Segunda temporada de Causos e Gaitas começa sábado

Ação do Festival Música de Rua promove novos encontros musicais

Amparado no sucesso da primeira edição, que teve mais de cem mil visualizações, a série Causos e Gaitas, apresentada pelo músico Rafael De Boni, pegou a estrada para novos encontros musicais e de boas prosas. Os novos episódios da websérie do Festival Música de Rua serão apresentados a partir do próximo sábado, na página do Facebook do Festival. Os vídeos entram no ar a cada dois dias, sempre às 10h.

O primeiro dos encontros do acordeonista Rafael De Boni terá um significado especial. Afinal, ele vai a Vacaria visitar João Maria Pinheiro da Rosa, seu professor e de uma geração de artistas como Edson Dutra, Bebe Krammer e Uiliam Michelon que, mesmo com deficiência visual, segue na ativa.

O segundo episódio do Causos e Gaitas, que será exibido segunda-feira, dia 3, é para relembrar a memória do músico Xiruzinho, morto num acidente automobilístico há sete anos. As gravações foram na cidade de Esmeralda, tendo participação do amigo dele, Ajadil Costa, um pesquisador da música de raiz do Rio Grande do Sul.
José Mendes, músico eternizado pelo hit “Para Pedro”, será homenageado no terceiro episódio, quarta-feira, dia 5. A gravação conta também com a participação de Ajadil Costa, biógrafo do artista, e foi realizada junto ao Memorial José Mendes, em Esmeralda.  

Outro destaque da programação é a gravação feita com o Maestro Eleonardo Caffi, que é expert no acordeon em Caxias desde os anos 1950 e foi professor de memorável Adelar Bertussi. Os causos e as lições do autor da melodia do Hino de Caxias do Sul serão exibidos sexta-feira, dia 7.
Para fechar a série em grande estilo, na segunda-feira, dia 9, Rafael De Boni se encontra com grande mestre do violão pampeano Lúcio Yanel. A charla e o duo musical promete momentos de virtuose pura, além de boas histórias cheias de sotaque e sonoridades regionais.

Para a realização da segunda temporada da série Causos e Gaitas a produção seguiu todas as normas de segurança sanitárias definidas para o período da pandemia.

Este projeto foi contemplado no Edital de Curso Produções Culturais – SEDAC –RS nº 09/2020 – Com recursos da Lei nº 14.017/2020.

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João Maria Pinheiro da Rosa

João Maria Pinheiro da Rosa é professor de acordeon com atuação em Bom Jesus e Vacaria. Fundador do conjunto musical Os Caudilhos, um dos mais tradicionais do Estado, que teve também como integrante o Maestro Antonio Carlos Cunha. Nascido na localidade de Carretão, distrito de Bom Jesus, em 8 de abril de 1937, aos sete anos, mesmo com deficiência visual, começou a tocar gaita de 12 baixos, um presente que ganhou do seu pai. No início dos anos 1960, João Maria iniciou a profissão de professor de acordeon, gaita ponto e violão. Entre seus alunos estão inúmeros artistas conhecidos no Estado, tais como Edson Dutra, Bebe Krammer, Uiliam Michelon e Rafael De Boni.

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Xiruzinho

João Darlan Bettanin foi um dos grandes nomes da música nativista de Caxias do Sul. Natural de Esmeralda, também atuou como advogado, além de ser cantor e compositor com performance própria derivada de seus estudos de violão clássico. Sua carreira começou em 1983, colecionando participações em show nacionais e internacionais, tocando ao lado de artistas como Lúcio Yanel, Yamandu Costa e Renato Borghetti. Seu primeiro dos quatro discos nativistas autorais foi “Um Parelheiro que Tenho”, lançado em 1991 pela gravadora Acit. Em 2013, deixou de lado temporariamente o nativismo para lançar um CD de música popular, “Aquarelas do Amor”. Em 2012, lançou o livro-CD “A Arte Real em Versos, Pajadas, Décimas, Sonetos e Poesias”.

