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Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS

Ivonei Pioner apresentou cinco eixos essenciais para o futuro do varejo gaúcho

O Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS, realizado dias 13 e 14 de março em Bento Gonçalves, encerrou com uma mensagem clara para os mais de 100 líderes que acompanharam a programação: é preciso participação e comprometimento em busca dos resultados almejados para o fortalecimento não só do associativismo, mas, principalmente, do varejo gaúcho. “O desafio de uma CDL não pode ser apenas existir. Precisamos de direção, método e compromisso para o nosso crescimento unificado”, afirmou o presidente Ivonei Pioner.

Alicerçando a estrutura de sustentação do trabalho institucional, Pioner detalhou os cinco eixos essenciais (veja abaixo) para o trabalho da entidade. “A Federação Varejista do RS nasce com o DNA de estar junto, de ouvir e de construir, um movimento que precisa da participação de cada presidente de CDL, assumindo sua responsabilidade nos distritos. Quando a gente se une em torno desses eixos, a gente deixa de ser um ponto isolado para virar uma voz que ninguém consegue ignorar. É a força da nossa união que vai ditar o ritmo do varejo no Rio Grande”, disse.

Assim, o associativismo conseguirá exercer seu pleno potencial. “O varejo gaúcho será tão forte quanto a união das nossas lideranças. Agora, o trabalho volta para as nossas cidades, com a certeza de que somos a voz do varejo do Rio Grande do Sul, uma Federação sólida, técnica e, acima de tudo, unida”, lembrou.

Conheça os cinco eixos apresentados pela Federação Varejista do RS

  1. Conexão com o Sistema CNDL:Crescer conectado é crescer com força. “Nenhuma CDL deve atuar de forma isolada. Pertencer ao Sistema CNDL significa ganhar escala, inteligência e legitimidade. O pertencimento precisa ser vivido na prática. Quem se conecta mais à rede, aprende mais e entrega melhores resultados para o seu associado. Sozinhos somos um ponto, juntos somos uma potência”, explicou.
  1. Tecnologia:A inovação deve ser tratada como responsabilidade de gestão que busca acelerar resultados. O foco não é apenas ter softwares, mas usar a tecnologia para organizar a operação e gerar inteligência de mercado. “Precisamos usar a inovação para simplificar a vida do lojista. Tecnologia é o que nos permite ser rápidos e assertivos na tomada de decisão”, destacou.
  1. Formação: “Nenhuma entidade evolui acima da sua liderança. A qualificação não pode ser um evento isolado, mas uma rotina”, disse Pioner, ao enfatizar a formação contínua da diretoria e das equipes, bem como os processos de governança. “Capacitação é investimento. Se não prepararmos as pessoas, a entidade se torna dependente de poucos e perde a capacidade de renovação.”
  1. Proposta de Valor:A CDL precisa ser percebida como indispensável. “A proposta de valor é transformar a entrega de serviços em relevância percebida pelo lojista. O associado precisa entender, de forma clara, por que estar junto da CDL é uma vantagem competitiva real para o negócio dele”, ensinou.
  1. Compreensão da Representatividade: “A alma do nosso movimento é a consciência do papel político e social da liderança. A representatividade é o que dá voz ao varejo perante o poder público”, destacou Pioner, ao apontar que cada presidente de CDL é o porta-voz de um setor vital. “Quando temos representatividade técnica e organizada, conseguimos influenciar as leis e o ambiente de negócios de forma legítima”, disse.

Lideranças estaduais conhecem diretrizes estratégicas e fortalecer atuação institucional

O protagonismo do setor varejista gaúcho e a necessidade de uma articulação política cada vez mais técnica e presente deram o tom do Encontro de Presidentes da Federação Varejista do Rio Grande do Sul. Reunindo presidentes de CDLs de diversas regiões, a reunião destacou a relevância da união setorial e do planejamento institucional, visando a consolidar as Câmaras de Dirigentes Lojistas como voz legítima do comércio perante os poderes constituídos.

O presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, abriu os trabalhos enfatizando a importância do convívio presencial: “É no olho no olho, no convívio e no compartilhamento de experiências que nós realmente construímos a força do nosso varejo. Esse encontro reafirma que a Federação só existe e só é forte porque cada um de vocês acredita no propósito de transformar a realidade do lojista na ponta”. Pioner ressaltou que o sucesso das ações depende do engajamento direto entre os presidentes, permitindo que demandas locais se transformem em pautas estaduais robustas.

