aprender de forma autodidata. Comecei a brincar com um teclado que tínhamos em casa aos 13 anos. Durante dois anos fiz aulas de piano clássico. Após esse tempo, passei a praticar o instrumento também de maneira autodidata. Amo experimentar novos instrumentos e também improvisar, experimentar e criar novos sons e percussões a partir de tudo que conseguir encontrar. Além dos já mencionados, tenho experiência com violino e alguns instrumentos de sopro.

JIS: Quais são suas influências?
NRJ: Gosto de ouvir e busco aprender com quase todos os tipos de música, desde compositores clássicos, como Dvořák e Debussy, até bandas contemporâneas como Blind Guardian e Megadeth. Ainda assim, os compositores que mais me influenciam são os que produzem trilhas sonoras. Entre eles, alguns dos meus favoritos são John Powell (Como Treinar o Seu Dragão), Harry Gregson- -Williams (As Crônicas de Nárnia), Nobuo Uematsu (Final Fantasy) e Shoji Meguro (Persona).

JIS: Quando começou a produzir trilhas sonoras?
NRJ:
Sempre amei trilhas sonoras, desde que era criança, e tinha muita vontade de ser capaz de transformar minhas próprias ideias em música. Comecei a aprender a compor em 2010, através de tentativa e erro. Provavelmente, não é a maneira mais eficiente! De qualquer forma, continuei praticando e buscando aprender cada vez mais. Passei a trabalhar profissionalmente com composição em 2015.

JIS: Você apresentou temáticas de jogos no NerdLand. Quais jogos foram apresentados?
NRJ:
Apresentei músicas de jogos que foram escolhidos em uma enquete pelos participantes do evento (além de algumas escolhas próprias). Os jogos foram: Chrono Trigger, The Elder Scrolls V: Skyrim, Final Fantasy VII, The Last of Us, The Legend of Zelda, e Super Mario World.

JIS: Você também produziu os vídeos com as imagens dos jogos para a apresentação? Você costuma fazer isso com todo o seu repertório?
NRJ:  Foi uma produção bastante básica, apenas para ilustrar as trilhas que apresentei. Mas sim, busco sempre uma boa apresentação de minhas músicas e covers, principalmente em meu canal no YouTube.

JIS: Como você enxerga o mercado de trilhas sonoras no Brasil?
NRJ:
No Brasil este mercado é muito mais prevalecente no eixo Rio-São Paulo. No restante do país, se encontra em estágio inicial. Há pouca demanda, especialmente se comparada à oferta. Este cenário é agravado pelo fato de que muitas empresas subestimam o efeito que pode ser alcançado com a trilha sonora ideal, não dando a devida importância a esse aspecto em suas produções. Mas, a situação atual tende a mudar para quem produz trabalhos de qualidade.

 

Arte do Desenho: Douglas Dias

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a reportagem com Douglas Dias.

19060196_1203426736452644_5133811311828001219_nDesenhista publicitário e gráfico, cartunista, quadrinista, caricaturista e ilustrador, Douglas Garcia Dias, 34 anos, é natural de Pelotas e há 11 anos vive em Bento Gonçalves. Seu nome artístico é apenas Douglas Dias. Assim assina seus trabalhos produzidos ao longo dos 14 anos como profissional do desenho. Focado na arte, realizou cursos livres voltados às áreas de animação, quadrinhos, aquarela e softwares para pintura, entre tantos. Hoje, está à frente do curso de desenho da Fundação Casa das Artes, além de atuar como ilustrador e auxiliar administrativo.

Jornal Integração da Serra: Desde quando desenhas?
Douglas Dias:
Já faz tempo, hehehe… na verdade nunca parei de desenhar, desde que minha família me proporcionou contato com papel e caneta. Uma criança que jamais teve uma de suas aptidões castrada, desestimulada, tende a desenvolvê- -la. Profissionalmente, penso que comecei a ganhar a vida com desenhos por volta dos meus vinte anos.

