arte para cego ver

A Arte para Cego Ver

Exposição virtual do fotógrafo Helio Alexandre, adaptada para deficientes visuais, estreia no dia 31 de julho

Por Rodrigo De Marco 

rodrigo@integracaodaserra.com.br 

@sr_demarco 

Uma das virtudes do fotógrafo é traduzir sentimentos em imagens, retratando a essência das emoções em cada clique. É possível dizer que um dos diferenciais está intrínseco na sensibilidade do artista das lentes. Em Bento Gonçalves, o fotógrafo Helio Alexandre, 49 anos, é um desses fotógrafos que se diferencia pela sensibilidade do olhar, além do altruísmo.

 

Foi com esse pensamento, voltado para o outro, que Helio criou a exposição fotográfica “A Arte para Cego Ver”, que estreou na última sexta-feira (31). O projeto foi contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura em 2019, com o objetivo de levar a acessibilidade para deficientes visuais. Em virtude da pandemia do coronavírus, a exposição, que seria itinerante, foi adaptada para a versão virtual, mas sem perder sua essência. O fotógrafo escolheu dez artistas locais para retratar cada um em seu local de trabalho, ou seja, fazendo arte. São eles: Silvio Klima, Ernani Cousandier, Eliane Averbuck, Eliane Pasquetti, Mauri Menegotto, Anastácio Dietrich Orliskowki, Márcia Carraro, Gilberto Marcos Schenatto, Alex Nunes, Vildete Dall Bello Pessuto.

 

“Estou adaptando as fotografias da exposição. As telas que eu iria expor já estão prontas, mas como não vai ter a possibilidade de apresentação física, vou fazer virtual. Eu adaptei as imagens e a descrição das fotografias para o modo virtual, publicando no Facebook, Instagram e na minha página. Ela vai atingir mais gente do que o esperado”, acredita.

 

A ideia do projeto, segundo Helio, nasceu em 2019, quando abriu o edital para inscrição de projetos para o Fundo Municipal de Cultura de Bento Gonçalves. “Quando abriu a possibilidade de ingressar no FMC, algumas pessoas me sugeriram o projeto e eu não tinha nenhuma ideia de como começar a fazer, até porque o projeto foi direcionado para artistas e pessoas que trabalham com arte e cultura. Eu fui incentivado pelas pessoas que gostam do meu trabalho, que estão sempre envolvidos comigo nisso”, conta.

 

O fotógrafo não esconde o entusiasmo para o início da exposição, que, na visão dele, deve atingir um grande número de pessoas no Brasil e também em outros países. Segundo ele, “são 10 telas canvas de 80 x 60, em que eu fiz uma arte fotográfica nelas. As imagens dos artistas foram captadas no mês de março. Para o modo virtual estão sendo adaptadas, de forma que as pessoas que enxergam, ou seja, quem não tem deficiência visual, poderão ampliar as imagens. Para os deficientes visuais, terá descrição na legenda, na publicação. O aplicativo utilizado para a leitura vai funcionar normalmente. A pessoa vai acessar a página e o aplicativo de leitura de tela vai fazer a leitura de texto normalmente, descrevendo a tela para eles”, diz.

O fotógrafo salienta a importância de se reinventar em época de crise. “Confesso que fiquei preocupado com a questão da pandemia, porque todos os meus trabalhos foram suspensos. Eu tenho sempre em mente ficar me reinventando. Se eu não conseguisse seguir na área, iria fazer outra coisa, mas a veia fotográfica é bem forte e eu me reinventei com a fotografia, com a organização de imagens em álbum e acredito que esse é um segmento do meu trabalho também. Eu tenho por objetivo continuar a fazer arte desse modo. Eu penso também em seguir nessa linha da acessibilidade e trabalhar num projeto com libras”, destaca.

arte para cego ver 2

arte para cego ver 3

arte para cego ver 4

arte para cego ver 5

arte paar cego ver 6

arte paar cego ver 7

arte para cego ver 8

arte para cego ver 9

arte para cego ver 10

arte para cego ver 11

0 respostas

Deixe uma resposta

Escreva um comentário
Sinta-se livre para contribuir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *