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João Paulo II

Por César Anderle 

Diretor da Anderle Transportes 

Após ser conclamado Papa, em 18 de outubro de 1978, muitos pensavam e até a imprensa italiana duvidava da capacidade de um papa, não sendo italiano (já que por 455 anos até a eleição de Karol só se elegia papas italianos), ser um líder espiritual e um bom condutor do rebanho da igreja católica, tanto que um importante jornal refletiu o estarrecimento geral: “Uno papa polaco, que cosa fá”. Ao longo de seus 26 anos de papado, João Paulo II acabou provando que um homem fora da Itália poderia sim dirigir a igreja de uma forma diferente, de uma forma popular, de uma forma carismática, de uma forma política e, principalmente, demonstraria muita perseverança em seguir o dom da sua fé em Jesus Cristo.

 

Exemplo de superação, de caridade, de humildade, de perseverança e de amor incondicional. O seu papado ficou e ficará presente na memória humana por gerações e gerações. Nunca um papa peregrinou tanto quanto este. Jesus Cristo, em sua peregrinação, nunca ficava parado, estava sempre indo ao encontro das pessoas, divulgando as ideias que Deus Pai ordenou. Mostrava-se perseverante na distribuição do sentimento que move o mundo para a igualdade e a fraternidade.

 

João Paulo II, Sr. Karol Josef Wojtyla, seguiu à risca os passos de Cristo. Nunca fraquejou diante dos obstáculos. Até em suas últimas horas de vida fez questão de ir à janela de seu quarto para abençoar as pessoas. Segundo o Vaticano, um dia antes, supostamente se dirigindo aos jovens que oravam por ele na Praça de São Pedro, murmurara: Eu busquei vocês, agora vocês vêm a mim, e eu agradeço.

 

O Espírito Santo esteve sempre com ele, abençoando, protegendo e direcionando os passos deste homem, que o fez se tornar um dos santos da igreja católica, São João Paulo II.

 

Conforme assegura o sacerdote polonês Jarek Cielecki, diretor dos serviços de imprensa do Vaticano: “Quando finalizou a oração dos fiéis, o Papa pronunciou com sua última força vital a palavra Amém. Pouco depois morreu”, relata o sacerdote que estava com ele em seus últimos momentos num sábado à noite.

 

Em documento aberto e lido em 06 de abril de 2005 pela Congregação de Cardeais o papa João Paulo II disse: Despertem, porque não sabem em que dia nosso Senhor virá.

 

O papa, por diversas vezes, orava a Deus pelo perdão dos erros das lideranças cristãs. O seu pedido de desculpas pelas falhas da sua e da nossa igreja, nos remetem a uma grande reflexão: se ele, com toda a sua santidade, se põe humilde e de joelhos perante todos, porque que nós, homens mais incrédulos, temos de ser tão autoconfiantes e independentes na razão de viver e na razão de ter uma fé própria?

 

Será que esta frase na qual ele diz: Despertem, não tem sentido para um pedido de perdão dos nossos erros e para a busca de uma vida mais amiga, mais fraterna e de uma fé convicta em Jesus Cristo?

 

Deus quis que este fosse o terceiro papa que mais sustentasse o trono de Pedro. Penso que esta superação, enfrentando tanta adversidade política e humana, o tornaram, sem sombra de dúvidas, um dos mais perseverantes homens de fé que se tem notícia. Para nós, um grande homem de determinação, motivação e exemplo a seguir. Para Deus, mais um filho que soube ouvir os seus conselhos e trilhou o caminho do Bem, buscando sempre levar consigo mais e mais pessoas para o seu rebanho.

 

O papa João Paulo II, que veio ao Rio Grande do Sul e para a população exclamou – O Papa é gaúcho!, nos deixou em 02 de abril de 2005, aos 84 anos. Estamos sentindo saudades.

 

Shalom Karol Josef Wojtyla!

Foto: Reprodução

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