Professora Ancilla

O futuro do ensino

Por Professora Ancilla Dall’Onder Zat 

ancila@italnet.com.br 

O distanciamento social, que a pandemia da Covid-19 impôs à sociedade, repercutiu no ensino e, consequentemente, na escola, diversificando estratégias na busca de adequações circunstanciais.

 

Assim como a sociedade, a escola e os professores, a família e seus filhos estudantes, todos fomos surpreendidos pela experiência do isolamento social. Foi nesse clima que escola e família assumiram uma função conjunta nos estudos de seus alunos e filhos. Enquanto a família buscou alternativas para acompanhar os seus filhos e auxiliá-los nas tarefas escolares, sem dispor, de um modo geral, dos conhecimentos didáticos necessários, mas com muito amor, os professores assumiram funções diferenciadas e múltiplas, com o uso da tecnologia ou sem ela, em muitos casos, para que seus alunos possam aprender e, quiçá, com protagonismo. O fato revelou à família a importância do professor e, ao aprendiz, a necessidade do “querer aprender”.

 

A adaptação da educação aos moldes virtuais revelou sérias dificuldades e desigualdades no ensino/aprendizagem. Como ensinar não é apenas fornecer informações e tarefas online, os professores que não possuíam essa formação, por iniciativa própria, da escola ou da gestão pública, buscaram capacitação para adotar ferramentas tecnológicas, gravar vídeos e criar formas para manter seus alunos engajados no processo de aprender. Multiplicaram-se os exemplos pelo Brasil, um deles, o da professora que percorria diariamente quilômetros de bicicleta para entregar e explicar as tarefas aos seus alunos, mostrou o outro lado da moeda: nem todos os alunos dispõem dos equipamentos e da internet. Pesquisas publicadas revelam as diferenças. Outros exemplos, no nosso meio, mostraram avanços em vídeos apresentados pelos alunos.

 

A desigualdade social, presente em nosso país, mostrou que nem todas as crianças têm as mesmas condições de acesso à internet. Por outro lado, na educação infantil, sabe-se que elas aprendem interagindo com o meio físico e com as outras crianças, necessitando outras formas de atendimento.

 

Se a adoção e domínio das ferramentas tecnológicas possibilitou o ensino remoto, online, é possível evoluir para o ensino híbrido com a retomada das aulas presenciais, em princípio, em forma de rodízio. O ensino híbrido implica em atividades que contemplem o uso das tecnologias e outros recursos presentes no ensino em uma nova gestão de aprendizagem em que os professores atuem como mediadores e os alunos sejam protagonistas de sua aprendizagem.

 

Essa proposta procura atender os diferentes perfis de alunos nas experiências de aprendizagem, com a adoção das metodologias ativas. Estas apontam para novas perspectivas para o ensino. A educação, com o esforço de todos, sairá desta realidade com um ensino fortalecido.

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