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José Mendes

José Mendes Guimarães nasceu na cidade de Lagoa Vermelha, em 20 de abril de 1939. Desde os 14 anos de idade mostrou interesse pela música gaúcha. Durante 15 anos ele trabalhou como peão de estâncias e, sempre que podia, escrevia suas próprias músicas. Aos 18 anos começou uma dupla chamada “Os Irmãos Teixeira”. Em 1958 foi prestar o serviço militar e se mudou para Vacaria, decidindo então buscar a carreira artística. Oficialmente começou em 1960, quando formou o trio “Os Seresteiros dos Pampas”. Em 1962, depois de fazer alguns shows no nordeste brasileiro, gravou seu primeiro disco, “Passeando de Pago em Pago”. Depois disso, fi cou famoso no país inteiro com hits como “Para Pedro” e “Não Aperta Aparício”.

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Maestro Eleonardo Caffi

Eleonardo Caffi veio da província de Ancona, na Itália, para o Brasil em 1948 com o objetivo de se tornar um músico profissional. No seu currículo consta a fundação do Conservatório Musical Rossini em Porto Alegre, a composição da melodia do Hino de Caxias do Sul, além da Presidência de Honra da Associação de Gaiteiros e Acordeonistas do Rio Grande do Sul. O acordeon começou a se tornar popular em Caxias do Sul por meio do maestro Eleonardo Caffi. Caffi adotou Caxias como casa e profissionalizou mais de dois mil alunos com o instrumento. Um deles foi Adelar Bertussi, que junto ao irmão Honeyde Bertussi, se destacaram no cenário da músic a nacional a partir de 1955. Outros artistas que passaram pelo Maestro Caffi foram Itajaíba Mattana, Paulo Siqueira, Daltro e Gilney Bertussi, Edison Campagna e Fernando Gomes. Caffi também gravou um LP intitulado de “Dance com Eleonardo Caffi: O Mágico do Acordeon”, em 1960, em São Paulo.

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Lúcio Yanel

Argentino de Corrientes, radicado no Brasil há muitos anos, Lúcio Yanel é considerado um dos alicerces do violão solista na música regional sulina e o violonista com maior produção na história do violão gaúcho. Veio para o Rio Grande do Sul em 1981 onde passou a atuar nos festivais de música regional. Sua maneira de tocar influenciou muitos músicos das gerações posteriores, como os violonistas Yamandu Costa, Marcello Caminha, Maurício Marques (Quarteto Maogani) e Ricardo Martins. Mesmo sendo um músico autodidata, Yanel é um dos fundadores do que se pode considerar uma “escola do violão gaúcho” da qual Yamand&u acute; Costa é um dos nomes mais representativos. Com seu trabalho ao violão, ampliou-se a difusão de alguns gêneros latino-americanos como a chacarera, o chamamé, o rasguido doble e a zamba, no sul do país. Além de se dedicar à música regional gaúcha, também conheceu e atuou ao lado de diversos nomes do cenário musical argentino, como Astor Piazzolla, Mercedes Sosa, Atahualpa Yupanqui e Antonio Tarragó Ros. Apresentou-se ainda em inúmeros festivais e gravou com renomados artistas gaúchos como Gilberto Monteiro, Joca Martins, Luiz Marenco, Bebeto Alves, Jayme Caetano Braun e César Oliveira e Rogério Mello, além de ter composições ao lado de Renato Borghetti, Noel Guarany, Gaúcho da Fronteira e Luiz Carlos Borges.

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Ficha Técnica:

Apresentação: Rafael De Boni

Direção: Daniel Ignácio Vargas

Direção Executiva: Luciano Balen

Roteiro: Daniel Vargas e Rafael De Boni

Pesquisa: Rafael De Boni

Direção De Produção: Moisés Oliveira

Direção De Fotografia: Daniel Vargas

Captação De Som: Moisés Oliveira

Locução: Rafael De Boni

Assessoria Jurídica: Rafael De Boni

Design Gráfico: Breno Dallas

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Foto: Rafael de Boni

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