Emanuelle

Mulheres das letras

Jovem escritora Emanuelle da Silva, moradora de Bento Gonçalves, é premiada em concurso internacional de Literatura

Por Rodrigo De Marco

rodrigo@integracaodaserra.com.br

@sr_demarco

Aos 19 anos, a jovem escritora curitibana, radicada em Bento Gonçalves, Emanuelle da Silva, já conquista um espaço importante na Literatura. A jovem foi uma das vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres das Letras 2020, da Editora Litere-se, do Rio de Janeiro. O objetivo da premiação é dar visibilidade para jovens escritoras que ainda não estão inseridas no mercado editorial. Emanuelle, apesar da idade, já é uma escritora de personalidade e com planos definidos. Com influências de Machado de Assis, Clarice Lispector e HP Lovecraft, além de citar a premiada Rupi Kaur, a jovem, que há seis anos começou a se interessar por poesia e a desenvolver seus primeiros escritos do gênero, comemora o resultado da premiação, que contou com mais de mil escritoras inscritas de diversas partes do Brasil e também de outros países. Emanuelle ficou entre as cem melhores.

 

Confira a entrevista concedida por Emanuelle ao Jornal Integração da Serra e conheça um pouco mais dessa jovem escritora.

 

Com 19 anos tu já vai ter teus primeiros textos publicados por uma editora. Qual é o teu sentimento com relação a isso?

Emanuelle: Até então, já tinha desistido do concurso ou publicar meus escritos. É um sentimento de agradecimento para todas as pessoas que acreditaram em mim e me fizeram acreditar no meu sonho. Com dezenove anos, estar sendo agraciada com o prêmio, me faz sentir que sou importante, que alguém gosta do que faço e me motiva a continuar.

 

Já participaste de outros concursos?

Emanuelle: Não havia participado de nenhum concurso até então. Agora pretendo participar de mais alguns.

 

Qual é a previsão para a publicação desse material?

Emanuelle: O material já está disponível para compra. A data prevista é para o mês de outubro, onde o prêmio será entregue às escritoras.

 

Conte sobre esses textos premiados e a inspiração para escrevê-los.

Emanuelle: Minha inspiração foram as mulheres que participam da minha vida, as que me criaram e as que conheci. Decidi que queria falar sobre a história de cada uma e a sua luta. Quis fazer uma interpretação de como foi, da visão do povo negro, da escravidão. Em um dos textos, retratei a desconstrução da mulher serva que aceita a vida ruim que leva com o marido.

 

Bento Gonçalves conta com o Fundo Municipal de Cultura, importante para o incentivo da arte no município. Já pensaste em publicar um livro solo através de uma Lei de Incentivo Cultural?

Emanuelle: Já, sim. Este ano aguardo a aprovação de um livro solo para publicação.

 

Quais são teus planos na Literatura?

Emanuelle: Pretendo continuar escrevendo, levando a Literatura para as pessoas, de uma forma que seja de fácil entendimento, principalmente para o público jovem.

 

O que te motiva a seguir no caminho das letras?

Emanuelle: Minha motivação é a minha família e meus amigos, que sempre estão ao meu lado. Quero mudar o mundo, falar que a tolerância deve existir, que podemos, todos juntos, fazer do mundo um lugar melhor.

 

O que as palavras representam para tua vida?

Emanuelle: Quando escrevo me sinto livre, é como se eu fosse ouvida e houvesse uma existência significativa para cada pessoa e situação.

 

Hoje, qual é a escritora que mais admira e porquê?

Emanuelle: Rupi Kaur é quem mais admiro no momento. Ela é de outro país, de uma cultura diferente. Consegue tocar as pessoas com suas palavras. Ela aborda temas que são importantes e me representa como mulher.

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