Casarão centenário de Tuiuty vai sediar Centro Cultural

A casa centenária que sediava a subprefeitura de Tuiuty, distrito de Bento Gonçalves, vai sediar um Centro Cultural. A obra será realizada pela empresa Construvia Serviços de Reformas Prediais Eireli, com investimento de R$ 817.606,04, financiada pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul como patrocinadores Transportes Dumar Ltda, Casttini Móveis, Monofrio e Anderle Transportes. A previsão do término é de 12 meses.

 

A estrutura do Centro Cultural Tuiuty da edificação, com área total de 454,49 m², irá contar com sala multiuso, quatro salas de oficinas, sala de leitura e acervo, sala de treinamento, dois depósitos, recepção, sala de administração e acessibilidade (inclusão de elevador no prédio).

 

O casarão, localizado na Estrada Uva e Vinho, no coração da comunidade, desmoronava-se ao olhar de quem por ela passava. Seus primeiros proprietários foram Orestes Tomasi e Atílio Pompermayer. A residência já foi frigorífico, açougue, casa comercial e ferraria, antes de se tornar patrimônio público e sede administrativa do distrito, por meio de uma permuta entre Pompermayer e a prefeitura, em1979, na administração de Fortunato Janir Rizzardo (PDT).

 

Como subprefeitura, abrigou correio, central telefônica e posto de saúde. Também foi residência do subprefeito de Tuiuty, em 1994. O administrativo da subprefeitura de Tuiuty trocou de endereço na gestão de Alcindo Gabrielli (PMDB), exercida de 2005 a 2008, mediante a precariedade do casarão.

 

O prédio, de três pavimentos, construído com pedra, tijolo e madeira, foi inventariado como patrimônio histórico da imigração italiana em 1994, em levantamento do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul, realizado em conjunto entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) e o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 

Scagliola: particularidade histórica

O casarão tem uma particularidade histórica: a superfície da parede de um ambiente situado no primeiro pavimento do prédio é ornamentada com scagliola, técnica de imitação de mármore, presente na região da Serra Gaúcha apenas em residências antigas de famílias muito abastadas. O ornamento também é visto em parte da parede externa da casa. A palavra scagliola deriva-se de scaglia, italiano, “lasca de mármore”.

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