EMEFE Caminhos do Aprender reestrutura planejamento pedagógico para atender alunos surdos

A Secretaria de Educação por meio do Núcleo de Inclusão e Diversidade (NID) está auxiliando na reestruturação pedagógica, da turma de alunos surdos, na EMEFE Caminhos do Aprender, neste período de pandemia. O NID, em parceria com as professoras das Salas de Recursos Multifuncional, realizou estudos para confecção e trocas de materiais para serem utilizados com os alunos surdos.

Com o objetivo de facilitar a aprendizagem, a diretora Cláudia Pimentel e a professora Amanda Albernaz estão recebendo, uma vez por semana, os alunos da turma de surdos para entrega e orientação das atividades que serão realizadas juntamente as suas famílias.

Estão sendo beneficiados alunos surdos dos segundos e quintos anos do Ensino Fundamental, atendidos pela professora Amanda dos Santos Albernaz. A professora, além da formação necessária, possui seiscentas horas de curso de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, que é a linguagem utilizada pela comunidade surda. Amanda destaca que “estamos realizando a adaptação curricular necessária às necessidades individuais de cada aluno, utilizando jogos e materiais diversos, confeccionados aqui na escola. Assim serão minimizadas as dificuldades de realização das atividades no ensino remoto”.

A medida cumpre as regras sanitárias vigentes e o atendimento está sendo uma criança por vez. De acordo com a secretária de Educação, Adriane Zorzi, “pensando na deficiência auditiva e nas dificuldades dessas crianças de participar das aulas remotas, organizamos um cronograma semanal aonde a cada dia um aluno vai até a escola receber das mãos da professora, o material concreto e as orientações de como realiza em suas casas. Com essa atitude, queremos enriquecer a continuidade do processo inclusivo e de aprendizagem destes alunos”.

A diretora Cláudia Pimentel salienta o trabalho pedagógico que está sendo empreendido: “acredito muito na importância deste olhar individualizado, do uso de recursos variados, na qualificação dos profissionais na Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS que é o caso da professora Amanda e por todos que fazem parte (comunidade escolar) para enriquecer e ampliar este processo inclusivo”.

A presidente da Associação dos Surdos de Bento Gonçalves, Daniela Flamia, expressa o seu sentimento: “estamos felizes com esse olhar de inclusão e preocupação. Isso faz a diferença, pois alguns não têm aceso a Internet ou nem possui um aparelho de celular. Essa atitude mostra o comprometimento da escola e do Poder Público”.

“Dessa forma, estamos contribuindo no desenvolvimento e habilidades deste alunos para que eles se sintam cada vez mais pertencentes e respeitados na sociedade, que conquistem o seu espaço, mostrando a sua força e determinação para que sejam inseridos no mercado de trabalho e atividades sociais”, enfatiza Adriane Zorzi.

Assessoria de Comunicação Social

Foto: Divulgação/SMED/EMEFE Caminhos do Aprender

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