Capa livro Bacca - Reprodução

Ademir Antônio Bacca lança Janelas da Memória

Uma obra sonhada há 10 anos e que, nos últimos três anos consumiu quatro horas diárias de escrita, resultou no livro Janelas da Memória, do jornalista e escritor Ademir Antônio Bacca, nascido em Serafina Corrêa e criado em Bento Gonçalves, onde reside até hoje. O livro, de 400 páginas, com capa dura, reporta em capítulos, memórias do autor e de outros personagens, relacionadas em décadas, a acontecimentos que marcaram a história do Brasil e do mundo. Ao todo, são 15 capítulos, entre eles alguns com histórias inéditas de fatos ocorridos em Bento Gonçalves. O livro, concretizado com o apoio da Lei Rouanet, está sendo comercializado nas livrarias do município por R$ 90,00.

“Caminho e dentro de mim também caminham as palavras, à procura de outras palavras, para contar as histórias que elas querem contar”. “Assim, levado por estas palavras mágicas do escritor Eduardo Galeano. Retiradas de “O Caçador de Histórias”, um dia decidi ter chegado a hora de abrir meus arquivos e começar a escrever esse livro, que há muito caminhava inquieto dentro de mim”, ressalta o autor, que aos 4 anos, em 1956, migrou com a família do município de Serafina Corrêa para o de Bento Gonçalves, onde o pai iria trabalhar para a extinta Madeireira Dall’Oglio, como marceneiro.

“Não é o meu livro de memórias, embora a minha história esteja nele. Também não é um livro da Turma do Ipiranga, embora ela transite em quase todos os seus capítulos. Muito menos é o livro de Bento Gonçalves ou Serafina Corrêa, embora minhas duas pátrias sejam cenário da maioria das lembranças contidas. É só um livro de histórias”, ressalta o autor.

Bacca relata que nos últimos três anos elaborando o livro, muitas vezes se imaginou atravessando o espelho como se fosse uma máquina do tempo. “O ator Jeremy Irons afirmou que todos nós temos nossas máquinas do tempo. As que nos levam para trás são chamadas de memória e as que nos levam para a frente, chamamos de sonhos. Outras vezes, me parece ter ficado parado, imóvel, na frente do espelho, simplesmente deixando que ele me contasse essas histórias”, acrescenta.

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