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BPW CONEXÃO PSI: Fortalecimento feminino e saúde emocional

A saúde emocional tem importância fundamental para o fortalecimento feminino.

No mês da mulher, trazer à tona esta discussão nos permite examinar alguns dos fatores que facilitam e que dificultam que as mulheres possam conquistar seu espaço social e sua felicidade.

O projeto Conexão Psi – da ONG BPW Bento Gonçalves (Business Professional Women) tem como objetivo justamente a promoção do fortalecimento feminino através do autoconhecimento, da sonoridade e da palavra, permitindo que as mulheres reconheçam suas capacidades e competências e encontrem caminhos para o enfrentamento dos desafios cotidianos nas relações, nos ambientes de trabalho e poder. 

As discussões realizadas nas rodas de conversa em 2020 revelaram, entre outras coisas, que as mulheres que se desafiam a pensar sobre si, suas fragilidades e temores e engajam numa jornada de autoconhecimento e de apoio mútuo, conquistam autoconfiança e maior segurança para tomar decisões, fazer escolhas, mesmo num momento incerto como o que estamos vivendo.  

A expressão “empoderamento feminino” está relacionada também ao poder de escolha das mulheres, que passa por uma consciência coletiva de que mulheres e homens devem ter condições e oportunidades iguais. A mulher empoderada é aquela que pode definir os seus objetivos, adquirir competências – ou ter as suas competências e conhecimentos reconhecidos – resolver problemas e desenvolver seu próprio sustento (ONU Mulheres).

 

Mulheres chefiam cerca de 45% dos lares brasileiros

Para conquistar essa condição, a mulher continua com inúmeros desafios a enfrentar. Atravessada e constituída por uma sociedade com características patriarcais, pelas determinações sociais de gênero, frequentemente apresenta em sua personalidade traços de menos valia, obediência e servidão, que resultam em naturalização da desigualdade e da violência de gênero. Os exemplos mais dramáticos disso são os índices crescentes de feminicídio, notificações de violência sexual, física e outras, além de taxas de tentativa de suicídio sete vezes mais altas em mulheres do que em homens. Sobre as mulheres pesa, ainda, a responsabilidade principal pelos filhos e pelo cuidado da família em geral (idosos, doentes…), além da dupla jornada: trabalho doméstico e no mercado de trabalho. Conforme o IBGE (2018), cerca de 45% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, que têm sob sua responsabilidade o sustento, às vezes exclusivo, de si e da família.

Uma mulher capaz de fazer valer seus direitos precisa ter uma imagem forte de si mesma, reconhecer que possui competências e identificar como pode utilizá-las para uma vida mais plena. Para isso, precisa ter desenvolvido autoestima, senso de valor e de direitos. Não basta que esses direitos sejam assegurados em leis e políticas públicas, as mulheres precisam conhecê-los, acessá-los e apropriarem-se deles. Para muitas, há que vencer dúvidas de toda uma vida sobre suas capacidades e seu valor. Precisam reconhecer mecanismos de autossabotagem, forjados numa crença, às vezes inconsciente, de que não merecem aquilo que almejam ou que não podem disputar lugares de poder com os homens, mesmo que mais preparadas ou com maior competência em alguma área. Nesse aspecto o autoconhecimento é fundamental.

Tentamos sempre equilibrar nossa busca por satisfação pessoal com o convívio harmonioso com os outros. Nesse processo precisamos fazer escolhas, negociar, expressar opinião, ceder, cuidar, dirigir, responsabilizar-nos. Habilidades sociais aliadas ao autoconhecimento são fundamentais para conquistarmos o bem-estar individual e coletivo. Tudo isso, entretanto, não nasce conosco, mas a boa notícia é que ainda podemos desenvolver essas capacidades ao longo da vida.

Aprendendo a se perdoar

Importante salientar: não há fórmulas mágicas. Você até pode buscar alternativas para conquistar bem-estar, como terapias diversas, boa alimentação, exercício físico e o cuidado de si, mas o verdadeiro autoconhecimento e a mudança de mecanismos ou aspectos da personalidade exigem um trabalho reflexivo e consistente, que requer algum grau de esforço e comprometimento.

Como podemos fazer esse caminho? Permitindo um novo olhar para si mesma, para os outros e para o mundo que nos cerca, assim como para nossa própria história de vida, reconhecendo nossos limites e as áreas em que somos mais competentes. Abandonando o perfeccionismo e a tendência a nos guiarmos somente pelas expectativas dos outros. Aprendendo a se perdoar e arriscar, a errar e consertar, aprendendo a olhar com compaixão e empatia para os outros. Fazendo uso do leque de estratégias para o enfrentamento de situações adversas, buscando olhar para os problemas como desafios e não como ameaças.

Livros interessantes, conversas construtivas, cultivo da auto percepção, da auto aceitação e abertura para novas experiências são valiosos para trilhar esse caminho. A psicoterapia, quando realizada por profissionais habilitados, também constitui um instrumento poderosíssimo de autoconhecimento e mudança em direção à saúde emocional e ao fortalecimento pessoal.

 

Psicologas Karina, Karin, Maria Rita e Tatiana

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