JIS: Como começou seu interesse por desenho?
DD:
Meu irmão, Fábio (in memoriam), cinco anos mais velho, também tinha a mesma aptidão. Ele se incumbia de me ensinar o que já havia aprendido sobre desenho, enquanto minha mãe nos estimulava comprando materiais para ambos. Então, aquela fase em que a criança pega um lápis de cor e um papel, passando pelas animações na TV, os quadrinhos que meu irmão lia para mim, os games que jogávamos, evoluiu até o entendimento por profissão. Meu interesse começou e continuou nessa linha temporal. As leituras de histó- ria em quadrinhos (HQ) sempre me acompanharam, hábito que também me aproximou do desenho ao reproduzir os quadrinhos com base nas minhas aptidões. Deveria ser assim nas escolas. Deveria ser assim com toda a criança.

JIS: Você têm projetos paralelos? Se sim, quais?
DD:
Sim. Atualmente tenho trabalhado bastante com a temática medieval. Também participo de uma exposição coletiva de cartuns itinerante e de uma nova parceria com Henrique Madeira, de Cruz Alta, para uma HQ de suspense, além de outra HQ autobiográfica que será coletiva com outros artistas.

JIS: De onde você tira a sua inspiração?

DD: Então, essa questão da inspiração é abordada nos meus cursos para o pessoal que pretende seguir a profissão de desenhista. Parece que enquanto estudante, experimentador, você tem mais tempo ou necessidade de divagar sobre referências e novas experiências visuais. Já quando você trabalha com clientes, projetos, prazos, é o contrário. Não há mais esse tempo e, devido à demanda de trabalho e acúmulo de experiência, também não tem toda essa necessidade. A inspiração acaba sendo o deadline mesmo. A janela do meu homework, quando aberta, dá de frente para uma parede cinza da casa ao lado da minha. Não é nada inspirador, mas o trabalho tem de ser feito.

Já nas minhas referências, tem muita gente dos quadrinhos, pintores, animadores, gente como Bill Sienkiewicz, Rod Reis, Simon Bisley, Riccardo Federici, Adriana Melo, Carlos Luzzi, Glenn Vilppu… Gente mais nova, mestres mundiais arcaicos… É bem eclética.

JIS: Qual a faixa etária principal dos teus alunos?
DD: Na Casa das Artes, atualmente, são jovens e adultos, a partir de 14 anos. Também já ministrei cursos para crianças e adolescentes.

JIS: De que forma é ministrado o curso?
DD: O nome do curso é Desenho Artístico. Então, trabalho com um pouco de tudo que serve de base para o aluno entender as experiências visuais, intelectuais e motoras a respeito do desenho. Anatomia humana, luz e sombra, perspectiva são apenas alguns dos conceitos básicos abordados. Além disso, falo de muitas outras coisas e, principalmente, das dúvidas sobre carreira e mercado de trabalho. Não posso deixar um aluno sair de um curso meu pensando em ser profissional sem ter uma ideia do que o espera lá fora.

JIS: Como você vê o interesse da população de Bento pelo curso e pela arte do desenho?
DD: Aumentando. A vinda de pessoas de fora da Serra Gaúcha para cá, a miscigenação, tem sido muito favorável para a expansão artística e a visão crítica. Há dez anos, era bem menor. Para mim era estranho ver crianças com pouco interesse em história em quadrinhos, por exemplo. Hoje já temos eventos nerds como o Nerdland, Ilustra’s Stock que celebra o Dia Mundial do Desenhista, a busca por cursos de arte, tanto na fundação como com os professores Micael Biasin e Marjori Vaccari. Temos grupos de desenho no Facebook. Estamos em expansão e isso é ótimo!

JIS: Há anos você participa do Encontro de Cartunistas Gaúchos (Cartucho) em Santa Maria?
DD: Participo desde 2014, ano em que fui convidado pelo organizador do evento, professor da UFSM e cartunista Máucio Rodrigues. É bem legal, reúne desenhistas de vários municípios do Estado. Rimos muito por conta do universo do cartum. Tem que fazer o cartum temático do ano, que só é revelado no último dia em exposição, o que sempre dá um frio na barriga. O evento é fantástico, encontro muitos mestres por lá. Procuro sempre participar de atividades e conversar com o público, fazendo o meu melhor.