Dando sequência à visão estratégica, a diretora de Relações Institucionais e Governamentais, Clarice Strassburger, detalhou o trabalho de RIG, destacando que a atuação da Federação em Porto Alegre e Brasília tem se tornado cada vez mais técnica e proativa. “O nosso trabalho de RIG não é apenas estar presente, é ser relevante. Precisamos que cada presidente entenda que a Federação é a ferramenta técnica que leva a dor do lojista até as mesas de decisão, monitorando leis e defendendo o ambiente de negócios com dados e estratégia”, enfatizou Clarice.

Gestão, Inovação e Sustentabilidade

O vice-presidente Marcos Carbone abordou a responsabilidade administrativa e o potencial estratégico do SPC. Como coordenador do conselho do SPC no RS, Carbone explicou que o sistema evoluiu de um banco de restrição para a maior base de inteligência de dados da América Latina. “O SPC mudou. Somos uma base de inteligência competitiva e cadastro positivo. Nosso time está focado em ensinar o lojista a usar esses dados para vender melhor e com mais segurança”, afirmou, destacando que a gestão de uma entidade exige rigor técnico e transparência.

Na área de Inovação, o diretor Lucas Magnani apresentou a iniciativa da CDLA (Inteligência Artificial da CDL), projeto gaúcho abraçado pela Confederação Nacional (CNDL). Magnani ressaltou a importância de democratizar a tecnologia: “A Inteligência Artificial já define quem sobrevive no mercado. Nossa missão é trazer essa tecnologia de forma acessível, focando no pequeno e médio lojista”. Ele também apresentou o projeto “Panorama do Comércio”, que utiliza dados de fontes como SPC Brasil, Caged e Receita Federal para entregar diagnósticos reais do mercado gaúcho a cada CDL.

A viabilidade econômica das entidades foi o foco de Jaime Machado, diretor de Serviços. Ele destacou que a sustentabilidade financeira das CDLs está ligada à oferta de soluções que atendam às necessidades do mercado. “O nosso desafio é transformar a Federação em uma grande central de soluções. Precisamos que o lojista não tenha dúvidas de que ser associado à CDL é um investimento com retorno imediato”, afirmou Jaime, reforçando que a receita gerada pelos serviços financia a luta institucional da entidade.

Expansão e Representatividade

O diretor de Crescimento, Expansão e Distritais, Ricardo Bartz, detalhou o plano de capilaridade da Federação, destacando o papel dos diretores distritais como elos vitais entre as bases e a diretoria estadual. “O diretor distrital é o embaixador da nossa Federação; é ele quem garante que as diretrizes cheguem com força na ponta”, pontuou Bartz, conclamando os presidentes a identificarem oportunidades de novos negócios regionais.

A força feminina foi representada pela diretora da CDL Mulher RS, Débora Balbinot Lunardi, que apresentou dados sobre o empreendedorismo feminino no estado, onde 44% das empresas são lideradas por mulheres. “A CDL Mulher é um ambiente feito por mulheres para mulheres, mas aberto a todos que entendem que precisamos de equidade para crescer. Nosso foco é desenvolver negócios e criar redes de apoio”, afirmou Débora. Ivonei Pioner complementou citando a evolução cultural do sistema e a importância de ter lideranças femininas em todas as mesas de decisão.

Já a CDL Jovem RS, representada pela diretora Shaíze Maldonado Roth, focou na sucessão e na renovação do associativismo. Ela convocou os presidentes para o Dia Livre de Impostos (DLI), marcado para 28 de maio, como uma ação de conscientização tributária. “A CDL Jovem é a oportunidade de prepararmos lideranças com o DNA do associativismo, garantindo que o movimento siga forte e conectado com as novas realidades”, defendeu Shaíze.

Novo Posicionamento

O encerramento dos painéis institucionais coube ao diretor de Comunicação e Eventos, Jásser Panizzon, que apresentou o slogan: “A alma do Varejo. A voz do Rio Grande”. A nova marca reflete um momento de maior vigor e autoridade da Federação no estado. “Nossa marca reflete um momento de assumir um espaço ainda maior. Precisamos consolidar que somos a alma do varejo e a voz que defende o setor em todas as instâncias”, afirmou Panizzon. A pauta do Encontro de Presidentes contou, ainda, com dinâmicas sobre maturidade de gestão institucional, capacitação de lideranças, homenagens a CDLs aniversariantes e momentos de integração, reforçando o compromisso da Federação Varejista do RS com o desenvolvimento econômico do estado.

Legenda: Primeira edição do Encontro de Presidentes da Federação Varejista do RS

Crédito: Jeferson Soldi

Kátia Bortolini: