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Adriana Panizzi: intuitiva e autodidata

Artista plástica (1)Uma mulher que respira e vive da arte, pintando telas, objetos de gesso, cerâmica, vidro, madeira, tecido e restaurando móveis antigos para decoração de ambientes. Essa é Adriana Panizzi, que também retrata releituras em telas e restaura imagens sacras. Uma das características dos quadros autorais de Adriana é a utilização, sobre as pinturas, de materiais diversos, realçando as imagens desenhadas. Sua fonte de inspiração é a intuição.
Adriana, natural de Bento Gonçalves, morou vinte anos longe de sua cidade natal, sempre exercendo sua arte. Ela residiu em cidades do Chile e da Colômbia e também em municípios da grande Porto Alegre. Na maioria dessas cidades trabalhou como professora de artes, sem ter graduação universitária. Descobriu sua veia artística aos 14 anos, ao ajudar a Irmã Lorena, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Bento Gonçalves, a pintar em molde vazado. “Quando visualizei os pincéis, acendeu uma luz na minha alma”, lembra.
Aos 18 anos, comprou em Porto Alegre seu primeiro pincel para pintura a óleo. “Em Bento, esse pincel não era vendido. Foi comprado com sacrifício, porque na época era muito caro”, acrescenta. Aos 20 anos, fez aulas de pintura a óleo e em tecidos com a artista bento-gonçalvense Edla Guindani (in memoriam). “Na ocasião, confirmei o meu dom para a pintura. Daí em diante o trabalho na área fluiu da melhor forma possível”, comemora Adriana.
“Tenho vários vislumbres para pinturas, às vezes acordada, às vezes dormindo, todos anotados em um caderno. O processo continua na tela, onde utilizo a sensibilidade de minhas mãos para a concretização das ideias”, relata a artista plástica.