Safra 2021: “Uma colheita farta, é isso que a gente espera”

“Tivemos um ano atípico em 2020 e, em meio a toda essa pandemia, esperamos que isso acabe e sigamos numa vida normal. A expectativa é que seja um ano melhor. É o anseio de todo agricultor, porque ele planta para ter uma colheita farta, e é isso que a gente espera. Esperamos ter um ano bom”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Santa Tereza e Pinto Bandeira, Cedenir Postal.

Cedenir Postal

O presidente do Sindicato não deixou de comentar sobre a importância dos agricultores receberem os pagamentos pela colheita no prazo correto, sem atrasos. “Todos os anos, quem define o preço é o Governo Federal. A uva tem um preço mínimo, é instituído em lei, isso não quer dizer que tem que ser o preço praticado. E esperamos que o produtor seja valorizado. Outra questão bem importante é o prazo de pagamento. Infelizmente tem algumas vinícolas que não terminaram de pagar ou estão terminando de pagar só agora a safra do ano passado, e isso é muito tempo. Já tentamos provocar o pessoal das indústrias para fazerem o contrato, mas eles não querem, porque é mais fácil trabalhar com o dinheiro do agricultor do que buscar dinheiro em banco, que tem juro alto. O Sindicato sempre luta, vai atrás, reivindica, faz reuniões com entidades e governo mas, muitas vezes, não depende só de nós”, afirma.

Postal afirma ainda que o Sindicato sempre foi ao encontro dos agricultores para conversar, mas que em 2020, em virtude da pandemia, os encontros foram realizados mais no sistema virtual, evitando aglomeração com o grande número de pessoas.

“Procuramos dialogar. Desde que começou a pandemia as reuniões estão mais restritas, mas estou fazendo algumas visitas e conversando com pequenos grupos. A situação não permite fazer reuniões, principalmente com um grande número de pessoas”, afirma.

Ainda de acordo com Postal, “infelizmente tivemos neste ano algo atípico que não ocorria nos últimos anos, que foi o grande número de queda de parreirais. Em cada ano tem algo diferente: granizo, seca, excesso de chuva, mas o que chama a atenção é a grande quantidade de parreirais que caíram. Isso é ruim, porque quem tem um parreiral que vai ao chão, tem um prejuízo muito grande”, lamenta.

Fotos reprodução

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