JIS: Algo a acrescentar?
DD: Sim. Seguem informações que pode ser úteis para desenhistas que queiram se juntar para trocar ideias e experiências. Os grupos do Facebook abaixo citados foram criados por mim para unir o pessoal e difundir o grafismo.

Seguem os links: Desenhistas Bento Gonçalves https://www.facebook.com/ groups/1414591142185334/ Grupo de Estudos Bento Gonçalves e Região https://www.facebook.com/ groups/1711476929096446/

NerdLand: evento nerd ocorre em Bento Gonçalves no próximo sábado


nerd-land-01O evento Nerd Land, em Bento Gonçalves, chega a sua 2ª edição no próximo sábado, 03 de junho, partir das 10 horas, no ginásio e no anfiteatro da UCS – CARVI. Reunindo a cultura nerd e a cultura pop, o Nerd Land será marcado por bate-papos guiados por produtores culturais e estudantes de Bento Gonçalves, além de convidados de projeção nacional para discutir sobre os diferentes caminhos no amplo mundo dos games e da cultura pop.

Os bate-papos serão sobre literatura, histórias em quadrinhos, ilustrações, desenhos mangás, cinema e séries televisivas. Durante o evento, que encerra às 19 horas, crianças receberão treinamento jedi da série Star Wars, ministrado pela Escola Padawan. O evento também será marcado por competições em diferentes modalidades de jogos e campeonatos. Para compras, haverá várias lojinhas com produtos personalizados da cultura nerd.

Food Trucks, música e a diversão garantida pelos Cosplayers reforçam a expectativa de maior público em comparação ao evento anterior, que reuniu mais de 450 pessoas na sua primeira edição, ocorrida em 2015 no Clube Susfa. Nesse ano, não haverá uma programação específica voltado para os Cosplayers, estando convidados a participar de acordo com as novas regras disponíveis no regulamento, encontradas no site http://eventonerdland.com.br. O Nerd Land tem classificação livre e os ingressos custam a partir de R$ 25.

Entrenerd-land-03 os convidados de Bento Gonçalves, o desenhista, Douglas Dias, também professor de desenho na Fundação Casa das Artes, que vai palestrar e reproduzir caricaturas durante o evento. A ilustradora Emmy Dala Senta, do Coletivo Conspira, estará expondo suas ilustrações. A acadêmica do curso de Jogos Digitais, Luiza Aiolfi, estará palestrando sobre a criação e desenvolvimento de games. O Nerd Land também terá a participação do escritor e jornalista Lucas de Lucca, intermediando um bate-papo com os escritores Affonso Solano, do Rio de Janeiro, e Christopher Kastensmidt, autor norte-americano que hoje reside em Porto Alegre.

O evento também receberá a dubladora Fernanda Bullara e o compositor e multi-instrumentista Nickolas Jaques, conhecido como Kaedalus.

O evento é organizado pelo professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Rafael Ramires Jaques. Segundo ele, o público é tanto feminino quanto masculino, com idades entre 12 e 30 anos. “Geralmente os super-heróis recebem mais adesão do público masculino, mas a participação do público feminino é crescente também com essa temática. Acho muito importante essa participação de ambos os sexos, ainda mais hoje que há uma luta crescente das mulheres por mais espaço no mercado de trabalho e em setores e ambientes culturalmente predominados pelo sexo masculino”, ressalta Jacques.

Ingressos
R$ 25,00 para estudantes da UCS
R$ 30 para o público geral em pontos de vendas físicos
R$ 35 para o público em geral adquiridos via internet.
Os ingressos VIPS estão no segundo lote e custam R$ 60. Eles dão direito a fila preferencial, sala de vip com lanches de hora em hora e mais chances em sorteios.
Crianças de 0 a 6 anos incompletos, acompanhadas de responsável, bem como adultos com mais de 60 anos, não pagam ingresso – basta apresentar carteira de identidade ou certidão de nascimento.
Os ingressos podem ser adquiridos na Dona Coruja Brinquedos, Star Games e Escola Infoserv ou pelo site www.sympla.com.br